Seguidores

segunda-feira, 22 de junho de 2015

CRISTINA DO CANGACEIRO PORTUGUÊS


O cangaceiro Português descobriu que sua companheira Cristina estava lhe traindo com um cangaceiro alagoano, chamado Jitirana, do grupo do cangaceiro Corisco (Antônio Felix), Cristina fugiu desesperada, indo procurar Corisco, pedir proteção. Corisco estava na fazenda Aroeiras, município de Piranhas, no estado de Alagoas.

Ela procurou a pessoa errada, pois Corisco era contra mulher no grupo, e ainda costumava dizer: 

"- De mulher para dar trabalho, basta a minha”.


Cristina era sergipana e a família morava em Propiá. Corisco enganou Cristina, dizendo que ia mandar ela para casa dos pais, quem iria leva-la era Messias de Cazusa. O grupo foi para a fazenda Emendadas de Bié.

Era 21 de julho de 1938, Corisco mandou um cabra levar ela até a beira do rio, dizendo que Messias estava lá esperando para levá-la até Propiá. Logo que saíram, ouviram uns gritos e tiros. Foi executada.

Fonte: facebook
Página: Francimary Oliveira

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O FILHO DOS CANGACEIROS MARIANO E OTÍLIA


O FILHO DOS CANGACEIROS MARIANO E OTÍLIA, entregue ao Padre Firmino da cidade de Mata Grande-AL.. "O BILHETE" (Livro: Almas do Nordeste de C. Nery Camello).
“SR. PADRE FIRMINO“
Mando essi minino para o senhor criar. 
Pode criálo que ele não é culpado dos mal-feitos do pai. 

Nasceu no dia 21 de abril, ás 8 horas da noite.  

Filho de MARIANO LAURINDO GRANJA E OTÍLIA MARIA.

Peço ao senhor para ser o padrinho e Nossa Senhora a madrinha.

MARIANO GRANJA

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ENTREGA DO GRUPO DE CANGACEIROS DE ÂNGELO ROQUE.. Fonte: A Noite, edição de 01-04-1940


Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O cangaceiro Luis Pedro Cordeiro


Luis Pedro Cordeiro, ou simplesmente, o cabra Luis Pedro, nasceu na fazenda Almas, próximo ao lugar Retiro no município de Triunfo PE. Foi sem nenhuma dúvida o cangaceiro que acompanhou Lampião por mais tempo. Entrou para o grupo de Lampião no final de 1923 ou início de 1924, ou seja, justamente quando o futuro rei do cangaço "veraneava" ali pelas regiões de Triunfo PE e Princesa PB, tendo como base uma fazenda do coronel Marçal Diniz na pequenina Patos, hoje Irere. 

Luis Pedro tinha nessa época por volta de 18 anos de idade, era um homem de estatura mediana e pele clara. Luis Pedro foi também um dos poucos cangaceiros que sempre respondeu unicamente pelo nome de batismo, no bando jamais teve apelido. 

Pelo menos apelido que se tornasse conhecido. Embora sendo homem da maior confiança de Lampião, Luis Pedro jamais teve um grupo que lhe pertencesse, ou seja, um grupo que fosse "o grupo de Luiz Pedro". 

Claro que muitas vezes chefiou grupos em várias missões, porém, nessas vezes sempre chefiando cabras de outros grupos, principalmente cabras pertencentes ao grupo de Lampião. Luis Pedro, não era homem que gostasse de ostentação, não ligava para a fama... 

...tanto é que, mesmo nas ocasiões que estava chefiando algum grupo, ao se apresentar em algum lugar dizia: "meu nome é Luis Pedro, CABRA de Lampião" Como tantos outros cangaceiros, durante certo tempo Luis Pedro também teve sua companheira no bando. 


Era Neném, uma baiana que o acompanhou por bastante tempo, ou seja, até o dia que veio a morrer, a morte de Neném aconteceu exatamente um dia após a entrada de Sila no cangaço em novembro de 1936, num ataque da volante do sargento Deluz ocorrido na fazenda Mocambo no estado de Sergipe. 

A viúva D. Delfina Fernandes, coiteira de cangaceiros e proprietária da fazenda Pedra d’água, chegou a comentar que certa vez quando o bando de Lampião fazia uma travessia no rio São Francisco, Maria Bonita teria arrastado uma asa para o cabra Luis Pedro. Até aí nada de mais, pois, é comum isso acontecer onde convivem homens e mulheres. 

