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domingo, 28 de abril de 2019

ATAQUE DE LAMPIÃO À MOSSORÓ


Publicado a 06/09/2011
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Informação ao leitor: O entrevistado Paulo de Medeiros Gastão faleceu no dia 04 de março de 2019.

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AINDA SOBRE O CORONÉ PAFÔNCIO CABROEIRA

*Rangel Alves da Costa

Até fizeram inimizade comigo pelo que escrevi sobre o Coroné Pafôncio Cabroeira. Uns disseram que eu teria de ter dito mais, de destripar o cabra de vez e contar tudo daquela malvadeza em pessoa. Outros até juraram me tocaiar, me emboscar, fazer o mesmo que o coroné tanto mandava fazer. Mas não retiro nem ponto nem vírgula do que escrevi. E taí a prova.
Digo e repito tudo novamente. Na certeza de haver gente ruim no mundo, também a certeza de que nunca houve uma pessoa tão ruim igual ao tal do Coroné Pafôncio Cabroeira. A ruindade em pessoa, como se dizia na região de seu feudo e mando.
Um fi da gota serena, dizia um. Uma imundiça das braba, asseverava outro. E mais adjetivos tão mirabolantes emoldurando um quadro verdadeiramente dantesco: um homem nascido para ser a arrogância em pessoa, a brutalidade em forma de gente, tudo o que não presta num só ser humano. Humano? Ora, muita gente assegurava que não.
A Velha Tinhó muita sabia da vida do renegado, como dizia. Segundo a centenária rezadeira, desde que veio ao mundo aquele homem logo se mostrou a nojeira humana que mais tarde seria. A primeira coisa que fez foi dar uma mordida tão grande no peito da mãe que arrancou-lhe o tampo. Como, se criança de pouco tempo nascida? Explica-se.
Como verdadeira aberração, o menino já nasceu com dentes. E afiados. Porém, o mais estranho ainda era que no lugar da língua tinha uma coisa fina e dividida, bifurcada igualmente a língua de cobra, que se estendia horripilante além da boca. Não chorava. O que fazia era sibilar igual serpente.
Uma aberração do outro aquele que mais tarde se tornaria no Coroné Pafôncio Cabroeira. Dizia ainda a Velha Tinhó que o meninote nunca brincava igual a outras crianças de sua idade. Comprazia-se mesmo em arrancar cabeça de calango, em furar olho de preá, em amarrar o rabo do gato ao rabo do cachorro. E depois açoitar.
Certa feita que arranjou uma desavença com um de sua idade e que fez foi morder o calcanhar do menino. Dois dias depois este morreu todo arroxeado, envenenado. Chegou ao ponto de ninguém da região sequer passar perto de sua casa. Todos temiam suas atrocidades. Acertou uma pedrada com baleadeira no jumento montado pelo padre Minervino, que o bicho caiu já despedido de tudo. E por cima do sacristão.


