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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

NATAL VEM AÍ

 Clerisvaldo B. Chagas, 26/27 de outubro de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.790

Final do mês de outubro, um mês que marcou a nossa região com chuvas inesperadas e presença de ventos que antecipam o mês de novembro no sertão. O Sol que se escondeu, praticamente por seis meses, finalmente nessa última metade de outubro chega com céu limpo e já inicia na região com um pouco de calor que estava desaparecido. Mesmo assim ainda não vimos nenhum movimento de carro-pipa, na área amplamente bafejada pelo inverno antecipado e prolongado. Nenhuma choradeira foi captada no período nos vários segmentos econômicos, salvo a carestia generalizada que tomou conta desta nação. No campo, fim de safra, estoque e venda. No Comércio, entrada de verba do agronegócio. E, a aproximação do Natal em dois meses, reforça a ideia otimista de bons negócios para o estado das Alagoas.

O sertão lhe espera (foto: Ângelo Rodrigues)

Não temos como não falar em chuvas, novamente. É que, com inverno ou sem ele, as denominadas trovoadas costumam acontecer a partir de novembro com esperanças até o mês de fevereiro. Mesmo assim, sem esperar por nova leva de nuvens cinzas, as flores das árvores e as cactáceas da caatinga já iniciaram a prévia de enfeites do Natal. Algumas espécies deixam para mais próximo os ornamentos, mas o geral está sendo realizado mesmo nos quintais e nas avenidas em árvore que bota flor. As árvores são moças que se preparam com antecedência para o baile. São seguidas pelas casas comerciais que enfeitam as prateleiras de motivos natalinos e atrai os olhares dos transeuntes.

A política do segundo turno pareceu desviar o foco de muitíssimos outros acontecimentos. Entretanto, a expectativa não é vã porque o destino de segmentos diversos depende de um bom administrador nos cargos chaves do País. Mesmo assim, esse mês atípico estar chegando ao final e com ele o chamego oficial e benéfico da democracia. E não tendo no momento um dia chamativo para o setor econômico, em breve a política sairá de cena com o brilho imorredouro e prévio do período natalino. Ótima quadra para uma visita turística dos “praianos” ao Sertão de Alagoas e ao Sertão do São Francisco para surfarem no clima, na história, na geografia e na culinária típica nordestina. Vamos?

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2022/10/natalvem-ai-clerisvaldob.html

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FAZENDA TAMBORIL: CENÁRIO CARIRI CANGAÇO EM CALUMBI 2022

Por Manoel Severo

 

Fazenda Tamboril em Calumbi

O Cariri Cangaço Serra Talhada - Calumbi - Bom Nome , se aproxima. Uma agenda intensa de visitas técnicas que nos proporcionarão conhecer uma gênese importante do coronelismo e cangaço de nosso nordeste. A cidade de Calumbi nos recebe para o segundo dia de programação. Depois da Serra Grande vamos até a Fazenda Tamboril, palco importante e dramático deste mesmo combate da Serra Grande; no antes e no depois... Vem conosco para conhecer.

"Aqui em Tamboril, Severo, foi justamente onde Lampião dormiu com seus cabras na véspera do combate, dormiu num engenho do outro lado da estrada de onde estamos e aqui nesta casa, chegaram ao amanhecer, as tropas volantes; por pouco não pegaram os cangaceiros aqui mesmo, daqui saíram no encalço do grupo e no final do dia, para esse alpendre, trouxeram os 14 soldados baleados no fogo da Serra Grande, foi um desmantelo..." Comenda Louro Teles, pesquisador e escritor, Conselheiro do Cariri Cangaço.

