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quinta-feira, 29 de maio de 2014

AS IMPREVISÕES DA VIDA HUMANA

Por Antonio José de Oliveira 

Tenho recebido através E-mails e pelo Blogdomendesemendes, excelentes matérias escritas e pesquisadas pelo Articulista e grande Pesquisador JOSÉ MENDES PEREIRA, da extraordinária Cidade de Mossoró – SOLO querido do Rio Grande do Norte.
          
Desta feita o MENDES escreveu um amplo texto, intitulado “UM TRISTE ASSASSINATO”. E, após ter lido e realizado uma releitura, tive a curiosidade de testar o meu pobre poder de assimilação e interpretação. Não sem antes contactar com o autor, procurando me informar se o fato é verdadeiro, ou ficcional, o que ele me respondeu sê-lo um fato real, inclusive conheceu pessoalmente a vítima e o autor do trágico fato, apenas não usou os verdadeiros nomes dos personagens. Assim, fiquei tranquilo para a elaboração do meu modesto texto.

Mendes começa descrevendo o triste acontecimento “lá pelos idos dos anos SETENTA”, quando um cidadão de nome fictício João Capistrano, a princípio funcionário exemplar de uma empresa da Terra Potiguar, possuidor de uma boa conduta, motorista de primeira categoria, amigo do patrão e se relacionava muito bem com os colegas de trabalho. Enfim, nada havia contra sua reputação.

Mais tarde, segundo José Mendes, a empresa não ia tão bem, devido o atraso nos pagamentos dos clientes que supostamente deviam dinheiro da compra das mercadorias recebidas, que impossibilitava a reposição do estoque de matéria-prima para um novo fornecimento  de mercadoria à clientela.

O funcionário João Capistrano era, ao mesmo tempo, entregador das mercadorias e recebedor dos pagamentos. Só que o patrão não estava vendo a cor do dinheiro; o João não trazia os pagamentos, justificando que não havia recebido e, que receberia na próxima entrega.

O proprietário da empresa resolveu viajar com o funcionário João Capistrano na próxima entrega para entender o que estava acontecendo. Ao chegar à presença do primeiro cliente, foi sendo decepcionado com seu funcionário, quando o mesmo apresentou ao comprador uma nota da sua dívida e o mesmo disse-lhe que não estava devendo nada, e que comprava tudo sempre a dinheiro. “Outros e outros confirmaram que nada deviam”.

“O João há meses ou talvez anos, vinha traindo seu patrão, Não prestava contas conforme o que recebia dos fregueses”.

Naquela trajetória de visita aos clientes, “o João estava inquieto por não encontrar argumento para defender-se”. Logo que ninguém devia nada, o patrão também não entendia nada, por ser “o homem sempre de confiança, agora era um verdadeiro caloteiro”.

“O João aceitou todas as palavras grosseiras que o patrão proferiu naquelas circunstâncias. Não tinha como reverter essa situação desonesta”. “O patrão resolveu retornar logo para Mossoró, porque seria inútil acusar os seus fregueses de devedores, após a comprovação da desonestidade do João”.

Retornaram ao local de origem da empresa; estrada a fora ninguém falava com ninguém. O clima estava pesado, e como a Sagrada Escritura afirma que “um abismo chama outro abismo”, ao chegar adiante o patrão pediu para o João parar o carro no acostamento que ele precisava urinar. Após o carro parado, o patrão entrou na margem da caatinga para sua necessidade fisiológica. Enquanto isso, o João apossou-se de um revolver, desferindo pelas costas um tiro no patrão, que em meio à dor clamou que ele não desse outro tiro. Não adiantou sua súplica; recebeu o segundo tiro fatal e aí mesmo ficou estendido no chão.

Segundo o nosso articulista, ao ver o patrão morto, João arrependeu-se por haver matado um homem que muito lhe ajudou. Agora “o João arrastou um canivete do bolso e cortou sua própria testa para fingir que fora assaltado. Em seguida deu um tiro em sua coxa, e mesmo sangrando seguiu a estrada de Mossoró, dirigindo com dificuldade. Adiante parou e deu sinal para um motorista que vinha em sentido contrário”.

Foi conduzido a um hospital em Mossoró, e “ali no leito hospitalar João preparava a sua defesa. E ao sair do hospital, foi prestar depoimento à polícia. João caiu em contradições e confirmou ter matado o patrão, com vergonha, ao saber que ele havia tomado conhecimento do dinheiro desviado da empresa. João foi levado a Júri e condenado a uma sentença de trinta anos de reclusão, na Colônia Penal de Natal”.

“João era um preso exemplar, e após alguns anos, ganhou o direito de ficar o dia fora da cadeia, e à noite era obrigado dormir lá”.

