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quinta-feira, 2 de novembro de 2023

CHOCALHOS DOURADOS DE LAMPIÃO

 Por José Mendes Pereira


A inveja está presente em todas as classes sociais, e até mesmo, em todas as espécies de animais, porque, quando um ver outro capturar uma presa, quer tomar de imediato, como se dissesse: “- Você pegou, mas é meu!”. E parte para o ataque do toma toma.


Se você observar o comportamento de um animal, por exemplo, uma rês (eu vivi no campo e conheço as astúcias de muitos deles), que geralmente tem ao seu lado uma amiga ou amigo, ali, o ciúme doentio está presente, que não quer nem que outra rês, fique perto do amigo ou da amiga. E assim caminha os seres vivos completamente tomados pelo ciúme. A inveja nasce até mesmo por coisas que não têm valor nenhum. E o ser humano é assim mesmo, pior do que os próprios animais. Inveja até o lugar que o outro se senta, se deita, faz refeições, frequenta, debocha para acabar uma amizade...

O difícil é nós sabermos o que leva um sujeito ter inveja de um simples objeto, quase sem valor, chamado chocalho, que só serve mesmo para ser colocado no pescoço de uma rês, e soltá-la no campo, e com o seu som, indicar ao vaqueiro em que direção está ruminando o animal chocalhado. 

Rostand Medeiros
 
O historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros escreveu o que segue sobre a grande inveja do fazendeiro José Saturnino, que teve dois Chocalhos dos animais de seu José Ferreira da Silva, pai dos famosos cangaceiros Lampião, Antonio, Livino e Ezequiel Ferreira.

José Saturnino primeiro inimigo de Lampião

Vamos apreciar o que diz o Rostand:

Ferreiras e Nogueiras eram vizinhos. Um parente dos Nogueiras, o José Saturnino, se mostrou “despeitado”, quando viu que o gado dos Ferreiras andava na caatinga com uns chocalhos bonitos, dourados, comprados em Juazeiro do Norte, no Ceará. 

Chocalho dourado

Até então, todos os chocalhos que chegavam à fazenda Serra Vermelha eram negros e sem graça. No sertão, onde o gado é criado sem cercado, o chocalho funciona como um meio de o vaqueiro localizar bois, vacas e cabras. Saturnino invejando, amassou o chocalho do gado dos Ferreiras e sem eles nas suas reses perderam bois e vacas.

Vaqueiro e seu amado cavalo

Para não ficarem por baixo os Ferreiras deram o troco, amassando chocalho do seu gado. Saturnino não gostou; capou o cavalo de Virgulino. Virgulino cortou os rabos das vacas de Saturnino. A briga cresceu e o juiz de Vila Bela obrigou os Ferreiras a se mudarem. Foram morar no distrito de Nazaré, hoje Carqueja, com uma condição; nem visitavam Serra Vermelha, nem Saturnino entrava em Carqueja. Mas José Saturnino quebrou o acordo e os Ferreiras não gostaram.

Lampião e seu irmão Antonio Ferreira

Começaram a fazer arruaças em Carqueja. Foram obrigados a se mudarem, desta vez para Alagoas, onde um amigo de Saturnino, a pedido deste, matou o pai de Virgulino e feriu um irmão. 

Tenente Zé Lucena responsável pela morte de José Ferreira da Silva pai dos Ferreiras.

Virgulino decidiu vingar-se.

Integrou-se ao bando do cangaceiro Sinhô Pereira e depois começou a agir por conta própria, com seu próprio bando. Seu poder cresceu, ele passou a ser temido até pelos governadores.

Sinhô Pereira - https://br.pinterest.com/pin/483925922460968767/

Em 1926, chegou a propor ao governo de Pernambuco dividir o Estado em dois: à capital caberia a administração do litoral, enquanto ele reinaria sozinho, no Sertão. De cangaço em cangaço, Lampião terminou por ter a cabeça colocada a prêmio por 50 contos de réis.

Cabeças decepadas dos cangaceiros Lampião, Maria Bonita e seu bando

Em 1938, seu bando foi desarticulado, ele e seus companheiros foram degolados e suas cabeças exibidas em praça pública.

