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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O ESCULÁPIO

Por José Mendes Pereira

Já havia se passado dois dias que o jovem motoqueiro chegara à região de gente desnutrida e infeliz, montado em sua velha e desarrumada lambreta, fabricada no ano de 1964, conduzindo uma bolsa a tiracolo, um chapéu de abas longas, vestido numa jaqueta azul, e enfiado ao guidão, uma sacola preta.

motos.mercadolivre.com.br – fabricada em 1964

Ninguém sabia nada sobre a vida do motoqueiro. De onde vinha aquele sujeito feioso, que mais parecia uma ruma de ossos em movimento? Tísico, com uma deformada corcunda. Quem o era? O que queria daquele lugarejo tão paupérrimo? Os moradores já censuravam que aquele indivíduo era um fiscal do governo, um espião das coisas do Estado, ou simplesmente um delinquente sem rumo e sem pretensões para o futuro, que havia fugido de alguma casa de saúde para pessoas com problemas mentais.

Mas, vez por outra, o motoqueiro ia ingerir uma dose de cana no bar da freguesia, e ao chegar, era observado pela freguesia, que o observava com rabos de olhos maldosos. 

O dono do bar, querendo saber um pouco sobre a sua vida perguntou-lhe:

- Por mal pergunta se não lhe incomoda, o jovem é de onde, e faz o que na vida?

- Sou do Pernambuco do Lampião. Terra dos homens que não medem tamanho de bigodes de macho. Sou esculápio registrado, e filho da viúva do sargento Mão pesada.
  

O comerciante encerrou ali mesmo as suas perguntas. Já deduzia que, apesar do seu corpo de caveira, aquele jovem não era boa peça. E também nunca ouvira falar nesta tal profissão, "esculápio". Achava ele que, o jovem já tinha dito tudo, um marginal de primeira classe, filho de um homem com o apelido de "mão pesada", era sem dúvida, um perverso, um criminoso qualquer.

Assim que o jovem lambreteiro saiu do bar, o comerciante chamou a atenção dos fregueses, que tivessem cuidado! Aquela caveira humana dissera que era esculápio, e todos ficassem de olho nela, porque não era conhecedor de tal nome "esculápio".

Na verdade, o homem mais instruído no lugarejo era ele, o dono do bar. E se ele não conhecia tal nome "esculápio", aquela caveira poderia ser mesmo um marginal de primeira categoria.

Assim que a notícia espalhou-se pelas pequenas ruas do lugarejo, duas beatas que rezavam terços na capela, organizaram logo uma procissão. Era preciso logo. Só assim o jovem esculápio sairia da vila o mais rápido possível.

Em uma das reuniões no conselho comunitário, o presidente alertou aos moradores, que o jovem lambreteiro poderia ser um assassino cruel, e que todos evitassem manter contato com ele, só assim, ele iria se sentir excluído, e desapareceria o mais rápido possível do lugar.

No momento em que acontecia a reunião no conselho comunitário, o médico que dirigia um pequeno posto de saúde, ao descer do automóvel, estava acompanhado do jovem lambreteiro. Os presentes ficaram assustados e se perguntando? Por que o médico de nome e renome se mistura com um sujeito tão feio e perigoso assim?

Entraram. O médico pediu a palavra ao presidente do conselho, pois precisava apresentar o novo funcionário do Posto de Saúde. E deu início dizendo-lhes:

- Meus amigos! Este jovem que me acompanha e que está ao meu lado esquerdo, será o novo médico de vocês nesta comunidade. Ele é um dos maiores e capacitados médicos que já apareceu no nosso Estado. Formado pela USP - Universidade de São Paulo. Espero que todos vocês  o recebam com muito carinho.

Todos ficaram de bocas abertas, pois jamais esperariam que um sujeito tão feio, magro, com aspecto tuberculoso, desajeitado, sem presença física, além do mais, com uma horrível corcunda, chegara a ser médico. 

As aparências enganam.

Esculápio significa "Médico".

Minhas Simples Histórias 

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro. 

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LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


O mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

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SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
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PRA DANÇAR E XAXAR NA PARAÍBA

Por professor Pereira

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ENTREVISTA: HONÓRIO DE MEDEIROS O CANGAÇO EM NOVA ONDA

 Arte: xilogravura de Rodolfo Coelho Cavalcante, em capa do Cordel de sua autoria, "Lampião, O Terror do Nordeste". 

