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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Colorir é preciso

Por José Mendes Pereira
Sérgio Roberto - Lampião, cangaço e nordeste

Você que sabe trabalhar com foto shop (nem sei se o nome é este mesmo, sou analfabeto em relação a este assunto), faça como muitos estão fazendo, colorindo as fotos do cangaço. Não pense em ganhar dinheiro, a sua participação é muito importante, e os pesquisadores, escritores, curiosos e estudantes do cangaço, todos agradecerão a sua boa vontade de colaborar.

Sérgio Roberto - Lampião, cangaço e nordeste

Se colorir uma foto, ponha o seu nome na imagem, passe-a para Internet, pois mesmo que alguém ao usá-la,  tire o seu nome da foto, mas ela continuará com o seu nome gravado como o primeiro a fazer este trabalho. Colabore com os estudiosos do cangaço. E é uma forma de ajudar a cultura continuar viva, com brilho e cor. 

Sérgio Roberto - Lampião, cangaço e nordeste

Veja que lindo trabalho feito por Sérgio Roberto (não tenho ideia de qual Estado e cidade ele mora), que coloriu a foto de  Sérgia Ribeiro da Silva, a companheira do cangaceiro Corisco; uma perfeição fora de sério. 

Fonte: Governador do Sertão Virgulino

Se eu soubesse fazer este trabalho, acredito que muitas já tinham ganhado outras cores.

Fonte: Governador do Sertão Virgulino

Colabore colorindo fotos do tempo do cangaço, pois o seu nome ficará gravado na mente das pessoas e todas reconhecerão o seu trabalho. O Brasil precisa de pessoas que colaboram com a cultura.

Sérgio Roberto - Lampião, cangaço e nordeste

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Zé Saturnino o inimigo número "1" da família Ferreira


Amigo Antonio de Oliveira:

Desde 2008 que eu venho acompanhando os cangaceiros do nordeste brasileiro pela caatinga, livrando-me de balas, assistindo algumas traições, tanto de coiteiros, fazendeiros, cangaceiros como de cangaceiras, acompanhando o homem que leva  bilhetes enviados pelos facínoras solicitando money, e algumas vezes jogo  baralhos com eles. Mas sei que tenho sido muito covarde, porque de momento a momento defendo os cangaceiros, em outros, estou dando razão aos policiais, às vítimas, aos coiteiros. Tudo isto eu já presenciei, mas eu ainda não conhecia esta foto do José Saturnino. E me parece que ela faz parte do acervo do pesquisador Sergio Augusto de Souza Dantas, publicada no blog http://lampiãoaceso.blogspot.com. Mas vale lembrar que eu a encontrei no facebook,  página:  Lampião, cangaço e Nordeste. 

Se para você não é novidade, para mim é.

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ROTEIRO DO CANGAÇO EM PAULO AFONSO

Por João de Sousa Lima


ROTA DO CANGAÇO I

CASA DE MARIA BONITA

Saída – Paulo Afonso – Bahia
Lagoa do Mel
Baixa do Boi
Povoado Riacho
Serra do Umbuzeiro
Malhada da Caiçara
Casa de Maria Bonita

A casa fica situada no povoado Malhada da Caiçara, distante da sede do município 37 km As vias de acesso para a residência são:

Pelo povoado Riacho km 25, que é também chamada BR 110, entrando a esquerda, por estrada de chão, 12 km em direção a Malhada da Caiçara.

Povoado no Alagadiço

No trajeto, na altura do km 18, no povoado Baixa do Boi, encontra-se o ponto conhecido como Lagoa do Mel, local onde morreu Ezequiel Ferreira, irmão mais novo de Lampião e ainda à esquerda da Serra do Umbuzeiro, encontra-se a Casa de Dona Generosa, sendo ela uma das maiores coiteiras de Lampião e dona de um magnífico patrimônio com 04 casas e uma capela, local onde Lampião realizava os famosos bailes.
Em frente à casa de Generosa pode-se ver ainda a cruz de Zé Pretinho, coiteiro assassinado pela volante policial.

Povoado Brejo do Burgo

Outro trajeto é pela estrada que liga Paulo Afonso à Sergipe, na altura do povoado Xingozinho, 35 km da sede do município, a direita passando pelo povoado Salobro, fazenda Canoa e Sítio do Tara, percurso de 16 Km.


O terceiro acesso a Casa de Maria Bonita é pelo povoado Barriga que fica à 36 km da sede do município de Paulo Afonso, pela BR 110, entrando a esquerda e passando pelos povoados Baixa da Areia, Lagoa Seca, chegando a Malhada da Caiçara, perfazendo um total de mais 14 km nesse trecho, estrada de chão.


Obs. O roteiro está incluso na Associação de Guias de Turismo de Paulo Afonso, denominado Roteiro VI – Serra do Umbuzeiro, ofício 002/2004.


