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terça-feira, 31 de julho de 2012

Filme completo - O cangaceiro Trapalhão



Um filme brasileiro de 1983 do grupo de comediantes brasileiros "Os Trapalhões". Inspirado na história do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva.

Severino do Quixadá, (Renato Aaragão) pastor de cabras, salva Capitão (Nelson Xavier) e seu bando de cangaceiros de uma emboscada do tenente Bezerra. Na confusão, os amigos Mussum e Zacharias fogem da cadeia e todos se encontram no esconderijo dos cangaceiros, onde Gavião (Dedé Santana) é homem de confiança do chefe.

Observando sua semelhança com Severino, Capitão lhe dá uma missão, que acaba revelando-se uma emboscada. Com a ajuda de Aninha, (Regina Duarte) sobrinha do prefeito, conseguem fugir e, no caminho, encontram uma misteriosa bruxa-fada...
In Wikipedia


Açude em que pesquei: Painelbinaton's channel/YouTube
lampiaoaceso.blogspot.com
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Teria João Bezerra enviado sacos de balas para Lampião?

Por: José Mendes Pereira

Após a morte de Lampião, apareceram dezenas e mais dezenas de histórias que não foram reconhecidas pelos remanescentes do rei do cangaço, e agora que os últimos cangaceiros já passaram dos noventa anos, jamais serão analisadas como fatos verdadeiros.

O José Geraldo Aguiar, já falecido, escreveu um livro, "Lampião, o invencível", afirmando que Lampião escapou da chacina da Grota de  Angico,
na madrugada de 28 de Julho de 1938, fugindo para Minas Gerais, onde lá se estabeleceu, e que só veio a falecer acima dos 80 anos.

Assista este vídeo, para conhecer o depoimento que o cangaceiro Candeeiro cedeu ao cineasta

Aderbal Nogueira, sobre a reunião que Lampião fez com os cangaceiros, na noite que antecedeu à chacina de Angico.

"Ele queria ir para Minas..."

A pesquisadora do cangaço e sócia da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, Juliana Ischiara, diz em um dos seus artigos (lembrando ao leitor, que ela diz o que falou Durval Rosa),
"-que segundo Durval Rosa, Pedro de Cândido, seu irmão, teria levado dois sacos de munição a Lampião a mando de João Bezerra. E continua: "-O comum, ao lermos esta afirmativa feita por Durval, é nos perguntarmos: Porque Bezerra municiaria Lampião se combateria com ele no dia seguinte?" 
Outros afirmam que João Bezerra da Silva, o matador do rei do cangaço e sua rainha Maria Bonita, jogava cartas no coito dos cangaceiros, juntamente com Lampião. 
Já o juiz aposentado Pedro Morais, aparece no cenário do cangaço publicando um livro "Lampião o Mata Sete" onde afirma que Lampião era gay, Maria Bonita adúltera e o cangaceiro Luiz Pedro seria o verdadeiro gostosão dos reis do cangaço. 
Mas esta última, denegrindo mais ainda o nome do casal de cangaceiros, deveria ter sido escrita por um rude qualquer, não por uma autoridade que durante toda sua vida de juiz, combateu calúnias, até mesmo penalizando o caluniador.   
Como disse Juliana Ischiara em seu artigo: "O fato é que estas são perguntas difíceis de responder, dado ao simples fato de que todos aqueles poderiam falar ou falaram sobre isso, tiveram seus discursos desacreditados...Mais um mistério de Angico...".
Mas se Lampião estivesse vivo, ou mesmo tivesse deixado um filho ou sobrinho que resolvesse estas afirmativas mentirosas, teria alguém capaz de abrir a boca e dizer isto contra Lampião?
Mas se você, leitor, quiser conhecer as verdades sobre estas informações sem fundamentos, e sem pesquisas, procure adquirir o livro 

"LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE", de autoria do Delegado de Polícia Civil - no Estado de Sergipe, escritor e pesquisador do cangaço,

Archimedes Marques, para você não ficar acreditando em histórias fundidas em calçadas, no intuito de fazer gracinha com o casal de cangaceiros.


