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sábado, 19 de março de 2016

LIVROS A VENDA “O CANGAÇO E AS MULHERES” E “MARIA BONITA”

De Antônio Amaury Corrêa de Araújo

Se você pretende conhecer um pouco mais sobre o universo feminino do cangaço esses dois livros são essenciais para iniciar seus estudos e pesquisas com seriedade.

Os Livros O CANGAÇO E AS MULHERES e MARIA BONITA de Antônio Amaury Corrêa de Araújo trazem em suas páginas importantes histórias e informações sobre a entrada, o papel e a importância das mulheres no cangaço.

O livro MARIA BONITA além de abordar a inclusão feminina no cangaço, conta a história da jovem baiana Maria Gomes de Oliveira “Maria de Déia” que passou por cima de paradigmas e costumes de uma época e resolveu abandonar sua família para acompanhar o bandoleiro/cangaceiro mais procurado e odiado de todo o Nordeste brasileiro. Lampião.

Entrem em contato diretamente com o autor através do e-mail aamaurycangaceiro@gmail.com e adquira essas duas fantásticas obras escritas por um dos maiores escritores e pesquisadores sobre o tema cangaço.

Cada livro custa apenas R$ 50,00 (Cinquenta Reais) com frete incluso para qualquer parte do país.

Consulte também valores de outros livros do mesmo autor.
RECOMENDAMOS!!!
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

Fonte: facebook
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A INCRÍVEL HISTÓRIA DO EX-CANGACEIRO " VINTE E CINCO ", após o cangaço.

 Por Antonio Sapucaia (Gazeta de Alagoas)
http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php?c=245537

O cangaceiro Vinte e Cinco não se encontrava no coito em Angico, no dia 28/7/1938 ( morte de Lampião), pois, estando fora, tinha acertado com Lampião para ali se encontrarem após o cumprimento de uma diligência. Sua missão consistia em ir à Lagoa do Bezerro, em Pernambuco, a fim de apanhar dois fuzis, em companhia de dois cangaceiros, sob o seu comando. Ao retornarem, saíram de Pão de Açúcar e, na Fazenda Beleza, souberam do acontecimento macabro, em Angico, pelo que guardaram as armas em ocos de paus e, a partir de então, ficaram meio desnorteados.


A lógica – diz ele – era procurar alguém que tivesse condições de formar um grupo, e chegaram a pensar em Corisco. Entretanto – acrescenta – apesar de ele ser muito valente, bom e sagaz, a mulher dele, Dadá, era conhecida como arengueira e mandona, o que os impedia de formar um grupo coeso.

Corisco e Dadá

Sentindo-se sem rumo, os cangaceiros resolveram entregar-se às autoridades, uns tendo ido para a Bahia, outros para Sergipe e Alagoas. Vinte e Cinco entregou-se ao sargento Juvêncio, em Poço Redondo, no dia 13/10/1938, de onde saiu para Piranhas, depois Santana do Ipanema, sede do 2º Batalhão da Polícia Militar, terminando na Penitenciária de Maceió, em companhia de Pancada, Cobra Verde, Peitica, Vila Nova, Maria Jovina, Barreira e Santa Cruz, que era seu sobrinho.

Na Penitenciária, passou quatro anos, onde aprendeu a ler e escrever com o professor Manoel de Almeida Leite, tendo deixado a prisão com o curso primário completo. Ali gozava de um certo privilégio, pois adquiriu a confiança suficiente para tornar-se o “chaveiro” da prisão.

Certa vez recebeu a visita do Promotor Público Rodriguez de Melo, o qual ao se inteirar da situação dos ex-cangaceiros afirmou que nada poderia fazer em favor deles, a não ser que surgisse um milagre e o fato chegasse ao conhecimento do presidente da República, Getúlio Vargas, haja vista que todos estavam presos sem nenhum processo formalizado, à disposição do governo do Estado.

Utilizando-se da confiança de que desfrutava, Vinte e Cinco recorreu ao engenheiro Ernesto Bueno, que estava preso por crime de homicídio contra um cidadão de Coruripe, pedindo-lhe que, em seu nome, escrevesse uma carta a Getúlio Vargas expondo a situação vexatória em que se encontravam. Seu pedido foi atendido e, usando de uma manobra habilidosa, apelou para uma mulher de nome Maria Madalena, que era encarregada de vender os produtos de artesanatos que os presos fabricavam na Penitenciária, a qual escondeu a carta no seio e a postou nos correios.

