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terça-feira, 6 de maio de 2025
O CARIRI CANGAÇO EXU EM 2017.
MORTE DO CANGACEIRO MARIANO
Por José Mendes Pereira
Diz o escritor
e pesquisador do cangaço Ivanildo Alves da Silveira que o cangaceiro Mariano
Laurindo Granja nasceu em 1898, em Afogados da Ingazeira, no Estado de
Pernambuco, e faleceu no dia 10 de outubro de 1936, entre os municípios de
Porto da Folha e Garuru, sendo esta região conhecida como Cangaleixo.
Era genro do
vaqueiro Lé Soares sendo ele companheiro de Rosinha, irmã da cangaceira
Adelaide. E segundo a pesquisadora do cangaço Juliana Pereira, a companheira de
Mariano, a Rosinha, foi morta a mando de Lampião.
Mariano era um
facínora que não gostava de praticar morte quando não achava necessária. Tinha
um respeito enorme com o seu chefe Lampião. Tinha habilidade para tocar gaita e
dono de uma simpatia. Estava sempre com gestos risonhos.
Diz ainda o
pesquisador Ivanildo da Silveira que Mariano teve um fim doloroso, onde foi
baleado e apunhalado várias vezes pelo soldado Severiano, vulgo, Bem-Te-Vi, que
segundo ele, estava vingando a morte do pai feita por Mariano.
Assim que o
capturou, apoderou-se do punhal, e a sua mão subia e descia furando as carnes do
assecla. Apunhalava-o com tanta ira, que quem assistiu, ouviu o ranger da ponta
do punhal atravessando as carnes e os nervos da vítima, saindo do outro lado do
corpo, fincando-se na terra seca.
Jamais um
homem matou com tanta ira um bandido. Os dedos do assecla tentavam afastar dos
olhos a pasta de sangue que cobria a sua visão. A cabeleira derramava um
líquido formado de suor e sangue. O seu corpo todo era um vermelhão só. O corpo
estava totalmente aberto, pelos profundos golpes aplicados pelo o policial. Era
a vingança do Bem-Te-Vi.
Zé Rufino
apenas assistia a violência de seu comandado, sem dizer uma única palavra.
Passado alguns minutos, Zé Rufino disse-lhe: “- Tenha cuidado com a cabeça que
eu preciso dela”.
Os dois tinham
certeza de que o assecla já havia morrido. Enganaram-se totalmente! Mariano
continuava vivo. E num momento, o assecla tentou se levantar do chão, todo
coberto por um enorme manto de sangue vivo e escarlate. Era horroroso de se ver
o seu estado.
O vingador
quando viu o cangaceiro tentando apoiar-se para se levantar, mesmo com o corpo
todo aberto pelas punhaladas aplicadas por ele, engatilhou a arma e
encostando-a no peito do assassino do seu pai, preparou-se para dar o último
tiro de misericórdia.
Foram dados
tiros à queima-roupa, perfurando o corpo do bandoleiro, que já era uma
verdadeira peneira de britador. Agora sim, o bandido, finalmente chegou ao fim.
Sem mais tentativa, findou a vida do chefe de subgrupo de Lampião. Mariano fez
muita falta ao bando, pois todos os companheiros gostavam bastante dele. Em
fim, foi-se a vida de um querido aliado dos justiceiros injustos.
Até mesmo
alguns que não eram cangaceiros, falavam bem do Mariano. Os remanescentes de
Lampião disseram que Mariano era um dos que tinha mais humanidade. Afirmaram
até que ele era incapaz de uma crueldade desnecessária contra seres humanos.
No meu
entender, com tanta humanidade assim, Mariano estava no cangaço, por um
respeito a Lampião, já que eram bastantes amigos. Teria sido ele mesmo o autor
da morte do pai de Bem-Te-Vi?
Segundo
disseram os companheiros aos repórteres: “- Mariano Laurindo Granja foi
injustiçado”.
Fonte de
Pesquisa:
A terrível morte do cangaceiro Mariano - Ivanildo Alves da Silveira. Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angicos - Alcindo Alves da Costa.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
segunda-feira, 5 de maio de 2025
DE CANGACEIRO A X-9, O TEMIDO CANGACEIRO PANCADA
Por =Cangaço Eterno
O CANGACEIRO ANTONIO LUIZ TAVARES.
Por Fatos na História
A MORTE DE DELMIRA MULHER DO TEMIDO CANGACEIRO CALAIS.
Por Cangaço Eterno
Conheça a história da morte de Delmira, mulher do temido cangaceiro CALAIS.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
O TERRÍVEL FIM DO CANGACEIRO SABONETE.
Por Cangaço Eterno
INACINHA DE GATO " UMA HISTÓRIA DE MUITO SOFRIMENTO "
Por Cangaço Eterno
A CANGACEIRA INACINHA | CNL | 1005
Por O Cangaço na Literatura
domingo, 4 de maio de 2025
LUIZ GONZAGA É CONTADO NO CINEMA E CANTADO PELOS AMIGOS DO RN.
Por Caroline Holder Do G1 RN.
Luiz Gonzaga é
originalmente de Exu, Pernambuco. Mas, por adoção, o cantor é de todo o Brasil.
No Rio Grande do Norte, ele recebeu títulos de cidadão de Natal, Mossoró,
Caraúbas, Pau dos Ferros e Caicó. Reconhecimento por ter encantado o público
com a poesia tirada da sanfona. Foi no Nordeste onde encontrou os fieis e
verdadeiros parceiros musicais.
