Por José Mendes Pereira
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domingo, 4 de janeiro de 2026
FRANCISCO AGENOR FERREIRA.
LUIZ GONZAGA E O RIO GRANDE DO NORTE.
Por Kydelmir Dantas
Uma ideia surgida há 15 anos acaba de se tornar realidade. O professor e historiador Kydelmir Dantas lançou no final do ano passado, na capital potiguar, durante a II edição da Feira de Livros e Quadrinhos, o título "Luiz Gonzaga e o Rio Grande do Norte", no ano do centenário de nascimento do "Rei do Baião", data celebrada em todo o país com uma série de atividades.
Fonte: Jornal O Mossoroense - Redação
O Título Já está à venda na LIVRARIA NOBEL
com verbetes:
FAMÍLIA FERREIRA NASCEU PARA LUTAR CONTRA AS SUAS VÍTIMAS.
Por José Mendes Pereira
Existe um comentário na literatura lampiônica que o ódio e a valentia dos Ferreiras herdaram da mãe dona Maria Sulena da Purificação, porque, enquanto o José Ferreira dos Santos desarmava os seus filhos na porta da frente, ela os armava na porta de traz, e ainda dizia publicamente que: “não tinha tido filho para ser desmoralizado e nem para ficar no caritó”.
Lógico que os seus filhos não desejavam uma vida intranquila para os seus pais e irmãos que não tinham nada a ver com as suas brigas, mas sem ter outro jeito, devido as suas rixas e ódios, infelizmente criaram um mundo infernal e difícil para eles e para toda família. Marcharam em busca do desassossego, do corre corre, tanto para eles como para os pais e irmãos.
Feliz daquele que ele o odiava e não chegou a passar pelas suas mãos vingativas. A morte para os seus inimigos não tinha semelhança. Morreria de qualquer jeito.
KÁTIA CANTORA
Por Wikipédia
Kátia Garcia Oliveira (Rio de Janeiro, 26 de
março de 1962)
é uma cantora e compositora brasileira. A
cantora fez sucesso e ganhou diversos prêmios nos anos
80. É afilhada artística de Roberto
Carlos.
Biografia e carreira
Nascida em parto prematuro, que
como sequela gerou uma deficiência visual, durante sua infância já
demostrava interesse pela música, tanto que aos quatro anos ganhou de presente
de seu pai um piano.
Seu avô paterno, pianista, lhe iniciou as primeiras notas musicais e os
primeiros acordes. Aos 12 anos, iniciou suas composições musicais e pouco tempo
depois mostrou suas músicas para o cantor Roberto
Carlos, amigo de seu pai. Ele, então, a indicou a fazer um teste na
gravadora CBS (atual Sony
Music).[1]
Kátia foi aprovada em seu teste e
no ano de 1978 iniciou
sua carreira artística, lançando sua própria composição: Um compacto simples
com a música Tão Só.[1]
Em 1979, ganhou de
presente de Roberto Carlos a música Lembranças, gravada por ela em seu
álbum de estreia, cuja canção-título é a mais conhecida de sua carreira até
hoje. A canção que puxava o álbum de estreia da cantora, ultrapassou a
impressionante marca de mais de 1 milhão de cópias vendidas, além de permanecer
seis meses em primeiro lugar em todas as rádios do Brasil.[1]
Contudo, foi nos anos 80 que
atingiu o auge da fama, quando, em 1980, outro presente de Roberto Carlos poria
Kátia novamente nas paradas de sucesso: Cedo Pra Mim. Mais uma novela é
brindada com mais uma gravação de Kátia: Bons Amigos, desta vez na trilha
da novela O Amor é Nosso, da Rede Globo, canção do mesmo álbum
de Cedo Pra mim.[1][2]
Em 1981 outro compacto simples
destaca Kátia mais uma vez. A música Ah, Esse Amor conquistou mais
uma vez o público. Em 1982 lança o álbum Sabor, que trazia também mais uma
canção de sucesso: Até Quando.[1]
Em 1984 Kátia aparece cantando as
músicas Sempre Me Faz Bem e Todo o Prazer. Já noutra companhia
de discos, Kátia tem novamente outro estrondoso sucesso: Qualquer Jeito,
mais uma composição do padrinho Roberto Carlos. O mesmo disco destacou outras
canções, como Desejos, com participação de José Augusto, e Jogo Marcado.[1]
Em abril em 1987 estourava nas
rádios seu maior sucesso, Qualquer Jeito, uma versão de It Should Have Been Easy,
composição de Bob McDill, gravada por Anne
Murray em 1982, e assinada por Roberto Carlos, padrinho artístico da
cantora, e Erasmo Carlos.[1]
Em 1988 Kátia foi convidada a
gravar com o cantor e compositor Leonardo Sullivan a música Uma Voz no
Coração, que teve bastante execução.[1]
Com o fechamento da 3M, Kátia
faz, em 1989, sua estreia na PolyGram (atual Universal
Music), onde também fez interpretações e composições, incluindo as
músicas Me Ensina o Que Fazer e Coração Ferido.[1][2]
Em 1990,
lançou Conversa Comigo, com destaque também para a música Idas e
Voltas. Em 1992, interpreta Quando o Amor Acaba e De Carona na
Felicidade, com participação especial da dupla Tiãozinho & Alessandro,
irmãos dos cantores Chitãozinho e Leonardo.