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JOSÉ ALVES DOS SANTOS - SUPOSTO FILHO DE LAMPIÃO E MARIA BONITA

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Da família dos Ingrácias, um dos grandes coiteiros de Lampião foi João Ramos de Souza, o Joãozinho. Helena, filha do coiteiro, Lampião teve um caso com ela, e poucos dias depois, a moça apareceu grávida. 

Lampião para resguardar a honra da jovem, e não desmoralizar a família, que tanto lhe dava apoio, tomou uma rápida e sábia decisão: Pagou uma alta quantia a um rapaz, chamado Simão Alves dos Santos, para que ele casasse com Helena e assumisse a paternidade do filho do cangaceiro. 

Simão topou o acordo e assim foi feito, nascendo a criança no dia 13 de Agosto de 1930, sendo batizada com o nome de José Alves dos Santos. O parto foi realizado por dona Lídia, mãe do cangaceiro Zé Sereno.

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Zé Sereno à esquerda

Durante muito tempo, as conversas sobre esse caso foram mantidas em segredo, temendo a população que Lampião fosse sabedor que o fuxico havia se espalhado.

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Com esta informação, José Alves dos Santos é filho de Lampião e Helena, dispensando a maternidade de Maria Bonita. 

José Alves dos Santos tem todos os traços de Lampião, inclusive uma de suas comprovações, é cego do olho direito.

Adendo


Amigo leitor:

Infelizmente eu não tenho a fonte desta informação, pois faz um bom tempo que eu a adquiri num blog, e por infelicidade, não o encontrei mais, e o papel que eu havia copiado o conteúdo, foi estragada a parte que guardava a fonte. Mas não é criação, é uma informação com credibilidade. Não afirmo com segurança, mas me parece que é do escritor João de Sousa Lima, este que aparece na foto entre os dois senhores, sendo que o do lado direito é o José Alves dos Santos.
Desculpa-me!

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Rodolfo Fernandes de Oliveira combateu Lampião em Mossoró - Rio Grande do Norte


Apesar de ter sido o grande salvador da Pátria e defensor de Mossoró,  Rodolfo Fernandes de Oliveira não era mossoroense. Nasceu na cidade de Portalegre, também no Estado do Rio Grande do Norte.  Idealizador da resistência contra o bando de Lampião em Mossoró. 

Infelizmente existe um grande desprezo ao nosso herói. Um homem que arquitetou e convocou os mossoroenses para juntos combaterem Lampião e seu bando de cangaceiros, e o que se ver, na representação chuva de balas, é que está mais ligada à admiração pelos facínoras do que para o grande defensor. Rodolfo Fernandes faleceu no dia 16 de outubro de 1927.

O artigo abaixo foi escritor pelo jornalista, historiador e pesquisador do cangaço: Geraldo Maia do Nascimento


Em 24 de maio de 1872 nascia, em Portalegre (RN), Rodolfo Fernandes de Oliveira Martins, ex-comerciante e Prefeito de Mossoró.
               
Era ainda adolescente quando começou a trabalhar no comércio, na cidade de Pau dos Ferros. Posteriormente tomou um vapor e seguiu para o Amazonas, durante o período do primeiro ciclo da borracha, seguindo o caminho traçado por muitos outros nordestinos em busca de vida melhor. A viagem, por si, para uma região ainda selvagem, já demonstrava a bravura daquele jovem. Por sua inteligência e sagacidade, tornou-se chefe de grupos de seringueiros. Lá permaneceu por dois anos. Volta para o Rio Grande do Norte e vai trabalhar em Macau, que naquela época começava a despontar como grande produtora de sal marinho. Permaneceu por dois anos na Companhia Comércio, construindo salinas. Mudou-se para Mossoró aonde veio a consorciar-se em 1900 com Isaura Fernandes Pessoa, com quem teve quatro filhos: José, Julieta, Paulo e Raul, sendo, esse último, escritor, historiador e cientista de renome nacional. Trabalhou ainda na firma Tertuliano Fernandes&Cia, na construção de salinas, sendo o responsável pela implantação de motores a óleo, em substituição dos velhos e antiquados cata-ventos de puxar água, o que permitia melhor aproveitamento das marés. Em 1918 estabeleceu-se por conta própria na indústria salineira. Era a recompensa pela sua dedicação ao trabalho.
               
