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terça-feira, 24 de abril de 2012

Revendo - Maranduba

Por: Ângelo Roque
Ex-cangaceiro Ângelo Roque, o Labareda, presente em Maranduba no fogo de 1932

“... Nóis cheguêmo na caatinga de MARANDUBA, pru vorta di meio dia, i tratemo di discansá i fazê fogo prôs dicumê, i nóis armoçá. Mas a gente num si descôidava um tico, i nóis sabia qui as volante andava pirigosa. Inquanto nóis discansava, botemo imboscada forte, di déiz cabra pra atacá us macaco qui si proximasse. Nóis cunhicia us terreno daqueles mundão, parmo a parmo. Us macaco num sabia tanto cuma nóis. Todos buraco, pedreguio, levação, pé di pau, pru perto, nóis sabia di ôio-fechado, i pudia tirá di pontaria sem sê vistado...
Nisso, vem cheganou’a das maió macacada qui tivemos di infrentá. I us cumandante todo di dispusiçãoprá daná: MANUÉ NETO, qui us cangacêro tamém chamava MANÉ FUMAÇA, ODILON, EUCRIDE, ARCONSO I AFONSO FRÔ. Tamém um NOGUÊRA. Nesse bucadão di macaco tava u Capitão ou Tenente LIBERATO, du izérto. Dizia us povo qui ele era duro di ruê. I era mesmo. Brigava cuma gente grande, i marvado cumo minino. Mas porém, valente cumo u capêta.
Mandacaru "faceiro" sob o por do sol de Maranduba...

Di nada sirvia a gente gostá i tratá com côidado um mano qui êle tinha na Serra Nêga. Essa FORÇA toda dus macaco si pegô mais nóis na MARANDUBA. Nóis era trinta e dois cabra bom. U CapitãoVirgulino tinha di junto, nessa brigada, us principá cangacêro: VIRGINO, IZEQUIÉ, ZÉ BAIANO, LUIZ PÊDO i seu criado LABAREDA. Dus maiorá só fartava mesmo CURISCO sempre gostô di trabaiá sozinho, num grupo isculido dicangacêro, mais DADÁ.
Briguemo na MARANDUBA a tarde toda i nóis cum as vantage cumpreta das pusição, apôis us macaco num pudia vê nóis. A volante di NAZARÉ deve tê murrido quaji toda. Caiu, tamém, matado di ua vêis, um dus FRÔ, qui si bem mi alembro, foi u AFONSO. Cumpade Lampião chegô pra di junto do finado i abriu di faca a capanga dêle, i achô um papé qui tinha iscrito um decreto dizeno qu ele já tinha dado vinte i quatro combate cum u cumpade Lampião. Veio morrê nu vinte i cinco. A valia qui tivemo nessa brigada foi us iscundirijo. Morrero, aí, trêiz cangacêro i trêiz ficô baliado. Us istrago qui fizemo nessa brigada foi danado ! Matemo macaco di horrô !”
Depoimento de Ângelo Roque a Estácio de Lima

quarta-feira, 14 de março de 2012

O mais novo investigador do cangaço

Por: Luquinhas Calegari
De: Lucas Poton Calegari, idade : 8 anos
Oi Severo sou eu "Luquinha" o Novo Investigador do cangaço. Eu conheci este grupo que estuda o cangaço com o escritor João de Sousa Lima. Primeiro foi um jantar e depois comecei a conhecer vocês, viramos amigos e agora faço parte deste grupo. 
Dos lugares que visitamos os que mais gostei foi a Grota de Angico onde o Virgolino (Lampião) morreu e na fazenda em Serra Talhada onde ele nasceu. Gostei também de visitar a fazenda Touro (BA) local onde Ezequiel, o irmão de Lampião  morreu e a casa onde a Maria de Déia (Maria Bonita) morou em Malhada do Caiçara. Outro lugar que achei interessante foi a fazenda em Maranduba onde o tiroteio entre os cangaceiros e volantes deixou dezessete policiais mortos. De lá trouxe de lembrança um crânio de uma vaca.
Lucas, Matheus e a lembrança da Maranduba
Matheus e Aderbal na Lagoa do Mel
Lucas, Matheus e a Caravana em Nazaré
Lucas, Matheus e Caravana na Vila de dona Generosa
Gostamos muito do passeio, já estamos querendo voltar rsrs . Todos dias eu e meu irmão olhamos o blog Cariri Cangaço gostei muito das fotos no blog ,só faltou do meu irmão. Se vc tiver ai coloque também que ele vai ficar muito feliz. Depois você manda a minha carteirinha de investigador do cangaço  Mande um abraço para todos, fala pro Vovô Múcio que eu quero ver ele no próximo encontro de vcs. Obrigado Luquinha !tchau Severo.
Ah Severo ia logo me esquecendo, a próxima vez que vc for fazer uma viagem de estudo no cangaço me chame porque eu vou ficar muito agradecido. Atenciosamente.
É isso. Tchau Severo. 
Luquinhas e Matheus, novos Investigadores do Cangaço
Matheus e Luquinhas, na Casa de Maria Bonita