Ao gravar Outra Vez, no mesmo álbum, Kátia foi uma das primeiras artistas
a gravar uma canção de Zezé Di Camargo, que estava então em seu segundo
CD.[1]
Em 1993 lançou seu primeiro
trabalho internacional: um álbum em castelhano ganhou
as paradas de sucesso na América Latina, colocando a música Tan
Sola como uma das campeãs de execução, além de outra faixa do
CD, Micaela, ter sido tema de abertura de novela do mesmo nome,
apresentada em horário nobre na TV espanhola. O mesmo CD foi lançado no Brasil
em português, com destaque para a versão de Tan Sola, que por aqui ficou
conhecida como Sozinha. A música de Kátia ficou nas paradas de sucesso
durante 17 semanas na Bilboard Latina.[1]
Conquistou discos de ouro,
platina e diamante, além de troféus importantes como Globo de Ouro, Sharp,
Disco Mais Vendido, Cantora Revelação, música do ano, cantora revelação, a voz
romântica do Brasil e muitos outros.[1][2]
Depois de 1994, Kátia decidiu
dedicar-se à causa dos deficientes visuais, através da distribuição do software Dosvox,
tendo trabalhado também junto ao projeto Virtual Vision da empresa Micropower.
Em 2002 foi premiada pela Fundação Bradesco pelos relevantes serviços prestados
aos deficientes visuais no Brasil.[1]
Vida pessoal
Optou por não casar e não ter
filhos para dedicar-se integralmente a sua carreira artística. Vive sozinha em
seu apartamento na zona sul carioca.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
VÍDEO ENTREVISTA (REAL) COM VOLTA SECA | O CANGAÇO NA LITERATURA #103.
Por Volta Seca
RÁDIO DIFUSORA DE MOSSORÓ (AM 1170) – 72 ANOS DE HISTÓRIA NO RADIOJORNALISMO MOSSOROENSE
Por O Jornal O Mossoroense.

A Rádio Difusora de Mossoró completa 72 anos nesta quarta-feira (07). É a primeira rádio oficial da cidade, a primeira do interior e a terceira emissora implantada no Rio Grande do Norte. Em 20 de outubro de 1946, o jornal O Mossoroense, já noticiava as primeiras movimentações para a instalação da rádio, que só viria a se concretizar, quatro anos depois:
“Entrou em franca atividade o movimento para aquisição de uma difusora local. A firma Pinto & Sales, cujos atuais conponentes, Srs. Jorge Pinto e Francisco Sales Santos Bezerra, não teem poupado esforços no sentido de dotar Mossoró das maiores e mais justa realizações, está á frente do louvável empreendimento, já tendo enfrentado em negociações com a RCA Victor para comprar de uma aparelagem de 500 wst que capacitará a nossa futura estação de rádio. Podemos assegurar que em dias da proxima semana será fundada a Rádio Difusora de Mossoró S/A, cujo movimento de ações foi iniciado com os melhores auspicios, sendo das cogitações de seus empreendedores a aquisição do predio em que funcionou o Cine-teatro Déa, à rua 6 de Janeiro, de onde partirá até julho do ano vindouro a voz de Mossoró, atravez de suas ondas artezianas.”
No dia 02 de março de 1947 foi fundada a “Sociedade Difusora de Mossoró”, mais uma vez O Mossoroense publicava:
“A Difusora Mossoroense será fundada hoje, no Pax.” Eis na íntegra a seguinte notícia: “Realizar-se-á às 9 horas da manhã de hoje, no Cine-PAX, a sessão preparatoria para a fundação da Difusora Mossoroense S/A, entidade constituida por pessoas de evidencia nos circulos comerciais, com a louvavel finalidade de dotar o nosso meio com uma estação de rádio. Na mesma reunião será proclamada uma diretoria provisoria, sendo acertadas as bases para a constituição do capital que integrará a Difusora Mossoroense. Ao que estamos informados, está em via de aquisição por parte dos idealizadores da nossa estação de rádio, um transmissor RCA – BTA-IL para 1.000 watts, constituindo este, tambem, um dos grandes assuntos a serem tratados na reunião da manhã de hoje”.
Eram os primeiros passos para a criação da Rádio Difusora, vinda a cabo pelas mãos dos organizadores Luiz Gonzaga Santos, Francisco Nunes, José Monte, José Genildo de Miranda, Jorge Pinto, Bruno Nogueira Freire, Orlando Cosme, Tiburtino de Queiroz e Garibaldi Noronha.
Em fevereiro de 1950 já se encontrava em Mossoró a aparelhagem da futura emissora que viria a funcionar na frequência de 1370 quilos ciclos, sendo sintonizada através de Amplitude Modulada (AM). O equipamento foi adquirido da Rádio Philips do Brasil e mais uma vez a notícia foi publicada no jornal centenário na edição de 12 de fevereiro de 1950, chamando a atenção do leitor para uma possibilidade da emissora entrar no ar nos primeiros dias de março, mas numa fase experimental, na antiga Rua 6 de Janeiro, no centro de Mossoró.

O acontecimento marcante, no entanto, só veio a acontecer no dia 07 de setembro, com grande festa e evento solene às 8h, na Avenida Cunha da Mota, no bairro Pereiros. As instalações receberam as bênçãos e prelação de Dom João Batista Portocarrero Costa, segundo Bispo da Diocese de Mossoró. Assim antes adaptados a ouvir a programação de emissoras de Fortaleza, Recife e Natal, os mossoroenses passaram a ter uma emissora própria local.
A solenidade inaugural contou ainda com visitação aos estúdios e dependências de administrações da Rádio Difusora, fazendo o uso da palavra Dr. Paulo Gutemberg de Noronha Costa, superintendente da emissora; o professor Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, representando o prefeito da época, Jorge de Albuquerque Pinto e o bispo da Diocese de Mossoró, Dom João Portocarrero Costa, declarando inaugurada a rádio.