Ao invés de socorrer o sacristão, o endiabrado Pafôncio colocou cansanção dentro de sua batina. O pobre do homem tanto se remexia como gritava por socorro, até que encontrou força para empurrar o jumento e saiu correndo desesperado. Até hoje ninguém sabe o seu paradeiro. Enquanto isso, o terrível menino sibilava com sua língua de cobra ruim. E planejando mais maldade, mais aporrinhação na vida de cada um que pudesse alcançar.
Filho único, seus pais desapareceram misteriosamente. Segundo dizem, ao invés de entristecido pelo ocorrido, o que se viu foi um Pafôncio já rapazote até sorrindo. E foi por isso que Totonho Chibanga logo sentenciou: Aquela cobra ruim deu conta dos pais. Eles num sumiro não, sumiro cum eles. E só pode ter sido o coisa ruim.
Depois disso se mostrou até outro homem. Mostrava-se trabalhador, sempre progredindo na terra e aumentando seu chão. Mas uma coisa continuava atiçando a curiosidade de todo mundo. É que Pafôncio nunca falava, sequer abria a boca. Ninguém sabia, mas ele próprio havia cortado a língua viperina, de cobra peçonhenta.
Queria ser outro homem, imaginando até que no lugar daquela aberração surgiria uma língua igual a de todo mundo. Mas nada disso aconteceu e ele simplesmente resolveu não mais abrir a boca. Daí então, aquele que já carregava em si a maldade do mundo, sentiu-se cada vez mais reprimido, dolorido por dentro. E tudo isso descarregou no lombo dos outros.
Já era grande latifundiário, senhor de meio mundo de terras, quando começou a exasperar todo o aprisionado dentro de si. Em suas mãos, trabalhando em suas terras, o ser humano era bicho. Como não abria a boca pra gritar, ou dava chibatada ou ferroada no lombo. Pobre do trabalhador tendo de suportar tudo isso.
Mas suportava para não morrer de fome naquele mundo sem nada. Suportava para não ser pior, pois sabia que corria até risco de morte se retrucasse, sem ao menos pensasse em dar o troco. O patrão era grande, era forte, era poderoso, era coronel.
O troco, contudo, foi dado um dia. Tonico Pilica amolou a faca e só esperou que o seu algoz chegasse de chibata à mão e a lançasse sobre seu lombo. E Pilica chamou a presa à lâmina afiada. Fez um trabalho mal feito e ficou esperando. O homem chegou já soltando fogo pelas ventas. Assim que levantou a chibata recebeu uma pontada. Depois mais outra e mais outra. Ali mesmo se findou.
Nenhum urubu apareceu para comer da carniça. Nenhum carnicento quis provar daquele resto imundo até na morte. Depois disso e até agora o lugar se tornou mal-assombrado. Depois do anoitecer então. Até mesmo de longe se ouve grunhidos seguidos de terríveis gemidos, como se alguém estivesse sendo ferozmente chibatado. O mal pagando ali mesmo pelos seus pecados.
Vai-te pra lá coisa ruim, desgrameira.

Escritor
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JOÃO FERREIRA, IRMÃO DE LAMPIÃO.

Por José Mendes Pereira
Foto de Virgulino Ferreira DA Silva - facebook

Este é o João Ferreira dos Santos, irmão dos cangaceiros Lampião, Livino, Antonino e Ezequiel Ferreira. Além dele, Lampião tinha quatro irmãos homens cangaceiros, mas o João Ferreira dos Santos não quis entrar para o cangaço. 

Mesmo não tendo vestido as roupas coloridas e enfeitadas do cangaço, João Ferreira dos Santos foi preso e maltratado pelos policias que perseguiam os seus irmãos. Ele era o 4º filho homem do casal José Ferreira da Silva e dona Maria Sulena da Purificação.

 Antonio Ferreira da Silva - Segundo informação do pesquisador Rubens Antonio, Antonio Ferreira da Silva era mais perverso do que o próprio Lampião - Fonte: cangaconabahia.blogspot.com

Segundo os historiadores e pesquisadores Antonio Ferreira da Silva era o filho mais velho do casal, mas ele não era filho de José Ferreira da Silva. 

Quando José Ferreira casou com Dona Maria ela já era mãe de Antonio, filho de um fazendeiro lá de Serra Talhada. A terra em que o casal e os filhos moravam foi doada pelo próprio fazendeiro, como se fosse uma indenização à dona Maria Sulena da Purificação.

Para adquiri-lo é através deste e-mail: franpelima@bol.com.br

Mas o escritor José Bezerra Lima Irmão em seu livro "Lampião a Raposa das Caatingas" afirma que o Antonio Ferreira também era filho de José Ferreira. Como ele chegou a esta conclusão? O escritor dispões de certidão de casamento do casal pai de Lampião e qu7e pela contagem da data de casamento e do nascimento de Antonio Ferreira ele também era filho do José Ferreira.

Pela foto, nota-se que João Ferreira dos Santos (não sei o porquê dele assinar o seu nome com Santos) não foi cangaceiro, mas o seu olhar era perigoso, carrancudo...