Estávamos em Serra Talhada, já no final de nossa jornada com a Caravana Cariri Cangaço-GECC, quando vieram me mostrar uma mensagem de celular enviada a uma tia pelo pequeno Luquinhas, que dizia assim: "Tia eu faço parte agora de um grupo de investigadores do cangaço, eles são muito famosos e vão me levar até para Portugal com tudo pago"! Bem, tirando o "famosos" e desejando que essa viagem a Portugal se confirme, rsrsrs, o resto foi a surpresa pela grande e prazerosa companhia durante boa parte de nossa caravana, com a família de Karlon, pai de Luquinhas e Matheus. Na verdade eles estavam em Paulo Afonso, sob a "tutela" do amigo João de Sousa Lima e dali se uniram a nosso grupo, para nossa satisfação.
Crianças sempre acabam fazendo a diferença, mas Luquinhas e Matheus possuíam um algo mais. Incrível como eles se identificaram com as coisas e as raizes nordestinas; são do estado do Espírito Santo; e a cada visita e a cada informação, mais e mais eles se encantavam, por muitas vezes percebíamos seus olhinhos brilhando, para isso não há preço. Logo cedo da manhã estavam os dois a postos para mais uma caminhada, percorriam todas as trilhas e só voltavam a noite, muitas vezes dormindo é claro... mas acabaram por nos dá uma grande lição: Temos aqui em nosso chão, na nossa terra, um tesouro precioso e que muitos de nós não consegue enxergar. Jamais vou esquecer a emoção do Luquinhas quando vestiu a camisa vermelha do Cariri Cangaço.

Queridos Luquinhas e Matheus, sejam bem vindo a esta família, a família dos Vaqueiros da História, a família Cariri Cangaço, e saibam que "famosos" são vocês, os mais novos Investigadores do Cangaço.
Muito obrigado.
Manoel Severo
Extraído do blog Cariri Cangaço

segunda-feira, 12 de março de 2012

Momentos eternos !

Por: Manoel Severo

Com a matéria sobre o Sítio Passagem das Pedras, há dias atras, concluímos as postagens sobre a Caravana Cariri Cangaço-GECC, que aconteceu durante todo o período de Carnaval deste ano de 2012. Desde os primeiros momentos, ainda em Fortaleza e depois passando pelo Cariri; Crato e Juazeiro do Norte; adentrando pelo estado de Pernambuco: São José de Belmonte, Serra Talhada, Triunfo, Flores, Custódia, Arco-Verde, Buique, Águas Belas e Floresta; depois Alagoas: Água Branca, Delmiro Gouveia, Olho d'Água do Casado e Piranhas; Sergipe: Canindé do São Francisco e Poço Redondo e por fim Bahia: Paulo Afonso, Santa Brígida e Jeremoabo, vivenciamos momentos realmente eternos.
Para todos nós que pesquisamos a história do cangaço, uma maratona como essa representa bem mais do que o simples fato da busca por fragmentos da verdade histórica. Quando falamos, e eu em particular, sobre a grande família de vaqueiros da história e aqui se insere a família Cariri Cangaço, não o faço por um orgulho menor; mas pela compreensão que tenho e sinto, de todo o sentimento que norteia a caminhada de todos nós ao longo dos anos, pelas trilhas desta maravilhosa caatinga.
Uma caravana como essa possui também seus próprios desafios: Os vaqueiros da história também têm suas próprias histórias, e precisamos com humildade e reverencia, nos dedicar a cada uma delas. Os relacionamentos humanos são construídos acima de qualquer coisa por, respeito, abnegação, humildade e  muitas vezes, renúncia; quando nos esforçamos para fazer assim, crescemos um pouco mais. Essa oportunidade que tivemos foi mais uma prova de toda a beleza que há no convívio harmônico pontuado por esses princípios; as diferenças quando são compreendidas nos fazem crescer e tornarmo-nos pessoas melhores .