Às 20h ocorreu um grande show musical, com o cast artístico da Difusora, dentre os quais: Manoel de Souza Queiroz, Dalva Estela Freire, Josué de Oliveira, Dayse de Melo Pinheiro, Maria Neusa Freire, Maria Aparecida, Maria Stella Nogueira Freire, Maria Laura da Silva, apresentação da Orquestra Jazz Tangará, pertencente à própria rádio e que teve duração até 1952 e Conjunto Regional, organizado por Paulo Gutemberg, e que teve duração até 1959. Durante todo o dia, a Rádio esteve no ar, com programa de estúdio patrocinado por várias firmas locais.

“…z y20, rádio Difusora de Mossoró, que opera na frequência de 1.270 kilociípitos, onda média de 256 metros, ponto quarenta…” (Vinheta de divulgação da Rádio Difusora de Mossoró, em 1950).
Compunha o primeiro quadro de locutores: Francisco Paula Brasil, José Genildo, Genaro Fonseca e Cleide Siqueira (a primeira mulher radialista do rádio mossoroense). Todos os eventos eram realizados no Cine Caiçara e retransmitidos para a Rádio, podendo ser escutados em todos os cantos da cidade, inclusive para quem não tinha como assistir ao vivo as apresentações, pois era necessário comprar ingresso.
A Rádio também realizava grandes promoções e shows com artistas de renome nacional, como: Alcides Gerardi, Elza Laranjeira, Nora Ney, Jorge Goulart, Luiz Gonzaga, Trio Irakitan, Bob Nelson, Renato e seus Blues Caps, Carlos Gonzaga, Ângela Maria, Emilinha Borba, Cauby Peixoto, Conjunto Farroupilhas, Nelson Gonçalves, Coronel Ludugero, Izaurinha Garcia, Núbia Lafayete, entre outros.

Inicialmente, a Difusora funcionava no 1° andar do antigo Cine Caiçara, na rua Alfredo Fernandes e depois foi transferida para a rua Dionísio Filgueira, no centro da cidade, e, posteriormente, passou definitivamente veio a ser instalada na avenida Cunha da Mota, no bairro Pereiros.
De caráter informativo e educativo, o programa “Vesperal das Moças”, apresentado pelo radialista Genildo Miranda, no auditório do Cine Caiçara, tinha sempre casa cheia e foi responsável por revelar um grupo de comunicadores formado por Ivonete de Paula, José Maria Madrid, Ely Mendes, Rita Mangabeira, além de outros, que após teste, passaram a compor o elenco da radionovela transmitida pela emissora e onde permaneceram por muito tempo. O programa também teve apresentação do locutor Aldir Frazão.
De 1961 a 1964, o programa dominical “Divertimentos I-20”, apresentado por José Maria Madrid no auditório do Cine Caiçara, revelou grandes nomes da música local, como: Aldenora Santiago, Laíre Campiele, José Alves e Totoenzinho e seu Conjunto.
A Difusora também mantinha um quadro de noticiário, sendo o ponto de informação e de entretenimento dos mossoroenses, sendo que muitos, por não ter poder aquisitivo para comprar um aparelho receptor do sinal da rádio, dividiam a audição nas calçadas com os vizinhos mais abastados para “ver e ouvir” a programação.

Segundo Ismael Fernandes Siqueira, as notícias eram repassadas ao rádio da seguinte maneira:
“A gente comprava o jornal lá em Natal ou em Fortaleza, doutor Paulo Gutemberg trazia, a gente recortava, colava num pedaço de papel e ali desenvolvia na máquina de datilografia. Era o noticiário noturno, porque o jornal saía de manhã, chegava a tarde e Doutor Paulo desenvolvia no ar.”
No dia 02 de outubro de 1972 a Rádio Difusora de Mossoró passou a pertencer ao grupo Alves, integrando ao Sistema Cabugi de Comunicação. A mudança oficial de proprietários, no entanto, ocorreu em 30 de maio de 1986, quando 80% das ações foram vendidas ao saudoso Aluízio Alves, Henrique Eduardo de Lyra Alves, Paulo de Tarso Pereira Fernandes e Ismael Wanderley Gomes Filho em Assembleia Geral presidida por Paulo Gutemberg de Noronha Costa. Os demais acionistas eram: Maria Aurineide de Oliveira Costa, esposa de Renato de Araújo Costa, Milton Nogueira do Monte e Enéas da Silva Negreiro. Nesta época o Conselho Fiscal era integrado por: Francisco de Queiroz Porto, Garibaldi de Noronha Costa e Maria Nelly de Noronha Costa.
Entre os anos de 1985 e 1986 a emissora sofreu, como grande parte da cidade, os efeitos de uma catástrofe natural, com uma grande enchente, tirando-a do ar por 45 dias. Por sorte as águas do rio Mossoró não atingiram seus transmissores.
Cinquentenário
Em 10 de agosto de 2000, O Mossoroense publicava matéria especial noticiando a mudança na grade de programação da Rádio Difusora de Mossoró nos seus 50 anos de atividade:
“O ano do cinqüentenário da Difusora foi marcado pela ousadia. A emissora entrou 2000 com uma nova programação. Os noticiários tradicionais foram retirados do ar. O novo modelo de jornalismo tem como prioridade o cidadão. Da programação jornalística de antes, permaneceu apenas o programa “Cidade Aflita”. Até “Notícias da Cidade”, o mais antigo e criterioso informativo do rádio local, foi substituído por flashes dos repórteres.
O ouvinte não perdeu. Pelo contrário, ganhou e muito. Ficaram só dois noticiários. Com mais tempo e qualidade. O “Primeira Hora” foi ampliado para uma hora e o “Última Hora”, também ganhou o mesmo tempo. Os dois noticiários deixaram de ser apenas informativos. Quase todas as notícias são comentadas pelo jornalista Givanildo Silva que idealizou e comanda o jornal Última Hora.”[1]
A programação do cinquentenário foi aberta com uma missa em ação de graça, celebrada pelo Padre Flávio Jerônimo, em frente a emissora, a partir das 20h, além de um passeio ciclístico, com distribuição de prêmios.