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A MORTE DE EZEQUIEL FERREIRA

Por João de Sousa Lima
Dia 11 de julho de 2018, eu, Sandro Lee e Nilton Negrito estivemos traçando um dos Roteiros do Cangaço em Paulo Afonso e demarcamos um dos mais famosos  pontos da história  em nossa região.Na Lagoa do Mel colocamos uma cruz marcando o local da morte de Ezequiel e onde também morreram 16 soldados.Essa ação faz parte do movimento Rota do Cangaço que eu e Sandro Lee estamos lutando há anos para tornar realidade em nossa cidade. Já pontuamos vários espaços onde houve histórias sobre o tema. Ainda falta alguns locais a serem delimitados para podermos finalizar esse projeto, que esperamos encerrar ainda em 2018.
PARA ENTENDER UM POUCO MAIS DA HISTÓRIA SOBRE  O LOCAL ONDE ESTIVEMOS E ONDE MORREU EZEQUIEL, IRMÃO DE LAMPIÃO.....
Um dos mais ferrenhos combates de Lampião na Bahia aconteceu em Paulo Afonso, no povoado Baixa do Boi. Nesse confronto morreu, a principio,  16 soldados  e posteriormente, em fuga e perdidos, morreram mais 3 policiais.
O cangaço era movido por tiroteios, mortes e ferimentos. Lampião foi grande estrategista e astucioso, com uma grande capacidade de pressentir o perigo que constantemente o rondava. O famoso cangaceiro vivia dividido entre os inúmeros combates e mesmo tendo desenvolvido uma quase perfeita estratégia de segurança, contando com o apoio dos numerosos coiteiros, tinha sempre a morte rondando seus dias e sofreu consideráveis baixas em seu contingente. Entre seus maiores dissabores ele sofreu trágicas perdas e ver alguns irmãos sucumbirem em combates sobre sua proteção, foi doloroso. No campo de luta ele viu três irmãos morrerem. O primeiro morto em combate foi o Livino ferreira da Silva, no ano de 1925, em um tiroteio acontecido na fazenda baixa do Juá, próximo a cidade de Flores, Pernambuco, com volantes paraibanas comandadas pelos sargentos José Guedes e Cícero de Oliveira. Livino faleceu oito dias após esse tiroteio, com 29 anos de idade.
Ezequiel e Virgínio
O segundo irmão a deixar o mundo dos vivos foi Antonio Ferreira, nascido em 1896 e morto em janeiro de 1927, na fazenda poço do ferro, Tacaratu, Pernambuco, propriedade do coronel Ângelo da Jia, em decorrência de um acidente ocasionado por Luiz Pedro, que disparou sua arma acidentalmente atingindo o próprio amigo. O terceiro morto em combate foi Ezequiel Ferreira da Silva, o mais jovem irmão, nascido em 1908. Ezequiel passou a acompanhar Lampião em 1927, junto com o cunhado Virgínio. Ele tinha o apelido de Ponto Fino, alcunha adquirida pela justeza do seu tiro. Sua morte aconteceu em Paulo Afonso, Bahia, no povoado Baixa do Boi, terras pertencentes na época a santo Antonio da Glória do curral dos Bois.
O tenente Arsênio Alves de Souza chegou ás imediações do povoado Riacho com uma volante composta por aproximadamente 20 soldados e tendo como guia os dois irmãos Aurélio e Joví, que eram fugitivos da cadeia de Glória, preso pelo inspetor de quarteirão, o senhor Pedro Gomes de Sá, pai da cangaceira Durvinha. A volante chegou ao povoado riacho no dia 23 de abril de 1931, trazendo entre seu aparato bélico uma metralhadora Hotchkiss. O primeiro contato do tenente no lugar foi com Zé Pretinho e o jovem foi forçado a seguir com os policiais. Cruzaram o terreiro de dona generosa Gomes de Sá, coiteira de Lampião e foram armar acampamento na Lagoa do Mel, um tanque construído por Antonio Chiquinho.
Tenente Arsenio
Sargento Leomelino Rocha
Enquanto a policia se preparava para passar a noite na lagoa do Mel, outras fontes confiáveis de informações de Lampião se dirigiam para o povoado Arrasta-pé para avisar ao Rei do Cangaço sobre a presença dos militares nas proximidades. Lampião mandou avisar Corisco e Ângelo Roque, que estavam arranchados bem próximos e junto com eles combinaram um ataque aos soldados.
Ainda com o escuro da noite, próximo ao amanhecer, Lampião recolheu alguns chocalhos com Pedro Gomes e seguiu as veredas que davam a cesso a lagoa do mel.No coito da policia, prestes a amanhecer, o Zé Pretinho saiu com o intuito de pegar um bode para fazer parte do desjejum de todos ali. Com a escuridão se transformando em luz, os soldados ouviram o tilintar de chocalhos e imaginaram que seriam os bodes se aproximando para beber água (um dos sobreviventes desse combate, o soldado José Sabino, ordenança do tenente, relatou, anos depois, que realmente confundiram os chocalhos, achando que eram alguns caprinos se aproximando para beber água na lagoa). Na verdade eram os cangaceiros cercando o coito.
Despreocupados, os policiais sofreram um forte e inesperado ataque, uma verdadeira chuva de balas caiu sobre eles. Vários corpos caíram atingidos por balas mortais e certeiras. A dificuldade encontrada pelos soldados foi que eles cometeram um grande vacilo. A lagoa do Mel era rodeada por uma cerca de varas e eles haviam dormido dentro do cercado. Quando eles tentavam transpor as madeiras se transformavam em alvo fácil e caiam mortalmente feridos. Um exemplo dessas mortes trágicas foi a do sargento Leomelino Rocha que morreu e ficou de pé pendurado nas madeiras. Em um dos bolsos desse sargento lampião encontrou um bilhete do coronel Petro indicando alguns locais onde ele se escondia.
 