Em nome de todos os amigos que estiveram conosco nessa maravilhosa Caravana, agradecemos aos queridos amigos e amigas que nos acolheram em seu chão, sob seu teto e diante de sol  e chuva fizeram desta Caravana Cariri Cangaço-GECC, inesquecível.
Não seria necessário dizer que já estamos nos preparando para próxima...
Manoel Severo
Extraído do blog: "Cariri Cangaço"

quarta-feira, 7 de março de 2012

O que as lentes registraram !

Por: Aderbal Nogueira
Aderbal Nogueira
Caros amigos, segue um resumo de nossa viagem de carnaval na Caravana Cariri Cangaço-GECC. Fica nosso agradecimento a Diana Rodrigues, Assis Timóteo, Selminha, André Vasconcelos, Jairo Luiz, João de Souza e Alcino Costa, pela acolhida sempre cordial aos amigos que em suas terras pousam em busca da história.
O piano que faz as vezes de trilha sonora é de nosso amigo Lívio Ferraz, que nos brindou com um concerto na casa de Dr. Assis na cidade de Triunfo. No mais, nosso muito obrigado a todas as pessoas que estiveram presentes nessa gravação nos dando valorosa contribuição no resgate da história.
Agora é só acompanhar um pouco da Caravana neste vídeo, ou  na página seguinte.

Vídeo produzido por Aderbal Nogueira
Laser Vídeo
Aderbal Nogueira - Laser Vídeo

Cariri Cangaço

Caravana Cariri Cangaço - GECC

Por: Laser Vídeo
 
 

Vídeo produzido por Aderbal Nogueira
 
Laser Vídeo
Diretor do GECC - Sócio da SBEC
Conselheiro ariri Cangaço

 Cariri Cangaço

terça-feira, 6 de março de 2012

Passagem das Pedras e a Caravana Cariri Cangaço

Por: Manoel Severo
Manoel Severo Gurgel Barbosa

Um personagem inusitado roubou toda a cena por ocasião da visita da Caravana Cariri Cangaço-GECC ao Sítio Passagem das Pedras, berço do maior de todos os cangaceiros, Virgulino Ferreira da Silva.
Esse personagem trata-se de uma pequena ovelha, linda; preta e branca; que por sua docilidade e domesticidade parece mais um animalzinho domestico; com um pequeno esforço, "passaria por um gato ou um pequeno cachorro..." A ovelhinha segue todos os passos da caseira do local, obedece a seu chamado e come arroz com leite, até parece personagem de Ariano Suassuna no Auto da Compadecida. Quando visitarem a Passagem das Pedras não esqueçam de cumprimentar esse pequeno personagem que é sem igual.
O personagem principal do último dia da Caravana Cariri Cangaço-GECC
Totalmente restaurada a fazenda Passagem das Pedras traz à memória a infância do menino Virgulino
Como comenta nosso confrade e proprietário do lugar, Carlos Eduardo "Ali é um lugar polêmico e importante. Uns dizem que o parto foi de um lado da cerca, outros dizem que foi do outro lado. Mas foi naquele chão que veio ao mundo o Capitão Virgulino......." , o fato é que de um lado ou do outro da cerca, nasceu Virgulino Lampião, bem vizinho as terras da família de Zé Saturnino e o resto todos já sabem...

