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sábado, 5 de setembro de 2026

UMA TENTATIVA DE SUICÍDIO ENGRAÇADA.

  Por José Mendes Pereira

A história que segue é uma das muitas que aconteceram em Mossoró, e que esta, jamais foi escrita. Os personagens da história eu não usarei os seus verdadeiros nomes, dando-lhes nomes criados.

Cristino Souto era um homem ainda novo, e residiu por muitos anos em frente à linha de trem, no Alto da Conceição. Possuía um barracão, como era chamado nos velhos tempos, sendo este, localizado entre a casa de uma irmã, a Cacilda, e do outro lado, morava o viúvo Fragoso, o seu honrado pai.

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Cristino só comprava mercadorias com datas marcadas para pagar, mas não vendia fiado nem ao seu próprio pai. Quem compra fiado e vende a dinheiro, com certeza, acumulará riquezas. E assim o Cristino tornou-se um dos maiores comerciantes de cereais do bairro.

Mas o Cristino a tempo que vinha notando que alguém estava lhe roubado. A única pessoa que lhe dava uma mãozinha era o Geraldo, filho da irmã, a Cacilda, um jovem de vinte e poucos anos. Desconfiado, resolveu acusá-lo pelos desaparecimentos de algumas mercadorias, inclusive maços de cigarros: “Eldorado”, “Continental”, etc.

https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=526726

Antes, já havia participado ao pai, que o Geraldo estava carregando algumas de suas mercadorias. O pai que toda a vizinhança o tinha como honestíssimo, achava que o Cristino não deveria acusar o seu neto, para não enodoar a sua generosa família, aconselhando-o que o deixasse lá, e não participasse a ninguém que isto estava se passando em seu barracão, principalmente, tendo como acusado, o seu próprio sobrinho. Mas o Cristino não obedeceu ao pai, e dias depois, levou o assunto aos fofoqueiros e ao próprio Geraldo sobre a sua desonestidade.

Assim que falou sobre a sua desonestidade o Geraldo caiu em pranto, dizendo-lhe que jamais havia tirado algo do seu comércio. Mas Cristino manteve firme a acusação. Se não entrava outra pessoa em seu barracão, a não serem eles dois, e ele como dono, não iria roubar a si mesmo, então o Geraldo andava furtando as suas mercadorias.

Sabendo que toda vizinhança já era conhecedora desta acusação, Geraldo resolveu arquitetar um suicídio, na tentativa de pressionar o seu tio a voltar atrás, e com isso, ele, talvez, iria informar aos seus vizinhos e fregueses que, o que dissera contra ele, tinha sido uma simples brincadeira.

Em sua casa, Geraldo guardava uma porção de pesos, que antes era usada em uma balança "romana" pelo tio. Mas com o lançamento de balanças modernas, Cristino adquiriu uma Filizola, e resolveu aposentar a "romana", guardando-a juntamente com os pesos na casa do Geraldo.

Nesse dia, Geraldo esperou que a mãe saísse para o trabalho, e assim que ela se dirigiu à Fitema (fábrica de tecelagem onde a Cacilda trabalhava em Mossoró), ele deu início ao seu plano. Juntou de dez a doze pesos de cinco quilos, inquiriu uns aos outros com arame, formando um total de cinquenta ou sessenta quilos.

https://www.magarte.com.br/peca.asp?ID=6809891

Em sua casa, um brabo, ou um gato, como é conhecido pelos construtores (linha que sustenta a mão, a qual recebe a terça de uma casa), Geraldo, com todo esforço, através de um carretel, suspendeu o grupo de pesos, agasalhando-o sobre o gato, sendo que este estava amarrado por uma corda, e a outra ponta seria a que iria laçar o seu pescoço. Empurrado os pesos, claro que eles desceriam, e era nesse momento que Geraldo subiria com a corda laçada ao pescoço, e com cuidado, assim que o grupo de pesos descesse, ele seguraria no brabo, evitando um suicídio de verdade.

E pôs-se a organizar o suicídio. Mas no momento em que o suicida arrumava a corda, ele bateu no grupo de pesos, despencando de uma só vez. O pior, foi que o Geraldo estava sobre uma cadeira, sustentando com um dos pés o laço que seria colocado ao pescoço, e no momento da inesperada descida dos pesos, a corda laçou um dos pés, arremessando-o para cima, deixando-o de cabeça para baixo.

