Por Abdias Filho
Seu nome era Manoel Dantas Loiola, mas no sertão nordestino ficou conhecido como Candeeiro.
Nascido em Buíque, Pernambuco, ele entrou para o bando de Lampião na década de 1930 e se tornou um dos homens que testemunharam o fim do chamado Rei do Cangaço.
Segundo seu próprio relato, a entrada no grupo aconteceu quando trabalhava numa fazenda em Alagoas. Após a chegada dos cangaceiros e o cerco de uma força policial, temeu ser morto e decidiu acompanhá-los.
Dentro do bando, Candeeiro recebeu uma função importante: transportar cartas escritas por Lampião para fazendeiros e comerciantes. As mensagens exigiam dinheiro, frequentemente sob ameaça de ataques e represálias.
Mas o acontecimento que marcaria sua vida aconteceu na madrugada de 28 de julho de 1938.
Na Grota do Angico, em Sergipe, policiais alagoanos cercaram o acampamento onde Lampião descansava com seus companheiros. O tiroteio terminou com a morte do líder, de Maria Bonita e de outros nove cangaceiros.
Durante o ataque, foi atingido por um tiro no braço, mas conseguiu escapar pela caatinga enquanto outros integrantes eram mortos. Aquele ferimento deixaria uma marca que carregaria pelo resto da vida.
Meses depois, em outubro de 1938, entregou-se às autoridades em Jeremoabo, na Bahia, ao lado de outros cangaceiros.
Passou um período preso e, posteriormente, abandonou o cangaço.
Com o tempo, voltou a levar uma vida comum em Pernambuco. Casou-se, teve filhos e trabalhou no comércio. Seus vizinhos passaram a conhecê-lo simplesmente como Seu Né.
Décadas depois, historiadores e pesquisadores começaram a procurá-lo para ouvir suas lembranças sobre Lampião, os acampamentos, as fugas e o confronto que mudou a história do cangaço.
O homem que havia vivido ao lado de um dos personagens mais temidos do sertão chegou ao século XXI.
Candeeiro morreu em 24 de julho de 2013, em Arcoverde, Pernambuco, após sofrer um acidente vascular cerebral.
Haviam se passado quase 75 anos desde a manhã em que Lampião foi morto.
Enquanto muitos dos acontecimentos daquele período sobreviveram apenas em fotografias, jornais e documentos, Candeeiro ainda estava vivo para contar o que havia presenciado.
Toda curiosidade histórica, por mais simples ou estranha que pareça, tem algo a ensinar.
Obrigado pela sua preciosa atenção, querido leitor.
FONTES:
Diário de Pernambuco (24/07/2013); Correio 24 Horas (24/07/2013); Cariri Cangaço, depoimentos e registros de Manoel Dantas Loiola; Rostand Medeiros, Tok de História; Frederico Pernambucano de Mello, Estrelas de Couro.
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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo.
É melhor vivo medroso do que morto valente.
https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video "O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".
Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem.
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