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quinta-feira, 30 de julho de 2020

NO TEMPO QUE AVIÕES POUSAVAM EM SERRA NEGRA

Por Manoel Belarmino

Aquelas notícias de que em Serra Negra, naqueles dias 29 e 30 de dezembro de 1981, pousariam aviões fez aquela matutada da roça ficar doidinha para logo cedo se arribar para a "rua". Inclusive eu, que, naquele ano de 1981, tinha apenas 11 anos de idade. Logo cedo, rapazes e moças corriam para a cidade. Serra Negra estava em festa. Grandes inaugurações. O comércio, a feira crescia, as fazendas... Um banco se abria na cidade. O BANEB (Banco do Estado da Bahia).


Pousar aviões numa cidade como Serra Negra significava progresso, prosperidade e esperança. O Campo de Aviação, um aeroporto simplificado, foi construído logo ali perto da cidade, no lado direito da estrada que liga Pedro Alexandre a cidade de Santa Brígida, para receber as autoridades. O prefeito era Dr. Heraldo de Carvalho, o filho do Coronel João Maria de Carvalho.

Os aviões pertencentes à Empresa Abaeté Táxi Aéreo Ltda pousaram faceiros naquela pista de chão batido do aeroporto da Serra Negra, sob os olhares de dezenas de curiosos. Eu era menino, de apenas 11 anos, mas me lembro como hoje daquela correria para ver o avião pousar.

Lembro-me que um menino da cidade, quando o avião estava chegando e sobrevoava a cidade, procurando a melhor posição para pousar, tirou as sandálias dos pés e pois-se a correr para o Campo de Aviação. No trajeto, caiu e quebrou o braço. Levantou-se e continuou correndo para ver o avião pousando. Só percebeu que estava com o braço quebrado e com dores depois que o avião aterrissou e os tripulantes e os passageiros desceram da aeronave. A curiosidade era tanta para quem nunca tinha visto um avião que nem a dor de um braço quebrado impediu de o curioso ver o avião pousar.

Um daqueles aviões que pousaram em Serra Negra naquele Aeroporto Municipal Simplificado de Pedro Alexandre, no início da noite daquele dia 30 de dezembro de 1981, depois de deixar Serra Negra, foi se chocar com a Serra de Itabaiana. Uma tragédia. Todos os 4 ocupantes da aeronave morreram. Renée Calwetti, de 30 anos; Irineu Neto, de 23 anos; Nicolau Mufford Ribeiro, que era engenheiro do Banco do Estado da Bahia - BANEB; e Benedito Sá Souto. Estes dois ultimos de 40 anos de idade. Dois eram tripulantes e os outros dois passageiros eram funcionários do BANEB.

Quando a notícia da tragédia chegou em Serra Negra, a festa, que aconteceria naquela noite, acabou.

Dói no coração quando lembramos que em Pedro Alexandre já pousou avião trazendo boas novas e hoje, nos tempos atuais, pousa quase nada. Dói mesmo no coração e na alma de quem ama de verdade essa terra.

Mas, mesmo assim, ainda há esperança. E ontem , 28 de julho, Pedro Alexandre, a nossa Serra Negra, completou mais um ano de Emancipação Política.

Parabéns, parabéns, parabéns!


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BEM VINDOS AO CARIRI CANGAÇO NO YouTube


Nosso desejo é levar até você um pouco do conjunto do "Universo Cariri Cangaço"; os principais temas discutidos, os cenários onde tudo aconteceu, as cidades protagonistas desta saga, os personagens marcantes e tudo o mais que fazem da memória e da historia de nosso sertão nordestino um capítulo todo especial. Dessa forma o Canal do YouTube do Cariri Cangaço se une às nossas plataformas digitais: Blog, Facebook e Instagram, num grande movimento de fortalecimento de nossa história , cultura e tradições. 


O Canal do YouTube do Cariri Cangaço tem o apoio institucional da SBEC-Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço; da ABLAC - Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço; do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará; do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço e do GECAPE -Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco.

"Cariri Cangaço, onde o Brasil de alma nordestina se encontra" 
agora também no YouTube. 
Copie o Link abaixo e cole em seu navegador: 

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faça sua INSCRIÇÃO e ATIVE AS NOTIFICAÇÕES !!!

INAUGURAÇÃO OFICIAL 
DIA 01 DE AGOSTO DE 2020
19 Horas


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AS MULHERES NO CANGAÇO

A imagem pode conter: 4 pessoas, texto que diz "As Mulheres no Cangaço Teresa Raquel Nogueira Emídio"

Olá, pessoal! Sou autora do livro As mulheres no Cangaço.
 Quem quiser ele está por R$ 50,00, fale comigo no privado.