Dica: O almoço pode ser agendado no povoado Riacho onde é servido o tradicional bode assado.
  
ROTA DO CANGAÇO II

POVOADO VÁRZEA

Saída de Paulo Afonso – Bahia
Povoado Campos Novos
Povoado Nambebé
Povoado Macambira
Povoado Serrote
Lagoa do Rancho
Várzea

Saindo de Paulo Afonso passa-se no povoado Campos Novos distante, 15 km da sede e local onde nasceu morto e foi enterrado o primeiro filho de Lampião e Maria bonita.


Mais 06 km chega-se ao povoado Nambebé onde nasceram os cangaceiros Bananeira e Medalha e foi um dos grandes coitos de Lampião, depois de mais 05 km vem o povoado Macambira onde aconteceu a prisão do cangaceiro Passarinho, seguindo mais 04 km encontra-se o povoado Alagadiço, andando mais 03 km chega-se ao povoado Serrote local onde Lampião matou o jovem João de Clemente, mais 2,5 km chega-se ao povoado Lagoa do Rancho local onde Lampião matou o cangaceiro Sabiá depois que esse estuprou uma moça chamada Rita de 15 anos de idade, por último chega-se na Várzea povoado que é entrada pro Raso da Catarina. A Várzea foi um dos maiores coitos de Lampião e a casa de Aristeia, onde os cangaceiros realizavam os bailes, ainda encontra-se em pé e o coiteiro Arlindo Grande é uma das fontes de informações das histórias daquele tempo.

ROTA DO CANGAÇO III

Saída de Paulo Afonso – Bahia
Povoado Salgadinho
Povoado Juá
Brejo do Burgo

CASA DA CANGACEIRA LIDIA

 Saindo da sede, na direção da BR 210 entrando na altura do motel Paradise, andando 15 km chega-se ao povoado Salgadinho encontrando-se a casa onde nasceu a cangaceira mais bonita do cangaço, a Lídia, de Zé Baiano e ainda a casa do coiteiro João Garrafinha, seguindo mais 06 km chega-se ao povoado Juá, local onde houve o maior contingente de jovens para o cangaço, na região, podendo se ver ainda os escombros da casa de João Lima, morto a pauladas, pela volante policial, como sendo coiteiro de Lampião.



Obs. O roteiro pode ser estendido até o Brejo do Burgo, tribo indígena dos Pankararé, onde ocorreu a maior concentração de cangaceiros para os grupos e subgrupos.



* ainda encontram-se vários remanescentes da época do cangaço, como familiares de Inacinha, Catarina, Mourão, Arvoredo, etc.

ROTA DO CANGAÇO IV

Saída de Paulo Afonso – Bahia
Povoado Arrasta pé
Povoado Santo Antonio
Povoado São José
Povoado Riacho

CASA DA CANGACEIRA DURVINHA.
  
Saindo da sede pela BR 110, andando 04 km até a entrada da Vila Matias, passando depois pelo povoado Tigre, passando pelo povoado Salinas chegando até o povoado Arrasta pé, em um total de 21,5 km, local onde foi um dos maiores coitos de Lampião e seus seguidores e de onde saiu uma das cangaceiras mais famosas, a Durvalina Gomes de Sá, conhecida pela alcunha de Durvinha e que veio a falecer em junho de 2008.



No povoado arrasta-pé podemos ainda encontrar os escombros da casa de Durvinha, assim como vários familiares e remanescentes do cangaço.



Seguindo mais 15 km chega-se ao povoado Santo Antonio, onde se encontra a casa do senhor Argemiro, local onde Lampião almoçou por quatro vezes, existindo ainda, na frente da residência, um frondoso tamarindeiro que serviu de abrigo para os cangaceiros.



Segue mais 05 km até o povoado São José onde foi também um dos grandes coitos de cangaceiros, do São José passa pelos povoados Sítio do Lúcio, Bogó e sai no povoado Barriga já na BR 210, retornando mais 11 km chega-se ao povoado Riacho onde se pode desfrutar da gastronomia típica nordestina, saboreando a famosa carne de bode.


Obs. Esse roteiro pode ser acrescentado da visitação ao Museu Casa de Maria Bonita.

Paulo Afonso, 09 de maio de 2014

João de Sousa Lima é historiador, escritor e pesquisador do cangaço.

Enviado pelo o escritor

http://www.joaodesousalima.com/
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Fogo das Ipueira dos Xavier em destaque em noite GECC-Cariri Cangaço

Por Manoel Severo
Audízio Xavier e Manoel Severo

Quem foi à reunião do GECC- Cariri Cangaço do último dia 06 de Maio teve a oportunidade de conhecer ou mesmo aprofundar-se em um dos mais pitorescos e marcantes episódios do cangaço de Lampião nos idos de 1927. O cenário era o município de Serrita, região de serra, fronteira com o estado do Ceará, terras bem próximas à Chapada do Araripe. De um lado Serrita em Pernambuco, do outro; Jardim, Barbalha e Missão Velha, no Ceará. De um lado a força do coronel Santana da Serra do Mato, do outro, coronel Chico Romão, ícone de Serrita e de toda região. É necessário traçar o perfil geográfico e político da região para compreendermos melhor o desenrolar dos fatos daquele longínquo fevereiro de 1927. 