O tenente Arsênio diante o desespero do momento, conseguiu efetuar uma rajada de metralhadora e acabou acertando a barriga de Ezequiel Ferreira. A arma depois emperrou e o tenente conseguiu retirar o percussor (ferrolho) da arma e fugiu levando a peça que deixaria a arma inutilizável. Nesse dia Lampião chorou amargamente a morte do irmão caçula e teve que enterrá-lo, com a ajuda de Antonio Chiquinho, próximo a Lagoa do Mel.Era a vida dos que viviam pelo poder das armas, que tombavam no dia a dia, pelo aço lacerante do pipocar das artilharias dos diversos grupos que traçaram as páginas do cangaço no nordeste brasileiro.
João de Sousa Lima
Paulo Afonso 12 de julho de 2018
https://joaodesousalima.blogspot.com/2018/07/a-morte-de-ezequiel-ferreira-as-cruzes.html
Membro da SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso – cadeira 06


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E VOCÊ, ACHA QUE LAMPIÃO CONHECEU TODOS OS IRMÃOS E IRMÃS DE MARIA BONITA?

Por José Mendes Pereira
http://laeti.photoshelter.com/image/I00009UbGPEJzGHU

Eu acho que sim. Não posso afirmar, mas já que a família de Maria Gomes de Oliveira a Maria Bonita  era lá de Malhada da Caiçara, no Estado da Bahia, e Virgulino Ferreira da Silva o rei Lampião, gostava muito de fazer visitas àquela gente, é provável que ele conheceu todos os irmãos e irmãs da rainha do cangaço Maria Bonita, inclusive uma boa parte de sobrinhos e parentes mais distantes.


