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domingo, 22 de março de 2020

PROTAGONISTAS E COADJUVANTES DA HISTÓRIA NORDESTINA

Chiquinho de Barros e Dom Juvêncio de Britto

Por Junior Almeida

Quem gosta de história e vive a pesquisar, vez por outra tem a grata satisfação de encontrar em suas leituras alguns personagens que no passado participaram de grandes façanhas ou mesmo que cruzaram o caminho de protagonistas de conhecidos fatos históricos. Na região de Garanhuns, Pernambuco, por exemplo, dois homens se encaixam nessa descrição, pois, viram a morte de perto, quando estiveram frente a frente com famosos assassinos.

O primeiro, um simples agricultor, Francisco Pereira de Barros, conhecido por Chiquinho de Barros, em julho de 1935 teve sua casa arrombada a chutes e coices de fuzil, num assalto praticado por Lampião e seus cabras. Do lado de fora da residência, no Sítio Queimada do André, hoje município emancipado de Paranatama, mas na época, distrito de Garanhuns, os cangaceiros mataram a punhaladas e tiros seu sogro, o idoso Zé Gomes, enquanto ele, sua esposa Quitéria Correia Gomes e o resto da família ficaram como reféns do Rei do Cangaço dentro da casa, enquanto essa era saqueada.

No decorrer da ação criminosa, Lampião mandou Chiquinho lhe trazer um cavalo que estava em um curral em frente da casa. Acompanhado por dois cangaceiros, ele foi buscar o animal, que estava bem agitado com a movimentação atípica e por isso não aceitou sela. Um dos bandidos com raiva golpeou a cabeça de Chiquinho de Barros com uma coronhada de rifle. O agricultor caiu com um corte na cabeça, tendo o ferimento sangrado muito, encharcando toda a sua roupa e, Chiquinho voltou para onde Lampião estava sem o cavalo. Virgulino com certa ironia, perguntou aos seus meninos por que fizeram aquilo com o homem e a Chiquinho perguntou se ele bebia pinga.

Completamente dominado, humilhado, supostamente sabendo que seu sogro e o outro homem já tinham sido mortos, Chiquinho não tinha perspectivas, apenas disse que sim, que bebia. Lampião mandou trazer um copo com cachaça, colocou pólvora dentro e misturou, mexendo com um punhal. Chiquinho bebeu um bocado e com o resto lavou o ferimento da cabeça. Menos mal que a súcia foi embora “apenas” levando seus pertences, no entanto, sem levar a sua vida.


 Dom Juvêncio de Britto, 4º Bispo de Garanhuns, 
e Chiquinho Barros, no início da década de 1950.

Outro que também escapou de ter um trágico destino foi o quarto Bispo de Garanhuns, Dom Juvêncio de Britto, pois este religioso foi agredido por pelo menos três vezes pelo mundialmente famoso Padre Hosana de Siqueira, assassino do Bispo Dom Expedito Lopes, um dos três casos do mundo em que um religioso matou outro, em toda história da Igreja.

Frei Francisco Fernando da Silva, o Frei Chico, canonista e que trabalha nas causas de beatificação de Dom Vital, Frei Damião e Dom Expedito, conta-nos em seu “Vida de Dom Expedito Lopes; Bispo Mártir de Garanhuns”, que o Padre Hosana antes de matar a tiros o seu superior hierárquico, Dom Expedito, já tinha arrumado um monte de confusões por onde tinha passado, inclusive, tendo em Panelas, matado a tiros uma égua, por que seu cavalo “se engraçou” com ela, e um cachorro, que latiu ao estranhar a sua batina. Sobre as agressões do indisciplinado e desequilibrado Padre Hosana a Dom de Juvêncio de Britto, Frei Chico colocou no papel o depoimento em juízo do Padre Otoniel, colega do padre homicida. Disse o religioso:

No tempo de Dom Juvêncio ele (Padre Hosana) foi transferido para Quipapá, fazendo as maiores promessas de paz. Tanto foi que na primeira visita pastoral em 1948 ainda mereceu elogios do Bispo. Mas logo começaram as questões. A primeira briga com Dom Juvêncio foi num retiro. No último dia ele chamava cada padre para conversar e dizia se ele voltava à paróquia ou se não. Ele chamou Padre Hosana e eu fiquei de tocaia. Quando ouvi os gritos, corri, chamei o Monsenhor Callou e Padre Tarcísio. E nós defendemos o Bispo.