Acontece que – logo que “um abismo chama outro abismo” -, mesmo em liberdade (pelo menos durante o dia), a vida de João corria risco. Quem bate, esquece, mas quem apanha continua lembrando da dor sofrida. Afirma Mendes que uma irmã do patrão de João não se conformava em ver o homicida do seu irmão em liberdade nas ruas, e contratou um pistoleiro para executá-lo. O pistoleiro estrategicamente aproximou-se da sua presa; num bar-lanchonete lancharam juntos; jogaram sinuca juntos; beberam à vontade juntos, e quando o João estava em estado de embriaguês, foi convidado para um passeio nas ruas da cidade. No mesmo carro do pistoleiro foi conduzido a um local deserto onde ao João foi feita a pergunta: Você está lembrado que matou seu patrão? João respondeu: Lembro sim, mas já faz muitos anos.

“O pistoleiro apertou o gatilho, e o João caiu morto, como um passarinho”, afirma José Mendes, autor da matéria original.

“Cortou-lhe as duas orelhas e levou-as para sua contratante, como comprovação da “missão” cumprida”.

Faço agora a seguinte pergunta ao leitor: Como um funcionário “portador de boa conduta; profissional do volante de primeira categoria; possuidor de bom relacionamento com os colegas de trabalho e amigo do patrão; enfim, um funcionário de consideração e confiança da empresa, passa por uma radical transformação? Transformação essa que deu prejuízo a empresa!

A minha resposta, sem ter realizado uma análise profunda, é que o JOÃO CAPISTRANO ERA UM SER HUMANO. E a natureza humana, enquanto viver neste Planeta continua sendo NATUREZA HUMANA. Além disso, na minha frágil opinião, e opinião de tantos outros, alguém pode nascer com propensão para cometer algum tipo de maldade. Dependendo da fertilidade do “solo”, a tal tendência poderá entrar em ação, ou não. E, no caso (se é que ele era portador de tal tendência), o solo fértil foi o dinheiro da empresa que teve a oportunidade de tê-lo em seu bolso.

Não estou incentivando alguém a praticar o erro que foi praticado pelo João, justificando uma predisposição, logo que predisposição não é predeterminação ou predestinação. A predeterminação, já está DETERMINADA, mas a predisposição pode nunca se manifestar. Depende do ambiente e das circunstâncias que envolvem a vida de cada pessoa.

“Eu, sou eu e a minha circunstância” – Ortega y Gasset.

Portanto, não faça julgamento das pessoas que cometeram certas atitudes. Contudo, antes de qualquer ação que planeje levar a efeito, pense inúmeras vezes nas possíveis consequências. Evite o máximo possível praticar a desonestidade. Foi exclusivamente por não alimentar a honestidade, que o João Capistrano perdeu a vida, deixando a família órfã, e órfã também a família daquele que ele tirou a vida.

Antonio José de Oliveira é pesquisador do cangaço, aposentado como Agente de Tributos da Secretaria da Fazenda - BA. Natural de Riachão do Jacuípe, mas mora no Povoado de Bela Vista – Serrinha – BA. Formado em Teologia, Pedagogia e fez pós-Graduação em Psicopedagogia e Psicanálise Clínica...

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Nota de falecimento Floresta e a memória do cangaço estão em luto!

Registro da minha primeira visita ao penúltimo dos nazarenos em julho de 2008
junto com o amigo Cap. Marcelo Rocha.

É com imenso pesar que comunicamos aos amigos que faleceu hoje em Floresta (PE) aos 101 anos de idade o nosso amigo, ex soldado de Volante Manoel Cavalcanti de Souza, O "Neco de Pautilia".

Neco costumava dizer de maneira paradoxal que, se o tempo retroagisse, ele não teria ingressado nas volantes, a polícia da época. “Afinal, Lampião nunca me fez mal. Era um homem bom. Ruim era a polícia que açoitava os coiteiros.” Antes de ingressar nas volantes, foi almocreve (espécie de vendedor ambulante) no Sertão, para esquecer um amor que as famílias não queriam.



Veio então a Revolução de 30 (movimento armado que facilitou a chegada de Getúlio Vargas ao poder) e os nazarenos (moradores do distrito de Nazaré do Pico, Floresta) não participaram. Neco resolveu juntar-se ao grupo de conterrâneos para formar uma das frentes de combate a Virgolino Ferreira, estimuladas pelo governo.

A história de Seu Neco foi muito bem "cantada"


O grupo seguiu em direção ao Raso da Catarina (Bahia). Cada um levava no bornal farinha, sal e rapadura. Nas mãos, um rifle como se fosse o “sentimento do mundo.” Entretanto, o objetivo maior era ganhar dinheiro. O então jovem Neco, aos 19 anos, partiu para o desconhecido fascinante e ao mesmo tempo perigoso. Foram três dias de caminhada comendo mal, sem dormir e o pior era a expectativa de a qualquer momento deparar-se com o bando de cangaceiros. E foi o que aconteceu. 


Veio então o temido tiroteio, que resultou em vários feridos de ambos os lados. Não dava para recuar. A partir daí, Neco enfrentou mais quatro combates, viu companheiros e cangaceiros morrerem de sucesso (morrer em combate), entre Pernambuco Sergipe e Bahia. Conheceu Virgolino e não teve medo.

Mas aquela vida de incertezas, enfrentando chuva, sol, sede, calor e frio nas caatingas, não era a que Neco pediu.

