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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

EM MEIO À FUGA - O PADRE QUE CASOU DULCE E 'CRIANÇA' E BATIZOU 'BALÃO'

 Padre Lima

Gonçalo de Souza Lima, popularmente conhecido por Padre Lima, nasceu em Porto da Folha aos 27 de julho de 1900, filho de Pedro de Souza Rito e Josefa Maria dos Prazeres. Nessa época Porto da Folha passava por significativa mudança no que se refere ao fim da escravidão à cerca de 20 anos, algo que havia deixado por lá a ferrenha marca do preconceito racial.

A primeira missa celebrada pelo Padre Lima aconteceu dia 01 de Dezembro de 1929 na terra natal. No ano seguinte foi designado a substituir o Padre Arthur Passos em Porto da Folha, permanecendo até 1931, quando foi transferido para a paróquia de Pacatuba, onde ficou até 1937, ocasião em que passou a ser o pároco de Aquidabã.

O Padre Lima esteve por diversas vezes a celebrar missas, casamentos e batizados em Porto da Folha, embora sendo o pároco oficial de Aquidabã. Este compromisso espontâneo se deu pelo fato de sua terra natal haver ficado longo período sem Padre.

 Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no município de Porto da Folha/SE

Após a chacina de Angico, em 28 de Julho de 1938, quando morreram Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros, chegou a Porto da Folha um grupo de 17 cangaceiros para se entregar, três deles foram à casa do Pe. Lima a procura dos sacramentos. 

Entre estes, o casal Criança e Dulce e o cabra Balão.

João Alves da Silva "o Criança" e Dulce Menezes pediram para se casar e Guilherme Alves dos Santos "o Balão", para ser batizado. O Padre, então vigário de Aquidabã, encontrando-se na terra natal não se opôs ao pedido de Criança. Quanto ao pedido de Balão, disse com seu vozeirão:

“Eu não acredito que um homem na sua idade seja pagão!”

E o cangaceiro respondeu: “Eu sou”. A minha família é crente. O Capitão só me aceitou porque prometi que tão logo encontrasse um Padre, pediria pra me batizar.”

O Padre Lima retrucou: “Lampião já morreu!”

Balão justificou: “Mas eu estou devendo e quero pagar.”

O Padre achando bonito o gesto do cangaceiro, lhe disse: “Então vá procurar um padrinho”.

Ele foi direto a “seu” Manezinho Delegado, mas este recusou o convite.

O cangaceiro voltou triste e o Padre Lima perguntou: “Já tem padrinho?”

Balão: “Eu convidei seu irmão e ele não aceitou”.

O Padre mandou chamar o irmão e disse: “Aceite, que é para fazer dele um cristão”.

O casamento e o batizado foram realizados perto do meio dia, na presença de muitos curiosos, principalmente meninos, tendo por padrinhos o Sr. Manoel de Souza Lima, "Manezinho delegado" e sua esposa Dona Estefânia Poderoso a Dona Ester.

Manoel de Souza Lima, o 'Manezinho delegado'. (1910 - 2012)

A partir deste e de outros acontecimentos marcantes, o Padre Lima foi se tornando cada vez mais conhecido no sertão de Sergipe. O religioso faleceu no dia 28/01/1980, em sua residência na capital sergipana.

Trecho da biografia composta por Joaquim Santana Neto, de acordo com informações da família em conjunto com os dados contidos no livro “Porto DA Folha, fragmentos da história e esboços biográficos” de Manoel Alves de Souza.

Pescado em http://www.joaquimsantana.net/galeria/padre-lima/

http://lampiaoaceso.blogspot.com/search/label/Crian%C3%A7a

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A TRADIÇÃO DE BOM NOME RECEBE O CARIRI CANGAÇO EM GRANDE FESTA

 

Cilene Pereira Valões; neta de Né da Carnaúba e anfitriã do Cariri Cangaço Bom Nome
e o Conselheiro Valdir Nogueira

BOM NOME DISTRITO DE SÃO JOSÉ DO BELMONTE, SOB A COORDENAÇÃO DA PROFESSORA CILENE PEREIRA VALÕES, GESTORA DA ESCOLA NAPOLEÃO ARAÚJO E EQUIPE, SE PREPARA PARA RECEBER O CARIRI CANGAÇO SERRA TALHADA-CALUMBI-BOM NOME 2022!