A conferência seguida de debate teve como conferencista da noite o economista e pesquisador, Audízio Xavier, descendente de Pedro Xavier, um dos principais protagonista do episódio, mas, vamos a eles a partir dos relatos e depoimentos reunidos por Audízio Xavier:



Naquela época mandava em Serrita o coronel Chico Romão. Lampião era useiro e vezeiro em visitar a Chapada do Araripe, entrando sempre pelos municípios de Jardim, Barbalha, Porteiras e Missão Velha, todos no Ceará, sob as bênçãos do coronel Santana , da Serra do Mato. Ainda em 1925,  o rei dos cangaceiros pediu a Chico Romão para ser recebido em suas terras por ocasião de sua passagem por Serrita rumo ao Ceará. 

Naquela ocasião o mandatário de Serrita ajuizou não ser conveniente receber em suas terras o cangaceiro. Por manter laços de parentesco e amizade com a família Xavier; possuía 3 familiares casados com 3 familiares daquela família; se dirigiu ao patriarca das Ipueira, Coronel Pedro Xavier e lhe pediu que pela conveniência recebesse nas Ipueira, Lampião e seu bando.

Pedro Xavier de Sousa
O presidente do GECC, Ângelo Osmiro deu às boas vindas a todos para a noite GECC - Cariri Cangaço no debate sobre o Fogo das Ipueira dos Xavier

O consentimento de Pedro Xavier se revelou logo em seguida em um grande constragimento. Na passagem do bando de Lampião naquele ano de 1925 pelas Ipueira dos Xavier, foi recebido com cordialidade e a todos foi servida refeição com  a marca da anfitriã família Xavier. O inesperado acabaria acontecendo a partir de um "gracejo" dirigido por um dos cangaceiros do bando a uma das filhas do cel. Pedro Xavier, Maria Xavier, na época com 25 anos.

Já prontos para seguirem viagem, o cel. Pedro Xavier se dirigiu a Lampião afirmando que não iria mais recebê-lo nas Ipueira em função do desrespeito do cabra com relação à sua filha. O chefe do bando perguntou qual seria a punição que deveria dá ao cabra, mas o cel. Pedro disse que a providência seria Lampião sair de suas terras imediatamente. Virgulino desceu do cavalo e diante de todos afirmou que quando voltasse à Ipueira seria para ver muito choro e sangue...


 Vagner Ramos e Arlindo
Tomaz Cisne e Audízio Xavier

Passaram dois anos e em fevereiro de 1927 Lampião buscou comprir com o prometido ao Cel. Pedro Xavier. Novamente vindo do Ceará, desta vez trazendo como refém Pedro Vieira, acercava-se das Ipueira para o combate de choro e sangue para a família Xavier. 

O fogo não se demorou muito, da casa grande foi rechaçado a bala por Dezim Xavier e poucos homens, Pedro Xavier que se encontrava na vila, do outro lado da estrada, seguiu para a casa, tendo uma crise de asma no caminho, todos pensavam que o mesmo havia sido atingido. Dezim logo alvejou a primeira e única vitima do combate, o cangaceiro Tempero, ou Musqueiro; o desenrolar do ataque era ouvido ao longe e logo muitos homens das redondezas ligados a Chico Romão e à família Xavier acorreram ao local, no total já se encontravam cerca de 120 homens para defender Pedro Xavier. 

 Nemésio Barbosa apontam a direção de onde vinham os cangaceiros e o exato local onde foi enterrado Pedro Vieira

Lampião ao perceber a nítida desvantagem na peleja e ao notar um de seus amuletos, tipo patuá, cortados a bala, se fez em retirada, não sem antes matar o refém Pedro Vieira e outro rapaz que havia anunciado sua chegada à Ipueira. Dessa forma a famosa Ipueira dos Xavier se uniu a Uiraúna na Paraiba e a Mossoró no Rio Grande do Norte como uma daquelas que expulsou Virgulino Lampião.

Os pormenores e detalhes desse Fogo, depoimentos e vídeos documentários sobre o episódio tornaram a apresentação de Audízio Xavier, primorosa; possibilitando a todos um maior entendimento sobre os acontecimentos ligados ao episódio. Ao final do encontro ficou certo uma nova apresentação de Audízio Xavier, desta feita sobre o ataque dos Irmãos Marcelino a família Xavier em Barbalha.

As reuniões do GECC-Cariri Cangaço acontecem sempre às primeiras terças-feiras de cada mês. Fique atento acompanhando este mesmo blog.

