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terça-feira, 16 de maio de 2023

POESIA DO GRANDE POETA ANTÔNIO FRANCISCO DE MOSSORÓ- A CASA QUE A FOME MORA


A CASA QUE A FOME MORA


Eu de tanto ouvir falar
Dos danos que a fome faz,
Um dia eu sai atrás
Da casa que ela mora.
Passei mais de uma hora
Rodando numa favela
Por gueto, beco e viela,
Mas voltei desanimado,
Aborrecido e cansado.
Sem ter visto o rosto dela.

Vi a cara da miséria
Zombando da humildade,
Vi a mão da caridade
Num gesto de um mendigo
Que dividiu o abrigo,
A cama e o travesseiro,
Com um velho companheiro
Que estava desempregado,
Vi da fome o resultado,
Mas dela nem o roteiro.

Vi o orgulho ferido
Nos braços da ilusão
Vi pedaços de perdão
Pelos iníquos quebrados,
Vi sonhos despedaçados
Partidos antes da hora,
Vi o amor indo embora,
Vi o tridente da dor,
Mas nem de longe via a cor
Da casa que a fome mora.

Vi num barraco de lona
Um fio de esperança,
Nos olhos de uma criança,
De um pai abandonado,
Primo carnal do pecado,
Irmão dos raios da lua,
Com as costas seminuas
Tatuadas de caliça,
Pedindo um pão de justiça
Do outro lado da rua.

Vi a gula pendurada
No peito da precisão,
Vi a preguiça no chão
Sem ter força de vontade,
Vi o caldo da verdade
Fervendo numa panela
Dizendo: aqui ninguém come!
Ouvi os gritos da fome,
Mas não vi a boca dela.

Passei a noite acordado
Sem saber o que fazer,
Louco, louco pra saber
Onde a fome residia
E por que naquele dia
Ela não foi na favela
E qual o segredo dela,
Quando queria pisava,
Amolecia e Matava
E ninguém matava ela?

No outro dia eu saio
De novo a procura dela,
Mas não naquela favela,
Fui procurar num sobrado
Que tinha do outro lado
Onde morava um sultão.
Quando eu pulei o portão
Eu vi a fome deitada
Em uma rede estirada
No alpendre da mansão.

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa
Dos subúrbios da cidade
Ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade,
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pro bolsos dos marajás
E me escondo por trás
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população

Tenho pavor da justiça
E medo da igualdade,
Me banho na vaidade
Da modelo desnutrida
Da renda mal dividida
Na mão do cheque sem fundo,
Sou pesadelo profundo
Do sonho do boia fria
E almoço todo dia
Nos cinco estrelas do mundo.

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas,
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando o terno Xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da Burrice de vocês.

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DIA 16 DE MAIO, DIA DO GARI.

 Por José G. Diniz

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MÃE SANTA!

Por Hélio Xaxá


Era o amor encarnado
Poderia eu assim traduzi-la...
Anjo no Céu guardado:
Santa mãe em mim cintila.
Estrela no céu bordado
Somente amor e luz destila
Deus a levou pra seu lado
Jesus está a conduzi-la.
O amor copiou sua face
Vestiu-a de sua bondade
Deu-lhe aparência divina...
Da flor lhe fez o disfarce
No mundo deixa saudade
No Céu é quem mais ilumina.

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MÃE É UM GRÃO QUE PRODUZ...

Por José Di Rosa Maria


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O VERDADEIRO ASSASSINO DE LAMPIÃO E OUTRAS DESCOBERTAS

Por Ramon Ribeiro - Repórter
Acervo Pessoal = Frederico Pernambucano de Mello com o soldado Sandes. Um encontro em Pedra Velha, Alagoas, provocou a reviravolta no caso de Lampião

Uma das maiores autoridades em assuntos de cangaço, o historiador Frederico Pernambucano de Mello foi pego de surpresa ao ouvir a voz grave no telefone: “Frederico, há muito tempo que você tenta falar comigo. Estou indo a Pedra Velha, em Delmiro Gouveia [Alagoas], me despedir da família. Estarei à disposição. Tenho fatos que nunca contei a ninguém e que não quero levar para o túmulo”. Era dezembro de 2003. O historiador foi ao encontro do sujeito em Pedra Velha e gravou horas e horas de entrevista. No mês seguinte o sujeito morre. Havia sido diagnosticado com aneurisma inoperável. Seu nome é Sebastião Vieira Sandes, o verdadeiro assassino de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

