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quinta-feira, 16 de julho de 2026

CORNEL LIBERATO DA CRUZ

Por Professor José Cícero

O cel. Liberato da Cruz e a deposição de Róseo Jamacaru

Mesmo depois de já ter se passado 125 anos do marcante episódio que inaugurou o início do chamado "ciclo das deposições" no Cariri cearense; ainda agora parece possível que a lista que contemplou os nomes de todos os coronéis envolvidos naquele evento, ainda esteja um tanto quanto incompleta. Assim como dos que foram convidados pelo padre Cícero para tomar parte do famoso "Pacto dos Coronéis" de 4 de outubro de 1911. Refiro-me em especial ao histórico conflito de 1901 como se sabe articulado pelo famoso Antônio Joaquim de Santana - cel. Santana, residente na Serra do Mato e tido como um dos mais poderosos da região, além de grande coiteiro de Lampião. Um acontecimento que culminou com a deposição por meio da força de jagunços e cangaceiros que tomaram o poder do então intendente de Missão Velha, o cel. Antônio Róseo Jamacaru(que governou de abril de 1899 a novembro de 1902), sendo dono da produtiva fazenda Tapera. Neste contexto é que também se coloca a figura de outro coronel que durante muito tempo ficou quase esquecido no palco dos acontecimentos que levaram a esta emblemática deposição que marcou o alvorecer do século XX. Seu nome era: Manoel Liberato da Cruz; o coronel da paz. Morador do sítio
Cercadinho que se situava por assim dizer, na entrada da antiga Goianinha, atual Jamacaru, entre a Gameleira do Pau e a Serra do Mato, impenetráveis redutos de Santana no alto da serra em Missão Velha - CE.
Inteligente, comedido e bastante discreto, o cel. Liberato, como aliado de 1ª hora do cel. Santana também tomou parte dos arranjos e dos preparativos para à derrubado do velho intendente Róseo Jamacaru. Sendo peça importante no ajuntamento de outros potentados para que a empreitada ocorresse de maneira exitosa. Era um coronel de paz. Um homem diferente não sendo dado à condição de coiteiro de quaisquer cangaceiros. O que não o exclui contudo, de ter tido possiveis contados com Antônio Silvino ou mesmo com Lampião durante as muitas passagens do bando de Virgulino em direção à fonte da Pendência e a segurança confortável da Serra do Mato.
Mesmo após ter protagonizado, um ano antes, uma dura rixa com o intendente municipal que quase chegou às vias de fato; tudo por conta da proibição deliberada de Róseo Jamacaru de não permitir que o cel. Liberato sepultasse uma filha de nome Ana no antigo cemitério N. Sra. da Piedade, onde hoje existe a capela de São Francisco no centro da cidade.
Aproveitando que o padre Félix estava praticamente no leito de morte, o então intendente e presidente da Camara, Antônio Róseo lJamacaru resolveu proibir taxativamente o enterro. Ainda hoje não se sabe ao certo a verdadeira causa da morte da filha de Liberato. Se cólera, varíola ou lepra doenças que na época não se permitia que as vítimas fossem sepultadas nos cemitérios comuns. Liberato então juntou uns cabras e armados até os dentes, desceu a serra com o caixão sobre um carro-de-boi. Ninguém se atreveu a impedi-lo de dar um enterro decente ao seu rebento. O sepultamento aconteceu no campo santo sem maiores problemas.
Era um homem de coragem e de convicções. Alguém em que se podia confiar pelo excesso da sua notória gratidão, confiança e respeito. Profundamente humano quando era preciso e necessário, mas duro e inflexível quando a ocasião o exigia. Possuía a grande virtude do amor e do perdão para com os amigos e necessitados.
Em Tempo: No momento mais crítico do cel. Jamacaru, ele se compadeceu. Pois,
há inclusive, quem assegure que foi o cel. Liberato quem garantiu exigindo da turba invasora, a devida segurança e integridade física da família de Róseo Jamacaru quando às pressas se retirara para à região do Aracati e Maranguape. Porém quanto à pilhagem da fazenda Tapera somada à destruição e posse dos haveres, nada pode fazer. Para ele a vida era o bem maior do ser humano.
Sem grupos de jagunços e malfeitores como era comum a quase todos os poderosos coronéis da época, ele confiava muito na amizade verdadeira, no respeito mútuo e na palavra dada. Mantida também uma relação estreita de profundo compadrio com o padre Cícero Romão, bem como com o próprio Santana com o qual possuía laços de parentesco, além da sua reconhecida ascendência e descendência dos Teresios. Além da expressiva patente da Guarda Nacional Manoel Liberato da Cruz foi ainda delegado, inspetor escolar e intendente municipal(cargo que possuia o valor de prefeito), quando sucedeu o coronel Santana em meados de 1917.
Histórias da minha terra que li e coisas interessantes de outros tempos que ouvi contar.
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Prof. José Cícero
*Imagem ilustrativa.

Perdi a fonte:

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

http://sednemmendes.blogspot.com

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