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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O DIA DO PROFESSOR

Por Clerisvaldo B. Chagas, 15 de outubro de 2014 - Crônica Nº 1.281

Faço minhas as palavras da Wikipédia:

“No Brasil, o Dia do Professor é comemorado em 15 de outubro.

No dia 15 de outubro de 1827, Pedro I, Imperador do Brasil, baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, ‘todas as cidades, vilas e lugarejos tivesse, suas escolas de primeiras letras’. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A ideia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida.

Professora Helena Braga das Chagas

Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao professor.

Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como ‘Caetaninho’. O longo período letivo do segundo semestre ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a ideia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, Piracicaba, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. A sugestão foi aceita e a comemoração teve presença maciça  – inclusive dos pais. O discurso do professor Becker, além de ratificar a ideia de se manter na data um encontro anual, ficou famoso pela frase ‘Professor é profissão. Educador é missão’. Com a participação dos professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a ideia estava lançada.

A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.

* Foto: Professora Helena Braga das Chagas. In memoriam.



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Hoje, Dia do Professor.

Por Lúcia Rocha

Hoje, Dia do Professor. Nossa homenagem a uma grande educadora, dona Dagmar Filgueira, fundadora do Colégio Dom Bosco, em foto de 1978. 


Discreta, não dava entrevista nem para os alunos do colégio que dirigiu ao longo da vida. Ao receber há poucos anos o Troféu Ana Floriano, concedido pela Prefeitura de Mossoró, falou timidamente para o programa de Marilene Paiva.

 kareninefernandes.com

Foi uma educadora empreendedora, pois teve a ousadia de abrir o primeiro colégio particular de Mossoró. Antes, além das escolas públicas, só havia o Colégio Diocesano e colégio das irmãs, que pertenciam a Diocese e uma congregação franciscana, respectivamente. Dona Dagmar foi dama, uma grande mulher que levou uma vida completamente comprometida com a educação.

Fonte: facebook

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CONSIDERAÇÕES SOBRE LAMPIÃO


Os sonhos do homem simples dos sertões, certamente não alcançam voos tão altos, mas planeiam quase sempre no esplendor da vastidão das terras, na boa colheita, no criatório de gado e na garantia de sua sobrevivência.

Como surgiu o Cangaço em meio a sonhos tão singelos e humanos?

É ledo engano argumentar que os cangaceiros eram deserdados da vida, os sem terra, o que resultava àquela vida de crime e terror sertanejo. 

Antes de tudo, devemos ver o cangaço como um movimento estimulado e mantido por grupos de latifundiários, com exceção é claro de muitos fazendeiros honrados, mas não podemos camuflar o nefasto coronelismo e seu poder dominante.

O fenômeno do cangaço foi um sintoma de ferida que corroía a sociedade. O sertanejo se viu vítima do acúmulo de injustiças sofridas nas garras dos mais poderosos: O estado de submissão em que viviam perseguições e as terríveis mágoas pessoais. Num contexto onde prevalecia predominava ou defendiam um código de honra particular. 

Matar por vingança significava ter poder ser corajoso. As circunstâncias sociais criavam homens violentos. Daí poderíamos ver as possibilidades desta formação de personalidades dos cangaceiros e criminosos como uma fusão da sociedade sertaneja e seu biótipo Lampião foi o expoente máximo do cangaço, não querendo dizer com isso que foi o seu criador. 

O movimento já existia muito antes; 0s grupos de Jesuíno Brilhante, Antônio Silvino, Adolfo Meia Noite, Sinhô Pereira, mentor maior de Virgolino e outros. Vale salientar que Virgolino Ferreira da Silva nunca foi um líder de rebeliões, movimentos de sertanejos revoltados ou líder de guerrilhas políticas. O que podemos conjeturar é que ele se tornou líder de seu próprio grupo e formou outras lideranças com seus subgrupos.

O que ocorreu com aquele homem até então um simples trabalhador, almocreve e cheio de sonhos, para se tornar o Rei do Cangaço? Passando a se transformar num mito no imaginário popular?

A personalidade de Lampião estava povoada de paradoxos: Simples, explosiva, às vezes amável, às vezes sonhador, isso se explica porque até o fim de sua vida viveu com sua amada Maria Bonita, intrépido. Só um homem que conseguiu sobreviver na perigosa liderança da resistência por tantos anos, como ele, poderá atribuir a força deste sonho e projeto de vida. No seu caso projeto de sobrevivência. Virgolino tornou-se fora da lei, não pode voltar a vida pacata. Reconhecemos nele um homem valente. Em vez de fugir das ofensas, desafetos e perseguições, assumiu seu "EU", deixou de ser expectador passivo das próprias misérias e passou a resistir com unhas e dentes com a força descomunal do seu lado explosivo de sua personalidade.

