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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ONDE O GUERREIRO MORA

Por Clerisvaldo B. Chagas, 10 de agosto de 2014 - Crônica Nº 1.237

A friezinha do mês de agosto não quer me deixar sair da cama. O quentinho do leito faz imaginar que lá fora está caindo gelo. Sertão de Alagoas. Chuva fina sem parar, noite e dia, comadre. O espanta-boiada corta os ares com o seu grito estridente, anunciador. Vai para as baixadas do relevo, às margens encharcadas do rio Ipanema. 


Uma força segura no lençol, outro impulso chama para o cafezinho quente, para a luz do dia. É o mês de agosto com suas caracterizadas chuvas constantes e frio de matar lavoura. Nem sei o porquê, vem à cabeça o guerreiro, peça folclórica genuína desse território. Lembro-me de uma empregada da casa de meu pai  ─ figura de guerreiro – e reforço o pensamento da moçona Expedita:

O avião
Subiu
Se alevantou
No ar
Se peneirou
Pegou fogo
E levou fim...!

Os pingados maneiros sobre o teto, os garranchos da chuva fina, tangidos pelas lufadas do vento brando, trazem a voz também de espanta-boiada de Clemilda, a cantora, que tanto admiro:

Mestre Pedro
Eu saí de Penedo
Domingo bem cedo
Às seis horas...
Só agora
Estou recordando
Sou alagoano
Onde o guerreiro
Mora...

E diante da xícara fumegante, parece que chegam as explosões folclóricas como se dissessem: “Vamos dançar guerreiro, Clero”. Credo em cruz! Sabem até o meu apelido carinhoso, de família. Volta Expedita com o seu folguedo:

Toda mata tem espinho
Toda lagoa tem peixe
Toda velha tem “me deixe”
Toda moça tem carinho...

O mundo hoje está mais para crônica do que para cronista. Ô meu Deus, só mais um pouquinho na cama, Jesus.
É o canto da Clemilda:

Me lembrei
De Palmeira dos Índios
Pra lá vou seguindo
Agora...

Sou devoto
De Nossa Senhora
Sou alagoano
Onde o guerreiro
Mora...

Arre! Que frieza! Só tenho compromisso à noite. Ah é? Vamos dormir mais um pouquinho, eita quenturinha boa, a do lençol.

Sou alagoano
ONDE O GUERREIRO
MORA!...

* Foto; alagoas.brasil.com.

CLERISVALDO B. CHAGAS
Romancista – Historiador – Poeta – Cronista.
Autobiografia
          
Clerisvaldo Braga das Chagas nasceu no dia 2 de dezembro de 1946, à Rua Benedito Melo (Rua Nova) s/n, em Santana do Ipanema, Alagoas. Logo cedo se mudou para a Rua do Sebo (depois Cleto Campelo) e atual Antônio Tavares, nº 238, onde passou toda a sua vida de solteiro. Filho do comerciante Manoel Celestino das Chagas e da professora Helena Braga das Chagas, foi o segundo de uma plêiade de mais nove irmãos (eram cinco homens e cinco mulheres). Clerisvaldo fez o Fundamental menor (antigo Primário), no Grupo Escolar Padre Francisco Correia e, o Fundamental maior (antigo Ginasial), no Ginásio Santana, encerrando essa fase em 1966. Prosseguindo seus estudos, Chagas mudou-se para Maceió onde estudou o Curso Médio, então, Científico, no Colégio Guido de Fontgalland, terminando os dois últimos anos no Colégio Moreira e Silva, ambos no Farol. Concluído o Curso Médio, Clerisvaldo retornou a Santana do Ipanema e foi tentar a vida na capital paulista. Regressou novamente a sua terra onde foi pesquisador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ─ IBGE. Casou em 30 de março de 1974 com a professora Irene Ferreira da Costa, tendo nascido dessa união, duas filhas: Clerine e Clerise. Chagas iniciou o curso de Geografia na Faculdade de Formação de Professores de Arapiraca e concluiu sua Licenciatura Plena na Faculdade de Formação de Professores de Arcoverde ─ AESA, em Pernambuco (1991). Fez Especialização em Geo-História pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió ─ CESMAC, (2003).
         