“Lampião não morreu em combate. E quem atirou nele não foi o Honorato, como divulgaram os jornais da época. Foi o Sandes, com apenas um tiro que acertou a região umbilical. Depois desse disparo que o confronto de 20 minutos entre os cangaceiros e a Força Volante de Alagoas começa”, conta Frederico em entrevista ao VIVER. “Quem também corta a cabeça de Lampião é o Sandes. Ele encontra o corpo com as vísceras de fora. A bala triscou o punhal da cintura e rasgou o abdômen de Lampião. Com base no relato do Sandes fui atrás de um perito que analisou o punhal de Lampião e pudemos comprovar as informações”.

Frederico é o autor de “Apagando Lampião - Vida e Morte do Rei do Cangaço” (Global Editora), biografia lançada no início de dezembro, 80 anos depois da morte de Virgulino. A obra, que renova a historiografia do cangaço ao desatar vários nós da trajetória daquele que é um dos personagens mais emblemáticos da história do país, já caminha para uma segunda tiragem, o que demonstra que o tema ainda desperta a curiosidade da população.

Em sua pesquisa que durou décadas, Frederico reuniu raro material de documentos escritos, fotos inéditas e entrevistas orais, tudo para trazer detalhes, resgatar personagens até então pouco abordados, comprovar fatos, contextualizar situações. Segundo o autor, a biografia não propôs a reproduzir o que já foi dito. Nesse caso, o livro inova em quatro questões: a origem da intriga da família de Lampião com a de Saturnino Pereira, a fuga para Bahia, a ida para Minas Gerais e as circunstâncias da morte de Virgulino.

“O cangaço é a mitologia mais forte que o Brasil possui. Tem uma base real, concreta, e é recente, está quase ao alcance da mão. É das manifestações que forma uma cultura, com dança, vestimenta, técnicas de batalha. Tem a força do faroeste americano”, comenta o historiador, autor, dentre outros livros, de “Guerreiros do Sol - violência e banditismo no Nordeste do Brasil”, “Estrelas de couro - a estética do cangaço” e “A guerra total de Canudos”.

Sobre o Sebastião Vieira Sandes, personagem dessa história, Frederico o descreve como uma figura curiosa. “Coiteiro, ficou muito próximo de Lampião e Maria Bonita, que o tinham quase como afilhado e o chamavam de ‘Galeguinho’. Mas em 1937 ele acabou preso. Normalmente os coiteiros capturados acabavam mortos. Mas um fazendeiro interviu na situação. Para continuar vivo, Sandes se viu obrigado a ajudar a Força Volante. Foi amarrado com a tropa até onde o bando estava escondido. E chegando lá, recebeu a ordem para atirar.”

Nesta entrevista, o autor detalha a construção dessa história:

Por que a identidade do verdadeiro assassino levou tanto tempo para ser revelada?

Sandes tinha 22 anos quando matou Lampião. Ouviu o conselho dos mais experientes de não cair na besteira de dizer que foi ele e assim ficou calado. Se sabia que haveria vingança. O Honorato, que afirmou para os jornais que de fato foi ele o autor do disparo em Lampião, depois acabou morto, em 1962. Então o Sandes preferiu se preservar. Nas minhas entrevistas com coronéis, coiteiros, cheguei a informação de que talvez o Honorato não tenha sido o autor do disparo. Descobrir que além do Honorato tinham outros homens na função de guarda-costas do aspirante Francisco Ferreira de Melo. Soube do paradeiro do Sebastião em 1978, em Maceió. Tentei vários anos uma conversa com ele. Mas os parentes sempre diziam que ele não quer falar sobre o assunto, porque era sobrinho da baronesa de Água Branca e que era por isso era melhor ter esquecido a história do cangaço. Depois Sandes foi pra São Paulo. Tentei novamente falar com ele. O que me disseram é que ela mandou avisar que se um dia vier a tocar no assunto, eu seria a pessoa a quem ele revelaria tudo que sabe. Em 2003 veio o telefonema.

