Por José Cícero Silva - Aurora.

A história emblemática do cangaço lampiônico no Cariri cearense não se deu focada apenas em seus personagens centrais, como há muito conhecemos ainda hoje. De sorte que foram tantas as figuras periféricas, mas sem as quais parte importante desta grande saga cangaceira jamais teria ocorrido como tal ocorreu, ou seja, sem o protagonismo de todos eles. Multidão de coadjuvantes das mais diversas nuances psicológicas e sociais. Desde a antiga vila de Macapá(Jati), até os municípios de Porteiras, Brejo Santo, Aurora, Jardim, Missão Velha, Barbalha, Barro, Juazeiro, entre outros. De tal sorte que destaco aqui a figura quase esquecida do alfaiate Júlio Pereira. Morador de Juazeiro que chegou inclusive, a prestar seus serviços de alfaiataria para o próprio padre Cícero. Ele, Júlio Pereira, que após casar-se com uma irmã do famoso Antônio Joaquim de Santana - cel. Santana da Serra do Mato em Missão Velha herdou uma boa gleba de terra na Gameleira do Pau, vizinha às terras do dito coronel. O que logo o fez admirar os muitos cangaceiros que por ali passavam com frequência. Especialmente os que compunham o bando do rei do cangaço. Tanto que, sempre que sabia da presença de Lampião na serra; selava seu cavalo e partia de Juazeiro num só fôlego para à Gameleira. De modo que aos poucos foi se tornando o principal fornecedor de armas(brancas e de fogo) e munições para o bando de Virgulino e boa parte da jagunçada dos coronéis da época. Exigia altas quantias em dinheiro de Lampião, o que na maioria das vezes eram feitas de maneira antecipada. Como aconteceu como os preparativos para à trama da invasão à Mossoró. Munição comprada à pedido do próprio cel. Isaías Arruda e Zé Cardoso, cujo encontro ocorreu na fazenda Ipueiras em Aurora.
O mesmo era tido como um verdadeiro contrabandista bastante requisitado pelos potentados da região. Falhou apenas na última entrega à Antônio da Piçarra, o que culminou com o cerco da volante comandado pelo tenente Arlindo Rocha ao bando de Lampião em cujo episódio aconteceu a morte do cangaceiro Sabino Gomes(das abóboras); morto com um tiro no estômago no coito da Piçarra, quando o bando aguardava o envio da munição oriunda do Juazeiro. Encomenda que nunca chegou ao bando, nem tampouco o dinheiro que foi pago.
Exitoso em seus negocios,
Júlio Pereira se tornara um intrépido e arrogante homem comerciante. Principalmente em 1928 após o seu parente Jose de Matos Peixoto ascender ao alto posto de presidente do estado do Ceará.
Se sentido poderoso quis desafiar o coronel Santana em alguns momentos. Causando ao famoso caudilho de Missão Velha algumas contrariedades. Não presumiu ser aquilo um desafio arriscado. Até o dia que mandou desaforos destemperados à filha do temível cel. Santana. Um erro fatal. E assim conheceu seu trágico fim, quando foi assassinado numa manhã de domingo, enquanto consertava a cerca do seu sítio Gameleira, contíguo ao do coronel. Um tiro saído das altas moitas de mufumbo rimbombeou no ar quebrando o silêncio daqueles grotões serranos. A bala atravessou seu peito. Morte fulminante. Sendo encontrado somente no dia seguinte por vaqueiros. Matos Peixoto ao saber do fato entrou em ação. Usou seu poder político. Mandou para o Cariri uma guarnição inteira da polícia militar a fim de investigar o crime. Logo foi indiciado e preso como autor do disparo um filho bastardo do coronel. Ficando o acusado detido no antigo presídio de Juazeiro, até os início dos conflitos decorrentes da revolução de 30; quando em dezembro daquele ano conseguiu fugir para a 'ermidão' da Serra do Mato, até que todo imbróglio caísse de vez no esquecimento total. Assim findou a vida de Júlio Pereira, o principal fornecedor de armas e munições do cangaço lampiônico no Cariri.
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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso? Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo.
É melhor vivo medroso do que morto valente.
https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada.
Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
Muito chato para você me ver sempre chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem.
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