Evento de cunho turístico-cultural e histórico-científico, o Cariri Cangaço reúne alguns dos mais destacados pesquisadores e historiadores das temáticas; cangaço, coronelismo, misticismo, messianismo e correlatos ao sertão e ao nordeste, do Brasil, configurando-se como o maior e mais respeitado evento do gênero no país.

Sob a coordenação da professora Cilene Pereira Valões, a comunidade e as famílias de Bom Nome; tradicional distrito do município de São José de Belmonte; se prepara para receber pela primeira vez o Cariri Cangaço, desta vez no dia 12 de novembro de 2022 para um conjunto de visitas técnicas e em especial uma caminhada histórica pelas ruas do lugar mostrando os principais cenários, episódios e personagens que escreveram a história desse importante cenário sertanejo.

Foto de Egberto Araújo/Flick

"Bem próximo da Vila, está localizado numa elevação, que por sinal, é a mais alta da redondeza, um bucólico morro conhecido como Monte de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que ao mais descuidado observador denota a devoção e a simplicidade do seu povo. É voz corrente no lugar que o bandoleiro Lampião sempre que por Bom Nome passava, subia o monte para rezar para sua madrinha e protetora Nossa Senhora."

"Nos sentimos inteiramente honrados em chegar pela primeira vez em Bom Nome nesta edição do Cariri Cangaço e ainda mais pelo total apoio, confiança e o zelo da professora Cilene Pereira Valões e todo o corpo de profissionais da Escola Napoleão Araújo, que preparam uma grande festa para receber a família Carira Cangaço de todo o Brasil. Nossa eterna gratidão a professora Cilene, e abraçamos os profissionais da gestão escolar: Rosane, Flávio, Tiquinha, Alesxandra, Lurdes, enfim, que estão se empenhando para nos proporcionar o melhor" revela Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço.

Cilene Pereira Valões anfitriã do Cariri Cangaço Bom Nome

"Severo, Bom Nome se encontra no epicentro da questão Pereira x Carvalho juntamente com São Francisco (Vila Bela) e Santa Maria (Tupananci). Uma de nossas preocupações, junto com a professora Cilene, é justamente proporcionar a todos que nos visitam; além de conhecer nossa história; uma maior integração com as família de Bom Nome, ou seja, aqui é um lugar de uma vocação importante de cultura, artesanato e de culinária, aqui em cada casa vamos encontrar muita comida gostosa e muita coisa bacana para levar; principalmente nosso famoso doce de leite, então será uma festa inesquecível" lembra o Conselheiro Cariri Cangaço, Valdir Nogueira, da Comissão Organizadora do Cariri Cangaço Serra Talhada-Calumbi-Bom Nome.

Bom Nome, São José de Belmonte
Cenário Cariri Cangaço 2022
29 de outubro de 2022

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/10/a-tradicao-de-bom-nome-recebe-o-cariri.html

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RELATOS SOBRE LAMPIÃO EM SERRINHA DO CATIMBAU

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=Iu51zUXwxxk&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Maria foi baleada em Angico com tiro de fuzil, levantou e correu, em Serrinha foi rifle.