Manoel Severo

GECC - Cariri Cangaço
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Revista "Região" de Crato/CE - A vingança do Tenente Antônio .

Reportagem de Osvaldo Alves

Dizendo chamar-se legitimamente Antônio Manuel Filho, o tenente Antônio de Amélia, famoso por haver vingado a morte de um sócio, matando três cabras de Lampião, recebeu o repórter na sua Fazenda Piau, a cinco quilômetros da cidade de Ouricuri. Naquela visita fizemo-nos acompanhar do Dr. Edilton Luna, Promotor de Justiça de Bodocó e do jornalista Francisco Rocha, correspondente de "Região" no estado de Pernambuco.

A historia do tenente Antônio é longa e cheia de lances perigosos. Nascido em Alagoas, na cidade de Mata Grande, AL pertenceu a Policia pernambucana, na época de Lampião. Hoje é tranquilo fazendeiro em Ouricuri, somente molestado pela insistente curiosidade de algum repórter da revista Região, pois fomos os únicos, até agora, a localizar, no seu retiro, o valente oficial reformado da Policia pernambucana, muitos anos depois de sua arriscada aventura.

Trajando calça escura e camisa branca, óculos de grau a ponta do nariz, foi assim que encontramos Antônio de Amélia no alpendre da Casa Grande da Fazenda Piau. Inicialmente meio arredio, mas logo se derramou em cordialidade e falou com toda franqueza contando sua historia, suas proezas, suas aventuras, finalmente o desfecho com a morte de quatro elementos do grupo de Lampião. Foi bate-papo longo, aqui e acolá entremeado de risos do nosso entrevistado, quando recordava um episódio cômico ocorrido em meio a mais terrível expectativa, nas horas de maior perigo.

Corisco sangra Mizael e desfecha-lhe dois tiros na cabeça.


Primeiro veio a noticia: mataram Antônio Mizael. Corisco - Conta-nos o Tenente Antônio - Tocaiou o meu sócio Mizael. Ele tinha uma propriedade - O sitio Catinga. Deu feira em Inhapi, e depois foi empreitar umas terras para plantação de feijão. Em lá chegando deparou com Corisco, cabra do grupo de Lampião. Com a ajuda de outros três bandidos Corisco amarrou o meu sócio, em seguida sangraram-no e depois deu dois tiros na cabeça. Recebi telegrama em Caruaru comunicando o fato. Meio tonto com a noticia fui a Inhapi e comuniquei ao Prefeito Antônio Mota que iria fazer uma tragédia com a morte de Mizael. Só Deus evitaria de matar um dos cangaceiros. Mizael será vingado, custe o que custar. E preparei o plano.

Familiares do Tenente eram amigos de Lampião.

Após um cafezinho servido as visitas, Antônio de Amélia prossegue no seu relato: "Estando, certo dia, em uma firma comercial, em Inhapi, em companhia do meu amigo corretor Pedro Paulo, expliquei para ele o meu desgosto por ter sabido da grande amizade de pessoas de minha família com Lampião e seus cangaceiros. Sendo eu da família, prefiro ir embora a ver acontecer alguma coisa desagradável com eles. A uma perguntas de Antônio Paulo, que o maior relacionamento de Lampião era com o meu parente Sebastião. Soube até que ele tem um rifle do bandido para consertar, além de um cantil que eles mandaram fazer de zinco e tem ainda umas cartucheiras enfeitadas de metal, também para conserto.

O encontro com Sebastião

Sem mencionar o sobrenome de Sebastião, Antônio de Amélia conta as providências tomadas na articulação de seu plano para vingar a morte do sócio Mizael. Protestando, de inicio, suas ligações com o grupo de Lampião, Sebastião findou concordando com Antônio de Amélia. No momento travou-se este dialogo, entre os dois:

- Sebastião, vamos liquidar esses cabras?

- Não, porque ninguém pode. Eles são muito desconfiados e valentes como cobras venenosas.

- Confie no meu plano. Garanto que dará certo.

- Estou até esperando por alguns deles, para entregar umas encomendas.

A longa espera

Atendendo a uma sugestão de Sebastião, Antônio de Amélia conta que, em companhia de pessoa indicada por Sebastião, se dirigiu para o local não muito distante do sitio onde o seu parente teria encontro com os cabras de Virgolino. Ali aguardaria as noticias de Sebastião ou a ordem para se apresentar na casa onde estavam os bandidos. Antônio de Amélia conta que, durante oito horas, escondido no mato, ficou a espera de Sebastião, que só apareceu as dez da noite, esclarecendo que teve que realizar algumas compras em Inhapi e, de volta, demorou numa festinha de casamento.

