Por José Mendes Pereira
Maria dos Anjos, uma mocinha com pouco mais de 16 anos. Moreno claro, de olhos negros, cabelos longos e pretos. Era uma verdadeira "Iracema". Ninguém resistia ao seu olhar atraente, já imaginava coisas... Além do mais, tinha umas lindas coxas. Coisa de menina bonita. Nem parecia ser filha de um homem feioso, magro, cabeça de coco, poucos dentes naturais, e alguns havia adquirido no protético prático do bairro. Totalmente desajeitado, como era o seu pai, o Elesbão.
Ao chegar, perguntou ao dono da casa, o Tiago das Oiticicas, como era chamado no bairro:
- João Prado está aí, seu Tiago?
- Está - respondeu Tiago das Oiticicas.
- Chame ele por favor!
- João Prado, Elesbão quer falar com você! - Gritou seu Tiago lá pra dentro da casa.
E lá se veio inocentemente o João Prado.
- O que deseja, Seu Elesbão?
- João Padro, eu vim aqui porque você mandou um recado pela Isabel, para minha filha Maria dos Anjos, que fosse se arrumando que iria levá-la para o Copacabana. Como ela não pode vir, então eu vim para ir junto com você ao Copacabana.
E sem mais pensar, tirou o pedaço de mangueira da cintura, mais a faca e enfiou-se atrás do João Prado, descendo a ladeira do Alto do Louvor. E tome mangueira, e tome peia, e tome peia. Na carreira, as passadas do João Prado atingiram dois metros de distância, igualando as do seu agressor. Mas à frente, depararam-se com um muro de dois metros. Mas o agredido não contou conversa, saltando-o de uma vez só. Nem precisou colocar as mãos sobre ele para se apoiar e facilitar o impulso. Foi aí que Elesbão resolveu não arriscar pular o alto muro.
Enquanto o Elesbão perseguia o João Prado, os amigos do Elesbão corriam atrás dele, para que não realizasse o assassinato. E gritavam assustadoramente:
- Não faça isso, Elesbão! Não faça isso..., pelo amor de Deus, homem de Deus!!!
Dias depois, o João Prado retornou às pressas para o Rio de Janeiro, e nunca mais botou os pés em Mossoró.
O Elesbão não sabia que o Copacabana que o João Prado se referia é uma praia no Rio de Janeiro. Ele pensava que o rapaz estava desconsiderando a sua filha, querendo levá-la para o meio da prostituição, no cassino de Mossoró, "O Copacabana".
Minhas simples histórias
Informação aos nossos leitores:
Estas historinhas fictícias que as conto, somente para registrar os comércios que haviam antigamente em nossa Mossoró.
Se você não gostou da minha historinha, não diga a ninguém, deixa-me pegar mais outro.
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo.
É melhor vivo medroso do que morto valente.
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Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem.
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com
http://sednemmendes.blogspot.com

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