A coleta de informações sobre o cangaço está esgotada? 

Honório de Medeiros - No plano das fontes primárias, aparentemente, sim. São poucos os sobreviventes daquela época e, deles, já se extraiu o impossível. Quanto aos documentos, ressalvo a possibilidade de surgimento de alguma documentação desconhecida, como foi o caso recente de documentos relativos a Plácido de Castro, guardados por um lugar tenente seu, encontrados, por acaso, pelo Ministério Público, no interior do Rio Grande do Sul. Saliento que a produção do resultado dessa coleta, embora feita de forma amadorística, é o material que nós temos para trabalhar. É uma produção profusa. 

Qual seria a seu ver o próximo passo a ser dado pelos estudiosos do cangaço? 

Honório de Medeiros - Uma mistura de jornalismo investigativo e processos interpretativos científicos em relação ao que nós possuímos. É o que eu chamo de segunda onda. Temos que trabalhar com teorias, investigações, correlação de dados, testes dessas hipóteses e sujeição das conclusões á comunidade cultural. É preciso desfazer o mito de que Lampião era um estrategista militar. Na verdade, o sucesso de sua longa trajetória decorre antes de uma mistura de incompetência e corrupção, por parte dos governos, e instinto de sobrevivência da parte dele, Lampião. 

Essa segunda onda, no plano dos estudos do cangaço, já é perceptível? 

Honório de Medeiros - Já há alguns poucos trabalhos nesse âmbito. Eu citaria a teoria do escudo ético - o mecanismo justificativo do cangaceiro para as suas ações -, de Frederico Pernambucano de Melo. Há também outras tentativas de explicação do cangaço á luz de um marxismo mecanicista que aponta o fenômeno como conseqüência da divisão desigual da terra e as mazelas que disso decorre. Esse modelo, porém, está ultrapassado. E, na verdade, enquanto não se montar o mosaico completo ou parcialmente completo – que vai ser o resultado do trabalho investigativo -, não será possível construir macro teorias. Vou dar um exemplo do que afirmo. Houve um pacto de governadores – João Suassuna, Juvenal Lamartine, José Augusto Bezerra de Medeiros e o governador de Pernambuco á época – para a supressão do cangaço através da eliminação física dos cangaceiros, cuja conseqüência foi a morte de Chico Pereira. Outro exemplo. Por que o Poder Judiciário e o Ministério Público silenciou em Mossoró quanto a morte de Colchete, Jararaca e Bronzeado? Por que o capitão Abdon Nunes, embora tendo chamado para si a responsabilidade por essas mortes, livrando assim José Augusto e Juvenal Lamartine, não foi processado e condenado?

Além de Frederico Pernambucano, que outros autores estão enveredando por esse novo caminho? 

Honório de Medeiros - Na verdade, o trabalho de Frederico é mais de caráter sociológico do que investigativo; embora seja importante, existem furos na história do cangaço que precisam ser fechados, para que nós possamos avançar na proposição de uma teoria geral. 

Quais são esses furos? 

Honório de Medeiros - Ora, por que o Rio Grande do Norte, excetuando-se Mossoró, praticamente está distante do fenômeno do cangaço e do coronelismo? Comparemos a história do Rio Grande do Norte, do seu sertão, com a história do sertão do Cariri cearense ou do Pajeú pernambucano. Essas perguntas, inclusive, invalidam a teoria marxista que atribui á divisão da terra a questão do cangaço. 

Qual seria essa macroteoria ou qual o paradigma que explicaria, inclusive, essas discrepâncias? 

Honório de Medeiros - Eu, particularmente, utilizo como paradigma a contribuição teórica da teoria do darwinismo. 

Como você chegou á aplicação desse paradigma? 

Honório de Medeiros - Por exclusão. O paradigma darwiniano é o único que se sustenta, do ponto de vista da crítica, após a virada do século. Mesmo o marxismo pode ser – com toda a sua contribuição – agregado e transcendido por esse novo parâmetro cientifico voltado para as Ciências Sociais. Aqui, a categoria do poder jurídico é o viés explicativo básico, atento ás circunstancias históricas e geográficas peculiares. 