Resolveu abandonar as volantes e sem receber o dinheiro prometido, $2 contos. Levou apenas $500 mil réis mais a passagem de volta. Deixando a vida militar e de volta ao aconchego, Neco foi barbeiro, alfaiate, sapateiro, até tornar-se funcionário público da Suvale, hoje Codevasf.

Trecho do Doc Xaxado a dança de Cabra Macho - Anildomá Willans (Fundação Cabras de Lampião)


Aposentado, levou a vida remoendo o passado ao lado de sua grande paixão: Mariquinha, que conheceu aos 13 anos de idade numa escola da zona rural de Floresta. Antes do primeiro encontro, Neco leu o nome dela escrito no quadro de uma sala de aula – Maria Ribeiro dos Anjos. Achou bonito aquele nome e escreveu por cima o seu com uma bala de rifle. Pronto! Os destinos estavam selados. Casou com Mariquinha um ano depois. O casal deixou um prole invejável de 110 descendentes. Como nos contos de fadas, Neco e Mariquinha foram felizes por 80 anos.



*Texto de comadre Wanessa Campos. Publicado no Jornal do Comercio, Recife, em 28.11.2009.

http://lampiaoaceso.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Os blogs administrados por José Mendes Pereira irão parar as suas postagens

Por José Mendes Pereira

Amigos leitores e colaboradores destes blogs:

http://blogdomendesemendes.blogspot.com
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com
http://sednemmendes.blogspot.com
http://mendespereira.blogspot.com

Como todos nós às vezes precisamos de alguns reparos no que se refere à saúde, infelizmente, tenho que me afastar uns dias dos nossos trabalhos, pois sábado (31 deste), irei fazer uma cirurgia em um  dos olhos. Lamento muito ter que me distanciar uns dias dos amigos, mas não há outro jeito. O problema é que eu terei que evitar luz, principalmente de tela de computadores. 

Sei que o "blog do Mendes e Mendes"irá sofrer  uma desvantagem no que se refere aos acessos. Todos os dias, as visualizações são em média 1.300 a 1.500, e algumas vezes ultrapassam este total. 

Veja bem. Para você continuar acessando este blog, já que ficará sem postagens durante alguns dias, ao lado esquerdo do blog, tem um "gadget" com o nome: "Pesquisar", e se você deseja saber algo sobre um cangaceiro, cangaceira, invasões de Lampião, ou mesmo feitas por outros facínoras, basta escrever o nome do pesquisado dentro da janela do "gadget" e clicar. Irá aparecer uma porção de textos sobre o pesquisado, ou sobre algumas informações do cangaço e outros assuntos. E na parte inferior das páginas, tem alguns números que você vai clicando e aparecerão mais outros artigos. Não sei se está bem explicado, afinal, não sou um perito no que diz respeito à informática. 

O blog do Mendes e Mendes tem mais de 7.600 postagens, todas escritas por bons escritores, pesquisadores e historiadores do cangaço, sem falar canudos e outros temas. 

Blogs com maiores referências que você poderá acessá-los:

http://cariricangaco.blogspot.com
http://lampiãoaceso.blogspot.com
http://tokdehistoria.com.br
http://www.conversasdosertao.com
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com
http://portaldocangaco.blogspot.com
http://xiquexiquense.blogspot.com.br
http://www.joaodesousalima.com
http://cangaconabahia.blogspot.com.br
http://jcaurora.blogspot.com.br
http://blogdodrlima.blogspot.com.br
http://blograngel-sertao.blogspot.com.br
http://www.cicinato.blogspot.com.br
Além de outros mais. 

Não deixe de continuar o seu trabalho. Acesse estes blogs que você encontrará muitas e muitas histórias fantásticas sobre o cangaço. 

Até amanhã à noite eu ainda estarei aqui com os amigos.

Muito obrigado!

José Mendes Pereira
Mossoró, terra de Santa Luzia
Rio Grande do Norte

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Um encontro de ex cangaceiros

Foto do acervo do cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira

Candeeiro (Manoel Dantas Loyola) e Vinte e Cinco (José Alves de Matos).

Candeeiro e Vinte e Cinco pertenceram ao bando de Lampião e estavam presentes em angico no dia do massacre que vitimou Lampião, Maria Bonita e outros nove cangaceiros, além do soldado Adrião. Porém quis o destino que ambos sobrevivessem e fossem novamente reintegrados à sociedade, após cumprirem suas penas.

Candeeiro faleceu recentemente em 24 de julho de 2013.

Vinte e Cinco ainda vivo conta com a idade de 97 anos e reside em Maceió, no Estado de Alagoas.


Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior‎

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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Dadá esposa do lendário Corisco


Esta foto eu ainda não a conhecia. Veja que eu ainda não sei de nada sobre o cangaço. São muitos e muitos fatos sobre o cangaço que ainda não chegaram ao meu conhecimento. O estudo do cangaço ainda é novidade para muitos estudantes. mas aos poucos, a gente irá tomando conhecimento. E veja que desde 2008 que venho nessa luta, querendo saber um pouco sobre o cangaço. É vasto o estudo cangaceiro.