E acredito que as relações de amizades entre Lampião e irmãos, irmãs e parentes de Maria Bonita foram agradáveis, vez que Lampião nunca praticou nenhuma atrocidade naquele município de Malhada da Caiçara, onde moravam os pais, irmãos e parentes da cangaceira Maria.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2011/01/maria-bonita-um-olhar-para-seus.html

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SEQUESTRO DE UM POTIGUAR PELO BANDO DE LAMPIÃO


Virgolino Ferreira da Silva o Lampião. Captura fotográfica feita por Lauro Cabral de Oliveira na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, em 1926. — com josé bezerra lima irmão.

Na rota que escolheram para fazerem, rumo à cidade de Mossoró, RN, Lampião, Massilon e seus asseclas, fazem muitas ‘estripulias’ com pessoas, nos sítios, fazendas, Vilas e Povoados encontrados no caminho. Essa rota, com certeza, foi traçada por Massilon, já que Lampião não conhecia aquelas paragens em terras potiguares.

Massilon.

Já tendo causado pânico em diversas pessoas pela trilha seguida, o bando de bandoleiros acampa e dormem sem nada perturbarem seu sono. Pela manhã, no quebrar da barra, se levantam, desfazem o acampamento, se apetrechos com suas armas e recomeçam a viagem.

O sol não tinha mostrado sua face quando já se encontravam nas terras da Fazenda João Gomes e em seguida nas do Poço Verde. Relatam alguns historiadores que nas terras dessas fazendas não ocorrem mortes. Apenas alguns roubos de níquéis daqueles que moravam na beira da estrada.

O sol sai por trás das serras e, logo se mostra quente e ameaçador sobre aqueles que teimam em não se recolherem em uma sombra. Um pássaro agourento solta seu cantar estridente chamando sua companheira. Já são oito da manhã, e a turba está às portas da Fazenda São Bento. A sede encontrava-se deserta, porém, Lampião envia alguns cabras em direções diferentes com a ordem de, se encontrassem alguém, o fizessem dizer onde tinha uma fazenda que rendesse um bom montante. Assim se faz. Alguns cangaceiros encontram um vaqueiro que estava na lida. Após alguns sopapos, os cangaceiros conseguem arrancar do vaqueiro a indicação de uma fazenda rica na região.

 Agropecuarista Francisco Germano da Silveira, sequestrado na Fazenda Poço de Pedras. 

“(...) O matuto, sem hesitar, apontou o sítio Poço de Pedras. A fazenda indicada, de efeito, possuía máquinas para descaroçamento de algodão. Pequena usina. O proprietário, Francisco Germano da Silveira, era tido como comerciante remediado (...).” (“LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE - A história da grande jornada” – DANTAS, Sérgio Augusto de Souza. 1ª edição, Natal, 2005)

Pois bem, com essa informação, “a matula de cangaceiros” se encaminha para o local informado pelo vaqueiro. Lá chegando, cercam com cautela e rapidez a sede sem dar chance alguma para qualquer reação, o que, naquelas condições, seria suicídio. Prendem o proprietário e já vão lhe enchendo de porradas para que mostre onde encontrava-se o dinheiro, joias e ouro na casa.

Cangaceiro Félix da Mata Redonda. Era encarregado de guarnecer os reféns.

De repente, já meio atordoado, o fazendeiro escuta um decreto a seu respeito, determinando a quantia que teria que pagar pelo mesmo.

“- Se apronte! O senhor está preso por dez contos de réis!” (Ob. Ct.)

Amarram o pobre homem e o deixam ver o que estavam fazendo na sua casa. Arrebentando com tudo, eles encontram um alto valor e o roubam. De repente, aqueles que estavam um pouco afastados e os de dentro da casa, escutam um silvo. Silvo de um apito por demais conhecido por todos, e ele indicava toque de agruparem-se. Assim se faz. 

O dono da Fazenda Poço de Pedras, tem seus braços amarados para trás e torna-se um refém do grupo de Lampião... em território potiguar.

Fonte/foto “LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE - A história da grande jornada” – DANTAS, Sérgio Augusto de Souza. 1ª edição, Natal, 2005

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LAMPIÕES


Por Antônio Corrêa Sobrinho

Lampião é um personagem digno de estudos. Às vezes eu duvido mesmo da existência real desse homem.