Queira, por favor, explicar melhor. 

Honório de Medeiros - Trata-se de entender esses fenômenos sociais a partir de uma perspectiva de poder dentro do contexto da teoria darwiniana. 

Por que o Rio Grande do Norte se diferencia dos demais Estados nordestinos quanto á eclosão do fenômeno do cangaço? 

Honório de Medeiros - Você tocou no xis da questão. Formular essas questões e procurar respondê-las é a segunda onda. Observe que só é possível estudar o cangaço, se for possível estudar o coronelismo e o misticismo. Esse tripé básico constitui a alma sertaneja. 

E Jesuíno Brilhante não foi um cangaceiro? 

Honório de Medeiros - Eu, particularmente, defendo que não. Jesuíno teria sido uma espécie de justiceiro social. Observe que Jesuíno teve uma área restrita, não de atuação mas de fuga; não se apossava do patrimônio de ninguém; não matava nem agredia a não ser em legitima defesa ou para fazer respeitar um código de honra ancestral e, excetuando que tinha alguns companheiros, nada o diferencia de Diogo Maia, outro justiceiro social que atuou entre os estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Compare a atuação de Jesuíno com a de Lampião, Senhor Pereira, Antonio Silvino e Corisco e perceba a diferença. Se definimos alguém como cangaceiro, o que ele é passa a ser parâmetro. Assim, compare Jesuíno com Lampião. O fato de chefiar um bando e ser perseguido não transforma ninguém em cangaceiro. 

Há, a seu ver, alguma relação entre esses bandoleiros e os bandos que atuam hoje no Alto Oeste? 

Honório de Medeiros - Que eu saiba, nós não podemos chamar esses de cangaceiros por conta do limite temporal que enclausura os cangaceiros, propriamente ditos. Ambos os bandos praticam formas de banditismo rural, mas o cangaço está preso ao tempo histórico compreendido entre o final do século dezenove a começos do século vinte. É preciso ter cuidado, portanto, com as definições. 

Segundo suas concepções o Rio Grande do Norte teve algum cangaceiro? 

Honório de Medeiros - Há suspeita, não comprovada, de que Virgínio, cunhado de Lampião, seria de Alexandria. Um Luis Brilhante que andou com Massilon Leite, era no entanto paraibano. Massilon, embora tenha vivido no Sítio Cava, em Luis Gomes, não era norte-rio-grandense. 

Qual, então, o ponto de referência entre Lampião, o coronel Floro Bartolomeu e Padre Cícero? 

Honório de Medeiros - Essa é uma colocação emblemática. Temos aí, quando os três se encontraram, um momento ímpar da história social do sertão. O cangaceiro-mor, um dos mais poderosos coronéis e a lenda mística que é o Padre Cícero do Juazeiro. Nesse aspecto, o caráter simbólico desse momento sem igual, até hoje não foi explorado. Fonte: http://www.franklinjorge.com/


Professor de Filosofia do Direito, advogado, Honório de Medeiros tem exercido importantes cargos públicos, entre os quais, o de procurador chefe da Procuradoria da Prefeitura de Natal, Secretário de Administração e Finanças do mesmo município e Secretário da Administração e Finanças do Estado, na primeira gestão da governadora Wilma de Faria. Líder estudantil, ao tempo do seu curso de Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, confessa-se um leitor vocacionado para o ensino universitário, atividade que lhe tem granjeado o respeito e a admiração de centenas de alunos que tiveram o privilégio de desfrutar das suas lições. Escritor e pensador das Ciências Jurídicas, tem livros publicados e se mantém como colaborador regular deste semanário. E, quando não está na sala de aula ou estudando, dedica seus ócios a pesquisa do fenômeno do cangaceirismo, tendo como foco a vida de Massilon Leite, cuja vida em parte transcorreu em terras do Oeste norte-rio-grandense. Porém, ao contrário de outros pesquisadores desse tema, considera que a fase da coleta de dados está esgotada e defende a necessidade de estudos multidisciplinares para a correta interpretação do fenômeno em questão.
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http://lentescangaceiras.blogspot.com.br/2008/09/entrevista-honrio-de-medeiros.html

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MUSEU DO SERTÃO EM MOSSORÓ APRESENTA PEÇAS IMPORTANTES

Por Benedito Vasconcelos Mendes

VISITE O MUSEU DO SERTÃO EM MOSSORÓ!











