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quarta-feira, 10 de março de 2021

LIVROS

  Por Aderbal Nogueira


É lamentável, porque o leitor não tem conhecimento visual na página, mas este texto do cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira no meu blog:
https://josemendespereirapotiguar.blogspot.com/2020/09/livros.html recebeu 2.147 visualizações.

Os livros sobre o cangaço sempre são uma incógnita para muita gente. Próximo dia 12 de agosto, às 20 horas, vamos ter uma live no nosso canal no youtube "Aderbal Nogueira Cangaço" com Archimedes Marques, Junior Almeida e Ângelo Osmiro Barreto sobre a bibliografia do cangaço. Será uma grande oportunidade para esses 3 especialistas na vasta bibliografia tirarem as dúvidas e darem sugestões de leitura para todos aqueles que têm interesses no mundo estranho dos cangaceiros.


Se você está querendo adquirir alguns livros destes dê um pulinho até Cajazeiras no Estado da Paraíba através deste e-mail:

franpelima@bol.com.br

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HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

 PARABENS A TODAS AS MULHERES DO MUNDO, PRINCIPALMENTE AS MULHERES DO BRASIL, AS MULHERES DO RIO GRANDE DO NORTE, ESPECIALMENTE AS MULHERES ESCRITORAS, OU NÃO, MOSSOROENSES! 

 

“OMNIS DIA EST DIA INTERNATIONAL FEMINA” 

" CADA DIA É DIA INTERNACIONAL FEMININO" 

 

*EXCERTOS DO TEXTO “A REFLEXÃO ROMÂNTICA DO PRESIDENTE DA ASCRIM EM HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER 

 

 

O DIA INTERNACIONAL DA MULHER, TODO DIA O ANO TODO NA VIDA DO HOMEM ! 

 

TEXTO QUE ROMANCEIA, A PSEUDO-PSICOPATOLOGIA INVENTADA CONTRA A MULHER, NA VISÃO MACHISTA.  

NESTE ENSAIO, MINHA DEFERÊNCIA COMO FORMA DE ERRADICAR, NA ÓTICA SOCIOLÓGICA, O ELO PERDIDO ENTRE O EXÍLIO DA PRISIONEIRA E O ÊXODO DA MULHER PELA LIBERDADE! 

(O TEXTO COMPLETO FOI PUBLICADO NO SITE DA ASCRIM E ACADEM)  


“OMNIS DIA EST DIA INTERNATIONAL FEMINA” 

" CADA DIA É DIA INTERNACIONAL FEMININO" 


 “...A MULHER CONTEMPORIZA  NA TOMADA DE DECISÕES. AVANÇA FIRME, INEXORÁVEL NO PRUMO DA INDEPENDÊNCIA, INTRÉPIDA E CIENTE DO FERVOR QUE A MOVE  VENCER  SEMPRE !...” 

          " ... –Não sou casulo! Não sou caça! Por que me confundes com utopia, mito e mística? Pensas que sou escrava, endeusado, rato, imberbe! Sou mulher e vivo para ser mulher! És tão convencido de tua hipotética sabedoria que te confundes em teu próprio contrassenso! Chego a crer que não sabes que foste gerado de uma mulher!...” 

   “...NESSE PRISMA, O FASCÍNIO FÍSICO E A SEDUÇÃO FOTOQUÍMICA QUE ESSA EXERCE SOBRE O HOMEM, ENRAIZA  ELIMINAR AS BARREIRAS E COLOCAM A MULHER NO MESMO PEDESTAL DE IGUALDADES, ELIMINANDO A SUPREMACIA DO HOMEM EM TODOS ESTADOS E STATUS DE GÊNERO, NO CONTEXTO DA GENÉTICA COMPORTAMENTAL E DA SEXUALIDADE, AMPLIANDO ESSA CONVICÇÃO NA ÁREA PROFISSIONAL...”  

“...Descobriu, em tempo, que as mentiras expiadas não se afinavam com as verdades expiradas....”  

“...ESSA CAPACIDADE QUANTICA INTERLIGA PREVISAO DE ENCONTRO, ENTRE SERES SUPERIORES, FILIGRANADOS NA ESSÊNCIA DO ETERNO NAMORO, A CADA SEGUNDO, A CADA MINUTO, ENTRE UM MINUTO E O SEGUNDO SEGUINTE, AMPLIANDO ELEMENTOS QUE SUPERAM IDIOSINCRASIAS, ANTES, INTRANSPONÍVEIS, DE TRONOS IGUAIS, INDIVISÍVEIS...”   

