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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

“PAJEÚ EM CHAMAS: O CANGAÇO E OS PEREIRAS”


Recebi hoje do Francisco Pereira Lima (Professor Pereira) lá da cidade de Cajazeiras no Estado da Paraíba uma excelente obra com o título "PAJEÚ EM CHAMAS O CANGAÇO E OS PEREIRAS - Conversando com o Sinhô Pereira" de autoria do escritor Helvécio Neves Feitosa. Obrigado grande professor Pereira, estarei sempre a sua disposição.


O livro de sua autoria “Pajeú em Chamas: o Cangaço e os Pereiras”. A solenidade de lançamento aconteceu no Auditório da Escola Estadual de Educação profissional Joaquim Filomeno Noronha e contou com a participação de centenas de pessoas que ao final do evento adquiriram a publicação autografada. Na mesma ocasião, também foi lançado o livro “Sertões do Nordeste I”, obra de autoria do cratense Heitor Feitosa Macêdo, que é familiar de Helvécio Neves e tem profundas raízes com a família Feitosa de Parambu.

PAJEÚ EM CHAMAS 

Com 608 páginas, o trabalho literário conta a saga da família Pereira, cita importantes episódios da história do cangaço nordestino, desde as suas origens mais remotas, desvendando a vida de um mito deste mesmo cangaço, Sinhô Pereira e faz a genealogia de sua família a partir do seu avô, Crispim Pereira de Araújo ou Ioiô Maroto, primo e amigo do temível Sinhô Pereira.

A partir de uma encrenca surgida entre os Pereiras com uma outra família, os Carvalhos, foi então que o Pajeú entrou em chamas. Gerações sucessivas das duas famílias foram crescendo e pegando em armas.

Pajeú em Chamas: O Cangaço e os Pereiras põe a roda da história social do Nordeste brasileiro em movimento sobre homens rudes e valentes em meio às asperezas da caatinga, impondo uma justiça a seus modos, nos séculos XIX e XX.

Helvécio Neves Feitosa, autor dessa grande obra, nascido nos Inhamuns no Ceará, é médico, professor universitário e Doutor em Bioética pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal), além de poeta, escritor e folclorista. É bisneto de Antônio Cassiano Pereira da Silva, prefeito de São José do Belmonte em 1893 e dono da fazenda Baixio.

Sertões do Nordeste I

É o primeiro volume de uma série que trata dos Sertões do Nordeste. Procura analisar fatos relacionados à sociedade alocada no espaço em que se desenvolveu o ciclo econômico do gado, a partir de novas fontes, na maioria, inéditas.

Não se trata da monumentalização da história de matutos e sertanejos, mas da utilização de uma ótica sustentada em elementos esclarecedores capaz de descontrair algumas das versões oficiais acerca de determinados episódios perpassados nos rincões nordestinos.
Tentando se afastar do maniqueísmo e do preconceito para com o regional, o autor inicia seus estudos a partir de dois desses sertões, os Inhmauns e os Cariris Novos, no estado do Ceará, sendo que, ao longo de nove artigos, reunidos à feição de uma miscelânea, desenvolve importantes temas, tentando esclarecer alguns pontos intrincados da história dessa gente interiorana.

É ressaltado a importância da visão do sertão pelo sertanejo, sem a superficialidade e generalidade com que esta parte do território vem sendo freqüentemente interpretada pelos olhares alheios, tanto de suas próprias capitais quanto dos grandes centros econômicos do País.

Após a apresentação das obras literárias, a palavra foi facultada aos presentes, em seguida, houve a sessão de autógrafos dos autores.

Quem interessar adquirir esta obra é só entrar em contato com o professor Pereira através deste e-mail: franpelima@bol.com.br
Tudo é muito rápido, e ele entregará em qualquer parte do Brasil.

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NOVO LIVRO NA PRAÇA "O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 
Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br 
fplima1956@gmail.com

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2016/08/novo-livro-na-praca_31.html

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CORDEL - PRINCESA E SEUS TOPÔNIMOS - AS RUAS DA MINHA HISTÓRIA

Por Rena Bezerra

PRINCESA E SEUS TOPÔNIMOS
“As ruas da minha história”

A Coronel Marcolino
Mostrando a sua grandeza,
Antigamente era aonde
Morava toda nobreza,
Hoje no dia atual
É centro comercial
No coração de Princesa.