Informação do blogdomendesemendes: 

O Museu do Sertão na "Fazenda Rancho Verde" em Mossoró não pertence a nenhum órgão público, é de propriedade do seu criador professor Benedito Vasconcelos Mendes.

Quando vier à Mossoró procure visitá-lo, pois são mais de 5 mil peças para os seus olhos verem.

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FIM DO CANGAÇO: AS ENTREGAS

 Autor Luiz Ruben F. de A. Bonfim

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ENTREVISTA DE DONA MOCINHA PELA "REVISTA DIÁRIO DEZ"


D. Maria Ferreira Queiroz conhecida como "Mocinha" era a penúltima dos nove filhos, de José Ferreira, teve pouco contato com seu irmão famoso, o que não impediu de ser constrangida, por ser irmã de Lampião. D. Mocinha faleceu em 10 de Fevereiro de 2012, na cidade de São Paulo, por problemas pulmonares. Sua idade é controversa, pois para os pesquisadores do cangaço, ela nasceu no dia 08.01.1906, portanto, morrera com 106 anos. Entretanto, ela sempre recusou esta data, e afirmava que nascera em 11 de janeiro de 1910, dessa forma sua morte foi aos quase, 102 anos de idade.






A Revista Diário Dez publicou em maio de 2011, provavelmente, a última ou uma das últimas entrevistas com D. Marcinha, o que passo a dividir com os amigos, em primeira mão. PDF nos arquivos.

A Revista Diário Dez publicou em maio de 2011, provavelmente, a última ou uma das últimas entrevistas com D. Marcinha, o que passo a dividir com os amigos, em primeira mão. PDF nos arquivos.

Fonte: facebook
Página: Geziel Moura‎  com Angélica Bulhões

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A POLÍCIA CASTIGOU A FAMÍLIA DE DADÁ EM BUSCA DE CORISCO


Corisco um cabra de Lampião (documentário)

https://www.youtube.com/watch?v=5IxwCnoX9hM

Tirando as Possíveis Dúvidas

Corisco morreu em maio de 1940 e seu corpo completo foi enterrado em Miguel Calmon, no Estado da Bahia. Posteriormente foi desenterrado e sua cabeça foi levada para o "Museu Nina Rodrigues" e seu corpo sem cabeça continuou no cemitério de Miguel Calmon, até o ano de 1969. http://bandidosfamosos.blogspot.com.br/2015/05/corisco.html

Fonte dos vídeos: Youtube

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ALMOÇO DA FAZENDA E MOAGEM CARIRI CANGAÇO, É MISSÃO VELHA NO EDIÇÃO DE LUXO

Por Manoel Severo
Antônio Edson Olegário, Manoel Severo, Cícero Landim da Cruz

Muitas surpresas ainda aguardavam os convidados Cariri Cangaço - Edição de Luxo - Ano V em terras de Missão Velha. Da Câmara Municipal a caravana seguiu para a sede da Fazenda Mãe Lucy, de propriedade da família Olegário, tendo à frente, Antonio Edson Sobreira Olegário que recebeu os mais de 100 convidados de todo o Brasil com um banquete digno dos tempos áureos dos Terésios de Santa Teresa. "Na verdade Antonio Edson só confirma o espetacular dom de excelentes anfitriões que sua família e sobretudo seu pai, Edson Olegário, conquistaram ao longo das gerações, só nos resta agradecer profundamente tanta gentileza e atenção" Fala o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo.

 
Francimary Oliveira, Aderbal Nogueira, Oleone Fontes e Manoel Severo

Juliana Pereira, pesquisadora de Quixadá, revela: "É impressionante a forma como estamos sendo recepcionados nessa edição do Cariri Cangaço, ontem em Lavras da Mangabeira e hoje neste almoço sem igual, até parece que estamos em casa, realmente inesquecível tudo isso". Já o pesquisador e escritor paulista de Salto, Sabino Bassetti comenta: "ter amigos com a sinceridade, garra, educação e paciência do grande Severo, enche de orgulho qualquer pessoa. O Cariri Cangaço, é sem nenhuma dúvida o maior evento do gênero. Parabéns Missão Velha, parabéns Bosco, parabéns Severo. "

A beleza das terras de Santa Teresa que mesmo com a grave estiagem que assolam o Ceará ainda consegue mostrar a exuberante e vivaz cor e vida de seus verdes canaviais e sob a brisa incrivelmente suave de um dia ensolarado de setembro, nos mostram a incrível força do vale caririense, sede e berço do Cariri Cangaço.