- Pensei - disse Antônio de Amélia - que você tivesse denunciado o plano e nós é que iriamos morrer: A seguir Sebastião meio pessimista quanto ao bom resultado do plano do seu parente:

- Não vai dar jeito para vocês, apesar de Lampião não ter vindo com os cabras que já estão aqui. Quem veio comandando os cangaceiros foi Luiz Pedro, agora, tem muita gente. Estão distante daqui, uma légua.

Fingiram haver morto um soldado para gozar da confiança dos cangaceiros.


Distante uma légua do sitio onde se encontravam Antônio de Amélia, seu primo Sebastião e Antônio Tiago, compadre do primeiro e amigo para enfrentar as mais difíceis situações, estava acampado um dos grupos do famoso bandoleiro do Pajeú. Foi neste local, conta Antônio de Amélia, que Sebastião, conhecido do grupo, pois para eles trabalhava em serviço de consertos de armas, costura de embornais e outras atividades de sua profissão, apresentou-me a mim e ao compadre Antônio Tiago: - Aqui é gente minha - esclareceu na hora da apresentação, adiantando: - Eles mataram um soldado e estão refugiados na Casa de João Aires. A policia os anda perseguindo, embora não saiba onde eles se encontram.

A historia da "morte" do soldado, ardilosamente criada por Antônio de Amélia, foi o bastante para que os estranhos passassem a gozar da simpatia e confiança do grupo. Para eles, cabras de Lampião era herói quem assassinasse um soldado e duas vezes herói quem matasse um oficial.

Integrados ao grupo, Antônio e seus companheiros passaram a dar os últimos retoques no plano. Pelo menos já haviam conseguido penetrar no bando, o que muito facilitaria a execução de tudo quanto imaginaram perpetrar para vingar a morte do sócio Mizael. Naquele mesmo dia, a sombra das árvores, comeram, beberam e dançaram, homem com homem.


Antônio de Amélia é o quarto à direita.

Interessante observação nos fez o Tenente Antônio de Amélia, a nos explicasse que mesmo sendo em pequeno grupo, os cabras de Lampião jamais dormiram todos agrupados num mesmo local. Na hora de dormir se espalhavam a fim de garantir uma reação no caso de serem surpreendidos por uma visita desagradável dos volantes policiais.

Encontro com Lampião.

Reunidos ao grupo chefiado por Luiz Pedro, prossegue Antônio de Amélia na sua narração - Fomos a Fazenda de Pedro Ferreira, um amigo de Lampião.

Ali recebidos com muito queijo e carne seca de bode. Neste local os cabras demoraram pouco tempo. Daí seguiram ao encontro do chefe. A apresentação da mais nova aquisição do bando foi feita por Luiz Pedro.

- É gente de Sebastião - explicou o apresentador sob o olhar meio desconfiado de Lampião. Dada a grande confiança que gozava Sebastião junto a Lampião e seus cabras, os visitantes logo puderam ficar a vontade.

Grupo se divide para confundir as volantes 

Contou-nos Antônio de Amélia: Todos os elementos do grupo estavam reunidos. Lampião, tendo ao seu lado a companheira inseparável Maria Bonita, começou a distribuir ordens. Precisava demorar, por muito tempo, naquele acampamento, para repouso, depois de longas caminhadas e reiterados encontros com as volantes policiais e de ataques a indefesas cidades nordestinas. Chamando Suspeita, um dos seus fiéis comandados, ordenou que fosse a cidade de Mata Grande. E prosseguiu o Rei do cangaço:

- Receba umas encomendas de Sebastião e depois, da Mata Grande mate Alfredo Curim, Zé Horácio da Ipueira e faça 6 ou 7 mortes na família dos Bentos que é para ficarmos aqui despreocupados. De lá viaje para onde quiser, que passe fora uns 15 dias a um mês. 

Alegando Suspeita, que os cangaceiros do seu grupo precisavam arrumar certas coisas, Lampião autorizou que retirasse elementos de outros grupos. Foi aí que Fortaleza, que era do grupo de Luiz Pedro, Medalha, que sempre acompanhava o chefe, e Limoeiro, que pertencia a outro, passaram a compor o pessoal de Suspeita para o cumprimento daquelas ordens. Ao mesmo grupo nos incorporamos. Isto é, eu, Sebastião e Antônio Tiago. Mais tarde, quando estávamos de passagem pelo município de Santana, Zeca, irmão de Sebastião e Alfredo, seu primo, se reuniram a nós, após as necessárias apresentações.

Em diferentes direções outros grupos saíram.

Seguindo as ordens do capitão Virgolino, diversos grupos seguiram em diferentes direções, com o mesmo objetivo de desviar a atenção das volantes e facilitar a permanência de Lampião, naquele local: Um deles, disse-nos Antônio de Amélia, se dirigiu a Matinha de Agua Branca, terra da famosa baronesa, cujas jóias foram roubadas por Lampião, no inicio de sua carreira.

Cangaceiros deram para desconfiar.