Que outra novidade o livro apresenta sobre a história de Lampião?

A relação de Lampião com Minas Gerais. Lampião era profundamente cerebral. Não andava à toa. investiga seus percursos, cheguei a fatos de Minas. Passei um mês lá ouvindo pessoas de muita idade. Descobri o motivo de sua ida a Minas. Um coronel que havia perdido o poder para outra família, estava querendo recuperar o prestígio, então entrou em contato com Lampião. Atraiu ele pra cidade para desgastar seu oponente político. Ia fechar os olhos para as atrocidades do bando. E Lampião estava interessado no ouro. Ele queria conseguir mais armamentos.

Como o bando de Lampião conseguiu durar tanto tempo?

O bando de Lampião movimentou muito dinheiro. Tinha ouro até na coleira dos cachorros. Era uma figura muito inteligente, estratégica, política, desenvolveu técnicas de ataque. A gente brinca que o Lampião criou o Cangaço S.A. Existiam pelo nordeste 10 subgrupos subordinados a Lampião, mas com relativa autonomia. Era o que podemos chamar de franquias.

A que se deve o surgimento do cangaço?

O cangaço nasceu com a colonização. A origem do cangaço está nos levantes indígenas, nos quilombos e nas revoltas sociais, como Canudos. O cangaço é irmão desses três levantes, mas com arma na mão. Infelizmente o tema sempre foi pouco explorado pela academia. Quando comecei a pesquisar o cangaço os professores consideravam um tema de página policial. Enquanto isso, entre 1951 e 1958, Portinari pintava sua famosa série “Cangaceiros”. Essas pinturas estão espalhadas pelo mundo. Pra você ter ideia, o filme mais premiado fora do Brasil é o “Cangaceiros”, de 1963, do Lima Barreto. O tema foi muito discutido na Europa, foi interpretado de modo ideologizado Aparece no filme “Deus e o Diabo na Terra do Som”, de Glauber Rocha. Aparece também na literatura, em livros de José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos, Jorge Amado e Rachel de Queiroz.

Coloborou Cinthia Lopes (editora do Viver).

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/o-verdadeiro-assassino-de-lampia-o-e-outras-descobertas/434014

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A MORTE DE LAMPIÃO DISSECADA POR FREDERICO PERNAMBUCANO DE MELLO

 

Frederico Pernambucano de Melo

Em 'Apagando o Lampião', o historiador traz dados novos sobre quem teria matado o mais famoso cangaceiro

Em alguns de seus campos, a história pode se parecer bastante com uma investigação. Desde 1970, o historiador Frederico Pernambucano de Mello tentava arranjar meios de averiguar uma informação que tinha chegado até ele – a de que Antônio Honorato da Silva, o Honoratinho, não era o verdadeiro responsável por matar o cangaceiro Lampião durante um tiroteio em 1938. O autor do disparo fatal, segundo testemunhas, teria sido um outro guarda-costa do aspirante Francisco Ferreira da Silva, que teria ficado oculto. Então, a partir de 1978, Frederico começou a tentar entrevistar um companheiro dele, Sebastião Vieira Sandes, o Santo, que se recusava a falar sobre o assunto.

Quando visitava Alagoas, o historiador deixava sempre um recado, com esperança de uma resposta. O máximo que recebeu, através de um parente de Sandes, foi uma recusa educada e uma garantia de que, se um dia o ex-soldado aceitasse falar sobre o assunto, o procuraria. Esse dia só veio 25 anos depois, quando Frederico já quase não alimentava expectativas. A paciência, ainda mais na história, é muita vezes recompensadora, e a conversa com Sandes gerou uma das principais revelações do novo livro do autor, Apagando o Lampião: Vida e Morte do Rei do Cangaço (Global), que vai ser apresentado na próxima segunda (26), com uma palestra, às 15h, e o lançamento do livro, às 17h, na Academia Pernambucana de Letras.

Uma das principais autoridades no cangaço no Brasil, Frederico é autor de títulos como Guerreiros do Sol e A Estética do Cangaço. Em Apagando o Lampião, o foco é na morte do principal líder do banditismo no Nordeste, que, na prática, começou a decretar o fim definitivo do cangaço na região. Mais do que analisar e narrar o assassinato de Virgulino Ferreira da Silva, o historiador traz novas hipóteses e dados, defendendo que foi outro o autor do disparo fatal que vitimou o companheiro de Maria Bonita.

