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quarta-feira, 26 de julho de 2017

A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO CANGAÇO

Por Noádia Costa

Muitas mulheres ingressaram no Cangaço com a ideia de levarem uma vida de liberdade e em alguns casos viverem um romance. O que na prática se tornou apenas em ilusão. O cotidiano no Cangaço mostrou as mulheres uma realidade cercada de violência, privações e sofrimento. As mulheres cangaceiras sofreram violência tanto por parte dos seus companheiros, como por parte das volantes.

O cangaceiro Gato e a sua companheira Inácia

Como não lembrar do cangaceiro Gato que agredia sua companheira Inácia e que a levou para o Cangaço forçada. 

O cangaceiro Canário e sua companheira Adília

Do cangaceiro Canário com seu ciúme doentio e sua brutalidade com Adília. 

O cangaceiro Pancada e sua companheira Maria Jovina

Do cangaceiro Pancada, que em um momento de raiva puxou Maria Jovina pelos cabelos. Ainda tivemos os casos dos crimes passionais no Cangaço. 

O cangaceiro Zé Baiano. Não existe foto da cangaceira Lídia

A cangaceira Lídia que foi assassinada por Zé Baiano e Lili alvejada com seis tiros pelo cangaceiro Moita Brava.

Boa Vista, Sebastiana, Moita Brava e Laura - entregues aos "homens".

As cangaceiras Cristina e Rosinha foram mortas para não comprometerem a segurança do bando, assassinadas friamente sem direito a defesa. 

Cristina com o desejo de correr o mundo e iludida com a vida no cangaço seguiu o cangaceiro Português que se tornou seu companheiro. Cristina logo chamou a atenção do cangaceiro Gitirana com quem teve um envolvimento amoroso e findou assassinada. Gitirana era conhecido por ser repentista habilidoso.

As volantes também cometeram atos de violência contra as mulheres cangaceiras.

Otília foi companheira do cangaceiro Mariano Laurindo Granja

Otília foi vítima de espancamentos na prisão, Enedina teve a cabeça deformada por um tiro de metralhadora, ficando com o rosto desfigurado. 

A cangaceira Enedina companheira do cangaceiro Zé de Julião

A rainha do Cangaço Maria Bonita, Eleonora e outras cangaceiras foram degoladas e tiveram as cabeças expostas como troféus.

A rainha do cangaço Maria Bonita

Dadá levou um tiro no pé e terminou tendo que amputá-lo. Fora a dor da perda do companheiro Corisco de forma tão brutal. 

O cangaceiro Corisco e Dadá

Neném que foi assassinada e teve o corpo vilipendiado. São tantas histórias de dor e sofrimento.

Neném do Ouro, Luiz Pedro e Maria Bonita

A mulher cangaceira transitou nesse universo cercado de dor, violência e sofrimento. E sorte das que conseguiram escapar com vida da aventura sangrenta do Cangaço. Porque muitas terminaram mortas.

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Ilustrado por José Mendes Pereira

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

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