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sábado, 10 de outubro de 2026

APÓS A CHACINA DE BREJÃO...

Texto Helton Araújo

Cangaceiro Arvoredo.

A volante executa os irmãos de "Arvoredo"

Em 1929, a trupe cangaceira, tendo entre seus nomes Lampião e Corisco, seguia com suas ações criminosas. Entre os acontecimentos de maior repercussão estavam o incêndio da estação de Itumirim e a execução de cinco militares em Brejão da Caatinga, entre eles o bravo cabo Antônio Militão da Silva.

Pois bem, nesse contexto e sob grande pressão pública, a polícia precisava dar uma resposta. E o destino lhes deu os “cordeiros” que precisavam para o sacrifício.

Em 10 de julho de 1929, chegaram à região dois parentes do cangaceiro Arvoredo. Um, tido como irmão, era José Gomes de Lima (ou da Costa); o outro, que se dizia primo, era Raphael Gomes Lima. Eles haviam vindo a Jaguarari-BA para cobrar uma dívida de mais de 400 mil-réis que lhes era devida por pessoas da localidade.

Acabaram detidos sob o pretexto de serem parentes e possíveis integrantes do bando de cangaceiros. Isso apesar de as autoridades saberem que possuíam família e negócios dignos em Santo Antônio da Glória e que não tinham qualquer pendência legal.

Permaneceram detidos por vários dias, sendo interrogados por alguns oficiais, até caírem nas mãos do capitão José Galdino de Souza. Esse seria o grande azar deles.

Os dois foram conduzidos para Bonfim, atual Senhor do Bonfim, onde ficaram presos juntamente com outros dois detentos: Alyrio Francisco dos Santos, conhecido como Pará, e João Alves de Lima, ex-soldado da polícia mineira.

A notícia da chacina dos soldados de Brejão da Caatinga se espalhava cada vez mais, e a pressão aumentava à medida que novos detalhes do ocorrido vinham à tona.

Então, eis chegado o dia da vingança.

Usando um pretexto aparentemente absurdo, o capitão Galdino, acompanhado de um grupo de aproximadamente 20 militares, colocou os prisioneiros em um trem e seguiu viagem. Durante a noite, a locomotiva foi parada na altura do km 374, a cerca de 16 quilômetros do arraial de Itumirim.

Alguns soldados receberam a ordem de descer. Segundo o pretexto apresentado, eles deveriam abrir trincheiras para combater Lampião, caso o bando retornasse pelo local que havia atacado pouco antes.

O que os homens não sabiam é que estavam, na verdade, cavando suas próprias covas.

João Alves, por possuir experiência militar, percebeu o que estava acontecendo. Em um momento de descuido, abandonou tudo e saiu em disparada. Alyrio, o Pará, também compreendeu a situação e conseguiu fugir.

Os primos — ou irmãos, conforme as diferentes versões — não tiveram a mesma sorte. Foram alvejados. Ali teria acontecido todo tipo de atrocidade e, por fim, o chamado “sangramento”.

Os militares ainda tentaram capturar os fugitivos, mas sem sucesso. E essa fuga acabaria trazendo grandes problemas para a polícia no futuro.

Quanto aos corpos, um deles foi colocado dentro de uma das covas e coberto. O outro ficou mais exposto, recebendo apenas uma cobertura superficial de vegetação. Os urubus fizeram o restante do trabalho.

O problema para a polícia é que João Alves passou a ser perseguido e, entre tantas situações que não caberiam neste pequeno post, a verdade sobre o ocorrido acabou chegando ao conhecimento do coronel Alfredo Barbosa, que, segundo os relatos, era simpatizante de alguns cangaceiros e possuía inimigos políticos que poderiam ser prejudicados com a revelação do caso.

Como o Brasil é Brasil desde sempre, o episódio teve suas voltas e reviravoltas. O caso chegou aos tribunais, mas terminou com os oficiais de patente mais elevada sendo absolvidos. A responsabilidade pelas mortes e ocultação dos cadáveres acabou recaindo sobre simples soldados contratados.