Assumiu a liderança com extrema habilidade. Os conflitos inatingíveis assumia com coragem, nos bastidores da sua mente, gerenciou o seu EU, e, passou a ser líder de si mesmo, para ter suporte de liderança e encorajar seu grupo.

A nossa inteligência se acha encarcerada quando aceitamos passivamente algo negativo, que nos fere a alma. Com Lampião não foi diferente: Segundo John Kenedy, "O conformismo é o carcereiro da liberdade, o inimigo do crescimento".

Façamos uma comparação levando em conta as causas que o levaram a torna-se fora da lei: A perda da tranquilidade almejada por todo sertanejo, a paz da família em perigo.

A perda dessa tranquilidade roubou-lhe a alegria, mas produziu algumas JANELAS KILLERS na sua memória: segundo Augusto Cury no seu livro Inteligência Multifocal-Cultrix. SR, 1998.

"Janelas Killers são zonas de conflito intensas cravadas no inconsciente que bloqueia o prazer.

Conformismo para ele era a morte. As desavenças com a família Pereira, o conflito com José Saturnino, depois com os Nazarenos e com a polícia. Tudo isso contaminou o delicado solo do seu inconsciente. A resposta ferrenha de sua mente foi a luta, a força dos combates e as atrocidades de seus crimes e o terror sertanejo. Para o homem agir com coerência, principalmente na sociedade atual, precisamos controlar os traumas. "Só o conhecimento sobre si mesmo e o amor pela espécie humana libertam o Homo Sapiens das suas loucuras. "Augusto Cury, Sabemos que a violência dos cangaceiros e volantes advinha do próprio meio social.

Entre as várias explicações para esse fenômeno, tentei expor algumas, cabe aos nobres colegas fazer suas próprias conclusões.

Vilma Maciel-14-10-2014

Fonte: facebook

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O CANGAÇO - FAZENDA PATOS PALCO DE UMA DAS MAIORES ATROCIDADES OCORRIDAS DURANTE O PERÍODO DO CANGAÇO.


FAZENDA PATO PALCO DE UMA DAS MAIORES ATROCIDADES OCORRIDAS DURANTE O PERÍODO DO CANGAÇO.

Local em que Corisco e seu bando assassinaram e degolaram o coiteiro Domingos Ventura, sua esposa e quatro filhos do casal, enviando em seguida as cabeças de suas vítimas dentro de um saco para a cidade de Piranhas-AL, onde foram entregues ao então prefeito João Corrêa Brito.

Junto com as cabeças Corisco enviou um bilhete com a seguinte frase:

"Faça com essas cabeças uma fritada. Matei duas mulheres para vingar a morte de duas que foram assassinadas em Angico."

Corisco e Dadá

A pedido de Dadá, Corisco deixou vivos uma mulher que amamentava um bebê, e seus três filhos pequenos, justificando: alguém tem que viver para contar a história.

Fonte: facebook

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Sálvio Siqueira, você é de onde? Pernambuco?


Caro Sálvio Siqueira,

Obrigado por me responder.

Eu perguntei de onde você era por causa do seu sobrenome, SIQUEIRA. Vou lhe fazer uma revelação: você pode ser parente do cangaceiro Luís Pedro.

Vou dar algumas dicas, para que você converse com as pessoas mais velhas de sua família, de modo a checar se isso é ou não verdade. Se você tiver parentes em Triunfo, Calumbi e Delmiro Gouveia, tudo indica que existe algum parentesco com Luís Pedro. A família SIQUEIRA é ligada às famílias RODRIGUES e CORDEIRO.

Como você percebeu nos meus comentários a respeito de Corisco e Dadá, para escrever o que afirmo eu vou aos lugares, entrevisto as pessoas, leio muito, comparo os textos de um com os textos de outro autor, com senso investigativo. Entrevistei dezenas de pessoas da família Siqueira.


Neném do Ouro e seu companheiro Luiz Pedro

No que diz respeito a Luís Pedro, um dos principais cangaceiros do grupo de Lampião, alguns autores se referem a ele como Luís Pedro Cordeiro. Porém ele não tinha “Cordeiro” no sobrenome. O equívoco decorre do fato de sua irmã ELVIRA PEDRO ter casado com JOAQUIM CORDEIRO, de São Serafim (ATUAL CALUMBI), gerando vasta prole com o sobrenome “CORDEIRO DE SIQUEIRA”.