Segundo relata Vinte e Cinco, Getúlio Vargas, depois de manter contato com o interventor Ismar de Góes Monteiro e com o Dr. José Romão de Castro, diretor da Penitenciária, baixou um ato e pediu-lhes que os colocassem em liberdade, conseguissem empregos para todos, objetivando evitar o retorno deles à vida nômade do Sertão.

A saída dos ex-cangaceiros da prisão passou pelo crivo do Dr. Osório Gatto, que era Juiz da 1ª Vara da Capital, do Dr. José Romão de Castro, diretor da Penitenciária, e do Dr. José Lages Filho. Emitiram pareceres favoráveis à soltura, considerando, inclusive, a personalidade de cada um, pois todos se revelaram disciplinados, obedientes e não ofereciam nenhum perigo à sociedade, fazendo-se impositiva a liberdade vigiada de todos e que não voltassem a residir no Sertão.

Conclusão: Vinte e Cinco iria para a Faculdade de Direito, onde trabalharia como atendente, o que terminou não acontecendo, por razões circunstanciais, mas foi trabalhar no Orfanato São Domingos, depois na Granja da Conceição, em Bebedouro, e parou na Guarda Civil, durante 18 anos.

Certo dia, Vinte e Cinco estava prestando serviço como guarda-civil, em Jaraguá, ocasião em que o Dr. Osório Gatto, que o conhecia, parou o automóvel e, após breve conversa, perguntou-lhe se gostaria de ir trabalhar com ele no Tribunal Regional Eleitoral. Após a resposta afirmativa, disse-lhe que procurasse ler o Diário Oficial do dia seguinte. Dois dias depois estava trabalhando como segurança no TRE, tendo trabalhado ali durante nove anos, onde fez concurso interno para o cargo de escrevente e, daí, passou para Auxiliar Judiciário, que é hoje o cargo de Técnico Judiciário.

Diz não ter arrependimento da vida de cangaceiro, da qual só sente saudades, e agradece a Deus ter chegado aos 95 anos de idade gozando de boa saúde e crendo na previsão do Dr. Pedro Carnaúba, que acredita que ele chegará aos 100 anos, pelo que alimenta, agora, o sonho de publicar um livro sobre a sua vida.

OBS: O ex-cangaceiro VINTE e CINCO faleceu há pouco tempo.
Por: Antonio Sapucaia ‡

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Página: Voltaseca Volta
Grupo:Lampião, Cangaço e Nordeste -Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=491505434384769&set=gm.455335708008712&type=3&theater

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MAIS UM LIVRO NA PRAÇA.....SOBRE A COLUNA PRESTES..!


A matriz histórica e cultural do Nordeste brasileiro é composta de diversos temas, tais como: cangaço, messianismo conselheirista e ciceriano, cordel, mamulengo, Movimento Armorial, passagem da Coluna Prestes em 1926,... A cada ano, um verdadeiro acervo bibliográfico é lançado com temas dessa grade e afins. Um bastante estudado pelos pesquisadores, memorialistas e demais interessados é a passagem da Coluna Prestes no cenário sertanejo, em 1926... E um dos casos emblemáticos foi a refrega que aconteceu em Piancó, no sertão paraibano, entre moradores do Lugar e os coluneiros, na qual, morreu o Padre Aristides... Há algum tempo foi produzida uma dissertação de mestrado sobre o embate piancoense... Depois, transformada em Livro, quase esgotado e agora foi republicado, em 3ª Edição: A COLUNA PRESTES EM PIANCÓ: Caso Padre Aristides, de Rúbia Micheline Moreira Cavalcanti... A autora é historiadora e professora da Universidade Regional do Cariri - URCA, campus do Crato-CE e tem raízes na Terra piancoense... 

Pedidos com o Professor Francisco Pereira Lima , no valor de R$ 38,00 (com frete incluso), nos contatos: (83)999118286 (TIM) ou Email: franpelima@bol.com.br


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 Página: Voltaseca Volta
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LEIAM A MATÉRIA ABAIXO... NÃO DEIXEM DE LER.

