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domingo, 9 de dezembro de 2012

Revendo - 28 de julho, 2012 - Laser Vídeo

Por: Aderbal Nogueira
Paulo Gastão e Aderbal Nogueira

Amigos.

Ao longo do tempo conheci várias pessoas nessa andança em busca das histórias do cangaço.  Através de Paulo Gastão cheguei à figura de Alcino Alves, em 1997.

Alcino Alves Costa

Unanimidade não existe, mas Alcino se aproxima dela. Pessoa que cativa a todos que tiveram e tem o prazer de conhecê-lo.

Nesse último 28 de julho de 2012 estivemos mais uma vez na grota de Angico para prestar homenagem às 12 pessoas que lá tombaram em combate. Nessa mesma ocasião fizemos uma visita a Alcino, que encontra-se adoentado, para prestar-lhe uma justa homenagem a tão brilhante serviço em prol da historiografia do seu sertão natal e, em especial, à história do cangaço.

Esse modesto clip é o reconhecimento a essa pessoa que muito me orgulho de chamar de AMIGO.


Trechos da 15ª Missa do Cangaço e lançamento de "Maria do Sertão" um romance do decano de Poço Redondo. 

Alem de Familiares, amigos e parentes o evento contou com as ilustres presença dos pesquisadores: Juliana Schiara e Tomaz Cysne (representando o GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará que juntamente com Aderbal Nogueira conferiram a Alcino um título de sócio honorário da entidade); Do pesquisador e editor professor Pereira e esposa; Pesquisadora Dra Francisquinha (neta do cangaceiro Sabino Gore); Neli (filha do casal de cangaceiros Moreno e Durvinha); Secretário de Turismo da cidade de Piranhas, AL e pesquisador Jairo Luiz; Professor e pesquisador Wilson Seraine; pesquisador e e escritor Antonio Vilela; Jornalista e pesquisador Felipe Caixeta; Professora e pesquisadora Ana Lúcia "Aninha "do Ò" entre outros.

Att Aderbal Nogueira
Documentarista
Fortaleza, Ceará


Uma produção da Laser Vídeo, do cineasta e pesquisador do cangaço:
Aderbal Nogueira

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Atentado por Lampião!

Alcino foi entrevistado pelo programa Sergipanidade da TV Aperipê/SE.


A matéria é de 2010. Alcino Alves Costa é personalidade memorável do município de Poço Redondo. Hoje é um escritor ativo, compositor, poeta e historiador. A Equipe do Sergipanidade bateu um papo com ele, e você confere agora!


Açude: Projeto Sergipanidade no YouTube

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

História dos Volantes - Mané Véio, O carrasco de Angico

Por: Alcino Alves Costa

Todos foram endeusados, ganharam fama, glórias e troféus especialmente o comandante da Força responsável pelo grande feito, o Tenente João Bezerra e seus imediatos Aniceto Rodrigues e Francisco Ferreira de Melo. No entanto o que não se pode esconder é a bravura de alguns dos participantes daquela memorável batalha, homens como o Cabo Bertoldo, Cabo Juvêncio irmão do afamado rastejador Gervásio da volante de Zé Rufino, Panta de Godoy (possível matador de Maria Bonita), Zé Gomes, Noratinho e Abdom. Homens que faziam parte de um contingente de verdadeiros heróis.

Todavia não tem como esquecer a bravura e a coragem daquele que foi sem nenhuma dúvida o grande baluarte, o gigante de Angico, o verdadeiro comandante daquela inigualável batalha o extraordinário 


Mané Véio

Manoel Marques da Silva famosamente conhecido pelas alcunhas de Mané Veio e Antonio Jacó. Mané Veio era baiano de Santa Brígida, ele e o Cabo Juvêncio deixaram as forças de seu estado e foram trabalhar sob as ordens de João Bezerra.

Vale a pena enfatizarmos a História desse titã de Santa Brígida. Manoel Marques da Silva é o seu nome de batismo. Era filho de Jacó Marques da Silva e Jovina Maria da Silva, sendo sobrinho de outro valentão, o lendário Elias Marques, morto no fogo da Maranduba e primo do filho deste o não menos famoso Procidônio. Pai e filho formam a dupla infernal que costumava brigar unida em memoráveis batalhas, contra os grupos cangaceiros. Na Maranduba Elias é baleado em um dos braços.