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A primeira eleição municipal (1892/1895): Barão do Pajeú

Fotografia do coronel Andrelino Pereira da Silva (Barão do Pajeú), o 1º prefeito de Serra Talhada (1892/1895). Durante cerca de 30 anos ele comandou a politica de nossa cidade, onde conseguiu eleger com seu apoio os primeiros quatros prefeitos municipais.

Com advento da república em 15 de novembro de 1889, o Brasil entrou em ebulição política. No Estado a força política de maior expressão era o Barão de Lucena, magistrado conservador que já havia presidido o governo pernambucano e que matinha amizade com a Princesa Isabel, a redentora, filha do Imperador D. Pedro II. Forçado a abdicar ao torno, o Imperador saiu do país e foi morrer de desgosto na Europa. Amigo e homem forte do marechal Deodoro da Fonseca, o Barão de Lucena indicou para o governo de Pernambuco o general Simeão de Oliveira, que governou com mão de ferro. Na cidade de Villa Bella (Serra Talhada) os antigos liberais se dividiram em dois grupos políticos, os republicanos católicos e os republicanos democratas que mantinham a força política que por hora chegava ao poder, porém, em nosso município a força política dos conservadores torno-a um fator decisivo para a consolidação do poder republicano no sertão pernambucano. Amigo e correligionária política do Barão de Lucena, a família Pereira, que se acomodava no Partido Conservador, viu o poder que por hora tinha saído de suas mãos, voltar para a mesma, com a escolha do coronel Andrelino Pereira da Silva para presidente da junta governativa municipal, em 1890. Ao lado de Braz Nunes de Magalhães (republicano católico) e Manoel Lopes de Barros (republicano católico), o coronel Andrelino Pereira conseguiu no ano seguinte, em 1891, a nomeação do Dr. Joaquim Gonçalves Lima (conservador em idade avançada e correligionário de longa data da família Pereira) para o lugar de Manoel Lopes de Barros, e a remoção do juiz de direito Dr. João Laudelino Dorneles Câmara para a Comarca de Palmares, ficando em seu lugar o 1º suplente de juiz, tenente Galdino Gonçalves Lima, irmão do Dr. Joaquim Lima.

Fotografia antiga da Praça Agamenon Magalhães (Praça da Concha Acústica), o marco zero de nossa cidade. No final do século XIX, essa praça era o local onde era realizada a feira semanal, como também, onde se concentrava o conselho municipal, o fórum e a prefeitura de Villa Bella (Serra Talhada).

Homem que dominou o poder municipal nos últimos 25 anos, com interrupções, e agora bastante forte na junta governativa ao qual era o presidente, o coronel Andrelino Pereira da Silva (Barão do Pajeú) resolveu aderir a causa republicana e entrou ele com seus correligionários no Partido Republicano Democrata (PRD), lançando-se ao cargo de prefeito municipal em 15 de agosto de 1891, para o primeiro pleito de nossa história. Não concordando com a entrada do Barão do Pajeú na causa republicana, a família Magalhães se reuniu com a família Carvalho, Nogueira e Andrada e entraram no Partido Republicano Católico (PRCA), lançando para o cargo de prefeito municipal o major Sebastião José de Magalhães Lopita, de tradicional família de nosso município e bisneto direto do fundador Agostinho Nunes de Magalhães. Chegando o dia do pleito municipal, em 30 de setembro, o Barão do Pajeú enfrentou pela primeira vez um bate-chapa contra um grupo de ex-correligionários e adversários históricos, tendo no coronel Antônio Alves da Fonseca Barros, da Barra do Exu, seu principal opositor, devido ao sogro do mesmo, Dr. Tiburtino Barbosa Nogueira, está ausente exercendo o cargo de juiz de direito em Brejo Santo (CE). Nesta eleição o eleitor votava nos cartórios eleitorais, que funcionavam nas casas dos candidatos a prefeitos, no conselho municipal na sede da cidade e nas zonas eleitorais que funcionavam em casas dos distritos de São Francisco e São Domingos, além das fazendas Saco, Carnaúba, Barra do Exu, Escadinha, Juazeirinho, Belém, Sitio Novos e Pitombeira. Nessa eleição os eleitores poderiam escolher o nome de 4 candidatos votando neles até 3 vezes, e mais 1 candidato com 1 voto apenas, além de escolher o nome do prefeito e do subprefeito.