Acervo do Geraldo Júnior

... eram os grandes flagelos do Sertão Nordestino entre meados do século XIX (Dezenove) e as primeiras décadas do século XX (Vinte), sendo a seca o maior de todos eles. LEIAM A MATÉRIA ABAIXO... NÃO DEIXEM DE LER.

A GRANDE SECA DO NORDESTE

* por Talita Lopes Cavalcante

Das grandes secas que assolaram o Brasil, uma das mais graves e lembradas foi aquela que compreendeu os anos de 1877 à 1879, ficando conhecida como a grande seca do Nordeste. Foram quase três anos seguidos sem chuvas, com perda de plantações, mortes de rebanhos e miséria extrema. A situação foi tão desesperadora, que famílias inteiras se viram obrigadas a migrar para outros estados, promovendo uma onda de imigrações.

O cenário ficou cada vez mais caótico, principalmente quando os retirantes chegaram em outras cidades e estados. Devido à miséria extrema das pessoas que chegavam, os moradores locais temiam saques no comércio e armazéns. Além disso, as cidades para as quais as vítimas da seca se dirigiam começaram a ficar cada vez mais apinhadas de flagelados. Fortaleza, por exemplo, converteu-se na capital do desespero. De 21 mil habitantes pelo censo de 1872 passaram a ter 130 mil.

Somando-se ao quadro caótico, os rebanhos de animais sobreviventes sucumbiram diante da ação de zoonoses, furtos, fome e sede. A flora e a fauna da região praticamente desapareceram. Por fim, para completar o quadro de tragédia, houve um surto de varíola, dizimando milhares de pessoas. Finalmente o governo imperial enviou ao Nordeste uma comissão de engenheiros para a perfuração de poços, construção de estradas de ferro e armazenamentos de água, para assim resolver o grande problema da seca.

Curiosidade:

Calcula-se que 500 mil pessoas morreram por causa da seca, em que o Estado mais atingido foi Ceará. O imperador dom Pedro II foi ao Nordeste e prometeu vender “até a última joia da Coroa” para amenizar o sofrimento dos súditos da região. Não vendeu, porém enviou engenheiros para a construção de poços.

Alguns anos depois da primeira grande seca no século XIX, em 1915 um novo episódio assolou o sertão nordestino. Mais uma vez, a nova seca fez com que diversos nordestinos migrassem para as grandes cidades, porém, ao contrário do primeiro episódio, o governo cearense resolveu se precaver de uma maneira desumana. Desta feita, o governo criou os primeiros currais humanos, campos de concentração em regiões separadas por arames farpados e vigiadas 24 horas por dia por soldados para confinar as almas nordestinas retirantes castigadas pela seca.

A oeste da cidade de Fortaleza foi erguido, então, na região alagadiça da atual Otávio Bonfim, o primeiro campo de concentração brasileiro. Ali ficaram confinadas cerca de 8 mil pessoas com alimentação e água controladas e vigiadas pelos soldados do Exército. Naquele mesmo ano de 1915, após incentivos para que os retirantes migrassem para a Amazônia, o curral humano foi desativado.

Cerca de 17 anos mais tarde, em 1932, foi a vez de reabrir o campo de concentração de Otávio Bonfim e criar novos currais humanos. Naquele ano, outra grande seca castigou novamente o sertão nordestino, fazendo com que, mais uma vez, milhares migrassem para os grandes centros urbanos. Após dezessete anos, nem o governo federal, nem os governos estaduais haviam se precavido para diminuir os efeitos da seca e a solução, novamente desumana, passou a ser a criação e ampliação dos campos de concentração nordestinos.

Pela segunda vez, foram erguidas regiões cercadas por arames farpados e vigiadas diariamente por soldados para confinar os nordestinos afetados pela seca. Corpos magros, de cabeças raspadas e numeradas se apinhavam aos montes dentro dos cercados de Senador Pompeu, Ipu, Quixeramobim, Cariús, Crato (ou Buriti, por onde passaram mais de 65 mil pessoas) e o já conhecido Otávio Bonfim, os maiores currais humanos instalados no Brasil para conter a massa castigada pela seca dos anos de 1915 e 1932.

Poema “Campos de Concentração no Ceará”, por Henrique César Pinheiro.