A principio o ferimento não parecia grave, no entanto sobreveio uma hemorragia e, se esvaindo em sangue, é amparado pelo sobrinho e pelo filho. Era tarde.Nada se podia fazer. Elias morria nos braços do filho e do sobrinho. Mané foi criado nas modestas ruas de Santa Brígida. Os moradores daquele pequenino arruado eram aparentados e o filho de seu Jacó viveu a sua meninice e infância ao lado de Zé de Neném, de Maria Bonita e de seus numerosos irmãos.

Como sabe, anos depois, já em 1930, a filha de seu Zé Felipe e Dona Maria Déa, após um casamento mal sucedido com o sapateiro Zé de Neném, bandeia-se para a companhia de Virgulino Ferreira. O baianinho desde criançinha era chamado pelo carinhoso apelido de Mané Veio. Era magricela, esguio, alto, de boa presença e com uma conversa fluente, porém genioso e mal criado ao extremo. Ao completar 17 anos em 1929, uma vez que veio ao mundo em abril de1912, ingressou nas fileiras da volante de Francisco Moutinho Dourado, o terrível Douradinho, passando depois pela volante do Sargento Adolfo, até ingressar na Força comandada pelo irmão de João Maria de Serra Negra, o Tenente Liberato de Carvalho.

Mané Veio foi um dos participantes do extraordinário combate da Maranduba, ocasião em que atirou tanto que seu mosquetão ficou com o cano em brasa estourando a culatra da arma, deixando-o surdo de um dos ouvidos pelo resto de seus dias. Acontece uma terrível inesperada desgraça na vida do valentão de Santa Brígida. Essa provocação veio da esteira de seu casamento com uma mocinha dali mesmo. Uma bela menina chama Cidália. Os primeiros anos foram de felicidade. Nasceu um filho. Foi batizado com o nome de Abílio. O casal vivia num mar de rosas. Os dois se amavam profundamente. Mas entre eles existia uma quase que intransponível barreira. O gênio fortíssimo de ambos.

Apesar de se amarem, Mané Veio e Cidália possuíam uma incompatibilidade de gênio muito forte. Encruzilhada que fez com que aquele casamento se tornasse uma tragédia sem precedentes na história da povoação do sertão da Bahia. O principal motivo para os dissabores eram os pendores irreversíveis do filho de seu Jacó para as aventuras amorosas. Alem de outros romances extraconjugais mantinha forte e ardoroso caso com uma mocinha do lugarejo Curituba, daquele mesmo estado. A cabocla se chama Pureza e é ela a causa maior dos desacertos do casal que se arrasta até chegar na separação definitiva.

Apesar de separado da esposa e do filho o militar não deixa de cumprir com suas ocupações de dono de casa, procurando assim manter as despesas da família. Recomenda ao parente João Silva que não deixe a sua mulher e seu filho passarem fome durante os dias em que estivesse viajando, durante a sua ausência o parente e amigo suprisse as necessidades da casa que quando ele retornasse das viagens quitaria as dividas. Em um desses retornos inicia-se a grande provocação e desventura do moço de Santa Brígida. Depois de mais uma caçada, perseguindo cangaceiro, retorna para o merecido descanso.

Mais que depressa procura o parente. Precisa acertar contas. A conversa entre os dois foi a de sempre. Tudo acertado vão tomar banho na fonte das Caraíbas. O rapaz de Santa Brígida conta peripécias de sua viagem pelos cafundós dos sertões à caça de bandidos. O banho é demorado. Lá pelas tantas resolvem sair da fonte e vão vestir as suas roupas. É nesse instante que a desgraça se apresenta na vida do moço da volante. Do bolso da calça do João cai um papel.

Mané Veio vê, imagina que é um bilhete e de sua cabeça brota uma inconcebível injustiça, julga que a letra que está naqueles rabiscos é a de sua esposa. Apesar de violento o caçador de cangaceiro consegue dominar seu doentio ciúme. Nada diz ao amigo. Continua a conversa calmamente. Não demonstra que está enlouquecido pela suspeita de infidelidade de sua esposa. Ao se ver sozinho o militar quer saber onde Cidália está. É informado que ela se encontrava na Fazenda Cajueiro lavando roupas, acompanhadas de amigas e da irmã Zafira. Ensandecido pega o mosquetão e vai procurá-la. A mulher, inocentemente lava suas roupas e a de seu filhinho. Não imagina a tragédia que dela se avizinha.

