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Gileno Osório
Wanderley de Azevedo (Natal, 25
de abril de 1949 – Natal, 8 de
dezembro de 2022), mais conhecido como Leno, foi um cantor, compositor e guitarrista brasileiro.
Carreira
Começou sua carreira musical em 1965 durante a Jovem Guarda. Após a participação em algumas bandas, foi descoberto por produtores da gravadora CBS, quando conheceu Renato Barros - da banda Renato e Seus Blue Caps - e passou a formar uma dupla com Lílian Knapp, namorada de Renato e amiga de infância de Leno.[1]
A
dupla Leno e Lilian lançou o seu primeiro single em
1966, um compacto com as canções "Pobre
Menina" e "Devolva-me" que, a partir das participações da dupla
no programa Jovem Guarda da Rede
das Emissoras Unidas, estoura, fazendo grande sucesso e tornando a dupla
conhecida nacionalmente. No mesmo ano, eles lançariam seu primeiro LP autointitulado
e contendo, além das canções do compacto, "Eu Não Sabia que Você
Existia", que também faz sucesso nas rádios. Na sequência do sucesso, Leno
passa a compor canções para outros artistas da gravadora, especialmente Renato
e seus Blue Caps, construindo reputação também como compositor.[2]
Após o lançamento do segundo álbum de estúdio - Não Acredito, que emplacou "Não Acredito" e "Coisinha Estúpida" nas rádios -, desentendimentos entre os dois cantores levaram ao fim da dupla, em 1968. No mesmo ano, lança o primeiro álbum de sua carreira solo, Leno e faz sucesso com a canção "A Pobreza".
Participa, como compositor, dos álbuns da "banda Renato e seus Blue Caps" do final da década de 1960[3] Após mais um disco que tenta repetir a fórmula da Jovem Guarda, A Festa dos seus 15 Anos, não conseguir emplacar nenhuma canção nas rádios, passa a buscar uma reformulação para a sua carreira solo.
Assim, conhece Raul Seixas, que era produtor da gravadora CBS, e os dois passam a ser inseparáveis. É Raul quem aponta uma nova direção para a sua carreira ajudando a produzir o disco Vida e Obra de Johnny McCartney, entre novembro de 1970 e janeiro de 1971. Entretanto, com diversas canções censuradas, o álbum é engavetado pela gravadora, sendo lançado apenas um compacto duplo. Ainda, Leno é informado que as fitas master do disco foram destruídas.
Aquele álbum - com produção e letras de Raul Seixas e participações
das bandas A
Bolha, Renato e seus Blue Caps e a uruguaia Los
Shakers - deveria ter sido o divisor de águas de sua carreira e o
primeiro álbum lançado em 8 canais no Brasil, o que acabou não acontecendo.[4]
Assim, em 1972, retoma a dupla com Lílian, lançando dois discos, mas sem o sucesso de outrora. Em 1976, lança Meu Nome É Gileno, com músicas próprias (como a regravação de "Grilo City", do disco de 1971) e regravações como "Luar do Sertão" (do poeta Catulo da Paixão Cearense) e "Me Deixe Mudo", do compositor e músico experimentalista Walter Franco.[4] Nos anos 1980, lança um único disco, tendo dificuldade de permanecer com a carreira musical.
Na década seguinte, participa de diversas homenagens à Jovem Guarda
que trazem novamente a possibilidade de gravar. Em 1995, o pesquisador Marcelo
Fróes descobre as fitas master de Vida e Obra de Johnny McCartney nos
arquivos da gravadora Sony
Music Brasil, sucessora da CBS, e Leno lança, finalmente, o seu disco de
1971. Nos anos seguintes, faz apresentações e lançamentos a partir da nostalgia
gerada pela Jovem Guarda e pela sua ligação com Raul Seixas.[5]
Morte
Os fãs do Leno tiveram o desprazer de saberem que o artista
faleceu no dia 08 de dezembro de 2022 em sua cidade natal que era Natal no Rio Grande do Norte. Ele enfrentava um câncer.[6]
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
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