Quando recebeu uma ligação de São Paulo, em 2003, com um homem com voz grossa dizendo que se chamava Sebastião Vieira Sandes, Frederico tinha a certeza que se tratava de um trote feito por um amigo que conhecia a sua busca. Não era. “Ele dizia que tinha um aneurisma inoperável, que ia para Alagoas se despedir de parte da sua família e que estava finalmente disponível para falar. Fui encontrá-lo e gravei com ele de 8 a 12 de dezembro”, conta o autor.

Na conversa, Sandes confirmou que, quando tinha 22 anos, foi o responsável por desferir o tiro que matou Lampião. Não assumiu a responsabilidade por ordem de seu superior, que sabia dos amigos poderosos do cangaceiro e do risco de vinganças e não queria um rapaz novo na mira de assassinos. O temor era real: Honoratinho, que assumiu o feito e chegou a dar entrevistas anos depois sobre o assunto, terminou assassinado em 1968 quando saía de casa.

Se a conversa com Sandes aconteceu em 2003, porque o livro só é publicado agora? Frederico explica: “Sou um historiador muito cauteloso. Tiro até o relógio para trabalhar, porque não gosto da pressão do tempo. Tento investigar tudo. Para o historiador, como para a polícia, a confissão não é tudo. Esperei para escrever porque fui atrás de outros elementos – só concluí o livro quando pude escrevê-lo com toda segurança”, afirma o autor.

Um dos elementos foi uma perícia balística. Segundo o relato de Honoratinho, o tiro que matou Lampião teria vindo de baixo para cima. No testemunho de Sandes, colhido por Frederico, o disparo havia sido feito no sentido oposto, descendente. Para comparar as versões, o historiador mandou as fotos do punhal do cangaceiro, que foi atingido pelo tiro, para o perito Eduardo Makoto Sato, da Polícia Federal. “Ele aplicou o escaner digital que eles têm e chegou à conclusão que o tiro foi dado em sentido descendente entre 30 e 38 graus de inclinação”, revela. A avaliação ajudava a comprovar o relato de Sandes.

Outros elementos também foram investigados, ajudando Frederico a formar sua convicção de que a narrativa do guarda-costa mais novo. O historiador conta que, desde a publicação do livro, surgiram alguns textos que discordam da sua conclusão. “Mas não houve uma confrontação direta dos dados, porque o estudo é muito denso”, pondera. “O trabalho do historiador não difere muito do de um delegado de polícia: se há algo incoerente, você não avança. Avancei porque não havia. Se alguém quiser impugnar mais adiante, será preciso apresentar também fatos.”

INÍCIO E FIM

Apagando o Lampião também traz outros avanços relevantes para quem estuda o cangaço. Frederico aborda, por exemplo, o fato que teria levado Lampião a abraçar o banditismo, também alvo de controvérsia. “Em 1970, eu gravei em Serra Talhada com o indivíduo que era declarado por Lampião como seu maior inimigo, José Saturnino. Eu tive que me cercar de pessoas conhecidas dele, porque ele já havia mandado muitos pesquisadores voltarem. Ele me revelou que foi a partir do seu primeiro conflito com Lampião e os irmãos que a aventura de Virgulino com o cangaço começou. O irmão saiu baleado nas nádegas do encontro. Outros pesquisadores apontam outros fatos inaugurais que levaram Lampião para esse caminho, mas as versões não coincidem com o relato de Saturnino”, indica.

O livro também revela ainda mais sobre a relação de Lampião com o estado e os poderosos. “A razão, secreta até hoje, para a ida de Lampião para a Bahia, atravessando o São Francisco, foi um acordo feito com a polícia pernambucana através de um primo legítimo seu”, aponta Frederico. Chefe de polícia local, Eurico de Souza Leão mandou pelo parente do cangaceiro o recado para que ele se rendesse ou atravessasse a fronteira e não voltasse. Após uma derrota mais grave em Mossoró, Lampião resolveu ganhar uma sobrevida no banditismo partindo para Bahia em 1928, levando todo dinheiro e ouro que acumulou ao longo de anos.