Múcio Procópio e o registro da visita
Juliana Ischiara
Aderbal Nogueira e Afranio Gomes
A Casa de dona Jocosa se transforma em Museu sob a guarda da famosa Serra Vermelha...
Hoje a fazenda mantém a casa de dona Jocosa (avó de Virgulino) totalmente restaurada, o pequeno museu mantido em parceira com a Fundação Cabras de Lampião; de Anildomá Willians e Cleo, é ponto de visita obrigatório para todos os amantes do tema cangaço. Uma das visões mais impressionates da própria fazendo são as da Serra Vermelha, vislumbrada ao longe, mais ao sul da fazenda. Marcante como tudo o que relaciona com a vida de Lampião.
Manoel Severo
Cariri Cangaço

Fazenda São Miguel e a Caravana Cariri Cangaço

Por: Manoel Severo
Batentes da acolhedora fazenda São Miguel, do inesquecível Luiz de Cazuza
Outra ausência por demais sentida no decorrer da Caravana Cariri Cangaço-GECC, foi sem dúvidas a de "seu" Luiz de Cazuza; patriarca da fazenda São Miguel, ali bem vizinho a Passagem das Pedras, berço de Virgulino e seus irmãos. Por tanta vezes estivemos visitando o lugar e éramos recebidos com a mesma simpatia e carinho pelo seu Luiz e toda sua família.
O olhar do companheiro Aderbal Nogueira com certeza buscava algo além da mobília ou dos personagens daquela tarde de quarta-feira de cinzas. A figura singela, frágil, mansa, mas firme, do sertanejo que aprendemos a admirar e a querer bem, já não iria aparecer... Foram tantos os momentos e recordações, foram tantas as lembranças e histórias repassadas que foi difícil segurar as lágrimas da saudade do bom e afável Luiz de Cazuza...
Luiz de Cazuza em foto de dezembro de 2010 por ocasião de uma de nossas visitas a São Miguel
Seu Luiz veio a falecer no dia 28 de março de 2011, deixando um legado de trabalho e dedicação à família tão marcantes como sua forma de viver e receber os amigos. Naquela tarde de quarta-feira não reencontramos com o velho amigo, mas deixamos em sua casa a marca de nosso respeito e saudade.
Manoel Severo
Cariri Cangaço

segunda-feira, 5 de março de 2012

FLORESTA

Por: Manoel Severo
Manoel Severo Barbosa

O número 251 da principal praça de Floresta, em Pernambuco, marca a emblemática sede do quartel da Força Pública, comando central das volantes na luta contra o cangaceirismo dos idos dos anos 20.
Por ali sentaram praça, famosos oficiais e sertanejos que dedicaram boa parte de suas vidas à luta contra o banditismo das primeiras décadas do século passado. Destaque para o comandante
Teophanes Ferraz Torres, um dos mais festejados oficiais da briosa policia militar de Pernambuco.
 
A outrora imponente sede da Força Pública hoje, é o retrato do abandono...
O município de Floresta emancipou do município de Flores, possui 3 distritos e dentre esses está Nazaré do Pico, terra dos famosos Nazarenos, Nazaré por sua vez fica geograficamente entre Serra Talhada, antiga Vila Bela, e Floresta, dessa maneira fazendo do lugar um centro de efervescência na luta contra o banditismo.
Foi para Floresta que Livino Ferreira, irmão de Lampião, foi levado por ocasião de sua primeira e única prisão, quando os irmãos Ferreira ainda não eram  cangaceiros profissionais, antes mesmo de entrarem no banco de Sinhô Pereira.
A história do lugar exige os melhores ângulos: Aderbal, Múcio e Pedro Luiz
Tanto a praça como as calçadas de frente ao prédio foram testemunhas vivas de muitos e signbificativos momentos da história do cangaço
O registro lamentável da visita da Caravana Cariri Cangaço-GECC ao município de Floresta foi sem dúvida a constatação do atual estado do prédio que foi sede da Força Pública da cidade. Casário de valor histórico e arquitetônico sem igual, se deteriorando com a ação do tempo e pelo abandono. Dali partimos para Serra Talhada, visita obrigatória às fazendas São Miguel de Luiz de Cazuza e Passagem das Pedras, berço dos irmãos Ferreira.
Manoel Severo
Cariri Cangaço