Fechando os vídeos sobre o ataque de Lampião a Serrinha do Catimbau vamos ouvir o ex-cangaceiro Candeeiro, o ex-volante Pompeu Aristides de Moura e o Sr. Rinaldo Vaz narrando fatos sobre a passagem de Lampião pela Fazenda Guaribas na época do ataque a Serrinha.
Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCG8-... Link desse vídeo: https://youtu.be/Iu51zUXwxxk

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ALISANDO OS VENTOS

 Clerisvaldo B. Chagas, 31 de outubro de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.792

Você lembra daquelas chatices escolares sobre ventos alísios e contra-alísios? Vamos tentar retirar a má impressão do assunto que para muitos era difícil de entender. “Ventos Planetários ou Regulares: os alísios e os contra-alísios são considerados ventos regulares e especiais. Os ventos alísios sopram dentro do mecanismo geral dos ventos, das áreas de alta pressão (regiões mais frias-temperadas) para as de baixa pressão (regiões mais quentes - equatoriais). Ao chegarem ao Equador, esses ventos se aquecem e sobem, porém, ao atingirem maiores altitudes, perdem calor e voltam às áreas de origem (zonas temperadas), constituindo assim, os contra-alísios. Esperamos que você tenha entendido claramente essa primeira parte.

VENTOS DE TEMPESTADE (FOTO: AUTOR NÃO IDENTIFICADO)

Se o nosso planeta estivesse parado no espaço, esta troca se faria de forma mais rigorosa, obedecendo a direção norte-sul. Porém, devido ao movimento de rotação, verifica-se um desvio dos ventos alísios. No hemisfério norte, eles são denominados alísios de nordeste, enquanto no hemisfério sul são conhecidos como alísios de sudeste.

Ventos periódicos. Este tipo de vento sopra em determinados períodos, ora numa direção, ora noutra. Seu mecanismo decorre da diferença do aquecimento e resfriamentos das terras e dos mares. As brisas e as monções são ventos periódicos. As primeiras ocorrem próximo ao mar e são sensíveis até 500 m de altura, penetrando nos continentes até quase 40 km. Sua velocidade raramente atinge mais de 4 a 5 m por segundo. As monções são ventos encontrados na Ásia, particularmente na Índia, com grande influência nas atividades agrícolas.

Durante o verão o continente se aquece mais rapidamente que o Oceano Índico, cujas baixas temperaturas dão origem a uma zona de alta pressão e de onde o ar se desloca, levando grande umidade para as terras que ele banha (monções de verão). No inverno o processo é inverso. O continente, tornando-se mais frio (área de alta pressão), emite ventos secos para o oceano (monções de inverno ou continentais).

Ventos locais. São restritos a pequenas partes do globo terrestre devido à formação de áreas ciclonais e anticiclonais de âmbito mais reduzidos. Como exemplos desse tipo de vento, destacam-se:

·        O Mistral, no Mediterrâneo Ocidental;

·        O Bora, frio e violento, na Iugoslávia;

·        O Foehn, na Suíça;

·        O Simun, responsável pelas tempestades de areia no Saara;

·        O Pampeiro ou Minuano, na Argentina e no Rio Grande do Sul.

·        O Noroeste, no planalto Meridional”.

Novembro é o mês dos ventos, para nós.                                                                               

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domingo, 30 de outubro de 2022

LIVRO

  Por José Mendes Pereira

Você leitor, e eu, vamos participar do casamento de José Ferreira da Silva (Santos) com a dona Maria Sulena da Purificação (Maria Lopes) pais dos irmãos Virgolino Ferreira da Silva, Antonio Ferreira da Silva, Levino Ferreira da Silva e Ezequiel Ferreira Silva.

Vamos chegar devagarinho! Pés às alturas, como se nós estivéssemos flutuando em um picadeiro de circo, silêncio total, sem pigarrearmos em momento algum, para vermos o que irá acontecer durante esta união familiar. Não se preocupe, os irmãos Ferreiras não estão aqui entre nós, eles ainda irão nascer, primeiro Antonio Ferreira, depois Levino Ferreira, depois Virgolino Ferreira e por último (dos homens) Ezequiel Ferreira da Silva.

O casamento destes famosos e futuros pais de 4 cangaceiros você irá adquirir toda história no livro: "Lampião a Raposa das Caatingas", do escritor e pesquisador do cangaço José Bezerra Lima Irmão - a partir da página 70.

Esta maravilhosa obra você irá encontrá-la através deste e-mail: franpelima@bol.com.br, com Francisco Pereira Lima, o professor Pereira, lá de Cajazeiras no Estado da Paraíba.