    “sou uma vida, não uma mulher da vida”! Encheu-me de pavor, a ideia de vê-la definhar, mitigando à falta de afeto. Essa carência assustou-a, fê-la emigrar em nova viagem..."  

“...EXPRESSO NESTE PRIMEIRO PAVIMENTO DO “TEOREMA DA PRISIONEIRA” (MEUS ERUDITOS ENSAIOS LITERÁRIOS SOBRE A MULHER), A MAIS PROFUNDA HOMENAGEM, TAMBÉM EXPRESSA, NA MINHA  TESE “QUINTESSÊNCIA MULHER”: UM LIVRO(NO PRELO)  QUE  ANUNCIA O INTENSO TRASLADO DA CURTA TEMPORADA  QUE SEPARA OU APROXIMA CADA HOMEM DE CADA MULHER...” 

O QUE ME IMPRESSIONA E ADMIRO NA MULHER,  É A CAPACIDADE INFLEXÍVEL QUE ELA TEM DE ULTRAPASSAR AS BARREIRAS DO MACHISMO DESSE TEMPO COEVO, NUMA FORÇA IDIOSSINCRÁSICA, QUE FAZ OBSTAR OS PERJÚRIOS IMPOSTOS PELO HOMEM, NUMA VELOZ OBTURANTE JORNADA, DESTERRANDO AS PRETENSAS VIOLÊNCIAS QUE O HOMEM TRAMA CONTRA ELA... (VER LIVRO NO PRELO - QUINTESSÊNCIA MULHER – TEOREMA DA PRISIONEIRA-S.N-1985 

       NO ADVENTO DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, TODO DIA, REPITO: DESEJO QUE TODOS OS HOMENS ESQUEÇAM A SEMÂNTICA DAS LACERAÇÕES EMOCIONAIS, AS TERMINOLOGIAS DAS RELAÇÕES ESTÉREIS, AS TECNOLOGIAS PRESENTES NA DESFAÇATEZ,  E SE REVITALIZEM  NO EIXO DA FREQUENCIA INTERMINAVEL DO GRANDE ELEMENTO DA VIDA:  MULHER...”   

“...Um amigo não se justifica com o poder, unicamente, da cura, se impõe externando confiabilidade, eliminando desconfianças, reconstruindo falibilidades. Tínhamos um acordo tácito: APENAS UM MINUTO PARA UMA VIDA SER TOCADA, APENAS UMA ETERNIDADE PARA UMA MULHER SER AMADA...” 

 

       “...NÃO EXISTE PONTO DE EBULIÇÃO, NEM FRAGMENTOS OBJURGADOS NOS PRESSUPOSTOS DAS DIFERENÇAS HUMANAS. A EXISTENCIA, FAZ A MULHER REINAR, ÚNICA, NO SEU GÊNERO, SEM DESMISTIFICAR O GÊNERO DO HOMEM, NO MESMO CAMINHO DA FONTE DA LIBERDADE...”   

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO  

- PRESIDENTE DA ASCRIM E ACADEM 

Enviado pela ASCRIM

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ACADEMIA DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM


PRESIDÊNCIA ASCRIM E ACADEM - OF. 008/2021,  

MOSSORÓ-RN, 05.03.2021. 


PREZADO  BLOGUISTA JOSÉ MENDES PEREIRA, 

M.D. POTENCIAL CANDIDATO A ACADÊMICO DA ASCRIM 

 

OBRIGADO POR CONFIRMAR RECEBIMENTO NOSSO OF. Nº 005/2021, DESTA DATA. 

 

ENVIAMOS SUAS DILETA CONFIRMAÇÃO A EXCELENTÍSSIMA PRESIDENTA DA ALAM E AFLAM, DRA. TANIAMÁ BARRETO, M.D. MODERADORA DO EVENTO, PARA OS PROTOCOLOS DE ENTREGA DO LINK DA CONFERÊNCIA. 

  

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS
 

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO  

- PRESIDENTE DA ASCRIM - 


C/C PARA CERIMONIAL DO EVENTO 


Enviado pela ASCRIM


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O MITO DO TESOURO DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS


Graças às pseudo-histórias do livro e película O Código Da Vinci e dos livros em que se baseia, como O Sangue Sagrado e o Santo Graal, os míticos Cavaleiros Templários se encontraram no nexo de um notável emaranhado de mistérios históricos e na percepção geral do público eles se tornaram um sinônimo de história oculta e conhecimento misterioso, cujo núcleo é representado pela noção popular da existência de um grande tesouro perdido que teria pertencido a essa ordem.

