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terça-feira, 15 de setembro de 2026

UM PADRE FORA DOS PADRÕES RELIGIOSOS.

 Por José Mendes Pereira

Antiga Capela de Santa Luzia em Mossoró - http://www.blogdogemaia.com/geral.php?id=167

O historiador Geraldo Maia do Nascimento fala em um dos seus artigos sobre o Padre Francisco Longino Guilherme de Melo, tendo sido este  o primeiro sacerdote mossoroense que celebrou missa na Capela de Santa Luzia de Mossoró. E diz ainda que o padre não se tornara famoso pela maneira de celebrar uma missa,  mas pelo seu jeito diferente de ser. 
               
Era mossoroense de corpo e alma, tendo nascido na Fazenda Cumurupim, no Arraial de Santa Luzia do Mossoró, sendo filho de um rico fazendeiro da Ribeira, o capitão Simão Balbino Guilherme de Melo.
               
Assim que se ordenara e foi o primeiro mossoroense a ser ordenado, retorna para sua terra natal Mossoró, chegando no dia 2 de fevereiro de 1827, vindo da cidade de Olinda, no Estado de Pernambuco. Nesse dia, a população da Ribeira assistiu a primeira missa cantada pelo novo pároco. 

Os habitantes da Ribeira estavam felizes e viam no novo sacerdote, um fio de esperança, luz e prosperidade para Mossoró. Mas os mossoroenses não tinham a mínima ideia como iria aquele padre dirigir os destinos religiosos da Ribeira. 
               
Logo de início,o padre Longino mostrou que não narcera para vestir batina, e sim uma farda militar, obedecendo ou ordenando regimes cruéis nos quartéis. De início, por causa de desentendimentos, logo colecionou um grupo de inimigos, principalmente um senhor de nome João Ferreira Butrago, homem de má índole e assassino. Não querendo obedecê-lo, para se vingar do padre, criou um bando de marginais. 

Mas o Padre Longino não se intimidou e de imediato, adquiriu capangas do sertão, alguns de seus parentes, mais um grupo armado, que não deixaram o Padre sozinho. De olhos arregalados, Mossoró presenciou uma série de batalhas, uma  guerra de gigantes que acumulavam ódios. Várias emboscadas foram feitas, causando a morte de alguns capangas. O Padre era guerreiro mesmo e com isso, fez com que a população de Mossoró o abandonasse logo, e não quis mais assistir seus atos religiosos.

Historiador Geraldo Maia do Nascimento

Palavras do pesquisador  Geraldo Maia:
               
"No ano de  1842 foi criada a Freguesia de Santa Luzia; em 1844 foi nomeado Vigário Colado desta Freguesia o Padre Antônio Joaquim Rodrigues.
               
Em 1845 o Padre Francisco Longino retira-se de Mossoró, indo morar por algum tempo pelo interior da Província do Ceará, internando-se mais tarde pelas Províncias do Piauí e Maranhão.
               
Com a saída do Padre Longino, os Butragos, que já não moravam mais no povoado, acalmaram-se também e a paz volta a reinar em Mossoró. E por muito tempo não se ouviu falar do padre bandoleiro. Até que em 1872, depois de vinte e sete anos de ausência, volta a Mossoró o Padre Longino, velho, cansado e quase cego. E pra sua surpresa, encontra uma grande quantidade de cavaleiros, que tomando conhecimento de sua vinda, vão esperá-lo na entrada da cidade, curiosos para conhecer o Padre Longino, personagem viva de tantas histórias de bravura. A curiosidade ambiente era tão grande que uma multidão se acotovelava para vê-lo. O Padre Antônio Joaquim o acolheu fraternalmente, com a piedade unânime da população. Embora muito mudado pelo tempo, o gênio era o mesmo. Quando lhe perguntaram: - Então o senhor cegou?... Longino respondeu, feroz: - É verdade. Ceguei. Ceguei de ver gente ruim...
               
Desde que deixara Mossoró, o Padre Longino tornara-se vigário de várias freguesias do Piauí, indo algumas vezes à cidade de São Luís do Maranhão, onde encontra-se com o Bispo da Diocese. E foi num desses lugares, no centro do Piauí, que travou conhecimento com uma tribo de índios e dedicou-se a catequiza-los. Conseguiu batizar toda a tribo, educando-os no trabalho agrícola.
               
Chegando em Mossoró, Padre Longino ainda encontra alguns dos seus inimigos vivos, entre os quais João Ferreira Butrago, que já contava com mais de noventa anos. Este, em conversa com o Padre Antônio Joaquim, teria dito que não procuraria ofender ao Padre Longino, porém, se tivesse oportunidade de o encontrar, levando uma arma de fogo, daria um tiro no mesmo. Quanto ao Padre Longino, morou por algum tempo em Mossoró, residindo na Rua da Palha, onde serviu como capelão e mais tarde, em Areia Branca. Adoecendo, volta a Mossoró em 1876, morrendo nesse mesmo ano já em idade muito avançada. Foi sepultado na capela do cemitério público.
        