Presidente João Pessoa
Aqui virou avenida,
Um homem que no passado
Aqui não teve acolhida,
Por ser figura notória
Faz parte de nossa história
Homenagem é merecida.

Rua Arrojado Lisboa
Conhecida por Cancão,
Na sua simplicidade
Também merece menção,
Por acolher moradores
Guerreiros, trabalhadores
Desde a sua fundação.

A bela Professor Rosas
Acolhe a terceira idade,
Ela é aconchegante
Repassa tranqüilidade,
Cresceu vagarosamente
Ela hoje está presente
Bem no centro da cidade.

Velha Rua da Cadeia
Ou Rua Conrado Rosas,
Por ter se feito num alto
É das ruas mais vistosas,
Honrando o nome que tem
Nela se encontra também
Famílias maravilhosas.

A Rua São Roque é
Hoje a maior da cidade,
Também acolhe o comércio
Com originalidade,
O trânsito nela se esvaia
Do centro ao Bairro Maia
Com muita intensidade.

Rua Sólon de Lucena
Faz parte da fundação,
Foi nela que edificaram
O trono da educação,
Reflete feito um espelho
Nossa Escola Bom conselho
Também merece menção.

Presidente Suassuna
Conhecida por Cruzeiro,
Saída pra capital
Ou pra qualquer paradeiro,
Quem vem chegando ela abraça
Mostrando o ar da graça
Desse povo hospitaleiro.

‘Canhoto da Paraíba’
O nosso Chico Soares,
Também virou logradouro
Aqui e em outros lugares,
Na Praça Frei Damião
O mágico do violão
Deixou seu nome nos lares.

Cel. Marçal Florentino
Um grande da região,
La na Praça Padre Cícero
É sua localização,
Viveu seu tempo de glória
Deixou seu nome na história
Na grande revolução.

A São Vicente de Paula
Por muito tempo acolheu,
O povo simples pacato
Que em Princesa viveu,
Ela foi abençoada
Quando foi agraciada
E o Hospital recebeu.

Tem a Rua Cônego Floro
Antiga Rua do Silo,
Situada ali no centro
Acolhe um povo tranqüilo,
Moradores bem decentes
Que vivem tranquilamente
Cada qual com seu estilo.

Rua Tenente Oliveira
De gente humilde e pacata,
Hoje Praça da Saúde
Localização exata,
Acompanha a fundação
Tempo que a população
Botava água na lata.

A de nome mais bonito
Tem o nome de Saudade,
Nela passa a riqueza
A pobreza e vaidade,
Passa a luxúria, avareza
A soberba, boniteza
Pra morar na eternidade.

Aqui nós temos as praças
Mais lindas dessa ribeira,
Natália do Espírito Santo
Nossa maior fazendeira,
(Se chama Estrela ou Lagoa)
Praça Epitácio Pessoa
E a Cel. Zé Pereira.

Praça José Nominando
‘Seu’ Marçal, Maria Aurora,
Rua Padre Arcoverde
Que conserva até agora,
O seu belo casario
Que até hoje resistiu
Ao progresso que devora.

Também temos outras ruas
Que vieram referendar,
Várias personalidades
Deste distinto lugar,
São tantas ruas com nomes
Próprios e com cognomes
Que dá trabalho falar.

Então assim terminei
Essa minha trajetória,
Pelas ruas principais
Fiz um passeio de glória,
Não ficou um só lugar
Foi muito bom relembrar
As Ruas da minha história.

Poeta cordelista
Rena Bezerra

-Esse cordel está sendo apresentado pela professora da rede estadual da Escola Gama e Melo, Joseane André, no Projeto Pedagógico de mesmo nome, Princesa e Seus Topônimos - As Ruas da Minha História -

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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MOSTRA CULTURAL GEOGRAFIA DO NORDESTE OCORRERÁ EM OUTUBRO

Por Iuska Freire - 4 de setembro de 2017

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) realiza no dia 09 de outubro a Mostra Cultural Geografia do Nordeste. A atividade é uma iniciativa da disciplina Geografia do Nordeste, ofertada no 7º período de Geografia (Licenciatura), pelo professor José Romero Araújo Cardoso.


A Mostra Cultural será realizada no pátio da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC), Campus Central, e contemplará aspectos geohistóricos e culturais do Nordeste Brasileiro, visando contribuir para o conhecimento sobre a região nordestina.

O evento cultural destacará eixos temáticos como: A organização do espaço nos(r)destino, a arte das músicas de Luiz Gonzaga, Culinária Regional e Cordel e Repente.