As Cruzadas, guerra entre cristãos e mulçumanos.

O Tesouro dos Templários

Jerusalém, a Cidade Santa, é uma das cidades mais antigas do mundo, localizada em um planalto nas montanhas da Judéia e havia sido conquistada pelos cruzados europeus foi dos mulçumanos em 15 de julho de 1099, como parte da série de conflitos inseridos na Primeira Cruzada. Dezenove anos depois o rei cristão de Jerusalém Balduíno II autorizou o cavaleiro francês Hugues de Payens (ou Hugo de Payens) e mais oito devotados companheiros a fundar a Ordem dos Cavaleiros Templários e concedeu a Payens uma parte do complexo do Monte do Templo, daí o nome da ordem.

Representação de Jerusalém da Líder Cronicarum de Hartmann Schedel.
Clique no link abaixo e continue lendo este belo trabalho: 
https://tokdehistoria.com.br/2021/03/07/o-mito-do-tesouro-dos-cavaleiros-templarios/
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BUCHA COM AREIA

Clerisvaldo B. Chagas, 10 de março de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.489

Quase não acreditamos quando vimos a reportagem sobre o fazendeiro que trocou o plantio da uva pelo de bucha natural.  Para quem é bem vivido, lembra no Sertão de Alagoas, que a dona de casa usava areia do IPanema para arear os pratos e outras louças da casa. Muito se usava a bucha selvagem, encontrada nas ramagens que subiam pelas cercas de varas ou de arame farpado. Mas já se usava bem o sabão em barra comprado nas bodegas. Somente tempos depois surgiu o tal “Sapólio” e a bucha industrial de marca “Bom Bril”. Usava-se ainda para fritura dos alimentos a banha de porco que depois foi substituída pelo óleo de vegetais vindo das fábricas. Todo uso antigo condenado antes, todo uso moderno condenado depois.

O lixo das residências para recolhimento público, era colocado na calçada em latas tipo querosene, caixões e caixas de papelão, somente depois surgiu o lixeiro de borracha. A coleta era realizada através de carroças de burro e, lembramos ainda de um carroceiro que prestava esse serviço de nome Juvenal. As casas costumavam usar a planta Imbé como enfeite e como poderosa espanta cobra. Muitas casas já possuíam cisternas de cimento para armazenar água. Mas também havia utensílios para esse fim, fabricados em barro chamados pote, jarra e porrão (u), na escala crescente do tamanho e comprados nas feiras livres semanais. A água para beber de uso imediato, esfriava na quartinha. A água utilizada para consumo humano e limpeza, vinha das cacimbas escavadas do rio Ipanema, em ancoretas trazidas por jumentos.

Mulheres que moravam próximo ao rio, abasteciam suas casas com latas na cabeça e rodilhas. Raramente se via a prática do galão que é um pau que carrega duas latas nas extremidades, penduradas por cordas e conduzido nos ombros por elemento masculino. As casas tinham biqueiras ou bicas (calhas) de zinco e conduziam água para as cisternas ou vasilhames, das chuvas no telhado. Ocasionalmente o chamado guarda de peste, visitavam as casas e colocavam produtos preventivos nos potes. As comunicações públicas eram realizadas através de uma rede de alto-falantes distribuída nos postes da cidade. Já existia o odiento juiz de menor espantando meninos e recolhendo bolas de futebol e ximbras no meio das ruas.

Mas ainda não entendemos sobre o agricultor que planta buchas ao invés de uvas. Quem usaria buchas nesses tempos modernos?

Buchas naturais (crédito: autosustentavel.com)

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2021/03/buchacom-areia-clerisvaldob.html

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MORTE DO AMÂNCIO FERREIRA DA SILVA O DELEGADO DELUZ - PARTE 3

Por José Mendes Pereira

FAMÍLIA DE DALVA ESTAVA INTRANQUILA              

O comportamento do animal Deluz era muito difícil uma mudança. E o pior era que nem João Marinho e nem os irmãos da Dalva tinham a quem recorrer, porque o militar se dizia dono da lei e o mandão do lugar. Recorrer a quem, finalmente? Toda família da Dalva estava arrasada, principalmente ela que era obrigada a suportar aquele monstro em sua vida. Os pais da Dalva não sabiam mais o que fazer. Haviam perdido o sossego total, quando antes era uma família mais feliz, respeitada e amada naquela localidade do São Francisco.                   

