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quinta-feira, 15 de março de 2012

O Estado Maior do Cangaço

Por: Cicinato Neto
Magérbio de Lucena
Lampião e o Estado Maior do Cangaço - Hilário Lucetti e Magérbio de Lucena - Estudo feito por dois estudiosos do Cariri cearense sobre os maiores nomes do cangaço no Nordeste: Lampião, Luís Pedro, Labareda, Sabino Gomes, Massilon, os irmãos Engrácia, Antônio Matilde, Antônio Ferreira, Livino Ferreira, Jararaca, entre outros.
Edição utilizada: 2ª edição, Fortaleza, Gráfica Encaixe, 2004 (a primeira edição é de 1995).
Trecho significativo:
Declarações do cangaceiro Oliveira aos pesquisadores sobre Lampião:


"Durante o tempo que andei com Lampião, quando a gente entrava no Ceará, ele dizia logo: - Coidado, qui é um istado qui eu arrespeito! E ninguém tomava nada de ninguém, não matava ninguém. Lampião não gostava de dar surras, dizia: Prá pegá um pobi, um paisano dizarmado dá u'a pisa, não é vantage prum homi. Vantage prum homi é falá arto prá ôto homi armado! Não se dava bolos. As moças tinham que ser respeitadas. O padre Cícero tinha pedido para ele respeitar moças, senhoras casadas e seus romeiros, dizendo que se fizesse isso, ele morreria velho em sua cama. Quando entrô no Juazeiro, deram-lhe armas, fardamento e a patente de capitão prá deixar aquela vida, mas o governo e a polícia do Pernambuco não deixaram. Lampião dizia:
Ninguém quêra si apossá de muié de vergon'ia o que mi dizibedecê eu atiro pra matá! E se o o cabra teimasse, morria mesmo".
O tratamento dos feridos era uma coisa desmantelada. Lavava-se era com cachaça, pois não havia álcool e colocava-se emplasto de sal com pimenta. Nunca fui ferido, mas vi muito baleado sofrer com ferimento aberto e tendo que andar sem parar, correndo da polícia. Se o ferimento era grande, deixava-se o baleado com algum coiteiro. Quando não tinha jeito, se abreviava a morte do companheiro, a pedido dele mesmo como foi feito com Sabino". (p. 204-5).

Cicinato Ferreira Neto
www.cicinato.blogspot.com

NOTA CARIRI CANGAÇO: Para adquirir um exemplar desta obra de Hilário Lucetti e Magérbio de Lucena, entrar em contato com Professor Pereira, através do email: franpelima@bol.com.br

Extraído do Cariri Cangaço


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Cangaceiros de Elise Jasmin

Por:Cicinato Neto
Ivanildo Silveira e Cicinato Neto em dia de Cariri Cangaço

Em 2006, foi publicado o livro "Cangaceiros", da francesa Élise Jasmin. Trata-se de uma edição de luxo, trazendo as fotos conhecidas dos cangaceiros e dos principais componentes de volantes. A maioria das fotos é do acervo de Benjamim Abraão, da década de 1930. Quase todas as fotografias são comentadas pela autora. Destaque para um escrito introdutório do mestre Frederico Pernambucano de Mello. O livro ressalta-se pela beleza e pelo cuidado na sua edição, embora tenha pequenos defeitos, entre os quais a indicação errônea de alguma fotografia ou de algum detalhe como o nome de um cangaceiro.

Estrutura: Texto de Frederico Pernambucano; A Guerra das Imagens; Fotografias de Cangaceiros e componentes das volantes; Comentários sobre as imagens.
 
 
Trecho significativo (edição utilizada: São Paulo, Terceiro Nome, 2006, p. 23-24): "Enquanto seus predecessores tinham feito de sua existência no cangaço um meio de obter vingança, após 1926 - e, mais especificamente, a partir dos anos 1930 - o grupo de Lampião fez do cangaço um meio de adquirir bens materiais, riquezas, e uma notoriedade que lhe permitia obter respeito de parte da classe abastada da sociedade do sertão e de algumas personalidades da vida pública e política da região. Embora muitos jornalistas fizessem questão de demonstrar desprezo por um grupo de indivíduos que se limitavam a imitar a sociedade do litoral, Lampião e seus cangaceiros exerciam sobre eles certo fascínio, gerado por essa mistura de riqueza, extravagância e barbárie. E, mesmo a contragosto, os jornalistas desempenhariam seu papel, publicando muitas fotografias e falando recorrentemente desses personagens de romance. Não foi por acaso que, em 1936, Lampião aceitou ser fotografado - e, principalmente, filmado - por Benjamim Abrahão. Sempre desconfiado dos jornais que publicavam artigos sobre ele cujo conteúdo não podia controlar, Lampião certamente compreendeu que as fotografias e o filme de Benjamim Abrahão lhe permitiriam impor uma imagem sobre a qual nenhuma intervenção, nenhuma distorção seria possível. E se, por um lado, diversos autores e jornalistas divertiam-se evocando a inabilidade de sua linguagem, que evidenciava suas origens camponesas, sua representação fotográfica e cinematográfica, muda e incontestável, deveria mostrar claramente seu sucesso e o de seu grupo. Benjamim Abrahão desempenhou seu papel e pagou caro: morreu em Águas Belas, Pernambuco, no dia 9 de maio de 1938, com 42 golpes de faca".

Cicinato Neto 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

No meio deles, sou apenas um aprendiz

Por: Cicinato Neto
Cicinato Neto e Manoel Severo em noite de Cariri Cangaço 2011

Infelizmente não pude participar de toda a programação do III Cariri Cangaço, mas fiquei muito satisfeito em assistir às conferências de Aurora
e Barbalha. Como ocorreu nos dois anos anteriores, o evento foi marcante. Boa organização, oportunidade de encontrar os pesquisadores do cangaço, clima de harmonia e de festa, dinamismo, tudo contribuiu para consolidar o Cariri Cangaço como um evento indispensável para todos nós.


Novamente Severo e Danielle estão de parabéns. Aos amigos pesquisadores o meu reconhecimento. Eventos que podem contar com a presença de


Antonio Amaury,


Juliana Ischiara,


Aderbal Nogueira,


Ângelo Osmiro,


João de Souza Lima,


Professor Pereira,


Ivanildo Silveira,


Antônio Vilela (entre muitos outros) só podem ter muito sucesso. Gostaria de dar um abraço fraternal em todos os que fazem essa grande comunidade a qual, ano a ano, enriquece o nosso Cariri cearense. No meio deles, sou apenas um aprendiz.

Cicinato Ferreira Neto
Sócio do GECC
Pesquisador e Escritor


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Novo Blog na praça, Cicinato Neto.com

Barros Alves,  Antonio Vilela, Angelo Osmiro e Cicinato Neto, em visita a Fazenda Piçarra, em momento Cariri Cangaço

É com muita satisfação que convidamos a todos para visitarem e conhecerem a página na internet, de nosso confrade e amigo, sócio do GECC; pesquisador e escritor,
Cicinato Ferreira Neto.
 

 
www.cicinato.blogspot.com
 
Produção Cariri Cangaço
 
http://cariricangaco.blogspot.com/