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sexta-feira, 8 de maio de 2026

AS PRIMEIRAS 48 Horas de Um Escravo Liberto no Brasil de 1888 — Hora Por Hora

Por Notícia Viva.
13 de maio de 1888. O sol começava a se despedir do horizonte quando a notícia finalmente atravessou os portões da fazenda. A caneta da Princesa Isabel havia deslizado pelo papel em algum lugar distante, na capital, e o Brasil, em teoria, havia mudado para sempre. Eram quase cinco da tarde quando você iniciou o caminho de volta do canavial.
Seus braços ainda latejavam com o ritmo do trabalho que parecia não ter fim. A pele das palmas das mãos ardia, marcada por calos sobre calos, feridas que nunca tinham tempo de fechar antes que o cabo da enxada as abrisse novamente. Você já havia percorrido aquele trajeto de volta tantas vezes que seus pés conheciam cada pedra, cada buraco e cada raiz que teimava em sair da terra. No entanto, hoje o ar tinha uma densidade diferente. Você sentia a mudança antes mesmo de conseguir processar o que ela significava.
O feitor estava diferente. Aquele homem, que durante décadas ocupou todo o seu horizonte com a sombra do chicote e a voz de trovão, agora parecia encolhido. Ele não bateu o cajado no chão do jeito que sempre fazia para apressar o passo dos cansados. Ele estava apenas parado, em silêncio, olhando para o nada com um olhar perdido, como se o chão tivesse sumido sob suas botas de couro.
Alguém ao seu lado falou baixo, quase um susurro proibido: "Assinaram".
Você não sabia exatamente o que aquilo significava na prática. Você já tinha ouvido aquela palavra antes: Abolição. Mas palavras abstratas nunca tinham mudado o cheiro amargo do canavial ou o peso do fardo nas suas costas. Já tinham vindo outras leis antes. A Lei do Ventre Livre, a Lei dos Sexagenários... cada uma delas prometeu um pouco de luz e cada uma delas mentiu de um jeito diferente, deixando as correntes apenas um pouco mais longas, mas nunca abertas.
Mas hoje havia algo que nunca existira antes. O feitor não sabia o que fazer com você. E ver aquele homem, que sempre soube exatamente como te quebrar e como te usar, sem saber como agir diante da sua presença, foi a coisa mais estranha que você já viu na vida. Era o silêncio de quem perdeu o controle.
A noite veio devagar, mas a porta da senzala não rangeu. Ninguém passou a tranca de ferro. Pela primeira vez na vida, ninguém trancou o seu sono. Você ficou sentado na beira do seu catre de palha, olhando para a fresta de escuro lá fora. Ninguém entrava e ninguém saía. Havia um medo silencioso no ar, porque ninguém sabia o que vinha depois daquele vazio de ordens.
Eram três da manhã quando você viveu o seu primeiro momento sem dono.
A história que os livros contariam décadas depois terminaria ali, naquele brilho da caneta imperial. Mas a sua história real, a história de milhões, começava exatamente no momento em que o feitor virava as costas e ia embora para dentro da casa grande. O que você encontrou do outro lado daquela porta aberta foi a coisa mais cruel que esse país já planejou: uma liberdade entregue não com justiça, mas com um pedaço de papel frio e as mãos vazias....
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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso? Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você sempre me ver chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem. 

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