Realizada a eleição, a junta eleitoral publicou e reconheceu o resultado, tendo sido eleito o 1º prefeito de Serra Talhada (1892/1895), o coronel Andrelino Pereira da Silva (Barão do Pajeú), do Partido Republicano Democrata, com 104 votos, contra o seu adversário, major Sebastião José de Magalhães Lopita, com 66 votos. Para sub-prefeito foi eleito o tenente Galdino Gonçalves Lima, com 106 votos, na chapa do Barão do Pajeú, contra os 66 votos de Pedro Gomes de Andrada, da chapa do major Sebastião Lopita. Para o conselho municipal foram eleitos os vereadores Manoel Sebastião Pereira da Silva (Baião da Aldeiota), Antônio Andrelino Pereira da Silva (filho do Barão do Pajeú), Henrique de Souza Melo (patriarca da família Melo), Francisco Galdino Gonçalves Lima (filho do tenente Galdino Lima), partidários do PRD, do Barão do Pajeú, todos com 104 votos. A oposição concentrou a votação no tenente João Cosme de Magalhães (sobrinho do major Sebastião Lopita), partidário do PRCA, que atingiu o coeficiente de 104 votos, prevalecendo assim 5 conselheiros municipais. Para titulo de curiosidade, tivemos ainda candidatos ao conselho pela oposição o coronel Antônio Alves da Fonseca Barros (pai do ex-prefeito, coronel Chico Alves), Tibúrcio Valeriano Gomes de Lima (pai dos ex-prefeitos Cornélio Soares e Methódio Godoy), João Martins Torres (coletor estadual na época) e Manoel Joaquim Madeiro, todos com 66 votos, além, do major Manoel Pereira da Silva e Sá (sobrinho do Barão do Pajeú) que também não conseguiu ser eleito, atingiu como os demais, os 66 votos.

Período (15/11/1892 até 15/11/1895)
Prefeito: Andrelino Pereira da Silva (Barão do Pajeú)
Sub-Prefeito: Galdino Gonçalves Lima
Conselheiros Municipais: Manoel Sebastião Pereira da Silva (presidente); Antônio Andrelino Pereira da Silva (vice-presidente); Henrique de Souza Melo (1º secretário); Francisco Galdino Gonçalves Lima e João Cosme de Magalhães.

Nota: blogdomendesemendes - Se não estou enganado o Barão do Pajeú era tio avô de Sebastião Pereira da Silva, o cangaceiro Sinhô Pereira.

http://www.blogdeserratalhada.com.br/a-primeira-eleicao-municipal-18921895-barao-do-pajeu/

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Dominguinhos – O Neném de Garanhuns


Para manter contato com o 
Professor Antonio Vilela e conhecer o
“Dominguinhos – O Neném de Garanhuns”, 
basta ligar: 
(87) 3763-5947 / 8811-1499 / 9944-8888. 
O e-mail do Escritor é 

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O mais novo livro sobre o cangaceiro Jararaca

Autor Marcílio Lima Falcão

Adquira logo este através deste e-mail:
limafalcao34@gmail.com
Valor: R$ 35,00 (incluso a postagem)
Banco do Brasil
Agência: 3966-7
CC - 5929-3

Marcílio Lima Falcão é professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), mestre em História Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e atualmente faz doutorado em História Social na Universidade de São Paulo (USP). Suas principais áreas de pesquisa são a História Social da Memória, Religiosidade e Movimentos Sociais no Brasil Republicano.

Enviado pelo poeta, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueana Kydelmir Dantas.

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Livro na praça - Lampião em Alagoas

Autores: Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Fausto

O livro tem 468 páginas.
Preço R$ 55,00 (Cinquenta e cinco reais) com frete incluso, para todo o Brasil. 
Onde comprar?
Com o revendedor
Professor Pereira
através do E-mail:
franpelima@bol.com.br
ou pelos telefones: 
(83) 9911 8286 (TIM) - (83) 8706 2819 (OI)

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Quem matou Delmiro Gouveia?

Autor: Gilmar Teixeira

Contatos: 
gilmar.ts@hotmail.com ou
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 de Frete.

Disse o pesquisador Guilherme Machado do: http://portaldocangaco.blogspot.com:


O livro é um clássico do romance nordestino: Quem Matou Delmiro Gouveia? Lançado em 2010 Paulo Afonso Bahia.

Gilmar Texeira Santos nasceu no dia 27 de Julho de 1961, no povoado de Olhos D' Água de Sousa no município de Glória Bahia. Gilmar é um eterno apaixonado pela saga nordestina, do cangaço ao mamulengo do folguedo ao Vaqueiro. Gilmar Teixeira pesquisador, escritor e cineasta, também é membro da Academia de Letras de Paulo Afonso, e do (IGH-MSP)  Instituto Geográfico e Histórico de Paulo Afonso. Quem Matou Delmiro Gouveia?" 
Do   pesquisador e escritor Gilmar Teixeira. A obra promete trazer luz a um dos mais polêmicos episódios do começo do século passado, quando um dos mais ousados empreendedores da história do nordeste, o cearense de Ipu, Delmiro Gouveia é alvejado à bala na varanda de seu chalé, no final da tarde, na localidade de Pedra, atual Delmiro Gouveia.

O livro é uma verdadeira odisseia na busca da elucidação dos fatos, confrontando depoimentos e notícias da época, rastreando fatos que passaram despercebidos quando ainda no calor dos acontecimentos. Vale a boa leitura e o conhecimento dos registros. Agora é esperar o lançamento do livro de Gilmar Teixeira e colocar mais lenha na fogueira das "mentiras e mistérios" das histórias do nordeste.  Acima ver-se o livro do escritor e mais abaixo,  Gilmar Texeira e Guilherme Machado.