Mata e rouba. Vai à igreja e paga promessas.

É um crente. É um monstro. Para julgá-lo, devemos conhecer-lhe, antes, a história. Há quem o odeie. Há quem o adore.

Contam que, injustiçado, perseguido, fez-se bandido; que rouba aos ricos para distribuir aos pobres. Dizem que furta a ambos. Não se sabe. Lampião é um enigma.

Opera numa região árida, entre florestas e montanhas quase impraticáveis, onde a água escasseia sempre. Onde mora? Ninguém sabe.

Criaram-lhe em torno uma figura de lenda. Na hora do combate, anda à frente de suas cortes. As balas não o atingem.

Sempre fugitivo, dorme, se é que dorme, onde a noite o encontra. É estranho, anda sempre armado e municiado. Jamais lhe foram sonegados recursos bélicos. Donde os tira?


Lampião é a mão negra do Norte. Faz contínuas ligações com os centros civilizados. Publica até editais, convocando asseclas. 

Tem a resistência heroica dos sertanejos do Norte; conhece, a miúdo, o segredo daquelas paragens inóspitas.

Lampião não será vencido à força. Ninguém o conhece, ninguém o encontra. Lampião é uma incógnita. Lampião não é um homem. Ele representa a injustiça do Norte, a consequência natural do desgoverno nordestino.

Não o abaterão, jamais, nem metralhadoras nem canhões.

Preso, morto que seja, nada adiantaremos; os Lampiões proliferam naquelas regiões. Terá sempre substitutos.

Abram-se escolas, construam-se estradas de ferro, aí sim, acabaremos de vez com os Lampiões do Norte. Lampião é o meio; criaram-no os maus governos.

O Norte é uma incubadora de criminosos. Destruamos a causa, logicamente, ficarão extintos os efeitos. Ali há feudos e senhores feudais. A escravatura ainda remanesce naquele setor do Brasil. O direito da vida, ali, é do mais forte.

O Norte é o pêndulo invertido de Euclides da Cunha – marcando um recuo do passado.

Lampião não é um homem antes, um símbolo; tem a significação da esfinge: civiliza-me ou eu te mato.

Não devemos mata-lo mas, instruí-lo. Em vez de cadeias, escolas; em vez de metralhadoras, caminhos de ferro.

Resplandeça ali o clarão sereno da Justiça e não teremos mais Lampiões.

À luz do progresso e da civilização, Lampião baterá em retirada. Nem D. Quixote nem Sancho Pança o correrão dali.

Lampião é o Norte inculto, sem governo e sem justiça. Lampião é um símbolo: caracteriza um meio e uma época.

“República” (SC) - 17.06.1931


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OBJETOS QUE PERTENCERAM AO CANGACEIRO ZÉ BAIANO..!



Eles são encontrados no Museu particular de Alagadiço - SE, pertencente ao escritor Antonio Porfírio.

Zé Baiano foi o cangaceiro, que ferrou algumas mulheres (ferro em brasa), em locais como o rosto e partes íntimas.


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QUE NOTA VOCÊ DÁ PARA ESSA OBRA DE ARTE?

Uma das mais perfeitas esculturas com a imagem de Lampião que já tive a oportunidade de conhecer.

Um trabalho perfeito. Rico em detalhes. Produzida a partir de resina pelo artista plástico Dinho Gomes.

Em breve publicarei em nossas páginas os contatos para aquisição do produto. Lembrando que a fila está grande.
Aguardem.

Geraldo Antônio De Souza Júnior

LIVRO NOVO NA PRAÇA.!


Por Voltaseca

Lampião. A marcha dos bandidos. Ano 1927.

O autor, Dr. Luiz Ruben F. A. Bonfim, nos brinda com mais essa excelente obra.

Quem quiser adquirir, diretamente com o autor, deve entrar em contacto. 

Informações na capa do citado livro.


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