Conversa alegremente com as companheiras. De repente o marido desponta. Apesar de com ele não mais morar, ainda o ama e o respeita por demais, alegra-se com a presença do pai de seu filho. As lavadeiras olham, curiosas, o homem que vem chegando. Nada temem. Não esperam que ele seja capaz de cometer alguma ação criminosa contra a sua esposa. O soldado chega se aproxima de Cidália e manobra sua arma. A infeliz mulher percebe a desgraça que se abate sobre ela e corre, procurando amparo no corpo da irmã. O enlouquecido marido não lhe dá tempo e nem oportunidades de se livrar da morte.

Um certeiro balaço destroça o seu rosto, deixando-a estendida no chão morta. O verdugo ainda dá mais dois tiros na infeliz e deixa o local. Acabava de praticar um monstruoso e hediondo crime. O crime que abalou Santa Brígida e todo o sertão baiano. O povo se revolta. Tudo aquilo era uma descomunal injustiça. Ficou comprovado que Cidália era inocente. Jamais mantivera romance com quem quer que fosse. A atitude extremada do soldado foi abominável. Severas providências teriam que ser tomadas. O assassino não quer pagar pelo bárbaro crime que cometeu. Homizia-se.

Embrenha-se na mataria e fica um ano escondido no Serrote do Galeão, enfurnado numa gruta que hoje é conhecida como A Toca de Mané Veio. Protegido pelos militares consegue se transferir para Alagoas, onde fica sob a proteção do Tenente Lucena e sob o comando de João Bezerra da Silva.

Em Alagoas troca de nome. Deixa de ser Mané Veio para se tornar Antonio Jacó e, como não poderia deixar de ser, confirma a fama de valentão. Em pouco tempo é um dos principais homens da volante. Em todos os combates é um dos vanguardeiros. Um feroz guerreiro. O verdadeiro comandante da tropa que atua. Eis que chega o dia de Angico. É nesse épico que sua valentia e desassombro o torna ainda mais grandioso. A sua destacada atuação foi especial, fazendo-o grande timoneiro que dirigiu a lendária batalha desde os momentos iniciais do cerco até o seu retumbante desfecho.

Vejamos: Foi Mané Veio, ou Antonio Jacó, se quiserem, quem arrancou as unhas de Pedro de Cândido, fazendo-o revelar onde Lampião estava acoitado. Foi através de suas ameaças que Pedro acabou delatando o seu irmão Durval que ao se ver com um punhal apontado para sua garganta pelo aspirante Francisco Ferreira de Melo, que Bêbado e violento poderia muito bem consumar o seu intento homicida, além de já ter dado alguns safanões no então rapazinho de Dona Guilhermina, o moço se viu obrigado a dizer onde Lampião e seu bando estavam acoitados.

Foi Mané quem repudiou a tentativa covarde de João Bezerra de não atacar Lampião em seu reduto de Angico, com a justificativa de que dispunha de poucos homens para enfrentar tão numeroso grupo de bandidos, comandados pelo Rei cego. Foi Mané Véio o matador do cangaceiro Mergulhão, um daqueles de Poço Redondo, quando este, no meio da fumaceira, tentava salvar-se do inferno de Angico e murmurava: - Sou do Poço, sou do Poço. Foi Mané Véio ainda o matador de uma das maiores estrelas do cangaço, um dos poucos que restavam dos afamados veteranos que com Lampião lutara desde os tempos de Pernambuco, o famoso valentão do retiro, um dos maiorais da história cangaceira, Luis Pedro.

Conta o bravo homem de Santa Brígida, avalizado pelo respeito de sua própria história, que durante a batalha, já no final do tiroteio, começa a descer o riacho e, de repente, vê um cangaceiro caminhando, em sua direção. O bandido parece dominado pelo cansaço. Caminha lentamente. Sobe com dificuldade a ribanceira do riacho. Aquele dia é um dia de sorte para a força que cercou e atacou Lampião.

