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sexta-feira, 1 de dezembro de 2023
DESCAROÇANDO A VIDA
DEZEMBRO ESTÁ COMEÇANDO...
Por José G. Diniz
INDICAÇÃO BIBLIOFRÁFICA...
Por Professor Pereira
Indicação bibliográfica. Cangaço, cangaceiros, Cangaceirismo, Sertão, Nina Rodrigues, Césare Lombrodo, Estácio de Lima, Lampião, entre outros. Livro indispensável.
NOTA DE PESAR!
Por Relembrando Mossoró
O Relembrando Mossoró vem comunicar o falecimento de dona Albertina, nossos sentimentos aos familiares e amigos.
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FAZENDA SERRA VERMELHA:
OS MEMBROS DA
COLUNA PRESTES, PEGARAM JOSE NOGUEIRA, CUNHADO DE ZÊ SATURNINO, NA FAZENDA
SERRA VERMELHA, LEVARAM-NO POR CERTA DISTANCIA, LIBERANDO EM SEGUIDA E TOMANDO
SUA ARMA. COMO ZÊ NOGUEIRA ERA INIMIGO DE LAMPIÃO, AO VOLTAR PRA CASA, DECIDIU
PERMANECER ESCONDIDO NO CERCADO DOS BODES, ATE CHEGAR UM PESSOAL QUE GARANTISSE
O RETORNO AO SEU LAR. LAMPIÃO CHEGOU EM SUA CASA, PERCEBENDO A AUSÊNCIA DE ZE
NOGUEIRA, MANDOU A MORADORA IR CHAMA-LO, COM O SEGUINTE RECADO:
"diga a Zê Nogueira que a força de Nazaré está aqui e precisa urgentemente falar com
ele".
A CONFIANTE
MULHER DESCONHECENDO SER AQUELE O GRUPO DE LAMPIÃO, FOI ATRÁS DE ZÊ NOGUEIRA NO
CERCADO E DEU O RECADO, E FOI PRONTAMENTE ATENDIDA POR ZÊ NOGUEIRA, QUE
IMAGINOU SER GENTE AMIGA. AO ENTRAR PELA PORTA DA COZINHA E CHEGANDO NA SALA,
SE DEPAROU COM AQUELA GENTE, PERCEBENDO SER CANGACEIROS.
LAMPIÃO MUITO
SATISFEITO EM VER AQUELE INIMIGO NA SUA FRENTE, DISSE:
"e agora,
hem, Zê Nogueira?"
ZÉ NOGUEIRA
ESPANTANDO VENDO EM QUE SITUAÇÕES E ENCONTRAVA, RESPONDE TREMULO:
"agora só
mesmo nossa senhora".
TODOS OS
CANGACEIROS DERAM GARGALHADAS...
ZÉ NOGUEIRA
ESTAVA COM SINTOMAS FORTES DE ASMA, MAL RESPIRAVA, LAMPIÃO VENDO A SITUAÇÃO DO
INIMIGO, RESOLVE DEIXA-LO, MAI FOI IMPEDIDO POR ANTONIO FERREIRA QUE DISSE:
"voçe ta
doido Lampião, deixar vivo esse homem?".
LAMPIÃO AO SE
RETIRAR DA SALA, SENDO SEGUIDO POR ZÉ NOGUEIRA, ANTONIO FERREIRA VINHA LOGO
ATRAS E SEM DÓ, ATIRA NA NUCA DE ZÉ FERREIRA QUE CAÍ MORTALMENTE. LAMPIÃO NÃO DISSE NADA COM DO GESTO DO IRMÃO, ANTONIO TIRA AS ALPERCATAS NOVAS DE ZÉ NOGUEIRA E COLOCA NOS PÉS, JOGANDO FORA A SUA ALPERCATA JÁ VELHA:
O FATO
REDUNDOU UM PROCESSO-CRIME CONTRA LAMPIÃO E OS MAIS DESTACADOS DO SEU BANDO. O
PROCESSO ESTÁ NO 1º CARTÓRIO DE SERRA TALHADA-PE:
TEXTO COLHIDO
NO LIVRO "GUERREIROS DO SOL", pag. 123 e 124. FREDERICO PERNAMBUCANO:
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quinta-feira, 30 de novembro de 2023
OS VERDADEIROS CONTRATADORES
Acervo do Adelsonmota Mota
Os verdadeiros
contratadores, José Fernandes Oliveira e Francisca da Silva (Chica da Silva) do
Tijuco onde hoje é a Cidade de Diamantina, MG Vale do Jequitinhonha, quem
lembra da novela, Chica da Silva, com Thaís Araújo e o Contratador, Victor
Wagner, credito Getúlio
Brito CHICA DA SILVA
Foi uma
escrava brasileira alforriada que ficou famosa pelo poder que exerceu no
arraial do Tijuco, hoje a cidade mineira de Diamantina. Manteve uma relação de
concubinato com o contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira.