Senhor Francisco Braz e o Conselheiro Cariri Cangaço Louro Teles
Caravana Cariri Cangaço no Tamboril

"Serra Grande com quase dez horas de fogo serrado; com o combate iniciando depois das oito da manha e estendendo-se até o anoitecer, o que se viu foi a ampla vantagem numérica das forças volantes; que somavam quase 300 homens; ser pulverizada pela estratégia cangaceira, boa parte dela referente à extraordinária posição assumida pelo bando. As forças volantes sob o comando de Higino Belarmino e ainda contando com Arlindo Rocha, Manoel Neto e Euclides Flor acabaram sendo submetidas a um revés histórico com quase 30 soldados entre mortos e feridos. Entre as "vítimas morais" o destaque para o valoroso Arlindo Rocha; que teria comentado que os cangaceiros almoçariam bala e acabou recebendo um balaço no rosto que lhe fraturou o maxilar inferior; e o bravo nazareno Manoel Neto, que recebeu balaço nas duas pernas, além do episódio onde Euclides Flor recolocou ainda em combate as vísceras abdominais de Vicente Ferreira, ou Vicente Grande, baleado no estômago; desastre total para as forças volantes, enquanto no bando cangaceiro, nenhuma vítima registrada."

O pilão onde foram preparada a beberagem remédio para os soldados feridos, "Não sobrou nenhum pintos desse terreiro, todos foram pisados com água no pilão e dai os soldados tomaram para vomitar e colocar tudo o que não prestava para fora..."

Joaquim Pereira, Luiz Ferraz Filho, Heldemar Garcia, Louro Teles e Manoel Severo nos preparativos para o Cariri Cangaço no Tamboril - Calumbi

 "...para este alpendre foram levados os 14 soldados baleados na Serra Grande e aqui acabou se tornando um grande hospital. Entre os baleados levados estavam Arlindo Rocha; colocado deitado nesse mesmo banco de madeira e Mané Neto"

A casa 
do Senhor Francisco Braz na Fazenda Tamboril, para onde foram levados os 14 soldados baleados na Serra Grande acabou se tornando um grande hospital. Entre os baleados levados ao lugar estavam 
Arlindo Rocha; colocado deitado em um banco de madeira e Mané Neto, que acabou deitando no chão junto ao banco. Dali enviam comunicado ao comando em Vila Bela. De Vila Bela parte o  major Theófhanes Ferraz Torres, que chega ao Tamboril com um comboio de cinco caminhões para transportar as volantes para Vila Bela. Então que venha o Cariri Cangaço Serra Talhada-Calumbi-Bom Nome, avante !

Cenários de Calumbi - Serra Talhada, 25 de outubro de 2022
Redação Cariri Cangaço 

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/10/fazenda-tamboril-cenario-cariri-cangaco.html

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quarta-feira, 26 de outubro de 2022

PROBLEMA CONTINUA

 Por José Mendes Pereira

Grandes amigos leitores deste simples blog, a falta de postagens é que a internet está muito lenta, e com isso, precisa de muito tempo para a gente conseguir uma postagem. 

Assim que for resolvido este problema, vou tentar compensar com histórias recentes.

Desculpem-me por favor! 

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PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS É COLÍRIO

 Por José Mendes Pereira

Identidades: 1- Zé Paulo, primo; 2 -Venâncio Ferreira, tio; 3 - Sebastião Paulo, primo; 4 - Ezequiel, irmão; 5 João Ferreira, irmão; 6 -Pedro Queiroz, cunhado (casado com Maria Mocinha, que está à sua frente, sentada); 7- Francisco Paulo, primo; 8- Virgínio Fortunato da Silva, cunhado (casado com Angélica) 9 – Zé Dandão, agregado da família. Sentados, da esquerda para direita: 10 - Antônio, irmão; 11-Anália, irmã; 12 - Joaninha, cunhada (casada com João Ferreira); 13 -Maria Mocinha, ou Maria Queiroz ,irmã; 14-Angélica, irmã e 15 - Lampião. Dos nove irmãos da família Ferreira, dois estão ausentes nesta foto: Levino, que morrera no ano anterior, 1925, no sítio Tenório, Flores do Pajeú/PE, em combate contra as volantes paraibanas dos sargentos Zé Guedes e Cícero Oliveira. E Virtuosa, que, sinceramente, não sei dizer se simplesmente não quis aparecer na foto, ou já era falecida. Élise Jasmin afirma no seu Livros cangaceiros, que esta foto foi feita por Lauro Cabral de Oliveira, que dividiu então com Pedro Maia, a fama de fazer as fotos de Lampião, bando e familiares em Juazeiro, Março de 1926. Fonte: Volta Seca.