Outra vez Dom Juvêncio marcou crisma para Angelim. Os redentoristas participaram da missão.

O bispo estava confessando e Hosana para falar-lhe. O Bispo, inexperiente, chamou Hosana para o quarto onde ele estava hospedado. Nós ficamos na janela, eu e Padre Carlos, com cuidado no Hosana. Daqui a pouco ouvimos vozes alteradas e Padre Carlos disse: “Vai Otoniel, entra!” Fui até a porta e fingi que procurava o bispo. Este nos contou que Hosana tentara agredi-lo. Havia pegado na abertura do Bispo, por cima da cruz peitoral e tinha sacudido o Bispo para agredir o mesmo. Quando me viu procurando o Bispo tentou despistar. Dom Juvêncio foi agredido mais três vezes por ele e não quis resolver o problema. As acusações de mulheres, especialmente a Maria José, quando Dom Juvêncio morreu em 1954, já fazia cinco anos ou mais que ele estava com ela. Mas faltou coragem em Dom Juvêncio e ele foi tolerando assim como de outros.

 Padre Hosana em entrevista para revista O Cruzeiro na época do crime

Todo mundo tinha medo porque ele andava sempre armado. Trazia sempre um coxim para forrar a sela e na bolsa do coxim um revólver. Essa conversa que ele pegou o revólver empresado para o crime é besteira. Com o que atirou em um cachorro e em um cavalo em Panelas? Com o que enfrentou o delegado de Tabira? Não cansava de mostrar a calça em baixo da batina e dizer que era homem para tudo.

Como podemos perceber nos dois fatos, tanto Chiquinho Barros quanto Dom Juvêncio, estiveram diante de homens que não hesitariam nem um pouco em os matar. O primeiro ainda perdeu seu sogro, covardemente assassinado pelos cabras de Lampião, levou uma coronhada na cabeça e bebeu na marra cachaça com pólvora, o segundo, um bispo, mesmo com toda sua autoridade, deve ter tido a consciência do perigo que passou. Não era vivo quando o Padre Hosana matou Dom Expedito em julho de 1957, mas se fosse, certamente veria que o que o colega que o sucedeu na Diocese de Garanhuns teve um fim, que poderia perfeitamente ser o dele.

NOVIDADE LITERÁRIA

Em livro, sociólogo apresenta uma nova data para o nascimento de dona Maria

O sociólogo Voldi Ribeiro lançou o livro “Lampião e o Nascimento de Maria Bonita”, sugerindo uma data correta para o nascimento da Rainha do Cangaço, que é 17 de...



O livro contém 196 páginas e com figuras de Maria Bonita e de Lampião que encontram colorizadas. A obra contém o prefácio e artigo de Frederico Pernambucano de Mello, referência na pesquisa do Cangaço. A pesquisa trata da área onde ela nasceu, Malhada da Caiçara que pertencia a Glória, atualmente pertence a Paulo Afonso–BA.

Na obra, o sociólogo discute o surgimento da data incorreta do nascimento de Maria Bonita que outros autores tinham como 8 de março de 1911. E apresenta ainda a composição da família dela, bem como alguns registros de irmãs suas.

Além disso aborda, finalmente, o encontro de Lampião com Maria Bonita, sua convivência de 1931 até 28 de julho de 1938, data das suas mortes, na grota do Angico, Sergipe.

Voldi de Moura Ribeiro é um pesquisador que reside em Paulo Afonso, Bahia. Ele estuda este tema há mais de 15 anos, também está produzindo um novo livro sobre a participação da mulher no Cangaço.