Bosco André, Ivanildo Silveira, Cel Donizete e Urbano Silva; Wescley Rodrigues, Jacqueline, Elane Marques, João de Sousa Lima, Juliana Pereira, Celsinho Rodrigues; Josué Santana e Louro Teles
Jair Tavares, Ivanildo Silveira, Narciso Dias, Sabino Bassetti, Jorge Remigio e Narciso Dias;Tereza Cristina, Manoel Serafim, Padre Agostinho, Jorge Remígio, Francimary Oliveira e Narciso Dias 

O lauto almoço se prolongou por cerca de duas horas, onde os convidados do Cariri Cangaço puderam consolidar ainda mais os laços de fraternidade com os anfitriões, legado primordial do Cariri Cangaço, fazendo com que na integração de todos possamos formar a verdadeira alma nordestina. Para Tereza Cristina Cornélio, de Recife: “Parabéns Manoel Severo! Parabéns aos pesquisadores do Cariri Cangaço! Mais uma vez, aprendi muito a respeito da História do Povo Nordestino. Mais uma vez passei pela agradável experiência de conviver com pessoas cultas, inteligentes, dedicadas e sobretudo disponíveis para repartir conhecimentos. Agradeço de todo coração a oportunidade."

Nas terras de Santa Teresa em nossa querida Missão Velha, as principais e mais tradicionais famílias da região puderam traduzir toda a hospitalidade do povo cearense que se prolongou em mais uma inesquecível visita, desta vez ao Engenho Santa Teresa de propriedade de Cícero Landim da Cruz.


Antônio Edson, Luiz Antonio, Celsinho Rodrigues, Sonia Jaqueline, Elane Marques e João de Sousa Lima; Gerlane Carneiro e Ingrid Rebouças; Jorge Remígio e Dona Orlandina
Dona Orlandina, Francimary Oliveira; Josué Santana e Louro Teles;
Alan Ferreira, Elane Marques e Voldi Ribeiro; Padre Agostinho e Cel Donizete 
Iris Mendes, Luiz Ruben e Joventino de Melo; Eliene Costa, Tomaz Cisne, Ângelo Osmiro e Djalma Sousa

Os vastos campos de cana de açúcar, o cheiro forte do mel e melaço, o tacho fumegante e todas as cores características das moagens do sertão, mataram a saudade de muitos e trouxeram experiências novas a quem ainda não havia conhecido. Um momento inesquecível de contato com o combustível que move o sertão. Ali o proprietário Cícero Landim da Cruz e seu imediato, Damião, filho de Piranhas nas Alagoas, também sede do Cariri Cangaço, mostravam e ensinavam cada processo dentro da fabricação do mel, da rapadura, do alfenim...

Celsinho Rodrigues, pesquisador de Piranhas revela: "Eu e minha mãe; Sônia Jaqueline; fomos criados ouvindo uma história das "terras de quem vai e não torna. "Realmente essa história se concretizou quando fomos ao Juazeiro desde a primeira vez. Fomos uma pessoa e voltamos outra. Mais enriquecido culturalmente, com um número de amigos muito maior e com o coração cheio de saudade. A família Cariri Cangaço desponta no cenário nordestino com a bandeira da igualdade. Não tem pequeno nem grande, nem rico nem pobre, somos todos iguais! Uma grande irmandade. Grande abraço a todos que fazem a família Cariri Cangaço em especial a este baluarte que dispensa qualquer tipo de comentário ou adjetivo que é nosso Curador Manoel Severo."