Uma grande e providencial pedra protege e ampara o valentão da Bahia que expectante observa o caminhar do cangaceiro e tranquilamente espera-o com o dedo no gatilho de seu mosquetão. Conforme o bandido se aproxima, o soldado vai trazendo-o sob o ponto da mira de sua arma. Está abismado. As vestes daquele cangaceiro são especiais, muito luxo, muita riqueza. Parece mais um tesouro ambulante. O chapéu é coberto de estrelas, os dedos estão repletos de anéis e alianças. Percebe, no entanto, que o bandido não é Lampião. Sabia que o rei era amorenado, cabo verde, e aquele que se aproximava era branco, meio sarará, pensou que era Corisco. O assecla cada vez mais se aproxima. Vem chegando. Vem chegando. Está muito cansado. Sua respiração é ofegante.

A pedra impede que o sequaz veja o soldado apontando-lhe o fuzil. Chegou a hora. O dedo aciona o gatilho. O estampido da arma estronda. A bala atinge o coração do cangaceiro. Algo inesperado está acontecendo. Contra toda expectativa o bandido continua caminhando. Dando a impressão de que não foi atingido e, ainda mais assustador, o facínora faz menção de puxar uma arma do coldre.

Neste instante os dois valentões estão frente a frente. Mané Véio é rápido. Dá o segundo tiro. Dessa vez bem em cima do umbigo. O assecla cai de lado. Não faz movimento algum. Parece até que caiu morto. Sem perder tempo o matador corre e inicia o saque. O morto era Luís Pedro, seguramente o principal companheiro de Lampião, talvez o último remanescente das grandes estrelas dos tempos de Pernambuco. Ali está, no meio do famoso riacho, o corpo do célebre caititu, apelido que lhe dera Maria Bonita.

O homem de Santa Brígida está abismado com o luxo e a riqueza do bandido. Além dos anéis e alianças que abarrotam e enfeitam seus dedos, carrega em seu corpo um número vultoso de lenços e jabiracas, tudo da mais refinada qualidade. Apressado e sem querer que os companheiros cheguem, o baiano corta as munhecas do facinoroso, arranca os lenços e as jabiracas, colocando tudo dentro do seu bornal. Revira os bolsos e os bornais do assecla e encontra uma quantidade muito grande de dinheiro e uma lata cheia de ouro. Ao ver tanta fartura, tanto dinheiro, tanto ouro, dá gritos de alegria e felicidade.

O cabo Juvêncio e o soldado Zé Gomes chegam. Mané Véio já havia saqueado quase tudo. Conseguira tanta coisa que estimula os companheiros a procurar o que restou dos pertences do afamado bandoleiro. A procura dos militares não foi em vão. Num dos bolsos do sequaz, Juvêncio ainda encontrou a quantia de quatro contos de réis.

Após o saque os três militares descem o riacho. Estão indo para o coito. Não sabiam que o cangaceiro apagara de vez a sua luminosa estrela. De repente um cabra passa em desabalada carreira. Dá para se notar que o cangaceiro carrega em uma das mãos uma lata. O bandido já está apavorado. Quer se salvar daquele inferno. Mané atira e erra. O assecla joga a lata no chão. Foi sua salvação. Soldado não caçava cangaceiro para proteger a sociedade, a caçada tinha um único objetivo: os pertences dos bandoleiros. Foi o que aconteceu. O bandido foi deixado de lado. Foram procurar a lata.

Zé Gomes foi o felizardo encontrando-a e dentro dela existia uma quantidade tão grande de dinheiro que chegava a ultrapassar cento e vinte contos de réis. Pensa-se que esta lata pertencia a Lampião ou a Maria Bonita. O nunca esperado havia acontecido. Lampião está morto. As cabeças são decepadas. João Bezerra ordena que os despojos sejam colocados em um monte para que sejam repartidos entre todos os que participaram da extraordinária contenda. Zé Gomes, simplório e ingênuo, bestamente entrega a lata com todo o dinheiro que ela continha.

Mané Véio fica enfurecido com a atitude do companheiro. Sabia que nunca mais nenhum soldado iria ver aquela enorme quantidade de dinheiro. E foi o que aconteceu. Nunca mais ninguém soube o paradeiro daquela fortuna. Aborrecido com a loucura de Zé Gomes, o baiano aguardou sua vez. Espera que seu comandante proceda com ele da mesma forma que procedeu com seu companheiro. É o que acontece. João Bezerra o intima a também entregar os bens arrecadados nos saques.

