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segunda-feira, 29 de março de 2021

GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO...

 Por Manoel Severo

GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO, 31 de Março às 19h30 trazendo o maior combate da história do ciclo coronelístico e do cangaço na região sul do Ceará... 

FOGO DAS GUARIBAS - A Tragédia de Chico Chicote. É nesta quarta no Canal do You Tube do Cariri Cangaço. Ate la !

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GRANDES ENCONTROS, SEMPRE !

 Por Manoel Severo


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VACINA, SIM

 Clerisvaldo B. Chagas, 29 de março de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.499





     E vamos nós para o Bairro e Rua São Pedro onde estava havendo vacinação, 24 de março. Chegada a nossa vez, não podíamos vacilar na bênção da Ciência, embora encarando tudo com normalidade. No sistema drive-thru, a Saúde bem organizou o lugar e o trânsito. Os automóveis seguiam pela Rua Antônio Tavares, atingiam a Rua São Pedro, abaixo da praça onde se encontrava a equipe da Saúde, vacinavam seus idosos e seguiam em frente até o final da do trajeto onde subiam pela primeira ladeira e escolhiam suas opções. 15 horas, o movimento estava fraco e apenas pegamos um automóvel na frente, nenhum atrás de nós. Uma tranquilidade.  Documentos à mão, rapidamente atendidos e a expectativa da agulhada. Sorte de encontrar alguém da mão de seda. Apenas uma picada de mosquito, nenhuma reação, como se não tivéssemos sido vacinados. Agradecimentos ao pessoal da Saúde, ao santo do bairro; dever e direito cumpridos, retorno a casa e espera da segunda dose.

Tudo isso fazia lembrar a vacinação contra a varíola, acontecida no tempo de criança no Grupo Escolar Padre Francisco Correia. Naquela ocasião, nós, os alunos, fomos vacinados por uma equipe volante da Saúde e que era usada para “arranhar” o nosso braço, uma espécie de pena de escrever (ainda hoje carrego a cicatriz). Lembro-me ainda de uma única pessoa da equipe de Vacina que era o primo Zé Chagas. A epidemia da varíola foi tão aterrorizante quanto o Covid de hoje. No rio Ipanema já havia uma loca natural para onde eram conduzidos os infectados. Ali, ou escapavam ou morriam.

Tempos difíceis aqueles. Vi muitas pessoas pintadas com as manchas na pele. Cenas desagradáveis, principalmente quando se tratava de pessoas da pele negra quando se acentuavam as marcas terríveis da doença. Há alguns anos atrás, subi o rio Ipanema e fui até o lugar denominado Poço Grande, onde havia “a loca dos bexiguentos”. Fica numa ilha do rio onde o Ipanema se divide em dois braços. Afirma um místico santanense que aquilo é uma pirâmide construída por alienígenas e que até já recebera equipe da Sociedade Rosa-Cruz do Paraná que atestaram às rochas místicas.

Nunca mais andei por aquelas bandas.

Xô, xô... Epidemias!

SÃO PEDRO, PRAÇA DA VACINA (FOTO: ACERVO B. CHAGAS)


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AMOR E TRAGÉDIAS FEMININAS NO CANGAÇO

Por João Costa

Às mulheres do cangaço pode-se atribuir a base do arquétipo da mulher sertaneja por terem sido elas responsáveis pela mudança do paradigma feminino numa região de poucos recursos naturais, assolada por estiagens duradouras, fanatismo religioso, violência extrema, padrões medievais de moral; sem vitimização, lançadas à própria sorte numa “guerra suja” tiveram fins violento, à exceção de Durvinha e outras.

Comecemos pela trajetória da famosa baiana Durvalina Gomes, a Durvinha, que se apaixonou e fugiu de casa com Virgínio Fortunato, um cangaceiro bonitão e viúvo, cunhado de Lampião. Após a morte do amado não deixou o cangaço, tornando-se companheira de Moreno até o fim da vida, vivendo na mais absoluta clandestinidade – nem os filhos sabiam do seu passado.

