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sábado, 6 de setembro de 2014

Os velhos professores de Mossoró II - 25 de Agosto de 201

Por Geraldo Maia do Nascimento

A Segunda fase desse estudo corresponde a fase de expansão do ensino fundamental em Mossoró. Nessa fase vamos lembrar os professores que atuaram no Colégio 7 de Setembro (1900), do Colégio Santa Luzia (1901) e do Curso de Comércio da União Caixeiral (1912).
               
O primeiro nome que aparece dessa fase é a do professor Antônio Gomes de Arruda Barreto. Era, em sua época, uma das figuras de maior relevo da cultura nordestina. Era advogado e jornalista, mas foi como professor que o seu nome passou para a história. O seu educandário, o Colégio “Sete de Setembro”, funcionava a princípio na cidade de Brejo do Cruz, na Paraíba. 

Farmacêutico Jerônimo Rosado pai da família numerada de Mossoró "Rosado"

Mas a conselho do seu amigo e conterrâneo farmacêutico Jerônimo Rosado transferiu o estabelecimento para a Mossoró, no começo do ano de 1900. Na sua época era o único educandário no seu gênero, em funcionamento no interior, que preparava alunos em todas as matérias para os exames finais, a serem prestados no Ateneu Norte-rio-grandense, na capital do Estado. Em seu corpo de professores figuravam nomes como Teódulo Câmara, Paulo de Albuquerque, Jerônimo Rosado, Alfredo Melo, José Paulino Leal, Ferreira de Abreu, além do seu próprio diretor, o professor Antônio Gomes. O Colégio “Sete de Setembro” prestou inequívocos serviços a educação da juventude de Mossoró e de muitos outros lugares do Sertão. 

Professor Cônego Estevão José Dantas - fonte da foto: blogdogemaia
               
Professor Cônego Estevão José Dantas. Foi o primeiro Diretor do Colégio Diocesano Santa Luzia, de Mossoró, com as atribuições de promover a sua organização e consequente instalação do educandário que se iniciava com o século XX. Chegou a Mossoró em 22 de fevereiro de 1901 e dirigiu o Colégio Diocesano até fevereiro de 1907, desenvolvendo uma grande atividade em prol do ensino ministrado no educandário e do seu aprimoramento.
               

Professor Paulo Leitão Loureiro de Albuquerque. Era um homem de alta cultura, Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, tendo feito o curso em Recife/PE, de onde era originário. Era de espírito atilado, perspicaz, dotado de especial formação filosófica e humana. Era poeta, jornalista e orador de grandes arroubos. Foi Promotor Público, Juiz Municipal e professor. Teve parte ativa na campanha abolicionista de Mossoró. Lecionou francês, matemática, geografia e história no Colégio “Sete de Setembro”, do professor Antônio Gomes de Arruda Barreto. Sobre ele falou o Desembargador Felipe Guerra: “Foi o mestre da mocidade que subtraiu Mossoró do tenebroso esquecimento anti-intelectual e do obscurantismo e da ignorância”.
               
Professor Teódulo Soares da Câmara. Lecionou no Colégio “Sete de Setembro” e no Colégio Diocesano de Mossoró. Em 1907 transferiu-se para Natal onde foi nomeado professor do Ateneu Norte-rio-grandense.
               
Colégio Atheneu, o colégio mais antigo do Brasil Casa do estudante metralhada, após o levante comunista - www.skyscrapercity.com

Professor Alfredo de Souza Melo. Foi professor do Colégio “Sete de Setembro” onde lecionou a cadeira de língua inglesa. Jornalista vibrante e combativo, polemista, de espírito ativo. Um dos mais dedicados adeptos da campanha abolicionista de Mossoró.
               
Professor Jerônimo Rosado. Estimulando e ajudando ao Professor Antônio Gomes, induzindo-o a transferir o seu Colégio para Mossoró, onde as oportunidades de trabalho e de receptividade seriam muito maiores, não pode negar ao convite para lecionar no educandário. Foi professor de física e química. Lecionou também no Colégio Diocesano Santa Luzia, no início de funcionamento daquela instituição.
               
Professor Pe. Pedro Paulino Duarte. Substituiu o Cônego Estevão José Dantas na direção do Colégio Diocesano Santa Luzia. Chegou a Mossoró em 1907 e durante o tempo em que permaneceu na Diretoria do educandário, dedicou-se a promoção de um grande trabalho para a difusão da instrução entre as classes mais pobres, para o que chegou a abri uma aula noturna, cuja matrícula era de 30 meninos para ensino primário gratuito.
               
Professor Francisco Isódio de Souza. Foi um agitador cultural de Mossoró. Fundou, juntamente com outros membros, o Instituto Literário “2 de Julho, com o fim de promover as comemorações cívicas do transcurso da data que assinalava, na Bahia, a vitória das forças brasileiras contra as portuguesas comandadas pelo General Madeira. Do mesmo modo, com a ajuda de outros, fundou a 11 de agosto de 1911, a Sociedade de União Caixeiral, que foi pioneira no Estado da organização dos auxiliares do comércio.
               

Cada uma das pessoas citadas acima merecia, por sua luta e dedicação ao desenvolvimento educacional de Mossoró, biografia e homenagem por parte do poder público. Mas a grande maioria desses educadores, são totalmente desconhecidos das novas gerações, constando seus nomes apenas em velhos cartapácios, que poucos se interessam de pesquisar.
                
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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fonte:

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

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