Contudo, nem
só de música viveu Gonzagão, mas também de conflitos amorosos e dos
entendimentos e desentendimentos com o filho, Gonzaguinha. Todas as nuances do
rei do baião, que colocou a alma nordestina em notas musicais, estão
disponíveis em 120 minutos, no filme Gonzaga - De Pai para Filho. A estreia é
nesta sexta-feira (26), em todo o país.
O
longa-metragem tem direção e roteiro de Breno Silva, e conta a vida por trás
das andanças de Gonzagão pelo Brasil. Em busca de um dia descansar feliz,
guardando as recordações das terras, dos sertões e dos amigos que deixou.
“É tudo
costurado com relação de pai e filho entre Gonzagão e Gonzaguinha. Tenho
certeza que essa história irá emocionar todo o Brasil”, afirmou Breno Silveira,
diretor e roteirista do filme.
Mas a vida de
Luiz Gonzaga também pode ser contada por bons e velhos amigos. O compositor
potiguar Francisco Ellion, de 82 anos, narra como compôs “Ranchinho de Palha”,
sucesso em parceria com Luiz Gonzaga. “Tive a felicidade de Luiz me procurar.
Eu era presidente da Associação dos Músicos, ele já estava doente, mas não
parava de criar. Mostrei pra ele a letra de Ranchinho de Paia, e
ele me disse: - Chico, vou colocar um tempero nessa música. E assim fez”,
lembrou Francisco Ellion, que em seguinda cantou um trecho para o G1.
“Mas pouca
gente é feliz como nós
Um canta pro outro
E do vento escutamos a voz”
Ellion disse
ainda que o amigo era muito cativante e rico em melodia. “Aqui no RN ele foi
ovacionado. Ele colocou a minha letra no ritmo popular, chamado for all,
em inglês, e na nossa língua, para todos. Hoje, depois de Gonzaga,
sofremos com a pobreza musical”, concluiu.
Outro grande
amigo de Gonzagão é Carlos André, cujo padrinho de casamento foi o Rei do
Baião. Além da relação de amizade, foi Carlos que entre 1974 e 1983 se esforçou
para reascender a carreira do Velho Lua.
“Fazia sete
anos que ele não conseguia ter uma boa venda de seus discos. Isto porque os
produtores mudaram a característica dele, gravando músicas com arranjos que
nada tinham a ver com o Rei do Baião. O resultado foi a grande queda nas
vendas. Logo ele, que sempre foi um dos maiores vendedores da então gravadora RCA.
Gonzação se viu na eminencia de ser dispensado do Cast (elenco). Foi
quando fiz um trato com a Presidência da Gravadora, que me confiou a produção
do Luiz Gonzaga. Meu objetivo era trazê-lo de volta ao lugar de grande vendedor
de discos. E consegui. Produzi o LP 'Danado de Bom'. O sucesso foi tão grande
que em 60 dias já era disco de ouro e platina” se orgulhou Carlos André.
Carlos André
contou ainda que Luiz Gonzaga não tinha um gênio fácil. “Eu saí de Mossoró,
onde nasci, para tentar a vida no Rio de Janeiro. Migração impulsionada pelo
meu amigo Jackson do Pandeiro. E quando comecei, me espelhava no Gonzagão.
Certa vez, gravei um LP sem avisá-lo. Depois do show, ao invés de me dar os
parabéns, ou algo do tipo, ele me deu uma grande bronca e ficou muitos anos sem
falar comigo. Para ele, eu era o seu sucessor, e para gravar um disco,
precisava do consentimento dele. Anos mais tarde, quando consegui um grande
sucesso, com a gravação de 'Se meu amor não chegar', ele me parabenizou e
voltamos a grande amizade”, se emocionou Carlos.
O produtor e
cantor deu uma palhinha do principal sucesso do LP "Danado de Bom", a
canção de mesmo nome.
"Tá é
danado de bom
Tá danado de bom meu compade
Tá é danado de bom
Forrozinho bonitinho,
Gostosinho, safadinho,
Danado de bom"
Para encerrar,
Carlos André fez questão de relembrar o sucesso que o fez voltar a amizade com
o Rei do Baião.
"Eu hoje
quebro esta mesa
se meu amor não chegar
Também não pago a despesa
Nem saio desse lugar"
E brincou, ô
época boa, que saudade de Luizão.
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tópicos: Baião, Caicó, Caraúbas, Luiz Gonzaga, Mossoró, Natal, Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte
https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2012/10/luiz-gonzaga-e-contado-no-cinema-e-cantado-pelos-amigos-do-rn.html
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
LUIZ GONZAGA : ENTREVISTA, TV CULTURA | 1981
\Por O Colecionador (BRASIL).
/ ocolecionador836 )LUIZ GONZAGA DOCUMENTADO E ENTREVISTA FAMÍLIA GONZAGA O MILAGRE DE SANTA LUZIA.
Por Instituto Museu do Sertão
VISITANDO A CASA DE LUIZ GONZAGA O REI DO BAIÃO EM EXU PERNAMBUCO.
MANÉ VELHO - A FERA DE ANGICO.
Por Cangaçologia
OS TERRÍVEIS IRMÃOS ATIVIDADE E VELOCIDADE.
Por Helton Araújo
VIRGÍNIO FORTUNATO CASTRA SEM DÓ MANÉ LULU (JOGOU OS TESTÍCULOS NO FEIJÃO).
CANGACEIRA DULCE NO LIVRO TERRA DE BRAVA GENTE
Por João de Sousa Lima

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