\"Aos trinta de março de mil oitocentos e setenta e seis, sepultou-se na Capela do Cemitério de São Sebastião, filial a esta Matriz de Mossoró, o Reverendo Francisco Longino Guilherme de Melo, idade setenta e quatro anos, envolto em hábito preto e pelo Reverendo João Urbano de Oliveira encomendado. Do que mandei fazer este assento a assino. (a) Vigário Antônio Joaquim Rodrigues".
        
Publicado no jornal \"O Mossoroense\" de 03/02/2013

(Eu tenho a foto do padre neste blog, mas infelizmente não a encontrei, porque não sei o nome do artigo que ela se encontra. - José Mendes Pereira).

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser bem feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! 

Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. 

Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

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QUEM FOI O CANGACEIRO VOLTA SECA? | CNL | 2022

 Por O Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=xiQOOzwqowA

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CARTUCHEIRA DE LAMPIÃO EM 1938.

Por Robério Santos

https://www.facebook.com/roberio.santos

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CENTENÁRIO DA RESISTÊNCIA: Biografia de Rodolfo Fernandes é lançada em Mossoró

 Por Thiago BragaFoto: Júnior Alves (Secom/PMM)Foto: Júnior Alves (Secom/PMM)

A biografia do ex-prefeito de Mossoró, Rodolfo Fernandes, foi lançada no fim da tarde desta sexta-feira (10), no Memorial da Resistência. O evento integra as comemorações do Centenário da Resistência mossoroense ao bando de Lampião. 

A obra "Rodolpho Fernandes - O Comandante da Resistência - Biografia do Herói de Mossoró-RN é de autoria de Alano Jaciguara Dantas de Alencar Martins, sobrinho-bisneto do homenageado. O livro é fruto de cinco anos de pesquisas do historiador.

Alano Jaciguara, autor do livro.

"A motivação para este livro surgiu da necessidade de sistematizar o vasto acervo de conhecimentos preservados pelo nosso núcleo familiar. Tínhamos em mãos diversas informações dispersas em cartas, relatos orais e fotografias antigas, e decidimos reunir todo esse material em uma pesquisa estruturada, como forma de prestar uma homenagem ao grande herói de Mossoró, Rodolfo Fernandes", destacou Alano Jaciguara, geógrafo, historiador e arqueólogo.

Além da atuação política, a obra aborda diversos outros aspectos da vida de um dos heróis da resistência de 1927.

"Quanto ao conteúdo da obra, embora exista um capítulo dedicado à resistência, buscamos apresentar aspectos pouco conhecidos da trajetória de Rodolfo. Destacamos sua faceta como pai e educador, sempre zeloso em transmitir aos filhos o valor do respeito familiar. Além disso, o livro aborda a atuação de Rodolfo Fernandes como administrador público", declarou o autor da obra.

Etevaldo Almeida, secretário adjunto de Governo. 

As celebrações do Centenário da Resistência de Mossoró ao bando de Lampião começaram já neste ano. 

"Este evento marca uma etapa de extrema importância para a composição da programação oficial do Centenário da Resistência de Mossoró ao Bando de Lampião. O lançamento deste livro é uma ação que sensibiliza a população mossoroense e do Rio Grande do Norte, convidando a um pensamento coletivo acerca das celebrações previstas para 2027. A obra, escrita por Alano — bisneto de Rodolfo Fernandes —, materializa o legado de seu ancestral ao resgatar a figura de Rodolfo enquanto gestor público e presidente da Intendência de Mossoró. Sua atuação foi determinante para projetar a cidade em todo o estado, consolidando-a como referência histórica pelo episódio da resistência ao bando de Lampião. Este momento fortalece as diretrizes que nortearão a programação do centenário, a ser executada pelo município em 2027", pontuou Etevaldo Almeida, secretário adjunto de Governo.

Cícero França, secretário municipal de Cultura 

O Centenário da Resistência é um marco histórico de grande relevância para a identidade, a memória e o patrimônio cultural do município de Mossoró.

"Este evento é um marco cultural de extrema relevância para a história de Mossoró. Ele representa não apenas um crescimento, mas, sobretudo, uma mudança significativa na narrativa histórica que tradicionalmente estabelecemos. Estamos nos distanciando da perspectiva centrada exclusivamente no bando de Lampião para, finalmente, adotar a ótica de Rodolfo Fernandes. É fundamental reconhecer o papel de Rodolfo, que impediu que nossa cidade fosse saqueada e devastada, um protagonismo que, por vezes, foi negligenciado e que agora recebe a devida valorização no Memorial da Resistência. Este momento é um passo essencial e preparatório para as celebrações do centenário, em 2027. Encaro esta iniciativa como um ponto de partida indispensável para ressignificarmos o nosso olhar sobre os acontecimentos de 13 de junho de 1927", elencou Cícero França, secretário municipal de Cultura.

https://prefeiturademossoro.com.br/index.php/noticias/centenario-da-resistencia-biografia-de-rodolfo-fernandes-e-lancada-em-mossoro/17159

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As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. 

Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

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"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

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