Acampados no meio da mata, Suspeita e sua gente aproveitaram a presença de Zeca, primo de Sebastião, que era bom rabequista, para, ao lado de uma fogueira, dançarem e beberem durante toda a noite.

Antônio de Amélia prossegue na sua narração: Aproveitando os cabras entretidos na dança, chamei Sebastião e disse para ele: vamos ter um pouquinho de cuidado com os cabras. Parece que eles estão um pouquinho desconfiados. Chamei depois o meu compadre Antônio Tiago e combinamos:

- O primeiro tiro será dado por mim em "Fortaleza". Compadre Antônio cuida de "Limoeiro" e Sebastião de "Suspeita".

Aguardaremos, com cuidado a melhor oportunidade. Neste momento pude observar que Suspeita e Fortaleza se isolaram do grupo e, todos equipados, se dirigiam a um riacho nas proximidades do lugar de nosso acampamento.

Foi aí que Sebastião se dirigiu até o local onde os dois se achavam e perguntou:

- O que está havendo com você, Suspeita, que está triste e capiongo? 

Ao que Suspeita exclamou:

- Nada não, companheiro. Quem anda nessa vida precisa ter todo cuidado. Precisa confiar desconfiando.

Sebastião retrucou:

- Então está desconfiando de mim que tudo tenho feito por vocês e gosto de você e do Capitão? Neste caso não mande mais me chamar para coisa nenhuma. E saiu para perto da fogueira.

Diante da reação de Sebastião tudo voltou ao normal no acampamento, mesmo porque advertir, - disse Antônio de Amélia - para cessar a dança e o barulho da rabeca, pois dada a pequena distancia daquele local para a estrada, poderiam ser surpreendidos por alguma volante.

Tentativa frustrada.


Prosseguindo na entrevista, comenta Antônio de Amélia: todos reunidos ao pé da fogueira contavam anedotas ou relembravam fatos pitorescos ocorridos em outras ocasiões. Medalha levanta-se e se encontra a um pé de catingueira, enquanto Fortaleza se ampara em um toco escorou o embornal e ficou voltado para o fogo. Limoeiro, ao lado de Antônio Tiago, ouvia as historias que outros contavam. Foi neste momento que, ao me aproximar cautelosamente de Fortaleza, baixei o mosquetão em cima dele mas pinou a bala. Foi quando procurei despistar colocando rápido o rifle as costas e fui passando debaixo dos galhos das árvores. 

Nisto gritou Limoeiro:

- O que foi?

- Foi o galho que pegou aqui na mira do rifle.

Passando o episódio, frustrada a primeira tentativa de liquidar os bandidos, pude distanciar-me um pouco e sacudi a bala fora, colocando outra na agulha. Antes, justifiquei o caso afirmando inexperiência no uso de armas daquele tipo.

A hora da vingança.

O momento da vingança chegou: disse o tenente Antônio, de volta após mudada a bala que falhou e colocada outra na agulha, desci o mosquetão e o primeiro tiro pegou na cara do bandido Fortaleza, que enterrou os pés e caiu em seguida por sobre os paus. Dei o segundo tiro que o atingiu no ombro. Nisto ouvi disparo: Era compadre Antônio Tiago havia atirado em Limoeiro, enquanto numa sequência rápida, Sebastião pegou Suspeita pelo meio.

Alfredo ataca Medalha e saíram aos trancos e barrancos numa luta corporal danada. Corri para lá e encontrei suspeita com Sebastião imprensado na ribanceira do riacho tentando puxar o punhal que, por ser grande demais, não dava para arrancar da cintura. Sebastião então grita para mim: chegue se não este cabra me mata. Bati com a boca do mosquetão no pé do ouvido do cabra que o sangue acompanhou. Nisso Sebastião pode dominar Suspeita e joga-lo no chão. Quis usar novamente o mosquetão, mas Sebastião gritou:

- Não atire que você pode errar e me atingir, e mesmo o bandido já está morrendo.

Em seguida corremos para o lugar onde António Tiago e Limoeiro se engalfinhavam numa luta de gigantes. Eram dois negros enrolados numa luta feroz.

Nisso Sebastião pegou nos cabelos de Limoeiro e exclamou: 

- Foi este bandido que sangrou o finado Mizael. 

- Fui mandado, disse Limoeiro. Pelo amor de Deus não me sangrem. Atirem na minha cabeça, mas não me sangrem. 

Um tiro reboou na mata. Caia morto o terceiro bandido. Estava vingada a morte do amigo de Antônio de Amélia. Partimos para o lugar onde Alfredo, pegado com medalha, tentava matá-lo. Alfredo é desses cabras vermelhos de cabelo ruim que quando pegam um não soltam. Ao nos ver disse:

- Decá uma faca. Deixem eu matar este peste.

Não permiti que matasse, explicando que deveria levá-lo para ser entregue as autoridades.