As irmãs morriam de pena com o inferno que ganhara a mana, Os irmãos começaram uma espécie de afastamento daquele imbecil homem e passaram a odiá-lo. Cortavam caminho para não se encontrarem com o maldito Deluz.         

Mas o João Marinho não queria ver os seus filhos envolvidos em encrencas, e  tentava amenizar aquela situação, dizendo que deveriam esperar mais uns dias, pois poderia o péssimo genro mudar aquele comportamento ridículo. O que mais desejava o João Marinho era a paz entre seus filhos, para não vê-los em porta de delegacia ou até mesmo presos. Não querendo ser seu inimigo e sabendo de seu desejo de possuir mais um taco de terras, além do que já tinha lhe dado, cedeu algumas tarefas numa região da caatinga fechada, chamada Araticum. Ali o famoso delegado fez sua fazendinha.                                 

DALVA ENGRAVIDA NOVAMENTE.

Com a doação deste outro pedaço de  terras que o João Marinho fez ao genro Deluz o casal foi morar em Araticum. Mas o pai não estava muito satisfeito e nem esperava que a Dalva fosse feliz naquele lugar, porque achava que lá era que o seu sofrimento seria pior, por estar longe dele, da mãe, dos irmãos e das irmãs.          

Com o passar dos meses outra novidade no seio daquela família. A Dalva engravidou pela segunda vez, nascendo  outra menina herdeira do carrasco Deluz. Em batismo recebeu o nome de Maria Luíza, e no decorrer do seu crescimento foi carinhosamente chamada de Zizi. Todos confiavam que as coisas iriam mudar para melhorar a vida da Dalva, já que o militar estava cheio de novos projetos e desejava aumentar suas terras. 

Além das terras que o sogro João Marinho tinha feito doação Deluz passou a desejar terras do concunhado, e ciente de que solicitando o João Maria Valadão cederia, findou o convencendo a ceder um pedaço de terras para aumentar o seu projeto, cujo foi atendido. Além do que lhe cedera João Maria, fez negócio em mais algumas tarefas. A de Deluz começaria por um trilho que se iniciava no riacho da Barra, mas não obedeceu e avançou de terra adentro.        

Agora as terras do Araticum se tornaram numa fazenda de grande porte, fazendo com que o João Marinho crescesse os olhos e resolveu não mais entregar os documentos de posse ao genro. A partir disso, as desavenças começaram devido à cobiça de ambos. O militar ficou bravo com a atitude do pai de sua esposa e a desavença chegou ao ponto maior. 

NOVAS DESAVENÇAS ENTRE O SARGENTO DELUZ E A FAMÍLIA DE DALVA.

A arrogância do Deluz era estampada no seu olhar. Criar confusão com a família da esposa era uma das suas especialidades. Agora, por último, não estando satisfeito com as terras cedidas pelo seu concunhado Valadão passou a desejar mais uma parte da grande propriedade do sogro, no intuito de crescer como lavrador. O difícil era que o sogro não lhe cedia mais nenhum taco de chão, muito menos a sogra dona Maria Gomes, que não autorizava ao esposo entregar outras terras ao maldito genro. E já que não encontrou apoio dos sogros Deluz criou uma preocupação para os familiares da esposa.  Além de não dar mais atenção a Dalva decidiu  investir nas terras do Brejo, se considerando o dono dali, do regimento  e da razão.

Não aceitando as exigências do famoso delegado João Marinho tomou uma inteligente decisão: Já que o genro a cada dia vinha tentando infernizar mais ainda a vida de sua filha e deles não lhe liberaria mais terras. Elas foram adquiridas através do seu trabalho, do seu suor, do suor dos seus queridos filhos e o carrasco Deluz não iria tomá-las de maneira alguma.                              

Afirmam alguns pesquisadores que Deluz apesar de seu gênio ser violento e de brutalidade extrema era uma pessoa que odiava trapaças.  Não admitia de forma alguma pessoas quererem o que não era delas. Sempre agia conforme a lei mandava. E por que queria as terras do sogro?

OS SOGROS DE DELUZ ESTAVAM AFLITOS.

