Por Mikael Carvalho
A história do cangaço brasileiro frequentemente oscila entre dois extremos na imaginação popular: de um lado, o mito romântico de justiceiros que desafiavam os poderosos; de outro, a demonização absoluta.
No entanto, quando as cortinas do tempo se abriram no final da década de 2000, o país pôde finalmente ouvir a verdade sem filtros. E ela veio da boca de Antônio Inácio da Silva, o Cangaceiro Moreno.
Moreno foi um dos raros sobreviventes do bando principal de Lampião a alcançar o século XXI com a mente lúcida e a memória intactas. Ao quebrar um silêncio de mais de meio século — mantido sob o disfarce de uma vida pacata em Minas Gerais —, prestou um serviço inestimável à história: falou do cangaço sem maquiagem.
Nas entrevistas e depoimentos que deixou, o ex-cangaceiro não floreou a vida na caatinga, não buscou justificativas ideológicas e não tentou limpar a própria biografia.
Mostrou que o cangaço era, fundamentalmente, um mundo de violência extrema, privação e medo. Com uma franqueza assustadora e uma voz mansa de idoso quase centenário, relatou a realidade de quem viveu a brutalidade como rotina.
A Engrenagem de Sangue

Ele não escondeu ter feito parte ativa dessa violência. Moreno participou diretamente de vários dos episódios mais sangrentos do bando, trocando tiros em emboscadas armadas na vegetação seca.
Detalhou o horror dos confrontos com as volantes policiais, onde a regra era clara: matar ou morrer. Se o inimigo caísse em suas mãos, o destino era a morte; se os cangaceiros caíssem nas mãos da polícia, a decapitação era certa.
Essa violência não poupava os de dentro. Moreno desmistificou a liderança de Lampião, revelando que o chefe governava pelo terror e por uma disciplina implacável. Qualquer quebra de hierarquia era punida com execução sumária.
O sofrimento era constante: a fome, a sede nas marchas sob o sol, e a dor dilacerante de ter que entregar o próprio filho recém-nascido no meio do mato, pois a rotina de fuga tornava a sobrevivência de um bebê impossível.
O Retrato Real

O que torna o testemunho de Moreno algo único é a sua fidelidade à realidade da época. Ele não pediu desculpas, mas também não se orgulhou de forma vazia.
Ao relatar os crimes, as mortes e a crueza do sertão com a naturalidade de quem fala sobre o cotidiano, Moreno despiu o cangaço de qualquer misticismo literário.
Entregou ao Brasil o retrato real de um tempo brutal, gravado na pele e na memória de quem foi, ao mesmo tempo, algoz e sobrevivente da própria barbárie.
História do nosso sertão.
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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo.
É melhor vivo medroso do que morto valente.
https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video "O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".
Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem.
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