O diálogo entre Sebastião e Medalha

Outro episodio que nunca foi citado nos livros e reportagens sobre o rei do cangaço foi o que passamos a enfocar: já amarrado, pés e mãos, Medalha exclamou para Sebastião a que passou a tratar de Tião:

- Como é que você faz dessas... chamar seus parceiros para vir matar a gente?

Ao que Tião responde:

- Vocês estão acostumados a matar com facilidade, nós também podemos matar vocês na facilidade.

- Eu não sou homem para ser preso, me atirem na cabeça... me sangrem que eu fico satisfeito.

- Você está preso e garantido, explicou Tião.

No meio da luta uma segunda vingança

Praticamente encerrado o impasse entre matar ou prender, entra em cena novamente Alfredo, de arma em punho. Com revólver colocado por cima dos ombros de Tião, desfechou um tiro certeiro na cabeça de medalha. Tombou o quarto bandido. É o próprio Tenente Antônio de Amélia, explica a interferência de Alfredo no caso Medalha:

No meio da luta o velho Felix, pai de Alfredo, ao se aproximar do local do acampamento foi atingido por uma bala no peito esquerdo e foi fulminado na hora. O filho, como um louco, viu o pai cair morto e não teve outra alternativa a não ser a de matar, com a pistola de Limoeiro, mais um bandido do grupo sinistro de Lampião.

Exposição macabra dos bandoleiros e no caixão Félix Alves, pai de Alfredo.



O enterro coletivo dos quatro cangaceiros no cemitério de Mata Grande.
Noite Illustrada, Edição 319 de 12 de outubro de 1935. Página 10
 Cortesia do scanner: Robério Santos

Créditos: Roberto de Carvalho 
Transcrição Antonio Moraes para o Blog do Sanharol 
Correções e adição de imagens: Lampião Aceso

Adendo Lampião Aceso

A literatura nos diz que este grupo foi orientado pelo tenente Joaquim "Grande", mas em nenhum momento este ou outro oficial é citado por Antônio de Amélia. De acordo com a legenda das duas primeiras fotografias o fato ocorreu entre 18 e 19 de setembro de 1935 em Mata Grande Alagoas.

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Fazenda Mato Verde e a Ladeira do Mato Verde

Por Rostand Medeiros

Na tarde do dia 12 de junho de 1927 Sabino estava a frente da coluna, comandando um subgrupo que se deslocou com a intenção de atacar a Fazenda Mato Verde, tida como local de pessoas abonadas. Ao chegar ao casarão ele e seus homens perceberam que o mesmo estava abandonado, praticamente vazio e quase nada foi trazido de proveitoso.

Seus moradores, comandados pela matriarca Tionila Nogueira Barra, buscaram refúgio na Fazenda Passagem Funda, a cerca de três quilômetros de sua propriedade, onde se abrigaram por 30 dias em uma gruta denominada “Taipa de Zé Felix”. Clique e confira artigo já publicado sobre este local.

Sobre esta questão vale ressaltar que muitos moradores desta região buscaram esconderijo em cavidades naturais da zona rural de Felipe Guerra, principalmente na área do chamado Lajedo do Rosário.


Atual situação da antiga sede da fazenda Mato Verde atacada por Sabino e seus homens.

O casarão do Mato Verde chama atenção pela imponência de sua construção. Atualmente, como é possível observar a foto anterior, o local se encontra em ruínas, sofrendo um processo de franca degradação. Entretanto comprovamos que foi erguida uma reforçada cerca de arame farpado, fechando exclusivamente a área do casarão. Segundo pudemos apurar, os descendentes da família Barra realizaram este trabalho na tentativa de proteger o que resta deste patrimônio.

A casa estava sendo destruída para a retirada de materiais de construção e por escavações realizadas nas suas paredes, na tentativa de serem localizadas e retiradas às conhecidas “botijas”, como no caso anteriormente comentado da fazenda Aroeira, onde foi sequestrada a senhora Maria Lopes.


Vista da antiga ladeira do Mato Verde, hoje praticamente sem uso.

Em relação a ladeira do Mato Verde, através do relato do agricultor João de Deus de Oliveira, conseguimos algumas informações. Ele nasceu na antiga gleba, até hoje mora em uma propriedade próxima a fazenda Mato Verde e da famosa ladeira homônima. Ele nos esclareceu que na época da passagem de Lampião, seus pais trabalhavam para Tonila Barra e junto com seus familiares fugiram em direção a Passagem Funda. Segundo informações transmitidas pelos seus pais, no passado a ladeira do Mato Verde era a principal passagem para os tropeiros e viajantes que seguiam entre a região salineira e a fronteira entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte.

Visual da casa da fazenda Mato Verde e do carnaubal característico da região.