No Estado do Ceará
A exemplo do alemão
Houve por aqui também
Campo de concentração
Lá era pra matar judeu
Aqui o povo do sertão.


Na seca de trinta e dois
Criamos uns sete currais
Para evitar que famintos
Criassem problemas sociais
E pudessem invadir
Na capital seus mananciais.


Currais foram construídos
Em Senador Pompeu, Ipu,
Quixeramobim e Crato,
Fortaleza e Cariús.
Fortaleza teve dois
Otávio Bonfim, Pirambu.


Pessoas foram confinadas
Como bando de animais.
Tinha a cabeça raspada
Sacos de açúcar, jornais
Era o que lhes serviam
Como vestes mais usuais


Sem nome, ou identidade,
Chamados por numerais.
Desta maneira estavam
Registrados nos anais.
Só se comia farinha,
Rapadura nos currais.


Toda essa gente foi presa
Sem ter crime praticado
E para isto bastava
Somente estar esfomeado.
Pedir prato de comido
Que seria logo enjaulado.


E controlados por senhas,
Pelas forças policiais.
Quem entrava não saía,
Senão pros seus funerais.
Sessenta mil lá morreram.
Nos registros oficiais.


Para aqueles locais, todas
Pessoas foram atraídas.
Com promessas que seriam
por médicos assistidas,
Que teriam segurança
E fartura de comidas


Experiência que houve
Somente aqui no Ceará.
Que se iniciou em quinze
Naquela seca de torrar
Depois disso os alemães
Trataram de aperfeiçoar.


Alguns campos projetados
Para abrigar duas mil pessoas
Dezoito mil chegou alojar.
Presos por vilões e viloas,
Felizes os governantes
Ainda cantavam suas loas.


Em Ipu todos os dias
Morriam de sete a oito.
A maioria era de fome
E até por ser afoito,
Nas tentativas de fugas,
Pro que não havia acoito.


Nas décadas posteriores,
Pra mudar essa imagem,
governos criaram albergues
para evitar sacanagem,
mesmo assim pouco funcionou
pois sempre há malandragem.


E o povo nordestino
ainda de pires na mão,
espera de todos governos
pro problema solução.
Agora estamos na briga
pela tal transposição.


Ceará de Terra da Luz
É chamado no Brasil.
Foi nosso primeiro estado
Que escravatura aboliu
Pra isso não foi necessário
Nem mesmo usar um fuzil.


Mas a geração atual
Tem que redimir o erro
De governantes passados.
Não permitir o desterro
De seus filhos pra terra alheia
e muitos acham o enterro.


REFERÊNCIAS:
– “A SECA DE 1877 – 1879“, FÁTIMA GARCIA, FORTALEZA EM FOTOS.
– AZEVEDO, MIGUEL ÂNGELO. CRONOLOGIA ILUSTRADA DE FORTALEZA.
– KOSSOY, BORIS. UM OLHAR SOBRE O BRASIL: A FOTOGRAFIA NA CONSTRUÇÃO DA IMAGEM DA NAÇÃO (1833 – 2003). 1° EDIÇÃO. SÃO PAULO: FUNDACIÓN MAPFRE E EDITORA OBJETIVA, 2012. P. 94.
– LESSA, LETÍCIA. CURRAIS DE GENTE NO CEARÁ.
– “CURRAIS HUMANOS“. DIÁRIO DO NORDESTE
– SÁ, CHICO. “CEARÁ: NOS CAMPOS DA SECA“. REVISTA AVENTURAS NA HISTÓRIA. EDITORA ABRIL: 2005.
– ARQUIVO “O POVO NO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO“. 1932.
Na imagem abaixo: Vítimas da seca. Crianças e adultos jazem ao lado da linha férrea que levava para o Campo de concentração de Senador Pompeu/CE. De forma assustadoramente parecida, as cenas brasileiras dos currais humanos lembravam bastante os campos de concentração nazistas.
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior
Grupo: O Cangaço
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Fotos da Sessão Solene da ACJUS realizada ontem à noite (18-3-2016) na OAB-Mossoró.

Por Benedito Vasconcelos Mendes

Fotos da Sessão Solene da ACJUS realizada ontem à noite (18-3-2016) na OAB-Mossoró, quando o Acadêmico Benedito Vasconcelos Mendes fez o seu discurso de Elogio ao Patrono da Cadeira 18. Nesta mesma Sessão Magna, o confrade Wilson Bezerra de Moura também fez seu Elogio ao Patrono.






