Autor José Di Rosa Maria
Desenho: Internet
Sou filho do semiárido
Herói da vida campeira
Primo do mandacaru
Irmão da carnaubeira.
Parente do juazeiro
Que atravessa o ano inteiro
Verde como um periquito
No chão que a seca castiga
Não se conhece quem diga
Que tem algo mais bonito.
Castigada pelo sol
Minha pele de vaqueiro
Tem a cor da substância
Da casca do cajueiro.
Odeio cortar caminho
Sou forte como o espinho
Da folha da macambira
Das minhas mãos calejadas
Conclusões precipitadas
Quem tem juízo não tira.
Deixando o campo assolado
No ano que a seca avança
Perco plantações e gado
Mas não perco a esperança.
De dar a volta por cima
Que a seca não desanima
Quem não se rende à quizília
Encaro a fome com calma
E arranco da fé da alma
O pão pra minha família.
Sempre que a estiagem
Perde a mira e sai de linha
Percebo que não há terra
Boa do tanto da minha.
Pra começar dar de tudo.
Só a fonte de estudo
De Deus conhece o segredo
Quem chega aqui todo errado
Ainda vai atrasado
Mesmo indo embora cedo.
Aqui só não vive bem
Quem não trabalha esperando
Que o governo lhe dê
O que estiver faltando.
Esperar por quem repete
Que dar, mas o que promete
Não tem quem veja chegar,
Pra mim e pra mais alguém
É coisa pra quem não tem
Coragem de trabalhar.
Este havia sido enviado em 2017 pelo saudoso professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.
Fotografia do Poeta e violeiro José Di Rosa Maria.
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES:
Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas, desculpa-o antes, porque faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional, você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.
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