A atividade vinha sendo pensada desde a realização do XXIII Encontro Estadual de Geografia do Rio Grande do Norte, no minicurso ministrado pelo professor Romero Cardoso sobre a importância das músicas de Luiz Gonzaga para o estudo e compreensão do Nordeste Brasileiro.


O evento conta com o apoio da UERN, da FAFIC e é promovido pelo Departamento de Geografia (DGE) e pelo Centro Acadêmico Mirian Gurgel Praxedes, do curso de Geografia, Campus Central da UERN.

A Mostra Cultural da Geografia do Nordeste tem como público-alvo professores e alunos do curso de geografia, áreas afins, bem como todos aqueles que se interessarem pelo tema.


Enviado pelo professor, escritor pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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EDUCAÇÃO: VOCÊ SABIA?

Por Clerisvaldo B. Chagas, 4 de setembro de 2017 - Escritor Símbolo do Sertão Alagoano - Crônica 1.729

Estamos dentro dos 83 anos da primeira escola grande particular de Santana do Ipanema e, talvez, do Sertão alagoano. Aconteceu em 11 de julho de 1934, a fundação do “Colégio Santanense”, na chamada Rua Nova, número 281. O empreendimento foi executado pelo professor Flávio de Aquino Melo e funcionava nos três turnos. O nível era primário durante a manhã, secundário na parte da tarde e, à noite, Curso Comercial para os que trabalhavam no comércio. Depois, o mano do professor Flávio, Floro de Araújo Melo, continuou o trabalho numa época de escassa mão de obra para o Magistério. Governava a cidade, Francisco de Barros Rego. O nível secundário, que correspondia da quinta a oitava série, apresentava as seguintes matérias: Francês, Matemática, Geografia, História da Civilização, Ciências Físicas e Naturais, Português, Latim, História do Brasil e outras. Existe uma variante da data de fundação, com diferença de dias, mas em 1934.
Em 1938 foi inaugurado o primeiro grupo estadual do município, o “Padre Francisco Correia”, no Bairro do Monumento. E mesmo com essa escola pública, o “Colégio Santanense” continuou funcionando até fevereiro de 1940, quando o proprietário e diretor Floro de Araújo Melo foi embora para o Rio de Janeiro. Na época de Floro, o então, jovem Darras Noya de Pão de Açúcar e que hoje é nome de museu, muito ajudou na parte recreativa do Colégio. Floro tornou-se escritor com vários livros publicados.
O próprio dono do “Colégio Santanense” fala sobre as formas de castigos da época como: ajoelhar o aluno em grãos de milho ou prendê-lo em quarto escuro e aplicar “bolos” na palma da mão com a palmatória.
Antes de 1934, havia às escolinhas, particulares ou não que funcionavam nas residências das próprias professoras. Umas funcionavam somente com meninos, outras somente com meninas. Ainda algumas mistas.  Muito tempo após a fundação do grupo Padre Francisco Correia, outra escola semelhante foi instalada no Bairro Camoxinga, denominada Ormindo Barros.
Escola pública mesmo, da quinta série em diante, somente a partir da fundação da Escola Estadual Deraldo Campos, hoje Mileno Ferreira.
Esperamos que essa crônica tenha sido útil às suas pesquisas educacionais do município.
·         O professor Flávio Aquino Melo, pioneiro de escolas grandes no sertão, faleceu em Recife, vítima de trânsito (ônibus em marcha ré).
·         O professor e escritor Floro de Araújo Melo, faleceu no Rio de Janeiro.