Enviado pelo professor, pesquisador do cangaço e presidente da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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O Coronel JOSÉ ABÍLIO DE ALBUQUERQUE ÁVILA da cidade de Bom Conselho-Pe.


O Coronel JOSÉ ABÍLIO DE ALBUQUERQUE ÁVILA da cidade de Bom Conselho-Pe.
Grande coiteiro de Lampião na região do agreste de Pernambuco.
Nessa foto, inédita, visualiza-se o famoso coronel e seus eleitores (voto de cabresto ), em 18-07-1926.
Foto: Cortesia pesquisador Antonio Vilela.

Fonte: facebook
Página: Página: Voltaseca Volta


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E MOSSORÓ... LAMPIÃO ACOVARDOU-SE ?

Bando de Lampião em Limoeiro, retornando de Mossoró

O documentarista e pesquisador do Cangaço, sócio da SBEC e do GECC e Conselheiro Cariri Cangaço, Aderbal Nogueira, reanimou nesta última semana um salutar polêmica sobre o ataque de Lampião a Mossoró, senão vejamos...
"Será que podemos dizer que Lampião ao não entrar em Mossoro ACOVARDOU-SE? ninguém nunca falou nisso mas acho que quando ele viu onde tava se mantendo acabou refugando. O que acham amigos?"

Carlos Henrique... "Eu acho que Massilon botou muita coisa na cabeça dele, então ele não quis se envolver, mas demorou pra perceber que era cilada..."

José Tavares... "Não consigo me convencer que Massilon Leite foi realmente o grande idealizador do ataque a Mossoró. Na verdade, Massilon Leite sempre foi por demais subordinado aos grandes coronéis norte-rio-grandense, com perfil mais próximo a comandante de jagunços, do que de um líder cangaceiro propriamente dito. Sua estreia relação com Quinca e Benedito Saldanha era de enorme dependência. Vivia em suas propriedades e toda as ações comandadas por Massilon passavam necessariamente pelo crivo dos irmãos Saldanha.


Estou cada dia mais apto a crer na possibilidade de ter sido Décio Holanda o grande idealizador do ataque a Mossoró. Principalmente porque Massilon não tinha tanta influencia, nem tamanho poder de persuasão, para de uma só vez conseguir convencer os coronéis (financiadores) e cangaceiros (executores), que sequer ele os conheciam. "

Massilon

E continua José Tavares... "Assim, creio que o plano do ataque a Mossoró deve ter começado de cima para baixo: Décio Holanda convenceu o seu sogro Tilon Gurgel e o cel Isaías Arruda, só então os grupos cangaceiros foram por eles arregimentados para a execução do plano. 

Eu não diria que Lampião se acovardou. Ele estava em um ambiente em que não lhe era propicio, já que a sua especialização era nas caatingas. Ele percebeu que se fosse em frente haveria a grande chance dos cangaceiros passarem pela mesma situação que aconteceu com as volantes na batalha de Serra Grande. Portanto, acho que foi uma retirada estratégica e necessária para evitar uma iminente derrota em um terreno que lhe era completamente desconhecido."

Codinome "Volta Seca" opina..."Esse Aderbal Nogueira atira de ponto na suas indagações. A resposta à sua indagação, pode ser vista de vários ângulos: 1º ) Acovardou-se; 2º ) Estratégia de combate ; 3º) Esperar como as coisas ficam e depois meter o peito; 4º ) Viu que aquele ambiente, não lhe era propício para o tipo de luta que sempre enfrentara e ganhara......Faço minhas as palavras do pesquisador José Tavares, ditas , logo acima, e, acrescento: a) Lampião perdeu o elemento " surpresa ", que sempre estava ao seu favor nos ataques que realizava; b) A sua visão estratégica lhe aguçou a mente, ao perceber, que a cidade estava muito bem armada; cerca de 300 defensores contras algo em torno de 50 cangaceiros; e todos bem colocados em locais estratégicos, e, com excelente visão ; campanários das igreja; em cimas das casas;etc. 