A maior obra já escrita até hoje sobre cangaço, e sobre a família Ferreira, do afamado Lampião.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/.../lampiao...

Fotos:

1 - Livro: "Lampião a Raposa das Caatingas";

2 - José Ferreira da Silva e Maria Sulena da Purificação os pais de Lampião;

3 - O autor do livro José Bezerra Lima Irmão.

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LIVRO

   

Recentemente, o escritor paraibano radicado no Rio Grande do Norte Epitácio de Andrade Filho publicou um livro chamado A Saga dos Limões:  Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante. Na obra, Andrade Filho tece considerações sobre a relação entre a identidade negra da família dos Limões e sua importância no combate ao Cançaço no Rio Grande do Norte.

Em  um trecho do livro, o autor menciona Chico Mota e sua importância na reconstituição histórica do conflito entre as famílias Brilhante e Limão (p. 18):

O poeta paraibano Gil Hollanda, ouvindo o cancioneiro octogenário Chico Mota, conterrâneo catoleense de Alicio Barreto, apresentar nos versos da viola passagens do conflito dos brilhantes com os limões, retratados em Solos de Avena, consolidou algumas estrofes do seu cordel sobre Jesuíno e a família Limão: “Eram sete os irmãos/Da família dos Limões,/Ousados por natureza./Todos eram valentões,/Protegidos por políticos/Lá e outras regiões. E na estrofe seguinte passa a tratar de outro episódio do conflito: Além do furto, os Limões/Chico e Honorato Limão/Deram uma forte surra/Em Lucas Alves, irmão/De Jesuíno, na festa/Da Vila de Conceição.

Referência
ANDRADE FILHO, Epitácio de. A Saga dos Limões:  Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante. Natal: 2011.

ADENDO -  EPITÁCIO ANDRADE

Amigos José Mendes Pereira, William Felix Andrade, Luiz Dutra Borges Galego Vovô Aluísio Dutra de Oliveira, Geraldo Júnior, na foto, o registro da entrevista que consegui do senhor José Firmo Limão, aos 99 anos, no sítio São Francisco, zona rural de Catolé do Rocha/PB. 


Essa entrevista me ajudou a compreender que o cangaço dos brilhantes com os limões foi uma disputa pelo controle do incipiente comércio no Sertão. Essa história de Jesuíno saquear comboios para dar aos pobres é conversa da carochinha.

Para adquirir este livro entre em contato com o autor através deste endereço no facebook: https://www.facebook.com/epitacio.andrade.5

Fonte: http://chicomota.com
http://romulogondim.com.br

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LIVRO

  Por José Mendes Pereira


Recentemente o escritor e pesquisador do cangaço Guilherme Machado lançou o seu trabalho sobre o mundo dos cangaceiros com o título "LAMPIÃO E SEUS PRINCIPAIS ALIADOS". 

O livro está recheado com mais de 50 biografias de cangaceiros que atuaram juntamente com o capitão Lampião. 

Eu já recebi o meu e não só recebi, como já o li. Além das biografias, tem fotos de cangaceiros que eu nem imaginava que existiam. São 150 páginas. Excelente narração. Conheça a boa narração que fez o autor. 

Pesquisador Geraldo Júnior

Prefaciado pelo pesquisador do cangaço Geraldo Antônio de Souza Júnior. Tem também a participação do pesquisador Robério Santos escritor e jornalista. Duas feras no que diz respeito aos estudos cangaceiros.

Jornalista Robério Santos

Não deixa de adquiri-lo. Faça o seu pedido com urgência, porque, você sabe muito bem, livros escritos sobre cangaços, são arrebatados pelos leitores e pelos colecionadores. Então cuida logo de adquirir o seu! 

Pesquisador Guilherme Machado

Adquira-o através deste e-mail: 

guilhermemachado60@hotmail.com
Ou dê um pulinho lá em Cajazeiras:

franpelima@bol.com.br

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CALUMBI E A INVASÃO DE LAMPIÃO : CENÁRIO CARIRI CANGAÇO 2022 !