Virgínio foi morto em um tiroteio provavelmente atingido por “fogo amigo”; pois recentemente, uma filha de Durvinha atribuiu a seu pai, Moreno, a autoria do disparo mortal no rival para ficar com a moça. Durvinha foi uma mulher de muitos segredos!

No fim do cangaço pós-Angico foi trágico para Delmira, de Calais, a segunda mulher do cangaceiro João Calais. O casal caiu numa emboscada urdida pelo coiteiro Totonho Preá. Calais levou um tiro na mão e se escafedeu, Delmira foi ferida no abdome, recebeu socorro, mas não resistiu ao ferimento.

No massacre de Angico em 38, estava por lá uma cangaceira chamada Dinda, que escapou, desapareceu sem deixar rastro ou mandar notícia; Dinha foi outra mulher do cangaceiro Delicado e Doninha, de Boa Vista, casal que se entregou e sobreviveu.

Ninguém sabe que fim levou Dória, de Arvoredo, assim como Dulce, de Criança, que também esteve em Angico; Teve a jovem Maria do Santo, chamada de Dussanto, que viveu com Alecrim, cangaceiro que gostava de banhar-se me perfume e que mereceu o apelido de erva aromática

Chocante foi a trajetória das irmãs Eleonora e Aristéia. A primeira casada com Serra Branca encerrou sua vida fuzilada e decapitada; Aristéia sobreviveu para contar história, falecendo aos 98 anos.

Um tribunal formado por cangaceiros sob chefia de Lampião condenou à morte a cangaceira Cristina, de Português, por adultério. Lídia, de Zé Baiano, teve a mesma desventura.

Todos cochichavam, mas não há registro sobre uma cangaceira, “amiga próxima” de Virgulino Ferreira, chamada de Eneida. Ninguém sabe se gostou ou viveu com alguém, mas sua amizade com Lampião ninguém esqueceu. Quem foi a cangaceira Eneida? Ou não foi cangaceira?

O cangaceiro Cobra Viva (seria Cobra Verde?) também tinha mulher e se chamava Estrelinha, e Elétrico vivia com Eufrozina e Veado Branco casou com Idalina; Jacaré que casou Joana Gomes, e esta, depois de ficar viúva contraiu núpcias com o cangaceiro Antônio de Engrácia.

Uma sina feminina: a moça era raptada ou saía de casa em busca de aventura, seguindo o cangaceiro amado, ou o seu raptor, ficava viúva, mas não podia deixar o cangaço nem voltar pra casa de mainha, pois isso significava morte certa. O melhor mesmo era se arranjar com um novo amor.

O famoso cangaceiro Sabonete, guardacosta de Maria Bonita, tinha uma companheira de nome Josefina Maria, já o cangaceiro Relâmpago gostava e vivia com uma tal Josefa Maria. Josefina escapou e ninguém sabe que destino tomou

O bando de Lampião também teve uma Julinha, mulher de sangue quente e de ascendência indígena da tribo Pankararé; não estava só e ingressou no cangaço ao lado das irmãs Catarina, Joaquina, Joana, uma Chamada Rosa e a mais nova que se chamava de Sabrina.

Dizem que faziam o tipo “eram de todos e não pertenciam a ninguém”. Logo, não podiam criar raízes porque não havia vaga para solteiras no bando.

Como eram estas irmãs? Se amavam ou seguiam alguém, não há relatos, como também nada se sabe sobre uma bela cangaceira chamada Luazinha, tratada assim no diminutivo por ser mignon, biótipo de mulher pequena, bundinha empinada, seios modestos e rosto angelical.

As Marias foram muitas, mas para fechar, abrindo um destaque para Maria Doréa, ou Dora, de Azulão.