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MINHA AMADA

*Rangel Alves da Costa

Amo amar minha amada. Amo o amor que sinto pela minha amada. Depois de tantos versos e prosas pela estrada, eis que enfim encontrei a poesia na minha amada. Estrofes perfeitas num livro escrito a cada dia. Rimas e desacertos, mas ainda assim na doçura do amor sentido. Ora, não há beleza maior que sentir-se adolescente, menino apaixonado, que já na estrada sentir que estar colhendo as flores jamais avistadas noutros idos e noutros jardins. Por isso amo tanto amar minha amada.
Que doces estranhezas são os destinos. Sozinho pelos caminhos de cada dia, apenas seguindo sem levar buquê à mão ou versos à boca, de repente uma cor diferente é avistada ladeando a estrada. O amor surgido em pequena pétala de flor, uma pequena flor do campo maravilhando o olhar e despertando sentimentos ao coração quase inerte de desencanto. Quando me aproximei daquela pequena flor, daquela rubra flor, logo avistei o amor. Menina bela, suave, perfumada, de lábios encantadores, de olhos de mar e terra, de corpo perfeito. Ali a minha amada, ali a minha amada.
Avistei a pequena flor do campo, amei, enamorei, apaixonei, mas segui adiante sem muito acreditar que tão forte e profundamente já amava. Eu queria, eu queria aquela flor. Eu sentia a necessidade de ter aquela flor pra mim. Mas segui adiante para logo retornar com a pressa e a avidez dos apaixonados. Reencontrei minha pequena flor ainda mais bela, ainda mais linda, ainda mais encantadora ao meu olhar e ao meu desejo de mais amar. A ela perguntei se comigo seguiria ao meu jardim e ela silenciou. Mas sorriu. E no sorriso a certeza de que já era minha. E ainda hoje esta flor, esta tão bela flor, está comigo desde o alvorecer ao anoitecer, adentrando as madrugadas de luas e estrelas apaixonadas.
Hoje confesso o quanto foi maravilhoso esperar que o destino me mostrasse aquela pequena flor. Hoje confesso que nunca valeu tanto a pena esperar quanto essa espera para o melhor encontro. Hoje estou amando, enamorado, apaixonado. Hoje tenho comigo não só a flor como todo um jardim ao meu lado e dentro de mim. Num corpo de mulher a pétala e a fragrância, o brilho viçoso e o perfume, a beleza da flor e sua magia. E seu corpo abraço e seus lábios eu beijo como se da carícia houvesse a necessidade de a todo instante re nascer pelo amor. Por isso confesso ainda:
Doces são os lábios de minha amada. Delicioso pomar é o corpo de minha amada. Nuvens e céus, estrelas e luas, mares e horizontes, revoadas e entardeceres, sóis e arrebóis são os olhos de minha amada. Plumas, asas, sopros, asas de borboletas e colibris, perfume de brisa do alvorecer, são as palavras de minha amada. Conforto e segurança, encorajamento e prazer, repouso e tentação, tudo à presença de minha amada. Sou feliz quando estou assim, quando me sinto assim, quando sou todo assim.
E ela é linda, é bela, é formosa como a flor mais bela. Morena clara e tingida de sol, feição nativa na maior formosura e simplicidade. Olha pra mim de um jeito diferente, pois também palavra e sorriso. Aproxima-se de mim e então as portas e janelas se abrem para a primavera mais perfumada. Beijo-te a face, beijo-te a boca, beijo-te os cabelos, beijo sua saudade, quando distante de mim está. E ao teu lado deito, ao teu lado amo, adormeço, sonho, viajo, e retorno sempre aos teus braços.
E ao ouvido digo baixinho: Te amo! E sempre repito: Te amo, te amo!

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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ENFIM... DOUTOR...

Por Prof. Dr. Fábio Beserra

Enfim... Doutor...
Não, não é um ponto de chegada... mas de partida!
Foram quatro anos de dedicação, esforço e solitude.
Debates com a academia. Embates comigo e com meus demônios.
Um relacionamento de amor e ódio com a Geografia.
Termino novamente apaixonado por esta ciência difícil e desafiante, encantadora e reveladora, e com a certeza de que há muito a aprender, muito a fazer... o resto da vida a geografar!


Há muitos obrigados e abraços a serem dados:
À Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), na pessoa do atual reitor, Prof. Pedro Fernandes Ribeiro, por ter me dado as melhores condições para a realização dessa pesquisa.

À Maysa Mayran, que enfrentou tudo isso comigo... Eu te amo!

Ao Edilson Pereira Júnior, orientador, amigo, conselheiro, a você, querido, devo minha formação... Torço para que nossa caminhada permaneça por muitos e diferentes espaços!


Aos(Às) professores(as) doutores(as) que compuseram minhas bancas de qualificação e de avaliação final: Alexandre Queiroz (UFC), Denise Cristina Bomtempo (UECE), José Lacerda Felipe Felipe (UFRN), José Borzacchiello da Silva (UFC) e Maria Encarnação Beltrão Sposito (Carminha Sposito) (UNESP/Presidente Prudente). Além de fontes de inspiração, foram grandes parceiros, contribuíram com o melhor que podiam, me incentivaram em todos os aspectos. Obrigado por me dizerem onde errei e onde acertei. Isso fará de mim um geógrafo melhor.