Numa cidade como Mossoró daquela época, um jovem empreendedor como Rodolfo Fernandes não podia ficar fora da política. Sai candidato e se elege Prefeito de Mossoró para o período administrativo de 1926 a 1928. E como Prefeito implantou um ritmo novo na administração municipal: calçou ruas, cuidou das praças, providenciou a planta topográfica da cidade, fincou marcos na área urbana, delimitando as avenidas e as ruas, planejou e aumentou a cidadela de Souza Machado, como escreveu um dia o historiador Vingt-un Rosado. Foi um grande administrador para Mossoró.
               
Naquela época a região Nordeste vivia momentos de intranqüilidades com a presença de grupos de cangaceiros roubando, matando e causando pânico por onde passavam. As cidades viviam a mercê dos bandoleiros, já que a presença de força pública era insignificante. Em 1927, no segundo ano do seu mandato, Rodolfo tomou conhecimento de que um grande grupo de cangaceiros estava planejando invadir Mossoró. À frente dos cangaceiros estava o famigerado Lampião, terror dos sertões. Era mister tomar providências rápidas. Um boato dessa monta não podia ser desprezado. Buscou, então, ajuda do Governo Estadual, pedindo reforço de tropa e armas. A resposta foi negativa. O Estado não podia ajudar. Restava, portanto, convocar o povo para uma guerra santa. Guerra civil, com a participação mínima de militares. Mossoró tinha muito a perder, se o ataque acontecesse. A cidade era rica, com uma agencia do Banco do Brasil, fábricas de óleo e de beneficiamento de algodão, um comércio que tinha influência não só no Oeste potiguar, como também em parte dos Estados do Ceará e da Paraíba. Tinham que resistir. Com paciência e humildade ganhou a confiança dos mossoroenses e tornou-se comandante das tropas de defesa.
               
Em 13 de junho de 1927 aconteceu o que já era esperado: Os cangaceiros atacaram a cidade. Foram rechaçados; viva a Mossoró! Viva ao Prefeito Rodolfo Fernandes.
               
Mas Rodolfo, tão forte e tão bravo na defesa de sua cidadela, era um homem doente. E o esforço com a batalha foi muito grande para ele. Morreu no dia 11 de outubro de 1927, na capital da República, para onde tinha sido levado logo que seu estado clínico agravou. Partiu sem terminar o seu mandato de Prefeito. Deixou como legado um exemplo a ser seguido pelas gerações futuras.
              
A cidade reconheceu o seu valor e demonstrou o amor que tinha pelo seu Prefeito, denominando de Rodolfo Fernandes a antiga Praça 6 de Janeiro, localizada no coração de Mossoró.

Todos os direitos reservados

É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de
comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.
Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento
Fontes:
Transcrito na coluna GERALDO MAIA, no jornal O MOSSOROENSE, edição do dia seis de junho de 2001-quarta feira.
http://oestenewsblog.blogspot.com.br/2009/04/rodolfo-fernandes.html 

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Convite - 8ª Feira do Livro de Mossoró

O maior evento literário do RN

www.feiradolivrodemossoro.com.br

Dia 8 de Agosto de 2012, às 9;00 h da manhã, acontecerá a abertura da 8a. feira do livro de Mossoró, no Expocenter. A festa cultural será de 8 a 12 de Agosto, e contará com oficinas, palestras, bate papos com autores e diversas atrações literárias. Você é o nosso convidado.Participe!

Olá a tod@s,
envio o convite da abertura oficial da 8ª Feira do Livro de Mossoró.