Sob nova direção
Em agosto de 2003, a Rádio passou a ter um novo controlador, assumindo a condição de diretor-presidente da emissora o advogado Paulo Linhares, em um período em que a empresa vivia com maior dificuldade financeira.
Ainda assim, em sua gestão, a rádio passou por algumas mudanças, como a melhoria dos estúdios, aquisição de link para trabalhos externos. Em tempos mais recentes o incremento das suas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter e Youtube) e do seu portal de notícias (site) tem sido destaque na nova composição da emissora.
Esporte
A imprensa esportiva mossoroense surgiu através da Rádio Difusora, pelos idos de 1953. Neste ano o cronista João Batista Cascudo Rodrigues instituiu a Associação dos Cronistas Esportivos de Mossoró – ACEM, onde foi seu primeiro presidente.
Em 27 de maio de 1957, esta entidade passou por reformas, modificou a sua denominação para Sociedade dos Cronistas Esportivos de Mossoró – SOCEM. Nesta época estava à frente o professor Manoel Leonardo Nogueira, juntamente com José Antônio da Costa, Francisco de Paula Brasil, José Genildo de Miranda, José Maria Martins de Almeida, Antônio Martins Sobrinho e Francisco Jerônimo Lobato, formando assim sua primeira diretoria.
A primeira narração esportiva registrada na história de Mossoró ocorreu em 30 de setembro de 1947, pela Amplificadora do Município, três anos antes da Rádio Difusora ser oficializada.
O jogo era de um time mossoroense contra um time da cidade de Aracati-CE. A partida ocorreu no Estádio da Rua Benjamim Constant, no bairro Doze Anos, onde atualmente foi construído o SESI. O locutor oficial foi o saudoso Genildo Miranda, que mais tarde veio a integrar o quadro de locutores da Rádio Difusora de Mossoró.
Na década de 70, o rádio mossoroense funcionava em torno do futebol. A cidade contava com Potiguar e Baraúnas em grandes momentos e as emissoras eram obrigadas a acompanhar o ritmo dos times, fazendo grandes contratações.
Naqueles tempos áureos, o futebol era uma grande influência do rádio, onde existia uma grande rivalidade entre as emissoras Difusora X Tapuyo. A Rádio Difusora formou uma equipe comandada por Paulo José, já a Rádio Tapuyo tinha Evaristo Nogueira, considerado um dos melhores narradores do nordeste. Dessa forma, o rádio mossoroense tinha um alto nível.
Cidade Aflita
O programa mais antigo da Rádio Difusora de Mossoró e também do rádio potiguar é o “Cidade Aflita”, criado em 1978 até os dias atuais continua levando informação aos ouvintes. Ao longo do tempo teve como apresentadores: Paulo Vagner, Jota Belmont, Edmilson Lucena e José Antônio.
A Rádio Difusora de Mossoró foi homenageada com a medalha “Mérito Jornalismo”, pela Câmara Municipal de Mossoró, em 25 de setembro de 1998, uma proposta do então vereador Júnior Escóssia.
“… E o rádio começou a mexer com a vida da cidade oferecendo entretenimento e música. A Rádio Difusora teve o noticiário local mais famoso e tinha uma característica das mais bonitas, era: Notícias da Cidade… E quando a Difusora anunciava as notícias da cidade, principalmente em edição extraordinária, podia-se ouvir o eco dos aparelhos ligados, tão grande era a audiência” (Nilo Santos).
[1] Jornal O Mossoroense – 10 de agosto de 2000.
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© DIFUSORA – A FALA DO POVO!
Com a colaboração de Lindomarcos Faustino.https://difusoramossoro.com.br/radio-difusora-de-mossoro-am-1170-72-anos-de-historia-no-radiojornalismo-mossoroense/http://blogdomendesemendes.blogspot.comSOU CRIANÇA - TEXTO DE IVONE BOECHAT.
Interpretado por Pedro Tirolli
Interpretando esse belo texto!
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sábado, 3 de janeiro de 2026
FORRÓ DO JOÃO DE MOCINHA.
Por José Mendes Pereira
𝐃𝐄𝐑𝐑𝐔𝐁𝐀𝐑𝐀𝐌 𝐌𝐀𝐑𝐈𝐀𝐍𝐍𝐎
Texto e Pesquisa de João Lucas F. Alves — Cangaço Brasileiro
Antes mesmo de junho de 1936, já
se falavam das fortes atuações de subgrupos nos sertões sergipanos, como os de
Corisco, dos primos Zé Baiano e Zé Sereno e de Mariano, arrasando com tudo e
marcando o solo sertanejo com o vermelho sangue. Para tornar realidade o sonho
de reinar a paz na localidade, além de auxiliar as tropas do Estado, foi
permitida (entre conversa do capitão Ulysses Andrade, ajudante das ordens do
governador de Sergipe, com o capitão Manoel Campos de Menezes, chefe das forças
volantes da Bahia) a entrada da tropa baiana do tenente José Osório de Farias,
o Zé Rufino. O comando baiano era temido por cangaceiros e sertanejos, pois
ambos sabiam da forma que estes operavam. Não só isso, mas a presença de
volantes e rastejadores oriundos de Pernambuco, Bahia e Sergipe na força
militar, davam um “ânimo maior” e a “certeza” de que conseguiriam achar os
bandoleiros e dar o devido fim a eles.
