Por Manoel Belarmino
Nas margens do Rio São Francisco,
nas proximidades do Povoado Curralinho, em Poço Redondo, está a Fazenda
Capoeiras que, no tempo do cangaço, pertenceu ao pai das cangaceiras Adelaide e
Rosinha.
Lé Soares (Manoel Soares dos Santos) era filho de Maria da Invenção do Maranduba e casado com Pureza de Curralinho. Duas filhas do vaqueiro Lé Soares foram para o Cangaço. Rosinha seguiu o cangaceiro Mariano e Adelaide acompanhou o cangaceiro Criança.
Rosinha ladeada por cangaceiros.
Rosinha ficou viúva quando o seu
companheiro Mariano foi morto em um combate com as volantes. E tentou deixar o
Cangaço, mas foi morta pelos próprios cangaceiros nas Pias das Panelas em Poço
Redondo. Adelaide morreu de parto nas proximidades de Curituba.
Lé Soares, depois que as suas
duas filhas entraram para o Cangaço deixou as suas terras da fazenda Sítio, no
Maranduba, e mudou-se com esposa e filho(a)s para a sua fazenda Capoeiras.
Rosinha, a cangaceira, antes de
morrer ficou uns 15 dias com os seus pais nas Capoeiras.
A Fazenda Capoeiras está
cadastrada no Iphan como sítio histórico, unicomponencial, com presença de
cerca de pedra, em superfície a céu aberto. O Sítio Capoeiras está localizado
no Povoado Curralinho, na região de topo do Canyon do Rio São Francisco, a 205
m deste rio. A vegetação é do tipo savana-estépica (caatinga). Apresenta uma
longa estrutura de cerca de pedras com aproximadamente 400 metros,
estendendo-se até um afloramento rochoso à beira do rio São Francisco. Em
diversos pontos, a cerca foi desmoronada ou substituída por cercas de arame
ancoradas em bases de aterro. Dentro da área delimitada foi identificada uma
casa de taipa com cinco cômodos em avançado estado de degradação. Código IPHAN:
SE-2805406-BA-ST-00037.
Nas fotografias, avistam-se a
casa da antiga sede da fazenda Capoeiras dos Soares do Maranduba e as cercas de
pedras.
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