À Denise Elias e ao Luis Renato Pequeno, outrora professores, agora, também amigos. Obrigado pelo incentivo, pelo apoio, pela confiança, pelo acompanhamento e por tudo o que me ensinaram em todo o tempo...


Aos professores que me auxiliaram durante a Missão de Estudos no Rio de Janeiro, agradeço-os na pessoa do Prof. Dr. Rogério Haesbaert.

Aos colegas do Departamento de Geografia da UERN: muito obrigado por terem assegurado o tempo necessário para realização desse trabalho.


Aos(Às) amigos(as) próximos e distantes: Fabiano Mendes e Lindercy Lins, que leram porções do trabalho em construção; ao Rafaell Medeiros, cujas orientações de formatação foram imprescindíveis. Ao Filipe Peixoto, pela ajuda com os cartogramas. Ao Cláudio Smalley, pelos artigos e livros compartilhados, pelas discussões e pela ajuda com as traduções. E, um xêro especial na Manuela Aguiar Araújo... Manu, você me ajudou com traduções, com sua interpretação quando dizia o que via nos meus "mapas" e, quando ao final dizia "estão lindos". Obrigado também pelo apoio com as traduções! E, claro, pelas noites etilíco-reflexivas...)


Aos(Às) bolsistas do LETTUR, que me ajudaram com a tabulação e organização de muitos e muitos dados. Queridos, queridas, espero um dia poder contribuir também com vocês. Sinto-me em débito convosco.


Muita gente cruzou, passou, saiu ou permaneceu na minha vida durante essa trajetória. Não vou arriscar citar nomes, mas vocês saberão quem são: estiveram comigo nas mesas de bares e nos cafés, nas trajetórias terrestres e aéreas, nos quintais e nas cozinhas de casas. Sintam-se abraçados.


Mãe, Sunamita Beserra, irmã, Fabiana Beserra, cunhado-amigo Paulo Henrique Araujo... consegui... Vocês também fazem parte dessa história. Obrigado!!!

Minha sogra (Bibia Chaves)... obrigado pela paciência e pelas hospedagens...
Abraços e Xêro em todos vocês!

Fábio Beserra - Professor-Adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

Enviado pelo professor, escritor pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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VOLTA SECA NO DIÁRIO DA NOITE (PARTE 1)


Provavelmente, não existiu cangaceiro, que concedeu e foi tema de entrevistas e matérias jornalísticas mais que Antônio dos Santos, o Volta Seca...em revistas, por exemplo, ele contou sua biografia nas páginas do O Cruzeiro, O Malho e Manchete, nos jornais, apareceu no Diário de Pernambuco, O Globo, Diário da Noite e até no polêmico O Pasquim, dentre outros.


Ainda, sobre o Diário da Noite e Volta Seca, o jornalista Berliet Júnior, produziu no final de 1949 e inicio de 1950 série de vinte reportagens com o cangaceiro, no momento em que ele, estava preso em Salvador, matéria que irei compartilhar com os membros deste grupo, a partir de hoje.

O cangaceiro Volta Seca

Do ponto de vista literário, o sonho de consumo dos leitores do cangaço, certamente, é a obra do famoso escritor lampiônico Nertan Macedo, "Volta Seca, O Menino Cangaceiro" publicado em 1982, tendo se tornado livro raro e de difícil disponibilidade em sebos. 


Aliás Nertan Macedo escreveu sobre tudo do cangaço, Lampião, Sinhô Pereira, Antônio Conselheiro, Abílio Wolney e Floro Bartolomeu, aproveito para recomendar este autor, que escreve com grande qualidade.


Finalmente, não vejo em Volta Seca, cangaceiro de trajetória obscura ou significativa,na medida em que ele contou tudo, para todos, o tempo todo, inclusive aumentou um pouco, aqui e ali, de suas aventuras no grupo de Lampião, sem falar que ocupava a função de cabra, nada além disto.

As imagens desta postagem, foram extraídas da revista O Cruzeiro, de minha propriedade, publicada em 02.12.1944 e que consegui adquirir e postar em alguns grupos de estudo do cangaço, em primazia absoluta, a capa do procurado livro de Nertan Macedo, e o Diário da Noite de 27.12.1949 (Parte 1). Boa leitura!

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5

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MARIA BONITA NA LITERATURA DE CORDEL.