Zé Rufino se deslocava tanto nos
rincões do Estado de Eronildes, quanto no Estado em que era firmado como
militar; afinal, seu “posto” ou quartel general se localizava na Serra
Negra/BA, região esta que é colada com Sergipe, mesmo prestando serviços nas cercanias
de Gararu/SE, Porto da Folha/SE e demais adjacências. Ao todo foram dezenove
volantes baianos, somando ainda com o tenente Rufino, que costuraram mata
adentro no encalço e combate contra os bandoleiros; e eram os dois cabos Arthur
Figueiredo e Miguel Lima; Gervásio, que era o rastejador; Leonídio, Capão, João
Doutor, Elizeu Lobato, Paulo de Tavinha, Bem-te-vi, Alípio, Zé Monteiro, Jovino
Juazeiro, Ercílio Novais, João Pereira, Zé Martins, Valdemar Ramos (irmão de
Bem-te-vi), João Redondo, Liberino Vicente e outro desconhecido.
Em 25 de outubro do mesmo ano,
soubera o pernambucano Zé de Rufina, que Lampião se juntaria com seus subgrupos
para fazerem uma grande investida contra a cidade de Porto da Folha/SE. Nesse
momento, sua força estava estacionada em Serra Negra. Arrumam-se na carreira e
correm trecho até a citada localidade. Não querem ficar para trás, afinal, será
essa a única oportunidade de matar não só o Cego, como também outros chefes de
cangaceiros.
Vão em direção ao caminho que se
dá à Carira/SE, roteiro diferente do comum de outras tropas, e chegando na
fazenda Venturosa — antes do povoado Cipó de Leite/SE —, mudam novamente o
trajeto, cortando trecho nos povoados sergipanos de Aningas, Cumbuqueiro,
Serrinha e Baixa Limpa, chegando, fadigados, à noite na Boca da Mata (atual
Nossa Senhora da Glória/SE), onde descansam na fazenda Malhada. Era domingo,
quase todos dormiam. No caminhar da tropa no “terreiro” da cidade, boa parte
dos moradores acordaram, e achando que se tratava de um grupo de bandoleiros,
começaram a gritar e correr. Mas o chefe da tropa logo “abaixa o fogo” dos
cidadãos, informando que eram volantes da Bahia. O motivo pelo qual houve esses
rumos tracejados de forma diferente, orientados por Zé Rufino, era para que
coiteiros ou demais sertanejos não informassem a Lampião da ajuda da tropa
baiana.
Na manhã seguinte, ainda na
fazenda Malhada, Zé recebe a triste notícia que a volante sergipana de Zé Luís
tinha acabado de confrontar os cangaceiros, repelindo-os. O tenente “perde as
estribeiras”, se vê sem chão naquela hora. Mas com os ânimos que ainda
restaram, não larga a caçada, e logo partem para a casa do coiteiro Mané Véio
(não o militar que matou Luiz Pedro e tantos outros). O sertanejo era famoso
por sempre indicar pontos em que Lampião e seus sequazes não estavam, que
culminava na enrolação das batidas das tropas volantescas; era assim que
salvava a sua pele, afinal, delatando o local certo, quem morreria certamente
seria ele. Segundo o ex-volante Joaquim Góis, uma vez Mané afirmou para o
sargento da força sergipana, Odon Matias, que Lampião se encontrava na fazenda
Barriguda. Com a conversa mansa, o militar acredita e parte em direção à
propriedade; no entanto, nem rastro e nem Lampião.
José Rufino soube de como era o
coiteiro, e também desse ocorrido, dando mais motivos para uma “animada visita”
ao velho homem. Chegam no local. Chamam, batem palmas, averiguam e nada do
morador. Arrancham, então, no antigo curral. Rufino coloca de prontidão dois
soldados na morada, enquanto ele ficava junto com os demais, mas sem tirar os
olhos da casa. Horas depois chega o homem. Logo é preso e levado até o
comandante. Pergunta o motivo de não indicar os coitos certos para a polícia, a
resposta foi “pra num sê morto pru eles, seu tenente”, breve referência aos
cangaceiros. Depois de prosear um pouco mais, pergunta onde estão os bandidos:
“tão no Cangaleixo. Si o sinhô quiser, vô junto pra li bota in riba dêles”,
essa foi a resposta do homem.
O pernambucano diz que não
precisava acompanhar, senão morreria, apenas que dissesse se tem casa por perto
ou não. Mané Véio disse que sim, que ficava umas quatro léguas de distância do
Cangaleixo, e era só perguntar aos moradores por onde ficava a região que eles
irão relatar.
✢ 𝑵𝑨 𝑷𝑰𝑺𝑻𝑨
𝑫𝑶𝑺
𝑩𝑨𝑵𝑫𝑰𝑫𝑶𝑺
Dos dias 26 a 28 de outubro a
tropa faz o traçado até as regiões que davam pouso ao local dos bandoleiros;
perguntando aqui e ali; facões fazendo o seu segundo trabalho — até porque o
primeiro era rebolar cabeças — que seria o de cortar o mato, e sendo guiados
pelas informações que recebiam de forma oral ou na “forma de solo”, sendo essa
passada pelo rastejador Gervásio Lima.
No dia 29 de outubro, Zé Rufino e
cia chegam nas beiras do riacho Capivara, que separa Gararu/SE de Porto da
Folha/SE, e encontram-no meio seco, mas com alguns poços d’água. Vendo algumas
piabinhas nadando, João Doutor se agacha para tentar pescar algumas. O
comandante vendo, adverte e para a “brincadeira”, dizendo que soldado foi
contratado para pescar cangaceiro e não peixe, “deixe pra outra hora!”. Minutos
depois, João Doutor e o também rastejador Bem-te-vi rompem e sobem numa serra
próxima, deixando a tropa no leito, na expectativa de ver movimentações
estranhas. E quem procura acha. Ainda na Serra, repousam na sombra de uma
Quixabeira para esperar os outros. Os dois soldados veem rastros embaixo da
frondosa sombra que a árvore cedia. Alegres pela descoberta, correm e avisam
para a força.