Aquela confusão entre os sogros, Dalva e Deluz foi à desgraça para o policial, pois o bicho tinha sido criado e não havia mais jeito de exterminá-lo. Era muito difícil uma reconciliação entre Deluz e os familiares de Dalva, pois a possibilidade de viverem novas amizades diante daquele quadro de rixa e ódio era bastante restrita. Os sogros e irmãos da Dalva eram pessoas pacíficas, amigos de todos. Os filhos do João Marinho nunca brigaram com ninguém, mas as maldades que Deluz fazia com a sua irmã Dalva fizeram com que eles se revoltassem contra ele. Mas como em todo conflito sempre tem um fio de paz ao redor das desavenças, um resto de esperança ainda existia.       

João Marinho pai da Dalva e sogro do Deluz acreditava numa possível mudança do genro, porque sempre há um fio de esperança, e Deus não iria permitir que aquele desgraçado arruínasse a convidência da sua família.

Os moradores do Brejo estavam de salto alto diante daquele conflito, temendo uma confusão maior, talvez com derramamento de sangue. Que Deus entrasse no meio daquele desassossego para sossegar todos,  porque ali, sempre foi um lugar que a rainha paz reinava. Todos queriam aquela amada família presente no ceio de Brejo.  Os filhos de João Marinho o seu maior esporte era trabalhar nos roçados, campear a vacaria da fazenda e correr atrás de bois naquelas fechadas caatingas. Não eram amadores de armas atiradas às costas com cartucheiras enfeitadas de balas como se fossem policiais ou grupos de cangaceiros do afamado capitão Lampião. Gostavam mesmos eram de admirar as façanhas dos bons vaqueiros como: Hortêncio, Agenor, Santana e Zé Marinho famosos vaqueiros da região do Canindé.  Escurinho, Teiú, Cana Preta e Bizarria, que faziam o chão balançar naquele sertão de cactos.

CONTINUA AMANHÃ...

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AMADAS E AMANTES DO CANGAÇO - QUEM FICAVA QUEM?

Por João Costa

As relações entre homens e mulheres em tempos de guerra, fome e injustiças só podem ser compreendidas depois dos fatos acorridos e passando ao largo de conceitos morais ou religiosos.

Foram tantas as mulheres que permaneceram ao lado de seus maridos, noivos e namorados em Canudos; centenas foram as Vivandeiras de Quartel, que seguiam seus amados na Coluna Prestes e 36 o número delas no cangaço.

Para os admiradores da saga do cangaço, vai aqui uma abordagem copidescada a partir de alguns livros (abaixo nos créditos) e narrada na forma interpretativa livre, partindo da noção de pertencimento, que é a maneira de amar mais comum em nossa sociedade, ainda patriarcal.

Foram tantas e tão poucas, mas não tardias em seu tempo; a começar por Maria de Déa, que seduziu Virgulino Ferreira, que deixou para trás um casamento sem amor para abraçar uma paixão que poderia ter sido efêmera, mas que durou o tempo suficiente de uma tragédia shakespereana – única na história brasileira.

Sérgia Ribeiro, a Dadá, foi raptada e mantida em “cativeiro” ainda menina por Corisco; com ele viveu o “amor possível”, combateu ao seu lado e o substituiu em comando; assistiu a sua morte e viveu o suficiente para reconstruir a vida e dar ao próprio Corisco um enterro digno muitos anos depois – ela mesma lavou os ossos de Corisco antes de sepulta-los.

Após de citar as duas primeiras-damas, vamos as demais senhoras da Corte do cangaço e seus cônjuges.

Lídia, segundo relatos a mais bonita de todas e que foi companheira de Zé Baiano citado como o mais cruel, e que a matou a pauladas em função de adultério. Lídia “foi pro mato” com Bem-Te-Vi, um cangaceiro que conhecera na adolescência. Flagrada e chantageada por outro cangaceiro, teve um final terrível.

Florência de tal foi casada com Rio Branco – o casal que acompanhava Corisco e Dadá no momento em que Zé Rufino deu cabo de Corisco, e que desapareceu nas caatingas: para sempre!

Otília, que foi a primeira companheira de Mariano; Bidia, que seguia Volta-Seca; Maria Jovina, que viveu com Pancada; Gertrudes que seguia Beija-Flor.