Outro dado que o livro – também recheado da poesia popular e da cantoria, fonte importante sobre os eventos do período – atesta é o plano de Virgulino de partir para Minas Gerais. O projeto, não realizado, havia surgido de um convite de Farnese Dias Maciel, irmão do então governador do estado, que queria que o cangaceiro combatesse a família Borges, sua inimiga. “Ao morrer, ele morre sonhando com Minas Gerais”, conta Frederico.

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BAIXA DO JUÁ LOCALIZADA NO SÍTIO TENÓRIO NO MUNICÍPIO PERNAMBUCANO DE FLORES.

 Por Geraldo Júnior

Geraldo Júnior está sentado

Nas proximidades desse local Lampião sofreu uma de suas maiores derrotas de sua história, afinal foi onde perdeu seu irmão Livino Ferreira o vulgo Vassoura e teve seu olho direito, que anteriormente era acometido por um leucoma, perfurado por um fragmento de um quipá (Espécie de palma), que ao ser atingido por um tiro estilhaçou e acertou o olho do chefe maior do cangaço. Segundo consta o tiro que acertou o quipá teria sido disparado pelo Nazareno David Jurubeba da Força Volante de Nazaré (Floresta/PE). Fato ocorrido em 1925.

Antigos moradores da região afirmam que o corpo de Livino Ferreira, sem a cabeça, está sepultado embaixo desse antigo Juazeiro que aparece nas fotografias. Lembrando que a cabeça de Livino Ferreira foi decepada e levada pelos cangaceiros a mando de Lampião para ser sepultada em outro local e dificultar para os Volantes o reconhecimento e o escárnio do corpo do irmão pelos soldados.

Me acompanharam nessa pesquisa campal os amigos Luiz Ferraz Filho (Serra Talhada/PE), Fabiano Ferreira e mestre João José Da Cruz Neto Cruz (Flores/PE) e o nosso anfitrião e guia Luiz Polícia morador do Sítio Tenório. Da esquerda para a direita: Mestre João José Da Cruz Neto Cruz, Luiz Policia, eu e Fabiano Ferreira da Silva. Registrando a imagem está o assecla Luiz Ferraz.

A todos deixo o meu agradecimento.

Geraldo Antônio De Souza Júnior

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"ESTEJE PRESO, VIRGOLINO!"

Por Geraldo Antônio de Souza Júnior

Tenho certeza de que muitos oficiais disseram essa frase ao dar de cara com Lampião ao se depararem com ele e com seus comandados nas quebradas dos sertões do Nordeste. Fato é que nenhum conseguiu colocar as mãos ou capturá-lo com vida para levá-lo preso. Tendo Virgolino terminado seus dias de vida através das balas (Projéteis) que tanto utilizou contra seus inimigos e vítimas durante sua tenebrosa carreira no cangaço, tendo sido atingido quando se encontrava em pé e dando ordens aos seus cabras na fatídica manhã de 28 de julho de 1938 na Grota do Angico (Sergipe). Até o dia de sua morte foram mais de vinte anos espalhando a insegurança e o terror às populações de sete estados do Nordeste, tendo ficado livres de sua atuação apenas os estados do Piauí e Maranhão, para a sorte de suas populações.

As fotografias que ilustram essa matéria foram registradas durante visita (Pesquisa de campo) realizada no Sítio Passagem das Pedras no município pernambucano de Serra Talhada, terras onde nasceu aquele que se tornaria anos mais tarde o rei do cangaço nordestino e que escreveria o seu nome na história cangaceira e nordestina como o mais brutal e sanguinário cangaceiro de todo o ciclo do cangaço. Essa é a verdade.

A respeito do local exato de nascimento existem duas versões. Alguns apontam que Virgolino Ferreira teria nascido na casa da avó Jacoza Vieira da Soledade, cuja réplica da casa se encontra ao fundo das imagens, que fica no município de Serra Talhada, enquanto outros apontam como local de nascimento a casa dos pais de Virgolino que ficava do outro lado do Riacho São Domingos em área pertencente ao município de Floresta, ambos municípios pernambucanos. Independente dessa questão o fato é que foi nessas terras que Virgolino e seus irmãos Antônio e Livino Ferreira cresceram e deram os primeiros passos rumo ao cangaço, de onde jamais sairiam com vida.