Nesse período de estudos, além do IBGE, lecionou Ciências e Geografia no Ginásio Santana, Colégio Santo Tomaz de Aquino e Colégio Instituto Sagrada Família. Aprovado em 1º lugar em concurso público, deixou o IBGE e passou a lecionar no, então, Colégio Estadual Deraldo Campos (atual Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva). Clerisvaldo ainda voltou a ser aprovado também em mais dois concursos públicos em 1º e 2º lugares. Lecionou em várias escolas tendo a Geografia como base. Também ensinou História, Sociologia, Filosofia, Biologia, Arte e Ciências. Contribuiu com o seu saber em vários outros estabelecimentos de ensino, além dos mencionados acima como as escolas estaduais: Ormindo Barros, Lions, Aloísio Ernande Brandão, Helena Braga das Chagas e, nas escolas municipais: São Cristóvão e Ismael Fernandes de Oliveira. Na cidade de Ouro Branco lecionou na Escola Rui Palmeira — onde foi vice-diretor e membro fundador — e ainda na cidade de Olho d’Água das Flores, no Colégio Mestre e Rei.

Sua vida social tem sido intensa e fecunda. Foi membro fundador do 4º teatro de Santana (Teatro de Amadores Augusto Almeida); membro fundador de escolas em Santana, Carneiros, Dois Riachos e Ouro Branco. Foi cronista da Rádio Correio do Sertão (Crônica do Meio-Dia); Venerável por duas vezes da Loja Maçônica Amor à Verdade; 1º presidente regional do SINTEAL (antiga APAL), núcleo da região de Santana; membro fundador da ACALA - Academia Arapiraquense de Letras e Artes; criador do programa na Rádio Cidade: Santana, Terra da Gente; redator do diário Jornal do Sertão (encarte do Jornal de Alagoas); 1º diretor eleito da Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva; membro fundador da Academia Interiorana de Letras de Alagoas – ACILAL. Membro fundador da Associação Guardiões do Rio Ipanema (atual vice-presidente).
         
Em sua trajetória literária, Clerisvaldo Braga das Chagas, escreveu seu primeiro livro, o romance Ribeira do Panema (1977). Daí em diante adotou o nome artístico Clerisvaldo B. Chagas, em homenagem ao escritor de Palmeira dos Índios, Alagoas, Luís B. Torres, o primeiro escritor a reconhecer o seu trabalho. Pela ordem, são obras do autor que se caracteriza como romancista: Ribeira do Panema (romance -1977); Geografia de Santana do Ipanema (didático – 1978); Carnaval do Lobisomem (conto – 1979); Defunto Perfumado (romance – 1982); O Coice do Bode (humor maçônico – 1983); Floro Novais, Herói ou Bandido? (documentário romanceado – 1985); A Igrejinha das Tocaias (episódio histórico em versos – 1992); Sertão Brabo CD (10 poemas engraçados); Santana do Ipanema, conhecimentos gerais do município (didático – 2011); Ipanema, um rio macho (paradidático – 2011); Sebo nas canelas, Lampião vem aí (peça teatral – 2011); Negros em Santana (paradidático – 2012); Lampião em Alagoas (história nordestina brasileira – 2012).
      
Em breve: O boi a bota e a batina, história completa de Santana do Ipanema (história); 227 (história iconográfica de Santana do Ipanema); Fazenda Lajeado (romance); Deuses de Mandacaru (romance); Colibris do Camoxinga (poesia selvagem); 100 milagres do padre Cícero (história e fé).

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br/2014/08/onde-o-guerreiro-mora.html
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O cangaço Desvendando mistérios... A fuga de Lampião


Alguns pesquisadores e estudiosos sobre o cangaço, mesmo diante de tantas evidências e provas testemunhais e documentais, acreditam que Lampião possa ter escapado com vida do ocorrido em Angico, no dia 28 de julho de 1938, onde, como todos(as) sabem, foram mortos além de Lampião, conforme a história nos apresenta, Maria Bonita e outros nove cangaceiros, além de um soldado da volante comandada pelo então tenente João Bezerra.


Na versão, Lampião teria escapado do cerco policial e fugido para o Estado de Minas Gerais, onde morou em diversas cidades, e que teria usado diversos nomes até falecer no ano de 1993, na cidade de Buritis, no Estado mineiro.