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AINDA DARÁ TEMPO PARA VOCÊ PRESENTEAR O SEU PAI, SEU AVÔ OU O SEU BISAVÔ COM ESTE LIVRO

  Por José Mendes Pereira


Pedro Motta Popoff
O autor deste José Bezerra Lima irmão e o historiador Antonio Amaury.
O autor José Bezerra Lima Irmão com o escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima

Adquira já com Francisco Pereira Lima lá da cidade de Cajazeiras no Estado da Paraíba através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

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SERROTES SANTANENSES

 Clerisvaldo B. Chagas, 2 de novembro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.980 

Um elevado de terra é chamado de montanha. Várias montanhas juntas formam as serras e, várias serras juntas formam uma cordilheira. Na verdade, o regionalismo popular distorce ou complementa essas afirmações geográficas. No Sertão nordestino um elevado não tão alto assim, é chamado de morro quando é arredondado ou afunilado; serrote quando tem a forma mais horizontal (serrote: pequena serra) e serra quando o elevado é muito alto, isolado, ou muito alto e contínuo horizontalmente.  No sertão não se chama montanha; somente as três formações populares citadas. Os serrotes são costumes regionais tão corriqueiros que a atenção só aparece quando o visitante indaga, o que é serrote? O serrote, geralmente isolado e residual, isto é, resto de elevações conjugadas, desgastadas e extintas pelo tempo, tem muita serventia no Sertão.

O serrote é mais úmido, tem mais vegetação de porte, é refrigério para os bovinos, fonte de alimentação para caprinos, receptor e dispersor de ventos, refúgio de animais selvagens e pulmão verde dos arredores; além disso, os serrotes são pontos de referências assim como as lagoas regionais. Esses acidentes geográficos, recebem a denominação do povo, muito mais pelas suas primeiras famílias que ali fizeram moradias. Assim em Santana do Ipanema se destacam os seguintes serrotes: “Serrote”, “Serrotinho”, “Serrote dos Brás”, “Serrote dos Bois”, “Serrote dos França” e “Serrote dos Angicos”, na zona rural. Na zona urbana: “Serrote do Gonçalinho”, “Serrote do Cruzeiro”, “Serrote do Pelado” e a “Serra Aguda”.

E quando falamos na serra Aguda, hoje, quase no limiar do urbano/rural, é uma montanha isolada em forma de sela, localizada próxima à Reserva Ecológica Tocaia. É avistada de imediato pelos que entram em Santana do Ipanema, no sentido Maceió/Santana, a partir das ruas principais do Bairro Monumento. Fica muito perto do Hospital Regional da colina. É ali na parte mais alta da sela, onde será erguida a mais alta imagem religiosa do mundo, a de Senhora Santa Ana, cujos trabalhos de limpeza do terreno, já foram iniciados. A propósito, vista de longe através de aparelho, existe um desgaste entre as duas partes da sela, proveniente das enxurradas que descem de serra abaixo.

Amigas e amigos, abraços do tamanho dos serrotes da minha terra.

SERRA AGUDA (FOTO:B. CHAGAS)



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CONVITE!

 Por Luís Bento

É uma honra participar desse momento histórico, venha você também compartilhar dessa história.

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MARIA DE PANCADA;

 Mateus Brandão de Souza

Mulher de notável beleza, traços delicados, contrastando com a realidade e a crueza do mundo em que vivera...

Esteve por entre as feras, ela que com grandeza de detalhes foi o assunto das confabulações entre um cangaceiro e outro, tinha suavidade na voz, pés pequenos, mãos macias...

Mesmo com a política hostil, machista e injusta, teve em si a supremacia peculiar às mulheres, a deidade consoante às belas.

Ela era Maria Adelaide de Jesus, Maria Jovina ou ainda (Maria de Pancada, por ser a companheira do cangaceiro que tinha esta alcunha.) Registro original feito pela lente de Benjamin Abrahão...

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VELÓRIO DE ODILON FLOR.

Por Helton Araújo

Hoje, conversando com o amigo Hildegardo Luna Ferraz Nogueira , tive o prazer de ter acesso a esse riquíssimo material histórico. Na foto abaixo podemos ver o velório de Odilon Nogueira de Souza, o afamado nazareno Odilon Flor.

Odilon Flor sem dúvidas foi um dos maiores perseguidores de Lampião, tendo sofrido terríveis perdas nos combates com o bando do famigerado cangaceiro ao longo dos anos, mas em contrapartida foi um dos mais letais adversários de Virgolino, causando significativos danos aos cangaceiros.

O bravo nazareno, faleceu na cidade de Itabuna, no estado da Bahia, em 07 de novembro de 1950, vitimado por um câncer de garganta aos 47 anos de idade.