Às vezes a gente ignora o péssimo comportamento de um amigo, um primo, parente..., ou até mesmo de pessoas que nem fazem parte da nossa família, convivência, do nosso círculo de amizade. Mas para julgarmos o outro, o certo seria colocarmos no seu lugar, para depois abrirmos a boca e dizermos o que bem pensamos do outro.

Muitos que ainda não conhecem o que significa a palavra "cangaceiro", e o porquê das perversidades que fez o rei do cangaço e seus comparsas, acham que eram uns verdadeiros desumanos. Na verdade eles eram. Mas para o sujeito saber como tudo começou e dar a sua opinião, é preciso que leia livros sobre o cangaço, os quais encontrará em diversas livrarias do nordeste e do Brasil, como por exemplo: diretamente na Livraria do Professor Pereira, lá em Cajazeiras, no Estado da Paraíba, através deste e-mail: franpelima@bol.com.br.

A péssima e aperreada vida que ganhara a família de José Ferreira da Silva, não foi fruto de si mesma, mas causada por vizinho que não teve um tico de dó, mudando a sua bela vida que tinha nas terras de Pernambuco, desmoralizando-a desnecessariamente, só no intuito de vencer, de magoar, de humilhar, de vingar as acusações de roubos de animais  feitas por Virgulino Ferreira da Silva, o futuro Lampião.
  
Lampião consertando equipamento

Baixar a cabeça e entregar o lombo para o inimigo bater, o que irá acontecer é que o castigador sente logo a fragilidade do castigado, que não tem coragem de reagir, e daí passará a enfrentá-lo para vencê-lo de qualquer forma, já que o castigado aceita. 

Foi o caso do patriarca José Ferreira da Silva, homem íntegro, paciente, honesto, e não queria ver nenhum escândalo dentro da sua família, e nem desavenças com os seus vizinhos, principalmente causados pelos seus filhos, findou no que findou. Se desde o início José Ferreira da Silva tivesse endurecido o pescoço, como se diz, contra qualquer um dos seus vizinhos que tentasse lhe desrespeitar, juntamente com seus filhos, tinha evitado tamanha confusão, porque o inimigo, no caso o Zé Saturnino, teria temido, e a confusão perderia forças para seguir, morrendo ali mesmo. E como José Ferreira não apoiava os filhos, Zé Saturnino já sabia que um a menos na confusão não participaria, no caso José Ferreira, esperava vencê-los de qualquer jeito.


Antes que julgue a família Ferreira, adquira logo o livro "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS", de autoria do escritor e pesquisador do cangaço José Bezerra Lima Irmão, para você entender o que realmente aconteceu com os Ferreira nos anos 20 e 30 do século passado.

Encontro em Piranhas - da esquerda para a direita: José Bezerra, Paulo Brito e Oleone Coelho Fontes. Paulo Brito, filho do legendário João Bezerra, que comandou a tropa no tiroteio da Grota do Angico, quando morreu Lampião, sustém na mão o livro "No Rastro das Alpercatas do Conselheiro", de Oleone Coelho.

O livro é cheio de informações que muitos estudiosos do cangaço ainda não conhecem. O leitor irá conhecer a vida dos Ferreira, desde os pais de José Ferreira e dos pais de dona Maria Sulena da Purificação, casamento dos patriarcas dos Ferreira, primeira residência, mudanças de sítios para outros, empurrados por

Zé Saturnino da Fazenda Pedreiras - o inimigo nº 1 de Lampião

Zé Saturnino, as propriedades que os pais dos Ferreira possuíram, comprovadas com documentos e cópias em poder do autor do livro; sofrimentos, humilhações, decepções, perseguições, acordos, roubos de animais..., mortes dos pais dos Ferreiras..., a causa da morte de dona Maria Sulena (Maria Lopes), a morte de José Ferreira da Silva... 