Uma das frentes de defesa nas trincheiras de Mossoró

E continua "Volta Seca"... "Logo, inteligente como ele era, deliberou no sentido de que Massilon, Sabino e Jararaca, cada um fizesse uma frente, e atacassem, no sentido de chegar na casa do Prefeito Rodolfo Fernandes, que estava municiado e sendo defendido por muitos atiradores postados em cima de sua residência - Intendência , e nas casas circunvizinhas. c) Lampião ficou com alguns homens, no local do cemitério esperando o desfecho e, não disparou nem um tiro; desse local para o cenário da refrega; dá em torno de uns 200 metros. Pressentido que o combate lhe era desfavorável, retirou-se, de imediato, tendo perdido dois importantes cangaceiros: Colchete e Jararaca. Além de alguns outros feridos, um deles, veio a falecer depois. Indago: Esse fato de Lampião ter ficado no cemitério, enquanto o combate se desenrolava, pode ser considerado como COVARDIA ou como ESTRATÉGIA MILITAR prudente ? Com a palavra os estudiosos .

Aderbal Nogueira: "Estrategia ? nesse caso não sei... Mandar outros enquanto ele estava a salvo... Que ele era um grande estrategia isso não tenho duvidas, mas nesse caso acho que quando viu a "coisa" disse "vou é nada, mando os outros pra fogueira" se fosse tu, ia?

Adriano Pinheiro: "Eu usaria outra palavra para classificar a atitude de Lampião, esperteza, pois com tudo que ocorreu no trajeto até chegarem a Mossoró;  invasões, sequestros, a ida de Massilon a Apodi, etc...; com as patacoadas de Massilon, o tamanho da cidade e a estratégia de defesa, montada pelos sitiados ele deve ter pensado: " Vôte, te dana, quem pariu Mateus, que balance, eu vou voltar é daqui mesmo..." é o que eu penso."

Prefeito Rodolfo Fernandes

Danilo David Carvalho "Acho que não foi covardia, foi estrategia mesmo, vamos pensar um pouco como ele: , "a cidade era grande, a maior de todas que já foram atacadas, se a resistência fosse pouca ele chegaria com sua tropa para findar o combate e sua tropa alojada no cemitério poderia esta na chamada retaguarda , no caso de uma retirada o que aconteceu, sua tropa daria cobertura, e por aí vai..."

Manoel Severo... "Caros amigos, essa questão de Mossoró é outro "nó" dentro da historiografia do cangaço, e Aderbal para não perder o jeito, acaba sempre "cutucando" a onça com vara curta !!! Mas me permitam opinar : Quando nos aprofundamos sobre esse ataque de Virgulino a Mossoró, vamos encontrar, e ainda mais a partir de várias reflexões de Honório de Medeiros; um forte componente político "potiguar" por traz da empreitada; certamente houveram erros desde o inicio, na própria marcha a caminho de Mossoró com as bestiais barbáries dos cangaceiros, como que estivessem alardeando o que viria... 

Mossoró, não fazia parte do habitat de Virgulino; suas ligações perigosas e suas conveniências não foram suficientes para colocá-lo a frente do combate numa situação desfavorável. Lampião não tinha "rei nem lei" ; nunca enfrentou o desfavorável a não ser quando inevitável, daí me permitam: Não teria sido covardia, foi como sempre aconteceu: instinto de sobrevivência, que acabou perpetuando seu reinado por vinte anos, esse era Virgulino Lampião, e em Mossoró não seria difidente. Vejam também os exemplos de Uiraúna, Ipueira dos Xavier e inclusive a própria propalada vingança em Frei Paulo, quando da morte de Zé Baiano, sem falar nas vinganças sobre Saturnino e Lucena... Vamos em frente..."

Jararaca, baleado e preso na empreitada de Mossoró

Paulo Guerra: " Ser valente não é sinônimo de besta...
Ele era valente e estrategista viu que ele tinha mais a perder que ganhar se insistisse, foi sensato e tomou a decisão certa recuar e poupar seus comandados daquela arapuca."