E esse foi o fim de um dos maiores expoentes da história do cangaço. ODILON FLOR !

Foto : Cortesia : Hildegardo Luna Ferraz Nogueira

Agradecimentos a toda família de Odilon Flor.

Edição Arquivo Digital Helton Araújo

Obs : Essa foto apesar de não ser tão divulgada, já foi postada por Geraldo, do canal Cangaçologia.

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LIVRO

 Por Helton Araújo

Livro sensacional disponível para venda, chegou o primeiro lote para tiragem da segunda edição, revisada e ampliada dessa incrível obra da temática CANGAÇO, o livro " MANOEL NETO no rastro de LAMPIÃO.

Interessados chamar no chat, a princípio o frete está grátis. Lembrando que o mesmo vai ser autografado pelo escritor e pesquisador Leonardo Ferraz Gominho.

Adquira já o seu !!!

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𝑴𝑨𝑵𝑶𝑬𝑳 𝑵𝑼𝑵𝑬𝑺

 Por Jaozin Jaaozinn

Fotografia do Sr. Manoel Nunes de Araújo, um senhor de idade que, quando jovem, se aventurou na famosa Guerra do Paraguai (1864-1870), no ano de 1865. Na legenda, diz:

“𝘔𝘢𝘯𝘰𝘦𝘭 𝘕𝘶𝘯𝘦𝘴 𝘥𝘦 𝘈𝘳𝘢𝘶𝘫𝘰 𝘦́ 𝘶𝘮 𝘷𝘦𝘭𝘩𝘰 𝘴𝘰𝘭𝘥𝘢𝘥𝘰 𝘤𝘰𝘮 𝘴𝘦𝘳𝘷𝘪𝘤̧𝘰𝘴 𝘳𝘦𝘭𝘦𝘷𝘢𝘯𝘵𝘦𝘴 𝘯𝘰 𝘤𝘰𝘮𝘣𝘢𝘵𝘦 𝘢𝘰 𝘣𝘢𝘯𝘥𝘪𝘵𝘪𝘴𝘮𝘰. 𝘊𝘰𝘯𝘵𝘢 84 𝘢𝘯𝘯𝘰𝘴 𝘥𝘦 𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦 𝘦 𝘦́ 𝘯𝘢𝘵𝘶𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘦 𝘗𝘦𝘳𝘯𝘢𝘮𝘣𝘶𝘤𝘰, 𝘦𝘮𝘣𝘰𝘳𝘢 𝘩𝘰𝘫𝘦 𝘳𝘦𝘴𝘪𝘥𝘢 𝘦𝘮 𝘑𝘰𝘢𝘻𝘦𝘪𝘳𝘰 𝘥𝘰 𝘊𝘦𝘢𝘳𝘢́. 𝘌𝘴𝘵𝘦𝘷𝘦 𝘯𝘢 𝘨𝘶𝘦𝘳𝘳𝘢 𝘦𝘯𝘵𝘳𝘦 𝘰 𝘉𝘳𝘢𝘴𝘪𝘭 𝘦 𝘰 𝘗𝘢𝘳𝘢𝘨𝘶𝘢𝘺, 𝘲𝘶𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘵𝘪𝘯𝘩𝘢 𝘢𝘱𝘦𝘯𝘢𝘴 17 𝘢𝘯𝘯𝘰𝘴, 𝘭𝘶𝘵𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘦𝘮 𝘊𝘰𝘳𝘳𝘪𝘦𝘯𝘵𝘦𝘴, 𝘙𝘪𝘢𝘤𝘩𝘶𝘦𝘭𝘰 𝘦 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘰𝘴 𝘱𝘰𝘯𝘵𝘰𝘴 𝘥𝘢 𝘤𝘢𝘮𝘱𝘢𝘯𝘩𝘢. 𝘊𝘰𝘯𝘲𝘶𝘪𝘴𝘵𝘰𝘶 𝘶𝘮𝘢 𝘮𝘦𝘥𝘢𝘭𝘩𝘢 𝘲𝘶𝘦, 𝘢𝘪𝘯𝘥𝘢 𝘢𝘨𝘰𝘳𝘢, 𝘦𝘹𝘩𝘪𝘣𝘦, 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘱𝘳𝘦𝘮𝘪𝘰 𝘥𝘰 𝘴𝘦𝘶 𝘩𝘦𝘳𝘰𝘪𝘴𝘮𝘰. 𝘋𝘦𝘱𝘰𝘪𝘴 𝘥𝘪𝘴𝘴𝘰 𝘧𝘰𝘪 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦 𝘢𝘭𝘪𝘴𝘵𝘰𝘶 𝘯𝘢𝘴 𝘧𝘪𝘭𝘦𝘪𝘳𝘢𝘴 𝘥𝘢 𝘗𝘰𝘭𝘪́𝘤𝘪𝘢 𝘥𝘰 𝘴𝘦𝘶 𝘌𝘴𝘵𝘢𝘥𝘰, 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘱𝘦𝘳𝘴𝘦𝘨𝘶𝘪𝘳 𝘰𝘴 '𝘭𝘢𝘮𝘱𝘦𝘰̃𝘦𝘴', 𝘢𝘰 𝘵𝘦𝘮𝘱𝘰 𝘥𝘢 𝘮𝘰𝘯𝘢𝘳𝘤𝘩𝘪𝘢, 𝘲𝘶𝘦 𝘦𝘳𝘢𝘮 𝘔𝘢𝘯𝘦́ 𝘊𝘩𝘪𝘤𝘰 𝘦 𝘘𝘶𝘪𝘯𝘤𝘢𝘴 𝘦 𝘢𝘨𝘪𝘢𝘮 𝘯𝘰 𝘴𝘦𝘳𝘵𝘢̃𝘰 𝘱𝘦𝘳𝘯𝘢𝘮𝘣𝘶𝘤𝘢𝘯𝘰.