Contam que Azulão, ao ver o capitão Virgulino retornar ao bando depois de um percurso na Malhada da Caiçara, trazendo uma mulher, já casada e apartada do marido, chamada Maria de Déa e a apresentou como sua, Azulão não se fez de rogado, imediatamente foi em busca de sua Maria e a incorporou no bando.

O casal teve vida breve no cangaço. Azulão era chegado a fazer suas razias liderando poucos cangaceiros, separados do bando de Lampião. E numa dessas Azulão e seu bando deram de cara com o implacável Zé Rufino e sua volante.

Nesse tiroteio escaparam Arvoredo, Calais e um mulher, mas os cangaceiros Cangica, Zabelê, Azulão e sua Maria foram crivados de balas e suas cabeças levadas pelo tenente Zé Rufino como prova e prêmio para Geremoabo.

Baseado nos livros “Amantes Guerreiras”, de Geraldo Maia Nascimento, e “Lampião: As mulheres e o cangaço”, de Antônio Amaury Correia.

Fotos de Benjamim Abraão.

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MANDACARU - Capítulo 01 - Novelas Antigas Completas

 https://www.youtube.com/watch?v=DNSLjiZ9688&ab_channel=RoyceMelborn

Royce Melborn

Aqui está o Primeiro capítulo COMPLETO da novela mandacaru, espero que gostem! Se gostou de um like e compartilhe, mais pessoas adorariam ver novamente essa grande Novela!

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ANTÔNIO AMAURY, NOSSO MESTRE

Por: Kydelmir Dantas

Amaury e Kydelmir, entrega do Diploma de sócio efetivo da UNES

Conhecemos o mestre Antônio Amaury quando chegamos em Mossoró, no ano de 1987, através de seus livros adquiridos na Livraria Independente, ali na Praça da Matriz. Foi onde comprei os 2 primeiros: Assim Morreu Lampião (1982) e Gente de Lampião: Sila e Zé Sereno (1982). Em 13 de junho de 1993, juntamente com Paulo Gastão e mais 14 pesquisadores e admiradores do tema, fundamos a SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço; no ano seguinte o II Fórum do Cangaço teve como homenageada Dadá de Corisco; para este vieram nomes importantes do tema que nem José Umberto Dias – com o documentário A MUSA DO CANGAÇO - e Antônio Amaury com seus livros e palestra. Daí começamos nossa amizade.

Quando foi publicado, em 1996, Lampião: Segredos e Confidências do Tempo do Cangaço, adquirimos o exemplar encadernado e, para nosso acervo, fizemos uma capa própria com a foto do Mestre no Museu Histórico Lauro da Escóssia folheando um jornal de 1927, sobre a resistência mossoroense ao ataque do bando comandado por Virgolino-Lampião. De lá pra cá foram 20 anos de uma amizade e respeito mútuos; de Mestre passou a amigo e colaborador em nossas pesquisas; encontramo-nos em diversas edições do Cariri Cangaço e a alegria era recíproca. Neste momento, após 30 dias de seu encantamento, só temos a dizer: Ave, Amaury! Os que vão continuar bebendo de tua fonte de pesquisas te saúdam!

Kydelmir Dantas, pesquisador, escritor, poeta e cordelista

Conselheiro Cariri Cangaço

Membro e ex-presidente da SBEC

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GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO

 Por Manoem Severo

GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO, 31 de Março às 19h30 trazendo o maior combate da historia do ciclo coronelístico e do cangaço na região sul do Ceará... FOGO DAS GUARIBAS - A Tragédia de Chico Chicote. 

É nesta quarta no Canal do You Tube do Cariri Cangaço. Ate la !

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LAMPIÃO... CORISCO...

 Por Kydelmir Dantas

LAMPIÃO e CORISCO em fotos do bando comandado pelo Capitão. 1 - Em Sergipe (acervo de Ivanildo Silveira); 2 - Em Ribeira do Pombal-BA (1928), fonte: https://www.google.com.br/... Coincidentemente, Corisco está em último lugar à direira nas duas fotos.

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/

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