Antonio Jacó já estava prevenido. Respondeu com desassombro que não tinha nada pra dá a ninguém e que tudo que havia conseguido era dele e não adiantava pedido, era dele e de mais ninguém e se alguém não quisesse que fosse assim que o enfrentasse. João Bezerra não era de enfrentar situações perigosas. Conhecia a valentia de seu comandado. Não insistiu no sei intento e o matador de Luís Pedro e Mergulhão ficou com tudo o que achava ter direito. Ainda tinha algo fazer. Em um de seus bornais estavam as munhecas das mãos de Luis Pedro. O que fazer com elas?

Ao chegar em Piranhas, nas Alagoas, encontra solução para seu problema. Enterra as mesmas no oitão da igreja da cidade Ribeirinha. Conhecendo, como conhecia João Bezerra, o baiano sabia que o mesmo não o perdoaria pela desobediência e por não ter lhe entregue os pertences dos cangaceiros. Tudo o que aconteceu é motivo de preocupação. Precavido, esconde num lugar bem seguro, o ouro e o dinheiro. Toma uma decisão. Deixa a policia e foge para as longes terras do Estado de Goiás.

Após alguns anos muda-se para São Paulo. O seu meio de vida ainda é a herança da grota de Angico, negocia com ouro, esse precioso metal tem sido a sua única fonte de renda. No entanto a sua vida continuou cheia de enormes provações, com fatos e acontecimentos que lhe trouxeram sérias desventuras e grandes tristezas. Naquelas estranhas terras, mais uma vez, volta a mudar de nome.

Agora se chama Euclides Jacó. Todavia o destino não queria saber dessas mudanças, vivia sempre em seu encalço e, para tal, tinha um poderoso instrumento: as mulheres. Cidália, a esposa de Santa Brígida, foi sua primeira desventura. Uma tragédia sem limites. Nas terras grandes, como diziam os antigos, os fatos se repetiram. Corre solta? A fantástica história de que o matador de Mergulhão e Luis Pedro, em sua nova vida, se casara com uma bela mulher e os dois tiveram uma linda menininha.

Tudo era felicidade naquele lar. Até que a desgraça volta a se apresentar na vida do antigo combatente de Lampião. Sua esposa está amando outro homem. É avisado. Sua filha já tem quase quinze anos. Morre de amores por ela. A noticia da infidelidade da mulher destroça sua alma se seu sentimento. Reage. A sua dignidade de homem e de macho não será afrontada.

Ainda é o mesmo homem dos tempos do norte. E a filha? Como reagir para não machuca-la tanto? De imediato passa a viver sozinho. O freio de sua vingança é a filha que tanto ama. Eis que a desgraça se apresenta. Um dia ao passar em um ponto de ônibus, se depara com a esposa e a filha esperando o coletivo. Não se controla. É dominado por uma fúria sem igual e se vê dominado por uma medonha e brutal vontade de assassinar a mãe de sua querida filha. A tragédia foi total. Sua amada filhinha foi também mortalmente ferida. Ali, no meio da rua, mãe e filha foram ceifadas desse mundo pelo desesperado esposo e pai.Mané Véio foi preso. Passou muitos anos na cadeia. Pagou sua irreparável dívida com a costumeira dignidade.

Muito tempo depois um judeu o conheceu e resolveu ajudá-lo. O antigo militar conseguiu angariar a confiança de seu protetor e com ele viajou para muitos países e lugares do mundo. Naqueles mundos distantes o antigo caçador de bandido pôde ver as diferenças absurdas naquelas terras com o sertão do norte, o sertão de sua vida aventureira, os sertões distantes da Bahia. O sertão em que perseguiu Virgulino Ferreira da Silva. Portanto, foi este homem, um dos grandes titãs da guerra cangaceira. O verdadeiro carrasco de Angico. Mané Véio é verdadeiramente uma lenda viva perambulando por este Brasil.

*Agradecimento aos confrades Ivanildo Silveira e Clenaldo Santos pelas páginas transcritas.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

28 de julho, 2012 - Laser Vídeo

Por: Aderbal Nogueira
Paulo Gastão e Aderbal Nogueira

Amigos.

Ao longo do tempo conheci várias pessoas nessa andança em busca das histórias do cangaço.  Através de Paulo Gastão cheguei à figura de Alcino Alves, em 1997.

Alcino Alves Costa

Unanimidade não existe, mas Alcino se aproxima dela. Pessoa que cativa a todos que tiveram e tem o prazer de conhecê-lo.