Grande Família Cariri Cangaço recebida por Dr Cícero Landim da Cruz em Missão Velha
Antonio Vilela, Luiz Ruben, Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima, Bosco Andre, Eliene Costa, Wescley Rodrigues, Alan Ferreira, Neli Conceição, Geraldo e Rosane Ferraz, Jair Tavares

"Em 1533, o colonizador português Martim Afonso de Souza trouxe as primeiras mudas de cana-de-açúcar e realizou a disseminação dessa primeira atividade de exploração econômica no Brasil no litoral nordestino. A produção desse tipo de gênero agrícola aconteceu por conta do conhecimento anterior de técnicas de plantio e preparo que permitiriam o desenvolvimento de tal atividade na América Portuguesa. Contudo, a fabricação do açúcar não dependia somente do plantio da cana em terras férteis. Para que o caule da cana fosse transformado no açúcar a ser consumido em diferentes partes da Europa, era necessário que várias instalações fossem construídas. Mais conhecidos como engenhos, tais localidades eram compostas por uma moenda, uma casa das caldeiras e das fornalhas e a casa de purgar. Com o desenvolvimento da economia açucareira, os engenhos se espalharam de forma relativamente rápida no espaço colonial, chegando a contar com 400 unidades no começo do século XVII.

Após a colheita, a cana-de-açúcar era levada à moenda para sofrer o esmagamento de seu caule e a extração do caldo. Em sua grande maioria, as moendas funcionavam com o uso da tração animal. Também conhecida como trapiche, esse tipo de moenda era mais comum por conta dos menores gastos exigidos para a sua construção. Além do trapiche, haviam as moendas movidas por uma roda-d’água que exigiam a dificultosa construção de um canal hidráulico que pudesse movimentá-la. Feito o recolhimento do caldo, o produto era levado até a casa das caldeiras e fornalhas, onde sofria um longo processo de cozimento realizado em grandes tachos feitos de cobre. Logo em seguida, o melaço era refinado na casa de purgar, lugar onde a última etapa de refinamento do açúcar era finalmente concluída. O beneficiamento completo do açúcar era realizado em terras brasileiras pelo fato de Portugal não possuir refinarias que dessem fim ao serviço."

Engenho de Santa Teresa
Engenho de Santa Teresa 

Wescley Rodrigues


"Ainda em terras coloniais eram produzidos dois tipos diferentes de açúcar: o mascavo, de coloração escura e escoado para o mercado interno; e o branco, em sua grande maioria direcionado aos consumidores do Velho Mundo. Após a embalagem do açúcar, as caixas eram transportadas para Portugal, e, posteriormente, para a Holanda, que participava realizando a distribuição do produto em solo europeu. Por volta do século XVII, a cidade flamenca de Amsterdã passou a realizar o refino do açúcar. Além dessas unidades produtivas, um engenho também contava com construções utilizadas para o abrigo da população que ali vivia. Na casa-grande eram alojados o proprietário das terras, sua família e alguns escravos domésticos. Na senzala ficavam todos os escravos que trabalhavam nas colheitas e instalações produtivas do engenho. Por meio dessa configuração, podemos ver que a formulação desses espaços influiu nos contastes que marcaram o desenvolvimento da sociedade colonial. Ao contrário do que muitos chegam a imaginar, os engenhos não estavam disponíveis em toda e qualquer propriedade que plantava cana-de-açúcar. Os fazendeiros que não possuíam recursos para construírem o seu próprio engenho eram geralmente conhecidos como lavradores de cana. Na maioria das vezes, esses plantadores de cana utilizavam o engenho de outra propriedade mediante algum tipo de compensação material."


Caravana do Edição de Luxo em Missão Velha
Alcides Carneiro, Manoel Severo, Bosco André e Dr Cícero Landim da Cruz 
Família Cariri Cangaço
Mabell Sales, João Paulo, Pedro Barbosa
Missão Velha, missão cumprida, na bagagem, gratidão, saudade e rapaduras...muitas...

O dia estava acabando e Missão Velha ficaria mais uma vez guardada no coração de toda família Cariri Cangaço. O esforço realizado pelo Conselheiro Cariri Cangaço Bosco André, ao lado de confrades valorosos como Dr Tardini, o estimado presidente Cicero Macedo, Antonio Edson Olegário, Dr Cicero Landim da Cruz, as famílias tradicionais de Missão Velha, enfim, todos irmanados na direção de não deixar morrer a memória, a tradição e a história de um dos mais significativos rincões de nosso nordeste, nosso Portal do Cariri.

