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quarta-feira, 10 de junho de 2026

UMA CANGACEIRA DAS LETRAS...

Por Edna Araújo

Ela queria ouvir da boca daquela gente a verdade que os livros não contavam.

Queria descobrir por que tantas vidas haviam sido lançadas ao fio da navalha do destino.

Buscava compreender a fome de justiça, a morte daqueles homens que partiram sem defesa, sem testemunhas, sem direito à própria palavra.


Não tiveram voz. Não tiveram vez.

A história foi escrita por outras mãos.

Das disputas entre as grandes famílias latifundiárias dos sertões nordestino, ela pouco sabia.

Mas sua intuição já lhe soprava aos ouvidos os segredos que o vento carregava pelas caatingas.


Na terra rachada pela seca, madrasta cruel de um povo resistente, a fome costurava silêncios nos lábios.
A sede morava nos olhos fundos, e as lágrimas regavam o chão que nunca florescia.
No coração do Polígono das Secas, homens, mulheres, crianças e velhos caminhavam sob a sentença de um destino estreito: um pequeno latifúndio de sete palmos de terra.

Foi ali que os sertões chamaram por Christina da Mata Machado Russi.


A pesquisadora dos bancos universitários, acostumada aos estudos das grandes favelas, ouviu o eco de histórias que resistiam ao tempo. Histórias de homens valentes, destemidos, que ousaram desafiar o poder e pagaram com a própria vida.

Suas cabeças, arrancadas dos corpos, permaneceram expostas durante trinta anos, como troféus macabros dos vencedores.


Durante décadas, apenas uma versão dos fatos atravessou o tempo.

Mas Christina queria ouvir a outra margem da história.

Queria conhecer aqueles homens moldados pelo fogo do sertão.

Homens que não eram de ferro, embora parecessem.

Homens que tombavam sob a pólvora, mas renasciam na memória dos que vinham depois, forjados no mesmo calor da luta e da sobrevivência.


E foi em 1968 que ela realizou aquilo que parecia impossível.

Reuniu, num mesmo espaço e sob o mesmo teto, vozes que a história quase havia sepultado:
Sila, Dadá, Balão, Criança, Marinheiro, Pitombeira e Zé Sereno.
Ali também estava Expedita Ferreira Nunes, filha de Lampião e Maria Bonita, carregando nos olhos as marcas de um passado que o Brasil insistia em não esquecer.

Cada palavra dita naquele encontro transformou-se em memória escrita.


Cada lembrança arrancada do silêncio encontrou abrigo nas páginas de As Táticas de Guerra dos Cangaceiros.

Mas o destino, às vezes, escreve seus capítulos com tinta amarga.

Em 1971, aos trinta e três anos, silenciou-se o coração daquela cangaceira das letras.

Christina partiu antes de defender sua tese de doutorado.

Um assento ficou vazio nos corredores da USP.

Mas sua voz permaneceu.

Permaneceu nas páginas que deixou, nos relatos que resgatou, nas memórias que salvou do esquecimento.
Porque alguns morrem.

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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

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