Codinome Volta Seca: "Esse Aderbal não tem jeito... Fica na espreita e dá uma cutucada dessa ? A discussão está boa e traz á lume, um fato novo que está sendo estudado: LAMPIÃO...COVARDE OU ESTRATEGISTA NO ATAQUE A MOSSORÓ ? Alguém duvida que Lampião era valente ? É, como o Paulo Guerra falou acima.." Ser valente não é sinônimo de besta..."....Vou só lembrar a vocês, um fato que aconteceu. Certa Vez Lampião e seus cabras cercaram a casa do bravo ex-cangaceiro e, agora, militar Quelé no distrito de Baixa Verde-PE, fogo acirrado, já com alguns mortos por parte da família de Quele, e, de algum cangaceiro. Livino, irmão de Lampião, queria a todo custo, entrar na casa, e lutar com Quelé a ferro frio.Tal atitude, Lampião não consentiu...Ele, Livino muito agitado chamou Lampião de covarde, por não invadir a casa, ao que o rei caolho do cangaço respondeu, mais ou menos nesses termos: " sei com quem estou brigando, e, não quero perder você com sua burrice.." Como se constata, essa personalidade e visão das coisas Lampião tinha de sobra, o que fez com que o mesmo sobrevivesse por quase 20 anos no cangaço conforme falou acima o Dr. Manoel Severo. Assunto aberto e, ainda, em discussão..."


Memorial da Ressistência em Mossoró, imagens gigantes dos invasores

Antonio Correa Sobrinho... "Penso que não há que falar em covardia de cangaceiros e volantes do naipe de um Lampião, Corisco, Luis Pedro, Manuel Neto, Rufino. Pelo menos diante da morte, estes indivíduos demonstraram à exaustão nada temer. Mossoró, para mim, foi um caso atípico na tribulada vida de Lampião. Como disse o valoroso Manoel Severo, Lampião encontrava-se fora do seu habitat, que acrescento além da caatinga, a região drenada pelo rio São Francisco e seus tributários. Mossoró, cidade grande, tipo das que Lampião jamais atacou, e que não havia a seu favor o fator surpresa, eis que já lhe esperava, bastante aguerrida, para completar. 

As motivações de Lampião para se deslocar para tão longe dos seus, dificilmente saberemos com certeza. Leio em "A Arte da Guerra" que os bons generais comprometem-se até a morte, porém não se aferram à esperança de sobreviver; atuam de acordo com os acontecimentos, em forma racional e realista, sem deixar-se levar pelas emoções, nem estar sujeitos a ficar confusos. Quando veem uma boa oportunidade, são como tigres, em caso contrário cerram suas portas. Sua ação e sua não ação são questões de estratégia". Lampião foi um grande estrategista, e os comandantes mais prudentes situam-se sempre na retaguarda.

 
Arte de Carybé

Por oportuno, trago aqui algumas opiniões sobre a coragem e valentia de Lampião: "Acabou-se um homem valente que tinha a vaidade de querer dominar o mundo" - Davi Jurubeba. "Morreu um cabra macho!" - Euclides Flor. "Um gênio em tudo." - Optato Gueiros. "Lampião tinha o espírito de Napoleão." - General Liberato de Carvalho. "Ao intrépido forasteiro Capitão Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, com um abraço de Jackson Alves de Carvalho. Capela, 25 de novembro de 1929". Salvo este último, são opiniões de militares que o conheceram e lhe combateram. Já o capelense Jackson Alves, comerciante, era um homem esclarecido, malgrado a pressão que no momento recebia de Lampião, podia utilizar um outro adjetivo no seu elogio ao famanaz, no oferecimento feito no livro da adventista Ellen G. White, mas preferiu qualificá-lo de 'intrépido', que é aquele que não receia o perigo, que não tem medo; arrojado, corajoso. 

De modo que, sinceramente, não vejo como lógico, factível, um fora da lei, um criminoso, uma pessoa com tantos inimigos, desafetos, jurado de morte, de vingança, um fugitivo da Justiça, cangaceiro perseguido por forças civis e militares de sete Estados, sem poder laborar decentemente, e em meio a tudo isto, conseguir articular com tanta gente, pobres, médios e ricos, do povo, donos do poder, a ponto de tecer uma rede de proteção das mais eficazes; fazer marketing, ironizar governantes, comandar levas de cangaceiros, alguns muito mais perversos e cruéis do que ele, e, no final de todas as contas, conseguir ganhar a atenção de milhões de pessoas, para amá-lo ou odiá-lo, contestá-lo ou apoiá-lo, adorá-lo, venerá-lo, detestá-lo, isso já desde seus primeiros anos de ilicitudes, e ainda hoje, quase 78 anos de sua morte, pessoas como eu e os amigos, num grupo do Facebook especialmente para tratar de um tema - cangaço - cuja figura central termina sendo sempre ele, Virgulino Lampião - como disse em cima, não vejo como lógico, factível este cabra ter sido um fraco, um medroso, covarde, sem inteligência, sem argúcia, sem perspicácia, sem estratégia, imprudente, desleal."

