Além do seu já conhecido papel desempenhado no contexto da históriografia do coronelismo caririense a partir da 1ª metade do século passado, Maria da Soledade Landim - Marica Macedo do Tipi - 'a brava sertaneja d'Aurora'(foto), também se destacou por protagonizar uma série de causos dignos de nota; muitos deles às vezes pitorescos e outros até mesmo considerados jocosos e hilariantes. A exemplo do que aconteceu por volta do ano de 1912.
Como já se sabe no tempo de Marica nada acontecia na Aurora, principalmente na região do Tipi que não fosse do seu inteiro conhecimento. Dado que ela exercia de fato e com mão de ferro, fatia importante do mandonismo local. Além de conselheira familiar, latifundiária e dona de engenho, Marica também era por assim dizer, dada a função de delegada, juiz e até tinha a força de prefeita.
Vamos aos fatos: Ocorre que sempre à tardinha dona Marica, como muitos a chamavam, gostava de sentar na sua cadeira de balanço(preguiçosa) no alpendre da
casa-grande que ficava(antes de mudar-se para o sítio Mel) no alto do antigo sítio Sabonete no riacho do Tipi. Um local estratégico de visão privilegiada da sua fazenda. De onde inclusive era possível observar a lida dos trabalhadores no eito do engenho, como ainda, todos os que transitavam pela estrada que fica mais embaixo.
Portanto, foi num desses finais de tarde que a ela foi surpreendida pelos acenos de um dos seus conhecido e antigo morador daquela ribeira.
- Dona Marica, dona Marica! Gritava o homem. Um senhor bem vestido e 'apessoado" como se dizia naquele tempo. - Queria ter um dedim de prosa com a senhora, completou.
- O que aconteceu homi de Deus, que vexame disgramado é esse? Desembucha logo,
replicou Marica.
- O que sucede dona Marica é que o fio de fulano de tal mexeu com a minha mocinha. E ainda mandou me dizer num desaforo, ou seja, com licença da palavra, que num casaria nem amarrado pelos ovos.
- Calma seu fulano, disse ela. Tudo tem jeito. Só num tem jeito nem conserto é pra morte: - Venha, se aprochegue e me conte essa história direito.
O homem com calma, após uma caneca d'água narrou-lhe com detalhes todo o acontecido.
Agora me diga, cadê o 'bolinador' da sua fia? perguntou a matriarca.
- Dona Marica, corre o boato de que ele já 'capou o gato'. Dizem que desabou pras bandas de Cajazeiras e de lá pra 'Sum Palo'.
- Ele é fio de quem? Ela infagou - de seu Sicrano, respondeu o reclamante. Marica ponderou fitando o horizonte como quem pensativa cochilava. Em seguida falou: - pois bem, vá pra sua casa, cuidar dos seus afazeres, porque já é noitinha e amanhã cedo eu resolvo a situação. Fique tranquilo, ela concluiu.
Um tanto desolado o pai da moça desceu os batentes da calçada e pegou o caminho de volta pela estrada velha do Tipi de cima.
No dia seguinte, antes do sol raiar Marica mandou seu 'ajudante de ordem' ir buscar o pai do tal 'rapaz namorador' para uma conversa na casa-grande.
Estava ela no meio do desjejum matinal quando o portador apareceu no terreiro com o convocado na garupa do seu cavalo.
Marica lhe pediu que entrasse até a sala do café e foi dizendo.
- Bom dia seu fulano, como está dona Sicrana sua esposa? perguntou.
-Tá bem dona Marica e com as graças de Deus e do espírito santo; o homem a respondeu, ainda que desconfiado em face daquele convite estranho e repentino.
- Seu fulano eu sei que vosmicê tem muito o que fazer essa hora no roçado. Por isso vou logo direto ao assunto. Prosseguiu a conselheira: - Imagino que o sr. saiba mais do que eu de que o seu filho mexeu com a mocinha de seu Sicrano, seu vizinho de terra. Mas, nada demais que a namorada não tenha apreciado. Namoro escondido dar sempre nessas coisas. Em seguida emendou: - Nem Deus e nem o diabo seguram a bolinação daquilo que tá quieto, mas nunca escondido o suficiente. Fogo e querosene não se misturam sem queimação, enfatizou.
- Então quero saber do sr. quando a gente pode marcar o casório. E, como gosto do que é direito, eu até me ofereço pra ser madrinha do seu netim quando vir ao mundo.
- Ao que o pai do namorado ali mesmo a respondeu: - dona Marica, o danado é que o rapaz foi se embora 'ternontonte', dizendo que num tinha gosto nem idade pra casamento. Por isso nada posso fazer pra atender seu pedido, respondeu o senhor. O homem pensava que a questão estava resolvida. Mas Marica não se dera por satisfeita...
Nem bem respirou e com um olhar sério e fulminante, cingiu o couro da testa e respondeu de supetão. - seu fulano, se coloque no lugar do outro. A menina pode até não ser tão inocente, mas era moça. Era virgem, boa e direita. E como o sr. muito sabe, não quero desfeita nem desassossego nas minhas terras. Nem nada que desagrade o bom cristão, nem a santa madre igreja.
- Mas...o que se há de fazer dona Marica, se meu rapaz foi embora pro oco do mundo de mala e cuia? disse o homem.
Marica então o perguntou: - se espírito num me engane, você tem outro filho, quase da mesma idade do 'malino fujão' né mesmo? O pai positivou com a cabeça. - Pois bem, completou ele. -Aproveite a viagem e desça já pra rua e cuide de acertar com o padre Vicente na casa paroquial, o casamento para esse sábado. Depois ainda explicou: - O noivo será o seu filho que está em casa. A final tudo que fica em família fica bem feito e resolvido, pois isso é do agrado de Deus e dos homens.
E assim acrescentou. - Diga ao padre Vicente que é tudo por minha conta. Os testemunhos eu também já escolhi. Essa é a solução que encontrei. Por enquanto, o assunto está devidamente encerrado seu menino! Tenha um bom dia.
- Sim senhora, dona Marica. O sr. a respondeu. Em seguida deu meia volta e desceu pela estrada da Boa Vista. Foi marcar o casório com o vigário padre Vicente Bezerra, do jeito que dona Marica propôs.
Na manhã do sábado seguinte, após a missa casaram-se na matriz do Menino Deus os rebentos do Tipi. Marica deu até um bode de presente para o almoço festivo. E o casal de noivos como dizem, foi próspero e muito feliz para todo o sempre. Foi assim que se deu. Mais uma história que ouvi contar.
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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém.
E entenda que:
"Perdoar é devolver ao outro o direito de ser bem feliz".
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo.
É melhor vivo medroso do que morto valente.
https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video "O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".
Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem.
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