O livro é uma excelente obra, e foram 11 anos de pesquisas. O livro não é apenas a família Ferreira, está completo sobre "cangaço". Eu falei apenas um pouquinho sobre a família Ferreira, mas tem tantas novidades que você ainda não as conhece.

- Total de Páginas: 736
- Tamanho: 29 centímetros
- Largura: 21 centímetros
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Para você adquiri-lo é através deste e-mail:

josebezerra@terra.com.br

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terça-feira, 25 de outubro de 2022

PROBLEMA SINAL



 PROBLEMA SINAL.

Estamos com dificuldade para postarmos. Muito lenta a internet.

Esperamos que amanhã seja resolvido o problema no sinal.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2022

LITORAL

 Clerisvaldo B. Chagas, 25 de outubro de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.789

 

Caso o amigo ou amiga more na capital, deixe que esse sertanejo fale dos seus mares. Vejamos o Litoral. Litoral é o limite entre o oceano e o continente: representa-se pela faixa coberta e descoberta pelas marés.

As costas constituem os vários aspectos paisagísticos que acompanham este limite. Por isto temos costas altas, com falésias, costas baixas, com as praias, além de manguesais, lagunas e recifes.

As formas de litorais são resultadas dos processamentos efetuados pelos ventos, vagas e as correntes litorâneas movimentando as águas do mar. Deve-se considerar a influência dos rios trazendo sedimentos. Surgem, dessa maneira, as praias, as restingas, (às vezes exibindo dunas), os cordões litorâneos, os mangues, os estuários, as pontas triangulares. Em meio destas são encontrados os terraços marinhos também chamados estáticos.

Os tipos de costas definem-se pelo aspecto geral de todos elementos constitutivos das paisagens junto ao mar, sendo que para isto haja mais a influência de um elemento fundamental. Para o caso das costas de Alagoas, cabe um litoral de “rias”, pois há um afogamento generalizado dos nossos rios da vertente atlântica, assim nós sabemos que seus vales são invadidos pelas águas do mar até certa distância terra a dentro. Para complementar o estudo de um litoral, têm sido objeto dos estudiosos, ultimamente, os movimentos de “levantamento” e “rebaixamento do nível do mar. Seu ramo de pesquisas denomina-se “glaciologia”.

Texto adaptado do professor Ivan Fernandes Lima, Geografia de Alagoas, págs. 74-75

É bom saber que o estado de Alagoas possui um dos mais belos litorais do mundo e com uma formação paisagística altamente diversificada. Tem quem diga que é o mais belo do planeta. Entretanto, estudar o litoral alagoano, nem que seja superficialmente, não pode ser apenas missão de aconselhamento; até porque têm pessoas que estão completamente satisfeitas em apenas contemplar os caprichados cenários de preferência.  Todavia, para quem quer arriscar alguns passos na compreensão dos fenômenos naturais e as interferências humanas no meio ambiente, as praias alagoanas funcionam como laboratórios privilegiados e altamente compensadores.

Eu, Alagoas e nós.


FALÉSIA ALAGOANA NA PRAIA DO GUNGA (FOTO: PINTEREST).



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O TEMPO DÁ UM TEMPO

 Clerisvaldo B. Chagas, 24 de outubro de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.788


Desconsiderando o período anterior às ferrovias em Alagoas e os primeiros ramais, chegamos a 1891. A linha de ferro para o vale do Paraíba, bifurcando-se em Lourenço de Albuquerque, foi inaugurada no ano acima, chegando até Viçosa. Nessa fase, as pessoas do Sertão que viajavam até à capital, passavam dias em lombos de cavalos de sela. Os relatos anteriores à linha férrea em Viçosa, estão praticamente fora das informações encontradas no dia a dia estudantil, no que se refere às maratonas que o sertanejo enfrentava para chegar a Maceió. Com a composição chegando até Viçosa, as viagens sertanejas, receberam até um bom alívio, porque os cavaleiros se dirigiam até àquela cidade, onde embarcavam no trem até Maceió.