 Por Manoel Severo

Joaquim Pereira, Manoel Severo e Louro Teles no cenário da invasão de Lampião a Calumbi


O Cariri Cangaço Serra Talhada - Calumbi - Bom Nome , se aproxima. Uma agenda intensa de visitas técnicas nos proporcionarão conhecer uma gênese importante do coronelismo e cangaço de nosso nordeste. O  município de Calumbi recebe a agenda da programação Cariri Cangaço no dia 14 de novembro, segunda-feira. Depois das extraordinárias visitas técnicas ao cenário do combate da Serra Grande e a Fazenda Tamboril; do episodio dos baleados;  a caravana Cariri Cangaço parte para o centro da cidade de Calumbi para ali reviver os momentos de medo e terror da invasão de Calumbi por Lampião, episodio que marcou aquela gente.

"Severo, Lampião teve sim uma forte ligação com Calumbi, desde os tempos em que a família Ferreira dedicava-se ao oficio de almocreve, ele já tinha amizade com moradores do lugar, muitos coiteiros, mas também muitos inimigos. Aqui teve um surpreendente romance e até um suposto filho com uma menina chamada Tatu. Teve estupro, uma briga de Lampião com o primeiro prefeito, o processo movido pelo delegado da cidade e a invasão de Calumbi por Lampião e 50 cangaceiros" Conta o pesquisador e escritor Louro Teles, Conselheiro Cariri Cangaço e organizador do Cariri Cangaço em Calumbi.

Joaquim Pereira, Manoel Severo e Louro Teles

O município de Calumbi teve início com a família Barbosa, cujos membros foram seus primeiros habitantes, os quais construíram a Igreja Católica do lugar, tendo como padroeira Nossa Senhora da Conceição. Assim, originou-se a sua festa tradicional, em 08 de dezembro de 1877. Foi elevado à condição de vila, com a denominação de São Serafim, pertencente à Comarca de Flores. Posteriormente, passou a se chamar Calumbi devido à existência de grande quantidade de arbustos de pequeno porte no rio Pajeú. O município se estende por 179,3 km² e contava com 5 750 habitantes no último censo. A densidade demográfica é de 32,1 habitantes por km² no território do município. Vizinho dos municípios de Triunfo, Santa Cruz da Baixa Verde e Serra Talhada. Calumbi se situa a 17 km a Norte-Leste de Serra Talhada

Calumbi em pleno centro-norte do estado de Pernambuco
Paroquia de Nossa Senhora da Conceição em Calumbi

A padroeira de Calumbi é Nossa Senhora da Conceição, dessa forma originou-se a sua festa tradicional, em 08 de dezembro de 1877. A atual Calumbi foi elevada à condição de vila, com a denominação de São Serafim, pertencente à Comarca de Flores. Posteriormente, passou a se chamar Calumbi devido à existência de grande quantidade de arbustos de pequeno porte no rio Pajeú. A invasão do bando de Lampião ocorreu exatamente a partir da praça e do patamar da igreja de Nossa Senhora da Conceição. 

"Para nós é uma grande satisfação estarmos chegando pela primeira vez a Calumbi com uma grande agenda do Cariri Cangaço, sem dúvida a primeira de outras varias no futuro. O empenho do Conselheiro Louro Teles e o apoio incondicional da Secretária Jocielma Silva e principalmente do Prefeito Joelson nos dão a certeza de um espetacular evento para todos os que nos visitam e também para as queridas família de Calumbi." ressalta Manoel Severo.