Nesse último 28 de julho de 2012 estivemos mais uma vez na grota de Angico para prestar homenagem às 12 pessoas que lá tombaram em combate. Nessa mesma ocasião fizemos uma visita a Alcino, que encontra-se adoentado, para prestar-lhe uma justa homenagem a tão brilhante serviço em prol da historiografia do seu sertão natal e, em especial, à história do cangaço.

Esse modesto clip é o reconhecimento a essa pessoa que muito me orgulho de chamar de AMIGO.


Trechos da 15ª Missa do Cangaço e lançamento de "Maria do Sertão" um romance do decano de Poço Redondo. 

Alem de Familiares, amigos e parentes o evento contou com as ilustres presença dos pesquisadores: Juliana Schiara e Tomaz Cysne (representando o GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará que juntamente com Aderbal Nogueira conferiram a Alcino um título de sócio honorário da entidade); Do pesquisador e editor professor Pereira e esposa; Pesquisadora Dra Francisquinha (neta do cangaceiro Sabino Gore); Neli (filha do casal de cangaceiros Moreno e Durvinha); Secretário de Turismo da cidade de Piranhas, AL e pesquisador Jairo Luiz; Professor e pesquisador Wilson Seraine; pesquisador e e escritor Antonio Vilela; Jornalista e pesquisador Felipe Caixeta; Professora e pesquisadora Ana Lúcia "Aninha "do Ò" entre outros.

Att Aderbal Nogueira
Documentarista
Fortaleza, Ceará

Uma produção da Laser Vídeo, do cineasta e pesquisador do cangaço:
Aderbal Nogueira

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Revendo - A missa do Cangaço na Grota de Angico

Para anunciar e convidar os confrades para realização de mais uma cerimônia religiosa no próximo dia 28 deste, organizada pelo confrade

Antonio Galdino

Jairo Luiz


O "videomaker do cangaço" Aderbal Nogueira nos apresenta alguns momentos do evento ocorrido em 2008.
Quem ainda não conhece eis aí uma excelente oportunidade para contemplar o cenário da tragédia, setenta e três anos depois e orar pela alma das "12" vítimas de Angico.

O soldado Adrião Pedro de Souza

"Este foi o  único policial da volante que perseguiu Lampião até matá-lo que  não levou sorte, foi assassinado na madrugada de 28 de Julho de 1938, na grota de Angico, no Estado de Sergipe, quando os policiais findaram com Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros".

11 cangaceiros mortos

Com depoimentos de:


Inácio Loiola,


Alcino Alves, nosso conterrâneo de cidade


Enoque Araújo,

Antônio Galdino
Da Esq. Des. Washington Luiz, Carlos Aguiar, Edvaldo Nascimento, Pedro Alcântara, Reinaldo Falcão, Gilberto Pedrosa, Sônia Braga(coord. Angiquinho) e Adair Nunes(Fundeg)

Reinaldo Falcão,


Antonio Amaury,


e Frei Enoque (Celebrante).

lique para assistir no YouTube


Extraído do blog: Lampião Aceso

http://lampiaoaceso.blogspot.com

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Atenção amigos!

Por: Manoel Severo



Unidos em uma corrente de Fé

Nosso confrade, irmão, amigo e também Conselheiro Cariri Cangaço,

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgoFjOMPyuw6SVbBQ68WJh9bI7rk_ByEupLaXaJ3Y0JSeuVxRWTIRcJSu4EKTYPzWjPs3dxkIhRTXKr9NfmLSgSUcMoe5enehPzBuOsjNCfsp4LdyoAsCbzYOEqEQIOKM08nQdCBaR04ac/s400/DSC01189.JPG

Alcino Alves Costa, já há algum tempo passa por um delicado tratamento de saúde; depois de vários exames e cirurgia, novamente nosso amado Decano e Caipira de Poço Redondo se submeterá amanhã, Quarta-feira, 26, à tarde, no hospital Primavera em Aracaju, a mais uma delicada intervenção cirúrgica. 

Dessa forma, venho humildemente diante de nossos Conselheiros fazer o presente comunicado e solicitar a harmonia e força em nossas orações.

Muito obrigado e vamos nos unir em oração.

Manoel Severo
Presidente do Cariri Cangaço


Kiko Monteiro com os amigos Alcino e Rangel na ocasião  do lançamento de "Lampião em Sergipe" na última Quarta-feira 19/10.