Como ele não havia calculado o tamanho da corda que seria necessário para a armadilha, com o impulso dos pesos, levou a sua perna de vez, montando-a sobre o gato, partindo o osso ao meio, deixando-a em forma de cabo de estilingue, repuxada pelo seu próprio peso, e do outro lado do gato, os pesos da balança. Sentindo terríveis dores, o suicida iniciou desesperados gritos, para que a turma dos piedosos fossem salvá-lo. Mas no momento, o único que se encontrava no barracão, era o difamador, e ouvindo a gritaria de alguém, que ele não sabia quem lá estava, com muito esforço, quebrou a porta da frente para socorrer o homem que gritava.

Assim que ele entrou e viu o Geraldo dependurado por uma das pernas, em vez de tentar logo resolver aquele problema, ficou zombando do miserável, dizendo-lhe que nunca tinha visto um sujeito que queria se suicidar, amarrando a corda na perna, em vez de colocá-la no pescoço. Geraldo gritava, pedindo-lhe que cortasse logo a corda, pois havia quebrado a sua perna.

Depois de tanto zombar do sobrinho, Cristino olhou para cima e viu as pontas de ossos da perna do Geraldo, e o sangue banhando todo o seu corpo. Vendo-os, aperreou-se, e arrastou pela faca que estava na cintura, e com uma mão, segurava a corda do lado do acidentado, e com a outra, cortava a corda. Mas como ele não teve força para segurar o peso do miserável, assim que a corda se rompeu, Geraldo desceu, batendo a cabeça ao chão, e o corpo despencou sobre a cabeça, deixando-o desacordado.

https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=444499 - Este hospital pertencia ao Dr. Duarte Filho.

Foi Geraldo conduzido ao Hospital de Caridade. Dias depois, Geraldo chegou em casa, faltando lhe uma das penas. O médico que o assistiu, foi o Dr. Duarte Filho, não teve como preservá-la, pois os nervos, carnes e veias ficaram expostas e irreparáveis.

Médico mossoroense e senador da República brasileira.

O mais interessante! Para reforçar a suspeita do Cristino, assim que o Geraldo foi demitido, os roubos no seu barracão deixaram de acontecer.

Mas meses depois, sem a presença de Geraldo no barracão, Cristino sentiu que continuava sendo roubado. Sem comentar a ninguém, procurou dois policiais, e os levou para permanecerem algumas noites no barracão, até que prendessem o larápio. Já faziam cinco dias que os policiais dormiam dentro do barracão, mas ninguém sabia que lá dentro dois policiais se escondiam.

Nessa noite, lá pela madrugada, sentiram que alguém estava destelhando a casa. Silenciosamente, os policiais esperaram pelo suposto larápio. E lentamente, o ladrão foi retirando as telhas, e em seguida veio descendo, começando pelas pernas, depois o corpo, e logo desceu, caindo cuidadosamente. Encheu um saco de mercadorias, amarrou a corda que já estava prontinha no caibro para este fim, pôs-se a subi-lo. Impaciente, os soldados partiram para cima, e logo o algemaram com as mãos para trás, deitando-o ao chão com as costas para cima. Confiante que haviam pegado o ladrão, um foi até a casa do Cristino e comunicou-lhe que o esperto já estava algemado.

Cristino, ansioso para ver a cara do esperto, foi às presas para conduzi-lo até a Delegacia de Furtos e Roubos. Quando o levaram para fora do barracão, diante das luzes das ruas, Cristino ficou passado de vergonha. O ladrão era o seu próprio pai, que morando parede com parede, vez por outra, roubava o filho entrando por cima do teto.

O filho ao ver o pai naquele erro familiar, exclamou:

- Que vergonha, papai! Que vergonha! Tenho ouvido falar que geralmente filho rouba pai, chegando até quebrá-lo, mas pai roubar filho, eu nunca ouvi falar.

Com o passar dos tempos, Geraldo inconformado com a injusta acusação do tio, responsabilizando-o pelos furtos que aconteceram no seu barracão, e também arrependido pelo que havia arquitetado, a tentativa de suicídio, perdendo uma das pernas, pouco se alimentava, e lentamente foi atrofiando, atrofiando, chegando a falecer em sua própria residência.

O Fragoso, pai do Cristino e avô do Geraldo, desconfiado no meio da vizinhança, resolveu desaparecer do bairro, e não levou muitos meses para ser encontrado morto, já nas terras da cidade de Areia Branca. Segundo autópsia, a causa da morte, fora suicídio.

O Cristino Souto ficou todo desnorteado com a decepção que passara pelo pai. Envergonhado, dedicou-se ao álcool. Vivia bêbado dentro do seu barracão. Não cumpria mais com os seus compromissos, e o barracão foi fracassando, fracassando, chegando fechar as suas portas.

Cristino Souto morreu de cirrose hepática, de tanto beber, causada pelo desgosto.