Valor: R$ 60 com frete incluso
Para adquirir entre em contato com o autor pelo zap (75) 99108-0409 ou pelo e-mail voldimribeiro@gmail.com

Com informações do leiajá

NOTA OFICIAL DO CARIRI CANGAÇO EM SOLIDARIEDADE A ANTÔNIO AMAURY CORREA DE ARAUJO

Por Manoel Severo


NOTA OFICIAL DO CARIRI CANGAÇO EM SOLIDARIEDADE
 A ANTÔNIO AMAURY CORREA DE ARAUJO.

Os momentos históricos se perpetuam e eternizam através dos tempos, existem personalidades que confundem-se com os mesmos. Dentro da Historiografia do Cangaço; tema que possui uma força extraordinária, por toda sua gênese e capilaridade; vamos encontrar a mais preciosa dessas personalidades: ANTONIO AMAURY CORREA DE ARAUJO; paulistano de nascença, nordestino de coração e por paixão; profissional odontólogo que dedicou sua vida ao estudo e a pequisa do cangaço, desbravando um universo ainda pouco conhecido, dedicando-se de corpo e alma para nos legar e legar à posteridade o mais completo conjunto de informações, entrevistas e depoimentos, daquela época tão cruenta de nosso sertão, que foram, são e serão sempre fontes imprescindíveis a todos que buscam conhecer a história nordestina. No momento em que acompanhamos, descabidos, desqualificados e injustos  insultos não só ao pesquisador, mas ao homem Antônio Amaury, o CARIRI CANGAÇO vem de público repudiar e condenar as referidas e condenáveis atitudes oriundas certamente de uma mente doente e irresponsável, que desprovida de absoluto desconhecimento tanto da história de nosso sertão como e principalmente da seriedade, honestidade e hombridade desse grande brasileiro; paulistano, nordestino, dentista e apaixonado pelo nordeste e pela historia do cangaço. A você Dr Amaury; como todos nós respeitosamente o chamamos; apresentamos nossa mais absoluta solidariedade, respeito e afeto, saiba que a cada dia consolida-se como um Gigante, um Gigante que engrandece a história do sertão, a história de todos nós. À sua família: Dona Renê, Amaury Junior, Sérgia, querido Carlo Araujo, genro, netos, recebam nosso abraço fraterno para esse ser humano ímpar, esse extraordinário Esposo, Pai, Avô, Amigo. 

CONSELHO CURADOR ALCINO ALVES COSTA DO CARIRI CANGAÇO



Aderbal Nogueira
Ana Lúcia Granja
Ângelo Osmiro
Antônio Vilela
Archimedes Marques
Alessandro "Kiko" Monteiro
Celsinho Rodrigues
Cristina Couto
Edvaldo Feitosa
Elane Marques
Emmanuel Arruda
Francisco Pereira
Geraldo Ferraz
Honório de Medeiros
Ivanildo Silveira
João Bosco André
João de Sousa Lima
João Tavares Calixto Junior
Jorge Figueiredo
Jorge Remígio
José Cicero Silva
José Valdir Nogueira
Juliana Pereira
Junior Almeida
Kydelmir Dantas
Leandro Cardoso
Lourinaldo Teles
Luiz Ruben Bonfim
Manoel Belarmino
Manoel Severo
Manoel Serafim
Mucio Procópio
Narciso Dias
Napoleão Tavares Neves
Neli Conceição "Lili"
Quirino Silva
Rangel Alves da Costa
Raul Meneleu
Rodrigo Honorato
Sousa Neto
Wescley Rodrigues


20 de Março de 2020


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sábado, 21 de março de 2020

LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.
Peça: 

franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

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A MÃO, A FLOR...