ADENDO
José Mendes Pereira



Juliana Ischiara e Alcindo Alves da Costa



Kidelmir Dantas e Alcindo Alves da Costa



Ana Lúcia e Alcindo Alves da Costa



Aderbal Nogueira e Alcindo Alves da Costa



Antonio Amaury e Alcindo Alves da Costa



João de Sousa Lima, Alcindo Alves e João



Jairo e Alcindo Alves da Costa



João de Sousa Lima, Alcindo e Antonio Vilela



Juliana, Alcindo e Paulo Medeiros Gastão



Danielle Esmeraldo e Alcindo Alves da Costa



Dr. Ivanildo Alves, João de S. Lima e Alcindo Alves



Cap. Bonessi, Ângelo Osmiro, Alcindo e Tomaz Cisne



Alcindo Alves e Inácio Loiola


Casal Archimedes Marques e Alcino Costa


Rostand, João de Sousa Lima, Nely, Ivanildo Alves,
Alcindo Costa e Juliana Ischiara


Manoel Severo e Alcindo Alves

 

Alcino Costa, Pedro Luiz e Dra. Francisquinha


Chagas Nascimento, Alcino Costa, Manoel Severo e 
João de Sousa Lima


Família de Alcindo Costa e ao lado Manoel Severo


Amaury, Lívio, Manoel Severo, Sousa Neto e Alcino Costa


Professor Pereira, Manoel Severo, e Alcindo Alves Costa


Antonio Vilela, Alcindo Alves Costa e Rubinho Lima


José Cícero, Alcindo e Bosco André


Jack,...Alcindo...

Esclarecimento:

Os demais cangaceirólogos não foram inseridos nesta página, por eu não ter encontrado suas fotos com Alcindo Alves da Costa, e alguns foram repetidos, devido ter que colocar outros que ainda não haviam sido inseridos. Muitos que não participaram desta página, não foi por omissão, pois eu muito gostaria de ter colocado todos que participam do “Tema Cangaço”.

Uma corrente de oração em prol da saúde do escritor
Alcindo Alves da Costa

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Alcino em noite de autógrafos


Lampião em Sergipe' será lançado
próximo dia 19!

O livro ‘Lampião em Sergipe’, do historiador Alcino Alves da Costa, será lançado nesta Quarta-feira dia 19, às 18h, pela Editora Diário Oficial, da Empresa de Serviços Gráficos de Sergipe – Segras.


É a oitava obra a receber o selo da entidade. A solenidade ocorre na Sociedade Semear, bairro São José na capital sergipana.

O lançamento promete reunir intelectuais, imprensa, autoridades e convidados que terão a oportunidade de prestigiar a obra.

O livro que ficou um primor tanto em conteúdo quanto esteticamente. A capa foi impressa em cartão supremo de 300g com aplicação de textura localizada em verniz, e o miolo em papel pólen soft de 80g..
‘Lampião em Sergipe’ proporciona ao leitor em suas 292 páginas uma imersão nos fatos ocorridos na época do Cangaço, além da forte influência do Coronelismo e o Misticismo no sertão nordestino.

Pescado no:
Cinformonline e ClickSergipe

Para cangaceirólogos do restante do país, eis os valores e contatos para aquisição!

R$ 45,00 +  frete a consultar.

alcino.alvess@gmail.com / (79) 8852 - 7661
julianaischiara@hotmail.com / (88) 9927 - 3499

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Homenagens a personalidades durante Cariri Cangaço

A comunidade Lampião, Grande Rei do Cangaço e este blog prestaram homenagem a quatro vaqueiros da história. 

Por: Heldemar GARCIA

Na noite da Quinta-Feira, 22 de setembro durante a solenidade do Cariri Cangaço em Barbalha, CE. a Comunidade do Orkut, Lampião Grande Rei do Cangaço,
(Clique aqui e participe ) administrada pelo pesquisador Ivanildo Silveira e o Blog Lampião Aceso, administrado por Kiko Monteiro, prestaram homenagens a personalidades da família Cariri Cangaço, com a entrega de Placas personalizadas alusivas ao trabalho em prol do engrandecimento da cultura e memória das coisas do nordeste.


Manoel Severo e Danielle Esmeraldo
  

João de Sousa Lima


Alcino Alves Costa
 

Aderbal Nogueira


Detalhe 


Heldemar Garcia  
Assessoria de Imprensa e Marketing.