Francisca da
Silva nasceu no Arraial do Tijuco, atual cidade de Diamantina, Minas Gerais, na
época em que o Brasil tornou-se grande produtor de diamantes.
Filha do
português, capitão das ordenanças, Antônio Caetano de Sá e da africana Maria da
Costa, foi escrava de um proprietário de lavras, o sargento-mor Manoel Pires
Sardinha, com quem teve um filho chamado Simão Pires Sardinha, alforriado pelo
pai, recebeu seus bens em testamento.
Alforria e
Luxo
Com 22 anos,
Chica da Silva foi comprada pelo rico desembargador João Fernandes de Oliveira,
contratador de diamantes, que chegou ao Arraial do Tijuco, em 1753.
Depois de
alforriada, passou a viver com o contratador, mesmo sem matrimônio oficial.
Chica da Silva passou a ser chamada oficialmente Francisca da Silva de
Oliveira. O casal teve 13 filhos e todos receberam o sobrenome do pai e boa
educação.
Chica da
Silva, mulata, frívola, prepotente, impôs-se de tal forma, que o rico português
atendia a todos os seus caprichos. O maior deles, como não conhecia o mar,
pediu ao marido para construir um açude, onde lançou um navio com velas,
mastros, igual às grandes embarcações.
Chica da Silva
vivia em uma magnífica casa, construída nas encostas da serra de São Francisco,
onde promovia bailes e representações.
Era dona de
vários escravos que cuidavam das tarefas domésticas de sua casa. Só ia à Igreja
ricamente vestida e coberta de joias, seguida por doze acompanhantes. Consta
que muitas pessoas se curvavam à sua passagem e lhe beijavam as mãos.
Fim da União
João Fernandes
de Oliveira foi acusado de contrabandear diamantes, chegou a ser preso e perdeu
parte de seus bens. Mesmo assim, possuía uma das maiores fortunas do Império
Português.
A união do
casal que durava 15 anos, foi interrompida em 1770, quando João Fernandes
retornou a Portugal, depois da morte de seu pai a fim de resolver questões de
herança familiar, levando com ele os quatro filhos homens que teve com Chica da
Silva. Lá, adquiriram educação superior e alcançaram cargos importantes na
administração do reino.
Chica da Silva
ficou no Brasil com as filhas e a posse das propriedades do marido, o que lhe
permitiu continuar vivendo no luxo. Suas filhas estudaram prendas domésticas e
música.
Mesmo sem
viver com João Fernandes pelo resto de sua vida, Chica da Silva conseguiu
distinção social e respeito na sociedade elitista de Minas Gerais, no século
XVIII.
Chica da Silva
convivia com a elite branca local. Em seu testamento, doou parte de seus bens
às irmandades religiosas do Carmo e de São Francisco, que eram exclusivas de
brancos, e às das Mercês, exclusivas dos mestiços e a do Rosário dos Pretos,
que eram reservadas aos negros.
Chica da Silva
faleceu em Serro Frio, Minas Gerais, no dia 15 de fevereiro de 1796. Foi
sepultada na irmandade religiosa de São Francisco de Assis, exclusiva dos
brancos.
(O texto não é
da minha autoria, geralmente, copio e abrevio para não cansar);
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RAÍZES
Por Rangel Alves da Costa
RAÍZES. Teotônio Alves China, o China do Poço, meu avô materno, gostava de terra, de padre e de cangaceiro. Marieta, minha avó materna, gostava de terços, de rezas e calçadas. Seu Ermerindo, meu avô paterno, gostava de terra, de política e de repentistas. Emeliana, minha avó paterna, gostava de santos e oratórios, de romarias e do Padim Ciço. Meu pai Alcino gostava do sertão, de política e de cangaço. Minha mãe Dona Peta gostava de bordar, de cantar, de fazer bolos e doces. E eu gosto de tudo isso. Mas como tudo isso me faz tanta falta...
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𝟏𝟎𝟗 𝐀𝐍𝐎𝐒 𝐃𝐀 𝐏𝐑𝐈𝐒𝐀̃𝐎 𝐃𝐎 𝐑𝐈𝐅𝐋𝐄 𝐃𝐄 𝐎𝐔𝐑𝐎, 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝟓.