Mas será que algum dia D. Delfina chegou a navegar no rio São Francisco em companhia do grupo de Lampião? Luis Pedro, sempre fiel, sempre respeitado pelos outros cabras e também pelo próprio Lampião, veio a tombar brigando em Angico em 1938 ao lado de Lampião e mais 9 companheiros. 

Luis Pedro era um cangaceiro que amealhou fortuna no cangaço. De acordo com o soldado Antonio Jacó, matador de Luis Pedro, que confessou ter ficado com todos os pertences do cangaceiro, que carregava consigo na ocasião, além de muitas joias e ouro, quantia acima de 200 contos em dinheiro. O cabra Luis Pedro acompanhou Lampião por quase 15 anos."

http://cariricangaco.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

"Lampião - O Cangaço e seus Segredos".


Vocês poderão  adquirir esta obra intitulado "Lampião - O Cangaço e seus Segredos" do escritor Sabino Bassetti, através deste e-mail:

sabinobassetti@hotmail.com

Muitas informações sobre o cangaço, algumas até então desconhecidas pelos estudiosos e simpatizantes do cangaço.

Através de pesquisas sérias e comprometidas com a verdadeira história, o Bassetti entrega aos companheiros amantes do tema "cangaço", a sua mais nova obra:

"Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frete já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.

Não perca tempo e adquira já o seu.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SILA- UMA GUERREIRA ATÉ O FIM! (ALGUMAS LEMBRANÇAS DE MINHA INFÂNCIA)

Por Susi Ribeiro Campos

Boa noite amigo José Mendes Pereira, como lhe prometi, escrevo aqui algumas lembranças de minha convivência com minha sogra Sila, ex-cangaceira de Lampião.


Após algumas visitas que fizemos em seu lar, Dona Sila e eu sempre que possível, nos comunicávamos por carta, inclusive ela me ajudava nos estudos sobre o Cangaço que continuavam na escola.

Em 1980, eu então com doze anos de idade fui passar minhas férias escolares no apartamento de minha avó, que morava ao lado do Shopping Ibirapuera, e naquela época, ficar dias ao lado de um Shopping, era uma maravilha para uma criança.

Marcamos o dia e ela foi nos visitar.

Minha avó, Elfrida Clara Alves Machado Ambrogini, era baiana, de Salvador, mas que havia sido criada em São Paulo, onde chegou com seus pais ainda criança, por motivo de trabalho do meu bisavô. Casou-se com um italiano e passou a integrar totalmente a comunidade europeia.

Lembro-me que mesmo assim sua frase preferida era:

"Ai que saudades que eu tenho da Bahia"!

Os comentários dos parentes que haviam ficado na Capital Baiana, seguiam os jornais da época, e ela realmente tinha verdadeiro pavor do nome "Cangaceiro." Não foi fácil explicar a ela que os cangaceiros não eram o que os jornais da época diziam, mas que os jornais trabalhavam do ponto de vista do Governo da época.


Quando Sila chegou, com ar alegre, bonita, bem vestida, perfumada como sempre foi, minha avó não queria acreditar que se tratava de uma ex-cangaceira de verdade.

Sila e ela enfim, ficaram muito amigas. conversaram por muito tempo sobre costura, tema que agradava a ambas.

Sila era muito alegre ao conversar comigo e com minha avó..., mas dentro de seu olhar, eu sentia uma tristeza escondida, uma mulher que havia sofrido muito... lutado a vida inteira para criar seus filhos de forma digna.


Havia trabalhado duro ao lado do marido Zé Sereno e até mesmo se recusava a aceitar um emprego muito bom, de costureira, em uma fábrica, pois haviam descoberto que ela estava grávida e, segundo nos contou, se não "tirasse a criança" nada de emprego. Mesmo precisando muito, ela se indignou e não aceitou, estava grávida de Wilson.

Só por esse motivo que ela deve ter mencionado a outras pessoas também, tenho tanto a lhe agradecer, pois foi através dela que meu falecido esposo Wilson Ribeiro de Souza, ou simplesmente Ribeiro, como gostava de ser chamado pelos amigos, veio a este mundo. Seus olhos brilhavam de emoção ao contar suas histórias, era muito "viva", tinha muita energia!

