Clerisvaldo B. Chagas, 3 de abril de 2026
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3393
Duas coisas faziam parte das paisagens e sons naturais em Santana do Ipanema, médio Sertão Alagoano. Davam gosto se ver e ouvir, como diziam os adultos dos anos 60. Uma dessas coisas, era o buzinar contínuo das cigarras nas árvores do serrote do Cruzeiro. Quem visitava o serrote, tanto para apreciar a cidade, do alto, conhecer o monte ou fazer promessa na capela de Santa Terezinha, ficava embasbacado com o aspecto verde intenso da vegetação e o canto de doer no ouvidos das cigarras, como se estivessem na regiões mais altas do Sertão. Um espetáculo grandioso que transportava o visitante para um embevecimento jamais sentido. Além da novidade do cantos das cigarras, o cheiro do mato verde era muito poderoso.
A outra coisa eram as andorinhas das manhãs de inverno. Os bandos se abrigavam na torre da Matriz de Senhora Santana e sob os telhados do chamado “prédio do meio da rua” e “sobrado do meio da rua”. Faziam suas revoadas pelos arredores e lavavam o peito nos voos rasantes nas águas do rio Ipanema, no Poço dos Homens. Quando retornavam da revoada, enfileiravam-se nas torre da Igreja, que pareciam fazer parte da própria arquitetura. A natureza conserva, mas o homem destrói. Algum motivo houve para que as cigarras cantadeiras e as andorinhas ornamentais, tivessem deixados apenas esses registro do escritor. E sem esses registros complementares do nosso tempo a história de Santana não ficaria completa. Por que o que é belo não pode ser lembrado?
Quando um dono de padaria tirou empréstimo do banco dizendo que iria desmatar o serrote e plantar eucalipto, pelou o serrote e nunca apareceu um pé de nada. Somente após trinta e cinco anos depois, nasceram os primeiros vegetais, gravetos e arbustos. Nada mais de árvore. Somente as enxurradas desgastando a terra fértil. Um crime ambiental grave, por ser o serrote do Cruzeiro o pulmão verde de Santana. Quanto às andorinhas, após a demolição por parte da prefeitura, do “prédio de meio da rua” e do “sobrado do meio da rua”, protestaram ao modo das aves e desapareceram para sempre de Santana do Ipanema.
Nem sempre a conscientização está no poder aquisitivo.
Nem sempre a Natureza entra na teia da política.
https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2026/04/cigarras-e-andorinhas-clerisvaldo-b.html
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada.
Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
Muito chato para você me ver sempre chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem.
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