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segunda-feira, 13 de abril de 2026

O DESTINO ENTRE AS PEDRAS E AS URNAS – A TRAJETÓRIA DE JOSÉ ONIAS DE CARVALHO

Por Valdir José Nogueira


Nas terras de São José do Belmonte, em 1901, o sol do sertão de Pernambuco batizou José Onias de Carvalho. Ele nasceu sob o signo da tradição e do rigor dos Carvalho, uma linhagem que entendia que, no sertão, o nome de um homem era sua maior propriedade. Mas o destino de Onias não seria selado apenas pelo solo pernambucano. Em 1918, o vento mudou. O barulho das disputas políticas e familiares — os célebres conflitos com a família Pereira — forçou alguns membros dos Carvalho a uma retirada estratégica. O jovem José, com apenas 17 anos, viu a poeira de Belmonte ficar para trás enquanto a família buscava refúgio em Aquidabã, em Sergipe. Ali, o pernambucano percebeu que, se a terra mudava, a política era a linguagem universal que ele dominava. Onias não era homem de silêncios. Sua voz logo ecoou em Propriá, às margens do Rio São Francisco. Naquela cidade ribeirinha, ele fincou raízes e construiu um reduto. Foi prefeito, sentindo no aperto de mão do povo a base para voos maiores. O "estrangeiro" de Pernambuco tornou-se o líder sergipano que o povo confiava para levar suas dores até a capital. Sua vida tornou-se uma costura geográfica e política rara. Atravessou o rio não apenas como viajante, mas como representante. José Onias conseguiu o feito de ser a voz de dois estados: foi deputado estadual em Sergipe e também em Alagoas, unindo as margens do São Francisco sob sua influência. No Rio de Janeiro e em Brasília, o homem de Belmonte ocupou a cadeira de deputado federal por seis mandatos. No plenário, não era apenas o político de carreira; era o sobrevivente de uma migração forçada, o filho de Antônio Onias de Carvalho Barros e Maria Francisca da Luz Barros que transformou o exílio familiar em um império de representatividade. José Onias de Carvalho faleceu deixando um legado de resistência. Ele provou que um homem pode sair do seu torrão natal, mas as raízes de coragem que trouxe de São José do Belmonte foram as mesmas que alimentaram sua árvore política em todo o Nordeste.
Um Apelo à Memória de Belmonte
Hoje, o nome de José Onias de Carvalho corre o risco de silenciar-se sob o peso das décadas, tornando-se um desconhecido para muitos de seus conterrâneos. É um paradoxo doloroso: o homem que honrou o chão de São José do Belmonte em tantas tribunas, de Sergipe a Capital da Nação, hoje é um vulto esquecido na própria terra que lhe deu o berço e a coragem. Este é um chamado a todos os belmontenses. Valorizar figuras como José Onias não é apenas um exercício de saudosismo, mas um ato de identidade e orgulho. Uma terra que não cultua seus grandes filhos perde a bússola de sua própria história. Que a trajetória de José Onias — o belmontense que se fez líder em três estados e brilhou na política nacional — seja resgatada nos bancos escolares, nas conversas de calçada e nos registros oficiais de Belmonte. Infelizmente, enquanto outras cidades o homenageiam, em sua terra natal ele é um vulto ignorado.O MEU APELO É DIRETO: Aos nossos Vereadores — muitos dos quais desconhecem a riqueza da nossa própria história — fica o desafio: José Onias de Carvalho merece, no mínimo, o nome de uma rua em São José do Belmonte! Não se justifica que um vulto dessa magnitude permaneça invisível no mapa da cidade que o viu nascer. É hora de valorizar quem fez história! José Onias de Carvalho merece esse reconhecimento.
Valdir José Nogueira de Moura
NOTA: Oferecida a sua Irmã Tercina, a fotografia mostra a cerimônia de posse do belmontense José Onias de Carvalho na Câmara Federal, Rio de Janeiro, no dia 25 de junho de 1951. A respectiva foto representa a mesa da Presidência da Câmara, no momento em que José Onias lia o compromisso legal, ladeado pelo Presidente Nereu Ramos e pelo Secretário Rui Santos.

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 ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você me ver sempre 

chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem. 

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