Lembrar de Durvalina do amor eterno a Virgínio; a mesma que depois ficou com Moreno até o fim da vida, Leónida, chamada Lió, que ninguém sabe com quem convivia; Moça, que amava e seguia Cirilo de Ingrácia; a Lili, que gostava de Lavandeira e o seguiu até a morte do cangaceiro para depois escolher Moita Brava como marido e que terminou sendo morta por infidelidade.

Quitéria que era a amante de Pedra Roxa; teve uma Lica, que seguia Passarinho e também Sabina, que viveu ao lado de Mourão; não esquecer de Mariquinha, a mulher de Labareda.

Destacando Neném, de Luiz Pedro; Antônia Maria, casada com Balisa e Inacinha, a amada de Gato – o cangaceiro índio.

Eufrásia conhecida como Florzinha, aquela que foi amante de muitos cangaceiros e que terminou ao lado de Saracura, e tinha também uma tal de Maria Isidoro, cangaceira cheia de mistérios que se dizia da Bahia e ninguém sabe com quem namorou ou viveu.

Não esquecer de Dulce, casada com Criança; e sua irmã Rosinha que acompanhava Mariano.

E a cangaceira que virou estrela e romancista, Ilda Ribeiro de Souza – Sila, que sobreviveu ao tiroteio em Angico e ficou famosa ao lado de Zé Sereno. Sila escreveu livros, foi consultora da TV Tupi e tornou-se celebridade com entrevistas até no Programa do Jô Soares.

E uma Adelaide que viveu um romance fugaz com Criança; Adília que seguia Canário, Enedina que acompanhou o marido quando este ingressou no cangaço

Maria Fernanda (es) namorou e viveu com Juriti. Eram primos, sobreviveram ao massacre de Angico. Antes de se entregar em busca de anistia, Juriti deixou Maria Fernanda na casa dos pais, sob a alegação de que quando a “conhecera biblicamente” a moça não era amais virgem.

Juriti se rendeu, delatou os companheiros ainda em fuga, foi queimado vivo pelo sargento Deluz e Maria Fernanda casou e foi feliz com próspero comerciante de Sergipe.

Na esquecer de Áurea que amava Mané Moreno, o cangaceiro que veio da Bahia.

Lembrar de Laura, apelidada de Doninha e que era casada com Boa Vista; ainda Cristina, de Português e cangaceira Sebastiana que ficou com Moita Brava após a morte de Lili.

Tais mulheres jamais pisaram em terras e coitos da Paraíba, Ceará ou Rio Grande do Norte. A maioria era sergipana e outra leva de baianas. Elas já chegaram no cangaço banhadas pelas águas do Rio São Francisco, para depois serem banhadas de renda e adornadas com joias.

Não há relatos de solteiras no cangaço e as relações eram monogâmicas. Pelo código de conduta do cangaço, as mulheres que ficassem viúvas não podiam permanecer no bando nessa condição nem sair. E quem tentou voltar pra casa dos pais foi morta.

A solução era encontrar um novo companheiro. A maternidade era de risco e seguida de apartação de suas crias. Elas deram um toque de civilização às hordas de celerados, escreveram com sangue, dor e amor suas histórias.

Elas não eram “mulheres de Atenas” que esperavam no terreiro de casa pelos seus amados; estavam lá com eles nas razias e vinditas, sem tempo para lamentar da sorte ou azar, mas que viveram uma aventura digna de heroínas em um tempo governado por homens maus, que se tornavam bons em suas presenças.

@joaosousacosta pelo Instagram

Fonte “Amantes e Guerreiras”, de Geraldo Maia do Nascimento

“Os Últimos Dias de Lampião e Maria Bonita”, de Victoria Shorr; tradução de Marisa Motta

“Maria Bonita” – Entre o Punhal e o Afeto”, de Nadja Claudino

Imagens: Benjamim Abraão.

Fotos de mulheres guerreiras do cangaço. Entre elas Cristina de Português, Maria Déa, Dadá e outras. Veja clicando no link.

https://www.facebook.com/groups/508711929732768

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O MORTO MATA DOIS - CONTOS DO CANGAÇO - CANGACEIRO ANTÔNIO SILVINO

Por João Filho de Paula Pessoa 

https://www.youtube.com/watch?v=DofdOaDc11Q&ab_channel=ContosdoCanga%C3%A7o

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LINDA IMAGEM!


 Imagem encontrada na página-facebbok do pesquisador do cangaço Jose Irari

Só para você ver o que a natureza produz de belo.

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