Eu não sei se o Francisco Pereira Lima está autorizado a vender também. Se estiver aqui está o seu e-mail: 

franpelima@bol.com.br


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ALGUM CANGACEIRÓLOGO TÊM FOTOS DE VIRTUOSA IRMÃ DE LAMPIÃO?

Por José Mendes Pereira

Se tiver em seu arquivo foto de Virtuosa Ferreira irmã do capitão Lampião por favor, me envie para eu guardar nos meus documentos. Agradeço muito!

IDENTIDADESdos que aparecem na foto:

1- Zé Paulo primo da família Ferreira;
2 - Venâncio Ferreira (tio); 
3 - Sebastião Paulo primo; 
4 - Ezequiel Ferreira irmão; 
5 João Ferreira irmão; 
6 - Pedro Queiroz cunhado (casado com Maria Mocinha, que está à sua frente, sentada); 
7- Francisco Paulo primo; 
8 - Virgínio Fortunato da Silva cunhado (casado com Angélica); 
9 - ZÉ DANDÃO agregado da família. 
SENTADOS, da esquerda para direita: 
10 - Antônio Ferreira irmão;
 11-Anália Ferreiraq irmã;
12 - Joaninha cunhada (casada com João Ferreira); 
13 - Maria Mocinha ou Maria Queiroz irmã;
 14-Angélica irmã;  
15 - Lampião.

Dos nove irmãos da família Ferreira, dois estão ausentes nesta foto: LEVINO, que morrera no ano anterior, 1925, no sítio Tenório, Flores do Pajeú/PE, em combate contra as volantes paraibanas dos sargentos Zé Guedes e Cícero Oliveira. E VIRTUOSA, que, sinceramente, não sei dizer se simplesmente não quis aparecer na foto, ou já era falecida.

A foto e a legenda eu as adquiri no acervo do pesquisador Volta Seca.

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DÁ A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR!


Por kydelmir Dantas

Bom dia a tod@s. Assistindo e ouvindo pelo "feice" o programa dominical NAÇÃO NORDESTINA, sob a direção do Paulo Corrêa e produção da Kalina Elizabete. Com a participação especial da Vera Ferreira, neta de Lampião e Maria Bonita, filha de Expedita Ferreira e irmã de Dejair, Gleusa e Isa, muito interessante, pois citou que a Missa do Cangaço, que este ano, devido a pandemia do covid-19, não ocorrerá na Grota da fazenda Angico, município de Poço Redondo-SE, mas acontecerá via net em Aracaju. 

Jararaca

Lá na Grota da Fazenda Angico, quando acontece a MISSA DO CANGAÇO, devido a propriedade pertencer aos herdeiros de Durval Rosa, tem a organização feita pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Piranhas-AL. O certo é que... Este ano teremos duas Missas do Cangaço.



Outrossim, quando se fala no livro ICONOGRAFIA DO CANGAÇO (Ricardo Albuquerque, org.) às páginas dedicadas a derrota de Lampião e seu bando em MOSSORÓ fazem parte do acervo do Museu Histórico Lauro da Escóssia e foram feitas pelos fotógrafos José Octávio (Mossoró) e Chico Ribeiro (Limoeiro do Norte). Vejamos às páginas 58, 64 e 65 = trincheira em Mossoró; 60 e 66= Jararaca na cadeia pública da Mossoró... Todas foram feitas pelos fotógrafo José Octávio (Mossoró, junho de 1927).


Páginas 68, 69, 70 e 71 fotos de Lampião e o grupo, à cavalo, e com a presença dos reféns, sentados, em Limoeiro do Norte-CE, são do fotógrafo Francisco Ribeiro (16/06/1927). Legalmente devem ser citados como eles os seus autores. Para o respeito à História e as suas Famílias, que lá se encontram.

facebook.com

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COMO ARQUIVO - MINHA NETINHA ANA BEATRIZ

Por José Mendes Pereira

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ANGÉLICA FERREIRA IRMÃ DE LAMPIÃO



Angélica Ferreira da Silva foi a sexta filha do casal José Ferreira e Maria lopes, sendo a segunda entre as mulheres.

Nasceu em 1904 e casou-se em 1926 com o almocreve Virgínio Fortunato que viria a ser em um futuro próximo o famoso cangaceiro Moderno. Assim como toda família, teve que aprender lhe dar com as perseguições devido a vida que seus irmãos Virgolino (Lampião), Antônio Ferreira (Esperança) e Livino (Vassoura) levavam.

Angélica tinha apenas 22 anos quando morreu devido a peste bubônica, a jovem irmã de Lampião não resistiu 24 horas, a febre que fuminou sua vida.

Logo após o triste fato Virgínio e Ezequiel irmão mais novo de Lampião, que vinham sofrendo perseguições por conta dos familiares bandoleiroes adentrariam também no cangaço.