Veja o que nos explica sobre essa versão o escritor José Sabino Bassetti em seu livro: "Lampião - Sua Morte Passada a Limpo".


No livro "Lampião - Sua Morte Passada a Limpo" do escritor e pesquisador José Sabino Bassetti nas páginas 158 e 159. Vejam o que ele diz em relação à "suposta" fuga de Lampião de Angico.

"Para fugir de Angico sem ser notado Lampião precisaria ter arquitetado um plano mais que perfeito, que dependeria da ajuda de amigos poderosos, coiteiros, cangaceiros, a conveniência de policiais e até dos peritos legistas que examinaram a cabeça que lhes foi apresentada. Um plano impossível de ser executado devido à quantidade de variantes que deveria ser levadas em consideração.


Arranjar um sósia perfeito para tomar o seu lugar, convenhamos, não seria tão difícil. O difícil seria fazê-lo interpretar o papel de Lampião, imitando sua fala e seu jeito de proceder, além de ter um desempenho teatral que enganasse a todos no coito, inclusive Maria Bonita.

Conseguindo tudo isso, viria à parte mais difícil do plano, pois teria que encontrar um idiota que concordasse em correr o risco de morrer em seu lugar. Como se daria esta "passagem de posto" entre o verdadeiro e o falso Lampião? Em que momento fariam a troca? No momento exato do início do tiroteio? Ninguém notaria que havia dois Lampiões na cena do combate? O sósia seria morto com antecedência e colocado no coito? Essa teoria do sósia é tão sem pé nem cabeça que, por mais que se tente encontrar alguma lógica, não se consegue".

José Sabino Bassetti (escritor e pesquisador do cangaço)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior

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Lampião na Fazenda Campo Grande município de Gararu

Por Pedro Souza/ Gararu-SE

“Talvez poucas pessoas sabem, mais de todos os atos cometidos por Lampião, apenas um foi o que lhe causou a sua morte. 

Desde eu pequenino ouvia os mais velhos dizeres que, em 1938 Lampião esteve na Fazenda Campo Grande município de Gararu, hoje pertencente ao Município de Itabi, Fazenda essa de Propriedade do Senhor Felismino Muniz Barreto proprietário do Engenho Vassouras em Divina Pastora, conhecido popularmente como SIMIR DA VASSOURA.

Então Lampião deixa com o vaqueiro da fazenda um bilhete, solicitado um certo valor do Senhor SIMIR DA VASSOURA, e deixa um prazo marcado para procurar o dinheiro. Quando volta para procurar o dinheiro, o vaqueiro entrega um bilhete deixado por SIMOR, onde o mesmo diz que não ia da dinheiro não, pois não era coiteiro de Cangaceiros

Lampião inconformado com isso, executa 18 vacas em gestação na Fazenda Campo Grande. SIMIR quando sabe do acontecido, vai procurar justiça às autoridades no Rio de Janeiro. Chegado lá, mandam ele procurar o Governador Eronildes de Carvalho. 

E ele responde: 

"- Impossível! Pois o governador é coiteiro de Lampião". 

Então as autoridades respondem: 

"- Em pouco tempo a gente dá jeito nesses cangaceiros".

E realmente foi em poucos dias desse acontecido Lampião foi morto. Diz que a crueldade que Lampião fez com as vacas foi tanta, que os bezerros saíram pra fora pelos os buracos dos tiros”.

Pedro Souza/ Gararu-SE

Fonte: facebook
Página: Robério Santos

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Aviso de possível invasão a Mossoró - cidade já rica em 1927 - Memorial do Cangaço e da Resistência

Joaquim Felício de Moura - http://blogdogemaia.com/index.php?arq=07/2011

Em Dezembro de 1926, durante uma viagem à Paraíba, o comerciante Joaquim Felício de Moura, sócio da firma mossoroense Monte e Primo, soube através do amigo Antonio Pereira de Lima, também comerciante e fazendeiro, que a cidade seria invadida em breve por cangaceiros.

Massilon Leite

O aviso foi dado na localidade de Misericórdia, Antonio Pereira de Lima ouvira de uma fonte segura, que o plano teria sido elaborado pelos cangaceiros Jararaca, Sabino e Massilon, além do próprio Lampião. Eles estariam reunindo 400 homens para tomar a cidade de assalto.