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Enquanto não vem cangaço - INTERNADO COM INFECÇÃO, ZAGALLO PODE PERDER COPA

Por Felipe Rosa Mendes

São Paulo (AE) – Dono de quatro títulos mundiais com a seleção brasileira, Mário Jorge Lobo Zagallo está internado no Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro, com uma infecção na coluna. O ex-jogador e ex-técnico de 82 anos tem previsão de ser liberado em uma semana, mas corre o risco de perder os jogos do Brasil na Copa do Mundo.

De acordo com seu filho Mario Zagallo, o tetracampeão está fazendo tratamento com antibióticos para eliminar a infecção por bactéria. Ele está internado no quarto desde segunda-feira e não inspira maiores cuidados, apesar da preocupação de familiares e amigos.

A previsão inicial dos médicos é que Zagallo seja liberado na próxima segunda-feira, dia 2 de junho, a 10 dias do início do Mundial. “Quando tivermos novidades, vamos avisar”, declarou o filho do tetracampeão mundial.

Se não se recuperar a tempo, Zagallo poderá ficar fora da partida de abertura do Mundial, entre a seleção brasileira e a Croácia, dia 12, em São Paulo, no Itaquerão. Convidado de honra da CBF, o tetracampeão terá a sua disposição um jatinho para assistir a todos os jogos do Brasil na Copa.

Zagallo participou das duas primeiras conquistas mundiais do Brasil, em 1958 e 1962, como jogador. Em 1970, sagrou-se tricampeão como treinador da seleção. E, em 1994, foi auxiliar-técnico de Carlos Alberto Parreira, atual coordenador técnico do time brasileiro.


http://www.emresumo.com.br/2014/05/27/internado-com-infeccao-zagallo-pode-perder-copa_13316.html utm_source=HomePortal&utm_medium=baixaki

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Influencias Quando Lampião veio para a festa

Autor – Rostand Medeiros

Era uma época onde o rádio se popularizava, mas os cariocas ainda sabiam dos acontecimentos do seu país e do mundo pelas várias edições diárias dos inúmeros periódicos que circulavam pela então Capital Federal. Já a distração era ocupada em grande parte pelo crescente futebol pré-Maracanã, pelos cinemas e os inúmeros teatros, onde os espetáculos do chamado teatro de revista eram muito populares[1].

A figura do temido cangaceiro em uma peça do Teatro
de Revista do Rio de Janeiro


No início do século XX este tipo de apresentação teatral apresentava entre outras coisas aquilo que era considerado picante ou obsceno. Tinha a intenção de agradar o público de maneira abrangente, a que preço fosse. Nessa época o teatro popular era a maior diversão e o teatro de revista era o principal polo da cultura popular.

Típica cena de teatro de revista no Rio de Janeiro – Fonte – http://cifrantiga3.blogspot.com.br/

Com a Primeira Guerra Mundial o Brasil ficou separado do resto do mundo, sem receber influências do estrangeiro, e cada vez mais o teatro de revista nacionalizava-se, entrelaçando a música popular de forma estreita e indissolúvel. Afastando-se do modelo luso-francês surgiu uma nova fórmula onde a melodia passou a ser parte integrante do conjunto. O teatro popular havia adquirido um perfil tipicamente nacional iniciando uma nova fase na História Social da cultura brasileira. Havia neste contexto espaço para as criações regionais, colocando no palco personagens sertanejos.

No Rio de Janeiro a dupla Jararaca e Ratinho passa a fazer teatro de revista em 1929. Estes artistas faziam números mistos de músicas e piadas, explorando canções sertanejas, o humor, melodias, o trocadilho, as adivinhações, as críticas e sátiras políticas[2].

Renascendo das Cinzas
O imigrante italiano Pascoal Segreto, um descobridor de talentos, portador de uma visão empresarial extraordinária, mantinha várias companhias. Ele investiu no teatro de revista, sendo chamado pelo ator Procópio Ferreira de “papa do teatro brasileiro“. O seu principal empreendimento teatral foi a Companhia de Operetas, Mágicas e Revistas do Teatro São José, este também de sua propriedade[3].


Em 12 de setembro de 1931, com o São José funcionando como cine-teatro, após a apresentação de “Amores e Modas”, de Mauro de Almeida, quando tinha início o filme “A minha noite de núpcias”, de Leopoldo Fróes, o prédio pegou fogo, só ficando de pé a fachada e as escadas laterais da sala de espera.

Intentando criar a casa da canção nacional, o dançarino e produtor Duque, em parceria com Segretto, aproveitou a parte não incendiada do teatro e instalou a Casa de Caboclo, reproduzindo a morada do nosso tabaréu: o madeiramento rústico, de paus toscos, coberturas de sapé, formando frisas e camarotes; palco e uma varanda de casa da roça, ao fundo[4].

Pascoal Segretto – Fonte – Wikipidea.org

No periódico carioca “Correio da manhã”, de 10 de setembro de 1932, as impressões da nova companhia de revista do Rio de Janeiro foi de certo espanto com o fato que tudo ali apresentado era “brasileiro”. Comentaram que “tudo é nosso: toadas, a suavidade das modinhas, desafios”. A apresentação de espetáculos tipicamente brasileiros não era novidade no Rio, mas a Casa do Caboclo chamou a atenção de maneira positiva da imprensa e do público.