Guilherme Velame Wenzinger
quarta-feira, 29 de novembro de 2023
𝟏𝟎𝟗 𝐀𝐍𝐎𝐒 𝐃𝐀 𝐏𝐑𝐈𝐒𝐀̃𝐎 𝐃𝐎 𝐑𝐈𝐅𝐋𝐄 𝐃𝐄 𝐎𝐔𝐑𝐎, 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝟒.
Guilherme
Velame Wenzinger
RECEPCIONADO SINHÔ PEREIRA.
Guilherme Velame Wenzinger
Parentes de Sinhô Pereira recepcionando-o em Serra Talhada(PE) cinco décadas após o mesmo ter abandonado o cangaço.
CARDÁPIO
Por Alan Jones Príscila
Cardápio
Bom dia!!![]()
Cardápio
desta
Quarta-feira ![]()
Filé
de peito à milanesa
Fígado
acebolado
Frango
crocante
Calabresa
ao barbecue
Cupim
ao molho
Arroz
refogado
Arroz
de leite da terra
Macarrão
espaguete
Feijão
mulatinho
Feijão
tropeiro
Farofa
/ cuscuz
Repolho
ao creme
Salada
verde
Batata
inglesa
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SEU GALDINO CONTA A SEU LEODORO GUSMÃO, QUE QUEM FEZ LAMPIÃO CORRER DE MOSSORÓ, FOI ELE.
Por José Mendes Pereira
- Tinha cangaceiros por perto?
- Vi alguns deles com armas em punhos e atirando...
- E o senhor ficou com medo quando os viu?
- De forma alguma, compadre! Eu não sou homem de ter medo de nada..., e quando eu estava bem pertinho dele, de dentro da moita eu disse: Capitão Lampião!!! Aí Ele teve medo tão danado, que em gritos, exclamou fortemente, dizendo:
- "Valha-me meu Padim Padim Ciço, servo de Deus!!" Nunca tinha visto uma moita falar!
- E lá, ficou rodeando a moita com o seu mosquetão em punho e o dedo no gatilho. E eu fui saindo. E ao me ver, quis logo me sangrar com um punhal. Mas eu disse-lhe que estava ali à sua presença, somente para dizer a ele que desistisse do ataque, porque a cidade estava muito bem preparada, com mais de 800 combatentes. Eu aumentei o total de combatentes compadre Leodoro, só para ele desistir e não mexer com a minha cidade.
- E ele, o que fez, meu compadre Galdino?
- O que o capitão Lampião fez, foi ir embora. Colocou um apito na boca, e fortemente, ficou chamando os seus cangaceiros para se mandarem de Mossoró. Com pouco tempo, o local em que nós estávamos, ficou coalhado de facínoras. Exceto o Colchete que ficara em frente à casa do prefeito estirado ao chão, já pronto para se fazer o enterro.
- Já vi, compadre Galdino que o senhor tem coragem até para enfrentar dragão..., teve coragem de enfrentar até o capitão Lampião que não temia ninguém...
- E eu brinco, compadre! Eu não nasci de 7 meses, não senhor...!
E assim que terminaram este grande bate papo, cada um foi para sua casa. Seu Leodoro nem imaginava acreditar nesta conversa contada pelo seu compadre. Mas o que era de fazer?
SAIBA ONDE PISOU LAMPIÃO EM BARBALHA E JUAZEIRO DO NORTE - CANAL CANGAÇO EM FOCO
Por Cangaço em Foco
𝟏𝟎𝟗 𝐀𝐍𝐎𝐒 𝐃𝐀 𝐏𝐑𝐈𝐒𝐀̃𝐎 𝐃𝐎 𝐑𝐈𝐅𝐋𝐄 𝐃𝐄 𝐎𝐔𝐑𝐎, 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝟑.
Guilherme Velame Wenzinger
PADRE SÁTIRO CAVALCANTE
Por Honório de Medeiros
Padre Sátiro Cavalcante.
Tão antiga é a relação de Padre Sátiro com meus pais, comigo e minha irmã Emília, que vem do berço. Sátiro assumiu a capela de São Vicente em 1956. Eu nasci em 1958, bem dizer ao lado da igreja. Minha mãe foi Diretora da Escola 13 de junho - criada por ele - ali na esquina da rua, administradora da capela e integrante do seu coro; meu pai, o financeiro e Ministro da Eucaristia. Até vir para Natal, em 1974, e desde o primeiro ano primário, tive Sátiro como meu diretor e várias vezes professor. Junto com meus amigos de infância, brincamos todos os dias, chovesse ou fizesse sol, no patamar da igreja, destruindo os jardins que ele mandara plantar, o que nos custava "carões" memoráveis quando nos encontrava no Diocesano.

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