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ANANIAS DE OLIVEIRA, IRMÃO DE MARIA BONITA OU FILHO??

Por Francimary Oliveira

Pesquisa histórica

A dúvida sobre a real identidade de Ananias foi relatada em um livro pelo pesquisador e historiador João de Souza Lima, de Paulo Afonso (BA). Na publicação, ele cita que Ananias e Arlindo eram fisicamente diferentes.

O historiador Antônio Amaury Correia também descobriu o relato feito pelo major reformado do Exército, José Mutti, no livro “Reminiscências de um ex-combatente de Volante”. O militar diz, na publicação, que a mãe da Maria Bonita, Dona Déa, lhe havia confidenciado que Ananias era filho de Lampião.

A busca pela identidade de Ananias foi registrada no documentário "Sangue de Cangaceiro", que está em fase de edição e finalização pela Ludo Filmes.

Fonte: G1

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ZÉ GATO: DIZEM QUE ELE TINHA ESSE NOME PÔR TER SIDO CAÇADOR DE GATO DO MATO .

Por Denilson Menezes

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O COLÉGIO ESTADUAL

 Clerisvaldo B. Chagas, 15 de maio de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.884

O riacho Camoxinga, há milhares de ano entulhou as imediações da sua foz, recuou o seu leito procurando novo caminho para chegar e despejar no rio Ipanema. Escorre atualmente por trás do casario das ruas, Prof. Aloísio Ernande Brandão e Gilmar Pereira de Queiroz, novo roteiro para chegar ao desaguadouro. Na área entulhada, foi implantada a sede da fazenda do antigo intendente, Frederico Rocha. O exército comprou a área e construiu ali o seu quartel. Meses depois, a unidade foi embora, deixando o enorme prédio ocioso. O prédio foi aproveitado para a implantação da primeira escola pública com Curso Médio, em Santana, recebendo o nome de Colégio Estadual Deraldo Campos. Depois foram construídas mais duas grandes escolas na mesma área entulhada do riacho Camoxinga, abandonada pelo exército.

PONTE DO ESTADUAL (FOTO; B. CHAGAS/LIVRO 230).

Em uma chuvarada, caiu parte do muro de trás que cercava a área das três escolas. Anos e anos se passaram com o enorme rombo da murada. Pois bem, com uma grande investida do riacho Camoxinga no início do ano, as águas invadiram tudo e mais extensões da murada foram abaixo. Não faz tanto tempo do alerta que demos aqui sobre esse tema. Agora o estado está recuperando a murada que segundo informações de professores, será uma recuperação total. Pude sim, apreciar o bom trabalho que está sendo realizado, diferente de murada “meia-sola” acontecida numa outra unidade cujo trabalho foi feito por empreiteira. Mas isso já passou e a escola do estado voltou a ser municipal. Tudo isso para não perdermos o fio da meada.

Ficamos felizes pela recuperação da murada completa do Complexo Educacional do estado em Santana do Ipanema. Boa proteção ao patrimônio público físico e a integridade dos que fazem educação nos três colégios. E por falar nisso, estaremos no próximo dia 18 ministrando palestra na Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva, onde parte da história de Santana será contada com testemunho de fotos de época.  Atualmente a unidade encontra-se sob a direção do professor e escritor Fábio Campos.

Velha estrada do Estadual! Caminho dos primeiros povoadores da serra do Poço. Lugar de produção das frutas doces e de qualidade como a laranja, a jaca, a banana e ainda o feijão e café andu.

Serra do Poço, serra do Poço, onde foram parar os seus pomares?!


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CASA DE SEU ANTÔNIO DA PIÇARRA, QUE FOI COITEIRO DE LAMPIÃO.

 Por José Cícero Silva

O roteiro da nossa viagem para Paulo Afonso começou por aqui: Casa de Seu Antonio da Piçarra, com Zé Cicero, Escritor Jack de Whit e Vilson Santana (neto de Antonio da Piçarra), nesta casa Lampião descansou muitas vezes com o seu bando.

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