Atores e Músicos de Primeira Qualidade
Dentro da estrutura clássica, entre quadros cômicos, sambas e marchinhas carnavalescas, a tônica dominante incidia no humor caipira, como por exemplo, as famosas imitações que Jararaca e Ratinho faziam de Getúlio Vargas e Washington Luís.


Em 1922 os Turunas Pernambucanos desembarcavam no Rio de Janeiro. Entre eles, Jararaca (o terceiro sentado à direita) e Ratinho (de pé, à esquerda, com o clarinete). 

Pela foto podemos ver que o carioca conheceu a roupa e o imaginário dos cangaceiros ainda no início da  década de 1920 – Fonte – http://mpbantiga.blogspot.com.br/

Certamente que uma das razões deste êxito estava nos atores, atrizes e músicos que ali se apresentavam. Muitos destes fazem parte de qualquer trabalho referencial sobre as artes no Brasil. Além de Alvarenga e Ranchinho estava na companhia uma jovem atriz de 25 anos, chamada Dolores Gonçalves Costa, mas que ficou conhecida como Dercy Gonçalves. No grupo de músicos um negro forte, que era flautista, saxofonista, compositor, arranjador e se chamava Alfredo da Rocha Vianna Filho, mas já era conhecido como Pixinguinha. Dois anos depois da companhia inaugurada foi contratada uma jovem de apenas 16 anos, chamada Vicentina de Paula Oliveira, mas que já se apresentava artisticamente como Dalva de Oliveira. Neste mesmo ano Francisco José Freire Júnior, mais conhecido como Freire Júnior, estreou na Casa de Caboclo com a revista “Carnaval do sertão”, de autoria de Duque.

O Nordestino Mais Comentado no Rio
Em uma entrevista ao jornal “Diário da Noite” (Ed. de 5/7/1933, pág. 3), Duque comentou que seu sucesso em terras estrangeiras se devia muito ao nosso folclore, as características das raízes do Brasil, mas que para ele era muito pouco conhecido pelo público brasileiro em geral. Por isso a razão de criar aquela companhia teatral. Para Duque, tudo que fosse regional e chamasse atenção deveria ser apresentado na Casa do Caboclo. E se havia algo que vinha do Nordeste e repercutia com força nos jornais cariocas, eram as ações do cangaceiro Lampião e seu bando.

Antônio Lopes de Amorim Diniz Miranda, o Duque.

Mesmo atuando em uma região onde a infraestrutura era quase nada, as comunicações precárias, o apoio do Governo Federal mínimo, as peripécias e façanhas de Lampião eram publicadas quase diariamente em alguns periódicos cariocas.

O nome de Lampião tomou outra dimensão no Rio quando, no primeiro semestre de 1931, o capitão do Exército Carlos Chevalier, piloto da Aviação Militar, decidiu criar uma expedição militar ao interior nordestino. Pensava em utilizar aviões e aparato bélico moderno para caçar e matar o “Rei dos Cangaceiros”. Esta pretensa ação militar causou muito estardalhaço na imprensa e no meio do povo. Logo voluntários esbravejando muita valentia apareciam nas páginas dos jornais querendo pegar em armas. O negócio teve tal alcance que o plano foi apresentado a Osvaldo Euclides de Sousa Aranha, então ministro da justiça. Homem inteligente e capaz, mas certamente por ser gaúcho de Alegrete e desconhecer o sertão nordestino, Aranha caiu como um verdadeiro pato nesta maluquice desenvolvida pela mente necessitada de holofotes de Carlos Chevalier[5].

O inusitado plano encheu as páginas dos jornais cariocas, mas jamais saiu do papel para a ação prática. O capitão se tornou motivo de piada e Lampião se tornava cada vez mais conhecido na Capital Federal. Com um nome tão popular entre os cariocas, logo Lampião e o cangaço seriam atrações na Casa do Caboclo.

Lampião Vem Para a Festa

A peça foi promovida e dirigida por Duque. No final de agosto de 1933 ele divulga na imprensa que em breve estrearia “Lampião chegou ao arraiá”.


A primeira apresentação ocorreu no sábado, 26 de agosto. Segundo os jornais cariocas o autor e diretor buscou explorar “a popularidade trágica do célebre cangaceiro nordestino”, mas sem esquecer o lado cômico, reservando aos espectadores “uma surpresa engraçadíssima” durante as cenas. Infelizmente os jornais não detalharam como seria o enquadramento deste contraste entre “a popularidade trágica” envolvendo a figura de Lampião, com “uma surpresa engraçadíssima”. Mas pelo próprio nome da peça “Lampião chegou ao arraiá”, deveria ser uma cena que evocaria uma chegada inesperada do cangaceiro em meio a festejos juninos. Mas isso é pura especulação!

Para promover a peça a “troupe” da Casa do Caboclo decidiu realizar uma “passeata” pela Praça Tiradentes, onde se encontrava o Teatro São José, inclusive com os atores montados em alimárias. 

Pela foto (acima) existente deste evento, podemos ver que o nível de reprodução cenográfica das roupas e equipagens do grupo de cangaceiro de Lampião ficou muito a desejar.