Somente 21 anos após Viçosa, isto é, em 1912, já no fim do ano, os trilhos chegaram a Quebrangulo, encurtando bastante a jornada dos sertanejos viajantes a cavalo. Passaram a apanharem o trem em Quebrangulo (antiga Vitória). Somente em 1934 (22 anos após), a estrada de ferro desceu dos altos e alcançou Palmeira dos Índios. Com o trem na “Princesa do Agreste”, as viagens cavaleiras não acabaram, mas foram mais encurtadas ainda para o mundo sertanejo. Somente quando os caminhos foram alargados e surgiram as estradas de rodagens, o Sertão se ligou a Palmeira dos Índios com os ainda raros automóveis e caminhões. Para os dias atuais não, mas para à época já era um belo conforto a mais. Os sertanejos chegavam a Palmeira em boleia/carroceria de caminhão ou automóvel no dia anterior à viagem do trem. Dormiam nos hotéis da cidade e ainda na madrugada, desciam para a estação na cidade às escuras. Foi assim que viajaram às cabeças de Lampião e Maria Bonita até à capital.

Depois, com rodagem direta até o litoral, mesmo na poeira, na lama, nos catabius (solavancos na buraqueira) representava uma conquista extraordinária. Essa geração já chegou com o asfalto pronto, Sertão – Maceió e se não sabe nada do passado, até pensa que tudo foi sempre assim.  Porém, mesmo neste início do Século XXI, o Sertão alagoano ainda não pode contar com um único aeroporto. Estagnou na conquista dos transportes.

Fazer o quê?

PALMEIRA DOS ÍNDIOS, VISTA PARCIAL (FOTO: PREFEITURA).


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SERRA GRANDE, O GRANDE COMBATE: CENÁRIO CARIRI CANGAÇO EM CALUMBI

 Por Manoel Severo

Manoel Severo, Louro Teles, Joaquim Pereira, Luiz Ferraz Filho, Clênio Novaes 
e Valdir Nogueira; na Serra Grande

O Cariri Cangaço Serra Talhada - Calumbi - Bom Nome , se aproxima. Uma agenda intensa de visitas técnicas que nos proporcionarão conhecer uma gênese importante do coronelismo e cangaço de nosso nordeste. Em nosso terceiro dia a programação chegamos ao município de Calumbi, cenário de um dos maiores combates do ciclo lampiônico, cenário da emblemática Serra Grande; primeira visita técnica do dia 13 de novembro de 2022. Avante !!!

Manoel Severo, Clênio Novaes, Louro Teles e Junior Almeida em visita à Serra Grande nos preparativos do grande encontro de novembro.

"Serra Grande ! Pedaço de chão encravado no sertão pernambucano de Virgulino Ferreira, serra enigmática com seus mais de 900 metros de altitude situada entre os municípios de Calumbi, Flores e Serra Talhada, no famoso Vale do Pajeú. Serra Grande, palco do maior combate que o cangaço de Lampião protagonizou ao longo de seus 20 anos de reinado." 

Serra Grande chega em grande estilo ao Cariri Cangaço Serra Talhada - Calumbi - Bom Nome 2022, com a expectativa da presença de mais 300 pesquisadores de todo o Brasil, sem dúvidas conhecer mais de perto o que foi esse extraordinário combate, in loco,  será um dos pontos altos de toda a agenda do evento, a visita guiada ao local do combate acontece na manha do dia 13 de novembro de 2022.