Calumbi, Pernambuco - Cenário Cariri Cangaço 2022
Cariri Cangaço Serra Talhada-Calumbi-Bom Nome
11 a 15 de novembro de 2022

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/10/calumbi-e-invasao-de-lampiao-cenario.html

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sábado, 29 de outubro de 2022

MARIA DO CARMO, A CARMINHA ERA MÃE DO CANTOR MILTON NASCIMENTO

 Por A História Esquecida

A empregada doméstica Maria do Carmo, a Carminha, em foto tirada de sua carteira profissional no ano de 1940. No início de 1942, trabalhando no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, numa pensão, Carminha conheceu o motorneiro (condutor de bondes) João, que residia na favela Barreira do Vasco. Dessa relação veio uma gravidez, a qual João resistiu em assumir. Mesmo assim Maria do Carmo foi morar na favela com a família do companheiro, até receber a visita da sua ex-patroa Augusta (dona da pensão onde Carminha trabalhava), que impressionada com as péssimas condições de vida do menino ainda pequeno (não tinha dois de vida) sugeriu que Maria do Carmo retornasse ao seu antigo emprego. Contudo, a jovem contraiu tuberculose e temendo que contagiasse o filho, retornou à sua cidade de origem, Juiz de Fora (MG), onde veio a falecer em 1944, com apenas 26 anos de idade. 

O menino acabou sendo adotado por Lília Silva Campos, filha de dona Augusta, indo residir em Três Pontas (MG). O seu nome é Milton Nascimento, que hoje completa 80 anos de idade...

Crédito da imagem: UOL

ViaPensamentos Livres

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sexta-feira, 28 de outubro de 2022

VAMOS QUE VAMOS

 Clerisvaldo B. Chagas, 28 de outubro de 2022.

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.791

Mais outra surpresa repentina do mês de outubro no Sertão de Alagoas. Dias vinte e cinco e 26 amanhecem completamente nublados “bonitos para chover” com se diz por aqui. Até uma pingadeira formou-se na noite do dia vinte e cinco. Ora, depois de seis meses mofando com chuva e frio, o tempo clareia, o sol aparece e o calor é iniciado. O mês que tradicionalmente não chove nunca, ameaça chuva por dois dias seguidos. Achamos que a Natureza começa a dar nó em cabeça de meteorologista e entrar em cumplicidade com os campos sofridos do Sertão. Essa mudança “azoada” do tempo, faz iniciar a safra do grilo que chega à cidade surfando no vento. E assim começa também a surgir o tal mosquito que estava inibido com a frieza.


Se é mosquito da dengue ou de qualquer mazela já conhecida, fica difícil saber e os bichos começam a atormentar a população, com aspecto diferente, pequenos, esverdeados e famintos. Por outro lado, também nos aproximamos do tempo da manga e do caju, cujas espécies precoces já exibem floradas e no caso dos cajus, os tais “maturis”, assim chamados os primeiros e pequeninos frutos do cajueiro. Ontem mesmo, ao mostrar o céu a uma agricultora que estava na cidade, ela soltou um “Valha-me, Deus! Não aguento mais tanta água e tanto frio!” E novamente aproveitamos o chove-não-molha para resolvermos negócios nas imediações do Colégio Estadual, boca de Rua das Pedrinhas e Complexo da Saúde. O povo parecia agitado igual à formiga quando vê chuva.


“Outubro é o décimo mês no calendário gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Deve seu nome a palavra latina octo (oito) dado que era o oitavo mês do calendário romano, que começava em março. Na religião católica, o mês de outubro é dedicado à Virgem do Rosário e anjos da guarda. A Igreja reconheceu sempre uma eficácia particular ao rosário, confiando-lhe, mediante a sua recitação comunitária e a sua prática constante, as causas mais difíceis. Outubro é mês de outono no hemisfério norte e primavera no hemisfério sul. Outubro começa sempre no mesmo dia da semana que o mês de janeiro, exceto quando o ano é bissexto”.


Outubro nunca foi um mês ruim, mas que está muito estranho, não se tem como negar.

NUVENS NO CÉU, NOITES MAIS ESCURAS (FOTO: B. CHAGAS).