Nesta época Lampião e outros cangaceiros já haviam sido fotografados e, aparentemente pelo sucesso da companhia teatral, o problema desta cenografia tão limitada não foi dinheiro. Provavelmente tinha mais haver com a ideia de “Lampião chegou ao arraiá” ser uma peça cômica, onde o detalhamento não merecia a devida atenção.

Conclusão
“Lampião chegou ao arraiá” foi, como a maioria do trabalho desenvolvido por Duque na Casa do Caboclo, um sucesso. Ela não sofre nenhum processo de censura e nem os jornais tratam das apresentações de forma negativa. Mas igualmente não trazem maiores detalhes.

Atores e atrizes da Casa do Caboclo.

Certamente este e outros espetáculos que tinham como figura central o “Rei do Cangaço” foram produzidos no Rio de Janeiro. Seguramente estas apresentações ajudaram a popularizar entre os cariocas (talvez de forma destorcida) a imagem de Lampião[6].

Esta popularização só tendeu a crescer nos anos vindouros da década de 1930, principalmente com o trabalho de libanês Benjamin Abrahão Botto. As fotos e o filme por ele realizado, e censurado pelo Estado Novo, de um lado ajudaram a manter na mente de todos os brasileiros a imagem de Lampião, Maria Bonita e seus “cabras”. Mas esta exposição também contribuiu para que as autoridades do regime de força de Getúlio Vargas acentuasse junto às autoridades estaduais nordestinas a necessidade do fim deste cangaceiro. Como de fato ocorreu no dia 28 de julho de 1938.

Referências
– Para compreender melhor como era A Casa de Caboclo, ver uma representação do especial da TV Globo “Dercy de verdade” http://globotv.globo.com/rede-globo/dercy-de-verdade/v/dercy-se-apresenta-na-casa-de-caboclo-e-e-superaplaudida/1762999/
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-77042009000100005&script=sci_arttext#tx27
http://www.dicionariompb.com.br/freire-junior/dados-artisticos
www.mackenzie.br/…/O_teatro_popular_Rio_de_Janeiro__a_cidade_ polifonica__1930-1945_.pdf
 - Cadernos de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura, “O teatro popular: Rio de Janeiro, a cidade polifônica (1930-1945)”, artigo produzido sob a coordenação e organização de Arnaldo Daraya Contier (Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Presbiteriana Mackenzie.), com a participação de Andréa Cristina Primerano,  Andréa Rodrigues, Keila Haddad de Oliveira, Nívea Lopes (Alunas do Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Presbiteriana Mackenzie).
http://www.allaboutarts.com.br/default.aspx?PageCode=12&PageGrid=Bio&item=0801M2

[1] O que se chama teatro de revista é um género de teatro, de gosto marcadamente popular, que teve alguma importância na história das artes cênicas, tanto no Brasil como em Portugal, que tinha como caracteres principais a apresentação de números musicais, apelo à sensualidade e a comédia leve com críticas sociais e políticas, e que teve seu auge em meados do século XX.

[2] José Luís Rodrigues Calazans, o Jararaca, era natural de Maceió, Alagoas, e Severino Rangel de Carvalho, o Ratinho. era paraibano da cidade de Itabaiana. Formaram uma dupla caipira, ou sertaneja, e fizeram as respectivas carreiras praticamente enfocando o gênero regional. Além de cantores foram compositores, atores e humoristas. Atuaram no teatro, rádio, cinema e televisão.

[3] O Almanak Laemmert aponta que o Teatro São José possuía em 1926 a lotação de 2 frisas, 28 camarotes, 840 poltronas, 57 balcões e 30 gerais.

[4] Duque, cujo nome verdadeiro era Antônio Lopes de Amorim Diniz Miranda, era protético dental de formação, mas dedicou-se à dança, criou coreografias, compôs canções que ficaram famosas. Excelente dançarino encontrou dificuldades e, em 1906, foi para Paris. Sua habilidade no maxixe foi fundamental para o sucesso na França. Maria Lino foi sua primeira parceira na Europa, mas a parceria mais longeva foi com a francesa Gaby. Logo, Duque abriu uma escola de dança em Paris e se apresentou com sucesso na América do Norte. De volta ao Brasil, escreveu e dirigiu revistas, ensinou no Conservatório Teatral e fundou a Casa de Caboclo.

[5] Sabemos que Carlos Saldanha da Gama Chevalier é autor do livro “Os 18 do Forte”, uma coletânea sobre a vida do militar e revolucionário Siqueira Campos. Em 1 de outubro de 1927, o então 1º tenente Chevalier, realizou no Campo dos Afonsos (RJ) o primeiro salto de paraquedas no Brasil. Foi utilizado um avião Breguet 14 pilotado pelo 1º tenente Aroldo Borges Leitão e tendo como observador o capitão Átila Silveira de Oliveira.

[6] Provavelmente o teatro de revista deve ter produzido outros trabalhos com foco em Lampião e no cangaço. Sabemos que em outubro de 1938, após sua morte, foi encenada no Rio a peça “Lampeão, o caboclo máu”.

Extraído do blog "Tok de História" do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros: 
http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2014/05/influencias.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com