A família Cordeiro é uma das mais importantes de Calumbi. JOAQUIM CORDEIRO era irmão de JOÃO CORDEIRO (JOãO MOCÓ) – eram filhos de Pedro Cordeiro. SILVINO CORDEIRO DE SIQUEIRA foi vereador de Serra Talhada em várias legislaturas.

Luís Pedro também não tinha “Pedro” no sobrenome. Seu nome real era Luís RODRIGUES DE SIQUEIRA. Seu pai, Pedro Alexandrino de Siqueira (PEDRO VERMELHO), ao ficar viúvo, casou com Rufina Maria da Conceição, uma moça da família Rodrigues, com quem teve 18 filhos (13 homens e 5 mulheres). Em virtude do nome do patriarca da família – Pedro Vermelho –, a filharada ficou conhecida como “OS PEDRO”: fulano Pedro, fulana Pedro... Luís Pedro era o caçula.

Em alguns documentos o apelido “Vermelho” incorporou-se oficialmente ao nome do pai de Luís Pedro. Em sua CERTIDãO DE CASAMENTO consta: Pedro Vermelho Alexandrino de Siqueira.

Pedro Vermelho tinha uma engenhoca de rapadura no sítio Brejo, vizinho da fazenda Retiro, de Joaquim Marinheiro, pai do coronel Marçal das Abóboras – o Retiro e as Abóboras haviam pertencido a Braz Nunes de Magalhães, bisavô de Agamenon Magalhães, que viria a ser governador de Pernambuco.

A família Pedro foi duramente perseguida pela polícia, especialmente pela volante de Clementino Quelé, e durante muito tempo todos tiveram de abandonar o sítio, indo morar na Pedra (atual Delmiro Gouveia), em Alagoas. Um irmão de Luís Pedro, chamado JOSÉ RODRIGUES DE SIQUEIRA (JOSÉ PEDRO), levou consigo um garoto que criou como filho, chamado ELISEU NORBERTO. Eliseu viria a casar com ANÁLIA FERREIRA, IRMã DE LAMPIãO. Eliseu foi vendedor de redes. Tornou-se grande fazendeiro em DELMIRO GOUVEIA (Alagoas). Há uma ESCOLA MUNICIPAL em Delmiro Gouveia com o seu nome.

No meu livro, há um capítulo intitulado “A triste sina de Luís Pedro do Retiro”. Sobre esse cangaceiro, escrevi o seguinte:

“Em todos os setores da sociedade humana há pessoas boas e pessoas más. Assim também ocorria no mundo do cangaço. Ali havia de tudo, desde elementos que nasceram para o crime até homens de elevado quilate que as circunstâncias lançaram naquela via sem retorno.

O cangaceiro Luís Pedro foi um desses. É uma pena que um homem com suas qualidades virasse bandoleiro. Era filho de uma família de agricultores dos arredores de Triunfo, na divisa de Pernambuco com a Paraíba. Seus parentes, estabelecidos nos sítios Retiro, Junco, Canabrava e Almas, eram exemplo de gente trabalhadora e digna, gente que, quando empenhava sua palavra, podia vir a prejudicar-se ou até a perder a vida, mas cumpria o compromisso.

O garoto Luís Pedro criou-se num clima de culto à valentia. Em sua infância, não havia ainda Lampião. As estrelas do cangaço na zona do Pajeú eram os cabras de Cindário Carvalho e Sinhô Pereira. Como a maioria dos rapazes de sua época, Luís Pedro foi contagiado por aquele ambiente de aventura e macheza, materializado nas roupas vistosas e nos reluzentes apetrechos dos cangaceiros.

Em fins de 1923, um primo de Luís Pedro chamado Henrique foi assassinado na presença dos filhos. Luís Pedro não pensou duas vezes: passou fogo no assassino.

Era praticamente um menino, tinha apenas 14 anos. Com medo de ser preso, foi pedir proteção a Lampião, que naqueles dias vivia jogando baralho e dançando xaxado no sítio Almas. O dono do sítio, alferes João Timóteo de Lima, era casado com uma moça da família de Luís Pedro – família Rodrigues. Por isso, o novato já entrou no bando com privilégios e distinção. Jovem, inexperiente, abraçou de corpo e alma a vida cangaceira. Quando se arrependeu, já não havia como retroceder. Costumava lamentar:

– Eu sou cumo um urubu. Mĩa vida nun vale nem um palito de fósco riscado.

Várias vezes, a fim de matar a saudade, ele ia escondido até perto de sua casa, no Retiro, para ver a mãe, e ficava olhando-a de longe, enquanto ela cuidava dos afazeres domésticos ou ia lavar roupa no tanque, mas evitava que ela o visse, pois tinha vergonha de ser a ovelha negra da família. Achava que seria repreendido ou teria de ouvir conselhos que não podia seguir.