Antonio aconselhou Joaquim Felício de Moura a avisar o quanto antes o prefeito de Mossoró, Rodolpho Fernandes.


Disse-lhe também que era costume dos cangaceiros enviarem espiões aos lugares que pretendiam tomar, disfarçados de mendigos e cantadores.

http://valdecyalves.blogspot.com.br/2011/12/mossoro-expulsou-o-bando-de-lampiao.html
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Extra - Não deixe de ver - linda gratidão

link do vídeo: https://www.facebook.com/profile.php?id=100005229734351

Incrível! Salvo chimpanzé foi lançado de volta na floresta após o tratamento. O que aconteceu depois é realmente comovente! 
Compartilhe com os amigos, familiares e alegre o seu dia!

Sabemos que os assuntos que são postados neste blog não têm nada a ver com o que segue, mas é só para o leitor ver que os animais também ficam tristes, sofrem, amam, enquanto o ser humano apenas os ver como um bicho qualquer e perigoso.

Eu não consegui repassar o vídeo para o blog e nem o link deste, mas se você é cadastrado no facebook, acesse uma destas páginas: José Mendes Pereira Mendes ou Everson Gonçalves, e que não sei se o vídeo é do Everson Gonçalves (meu não é), e você irá se emocionar com o que faz o chimpanzé no momento de se despedir dos biólogos, suponho eu que sejam biólogos. São apenas 1:13 segundos. Mas é emocionante.

Se você não é cadastrado no facebook peça a alguém para acessá-lo, para você ver o que um animal também pode fazer como se fosse humano.

Informação: A foto acima não é o chimpanzé da história, apenas como ilustração.

Repasse para os seus amigos.

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Cangaceiras aprisionadas

Por Rubens Antonio
.
A presença de cangaceiras aprisionadas foi uma das marcas do momento.

Anna Maria da Conceição, nascida em Jeremoabo, era companheira do cangaceiro Jurema.

Anna e Otília

Caminhava com Jurema, Juremeira, Beija-Flor e Nevoeira, quando a volante do sargento Vicente caiu sobre o subgrupo.

Foi alvejada com dois tiros de fuzil, que lhe atingiram os braços, sendo capturada.

Otilia Teixeira Lima, de Poços, era companheira de Mariano. Adentrou o Cangaço em 1931, depondo que constituíam o bando, naquele momento em que adentrou, Lampeão, Mariano, Zé Bahiano, Pó Corante, Gato, Bananeira, Volta Secca, Maçarico, Cajueiro, Balisa, Cabo Velho, Nevoeiro, Luis Pedro, Virgínio, Suspeita e Medalha, além de Maria Bonita e algumas mulheres que não indicou os nomes.

Deslocava-se, em 1935, junto com Mariano, Criança, Pai Velho e Pau Ferro, quando foi o subgrupo cercado pela volante do sargento Rufino.

Cerrada brigada, foi cercada, não conseguindo Mariano romper o seu cerco para libertá-la. Acabou entregando-se.

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domingo, 10 de agosto de 2014

Amigos peço permissão para publicar estas fotos

Faltou o nome da criança

Meu filho tem apenas 6 anos, e hoje me pediu para usar esta roupa, e justamente hoje, faz 107 anos que nasceu o grande Corisco.


Esta é uma simples homenagem de todas as pessoas que gostam de estudar o tema cangaço.

No futuro esta criança será um grande pesquisador

Quem gosta do cangaço não tem idade, cor, sexo ou grau de instrução.


É algo que nasce com a pessoa. Meu filho é fã do cangaceiro Corisco.

Fonte: facebook
Página: Sulamita De Souza Buriti

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CASTELOS, REIS E REINADOS

Por Rangel Alves da Costa*

Mesmo pisando o áspero chão da realidade e os caminhos tortuosos do tempo presente, tenho o passado como algo inseparável. Sou verdadeiramente apaixonado pela História, por fatos e acontecimentos históricos, pelos antepassados, por tudo aquilo que permita um reencontro com o antigo, ou mesmo de um tempo não muito distante.