 

sexta-feira, 2 de março de 2012

Nazaré do Pico e a Caravana Cariri Cangaço

Por: Manoel Severo
Capela de Nazaré do Pico
Quando Aderbal Nogueira publicou seu testemunho sobre a Caravana Cariri Cangaço-GECC, externou o sentimento de todos nós. Por quantas vezes passamos por aquelas terras, por tantas oportunidades vivenciamos momentos marcantes e inesquecíveis, cheios de história, memória e muito afeto. Em um desses a saudade e lembrança foram enormes: Nazaré do Pico. Era fundamental para nós, logo que entrávamos na Vila de Nazaré, encontrar logo em seus primeiros metros... A velha e conhecida cadeira de balanço na calçadinha de uma das primeiras casas: João Gomes de Lira.

Desta vez não mais o encontramos, sua missão agora não é mais está entre nós. Todas as suas batalhas, vitorias, experiencias, ficaram guardadas, e bem guardadas como todo o carinho e atenção que ele e sua família sempre nos dedicaram, e dedicaram a todos que o visitavam. Grande tenente João Gomes de Lira esta postagem é em sua homenagem.


Nazaré e as homenagens a seus bravos filhos: Primeira Placa em homenagem aos muitos que tombaram na luta contra o cangaceirismo, aqui a homenagem a Gomes Jurubeba, pai de João Gomes de Lira e a placa da rua principal, Coronel Manoel Neto.
Chegamos a Nazaré do Pico por volta das 15 horas, o sol a pino mostrava a vila quase deserta... De repente ao descer do carro e caminhar pela rua principal: Coronel Manoel Neto, se aprochega um grande amigo de "outros carnavais"; Ulisses de Sousa Ferraz, filho do lendário Euclides Flor, comandante de Volante, Nazareno da Gema. Ulisses foi vereador por sete mandatos e vice-prefeito de Floresta, hoje se dedica a perpetuar a memória do seu lugar e de seus valentes antepassados.

Ulisses de Sousa Ferraz, filho de Euclides Flor
Caravana Cariri Cangaço-GECC em Nazaré
Primeiro foi Ulisses Ferraz, depois um a um foram se chegando e nós também fomos nos aproximando e de repente toda a vila de Nazaré estava novamente revivendo a memória de seus ilustres filhos. Dona Nanã, ou Ana Severo, que costumava dançar "muito" com Manoel Neto, seu Afonso, sobrinho do brioso militar; seu Totonho que ainda lembra a dor sofrida com a perca do pai, Hercílio Nogueira no fogo da Maranduba, seu Neco Gomes, que guarda na cabeça detalhes do dia a dia dos valentes nazarenos. Pouco a pouco a história era revivida, passo a passo, lá do céu o sol parecia ter dado uma trégua, como se também quisesse ouvir os fenomenais relatos...

Ana Severo, Nanã e Manoel Severo
Seu Totonho Nogueira, Ulisses e Lívio Ferraz e seu Afonso de Sá Sobrinho
Seu Neco Gomes sendo entrevistado por Múcio Procópio
Aderbal Nogueira e a "garimpagem" de fragmentos da história
Por fim é dizer de nossa grande satisfação e alegria em novamente visitar Nazaré do Pico ou, a Vila de Carqueja ou simplesmente Nazaré dos Nazarenos. Aqui sem dúvidas foi palco e cenário de grandes emoções, que se perpetuam com o passar dos anos. Desse solo saíram os mais aguerridos e determinados perseguidores de Lampião. Homens que não sabiam o que significava ter medo...
Múcio, Lívio, Juliana, Afrânio e Pedro Luiz
A bela e simpática Nazaré, nos acolheu sob a guarda da Serra do Pico
A João Gomes de Lira; a todos os valentes Nazarenos, suas famílias, amigos, a essa terra de gente forte, o nosso mais profundo
respeito e admiração.
A vocês dedicamos essa postagem.

Cariri Cangaço.


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