Cariri Cangaço nos preparativos para o Cariri Cangaço em Calumbi - Serra Grande 2022

Os números são impressionantes até para aqueles que são afeitos ao estudo do fenômeno: 10 mortos, 14 feridos, quase 300 militares numa sanha desesperada em busca de dar fim a Virgulino com seus mais de 115 cangaceiros; foram cerca de 3 mil tiros em quase 10 horas de combate naquele longínquo 26 de novembro de 1926..

a cidade de Calumbi, distante cerca de 18  Km de Serra Talhado recebe o segundo dia de Cariri Cangaço. As visitas do segundo dia saindo de Serra Talhada as 8h30 para a primeira parada no distrito de Varzinha. Em Varzinha teria sido o local onde Lampião exigiu a entrega do resgate de 20 contos pelo sequestrado Pedro Paulo Magalhães Dias; inspetor da Standard Oil Company; ali também localizava-se a residência de Silvino Liberalino; que tinha sido subdelegado de Vila Bela, em 1911; local onde Lampião estacionou com seu bando antes do fogo e acabou levando o mesmo como refém.  


Comissão Organizadora do Cariri Cangaço visita as trilhas do combate da Serra Grande para o grande encontro de novembro em Calumbi


Dali partiremos para o cenário da guerra !!! Chegaremos a localidade de Monte Alegre, primeiro cenário do famoso combate da Serra Grande e seguiremos a trilha do fogo. Sob o comando dos Conselheiros Cariri Cangaço;  pesquisador e escritor Louro Teles e pesquisador Vilson da Piçarra; os visitantes terão a oportunidade de pisar o solo sagrado de um dos maiores combates de toda a saga cangaceira. 

Calumbi - Serra Grande
Cenário de Serra Talhada, 24 de outubro de 2022
Redação Cariri Cangaço 

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/10/serra-grande-o-grande-combate-cenario.html

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O MAESTRO MARCADO PARA MORRER APÓS FOTOGRAFAR LAMPIÃO EM RIBEIRA DO POMBAL

 

Alcides Fraga, o homem que fotografou Lampião, e sua esposa Rita de Cassia Cunha Fraga (Foto: Acervo pessoal)

Alcides Fraga teve que fugir após registrar Virgulino Ferreira e seu bando em uma “Agora imagine a situação de Alcides Fraga? Estava na mira dos policiais volantes e jurado de morte por ninguém mais, ninguém menos, que Lampião. Isso sem ter ajudado nem um lado e nem o outro. Ele fez, então, a única coisa sensata que poderia. Pegou tudo que tinha e partiu embora com a esposa. Era um homem com uma boa condição social e respeitado em Pombal, mas abandonou tudo para sobreviver”, afirma Rubens.

Alcides Fraga passou a levar uma vida errante. Migrava de cidade em cidade esperando a poeira baixar para poder, definitivamente, voltar para casa. Neste ponto, a história se ramifica em muitas versões. Uns dizem que ele nunca mais regressou à vila, perdendo a esposa e se entregando completamente ao álcool. Perderia toda a fortuna e levaria a família à falência.

Recortes dos jornais noticiando a passagem de Lampião pelo norte da Bahia 

Outros afirmam que o maestro, sim, conseguiu voltar para casa, após driblar o cangaceiro rancoroso, àquela altura com outras preocupações prementes na reorganização do seu bando. Há, porém, um consenso entrelaçando estas duas narrativas: o maestro jamais teria sido capturado, impedindo a consumação da vingança.

Cidade hospitaleira
O historiador Oleone Coelho Fontes, autor do livro “Lampião na Bahia”, enxerga na imagem feita em Pombal um recorte ilustrativo da nova etapa na vida do cangaceiro dali em diante.

“Em 1926, Lampião vai sofrer uma das mais importantes derrotas da sua trajetória, em Mossoró, no Rio Grande do Norte. A partir dali, ele reorganiza suas forças e passa a adotar bandos menores. Antes, eram 150, 100 homens seguindo ele. Depois dessa derrota, passa a se organizar em grupos menores e subgrupos. Na foto de Alcides, dá pra ver que ele é seguido apenas por sete cabras, alguns muito famosos, como seu irmão Ezequiel, Mergulhão, Arvoredo e Corisco. A chegada dele na Bahia representa este novo momento”, analisa.