Minha Fantásticas Histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixa-me pegar outro.

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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

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RENATO DE ARAÚJO COSTA E MARIA AURINEIDE DE O. COSTA

Por Neila Costa

 Em memória dos meus pais,

Renato de Araújo Costa
e Maria Aurineide de O. Costa.
Porque há amores que a morte não leva,só transforma em saudade.
#####
Parto da Saudade
Saudade vem e volta
como contrações:
afasta-se por um instante,
para depois rasgar
novamente em mim.
Às vezes demora.
Fica distante, quase esquecida,
como se tivesse se cansado de mim.
Outras vezes, parte depressa,
e eu penso que aprendi
a viver sem ela.
Mas não.
Ela volta numa música,
num cheiro,
no silêncio da noite,
trazendo de volta
alguém que o tempo levou.
E eu sinto.
Sinto falta do que vivi,
do que perdi,
do que não disse,
do que poderia ter sido.
Às vezes, nem sei
de quem sinto saudade.
Talvez de mim...
daquela que fui
antes que a vida, aos poucos,
levasse tanto de mim.
Se a saudade tivesse braços,
eu a abraçaria
como agradecimento.
Porque, por mais que doa,
é ela quem ainda me traz os meus.
Talvez por isso
sentir saudade de quem se foi
seja um parto ao contrário:
em vez de dar à luz,
dou à luz a ausência.
E, a cada contração,
ela nasce outra vez.
A dor aperta,
rasga,
tira o chão e o ar.
Por um instante,
meu coração acredita
que eles ainda estão aqui.
Depois, a realidade chega.
E dói.
Mas eu não quero
me livrar dessa dor.
Ela é o vestígio
de um amor que não morreu.
A saudade não vai embora.
Esconde-se.
Espera o coração se distrair
e volta para me lembrar:
há pessoas que partem,
mas nunca deixam
de morar em nós.
E, se pudesse escolher
entre não sentir essa dor
ou continuar sentindo saudade,
eu escolheria a saudade.
Porque existem dores
que não quero curar.
São as que me lembram
que tive o privilégio
de amar meus pais
até depois da morte.
Sua filha,
Neila Costa
Natal, 4 de setembro de 2026.

ADENDO:

Imagem do Cine Caiçara, Rádio Difusora e Editora Comercial S. A.

Fui funcionário da empresa deste casal durante 12 anos, na Editora Comercial S.A. Uma grande sociedade fundada e mantida com homens educados e unidos, sendo eles: Seu Renato de Araújo Costa, Dr. Paulo Gutemberg de Noronha Costa Milton Nogueira do Monte e José Genildo de Miranda.. Nós, funcionários, nunca presenciamos brigas destes sócios. Uma união total entre eles.

Tenho uma certa lembrança que a Neila Costa é casada com Afonso, que trabalhava no jornal A República. Se Neila Costa quiser me respnder, basta enviar através do meu g-mail: josemendesp58@gmail.com

https://www.facebook.com/photo?fbid=10242408573887234&set=a.4897734397763

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 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

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Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

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"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

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ENCONTRADO MORTO DANIEL CORRÊA.

Por Arquivo Mistério

Daniel Corrêa tinha apenas 24 anos quando uma noite de festa terminou em uma das mortes mais brutais do Brasil.

Na madrugada de 27 de outubro de 2018, o jogador foi encontrado morto em uma área de mata, em São José dos Pinhais, no Paraná.
Horas antes, Daniel havia entrado no quarto de Cristiana Brittes, esposa de Edison, enquanto ela dormia. Ele tirou fotos ao lado dela e enviou as imagens aos amigos.
Depois, foi descoberto dentro da casa e violentamente agredido. Ainda vivo, Daniel foi colocado no porta-malas de um carro e levado para uma região afastada.
Ali, sofreu novas agressões e acabou morto com uma facada no pescoço. O corpo apresentava sinais de extrema violência: estava parcialmente degolado e teve os órgãos genitais brutalmente mutilados.
Edison Brittes confessou o assassinato e recebeu, em 2024, uma pena de 42 anos, 5 meses e 25 dias de prisão. A condenação foi mantida pela Justiça e, até a atualização mais recente, Edison é quem ainda permanece preso pelo assassinato de Daniel.
Allana Brittes, filha de Edison, havia sido condenada, mas em 2026 a Justiça reconheceu a prescrição e extinguiu sua punição. Ela está em liberdade. Cristiana também foi absolvida das acusações de homicídio, e outros três réus tiveram as absolvições confirmadas.
Daniel morreu naquela madrugada. Mas a brutalidade daquele crime continua marcada na memória de quem acompanhou o caso.

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