A volante chega com Rufino e o
experiente Gervásio na frente; este agacha, averigua e como bom rastejador que
é, afirma que os rastros são da madrugada de hoje. Momento de ânsia, medo,
expectativa e adrenalina enchem cada militar; seria briga feia, mas com quem?
Lampião? Corisco? Labareda? Algum Engrácia? Só na hora para descobrir a feição
de sua caça ou de seu caçador. Atravessam com Gervásio na frente, olhando os
rastros até onde iam. As pegadas chegam até num caminho que levava aos
barrancos de um tanque, e somem miraculosamente. “Será qui os bandido tão aí
dentro?” perguntou o contratado Capão. Ora, outros vestígios não foram
encontrados nos arredores, essa seria a única explicação, ou então os
caminhantes se encantaram com asas nas costas, pisando agora nas nuvens do céu
em vez da terra quente sertaneja. Gervásio, João Doutor e Capão são designados
com o trabalho de averiguarem a área e nada encontram. Olham e reparam que tem
uma casinha por perto, e na esperança de verem algo, vão até ela.
Chegando nela, caminham numa
curta estradinha, se deparando com um garoto de doze anos, carregando algo nas
mãos enrolado num pano vermelho. Perguntam o que ia levando e para quem,
respondendo o menino, meio nervoso, que era comida para uns trabalhadores.
Capão puxa seu punhal e ameaça o garoto de morte, caso estivesse mentindo. O
jovem reafirmou o que disse antes, que não era mentira. Gervásio puxa o menino
de lado e dá uma advertência, “óia, seu muleque, nós sabemo que seu pai é amigo
dos bandido! Seu pai tá com eles agora, num é?”. O menino retruca novamente, de
forma séria, dizendo que não sabe nada de bandido e repete a mesma resposta.
Chega a vez de João Doutor perder a paciência com o garoto, dizendo que, se não
ajudasse, seu pai morreria junto com eles. E a criança se mantem firme.
Bem-te-vi dá sinal para que todos chegassem, e Gervásio apresenta o menino para
Zé Rufino, dizendo ainda que achou mais vestígios da passagem de alguém.
✢ 𝑪𝑶𝑴𝑶
𝑨𝑸𝑼𝑰
𝑺𝑬
𝑪𝑯𝑨𝑴𝑨?
Não dá muita atenção para o
jovem, já que o principal eles já tinham que eram os rastros. Pergunta o nome
do lugar ao menino, “Cangaleixo”. Na mosca! “De quem é essa casa?”, pergunta
novamente o tenente, “de meu pai, uai”. Se enfurece o militar, “eu perguntei o
nome!”, e o menino diz que o chamam de João do Pão. O comandante manda que
prosseguissem, levando o menino, seguindo novamente os rastros que davam numa
vegetação pesada, com muita macambira. Certo de que realmente era bandido quem
estavam caçando, o comandante divide a volante em três: Valdemar Ramos, Jovino
Juazeiro, Capão e Paulo de Tavinha seguiam pelo lado direito; Zé Monteiro,
Ercílio e João Redondo pelo lado esquerdo; enquanto o resto seguia no centro,
na companhia do tenente, do cabo Miguel e do rastejador. João Doutor, João
Pereira, Zé Martins e Bem-te-vi rompem mais à frente, no silêncio.
Todos amedrontados, atentos,
olhos arregalados e ouvidos abertos... e escutam o que queriam: risadas,
gritarias e xingamentos, sinal de que os bandidos estavam perto. Eram onze
cangaceiros, dez homens e uma mulher, acampados num tanque das terras do Cangaleixo.
Três jogavam baralho junto com o coiteiro embaixo de um pé de umbuzeiro,
enquanto os outros estavam sossegados em suas tendas. Esperam o José Rufino
chegar para dar as próximas instruções. Todos preparados, de armas apontadas
para os jogadores. Hora de a polícia dizer “te peguei!” na brincadeira dos
cangaceiros.
✢ 𝑼𝑴 𝑭𝑶𝑮𝑶
𝑰𝑵𝑭𝑬𝑹𝑵𝑨𝑳
O fogo dos fuzis toma de conta do
local; pé de plantas e os panos das barracas são varados pelas balas; gritaria
e correria para todos os cantos. Dois já caem de imediato ao solo, enquanto os
demais revidam da mesma forma. Vendo que não daria muito bem para eles, por
estarem em desvantagem no quesito de homens, os cangaceiros vão recuando,
enquanto a volante vai atirando e avançando. Miguel e Rufino bradavam aos
companheiros que cercassem os inimigos. No tiroteio reparam uma movimentação
atípica num pé de imburana, e percebem que era um cangaceiro atirando contra
eles. Força total contra o bandoleiro. Este descarregava tão rápido as balas
que o fumaceiro de seu fuzil cobria a visão dos atacantes e do sitiado; e
aproveitando esse interim, Miguel e Arthur dão a volta, ficando por trás do
homem, à pouca distância, engatilham e apontam na direção dele. O bandoleiro
sabia da presença deles, mas não se retirou, tomando atento tanto na tropa,
quanto nos dois soldados. Não vendo nada, os dois militares disparam inúmeras
vezes com a sorte de ter derrubado o homem. E o acertam.