Tenho verdadeiro prazer em ler a respeito dos reinados medievais, com seus reis com insígnias de sangue e brasões envoltos em herdades e conquistas, bem como com seus cavaleiros guerreando pelos campos, guerreiros intrépidos com suas lanças e armaduras. À frente a bandeira com a cruz e a espada entrelaçadas, num misto de fé e ferocidade somente explicado pelas razões do seu tempo.

Fico imaginando como teria sido o cotidiano num imenso castelo, de torre e calabouço, com seus imensos salões, suas fortificações e seus labirintos escurecidos. Construções imensas, portentosas, erguidas na pedra bruta e no suor da servidão. Dependendo da força e do poder do reinado e seu soberano, avistar o luxo do rei, a coragem dos fiéis cavaleiros, a tristeza da princesa apaixonada, a vida tão difícil do servo e do aldeão. Tudo isso me chega como um filme fascinante.



Como nas páginas de As Brumas de Avalon, ponho-me a imaginar os segredos e os mistérios daqueles tempos medievais. Um tempo sombrio, de batalhas cruéis, dolorosas, tantas vezes norteadas no seu desfecho pelas forças ocultas. Sim, pois um tempo também de magias, bruxarias, enfeitiçamentos, de oráculos e bacias sendo invocados em nome do futuro do reino e da vitória na guerra. E os cavaleiros seguindo em meio às brumas espessas para cumprir seus destinos. E em meio a tudo, por entre aquelas névoas cinzentas, as surpresas e as coisas do outro mundo tão ameaçadoras.

Vejo a fumaça subindo das chaminés, tomando as aldeias, o pão de água e trigo sendo amassado para ser levado ao forno de lenha, a humilde aldeã recolhendo qualquer alimento pelos campos já ressequidos. E também o bobo da corte querendo a todo custo alegrar um rei entristecido demais pela velhice que vai domando suas forças. O vinho cai sobre o cálice, o cacho de uvas ao redor, o pão e os assados sobre a mesa, o olhar lá do ponto mais alto da torre: tão pujante e tão triste é o reino.

Os reinos medievais agora são apenas história, mas os seus castelos, mesmo corroídos pelo tempo, ainda são encontrados nas terras mais elevadas do continente europeu. Muitas dessas construções, num misto de fortificação e moradia de reis, continuam desafiando as intempéries e ainda estão imponentemente erguidos nas montanhas ou nos rochedos de difícil acesso. Muitos já se transformaram em escombros, em verdadeiras ruínas, mas ainda assim permanecendo como marco histórico de suma importância.

Muitos daqueles países europeus surgiram dos reinos primitivos e seus soberanos intrépidos, conquistadores e unificadores. Inglaterra, Escócia, França, Dinamarca, Espanha, Portugal e tantas outras nações modernas, surgiram a partir de um pequeno reino ao redor de um castelo. Não raramente os próprios reis também saíam para guerrear, para submeter outros povos e aumentar suas terras. Por isso muitos soberanos morreram tão jovens e deixaram herdeiros que abriram guerras entre si, dividindo o reino e plantando a semente de outras nações.


Mas não somente os reis mandavam erguer imensos castelos. As classes poderosas de então, geralmente fazendo parte das administrações reais, também recebiam uma imensidão de terras e logo procuravam erguer suas moradias suntuosas, fortificadas. E assim as terras europeias foram sendo pontuadas por castelos por todos os lugares. E muitas dessas fortalezas continuam imponentes e suntuosas. Muitas delas nem precisaram de muitas reformas, mas outras tiveram de receber intervenções para continuarem com a grandiosidade que ainda hoje se avista.

Creio que não há quem não fique deslumbrado diante de um castelo europeu, ainda que seja dos mais modernos. Imensas construções, dezenas de quartos, salões, dependências e aposentos, e tudo geralmente rodeado por belíssimos e sempre verdejantes jardins. E também fontes de águas cristalinas ao redor de estátuas e caminhos floridos. E como os poucos reis modernos só usam os castelos como locais de veraneio, os outros são destinados a museus ou simplesmente abertos a visitação pública.

Contudo, o que me causa verdadeira inveja é saber que muitos desses castelos são habitados por familiares de antigos proprietários. Quer dizer, pessoas quase comuns (se não fossem os brasões familiares e a riqueza) utilizam os castelos como moradias comuns, onde vivem, adormecem e amanhecem. E eu querendo apenas entrar num daqueles portões, tocar nas pedras antigas, abraçar as colunas imensas e gritar: História, estou aqui!