Cariri Cangaço
Edição de Luxo - Ano V
Engenho Santa Teresa, 25 de Setembro de 2015
Missão Velha, Ceara, Brasil

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LIVROS DO ESCRITOR ANTONIO VILELA DE SOUZA


NOVO LIVRO CONTA A SAGA DA VALENTE SERRINHA DO CATIMBAU
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O livro "DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.

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APENAS COMO CURIOSIDADE PARA QUEM NÃO PARTICIPA DO FACEBOOK

https://www.youtube.com/watch?v=3e7h5Pe-vGg

Este material seria postado no blog "FATOS E FOTOS", mas como não estamos conseguindo acessá-lo, resolvemos apresentá-lo aos leitores do http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Cavalo da polícia coiceia homem que bateu em sua traseira.

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CHICO LOBO O FILHO DO CORONEL

por Epitácio Andrade
Chico Lobo com 92 anos

Francisco Lobo Maia, seu Chico Lobo, nasceu em 1923, estando com 92 anos, é filho do coronel da guarda nacional Valdivino Lobo, falecido em 1924. O coronel Valdivino, proprietário da famosa Fazenda Dois Riachos, 

Casa da Fazenda Dois Riachos

situada na zona rural dos municípios de Catolé do Rocha e Belém de Brejo do Cruz, ambos na Paraíba, é referenciado juntamente com o seu genitor o fazendeiro Zé Lobo, no raríssimo livro Solos de Avena. Publicado na primeira metade do século XX, pelo escritor paraibano Alício Barreto (1901-1965), como os principais aliados da família Limão, arqui-inimiga do famigerado cangaceiro potiguar Jesuíno Brilhante (1844-79).

Coronel Valdivino lobo
                               
Como o coronel Valdivino faleceu durante seu primeiro ano de vida a memória acerca do genitor e progenitor foi adquirida através de informações repassadas por sua mãe e outros ascendentes. No dia 05 de outubro de 2015, o cidadão nonagenário Chico Lobo concedeu entrevista ao médico psiquiatra e pesquisador social Epitácio Andrade, no Restaurante Mangai, em Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte, sob os olhares atentos do constitucionalista Paulo Lopo Saraiva.

Epitácio Andrade, Chico Lobo e Paulo Lopo
                               
Gozando de absoluta lucidez de consciência, seu Chico Lobo não teve dificuldades para relatar a inserção da Fazenda Dois Riachos e de seus atores sociais no cenário de importantes passagens históricas no fenômeno social do cangaço. Lembrou que era tema frequente nas rodas de conversa familiares, a visita do escritor catoleense Alicio Barreto à Fazenda Dois Riachos.

Capa de Solos de Avena
                               
Em detalhes, narrou a invasão da fazenda pelo bando do cangaceiro Ulisses Liberato de Alencar, tema que será abordado noutro artigo, especialmente dedicado a tal episódio. Afirmou que o velho bacamarte chegou a compor o arsenal bélico da fazenda. Quando inquerido sobre a aliança do coronel Valdivino Lobo com a família Limão foi lacônico: Soube que papai era amigo dos Pretos.

Bacamarte de Jesuíno Brilhante
                               
A esse propósito, Pretos foi a alcunha como ficaram conhecidos os membros da família Limão, que estiveram em conflito com Jesuíno Brilhante e seu bando, durante uma década. Seu Chico lobo disse saber que Jesuíno Brilhante havia sido morto em lugar situado nas proximidades da Fazenda Santa Tereza. 

Serrote da Tropa

Tal lugar foi apontado pelo senhor Mário Valdemar Saraiva Leão, com 98 anos, como sendo o Serrote da Tropa, situado na comunidade Santo Antônio, nas margens do Riacho dos Porcos, na zona rural de São José de Brejo do Cruz, na Paraíba.

Mário Saraiva com 98 anos
                               
E ficou imortalizado pelos versos da viola do menestrel Chico Mota (in memoriam) que, em cantoria-desafio, realizada no mercado público de São José de Brejo do Cruz com Antônio Silva, assim sentenciou: No serrote da Tropa, o cangaceiro do Rio Grande do Norte se encontrou com a morte. Seu Chico Lobo é um patrimônio histórico-cultural vivo do Nordeste brasileiro.

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