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MORTE DO CANGACEIRO AZULÃO - POR LAMARTINE ANDRADE

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=lQpBPJvAtcg&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Amigos, cometi um engano com as fotos na hora de postar esse vídeo. Desculpem o erro. Estou repostando o vídeo corrigido. Depoimento do Dr. Lamartine de Andrade Lima, médico legista, ao pesquisador João de Sousa Lima. Gravado em Salvador-BA no ano de 2007. Esse vídeo contém imagens fortes Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCG8-... Link desse vídeo: https://youtu.be/lQpBPJvAtcg

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CHAMADA PARA O CARIRI CANGAÇO

 Por Manoel Severo

https://www.youtube.com/watch?v=Ad6qcs4sH0M&ab_channel=Lampi%C3%A3o%2CCanga%C3%A7oesert%C3%A3o

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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

O DIA EM QUE OS NAZARENOS SE EMOCIONARAM - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco

https://www.youtube.com/watch?v=v-JZHHQNPnw&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO

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SINHÔ PEREIRA VISITA BOM NOME

Por: Valdir José Nogueira 

Na foto: em Bom Nome, distrito de São José do Belmonte, Sinhô Pereira (de óculos) com seus primos José Napo, Antônio e Jacinto Napo, filhos do Sr. Napoleão Alves de Araújo e dona Verdelina Pereira Valões, que era sobrinha de Né Pereira (Né Dadu). (fevereiro de 1971).

Os infindáveis conflitos entre Pereiras e Carvalhos surgidos na época imperial atravessaram o século 19 e se estenderam ao período republicano. Na primeira década do século 20, Luis Padre (primo de Sinhô Pereira) tem seu pai assassinado em um dos confrontos. O irmão de Sinhô Pereira, Né Pereira (Né Dadu), começou a liderar um grupo da família promovendo a vingança em intermináveis conflitos que seguiam sem parecer ter fim.

Ora, certa ocasião, Né Pereira recrutou Zé Grande, cuja alcunha era “Palmeira” para seu bando. Zé Grande era ex-jagunço dos Carvalhos. Passou um tempo preso e após fugir, foi pedir guarida aos Pereiras. Talvez Né Pereira acreditasse que ganharia um grande trunfo, já que o jagunço conhecia detalhes dos seus antigos patrões. No entanto, a história foi outra: Né Pereira tirava um cochilo, quando Zé Grande, aproveitando a oportunidade, o assassinou. Conta-se que ainda levou o chapéu e o punhal de Né Pereira para mostrar aos Carvalhos, na Fazenda Umburanas.

Foi o estopim. Ocasionando na entrada, de vez, de Sinhô Pereira e Luis Padre no Cangaço. Com fúria e revolta pela impunidade, montaram um bando numeroso e com muita sede de vingança. A partir de então os conflitos ganharam proporções muito mais intensas.

Foi nesse cenário que Sinhô Pereira recebeu a visita de Virgulino Ferreira e seus irmãos. No entanto, em 1922, após uma série de escaramuças Sinhô Pereira resolveu por fim ao seu legado no Cangaço, tendo passado então o comando do bando a Lampião, ordenando ao mesmo, porém, que ninguém da família Pereira seria jamais incomodada por cangaceiros. Virgulino prometeu e cumpriu.

Financiados por Isidoro Conrado e Né da Carnaúba, Sinhô Pereira e Luis Padre viajaram para Goiás, com a chance de recomeçarem a vida. E, sem explicar detalhes, Sinhô Pereira afirmou que não foi nada fácil.

Os anos se passaram e cada um seguiu seu rumo. Luis Padre manteve-se em Goiás. Sinhô Pereira foi para Minas Gerais, onde viveu até cumprir seu ciclo. Morreu em dezembro de 1979. Antes, em fevereiro de 1971, esteve, após 49 anos, no Pajeú, seu torrão natal. Cercado de lembranças e emoções boas e ruins visitou Serra Talhada, antiga Vila Bela, São José do Belmonte e Bom Nome.

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

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LANÇAMENTO...

Por Luma Holanda

Pré lançamento dia 05/11 às 10h na Livraria do Luiz - Galeria Augusto dos Anjos, João Pessoa e lançamento no Cariri Cangaço Serra Talhada. De 11 a 15 de novembro de 2022. Convite aberto a todos!

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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