Atenciosamente,
Bethânia Lima

Enviado por Kidelmir Dantas

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Hoje tem lançamento no Ceará


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Virgínio Fortunato da Silva - o cangaceiro Moderno

Virgínio é o número 2

Virgínio Fortunato da Silva - o cangaceiro Moderno, era natural do Rio Grande do Norte  e nasceu no ano de 1903. Segundo o pesquisador Franklin Jorge, há suspeita, não comprovada, que Virgínio era da cidade de Alexandria. Foi assassinado em combate no ano de 1936. 

Moreno e Durvalina

Após a sua morte, o seu subgrupo passou a ser comandado pelo cangaceiro Moreno. Este, ficou sendo companheiro da Durvalina, que antes era companheira do Virgínio.
Antes da sua  entrada no cangaço Virgínio era casado com uma irmã do capitão Lampião. Virgínio era educado, comedido, pouco falante. Foi o capador oficial do bando de cangaceiros até os seus últimos dias de vida. 

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LAMPIÃO, MOSSORÓ E O VASO DE GUERRA

Por: Clerisvaldo B. Chagas, Crônica Nº 831
Clerisvaldo B. Chagas

LAMPIÃO, MOSSORÓ E O VASO DE GUERRA
Clerisvaldo B. Chagas, 30 de julho de 2012.
Crônica Nº 831

Vapor de guerra Minas Gerais. (Fonte: Wikipédia).

Apesar de ser mestre em estratégia armada nas caatingas, Virgolino Ferreira da Silva também cometia suas “barbeiragens”. Foi derrotado em combate inúmeras vezes, tanto ganhava quanto perdia. Quando mandou buscar dinheiro em Pão de Açúcar, Alagoas recebeu o recado daquela gente de sangue no olho, que “se quisesse tirar raça de valente mandasse sua mãe para lá”. Engoliu a resposta com casca e tudo e se foi vingar no miserável e indefeso povoado Meirus, no mesmo município. Quando mandou portador a Mata Grande, Alagoas, querendo o “joão-da-cruz” do comércio, ouviu do mesmo portador: “Dinheiro tinha à vontade, ele mesmo fosse buscar que o povo estava com muita saudade dele e queria abraçá-lo”. E nesse abraço o valentão não passou da primeira rua da cidade. Para assaltar a baronesa de Matinha de Água Branca, fez como qualquer ladrão faz, pulando o muro da casa madrugada para levar o alheio. Descoberta a trama, um grupo de comerciários e o delegado o puseram em fuga. O povo cantou:

“Lampião quando correu
Da cidade de Matinha
Foi no chouto americano
No galope almofadinha”

Na sua marcha a Mossoró, primeiro cometeu o grande erro de atacar uma cidade daquele porte, indo na conversa e interesse de outro bandido. Depois, inúmeros outros erros bufas, notadamente na ida e, na retirada foi um desastre. Mas, dizem que todo homem feliz é generoso e certo dia o tal capitão estava de bolso cheio, portanto de bom humor. Segundo Valdemar de Souza Lima, deparou-se com o representante da firma Alves de Brito & Cia., no seu automóvel, simpatizou com o mesmo e puxou conversa. O caixeiro-viajante Manoel Campos, como homem bom de convencimento, explicava, a pedido, como era a vida de vendedor.



Enquanto entusiasmava Lampião, sem saber como terminaria a conversa, conseguiu a admiração do chefe de bando falando do “Minas Gerais” ─ o vaso de Guerra capitânia da nossa esquadra. Descreveu todo seu tamanho, a blindagem o poder de fogo, a quantidade de canhões e que bastaria uma só descarga do bicho para destruir o palácio do Presidente da República. Lampião ouvia aquilo tudo babando de inveja e de euforia porque o caixeiro sabia pintar a cena colorida. E assim que o ladino e labioso palestrante fez pausa para respirar, Lampião, tomado de súbita alegria e saudosismo, exclamou, pondo a mão no ombro de Manoel Campos: “rapaz, mal empregado eu não ter podido pegar um vapor de guerra assim, porque Mossoró nas minhas unhas não tinha dado um cardo”.
Já pensou, amigo, numa peitica para ninguém botar defeito entre LAMPIÃO, MOSSORÓ E O VASO DE GUERRA!