Era morena clara como Wilson, cabelos ligeiramente ondulados, curtos, bem alinhados, olhos castanhos, alta e magra, mas muito estilosa, roupas bem cuidadas, sóbria, discreta, uma senhora Dona Sila.

Olhou minha avó e perguntou: "- Nossa! É baiana? Tão branquinha para ser da Bahia" ao que minha avó respondeu que apenas havia nascido em Salvador, foi criada na Cidade fria e cinzenta de São Paulo, onde todo mundo fica branco demais, além de ser neta de portugueses.

Lea Ambrogini de Lima e sua filha Susi Ribeiro Campos

Foi uma grande alegria para mim poder mostrar à minha avó (meu avô italiano já havia falecido), a meus pais, e a toda uma escola, na época eu estudava ainda no "Colégio Maria Imaculada" no Bairro do Paraíso em São Paulo, que o Cangaço e os Cangaceiros eram "gente igual a gente" só que com uma diferencial: Grandes Batalhadores, pessoas que sofreram muito para chegar a serem vistos sem preconceitos pelos paulistas, paulistanos, e até mesmo pelos nordestinos das grandes cidades, que os conheciam apenas "de ouvir falar", através da mídia da época, que eram os Jornais.

Minha avó, a qual eu chamava de Pitinha, ficou muito amiga de Sila e propôs a ela, se poderia ser minha madrinha de Batismo, pois eu, por motivos da diferença religiosa entre meus pais, ainda não havia sido batizada.

Esse fato acabou por não acontecer, mas desde então, eu passei a chamá-la de Madrinha até o fim de sua vida. Fui batizada já adulta, em São Paulo, antes de me casar com Wilson.

Batismo de pessoa adulta na década de noventa, se realizava de uma só vez, após um curso, o "Batismo/Primeira Eucaristia e Crisma" de uma só vez, na Igreja Santa Maria Goretti no Butantã/Vila Gomes.

Desculpe por não poder lhe fornecer fotos amigo José Mendes Pereira, mas após o que aconteceu quando fiquei viúva de Wilson, e fui completamente roubada pela família evangélica que mencionei no primeiro texto, tudo que consegui de fotos que tenho hoje foi recolhido nos lixões e terrenos baldios da cidade por onde procurei.

Fotos de Sila e Dadá

Sila, Ilda Ribeiro de Souza (há controvérsias sobre seu verdadeiro nome, e eu procuro não entrar no assunto, pois é fruto do trabalho de pesquisadores) segundo seus documentos pessoais, nasceu no dia 24 de outubro de 1919, sei disso, pois, posteriormente quando convivi com ela, já como minha sogra, a acompanhava ao médico e portanto a ajudava com seus cartões e RG.

Sobre nossa convivência "nora/sogra" lhe escreverei outro dia.

Muito obrigada pela oportunidade, meu amigo!

Meu desejo é que Sila hoje descanse na Paz de Deus! ELA FOI, É, E SEMPRE SERÁ UMA GRANDE GUERREIRA ATÉ O FIM! 

Com toda admiração da nora,
Susi Ribeiro Campos.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Referências dos sítios de sepultamento da ex-cangaceira Dadá

Por Rubens Antonio

Segunda-feira, 7 de janeiro de 1994. Padre "encomendando a Deus", a alma de Sérgia da Silva Chagas, a Dadá, no Cemitério Jardim da Saudade - Foto de Carlos Casaes, no jornal "A Tarde":

Registro do assentamento original de Dadá, no Cemitério Jardim da Saudade:
Aspecto geral do cemitério, na área do sepultamento original, no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador, Bahia:
Sítio específico onde se encontrava a sepultura, antes do translado para o ossuário da Ordem Terceira do Carmo:
Igreja da Ordem Terceira do Carmo, em Salvador, Bahia. O pequeno anexo com duas portas, à direita, é a entrada do ossuário da ordem:
Parte do ossuário da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, em Salvador, Bahia, onde estão os restos de Dadá:
Parede do ossuário da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, em Salvador, Bahia, onde estão os restos de Dadá:
Ossuário de Dadá:

Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

http://cangaconabahia.blogspot.com.br/2015/06/referencias-dos-sitios-de-sepultamento.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com