𝘏𝘰𝘫𝘦, 𝘔𝘢𝘯𝘰𝘦𝘭 𝘕𝘶𝘯𝘦𝘴 𝘥𝘦 𝘈𝘳𝘢𝘶𝘫𝘰 𝘢𝘴𝘴𝘪𝘴𝘵𝘦, 𝘥𝘦 𝘭𝘰𝘯𝘨𝘦, 𝘢́ 𝘭𝘶𝘵𝘢 𝘮𝘰𝘷𝘪𝘥𝘢 𝘤𝘰𝘯𝘵𝘳𝘢 𝘓𝘢𝘮𝘱𝘦𝘢̃𝘰, 𝘤𝘰𝘮 𝘶𝘮𝘢 𝘤𝘦𝘳𝘵𝘢 𝘴𝘢𝘶𝘥𝘢𝘥𝘦 𝘥𝘢𝘲𝘶𝘦𝘭𝘭𝘢 𝘦́𝘱𝘰𝘤𝘢 𝘦𝘮 𝘲𝘶𝘦 𝘦𝘭𝘭𝘦 𝘵𝘢𝘮𝘣𝘦𝘮 𝘱𝘰𝘥𝘪𝘢 𝘱𝘦𝘨𝘢𝘳 𝘯𝘰 '𝘱𝘢̃𝘰 𝘧𝘶𝘳𝘢𝘥𝘰'.”

*𝘙𝘦𝘴𝘱𝘦𝘪𝘵𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘢 𝘦𝘴𝘤𝘳𝘪𝘵𝘢 𝘥𝘢 𝘦́𝘱𝘰𝘤𝘢.

𝙁𝙊𝙉𝙏𝙀: 𝘿𝙞𝙖́𝙧𝙞𝙤 𝙙𝙖 𝙉𝙤𝙞𝙩𝙚-1930.

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CARLOS GONZAGA


 https://www.youtube.com/watch?v=3l88J9srF7E&ab_channel=ClaudioRPassos

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CONVITE ACJUS SESSÃO SOLENE 9 ANOS

Por José Wellington Barreto

Enviado pela Academia de Ciências Jurídicas e sociais de Mossoró - ACJUS.

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ERASMO CARLOS

 Por José Mendes Pereira


No dia 22 de novembro de 2022, as emissoras de rádio, jornais, canais de televisão anunciavam o falecimento do famoso tremendão Erasmo Carlos.

Clique no link.

https://www.youtube.com/watch?v=AnKmNytEBsw&ab_channel=BrazilianNuggets

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ANTONIA MENDES PEREIRA

 Por José Mendes Pereira

Antonia Mendes Pereira era minha mãe, e esposa de Pedro Nél Pereira. Nasceu no dia 22 de janeiro de 1925, e faleceu no dia 10 de março de 2011. 

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PEDRO NÉL PEREIRA

 Por José Mendes Pereira


Meu pai Pedro Néo Pereira, nasceu no dia 17 de abril de 1922 e faleceu no dia 10 de maio de 2011.

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