Poeta e cronista
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E vem aí Izaias Arruda

Por Calixto Junior

Meu caro amigo Manoel Severo, venho te lembrar que ainda estou com o projeto do livro sobre Izaias. Promessa pra mim é dívida eterna! Vários pontos inéditos consegui descobrir, aliás, 
mais que vários. 
Espero que isso seja valioso. 

Abraço fraterno! 
De seu amigo 
Calixto Júnior

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Bom demais !

Por Louro Teles
Louro Teles, João de Sousa Lima, Manoel Severo e Afranio

Estar no Cariri Cangaço é ter a oportunidade de ver homens e mulheres de regiões diferentes dando um exemplo de humildade e companheirismo e mais, a oportunidade de aprender com
os mestres do cangaço.
Obrigado Cariri Cangaço Piranhas,
foi bom demais.
Louro Teles

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Extra - Pai Herói é assim...

Por Marcos Cost@

CHARGE

Parabéns pra quem é Pai e pra quem tem Pai. Deixo minha homenagem aos amigos pais e aos pais de todos vocês.

Existe  Pai Fantástico;
Pai Super; 
  Pai Imperador; 
Pai Poderoso; 
Pai Brabudo;

Pai montado no Tornado... todos com poderes ou não..., mas  lutam pelos seus filhos com total dedicação.

Bom domingo pra todos - Boa semana e até a próxima


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FILHA DA EX-CANGACEIRA ADÍLIA E SEUS FILHOS.


Nossos leitores:

Por enquanto não temos mais do que esta informação. O proprietário da foto não escreveu mais do que isto: "FILHA DA EX-CANGACEIRA ADÍLIA E SEUS FILHOS".

Fonte: facebook
Página: Paulo George

ADÍLIA, A CANGACEIRA QUE CONHECI
Por Rangel Alves da Costa*


Conheci Adília dentro da minha casa, no convívio cotidiano com minha família em Poço Redondo. Lembro como se fosse hoje da morena trigueira, chegando ao escurecido, alta, esguia, esbelta, de rosto alongado, queixo fino e olhos negros sempre brilhantes, cabelos também negros e aquele jeito simples de mãe de família que nem de longe parecia aquela mesma Adília que ainda mocinha, quase menina, entrou para o bando do Capitão Virgulino; a mulher/menina companheira do cangaceiro Canário.

O cangaceiro Canário

Pena que a historiografia, os estudiosos e pesquisadores tratam os seus personagens com a frieza da conveniência, muitas vezes traçando um painel muito diferente daquilo que a pessoa pesquisada realmente foi. Pedindo desculpas aos cangaceiristas (a moda é cangaceirólogo, vixe Maria!) das academias, não tenho dúvidas em afirmar que Adília, mesmo durante as batalhas sangrentas, sempre foi muito mais aquela menina meiga e pacata do Alto de João Paulo, do que uma sedenta e furiosa figura de arma em punho.

Com o pouco que convivi com ela posso afirmar isso, pois é impossível que aquela doçura de mulher tivesse mudado repentinamente seu comportamento após a morte de Lampião (28 de julho de 1938, na Gruta do Angico, em Poço Redondo), sem ter sido sempre, em qualquer lugar e circunstância, a dedicada mãe de família e alegre amiga, sem jamais deixar transparecer resquícios da vida passada, mágoas ou ressentimentos.


Nascida Maria Adília de Jesus, entrou para o cangaço com menos de dezesseis, influenciada pelo grande amor de sua vida, o conterrâneo e também cangaceiro Canário. Como a sua família não aceitava o namoro, a menina prometeu ao namorado que iria com ele até o inferno se fosse preciso. Se não foram para as agonias dos subterrâneos de Hades chegaram bem perto disso, pois a vida no cangaço teve na dor e no sofrimento algumas de suas principais características.

Escritor Alcino Alves Costa

Como afirmado anteriormente, lembro como se fosse hoje. Meu pai, Alcino Alves Costa, prefeito à época, a casa da Rua de Baixo sempre cheia de familiares e amigos, no entra e sai de pessoas uma destas sempre se demorava mais ali, ficava horas e até o dia inteiro ajudando minha mãe D. Peta. Era a ex-cangaceira tomada de amizade à nossa família, numa consideração que de repente eu já estava chamando ela também de mãe.