*Rangel Alves da Costa

Uma mão. Uma flor. Houve uma distância, houve uma busca, e agora a mão diante da flor. Mão existe que odeia a flor. Até gosta mais do espinho do que da flor. Mas outra mão existe que lhe dá o devido valor. E mão que valoriza a flor, também valoriza o restante da vida.
A mão não possui impulso próprio, não tem desejo, não possui escolha, não age por escolha própria. Tudo depende da mente, do comando cerebral para que seja direcionada. É, pois, em obediência à mente que ela segura a caneta, apanha a folha caída, abre a janela, leva o lenço aos olhos. Desse modo, a mão permanece inerte até que seja despertada a uma utilidade.
A flor nasce para viver os seus dias, a sua estação. Acaso brotada em algum lugar distante, viverá a beleza de seus dias sem que chegue alguém para sentir seu perfume e se encantar com a formosura e perfeição de suas pétalas. Mas se em jardim ou nas proximidades dos caminhos, certamente que pouco tempo terá na planta, vez que logo será levada com galho e tudo para as mais diversas destinações.
A mão inerte, estática, sem que seja despertada pela mente, acaba tendo muito a ver com a flor nascida e permanecida na sua planta. A mão permanece em repouso até ser chamada, a flor permanece em descanso até que seja avistada por alguém. Mas a partir daí, do instante em que mão e flor saem do repouso, tudo começa a se transformar. Diferente da flor, que continuará sendo flor até secar e morrer, a mão ora terá singeleza ora se arvorará da rudeza.
Contudo, o destino da flor ao ser avistada passa a ser o destino que a mão que a recolhe pretenda dar. Como a mão não age sozinha, muito dependerá do sentimento da pessoa que a comanda para que ela tenha ou não uma digna destinação. E qual o destino da flor ao ser recolhida, ao ser arrancada da planta? Muitos. Desde o recolhimento do galho para em seguida ser jogada ao chão à sua utilização como expressão mais sublime de amor.


A mão recolhe a flor e somente a pessoa sabe o que fará dali em diante. Pessoas existem que dão mais importância aos espinhos às pétalas coloridas e perfumadas. Pessoas existem que preferem a poesia da flor ali mesmo na planta, permanecendo no jardim. Pessoas existem que a separa do galho para colocar na lapela ou nos cabelos. Outros a levam para casa e inventa um jardim num copo de água.
Muita gente junta flor com flor e faz um buquê. O poeta recolhe a florzinha e sai caminhando em busca de versos apaixonados. O enamorado escolhe a mais bela flor e sai correndo até a casa da bem amada para depositá-la no umbral da janela. O entristecido recolhe qualquer flor e vai deixá-la ao lado de uma fotografia de alguém que só deixou saudades. E o jardineiro se põe a chorar todas as vezes que não encontra mais flores para conversar.
Fato é que as pessoas geralmente não dão a devida importância às flores. Dificilmente alguém olha para uma flor e nela avista a beleza da vida, a poesia da natureza, a sublime e perfumada força da criação. São poucos que entendem a sua simbologia, o amor nela expressado, a primazia da vida em cada pétala que se abre em meio à sequidão. São muitos os que arrancam flores e deixam pelos caminhos, que pisam em pétalas como se estivessem destruindo espinhos.
Por isso mesmo é que à mão deveria ser dado o direito de agir por impulso próprio diante de cada flor. Não toda mão humana, aquela da guerra, da violência, da atrocidade, da chibata e do açoite, mas a mão verdadeira humana, humanitária, poética, amorosa, sensível, cuidadosa, da paz. À mão sentimento, à mão pulsante, à mão coração, eis a mão que não precisaria obedecer a ninguém para estar diante da flor.
A mão diante da flor talvez fosse o olhar romântico diante da paisagem ao entardecer, apenas apreciando sem nada modificar. Ou carinhosamente a recolhesse para colocá-la em cima da escrivaninha enquanto tece versos e depois enviá-la junto ao poema para a pessoa amada. Ou simplesmente tê-la diante do olhar como inspiração para a vida. Também imaginando que um dia ela estará por cima de suas mãos na hora da despedida.

Escritor
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ROOSEVELT É O NOME DO FILHO DE “VOLTA SECA”.


Do acervo do pesquisador do cangaço Antônio Corrêa Sobrinho

Rio, 22 (M) - Com bem nutridos 3.700 gramas, nasceu a 16 do corrente, na Maternidade Fernando Magalhães, em Cascadura, o filho do ex-temido “Volta Seca”, lugar-tenente de Lampião. Segundo filho do casal, dona Azelita, mãe da criança, resolveu batizá-lo com o nome de Roosevelt, enquanto o ex-bandoleiro, hoje cidadão pacato e trabalhador, declara que “o menino vai honrar o nome, sim senhor”.

Jornal O DIA (PR) - 23/01/1954


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ANITA FILHA DE RITA E ZÉ DE JULIÃO O EX..CANGACEIRO CAJAZEIRAS.


Por Rangel Alves Costa.

Anita, ali em sua calçada, em companhia ou na solidão, uma relíquia entre nós da história do sertão. Anita de Rita. Anita de Zé de Julião...


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AS JOIAS DE MARIA BONITA


Por Yara Cabrile

A fama das belas e valiosas joias do cangaço despertava curiosidade e ambição. Tanto que, após o massacre de Angico, em 1938, os soldados fizeram a “festa” arrancando todas. A ambição era tanta que os dedos dos cangaceiros e cangaceiras foram cortados. Eles jogavam nos bornais os dedos ensanguentados. Felizes. Mas a alegria durou pouco: a voz do comando determinou que todas iriam ficar com ele para fazer a partilha depois.

O cangaceiro Luiz Pedro

Adendo - Yara Cabrle, o Mané Veio não entegou as joias do cangaceiro Luis Pedro. Ele foi quem ficou com elas e disse que qualquer tentasse tomar-lhe que não saíria bem. Findou rico e muito rico. (José Mendes Pereira).

Ele ficou com as riquezas do cangaceiro Luiz Pedro.

Entre elas estava a mais cobiçada, o cordão de ouro de Maria Bonita, cuja origem apontava para a baronesa de Água Branca, Alagoas. Ele tinha quase um metro de puro ouro. Mas, segundo alguns estudiosos, a peça valiosa, não poderia ser a original, uma vez que Lampião a levou em 1922 e só conheceu Maria Bonita em 1930. Onde a peça ficou esse tempo todo?

E hoje, após 82 anos, surge uma linha de joias preciosas e semipreciosas com a grife Maria Bonita. Elas podem ser adquiridas pela internet. São colares, pulseiras, brincos, pingentes, medalhas etc. Tudo remetendo à mulher do capitão. A história parece ter chegado ao fim, mas o mito vive.


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"O SUCESSOR DE LAMPIÃO. CORISCO."


Por Gonçalo Ferreira da Silva

UM BREVE RELATO SOBRE O CANGACEIRO QUE QUERIA SER REI, MAS NÃO PASSAVA DE UM VASSALO DA CORTE.

Serviu em Sergipe no Batalhão de Caçadores. E Maynard revoltado, seus próprios inferiores, estes foram transformados em soldados desertores.


Houve debandada feito ensurdecedor tropel o desertor perseguido tão leal quanto cruel o fugitivo Corisco abandonou o quartel.

Corisco sofreu o mais cruel martírio. Indefeso quando Herculano Borges mandou conduzi-lo preso todo tipo de torturas sofreu Corisco e desprezo.

Estando no Nordeste em vigência à lei do mais forte quem dessa forma humilhasse o valente homem do Nordeste com sua mão assinava sua sentença de morte.

Quem provocava em Corisco tão dolorosas feridas cedo ou tarde pagariam com as suas próprias vidas quando as cartas do baralho da sorte fossem invertidas.


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EVOLUINDO A ARTE, PARA UMA DAS CAPAS


Com exclusividade Rubens Antonio


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NOTA OFICIAL DO GECAPE- GRUPO DE ESTUDOS DO CANGAÇO DE PERNAMBUCO



Nota oficial do GECAPE- Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco, em solidariedade ao pesquisador e escritor Antônio Amaury Corrêa de Araújo, e em repúdio aos ataques sofridos por este.

Nos últimos dias tem-se espalhado notícias através das redes sociais sobre a tentativa de alguém querer desqualificar o pioneiro trabalho de pesquisas e estudos iniciado há mais de 70 anos pelo notável pesquisador e escritor Antônio Amaury Corrêa de Araújo, no que refere-se a trajetória histórica do Cangaço nos sertões do Nordeste brasileiro.

Não quero - falo na 1a. pessoa do singular - ser repetitivo no que outros colegas pesquisadores já disseram, porém, julgo necessário discorrer sobre algumas coisas.

Dr. Antônio Amaury e dona Mocinha irmã de Lampião.

O doutor Antônio Amaury Corrêa de Araújo não obstante o fato de ser originário da cidade paulistana de Boa Esperança do Sul trilhou um melhor caminho que muitos nordestinos, e isto no que toca a sua formidável valorização da história regional e Cultura nordestinas. Por que não dizer que o doutor Antônio Amaury - paulista de nascimento, como já disse - tornou-se mais nordestino que muitos de nós nordestinos e mais, que verdadeiramente ama a região Nordeste muitíssimo mais que inúmeros conterrâneos nossos e oriundos dos nove estados que a compõe, e isto através de suas atitudes e ações, e que de certo modo a desprezam?!

Dr. Antônio Amaury e o escritor Luiz Ruben.

O doutor Antônio Amaury - a quem tive o privilégio de conhecer há exatos 23 anos, em concorrido evento literário na antiga livraria Quinta do Livro, no bairro da Boa Vista, Centro do Recife, na noite de domingo, 18 de maio de 1997, quando lançou o livro O espinho do Quipá. Lampião, a história, escrito em parceria com a jornalista sergipana Vera Ferreira - também é autor de mais de uma dezena de livros importantíssimos e que integram a bibliografia especializada do Cangaço.

Pesquisador Nasciso Dias e Dr. Antônio Amaury.

E no aspecto literário salientado por mim, o escritor e pesquisador Antônio Amaury Corrêa de Araújo também deixou a marca do seu genial pioneirismo. Devo citar, como exemplos, os magistrais Assim Morreu Lampião, publicado a primeira vez em 1976 (edição bastante rara), pela Traço Editora, e ora na 4a.edição revista e ampliada, e que notabiliza-se como sendo a obra que traz a mais completa compilação de depoimentos orais colhidos aos personagens históricos remanescentes da tragédia que se abateu sobre o bando de Lampião em particular e o Cangaço em geral na grota da fazenda Angico, sertão de Sergipe, em 28 de julho de 1938. Antes, porém, de citar a outra magistral e pioneira obra de Antônio Amaury, acredito ser importante pontuar que, com base nas pesquisas e estudos deste grande pesquisador, foi produzida em 1975 uma das históricas edições do Globo Repórter e dentro da série Globo Repórter Documento, que foi o Último dia de Lampião. Este foi um filme documental realizado com primazia, e além de ser dirigido pelo conceituado ator, diretor e roteirista Maurice Capovilla, teve como já salientei, a consultória histórica do doutor Antônio Amaury Corrêa de Araújo.

Dr. Antônio Amaury e Pedro Motta Popoff.

O outro livro histórico, pioneiro e fundamental do notável pesquisador Antônio Amaury é o Lampião, as mulheres e o Cangaço, publicado na sua 1a.edição em 1984, também pela Traço Editora, e ora na segunda ou terceira edição pela mesma casa publicadora. Este livro é, a meu ver, o mais completo estudo sobre a participação da mulher no universo cangaceiro, e serviu de base para os vários outros trabalhos no gênero (não muitos, aliás), ou seja, a mulher no Cangaço e que surgiram ao longo dos anos subsequentes.

Dr. Antônio Amaury e o escritor João de Sousa Lima

O doutor Antônio Amaury Corrêa de Araújo, pela longevidade de seus estudos e pesquisas, como também pelo conjunto da vasta obra que produziu e publicou - algumas delas em co-autoria com alguns prestigiados e talentosos pesquisadores e estudiosos do fenômeno cíclico histórico e criminógeno, tais como a já mencionada jornalista Vera Ferreira (neta do casal-mor de cangaceiros Lampião e Maria Bonita); o médico cardiologista Leandro Fernandes Cardoso; e o economista Luiz Ruben F.de A. Bonfim -, ao lado de outro gigante na historiografia do Cangaço, o escritor e historiador Frederico Pernambucano de Mello, dividem a palma como sendo os maiores Mestres no estudo e pesquisa sobre os vários aspectos do banditismo rural nordestino denominado Cangaço, e isto nacionalmente e mesmo internacionalmente.

Sinhô Pereira e Dr. Antônio Amaury.

Não posso deixar de mencionar outros grandes pesquisadores e que tornaram-se verdadeiros mestres no estudo do tema proposto: Oleone Coelho Fontes, autor do monumental Lampião na Bahia, certamente a mais densa obra sobre a atuação do bando chefiado por Virgulino Ferreira da Silva naquele território; Paulo Medeiros Gastão (in memorian), que além de escritor foi o presidente-fundador da SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço; João de Souza Lima, que atualmente é o maior especialista no estudo sobre a mulher no Cangaço, sendo também autor de vários livros especializados na temática; Alcino Alves Costa (in memorian), autor de várias obras sobre o Cangaço, e dentre estas, o importante e polêmico Lampião Além da Versão; Geraldo Ferraz de Sá Torres Filho, autor da magnífica e muito bem documentada Coleção Pernambuco no Tempo do Cangaço; Honório de Medeiros, profícuo escritor potiguense; Roberto Pedrosa Monteiro; João Gomes de Lira (in memorian); Marilourdes Ferraz, cujo livro clássico, o Canto do Acauã, dispensa maiores apresentações; Ângelo Osmiro Barreto; Napoleão Tavares Neves; o professor Melquíades Pinto Paiva; e Aderbal Simões Nogueira, que não obstante dispor de algum livro publicado realiza há quase 40 anos um grande e importante trabalho de pesquisa documental em vídeo com os vários remanescentes e ou sobreviventes da Era do cangaço, nominado desde algum tempo por vários estudiosos, de "lampiônico". Não posso deixar de mencionar o escritor Sandro Leite Cavalcanti, conhecido por "Sandro Lee", que não pelo fato de ser estreante na chamada "literatura cangaceira" - tem um livro publicado e já um outro no prelo -, consolida-se como respeitável pesquisador de campo e vem desenvolvendo incansável trabalho de pesquisas na região do Raso da Catarina, Bahia, e Estados limítrofes.

Dr. Antônio Amaury e o pesquisador do cangaço Manoel Severo

Poderia ainda citar muitos outros pesquisadores e escritores, como também vários obras de importância basilar no estudo do cangaceirismo e que fazem parte da mencionada bibliografia especializada. Mas, abstendo-me aqui faço as seguintes perguntas: será mesmo que todos estes notáveis estão errados em suas pesquisas e estudos? Os remanescentes daqueles dias duros da guerra do Cangaço, e que concederam diversas entrevistas tanto ao doutor Antônio Amaury quanto ao pesquisador Aderbal Nogueira, mentiram? Todos eles indiscrimidamente, mentiram? Estariam errados em sua razão de existir os grupos de estudos sérios e respeitados, a exemplo do GECC; GPEC; GECAPE, e outros? Como também a SBEC; CARIRI CANGAÇO e agora a recém-criada ABLAC? Estariam todos gastando e "perdendo" tempo à toa, em prol de mentiras e equívocos, e nada além disso? É claro que não.

Aderbal Nogueira, Leandro Cardoso, Antônio Amaury, Paulo Britto e Alcino Alves Costa na abertura do Cariri Cangaço em Juazeiro do Norte em 2009

Contudo, diante da quadra difícil apresentada desde alguns dias, quando ataques tem sido desferidos injustamente ao doutor Antônio Amaury, cuja profissão de odontólogo tem sido negativamente salientada e de certa forma desprezada por alguém que aparece como sendo uma espécie de guardião da verdade histórica do Cangaço; aquele que com seu discurso parece querer ter um conhecimento histórico invulgar e assim põe em xeque tudo e todos no que concerne o episódio final de Lampião em Angico, adjetivando aos pesquisadores e depoentes como mentirosos, e referindo-se à profissão do Mestre Antônio Amaury (conforme afirmava acima) como se fora algo desprezível e incompatível com a atuação de um pesquisador e ou historiador que realiza trabalho de estudo e investigação sérios sobre tema histórico.

Um dos momentos marcantes de Antônio Amaury em nosso Cariri Cangaço Crato 2011; Debate no SESC-Cariri Cangaço - "Angico" ao lado de Alcino Alves Costa, Paulo Gastão, Manoel Severo, Sabino Bassetti e Aderbal Nogueira

Em meio a tudo isso, quando o trabalho de pesquisas pioneiro, realizado por décadas a fio e que serve como pilar fundamental para a maioria esmagadora dos estudiosos, pesquisadores, historiadores, cientistas sociais e todo e qualquer cioso que deseja realizar uma investigação séria, isenta e desprovida de ufanismo sobre uma das mais candentes fases da História do Brasil, vem a ser posto à prova, na tentativa descabida, equivocada e errônea de desqualificá-la totalmente e a seu autor, o Mestre Antônio Amaury Corrêa de Araújo, que infelizmente está convalescente e impossibilitado de defender-se, o GECAPE- Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco, aliando-se às várias e exacerbadas manifestações de repúdio contra o pseudo pesquisador que tenta desconstruir o trabalho realizado não apenas pelo Mestre Amaury, mas também os esforços de outros tantos pesquisadores e estudiosos sérios que dedicam-se com denodo a investigar e a trazer-nos uma boa análise e interpretação correta do Cangaço, vem posicionar-se contra o que está acontecendo e a firmar-se na defesa não apenas dos mestres aqui citados, como também da veracidade, ou seja, da verdade histórica que todo pesquisador e historiador ético e sério deve perseguir e se pautar.

Wasterland Ferreira Leite.

Presidente do GECAPE- Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco.
Pesquisador e Acadêmico Correspondente da ABLAC- Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço.
Pesquisador e Membro Efetivo da SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.


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ROTA DO CANGAÇO


Por Sandro Lee

Eu hoje dia 20-03-2020. Fui até um de tantos povoados do nosso sertão mais- uma vez, para trazer sempre as Boas notícias sobre as descobertas do cangaço em nossa Região. Hoje fui muito bem Recebido pelo amigo e familiar de pessoas que tem muita história e envolvimento com o tema. Em pauta e artefatos de toda a natureza mim foi doado o Brigado a todos que ama nosso trabalho.

SANDRO LEE. GLAUBER ARAÚJO -  ROTA DO CANGAÇO SEMPRE se cuidem amigos, e sejam todos sempre vigilantes, nessa fase de quarentena, e obrigado aos amigos dos povoados, Cerquinha, Craibas, Brejo do Burgo, Júa, Arueiras, e Baixa do Chico no Raso da Catarina.







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PARABÉNS PARA ELA!


Por Francisco Cesimar

Parece que ainda ontem você engatinhava pela casa, ria de todos os nadas e dependia de nós para tudo. De repente já falava, de repente já sabia escrever, e de repente já está fazendo dezessete anos. Feliz aniversário, filha!

Não vou mentir, custa um pouco ver nossa menina, bebezinha celestial, se transformando em uma mulher que em breve caminhará pelo mundo sem os pais, independente. Custa, mas também provoca um orgulho indescritível saber que a criamos e educamos uma mulher forte, linda e corajosa.

Filha linda, tudo que desejamos para você é felicidade, seja como e onde for. Que Deus abençoe você e ilumine sempre o seu caminho. Que n’Ele você encontre o amparo e a orientação que falte na nossa ausência.

Parabéns, filha! Você é orgulho e a alegria do papai, da mamãe e do seu irmão!

Adendo -Parabéns para ela, Cesimar!


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