Uma cangaceira, em avançado
estado de gravidez, corre gritando os cangaceiros e vai na direção deles. Pouco
tempo aparecem os asseclas na direção da imburana, com dois arrastando
apressadamente o ferido e o restante atirando contra a força, que, no “pega-não-pega”
com eles, revida. Depois dessa, os que voltaram para acudir o camarada fogem,
deixando o mesmo no campo de batalha ainda vivo atirando contra a polícia, até
que a munição acaba. Ofegantes, mas como hienas risonhas, cercam-no e esperam o
tenente chegar. O conflito termina.
✢ 𝑫𝑰𝑮𝑨
𝑺𝑬𝑼
𝑵𝑶𝑴𝑬,
𝑪𝑨𝑩𝑹𝑨
Zé Rufino, cansado, chega e pisa
no bandoleiro, perguntando “como é seu nome, cabra?”. Recebe somente gemidos de
dor e raiva do homem; “eu perguntei o seu nome, seu desgraçado!” fala Rufino,
dando um chute em suas costas. Bem-te-vi diz “esse deve sê Mariano ou Ânjo
Roque. Peixe grande di Lampião, certeza!”. “Rasgue a calça deli. Si fô Mariano,
ele vai ter uma marca di bala na perna por causa do tiroteio na fazenda Anica,
na Bahia, si alembram?” manda o tenente Zé Rufino. E foi descoberto “é
Mariano!”, grita animadamente o tenente e os batedores. Bem-te-vi pede licença
para matar o cabra, pois, segundo ele, Cabeção (como também o chamavam) era o
autor da morte de seu pai; o pernambucano libera, mas alerta para ter cuidado
com a cabeça. Severiano saca seu longo punhal e, como uma fera, crava
furiosamente no infeliz. Assim faz inúmeras vezes, de forma grosseira, que
chega a lâmina atravessa todo o corpo e bate no chão embebido de sangue; deixa
o cangaceiro totalmente “pepinado”, mas não morre.
Com muito esforço, Mariano
tentava tirar o sangue que cobria os olhos.
Bem-te-vi, observando isso e não
acreditando que ele ainda estava vivo, desembainha seu revólver e descarrega
contra o bandido, sendo necessário mais um pente para pôr fim a ele. Morto,
Rufino agacha e se prepara para se apoderar dos pertences do cangaceiro; muito
ouro e dinheiro, inclusive um revólver mauser (que utiliza na foto em Porto da
Folha/SE) e um relógio que recolhe imediatamente. Após isso, vão em direção ao
início do combate, no local onde quatro elementos jogavam cartas, pois havia
dois mortos; um cangaceiro e um coiteiro — o bandido era Pavão, enquanto o
coiteiro era João do Pão, pai do valente garotinho. Ao reparar que os bolsos de
ambos já estavam vazios e para fora, Zé de Rufina se embrabece, querendo saber
quem foi o ladrão que tinha fuçado. Noutra hora, ainda enraivado, pede para
pegar os pertences dos cabras.
✢ 𝑶𝑼𝑻𝑹𝑨
𝑹𝑬𝑭𝑹𝑬𝑮𝑨
Nesse tempo, começam a escutar
tiros vindos da mataria. Todos correm em abalada carreira. Eram os soldados
Elizeu Lobato e Leonídio que estavam atirando numa moita de gravatá, e essa
também respondia com fogo. A tropa vai atirando e avançando. Encontram outro
cangaceiro, já bem ferido do combate anterior. Elizeu, com sua arma apontada
para a cabeça do cabra, gritava “qual é seu nome, cabra?!”. O cangaceiro, que
era todo barbudo e de voz grossa, falou “pode matá mas num digo!”. Elizeu
voltou a falar de novo e o cangaceiro dava a mesma resposta, disse mais uma vez
e ouvia a mesma coisa. Até que o volante enfezou e disparou contra a sua
cabeça. Minutos depois soubera que eram o bandoleiro de alcunha Pai Véio.
Nesse, Zé deixou a tropa pegar o que quisesse, “pra num dizê que sou fominha”.
✢ 𝑵𝑬𝑵𝑯𝑼𝑴
𝑹𝑨𝑺𝑮𝑶
Terminado de fato o fogo, foram
contar as baixas da polícia. Para a surpresa de todos, nenhum foi morto ou
ferido; em 30min de combate, na beira de riscos, nenhum arranhão! Cortam a
cabeça dos três malfeitores, fazem a limpa de seus objetos e são deixados o
corpo inteiro do pai assassinado e dos três decapitados no tanque do Cangaleixo
— dias depois, os moradores enterram os defuntos ao lado do campo de batalha. O
menino conseguiu fugir nos primeiros minutos do conflito. A força segue para
Porto da Folha/SE, chegando às 15 horas, onde fazem as fotografias da tropa e
das cabeças nas paredes da Prefeitura Municipal, em frente da Igreja Matriz
Nossa Senhora da Conceição — membros da força se destacam na chapa por usarem
as indumentárias dos mortos, a exemplo de Liberino Vicente, utilizando o chapéu
do cangaceiro Pavão. Às 16 horas, manda um telegrama noticiando o fato para o
secretário-capitão João Facó. A noite se fecha com uma festança em comemoração
da vitória da polícia. De lá, passam em Pão de Açúcar/AL, fazendo outra
passeata com o troféu, e metem-se até Jeremoabo/BA. Findava a fama do temido
Mariano.
Quanto aos bandoleiros, os que
estavam no dia eram Mariano e sua segunda companheira Rosinha, Criança, Zabelê,
Pavão, Pai Véio, Lavandeira, Quixabeira, Santa Cruz e dois outros
desconhecidos. Rosinha era a mulher que estava grávida e que chamou os cabras.
Os cangaceiros que voltaram para buscar o chefe não fugiram por causa de medo,
e sim porque o próprio Mariano puxou “o cano” para eles, ameaçando disparar
caso tentassem salvá-lo, em vez de se salvarem.