Falando e sorrindo com suas duas covinhas no rosto, mandava que eu sentasse no seu colo e começava a fazer cafuné e contar histórias, mas coisas muito diferentes do que poderia muito bem falar. Mas o menino nada tinha a ver com sua vida cangaceira, nem ela gostava de revirar baús curtidos pelo resto do embornal. E contava que era uma vez, e dizia que um dia, mas tudo bonito e sem sofrimentos, balas e mortes no meio.

E foi num desses momentos de intenso convívio que um dia descobri em Adília um pequeno detalhe que jamais esquecerei e que me uniu cada vez mais a ela, num amor de filho e mãe. Eis que atirado pelo chão e ela sentada, enxerguei na sua perna, não lembro bem se direita ou esquerda, já próximo ao pé, uma parte mais funda na pele, que chegava adentrar o osso. Era como se a perna tivesse sido fortemente ferida naquele ponto e que, depois da ferida curada, ficou uma visível cova.

Perguntava o que tinha sido aquilo e num sorriso bonito dizia sempre que já tinha nascido com aquela barroquinha na perna, porém talvez recordando a cada momento a saraivada e a bala da volante atingindo o local e os instantes seguintes de dor e desespero. Mesmo que pensar nisso ainda lhe doesse no espírito, respondia com o sorriso e deixava que brincasse com aquela marca na pele e osso das durezas da vida cangaceira.

Nossa amizade ficou tão fortalecida depois dessa descoberta que nem se importava quando eu mandava ela sentar no chão e estirar a perna para que eu colocasse água na barroquinha. E veja o que menino faz: enchia e sugava a água na perna da ex-cangaceira. Assim, muitas vezes brinquei com aquela marca e bebi água dali sem saber que a minha boca experimentava o verdadeiro sertão. Era uma cacimba cangaceira!

Depois fui crescendo e a sede da meninice foi indo embora. Pensei que havia crescido e nunca mais atravessei o riachinho e fui ao Alto de João Paulo ao menos visitar Adília na sua casa simples e aconchegante. Morando na capital, soube de sua morte em março de 2002, aos 82 anos.

Fui ingrato Adília, perdoa-me. Só quando a gente tem sede é que lembra que existe água...

Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
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O cangaço - Retrato de família


Uma foto gentilmente cedida por Neli Conceição (Lili cangaceira), filha do casal de ex-cangaceiros Moreno e Durvinha.

Na imagem podemos ver Moreno, Durvinha e alguns de seus filhos. Inácio (Inacinho) à esquerda na imagem, Neli Conceição ao centro, e Murilo na extrema direita. Agachados: da esquerda para a direita Valdeci (preto) e João Batista.

Moreno e Durvinha pertenceram ao bando de cangaceiros de Lampião, e inclusive, aparecem em várias fotos e filmagens que foram registradas no ano de 1936 por Benjamin Abrahão Botto.

Durinha faleceu no dia 28 de junho de 2008 e Moreno faleceu no dia 06 de setembro de 2010, em Belo horizonte – Minas Gerais. Foi o casal de ex cangaceiros com maior longevidade.

Fonte: facebook

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O cangaço e a Lei Penal: A Questão Maria Bonita


Maria Bonita cometeu algum crime? Veja artigo abaixo. O Cangaço e a Lei Penal: A Questão Maria Bonita - por: Dr. Sérgio Augusto de Sousa Dantas (juiz de direito - Natal/Rn).


Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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Livros sobre o cangaço é com o Professor Pereira em Cajazeiras - PB


São livros novos ou usados. Mas se você procura por Coronelismo; Messianismo: Canudos, Caldeirão. Por Padre Cícero; Luiz Gonzaga; Secas; Revolução de 30; História do nordeste… etc. Basta solicitar uma cópia da listagem completa ATRAVÉS DO EMAIL 
 franpelima@bol.com.br
Fonte: http://tokdehistoria.com.br/

Solicite lista de preços através do e-mail acima do professor Pereira. Ele enviará o seu pedido até à sua residência em qualquer parte do Brasil.

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