Era normal o tráfego de comboios formados por carros de boi rangendo na subida e na descida, transportando rapadura do Cariri, algodão, sal, cera de carnaúba, produtos alimentícios diversos e outros gêneros. Seus antepassados lhe comentaram que os primeiros automóveis e caminhões que circularam na região, igualmente seguiram por esta ladeira.

Vista do alto da ladeira do Mato Verde, local onde Lampião passou com seu bando.

Devido a este aclive ter sido feito em um local íngreme, nos períodos de chuva era normal o pavimento ficar deteriorado. Foi então criada outra ladeira, localizada a um quilômetro a leste do Mato Verde, denominada ladeira do Riacho Preto, onde atualmente circulam inúmeros veículos entre as cidades de Governador Dix Sept Rosado e Felipe Guerra. 

Não conseguimos apurar a informação se a ladeira do Mato Verde foi criada pela família Barra, ou se eles edificaram esta casa nas proximidades deste local, com o intuito de aproveitar a passagem de viajantes e assim facilitar possíveis negociações. Entretanto visitando o local é fácil compreender a importância deste local para a história da região.

O cangaceiro Massilon

Percebemos igualmente que, mesmo sem a participação de Massilon neste ataque, este local certamente lhe era conhecido e a família Barra. Logicamente Massilon transmitiu as informações para Lampião e Sabino e este último realizou a “visita” ao local.

Em nosso entendimento, acreditamos que a passagem de Sabino igualmente serviu, até pela proximidade entre a velha casa e a ladeira atualmente com pouco utilizada, para um reconhecimento tático desta passagem. Verdadeiro ponto nevrálgico do trajeto, onde a coluna teria de passar em fila e uma pequena quantidade de policiais bem posicionados poderia infringir sérios reveses aos cangaceiros.

Massilon, Lampião e Sabino Gomes

No retorno ao sítio Santana, onde estava o resto do bando, Sabino e seus homens se depararam com automóvel onde se encontravam um motorista e o fazendeiro Antônio Gurgel do Amaral, que se tornaria a mais famosa vítima da passagem de Lampião pelo Rio Grande do Norte.




Sítio Tabuleiro Grande – Esta propriedade situa-se após a ladeira do Mato Verde, em uma área onde atualmente as carnaubeiras desaparecem e retorna a dura vegetação típica da caatinga. Esta região atualmente é entrecortada por diversas estradas de barro, que servem e são mantidas em ótimas condições pela Petrobrás e suas inúmeras empreiteiras.

A partir deste ponto, com suas inúmeras tubulações, poços de petróleo onde se encontram as bombas do tipo “cavalo de pau”, o pesado tráfego de caminhões tanque, a ação de extração de petróleo por parte da Petrobrás se torna uma imagem constante na paisagem.

Na época de Lampião o que se via era um deserto de mata crestada e algumas poucas casas. Esta situação de certa maneira perdura, pois durante toda a nossa jornada seguindo os rastros dos cangaceiros esta foi a zona mais desabitada que encontramos.

Uma das poucas casas atacadas foi à sede da propriedade Tabuleiro Grande, atualmente demolida. Entretanto, através do relato de Edmundo Paulino da Silva, morador do sítio Arapuá, ele nos informou sobre um interessante relato que lhe foi passado pelo seu pai e avô, respectivamente João Paulino da Silveira e Pedro Filho.

Um conjunto de casas alteradas e abandonadas, ainda existentes a margem da mesma estrada que serve como ligação entre as cidades de Governador Dix Sept Rosado e Felipe Guerra, pertencente às terras do Tabuleiro Grande, foi igualmente invadido pôr uma tropa avançada do grupo de cangaceiros.

O lugar pertencia a Pedro Jurema, que tinha uma pequena mercearia no lugar. No momento da passagem do bando um pequeno grupo de comboieiros de algodão estava no local. Pedro Jurema jogou pela janela um saco com suas parcas economias e saiu pela mesma janela em desabalada carreira. Segundo Edmundo, Pedro Jurema fugiu e deixou “que seus fregueses se entendessem com os homens de Lampião”.

Segundo o agricultor Edmundo Paulino da Silva, estas casa abandonadas, já bastante alteradas, teriam sido o local onde existiu a mercearia de Pedro Jurema, invadida por membros do bando, que só não atearam fogo em um comboio de algodão, por ordem de Lampião.

Os cangaceiros então invadiram a bodega, passaram a beber cachaça tranquilamente e a “aliviar” os comboieiros de seus pertences. Logo, movido pelo álcool, um dos cangaceiros teve a infeliz idéia de queimar o algodão transportado. Neste momento chega Lampião que interrompe a farra.

Ele prontamente cancela a ordem de tocar fogo no produto transportado elos comboieiros. Estes ficam muito agradecidos ao chefe do bando. Logo os transportadores de algodão começam a tanger seus animais e se afastam rapidamente do local.

Rostand Medeiros é historiador e pesquisador do cangaço e outros assuntos.
Natal/RN

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