O caso do km 374 foi uma execução bárbara cometida pela polícia contra homens que, segundo os relatos e as fontes sobre o episódio, eram inocentes. E, por meio de um verdadeiro “jeitinho político”, aqueles que ocupavam as posições mais altas acabaram escapando da responsabilização pela morte dos prisioneiros. 

Foto: Jornal A Tarde, de 01/08/1929

Na imagem acima, vemos o delegado Chagas Filho, à esquerda; o médico Egas Moniz Júnior, ao centro; e auxiliares junto a uma das covas, no km 374. A distância em relação à linha férrea pode ser percebida pela composição que aparece ao fundo. 

Créditos para pesquisa: livro Cangaço na Bahia, de Rubens Antônio (in memoriam); Canção Agalopada.

https://lampiaoaceso.blogspot.com/2026/10/apos-chacina-de-brejao.html

 ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

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OS VOLANTES DE CANGALEIXO.

 Por: João Lucas "Jaozin" 

Identificando os homens por trás da fotografia de 1936

Baseado em comparações de fotografias e informações dispostas em livros como, por exemplo, o de Alcino Alves Costa — Lampião, Além da Versão —, e na reportagem da revista Noite Illustrada/RJ, de dezembro de 1936, bem como o depoimento do volante Elizeu Lobato disponível no canal do grande Aderbal Nogueira, pude apontar alguns dos volantes que fizeram presença nos episódios do combate da fazenda Cangaleixo, e das fotografias feitas em Porto da Folha/SE, no dia 29 de outubro de 1936, ocasião do fim do subgrupo do cangaceiro Mariano.

Portanto, seguindo a numeração, são eles:

1- Tenente José Rufino;

2- Rastejador Elizeu Lobato;

3- Rastejador Gervásio;

4- Liberino Vicente;

5- Rastejador Severiano Ramos, o Bem-te-vi;

6- Waldemar Ramos, irmão de Bem-te-vi;

7- Cabo Miguel;

8- Rastejador João Doutor;

9- Rufino Pereira, ou João Pereira.

As fontes apontam que o volante José Martins de Souza, filho de Martinho de Souza Freire (vítima do infame cangaceiro Zé Baiano), também esteja na iconografia. Porém, não consegui identificá-lo. Talvez, supondo, é claro, o militar carirense seja o segundo agachado, da esquerda para a direita, ao lado de Elizeu.

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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

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LAMPIÃO E A BARONESA DE ÁGUA BRANCA NA IMPRENSA | CNL | 2034

 Por Robério Santos

https://www.youtube.com/watch?v=4-LUBN0ah74

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Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

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- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

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CANGAÇO - ALIMENTAÇÃO

Por Abdias Filho

Em meio às longas jornadas pela caatinga os cangaçeiros se valiam de frutos silvestres para amenizar a fome e repor as energias. Entre os frutos consumidos está o grão-de-galo.


Cordia superba é uma árvore nativa do Brasil. Também é conhecida vulgarmente como babosa-branca, entre outros nomes. Ela produz flores brancas grandes em forma de cálice e pequenos frutos esbranquiçados, chamados pelos pesquisadores de "bomba nutricional", por ser rica em Vitaminas A, VItamina C e Complexo B (B1, B2 e B5). É rica em antioxidantes além de Cálcio, Ferro, Magnésio, Fósforo e Potássio.

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Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre Confúcio lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

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QUE ANIMAL O CANGACEIRO VAI LEVANDO EM SUA MÃO?

Por Robério Santos

Vamos a um debate? Que animal seria este que o cangaceiro atrás de Juriti está carregando? Mocó? Preá? Coelho? E como se chama ele? Fotograma cedido pelo amigo 𝐂𝐀𝐍𝐆𝐀𝐂̧𝐎 𝐁𝐑𝐀𝐒𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐎 segue aí.


https://www.facebook.com/roberio.santos

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Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

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