Para os moradores do povoado ficaria a fama de um lugar hospitaleiro. Anos depois, a vila cresceria tanto até se tornar a cidade de Ribeira do Pombal, no norte da Bahia, emancipada em 1933.

“Eu costumo brincar que o povo pombalense é tão acolhedor que até o bando de Lampião, que tocava o terror em todo sertão, foi bem recebido aqui. Esse é um traço nosso, do nosso jeito de ser. O próprio Lampião teria ficado encantado com essa recepção. Meu avô mesmo, na época tinha 11 anos, me contava que pediu a bênção a Lampião e ele deu uma moeda em troca”, diz Osvaldo Rocha, ex-secretário de cultura da cidade.

O lugar onde os cangaceiros posaram hoje é a fonte luminosa da Avenida Getúlio Vargas, principal via da cidade. Rocha conta que, durante os anos 1970 e 1980, os moradores questionaram a própria recepção calorosa oferecida pelos antepassados.

Local onde os cangaceiros posaram para a foto hoje é uma fonte luminosa, na Avenida Getúlio Vargas, em Ribeira do Pombal (Foto: Reprodução/Google Street View)

“Durante muito tempo, os moradores mais novos questionaram se foi certo receber os cangaceiros de forma tão hospitaleira. Afinal, eram foras da lei que cometerem crimes terríveis. Meu próprio avô, que pediu a bênção a Lampião quando criança, depois passou a defender aquilo como um erro. Mas é difícil julgar”, diz.

Este embate polêmico cancelou um projeto de construção de oito estátuas, cada uma representando um dos cangaceiros, enfileiradas no exato local onde a foto de Alcides foi batida. A ideia era explorar o potencial turístico da icônica imagem. 

Por enquanto, o que permanece mesmo intacta, e garante o retorno dos visitantes, é a hospitalidade do povo pombalense.

***

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domingo, 23 de outubro de 2022

LIVRO

  Por José Mendes Pereira


Recentemente o escritor e pesquisador do cangaço Guilherme Machado lançou o seu trabalho sobre o mundo dos cangaceiros com o título "LAMPIÃO E SEUS PRINCIPAIS ALIADOS". 

O livro está recheado com mais de 50 biografias de cangaceiros que atuaram juntamente com o capitão Lampião. 

Eu já recebi o meu e não só recebi, como já o li. Além das biografias, tem fotos de cangaceiros que eu nem imaginava que existiam. São 150 páginas. Excelente narração. Conheça a boa narração que fez o autor. 

Pesquisador Geraldo Júnior

Prefaciado pelo pesquisador do cangaço Geraldo Antônio de Souza Júnior. Tem também a participação do pesquisador Robério Santos escritor e jornalista. Duas feras no que diz respeito aos estudos cangaceiros.

Jornalista Robério Santos

Não deixa de adquiri-lo. Faça o seu pedido com urgência, porque, você sabe muito bem, livros escritos sobre cangaços, são arrebatados pelos leitores e pelos colecionadores. Então cuida logo de adquirir o seu! 

Pesquisador Guilherme Machado

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guilhermemachado60@hotmail.com
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LAMPIÃO O JAGUNÇO E A VIÚVA DE HONRA LAVADA

Por Histórias da Vida Real
 https://www.youtube.com/watch?v=-vm5FCw5vtU&ab_channel=Hist%C3%B3riasdaVidaReal

Veja, Lampião O Jagunço e A Viúva de Honra Lavada, essa história aconteceu no cangaço no norte da Bahia, no raso da Catarina, onde aconteceu a justiça feita por uma velha viúva Lampião como justiceiro nato, por ter sido injustiçado, promoveu a justiça de uma velha que teve o seu marido morto por um jagunço a mando de um coronel Fazendeiro. 

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