Fonte : Blog Anchieta Gueiros
Foto : Internet familia Ferreira em Juazeiro do Norte.
Edição Helton Araújo ( Acervo Helton Araújo ).


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NORDESTE - A TERRA DO ESPINHO

Por José Bezerra Lima Irmão
José Bezerra e João de Sousa Lima

Agora com essa pandemia, aproveitei esse marasmo para concluir um livro que eu vinha escrevendo há um bom tempo. Terminei dividido-o em dois.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.


Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.


Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.



Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.
As Revoltas Tenentistas.


Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira:

ZAP (83)9911-8286, 
ou fale comigo, ZAP (71)9 9985-1664.
franpelima@bol.com.br

Vejam aí as capas dos três livros


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quarta-feira, 29 de julho de 2020

LIVRO: VINGANÇA, NÃO...! (A VIDA DO CANGACEIRO CHICO PEREIRA)

Por Francisco Frassales.

Em crônica anterior, falei do padre Francisco Pereira Nóbrega e hoje escrevo sobre o livro “Vingança, não - Depoimento sobre Chico Pereira e cangaceiros do Nordeste”. Não se trata de livro de história nem de memória. Tampouco é romance ou novela, embora o autor tenha lançado mão de recursos ficcionais, a exemplo de recriação de monólogos para imprimir lógica ao fluxo narrativo e torná-lo verossímil.

O foco do livro é conhecido. Chico Pereira entra no crime para vingar a morte do pai, João Pereira, comerciante, proprietário rural e político em Sousa, com atuação no distrito de Nazaré e em São Gonçalo. O filho prendeu e entregou à polícia o executor da morte do pai, mas com pouco tempo o viu impune, andando livre pelas ruas, em feiras e festas. Um acinte. Depois de muita tocaia, “Zé Dias foi achado morto no meio da estrada. Estendido no chão. Só ele e a morte. E ninguém mais por testemunha”, escreve padre Pereira.


A partir daí, desencadeia-se o processo de formação de bando de cangaceiros. Chico Pereira planeja assaltar Sousa, ajudado por Lampião, que manda dois irmãos, Antonio e Livino Ferreira, dividir o comando das operações. Em 27 de julho de 1924, à frente de 84 homens, o grupo invade Sousa. Houve saques, cenas de humilhação do juiz de direito e outros fatos narrados com sutileza para não reabrir feridas, penso. O livro repassa, também, episódios que envolvem padre Cícero Romão Batista, políticos paraibanos e o advogado Café Filho; fugas, esconderijos, a morte vestida de cobra venenosa; o descumprimento de acordos com autoridades, a prisão sem resistência em Cajazeiras, em plena Festa da Padroeira, e levado para a cadeia de Pombal. A viagem para a morte na estrada de Currais Novos, nas mãos da polícia, na madrugada de 28 de outubro de 1928. Tudo isso Francisco Pereira Nóbrega narra em 20 capítulos, afora nota explicativa, uma foto e um croquis das andanças do pai em terras da Paraíba, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Quarenta e cinco anos depois de publicada, a obra virou peça de teatro e já poderia ter-se tornado filme. É livro perene, um depoimento original, nascido de dentro para fora. Explico. Centenas de livros versam acerca do cangaço, escritos por sociólogos, memorialistas, historiadores, jornalistas, enfim, estudiosos, mas poucos existem como “Vingança, não”. O autor não vivenciou a maioria dos fatos narrados. Ouviu-os da boca de parentes e amigos. Cresceu a escutar as versões familiares. Não se contentou com isso, porém, e durante dois anos checou datas, nomes, lugares e episódios em consultas a processos judiciais, testemunhas e jornais da época.

O livro encerra aspectos relevantes para as pesquisas históricas, sociológicas e políticas da fase final da República Velha, auge do coronelismo, o intricado sistema de relações de poder que nascia no interior dos municípios, propagava-se pelas capitais dos estados e chegava ao centro das decisões políticas e administrativas do País. Essa teia de relações de poder aparece despida no livro, envolta em simplicidade narrativa de fazer inveja. Como se forma um bando de facínoras? Lá está, passo a passo, sob o influxo das injunções políticas interferindo nas atividades comerciais, envolvendo o judiciário, o aparelho policial, as autoridades do executivo estadual, numa promiscuidade que era a própria essência do poder na Primeira República.

Nem a religião escapava dessa urdidura. O autor descreve a esperança que era ir a Juazeiro em busca das bençãos do padre Cícero. Pereira Nóbrega produz uma síntese quase perfeita do messianismo e a exploração política que o cerca, ao referir-se ao mandachuva, deputado Floro Bartolomeu: “Sem ser beato nem cangaceiro, será o ângulo onde se encontram ambos. Sobre essa dupla força se firmará para atingir alturas que jamais suspeitou.” Para quem nada era e nada tinha, isso foi tudo. Enfeite de ficcionista? