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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

BENTO QUIRINO, A VIOLÊNCIA NO SERTÃO DE OUTRORA E A BUSCA PELA HISTÓRIA

 

Rostand Medeiros – IHGRN.

Para uma pessoa que faça parte de uma família que tenha sido seriamente atingida pela violência e lhe tenha sido negado o direito ao conhecimento desses episódios, normalmente essa pessoa tem dois posicionamentos clássicos – Ou cria um total desinteresse por tudo ligado ao passado, ou passa a ter uma vontade extrema de buscar conhecer tudo que ocorreu com a sua família, para assim compreender como se desenrolou a história.

Vaqueiro nordestino – Fonte – IBGE.

Eu me coloco no segundo caso!

Sou neto por parte do meu pai de Joaquim Paulino de Medeiros Filho, um pequeno fazendeiro conhecido como Jaco, que viveu na região entre as cidades potiguares de Acari, Carnaúba dos Dantas e Jardim do Seridó. Em 13 de abril de 1952 ele foi brutalmente assassinado a punhaladas por um primo. O assassino se chamava José Quintino de Medeiros, e o caso se deu em decorrência de uma suposta dívida. Meu avô foi morto diante do meu pai, Calabar Medeiros, que na época tinha apenas 12 anos de idade. Essa terrível ação sangrenta, algo extremamente pesado na existência dos meus familiares e na minha própria formação, teria sido influenciada e apoiada a mando de um soba regional, que desejava a morte do meu avô por questões de terra e política. Mas antes mesmo desse terrível assassinato, meu avô sofreu toda uma série de perseguições e dissabores que atingiram a sua vida e a de seus familiares desde novembro de 1935. 

Na nossa história familiar essa ação sangrenta ficou indelevelmente marcada. Mas igualmente ficou marcada entre nós os nomes daqueles que realizaram ações de apoio ao meu avô.  Um dos nomes que ouvi da minha avó era de um homem chamado Bento Quirino.

Há pouco tempo, ainda no mundo anterior ao COVID-19, eu parti numa busca para tentar encontrar algo sobre essa figura, saber sobre sua história e ter ideia de sua relação com meu avô.

Encontrei muito material sobre um homem chamado Bento Quirino, um sertanejo típico dos primeiros anos do Século XX. Ele era disposto, lutador, que se meteu em confusões e sofreu a perda violenta de toda a sua família no sertão da Paraíba. Na sequência foi para a cadeia e até participou de uma revolta organizada por um homem letrado.

Casa grande da fazenda Rajada, entre as cidades potiguares de Acari e Carnaúba dos Dantas, pertencente a Joaquim Paulino de Medeiros, bisavô do autor desse texto.

Teria sido esse mesmo Bento Quirino o mesmo homem que ajudou meu avô e que no sertão de outrora viveu em meio a tragédias extremas?

Quem Foi Bento Quirino?

Sou nascido em Natal, capital do Rio Grande do Norte, onde o começo de minha vida foi no bairro operário das Rocas, na beira do Oceano Atlântico. Poderia nunca ter me importando com o sertão. Mas certamente por toda a minha história familiar, na minha mente eu sempre achei que o sertão possuí algo de verdadeiramente mágico.

É uma região que gravita entre o árido e o belo, em meio a paisagens únicas e uma natureza ressequida e dura. Onde vivem homens e mulheres criativos, trabalhadores, prestativos, persistentes e corajosos, que não têm medo nem de cara feia e nem de enfrentar as dificuldades da vida!

Talvez mais no passado do que agora, onde valores e tradições mudam tão rápido quanto a velocidade ditada pela internet e o meio digital, os sertanejos admiravam fortemente aqueles que mantinham a palavra, os que lutavam pela sua honra e os que não aceitavam serem desmoralizados. Tinham muita estima por aqueles que, por mais humilde que fosse a sua existência, eram ousados, valentes, que brigavam para conservar a própria altivez e daqueles que não tinham medo do limite entre a vida e a morte para manter intacta sua dignidade e seus valores. Valores que hoje em dia são considerados arcaicos!

Nesse sertão do passado não foram raros os episódios que terminaram em terríveis cenas de sangue para reparar a honra atingida. Normalmente essas situações limite tinham dois lutadores que travaram lutas épicas, permeadas de muito ódio. Muitas vezes os resultados dessas contendas eram tão impactantes, que chamavam a atenção de comunidades e regiões inteiras. Mormente essa curiosidade se dava pela maneira tranquila dos adversários encararem a morte. Na sequência esses casos eram propagados de forma intensa e com forte apelo popular.

Típico punhal do sertão do Nordeste.

Essa divulgação poderia acontecer de várias maneiras, principalmente nos encontros sociais que aconteciam nas feiras sertanejas, ou nos alpendres das casas centenárias. Os primeiros comentaristas geralmente eram aqueles que estavam mais próximos dos acontecimentos, dos fatos. Mas logo a narrativa avançava e os episódios narrados cresciam tanto em grandiloquência como em popularidade.

Não demorava muito e um talentoso poeta do povo escutava o caso e em pouco tempo a terrível cena de sangue se metamorfoseava em uma bela estrofe, no formato de uma sextilha, ou de uma décima de sete sílabas, ou de um martelo alagoano. Depois os versos poderiam ser impressos no formato de um tradicional folheto de cordel. Isso dava condições daquelas histórias ganharem a eternidade que o material impresso possui. Mas isso não significava que todas as histórias de lutas figadais do Nordeste do Brasil, de adversários que “se pegavam no Campo da Honra”, se tornariam versos populares, ou seriam impressas em cordel. Até onde sei esse foi o caso de Bento Quirino.

Vaqueiros em uma antiga fazenda no sertão.

Mas para contar corretamente essa história precisamos voltar para o ano de 1910, um ano bastante seco no sertão[1].

O local é a cadeia pública da cidade paraibana de Patos, onde uma pessoa que desconhecemos seu nome ali esteve para conhecer um dos prisioneiros. Esse desconhecido certamente era um homem de letrado, pois na primeira página do jornal paraibano O Norte, edição de 21 de setembro de 1913[2], ele narrou com riqueza de detalhes sobre esse encontro.

Lhe apresentaram um homem cujo nome de batismo era Bento José de Guimarães, mas era conhecido por todos como Bento Quirino. Foi descrito como sendo alto, com músculos fortes, de espaduas largas e bonito na fisionomia. Ainda segundo o desconhecido articulista o detido falava com altivez, tinha a palavra desembaraçada, se exprimia com gestos fortes e seus olhos azuis movimentavam-se de forma rápida e rítmica, acompanhando as suas ideias inteligentes. E continuou apresentando o encarcerado nas páginas de O Norte da seguinte forma:  

Na Chronica pavorosa dos delictos, que enche pintada em sangue a história do sertão parahybano, Bento Quirino é figura única pela exquisita caracteristica de sua modalidade criminal. Nem Adolfo, Nem Jesuíno Brilhante, nem Antônio Silvino reúne como elle as qualidades maximas de fôrça, de bravura, de mal orientado heroismo selvagem. Se é mais longa a vida de cada um daquelles e mais variada de peripécias monstruosas e ruins, a de Bento Quirino tem a originalidade mascula que reflecte o grau alto e bruto de sua energia organica.

Elle só mata a punhal”       

Fazia então quase quatro anos que Bento Quirino estava preso na Cadeia Pública de Patos, aguardando um julgamento por dois assassinatos. O detalhe é que até o momento do encontro, em 1910, ele ainda não tinha sido julgado e poderia receber uma pena de até trinta anos de cárcere. Mesmo diante dessa situação, Bento Quirino não demonstrou ao homem que lhe visitou esperança. Mas também não exprimiu a menor contração de tibieza, ou de fragilidade.

Foto meramente ilustrativa de um típico vaqueiro do sertão – Fonte – IBGE.

Contou que seu primeiro problema com a justiça ocorreu anos antes, na cidade paraibana de Campina Grande, quando foi acusado de furtar um cavalo, situação que Bento Quirino apontou como sendo “calumniosa”. Respondeu à justiça por esse caso e foi absolvido. Logo voltou a se encontrar com o aparato jurídico paraibano daqueles tempos, quando respondeu por um crime de assassinato. Nesse caso, que provavelmente também ocorreu em Campina Grande, ele foi atacado por um grupo de homens e apunhalou um deles, levando seu agressor a óbito. Novamente Quirino foi absolvido, pois o caso foi enquadrado como legítima defesa.

No mesmo jornal paraibano O Norte, edição de 21 de setembro de 1913, soubemos que após esse caso de legitima defesa, houve um terceiro encontro entre Bento Quirino e a justiça, só que dessa vez o caso estava ligado a uma cidade da região do Seridó do Rio Grande do Norte.

Consta que Bento Quirino decidiu seguir para uma aldeia menor. Estava nesse lugar levando a vida, quando recebeu um chamado de um primo e amigo para ir até a cidade potiguar de Jardim do Seridó. Ali seu parente havia se metido em confusões e ao destemido paraibano foi solicitado que protegesse essa pessoa em uma viagem pelos caminhos do sertão. Quirino aceitou a empreitada.

Uma noite partiu de Jardim do Seridó pelas estradas sertanejas com seu parente, quando em um determinado lugar foram emboscados por três homens que possuíam armas de fogo. Mesmo diante dessa situação desvantajosa, o paraibano não se perturbou e partiu para cima dos atiradores. Atacou a todos valentemente com seu punhal, enterrando sua arma até o cabo nos corpos daqueles infelizes, em meio a tiros, gritos e muita confusão. Ao raiar do dia os três espingardeiros estavam mortos e Bento Quirino e seu parente vivos. Novamente esteve diante da justiça, nesse caso não sei se a paraibana ou a potiguar, onde foi novamente absolvido.

Depois de tanto bater na porta da justiça, segundo o desconhecido articulista do jornal O Norte, Bento Quirino decidiu buscar paz. O valente paraibano seguiu com sua família (da qual não temos nenhuma informação anterior) para uma área que foi assim apresentada, conforme está no original: “Foi assentar a tenda de agricultor no fertil valle dos Ferros, frauda acidental da borburema, sobre os ultimos fios dagua do Pinháras”. Foi nessa região que Quirino comprou algumas braças de terras, levantou uma tosca casa de taipa e por lá ficou vivendo e sobrevivendo.

A Hecatombe de Taperoá[3]

Aparentemente a região onde a casa foi erguida não seria muito distante da então da cidade de Taperoá, antiga vila de Batalhão. A partir desse ponto vamos incorporar as fontes dessa história o jornal natalense A República, que em 12 e 15 dezembro de 1906 publicou duas interessantes notas da tragédia que envolveu Bento Quirino e sua família[4].

1906 foi um ano de boas chuvas e aquele momento poderia ser muito positivo na vida de Bento Quirino. Mas ele começou a ter problemas por questões de terra com um cidadão de nome Benedicto Leite.

Aparentemente a coisa toda desandou de forma intensa para uma situação extremamente radical, certamente pelo espírito bélico dessas duas figuras sertanejas. Pois os jornais apontam que por essa questão Quirino e Leite haviam se tornado “inimigos irreconciliáveis, jurando matar-se ao primeiro encontro, sendo ambos peritos no manejo das armas e de uma coragem de leões”.

A questão desbancou para a violência sangrenta quando um dia, ao retornar para sua casa de uma pequena viagem, Bento Quirino soube que suas filhas foram “insultadas” por parentes de Benedicto Leite. Os jornais não narram os detalhes e nem a natureza desses “insultos”, mas em uma época e em uma região onde a honra de mulheres era algo sagrado, nem necessitaria que as filhas de Bento Quirino sofressem alguma violência mais intensa e ampla, como a sexual, para que fosse possível uma resposta violenta de seu pai.

Lhe foi narrado com detalhes o ocorrido, mas Quirino não disse absolutamente nada. Apenas esperou chegar o sábado, dia 25 de novembro de 1906, dia de feira em Taperoá.

Uma das fontes pesquisadas aponta que ele seguiu para o lugarejo com um filho, outra aponta que ele foi só mesmo. O certo é que chegou na cidade e passou a circular pela praça, em meio ao burburinho dos vendedores e clientes. Por lá se encontravam o filho e um genro de Benedicto Leite. Estes logo foram informados da presença do desafeto, mas não se alteraram e nem partiram.

Depois de um tempo, Quirino, sem maiores alardes, levou seu burro até a casa onde estava hospedado o filho de Benedicto e, após iludir o dono da vivenda, chegou sem dificuldades ao quintal onde encontrou o rapaz e lá o inquiriu sobre o acontecimento envolvendo suas filhas. Logo os dois partiram para a luta armados de punhais e não demorou para Quirino matar seu oponente a estocadas.

Na sequência saiu para a rua ainda sujo do sangue do inimigo abatido e com o punhal pingando rubro líquido. Logo estava diante do genro de Benedicto, que igualmente não fugiu. Ambos partiram para a luta na frente de toda a comunidade e novamente Quirino venceu seu adversário, mas dessa vez ficou ferido.

Nesse ponto as fontes pesquisadas (Jornais A República, de 1906, e O Norte, de 1913) são unanimes sobre a vingança de Benedicto Leite.

Depois de velarem e enterrarem os cadáveres do filho e do genro, Benedicto partiu para a propriedade de Quirino com seus familiares na terça-feira, 28 de novembro. O seu inimigo obviamente não se encontrava na vivenda, mas os Leites não perderam a viagem!

Em meio a gritos de dor e desespero, começaram surrando todos na casa. Na sequência estupraram brutalmente a mulher de Quirino, que depois foi morta a punhaladas no pescoço, isso tudo diante do terror e desespero de suas filhas. Estas foram logo seviciadas e depois mortas com várias estocadas. Um filho de 12 anos e um cunhado de 17 foram igualmente assassinados com armas brancas. Depois os cadáveres foram arrastados para o terreiro e colocados sob o sol inclemente do sertão paraibano para tostarem e serem comidos pelos urubus.  

No caminho de casa os Leites, roupas tingidas de vermelho e sem nenhum remorso ou medo pela barbárie cometida, gritavam informando que quem enterrasse aqueles cadáveres sofreriam as mesmas consequências.

Mesmo com o recado dado pelos assassinos da família de Quirino, quatro ou cinco dias depois, um membro da comunidade de Taperoá conhecido como Capitão Sulpício mandou enterrar os cadáveres já completamente destroçados. Certamente o triste espetáculo de aves de rapina banqueteando-se com os restos mortais dos familiares de Quirino foi maior que a ameaça dos Leites. Consta que enterramento dos restos mortais daqueles miseráveis foi difícil, tal o estado como se encontravam.

Consta nos jornais que Bento Quirino jurou matar a todos da família Leite.

A Prisão em Nova Cruz

Benedicto sabia da terrível vingança que se abateria sobre ele e sua família e decidiram partir para o Ceará. Essa inclusive foi a última referência que encontrei sobre essa família[5].

Já em relação a situação de Bento Quirino sabemos que quatro meses após a matança de sua família ele foi preso no dia 13 de fevereiro de 1907, na cidade potiguar de Nova Cruz. Provavelmente quem o deteve foi o delegado Anísio Alípio de Carvalho e depois Quirino foi enviado para a Cadeia Pública de Natal[6].

Não sabemos o que Bento Quirino veio fazer em Nova Cruz, talvez buscar algum tipo de apoio? Ou refugiar-se da perseguição da polícia paraibana? Ou procurar membros da família Leite? Mas sabemos que o então Chefe de Polícia da Paraíba, o desembargador Antônio Ferreira Balthar, comemorou muito a captura daquele homem. Entretanto nenhuma nota, informação, ou qualquer outra coisa foi divulgada sobre uma possível prisão, ou abertura de algum inquérito contra Benedicto Leite e sua família[7].

Bento Quirino então ficou detido na Cadeia Pública de Patos, sem julgamento, até o dia 24 de maio de 1912, quando um bacharel em direito, formado na tradicional Faculdade de Direito de Recife, lhe tirou de sua cela. Mas isso não aconteceu com um Habeas Corpus na mão, mas com um rifle calibre 44 e uma cartucheira de balas!

O Dr. Augusto Santa Cruz e a “Guerra de 12”[8]

Augusto de Santa Cruz Oliveira nasceu em Alagoa do Monteiro, atual Monteiro, Paraíba, em 1º de novembro de 1873, sendo oriundo de uma tradicional família de latifundiários e políticos. Seguiu para o Recife onde se formou bacharel em direito no ano de 1895 e três anos depois era promotor público em sua cidade natal.

Nos primeiros anos do Século XX a política na Paraíba era um grande caldeirão fervescente, onde não faltavam ações violentas com perseguições, espancamentos, invasões de vilas, tiroteios e mortes. Em meio a busca de espaços políticos, no ano de 1910 Augusto Santa Cruz arregimentou homens para se “proteger”, mas igualmente atacar adversários[9].

Por suas ações Augusto Santa Cruz foi pronunciado pela justiça paraibana em 25 de janeiro de 1911. Foi preso, levado para a capital e perdeu o cargo de promotor. Após sua soltura através de um Habeas Corpus, retornou a sua terra. Seu julgamento, onde ele estava certo que seria uma farsa realizada para prendê-lo, iria se realizar em 6 de maio de 1911. Só que nessa data Augusto Santa Cruz atacou Alagoa do Monteiro com um grupo que para alguns era formado por cerca de 200 homens armados. Várias figuras importantes da comunidade foram feitas reféns, sendo levados para sua fazenda chamada Areal[10].

Casa grande da fazenda Areal, próximo a Monteiro, Paraíba. Anos atrás visitei esse local com a ajuda do amigo Ary Prata, grande estudioso da história da região de Monteiro – Foto – Rostand Medeiros.

Consta que Augusto Santa Cruz tinha a intenção de trocar a liberdade de seus prisioneiros por uma anistia pelos crimes nos quais estava sendo acusado. Mas o então governador paraibano João Lopes Machado fez ouvidos moucos aos pedidos de negociação do “Doutor Rebelado” e mandou a força policial atacar sua fazenda, prender Santa Cruz e libertar os reféns. Depois de forte troca de tiros, Augusto Santa Cruz, seus homens e seus reféns conseguiram fugir[11]. O chefe decidiu seguir para o Ceará, para Juazeiro do Padre Cícero. No caminho foi soltando os reféns aos poucos e depois passou mais de seis meses na meca dos romeiros nordestinos.

Serra de Teixeira – Fonte – IBGE.

Augusto Santa Cruz não havia conseguido sua tão desejada anistia e retornou com vários de seus homens para Alagoa de Monteiro, onde aliou-se com o médico Franklin Dantas, do município paraibano de Teixeira, igualmente desprestigiado pelas lideranças locais e pelo Estado. Juntos organizaram um novo grupo armado, que era constituído desde amigos e parentes, passando por moradores e empregados, tendo espaço até para fugitivos da justiça e cangaceiros. Consta que dessa vez o grupo alcançou a cifra de 400 a 500 homens. Estava tendo início um conflito armado que ficaria conhecido como “A Guerra de 12”.

Revista carioca mostrando uma charge de Augusto Santa Cruz e sua luta.

Em 24 de março de 1912, uma sexta-feira, Augusto Santa Cruz comandou os primeiros ataques as fazendas de seus inimigos em Alagoa de Monteiro. Depois atacou a cidade de Taperoá, que se defendeu durante cinco dias antes de render-se. O próximo alvo foi a cidade de Patos. Os revoltosos de Augusto Santa Cruz chegaram a essa cidade por volta de duas da tarde. Os 16 a 18 praças da polícia que defendiam o lugar, comandados pelo alferes José Ramalho fugiram, assim como muitos habitantes. Foram alguns jovens que tentaram uma resistência a partir da igreja local, mas diante de um grupo com cerca de 400 homens, logo depuseram armas, que foram tomadas pelos homens de Santa Cruz, mas os defensores não foram maltratados.  

Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Patos, Paraíba. Não sei se foi essa a igreja que foi utilizada como baluarte de defesa quando da invasão do grupo de Augusto Santa Cruz – Fonte – IBGE.

Um dos que mais sofreu em termos de prejuízos foi o coronel José Jeronimo de Barros Ribeiro, conhecido como “Coronel Tota”. Sua casa e seu comércio foram intensamente saqueados, com prejuízos na ordem de 150 contos de réis. O coronel José Jeronimo e seus familiares ficaram escondidos por dois dias em um quarto na casa de amigos e ele só conseguiu fugir de Patos no domingo, dia 26. Tomou destino para o Rio Grande do Norte, onde percorreu junto com amigos mais de 300 quilômetros até a antiga Baixa Verde, atual cidade de João Câmara. De lá pegaram um trem da Estrada de Ferro Central até Natal e depois um outro trem, desta vez da Great Western, até a capital de Pernambuco[12].    

Foto de Patos na década de 1950, onde vemos a Avenida Sólon de Lucena e a Praça Edvaldo Mota – Fonte – IBGE.

Foi na ocasião que Augusto Santa Cruz tomou a cidade de Patos que Bento Quirino e outros prisioneiros foram libertados! Consta em um jornal que Quirino desejava assassinar o “juiz Fenelon”. Esse não era outro se não o juiz Fenelon Ferreira da Nóbrega, magistrado da cidade de Patos[13].

Bento Quirino não conseguiu seu intento e permaneceu junto ao pessoal de Augusto Santa Cruz e Franklin Dantas. Estes atacaram as cidades e vilas de Santa Luzia do Sabugi, Soledade (29/05/1912) e São João do Cariri (30/05/1912) e pensaram em atacar Campina Grande. A desse ponto, com escassez de munição e diante da resistência oferecida pelo governo estadual, os líderes dispersaram a cabroeira. Augusto Santa Cruz fugiu para Pernambuco e em março de 1913 foi submetido a júri popular em Alagoa de Monteiro, com os irmãos Miguel e Arthur atuando na defesa, sendo absolvido por unanimidade[14].

Após a dispersão do grupo, somente quatro meses depois vamos ter notícias de Bento Quirino.

O alferes Irineu Rangel soube de sua permanência no distrito de Pocinhos, hoje município autônomo, mas que na época pertencia a Campina Grande. A informação era que o foragido procurava um inimigo e não estava com nenhuma arma de fogo, apenas com seu mortal e eficaz punhal. Rangel seguiu com uma tropa que chegou a mandar bala em Quirino, que estava sozinho e conseguiu fugir[15].

Cinco Anos Foragido, Uma Nova Prisão e o Desaparecimento

Então, apesar da sua propalada periculosidade, Bento Quirinio some do mapa. Durante cinco anos nada é divulgado sobre ele. Não temos notícia se ele formou um bando de cangaceiros, ou passou a fazer parte de algum bando, ou que tenha praticado algum assalto, ou tenha assassinado seus inimigos. Parecia que ele havia se escondido e assim tentar viver em paz!

Mas o braço da justiça é longo e pouco dado a esquecimentos, quando isso não convém. Então, em uma pequena nota publicada no jornal O Norte do dia 24 de dezembro de 1918, o delegado de polícia da cidade paraibana de Soledade, o Sr. Genésio Nóbrega, capturou Bento Quirino. Nem o então Chefe de Polícia da Paraíba, Manuel Tavares Cavalcanti, fez qualquer menção sobre essa prisão!

Desse ponto em diante a pesquisa em jornais, livros e outros meios parou. Por esses caminhos nada mais encontrei sobre essa figura. E não tinha resposta se foi esse Bento Quirino que ajudou meu avô na década de 1930.

Comecei então uma busca junto aos ditos ”Cangaceirófilos”, os que se arvoram de pesquisadores do Cangaço. Outra perda de tempo e uma fonte de chateação diante da ignorância, canalhismo e da total falta de educação de alguns desses ditos “cientistas”.

Então o jeito era pegar a estrada!

A Busca Pela História e a Descoberta de um Esconderijo de Pistoleiros

Antes do COVID-19 tomar conta do Planeta Terra, eu segui para a Paraíba com meu primo Hélio de Medeiros Vianna, tentando descobrir se esse personagem tinha relação com nosso avô.

O autor e seu primo Hélio de Medeiros Vianna em busca da História de nossa família.

Seguimos adiante com os poucos dados que a nossa tradição familiar tinha deixado. Primeiramente estivemos na cidade paraibana de Frei Martinho, na Microrregião do Seridó Paraibano, onde uma fazenda na região poderia ter relação com a figura de Bento Quirino.

Casa de Memória Vicente Ferreira de Macedo, na propriedade Várzea verde, Frei Martinho – PB.

Estivemos na dita fazenda e comprovamos que ela tem relação com uma outra pessoa que ajudou nosso avô Jaco Medeiros, mas nada sobre Bento Quirino. Entretanto a visita a Frei Martinho e região foi muito proveitosa. Chamou a nossa atenção a existência de um local denominado “Casa de Memória Vicente Ferreira de Macedo”, na propriedade denominada Várzea verde, destinada a preservar a história da família Ferreira de Macedo.

Outra situação interessante nessa pequena cidade de pouco mais de 3.000 habitantes foi a existência em uma de suas praças principais de um memorial em honra dos frei-martinenses que participaram da Força Expedicionária Brasileira – FEB, durante a Segunda Guerra Mundial.  

Dessa cidade seguimos para a cidade de Cuité, com cerca de 20.000 habitantes, onde contatamos uma pessoa que nos passou uma referência interessante sobre uma propriedade onde viveu um cidadão cuja história se enquadrava ao personagem Bento Quirino. Comentou também que essa propriedade ficava alguns quilômetros da vizinha cidade de Barra de Santa Rosa.

Com seus mais de 15.000 habitantes, Barra de Santa Rosa se mostrou uma localidade interessante e acolhedora. Lá conhecemos o Senhor José Severino de Oliveira Lima, conhecido como Zé de Nininha, comerciante local, que de uma forma tranquila e prestativa se prontificou a nos apresentar pessoas que poderiam ampliar nosso conhecimento. Através desses contatos descobrimos que nas propriedades denominadas Passagem do Salgado e Gangorra, cerca de 35 quilômetros de distância dessa cidade, poderíamos encontrar boas informações.

Plantação de sisal na zona rural de Barra de Santa Rosa – PB.

Buscamos o caminho que segue em direção ao município paraibano de Olivedos. Ao percorremos essa estrada de barro avistamos muitas plantações de sisal e após um tempo chegamos nessas propriedades. Ali fomos recebidos de maneira magistral e calorosa pelos membros da família Viriato.

Em uma conversa bem tranquila, na sala de uma antiga casa de fazenda, cercada de pessoas altamente atenciosas e receptivas, descobrimos que ninguém possuía nenhuma referência se meu avô se refugiou naquelas propriedades, ou se um cidadão conhecido como Bento Quirino viveu naquele setor. Segundo as pessoas do lugar, quem poderia dar alguma informação já se encontrava em outro plano espiritual.

Fazenda Gangorra.

Infelizmente não consegui descobrir nada que pudesse elucidar a questão se o Bento Quirino que encontrei nos jornais antigos, que viveu momentos tão intensos e violentos em sua vida, foi a mesma pessoa que ajudou meu avô Jaco Medeiros.

José Antônio Maria da Cunha Lima Filho – Fonte – httptrilhasdeareia.blogspot.com201002major-cunha-lima-o-barbado-de-areia.html

Mas os membros da família Viriato me garantiram que a tradição oral local informou que no passado, antes deles chegarem por lá, aquelas propriedades serviram de esconderijo para pistoleiros que trabalhavam para o “Coronel Cunha Lima”, da cidade paraibana de Areia. Acredito que eles se referiam ao fazendeiro e líder político José Antônio Maria da Cunha Lima Filho, um importante político paraibano, eleito deputado estadual em várias ocasiões, elegendo prefeitos em Areia e foi fundador da UDN naquele estado. Para os membros da família Viriato, o poder desse homem era tanto que bastava alguém pegar em um mourão da cerca dessas propriedades que estava protegido e nem a polícia poderia fazer nada contra essa pessoa.

Como esse não era o objetivo da nossa pesquisa, demos a busca por encerrada.

Uma antiga balança de pesagem de algodão.

Mesmo com o resultado sendo negativo, em nenhum momento me senti decepcionado. Havia realizado uma maravilhosa viagem com meu primo Hélio, tinha conhecido pessoas super prestativas e atenciosas, onde a tradicional hospitalidade do sertanejo nordestino esteve presente de maneira magistral.

Pesquisar história é assim mesmo. Tem dias que funciona e em outros não, mas o que valeu nessa empreitada foi o caminho e não o destino!

Continuo com a minha busca!

NOTAS –


[1] SOBRE A CRONOLOGIA HISTÓRICA DAS SECAS NA REGIÃO NORDESTE, VER O INTERESSANTE TRABALHO SECAS NO NORDESTE: REGISTROS HISTÓRICOS DAS CATÁSTROFES ECONÔMICAS E HUMANAS DO SÉCULO 16 AO SÉCULO 21, DE JOSÉ ROBERTO DE LIMA, ANTONIO ROCHA MAGALHÃES, ACESSÍVEL EM – HTTP://SEER.CGEE.ORG.BR/INDEX.PHP/PARCERIAS_ESTRATEGICAS/ARTICLE/VIEWFILE/896/814

[2] Ver jornal O Norte, João Pessoa-PB. edição de 21 de setembro de 1913, pág. 1. Sobre quem teria escrito esse texto permanece um mistério, mesmo após extensas buscas. Entretanto me chamou a atenção a forma muito bem escrita do texto e a maneira como o autor apresenta Bento Quirino.

[3] O termo “Hecatombe de Taperoá” certamente causará estranheza nas pessoas oriundas dessa interessante cidade, pois até onde sei essa terminologia não existe por lá, foi uma criação minha para esse texto. Na verdade, eu nem sei se esses horrendos e sangrentos crimes são de conhecimento da população local. Entretanto, eles estão claramente referenciados em pelo menos dois grandes jornais da Paraíba e Rio Grande do Norte do início do Século XX.

[4] Ver A República, Natal-RN, edições de 12 e 15 de dezembro de 1906, sempre nas páginas 2 dessas respectivas edições.

[5] Ver A República, Natal-RN, edição de 15 de dezembro de 1906, pág. 2.

[6] Na Mensagem entregue pelo governador potiguar Alberto Maranhão ao Congresso Legislativo do Estado, atual Assembleia Legislativa, no ano de 1904, encontramos na página 16 que Anísio Alípio de Carvalho havia sido empossado para o cargo em 15 de outubro de 1903.

[7] Sobre a prisão de Bento Quirino ver a Mensagem Apresentada a Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba, em 1º de setembro de 1907, pág. 7.

[8] A melhor fonte de informações sobre Augusto Santa Cruz e sua revolta em 1912 é o livro Guerreiro togado – Fatos históricos de Alagoa de Monteiro, de Pedro Nunes Filho, Editora UFPE, Ed. 1997, Recife-PE.

[9] Um desses inimigos foi José Pereira de Gouveia, o capitão Zé Gouveia, que em 10 de outubro de 1910 se envolveu em um tiroteio contra o pessoal de Santa Cruz na sua propriedade Cachoeirinha, perto da vila de São Tomé, atual cidade paraibana de Sumé. Desse embate Gouveia saiu ferido, quase perde a perna e por essa razão se retirou da região e foi viver em Pernambuco.

[10] Durante o ataque a Alagoa do Monteiro os homens de Santa Cruz dominaram a cadeia, libertaram os presos e o chefe deixou seus homens agirem com liberdade pela cidade contra tudo que pertencesse aos seus inimigos.

[11] Nesse episódio a polícia paraibana queimou a fazenda de Santa Cruz totalmente.

[12] Ver jornal O Norte, João Pessoa-PB, edição de 7 de junho de 1912, pág. 1.

[13] Ver jornal O Norte, João Pessoa-PB, edição de 8 de junho de 1912, pág. 1.

[14] Depois disso, exerceu o cargo de juiz de Direito em várias localidades de Pernambuco e ganhou fama de magistrado realmente justo. Aposentou-se em Limoeiro-PE, onde faleceu, em 31 de outubro de 1944, aos 69 anos de idade.

[15] Segundo o amigo Sérgio Augusto de Souza Dantas, Irineu Rangel era um destacado e valente policial paraibano, tendo combatido Antônio Silvino, Lampião no Ceará após ao ataque a Mossoró de 1927 e combatido as tropas do coronel José Pereira na chamada Guerra de Princesa de 1930.

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IGH - INSTITUTO GEOGRÁFICO DE PAULO AFONSO: PESQUISANDO, ESCREVENDO E PRESERVANDO NOSSAS HISTÓRIAS E NOSSA GEOGRAFIA...

 Por João de Sousa Lima


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CORONEL JOÃO BEZERRA - O COMANDANTE DA VOLANTE

https://www.youtube.com/watch?v=0XI_sxGev44&feature=share&fbclid=IwAR0RbSK_8wVVCRCREUd6ho-NIGkdDlEms-xGGN5Rli4zhBrfNfQvrYWGMbM&ab_channel=CharlesGarrido 

Charles Garrido

Prezados, saudações. É com muita alegria que disponibilizamos aos amantes da cultura nordestina, o primeiro trabalho áudio-visual totalmente dedicado à figura do Coronel João Bezerra da Silva, indubitavelmente, o comandante maior da volante policial alagoana, que no famoso combate da Grota do Angico, ocorrido no dia 28 de julho de 1938, pôs fim à "Era Lampião". Segue um pouco do histórico do documentário: Locações: Fortaleza, Recife e São Paulo Participações: Ângelo Osmiro e Antônio Amaury Depoimento In Memoriam: Cyra Britto Representando a família: Paulo Britto. Direção: Anne Ranzan (PE) & Renata Sales (CE) Produção e Apresentação: Charles Garrido Duração: 01:22:25 Agradecemos a todos que colaboraram em prol da consolidação dessa obra e desde já, pedimos a compreensão do público quanto às nossas limitações, pois não somos profissionais da área televisiva ou cinematográfica, mas sim, apenas pesquisadores e estudiosos do tema. Aceitamos críticas, sugestões e elogios. Entretanto, permitam-nos comunicar que, todo e qualquer comentário inserido será previamente analisado, caso algum fuja aos padrões, infelizmente será excluído, pois pautamos o respeito para com os componentes e personagens históricos que participam do vídeo. Seguimos uma ordem cronológica, inserimos cinquenta e três fotografias, dentre elas, vários documentos pessoais do militar. No final, uma surpresa, ouviremos um trecho da entrevista exclusiva (apenas em áudio) com João Bezerra, realizada pelo escritor Antônio Amaury, no ano de 1969, no município pernambucano de Garanhuns. Para um melhor aproveitamento, colocamos uma legenda sincronizada à fala do militar. Finalizamos citando que, o intuito maior é poder colaborar de alguma forma para o engrandecimento e divulgação dos temas, cangaço e volantes. Família Britto Bezerra & Charles Garrido

Música neste vídeo

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Música

Conquest of Paradise (2013 Best of Edit)

Artista

Vangelis

Álbum

Conquest of Paradise

Writers

Vangelis

Licenciado para o YouTube por

WMG (em nome de East West Records UK Ltd); UNIAO BRASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA - UBEM, EMI Music Publishing, LatinAutor - SonyATV, CMRRA, LatinAutorPerf, BMI - Broadcast Music Inc., ASCAP, União Brasileira de Compositores e 15 associações de direitos musicais.

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O ÚLTIMO PÃO.

Por João Filho de Paula Pessoa

Em outubro de 1937, Zé Rufino com sua Volante rondavam a caatinga de Sergipe em busca de cangaceiros, quando encontraram um menino que caminhava numa trilha portando alguns pães, que interrogado e sob pressão, informou que era filho de João do Pão e os pães eram para sua casa que era alí próximo, desconfiados, os soldados seguiram a criança até seu destino e avistaram alguns cangaceiros jogando baralho com o Sr. João do Pão, um pequeno fazendeiro de algumas posses que acoitava alguns cangaceiros, e abriram fogo contra o grupo, abatendo logo de início os Cangaceiros Pai Véio, Pavão e o Fazendeiro João do Pão, em seguida abateram Mariano que lutou bravamente enquanto o resto do bando fugia com sua mulher Rosinha. As Cabeças dos três cangaceiros mortos foram arrancadas e levadas pela volante e o corpo do Sr. João do Pão foi entregue à sua família para um enterro cristão, vez que o mesmo não era cangaceiro. Neste combate fugiram Rosinha de Mariano, que estava grávida, Criança, Dulce dentre outros. Mariano era um dos cangaceiros mais antigos de Lampião e considerado o mais “gente boa” de todos, pois nunca tinha se desentendido com nenhum companheiro e tinha bom trato com os coiteiros e com as vítimas. João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 06/01/2020.

Obs: Nossos Contos também são contados em vídeos no YouTube - Canal Contos do Cangaço. https://www.youtube.com/channel/UCAAecwG7geznsIWODlDJBrA

https://www.facebook.com/groups/GrupoCangacologia

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VOCÊ CONHECE?

 Clerisvaldo B. Chagas, 5 de outubro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.383

(FOTO: B. CHAGAS).


Conheci o início da formação do paraíso no rio Ipanema, quando estive lá em uma pesca de esgotamento de poço. Um dia inteiro esgotando águas de pequenas poças e um fim de tarde com peixe para dar e vender. Lembro-me que fui a convite de Luiz Fumeiro, o fundador do time Ipiranga. Já havia avenidas de mato ralo, algumas rochas descobertas, várias em formato de panelas com se tivessem sido esculpidas pelo homem. Fiquei encantado. Tempos depois passei ali na minha caminhada a pé pelo rio Ipanema, das nascentes a foz, o lugar havia evoluído. Cerca de vinte anos depois, a transformação foi enorme. O rio Ipanema escavou cerca de 1 km do leito, descobrindo rochas de todos os tamanhos. As plantas começaram a nascer pelos arredores, na areia, pelas frestas das rochas, surgindo muitas espécies da caatinga: rasteiras, cactáceas, xerófitas e arbóreas com altura de 15, 20 metros. Entre os desenhos das rochas fios d’água e poços formam um conjunto incrível que duvido seja menos belo do que os jardins da Babilônia.

O Ipanema cheio é um rio comum, ele seco é um jardim em diversos trechos do Sertão. Revelamos esse paraíso para os santanenses, tivemos lá várias vezes, inclusive com Dona Joaninha – saudosa líder comunitária – e a reportagem da TV Gazeta. O lugar passou a ser um refúgio natural para os animais como serpentes, teiús, raposas, gatos do mato, aves e pássaros, alguns levados e soltos ali pelo próprio IMA. Uma família que mora às suas margens, usa e defende o trecho como propriedade particular proibindo as ações predatórias do homem.

O trecho do rio Ipanema é chamado de “Cachoeiras”, localizado logo após os subúrbios Maniçoba/Bebedouro. Enquanto o trecho urbano do Ipanema estar recebendo toneladas de fezes pelos esgotos da cidade e pela própria responsável pelo saneamento – segundo denúncia de vereador na tribuna – o paraíso das fezes e o paraíso verdadeiro dividem o Pai de Santana entre inferno e céu. Conheça as “Cachoeiras”.



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ZÉ RAMALHO NA LITERATURA DE CORDEL

 Por Aurílio Santos e Kydelmir Dantas


Hoje é o aniversário de mais um ZÉ da Paraíba...

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domingo, 4 de outubro de 2020

NÃO TE ESQUECI

 Por Dilma Nogueira


Pela janela do meu carro

Vejo a mata para trás correr

Aí lembrei que também assim

Vi você, da minha vida morrer

A mata permanece com vida

E eu também continuo a viver

Dias alegres e outros tristes

Mas sou feliz, posso dizer

Se uma lágrima escorre dos olhos

É porque nunca esqueci de você.

(DILMA NOGUEIRA).

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E ASSIM... MORRE MAIS UMA DE MINHAS INSPIRAÇÕES! DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA.

 Por Guilherme Machado

Morreu neste domingo 4 de outubro, o músico, jornalista e escritor Zuza Homem de Mello, aos 87 anos. De acordo com a publicação da família em uma rede social, Zuza morreu em casa enquanto dormia em seu apartamento, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Segundo a família, a causa da morte foi infarto. O velório será reservado apenas para familiares por causa da pandemia de coronavírus.

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FALECEU EM MOSSORÓ O ADVOGADO NELSON SALATIEL FILHO.

 Por Gilvan Rodrigues Leite

 Com profundo sentimento de pesar recebemos a infausta notícia do retorno para a casa do Pai, do amigo e ex-companheiro de trabalho na AGROTEC, Nelson Salatiel Filho, vítima de um infarto fulminante, no início da tarde deste 04/10/2020. Tinha 55 anos, nascido em Mossoró/RN, em 20/03/1965, deixa viúva a senhora Maria Salatiel, de quem era consorciado desde 14/07/1990 e um filho, João Lucas Salatiel. Rogamos à Deus que o acolha no Reino e dê conformação à toda família enlutada e todos que estão pranteando sua partida!

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REEDIÇÃO DE LIVROS DO CANGAÇO..!

Por: Luiz Ruben F. A. Bonfim


Acabou de chegar a 2ª Edição de 6 títulos de minha autoria.

Para adquirir fazer contato com professor Pereira:

Whatsapp: (83) 99911.8286

fplima1956@gmail.com ou franpelima@bol.com.br

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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ZÉ MOTA E O CANGAÇO.

Por Luis Bento

José Mota da Silva Zé Mota. Morava no Sítio Beleza antes Macapá hoje Jati-Ce. No passado era um comerciante bem sucedido da época, tinha dois comércios, um no arruado Macapá, outro na sua residência Beleza. O comércio da Beleza, era muito movimentado por se localizado ao lado da antiga Estrada do Romeiro, era ponto de convergência e caminho de Romeiros, Beatos, Cangaceiros, Volantes e viajantes. 

Zé Mota não era Coiteiro, mas tinha boas relações de amizades com Cangaceiros, seu comércio sempre era visitado às altas horas por Cangaceiros para efetuarem suas compras, tinha a preferência dos Cangaceiros por localizar-se a 02 Km do arruado Macapá e distante da polícia. 

Zé Mota era um homem de conservadora amizade, tinha o respeito e admiração de todos, até mesmo dos Cangaceiros, era muito fiel aos amigos, guardava os mais devidos segredos. Por muitas vezes suas venda foi visitada por Lampião e seus comparsas.

( Obs: O Pesquisador Luís Bento, tens as mãos um Tijolo da antiga casa ).

Fontes: Joaquim Mota Sobrinho, filho de Zé Mota.

CASA DE CULTURA

APOIO, Prefeitura Municipal de Jati-Ce

DIRETOR DE CULTURA

Luís Bento de Sousa.

FOTO, local Residencial de Zé Mota e do Pesquisador, Luís Bento.

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DOIS GRANDES DEFENSORES DE MOSSORÓ CURIOSIDADES SOBRE O SOLDADO JOÃO BATISTA E O CABO "PASTEL".

Soldado João Batista, Cangaceiro Jararaca e o Soldado João Arcanjo
(Foto de José Octávio)

O soldado João Batista nasceu no dia 24 de Junho de 1901, em Santana do Matos. Ingressou na Polícia Militar no ano de 1921 e em 1927 enfrentou, talvez, sua mais importante batalha em toda carreira policial, que foi a invasão do bando de Virgulino Ferreira, o Lampião, à cidade de Mossoró.

Entre outros, João Batista foi um dos valorosos componentes da PM que se juntou a população local para defender a cidade. O seu nome consta como participante da "Trincheira do Esgoto" onde fica a atual Praça Rodolfo Fernandes, conforme consta na relação gravada em placa afixada ao monumento existente ao lado da Igreja de São Vicente.

Com ímpeto forte e não querendo ver sua cidade saqueada pelos cangaceiros, João Batista não se aquietou e de acordo com o historiador Raul Fernandes, no seu livro A Marcha de Lampião - Assalto a Mossoró, também fez parte da trincheira comandada pelo próprio prefeito de Mossoró, Sr. Rodolfo Fernandes.

Já após a derrota do bando, que custou a vida do Cangaceiro Colchete e a prisão do cangaceiro Jararaca, o Soldado João Batista chegou a fazer parte da guarda do cangaceiro, enquanto esteve sob os cuidados da PM.

João Batista foi transferido para a reserva da PM em 31 de Julho de 1959, como terceiro sargento. Faleceu em 18 de Dezembro de 1990, aos 89 anos, em Mossoró, sendo considerado um homem bravo e corajoso, o que lhe permitiu em vida ser agraciado com uma medalha e certificado de honra ao mérito, pelos feitos durante a "Grande Resistência ao Bando de Lampião".

  Boletim Regimental que promoveu os soldados João Arcanjo e Minervino Fagundes

A histórica fotografia que aparece José Leite de Santana, o célebre cangaceiro Jararaca ao que parece foi tirada pelo fotografo J. Otávio. Alguns autores dizem que na verdade J. Otávio era apenas o dono do estúdio onde a foto foi revelada. De qualquer forma o crédito de autoria da foto deve ser dele. Ela consta em inúmeros livros, museus, etc.

TOXINA, com informações do Livro, 2º BPM, Notas para a História, de Antônio Nonato de Oliveira e do Coronel Ângelo, historiador da PM.

Cabo Pastel, o policial que matou Colchete


Rara fotografia do Sargento Pastel, autor da morte do cangaceiro Colchete

Acostumados a pilhar cidades inteiras, o bando do cangaceiro Lampião conheceu em Mossoró sua primeira derrota. Por volta de 16h:00 do dia 13 de Junho de 1927, Lampião e seus cangaceiros invadiam a cidade de Mossoró os quais foram recebidos e expulsos à bala pelos corajosos mossoroenses.

Entre os cidadãos que se encontravam nas várias trincheiras armadas pela cidade, estavam alguns policiais que pertenciam ao contingente policial local.

Um deles era o Cabo Leonel da Silva Pastel, pouco conhecido na história e cuja única fotografia foi descoberta tem pouco tempo pelo Coronel Ângelo, historiador da PMRN.

Conforme Boletim Oficial da PM, o Cabo Pastel teria sido o responsável pela morte do cangaceiro Colchete e também teria sido o autor da prisão de Jararaca, ferido no peito quando tentava ajudar seu companheiro Colchete.

Por tais razões, Pastel foi promovido ao Posto de Sargento, tudo isso registrado no Boletim Regimental da PMRN, nº 166, datado de 15 de Junho de 1927. Além disso, também foram promovidos ao Posto de Cabo, os soldados Minervino Fagundes e João Arcanjo, pela coragem com que ajudaram a população a enfrentar a investida do Bando de Lampião, tudo isso, registrado no Boletim Regimental nº 172, de 21 de Junho de 1927.

Outro policial que participou da defesa da cidade está na famosa foto em que Jararaca aparece ferido e escoltado por dois soldados. João Batista é o soldado que está com um pano amarrado no queixo motivado por uma forte dor de dente ou papeira e que também foi posteriormente promovido a sargento; chegou a ser agraciado com uma medalha da Prefeitura de Mossoró pelo reconhecimento a sua coragem e valentia no combate aos cangaceiros.

 Boletim Regimental que promoveu o cabo Leonel da Silva Pastel

O outro policial da foto, não mencionado nem mesmo pelos historiadores mais renomados é o soldado João Arcanjo. Depois de várias pesquisas nos arquivos históricos da PMRN, o Coronel Ângelo colheu informações precisas que indicam como sendo João Arcanjo o outro soldado que aparece na fotografia.
As informações são do historiador da PMRN, Coronel Ângelo Mário de Azevedo Dantas. Postado no Blog Toxina. página do pesquisador sargento Gama. Este fato dentre outros estarão com mais riqueza de detalhes no livro: Cronologia da PM/RN - de 1834 a 2009 do Cel. Angelo, que brevemente estará à venda.

Mas os Créditos são de: Nildo Alexadrino, que descobriu no Toxina, copiou e divulgou na Comunidade do Orkut Lampião, Grande Rei do Cangaço Clique, conheça e participe.  

Eu landoei - (armadilha para pegar peixe) na barragem do Kiko Monteiro. - http://lampiaoaceso.blogspot.com/

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LIVROS DO ESCRITOR.

João de Sousa Lima


Se você quiser adquirir estes livros do escritor João de Sousa Lima irá encontrá-los na SUPRAVE ou diretamente com o autor: 

75-988074138.

https://www.facebook.com/joao.desousalima.92

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NASCENTE RIO SÃO FRANCISCO

 Por João de Sousa Lima

Viaja um rio em seu longo caminhar, saldando vidas, gerando vidas, agraciando seres, divina água, santo líquido que banha os corações dos ribeirinhos, remeiros, pescadores, barqueiros, rendeiras, benzedeiras, plantadores... doce água da vida, alagando as almas dos sertanejos por gerações, semeando as sementes da esperança, banhando as gerações de fiéis adoradores de suas marolas, ... esse é o milenar Rio São Francisco, esse é o rio da Unidade nacional, chamado por nossos nativos e caboclos de OPARÁ, que significa Rio-Mar... é um amor por sua extensão, um amar de doces águas e essas águas que tanta sede saciou, que tanta fome aplacou, a água que gerou vidas, que gera esperanças, que é vida... São Francisco: 

O RIO DE MINHA VIDA... uma Homenagem do Historiador João de Sousa Lima, em 04 de Outubro de 2020

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A TRAGÉDIA DOS BRINDADOS UM EPISÓDIO DA REVOLUÇÃO DE 30 NO RECIFE.

Por Wasterland Ferreira
Escritor Frederico Pernambucano de Melo e Wasterland Ferreira

A Tragédia dos Blindados. A Revolução de 30 no Recife, tema do livro ora na segunda edição ilustrada, revista e ampliada (Editora Massangana/Fundaj, e esgotado), de autoria do escritor, pesquisador e historiador Frederico Pernambucano de Mello, será um dos assuntos abordados durante o Seminário sobre a Revolução de 1930. Uma exposição narrativa e analítica 90 anos depois, e que será realizado pelo Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco (GECAPE), no dia 13 de março de 2021.

A conferência de abertura será com o designer gráfico, artista plástico e pesquisador

Manuel Dantas Suassuna, filho do saudoso e grande dramaturgo e escritor Ariano Suassuna.

O outro conferencista convidado e que nos brindará com seu caudal de conhecimento histórico é o professor Eraldo Tavares, que possui Mestrado em História, além de docente no Centro Universitário da Vitória do Santo Antão (UNIVISA).

Os outros dois conferencistas convidados são os escritores e grandes pesquisadores Geraldo Ferraze Frederico Pernambucano de Mello, que além de ser reconhecido como o "mestre dos mestres em assuntos de cangaço", no dizer do maior sociólogo brasileiro, Gilberto de Mello Freyre, fará o encerramento do evento.

Acessem o site www.gecape.com.br, e façam suas inscrições, pois as vagas são limitadas.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 30,00.

Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco.

https://www.facebook.com/wasterland.ferreira

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GECAPE

Por Wasterland Ferreira

O Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco (GECAPE), ora divulga o primeiro de três vídeos documentais e institucionais onde o escritor, pesquisador Geraldo Ferraz, que também é biógrafo do Tenente-Coronel PM-PE Theofhanes Ferraz Torres (seu avô paterno, e herói injustiçado nos episódios de 30), discorre sobre alguns dos acontecimentos importantes ocorridos durante a Revolução de 1930, no Recife, entre os dias 03 e 04 de outubro, cuja eclosão completa hoje 90 anos.

Nesta primeira parte, o pesquisador Geraldo Ferraz fala um pouco sobre o avanço de duas tropas sublevadas, que após atacarem, sem muito sucesso, o Quartel do 21o. Batalhão de Caçadores (21o. B. C.), seguem para o Largo da Soledade, no Recife, e atacam o Quartel da Soledade onde funcionava o Depósito de Munições do Exército.

Houve reação por parte das tropas legalistas, ou seja, às que estavam lutando a favor do governo do estado, irrompendo pesado tiroteio. Daí resultou em várias mortes de parte a parte dos militares envolvidos no confronto, inclusive no episódio conhecido como a "Tragédia dos Blindados", que o pesquisador Geraldo Ferraz magistralmente lembra nesta primeira parte do vídeo.

Este vídeo documental traz um pequeno resumo do que será exposto no Seminário sobre a Revolução de 1930. Uma exposição narrativa e analítica 90 anos depois, e que acontecerá no dia 13 de março de 2021.

Acessem o site www.gecape.com.br, adquiram mais informações e façam suas inscrições, pois as vagas são limitadas.

ADENDO: Com a devida autorização do escritor e pesquisador Geraldo Ferraz, faço a retificação da informação proferida por ele quanto ao antigo "Beco do Morcego", que na realidade chamava-se Beco da Coruja*, e isto antes mesmo dos fatos verificados em 04 de outubro de 1930, pois a referida via passou por ampliação, sendo alargada ainda em 1926, passando a ser denominada Travessa da Soledade.

Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco.

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sábado, 3 de outubro de 2020

ESCRITOR JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO NOS ENTREGA MAIS DUAS MARAVILHOSAS OBRAS SOBRE O NORDESTE

 Por José Mendes Pereira


José Bezerra Lima Irmão escritor, pesquisador do cangaço e membro da Academia Gloriense de Letras em Nossa Senhora da Glória, no Estado de Sergipe, Membro Correspondente da Cadeira nº. 03, com uma vasta biografia, nascido no Alagadiço de Frei Paulo, no Estado de Sergipe, nos entrega mais duas maravilhosas obras sobre o Nordeste do nosso Brasil. Estas obras abaixo integram a trilogia do autor.


A primeira obra é "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS" que já está na 5ª. edição, e aborda o fenômeno do cangaço e a vida do maior guerrilheiro das Américas. Um homem que não temeu às autoridades policiais  e muito menos aqueles que lutavam contra a sua pessoa, na intenção de desmoralizá-lo nas suas empreitadas vingativas, e eliminá-lo do solo nordestino. Realmente foi feito o extermínio do homem mais corajoso e mais admirado do Nordeste do Brasil, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, mas não em combate, e sim, através de uma emboscada muito bem organizada pelo alagoano tenente João Bezerra da Silva. 

Tenente João Bezerra da Silva o exterminador de Lampião e seu grupo.

A demanda deste livro tem sido de Norte a Sul e de Leste a Oeste do chão brasileiro, e olha que ele já está na 5ª. edição. Cada um que solicita o livro quer conhecer tudo sobre Virgolino Ferreira da Silva o Lampião. 

Zé Saturnino o primeiro  e maior inimigo dos Ferreiras.

O livro fala desde o namoro dos pais de Lampião, casamento, onde foram morar após o enlace, a convivência, seus vizinhos, o porquê das intrigas com Zé Saturnino que antes era amigo da família Ferreira, casamento das filhas, filhos que partciparam do cangaço, quem primeiro morreu em combate dos irmãos de Lampião, o Ferreira que foi morto por último, isto é, antes de Lampião, o irmão de Lampião que não participou do desastroso movimento social dos cangaceiros, as decepções que eles passaram, as perseguições policiais, as vitórias nos combates, os acordos feitos com autoridades... As mortes dos pais e quem os matou? Tudo você encontrará neste livro.

José Ferreira da Silva e Maria Lopes pais de Lampião

Se você leitor, adquirir esta bela obra jamais irá conversar coisas que não aconteceram no cangaço e nem com os Ferreiras. O livro foi escrito com pesquisas colhidas nas fontes, lá onde aconteceram as maiores desgraças feitas pelo o capitão Lampião e seus comandados. 

A obra foi o resultado de 11 anos de pesquisas feitas pelo escritor José Bezerra Lima Irmão. Composto por um total de 736 páginas, 4 centímetros de altura e é do tamanho de folha ofício. Um trabalho que merece ser lido por todos aqueles que gostam do assunto  chamado "Cangaço"..


O Segundo livro da trilogia do escritor é: "FATOS ASSOMBROSOS DA RECENTE HISTÓRIA DO NORDESTE" com 332 páginas, e um grande acervo de fotos relacionado ao assunto. 

Adquira-o o quanto antes! O autor trouxe para nós as ferozes lutas de famílias (Montes e Feitosas; Melos e Mourões, brilhantes e Limões; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas; Pereiras e Carvalhos; Arrudas e Paulinos, Alencares, Sampaios, Filgueiras e Saraivas; Ferraz e Novaes; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques; Peixotos e Maltas; Omenas e Calheiros) cizânias políticas, pistolagem chacinas e outros episódios tenebrosos, como os assassinatos de Delmiro Gouveia, do Beato Franciscano e de Paulo César Farias.


O terceiro livro da trilogia também do escritor José Bezerra Lima Irmão é: "CAPÍTULOS DA HISTÓRIA DO NORDESTE" resgata fatos sobre os quais a história oficial silencia ou lhes dá uma versão edulcorada ou distorcida: o "desenvolvimento" do Brasil, o desumano progresso de colonização feito a ferro e fogo, Guerra dos Marcates, Cabanada, Balaiada, Revolução Praieira, Ronco da Abelha, Revolta dos Quebra-Quilos, Sabinada, Revolta de Princesa, as barbáries da Serra do Rodeador e da Pedra do Reino, Guerras de Canudos, Caldeirão e Pau-de-Colher, dando ênfase especial à saga de Zumbi dos Palmares, Invasões Holandesas, Revolução Pernambucana de 1817, Confederação do Equador e Guerras da Independência, incluindo o 2 de Julho, quando o Brasil se tornou de fato independente... São assunto que dá gosto a gente lê-los.  

Adquira-os com o professor Pereira através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

ou com o autor através deste g-mail: 

josebezerralima369@gmail.com

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MEU NOVO LIVRO

 Por Robério Santos

Acho que vou surtar... meu novo livro chegando e meu coração acelerado. Quem já leu um dos meus livros sabem o quanto faço as coisas com amor. Espero que todos vocês tenham este livro em casa, pois é um resumo destes quatro anos de canal O Cangaço na Literatura em forma de Romance Histórico. Valeu! Gostaram da capa?

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DADÁ COM A FILHA DE INDAIÁ SANTOS

 Por Indaiá Santos


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