Partes transcritas do Grupo Lampião, Cangaço e Nordeste
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FOTO INÉDITA! CORONEL MANOEL PEREIRA LINS ( NÉ DA CARNAÚBA)...BELMONTE-PE.


FOTO INÉDITA! CORONEL MANOEL PEREIRA LINS (Né da Carnaúba) Belmonte-PE.

Foi esse coronel que em sua fazenda Carnaúba, LAMPIÃO lhe apresentou a CARTA do Padre Cícero/Dr. Floro Bartolomeu, convidando-o para ir ao Juazeiro-CE, para receber a Patente de Capitão dos Batalhões Patrióticos, e, assim, combater os revoltosos da COLUNA PRESTES.

O coronel reconheceu a firma do Padre Cícero, e, assim, LAMPIÃO deixou suas desconfianças de lado em relação ao convite recebido. 

Posteriormente, no início de março de 1926, Lampião e seus homens estavam no Juazeiro-CE, onde recebeu o título, fardas, rifles novos e munições, mas, não combateu a COLUNA.

Aí, contaremos em outra oportunidade.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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FOTO AÉREA da FAZENDA. DOS PATOS

LEGENDA: Nº 1 = Casa da Fazenda Patos; 2 = Indica o local da cerca de pedra, onde foram decapitados os inocentes e 3 = Lagoa dos Patos.

FOTO AÉREA da FAZENDA DOS PATOS

Local onde o cangaceiro CORISCO, matou e decapitou 06 pessoas inocentes, supondo, erroneamente, que foi o vaqueiro Domingos Ventura que denunciou a polícia, o esconderijo de LAMPIÃO na Grota do Angico, culminando com sua morte e de mais 10 cangaceiros, em 28-7-1938.

LEGENDA: Nº 1 = Casa da Fazenda Patos; 2 = Indica o local da cerca de pedra, onde foram decapitados os inocentes e 3 = Lagoa dos Patos.

Foto: Extraída do DVD "A nova Face do cangaço" do cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=490383117830334&set=gm.454173504791599&type=3&theater

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O JORNALISTA NONNATO MASSON, POR INTERMÉDIO DA REVISTA FATOS E FOTOS, PUBLICOU SÉRIE DE OITO REPORTAGENS, SOBRE LAMPIÃO.


Entre os meses de outubro e dezembro de 1962, o jornalista Nonnato Masson, por intermédio da Revista Fatos e Fotos, publicou série de oito reportagens, sobre Lampião. 



Há mais de dois anos que eu procurava, tais periódicos, pois até então, eu só havia conseguido três exemplares, que aliás, já postara em grupos de estudo sobre o cangaço. Entretanto, a novidade é que consegui, adquirir as cinco edições, que faltavam para completar a série, o que me deixou muito satisfeito, não porque, as matérias, não apresentam erros históricos e conceituais em alguns momentos, como tantas outras os fazem, mas por configurar em razoável documentos jornalísticos, que apontam os discursos sobre o cangaço, que circularam na década de 1960.



Por questão de logística e também porque sou indisciplinado, farei as postagem da matéria, do fim para o início, na medida em que, tal procedimento, não compromete o material jornalístico, pois embora o autor siga uma ordem cronológica, da vida de Lampião, estas são independentes entre si. Além disso, postarei uma por dia, com breve relato sobre o assunto do dia.



Assim, na última parte da matéria, publicada em 08.12.1962 (Parte 8), Masson, sustentou a tese do envenenamento, para justificar o episódio de Angico, além dos acontecimentos que ocorreram, logo após a madrugada de 28 de julho de 1938. Desejo a todos boa leitura, e que o texto consiga problematizar o cangaço lampiônico.


Fonte: facebook

Página: Geziel Moura


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