Dias depois, os remanescentes se
encontram com o grupo de Lampião no coito Riacho Craibeiro. Os presentes tentam
consolar a viúva; Virgolino já sabia de tudo através de um coiteiro. Passado
essa, Rosinha dá à luz a uma menina, e o Capitão manda entregar a criança ao
vigário de Pão de Açúcar/AL. Infelizmente, o destino da cangaceira não seria
bom, sentiria como o sangue é amargo, sendo morta pelo amor e saudade que
viviam em seu coração.
𝐹𝑂𝑁𝑇𝐸𝑆:
𝑂
𝐽𝑜𝑟𝑛𝑎𝑙/𝑅𝐽
– 𝟏𝟗𝟑𝟔;
𝐷𝑖𝑎́𝑟𝑖𝑜
𝑑𝑎
𝑀𝑎𝑛𝒉𝑎̃/𝑅𝐽
— 𝟏𝟗𝟑𝟔;
𝑗𝑜𝑟𝑛𝑎𝑙
𝐴
𝐵𝑎𝑡𝑎𝑙𝒉𝑎/𝑅𝐽
— 𝟏𝟗𝟑𝟖;
𝑟𝑒𝑣𝑖𝑠𝑡𝑎
𝑁𝑜𝑖𝑡𝑒
𝐼𝑙𝑙𝑢𝑠𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎/𝑅𝐽
— 𝟏𝟗𝟑𝟖;
𝐿𝑎𝑚𝑝𝑖𝑎̃𝑜
𝐴𝑙𝑒́𝑚
𝑑𝑎
𝑉𝑒𝑟𝑠𝑎̃𝑜
— 𝐴𝑙𝑐𝑖𝑛𝑜
𝐴𝑙𝑣𝑒𝑠
𝐶𝑜𝑠𝑡𝑎;
𝐿𝑎𝑚𝑝𝑖𝑎̃𝑜,
𝑂
𝑈𝑙𝑡𝑖𝑚𝑜
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜
— 𝐽𝑜𝑎𝑞𝑢𝑖𝑚
𝐺𝑜́𝑖𝑠;
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
𝑛𝑎
𝐵𝑎𝒉𝑖𝑎:
𝐶𝑎𝑣𝑎𝑙𝑜𝑠
𝑑𝑜
𝐶𝑎̃𝑜
— 𝑅𝑢𝑏𝑒𝑛𝑠
𝐴𝑛𝑡𝑜𝑛𝑖𝑜;
𝐿𝑎𝑚𝑝𝑖𝑎̃𝑜
— 𝑅𝑎𝑛𝑢𝑙𝑓𝑜
𝑃𝑟𝑎𝑡𝑎;
𝐹𝑜𝑟𝑐̧𝑎𝑠
𝑉𝑜𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒𝑠
𝑑𝑒
𝐴
𝑎
𝑍
— 𝐵𝑖𝑠𝑚𝑎𝑟𝑐𝑘
𝑀𝑎𝑟𝑡𝑖𝑛𝑠;
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜𝑠
𝑑𝑒
𝐴
𝑎
𝑍
— 𝐵𝑖𝑠𝑚𝑎𝑟𝑐𝑘
𝑀𝑎𝑟𝑡𝑖𝑛𝑠;
𝑏𝑙𝑜𝑔
𝐿𝑎𝑚𝑝𝑖𝑎̃𝑜
𝐴𝑐𝑒𝑠𝑜
— 𝑡𝑒𝑥𝑡𝑜
𝑑𝑒
𝐼𝑣𝑎𝑛𝑖𝑙𝑑𝑜
𝑆𝑖𝑙𝑣𝑒𝑖𝑟𝑎;
𝑏𝑙𝑜𝑔
𝐶𝑎𝑟𝑖𝑟𝑖
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
— 𝑇𝑒𝑥𝑡𝑜
𝑑𝑒
𝑅𝑎𝑛𝑔𝑒𝑙
𝐴𝑙𝑣𝑒𝑠
𝐶𝑜𝑠𝑡𝑎;
𝑏𝑙𝑜𝑔
𝐶𝑎𝑖𝑐̧𝑎𝑟𝑎
𝑑𝑜𝑠
𝑅𝑖𝑜𝑠
𝑑𝑜𝑠
𝑉𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠
— 𝑡𝑒𝑥𝑡𝑜
𝑑𝑒
𝑅𝑎𝑢𝑙
𝑀𝑒𝑛𝑒𝑙𝑒𝑢;
𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙
𝑂𝑑𝑖𝑠𝑠𝑒́𝑖𝑎
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
— 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒;
𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
𝐸𝑡𝑒𝑟𝑛𝑜
— 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒;
𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙
𝑁𝑜
𝑅𝑎𝑠𝑡𝑟𝑜
𝑑𝑜
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
— 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒;
𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙
𝑂
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
𝑛𝑎
𝐿𝑖𝑡𝑒𝑟𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎
— 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒;
𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙
𝐴𝑑𝑒𝑟𝑏𝑎𝑙
𝑁𝑜𝑔𝑢𝑒𝑖𝑟𝑎,
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
— 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒;
𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙
𝐹𝑎𝑡𝑜𝑠
𝑛𝑎
𝐻𝑖𝑠𝑡𝑜́𝑟𝑖𝑎,
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
𝑒
𝑁𝑜𝑟𝑑𝑒𝑠𝑡𝑒
— 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒;
𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙
𝑁𝑎𝑠
𝑃𝑒𝑔𝑎𝑑𝑎𝑠
𝑑𝑎
𝐻𝑖𝑠𝑡𝑜́𝑟𝑖𝑎
— 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒.
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