Luís Pedro foi o mais leal de todos os cabras de Lampião, ficando com ele durante 14 anos, até à morte em Angico.

Mesmo tendo passado 14 anos no cangaço, Luís Pedro distinguiu-se sempre como um homem equilibrado, de palavra, não se tendo conhecimento de perversidades ou baixezas de sua parte. Comunicativo, jovial, estava sempre bem-humorado. Era o conselheiro de Lampião, seu braço direito, uma das poucas pessoas a quem Lampião dava ouvidos e atendia. Houve inclusive ocasiões em que escorou o chefe na boca do mosquetão, fazendo-o acalmar os seus furores e mudar de ideia. Era corajoso como poucos. Lampião dizia:

– Cumpade Luís Pedo vale pur trinta boca de fogo.

Ficou conhecido como Luís Pedro do Retiro em alusão ao sítio onde nasceu, a meia légua de Triunfo.”

Dê-me notícias, Sálvio.
Um cordial abraço.
José Bezerra

Fonte: facebook

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GRANDE IVANILDO SILVEIRA


Hoje vivemos em um mundo onde os meios eletrônicos aproximam os seres humanos, mas os acomodam em suas cadeiras diante de seus computadores. E as vezes esquecemos como é bom conversar, trocar ideias despretensiosamente. 

Ontem tive um encontro muito interessante com o amigo Ivanildo Alves da Silveira. Daqueles encontros que no qual passamos mais de três horas conversando e parece que foi tudo muito rápido. Debatemos vários acontecimentos e situações sobre inúmeros temas, principalmente envolvendo o Nordeste. Ele é Promotor de Justiça em Natal, sendo considerado em sua atividade um dos mais denodados e atuantes no Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte. Além disso, Ivanildo é também considerado um dos maiores pesquisadores e colecionadores sobre a cultura nordestina. Temas como cangaço, coronelismo, e messianismo encontram neste amigo um considerável lastro de conhecimento. Prestativo, orientador e respeitador ao extremo em relação à opinião de outras pessoas, Ivanildo possui junto aqueles que pesquisam temas nordestinos uma extrema admiração. Valeu pelo papo meu amigo e vamos nós encontrar mais vezes!

Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros

http://tokdehistoria.com.br/2014/10/03/grande-ivanildo-silveira/

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O TERROR DOS SERTÕES NORDESTINOS AS DEPREDAÇÕES DO FACÍNORA LAMPIÃO NO INTERIOR DA BAHIA


“DIÁRIO DA TARDE” – 19/07/1933 - RIO, 18. (C.E.) Via aérea. O “Diário Carioca” publicou na edição no dia 14 os seguintes telegramas:


BAHIA, 13 – O bando chefiado por Virgulino Ferreira, vulgo “Lampião”, está novamente pondo em sobressalto a tranquilidade da família sertaneja baiana.

As cidades que ficam às margens do S. Francisco, limítrofes com o estado da Bahia e Alagoas, aproximadamente já das Águas Belas, em Pernambuco, são quase sempre, o teatro das operações do terrível bandoleiro. Os sertanejos lutam com hostilidades ambientes e vivem agora, de atalaia contra a invasão periódica dos grupos de salteadores. Lampião tinha feito uma trégua. Nesta semana, porém, reiniciou os seus assaltos às fazendas e às vilas distantes.


O governo baiano tem desenvolvido a sua atividade para proteger a família sertaneja. Em trem especial seguiu, para a cidade de Juazeiro, um destacamento do 19º BC, composto de 400 homens a fim de auxiliar a polícia que as acha no encalço de Lampião.


BAHIA, 13. – Notícias procedentes do interior daqui informam que o bandoleiro Lampião acompanhado de um grupo de mais de vinte homens, se encontra, novamente, no território baiano, tendo saqueado as povoações de Bembom e Oliveira, situadas à margem do rio São Francisco.

A primeira vítima foi à povoação de Bembom, que o bandido atacou de surpresa e, depois de aprisionar o subprefeito local, Sr. Alfredo Nunes de Oliveira, saqueou as casas de comércio e principais residências particulares.

Dirigiu-se, a seguir, à povoação de Oliveira, que fica próxima e teve a mesma sorte.


Não contente com o resultado do saque, Lampião prendeu os comerciantes Antônio Nunes Santa Sé e Ormuth de Oliveira e Souza, tornando-os como reféns e exigindo para o resgate dos mesmos a soma de sete contos de réis. Depois de entregue essa quantia o bandido deu liberdade aos seus prisioneiros e retirou-se.

Fonte: facebook
Página: Antônio Corrêa Sobrinho - O Cangaço

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