Por Kydelmir Dantas

A Literatura de Cordel apresenta mais de 1000 títulos com o tema Cangaço e destes apenas cerca de 10% falam da presença feminina. Logicamente, a maior quantidade de títulos dedicado ao principal nome feminino, Maria Bonita (Maria Déa de Oliveira) deste movimento social que abrangeu o Nordeste até meados do Século XX. 


As outras que mereceram um título foram DADÁ, SILA, INACINHA, ELEONORA e ARISTÉIA. As demais foram inseridas em folhetos com títulos abrangentes AS MULHERES CANGACEIRAS.


No acervo pessoal temos 55 exemplares que 'homenageiam' a Rainha do Cangaço. (Kydelmir Dantas).

Fonte: facebook
Página: Kydelmir Dantas

https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=471981293167921&id=100010681625071&notif_t=tagged_with_story&notif_id=1504524457189549

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O SERTÃO EM CHAMAS

Por Enéas Athanazio - Promotor de Justiça aposentado, advogado, escritor.

O cangaço foi um fenômeno brasileiro sem similar na história ou no mundo. (…)

Chegada do canhão Krupp de 75 mm no arraial do Belo Monte (Canudos)...registro: Flávio de Barros. Julho de 1897.

Apesar do tempo decorrido, o cangaço continua instigando os pesquisadores e a bibliografia a respeito não cessa de crescer. Entre os mais recentes lançamentos está o extraordinário livro “O sertão anárquico de Lampião”, de autoria de Luiz Serra (Outubro Edições – Belo Horizonte – 2016).

Lampião e Manoel Juriti, com as vestimentas ornadas do cangaceiro. 
(1936 ... foto: Benjamim Abrahão)

Escrito em linguagem elegante e contendo interessantes fotos, o autor faz uma abordagem histórica e sociológica do fenômeno, mostrando como o meio anárquico e a ausência do poder estatal permitiram o surgimento e a sobrevivência do cangaço por tanto tempo, mesmo perseguido sem cansaço pelas forças policiais de todos os Estados nordestinos. Segundo revela, desde longa data, o sertão fervilhava de combatentes engajados em variados movimentos sediciosos. Entre eles, recorda a Guerra de Canudos, a chamada sedição de Juazeiro, em que o Padre Cícero Romão Batista chegou a derrubar o governador do Estado, a Coluna Prestes, que ameaçava o poder dos “coronéis”, a chamada República de Princesa, em que o 

Este o coronel sertanejo do algodão, o paraibano José Pereira, que chegou a ter um "exército" de 1800 jagunços armados para combater cangaceiros e inimigos políticos poderosos do sertão anárquico. Expulsou o ex-amigo Lampião da Paraíba.

“coronel” José Pereira Lima declarou a independência de seu município, desafiando o poder estadual e, por fim, o assassinato de João Pessoa, em Recife, candidato a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas, fato que teria sido o estopim para a deflagração da Revolução de 1930.

Padre Cícero, com seu cajado, indo pegar seu automóvel Ford, em Joazeiro, tendo ao lado esquerdo seu secretário o árabe mascateiro e fotógrafo Benjamim Abrahão. .. Diário do Nordeste (1930).

Todos esses acontecimentos, contemporâneos ou em sequência, contribuíram para a formação do cadinho revolucionário que permitiu a criação de bandos cangaceiros que agiram por longos anos. Só a carreira de Lampião durou vinte anos.

Prestes e Getúlio Vargas no mesmo palanque eleitoral. Cena inusitada para os acontecimentos anteriores a 1937... arquivo: Celina vargas Amaral Peixoto.

Todos esses aspectos são estudados em minúcia, com base em extensa pesquisa, inclusive in loco, entrevistando testemunhas e conhecedores do assunto, de maneira a transmitir ao leitor um painel rico e completo sobre o curioso fenômeno. O livro de Luiz Serra se integra a partir de agora entre as obras indispensáveis ao perfeito conhecimento do tema.

Livraria Sebinho de Brasília (julho 2017).

Enéas Athanázio tem 48 livros publicados, em variados gêneros literários. Recebeu prêmios literários, faz parte de diversas entidades culturais. Articulista do Jornal Página 3, e da Revista Blumenau (Cadernos), e no Coojornal, Revista Rio Total (online).

Escrito por Enéas Athanázio, 30/01/2017 às 11h29  e.atha@terra.com.br

Fonte: facebook
Página: Luiz Serra

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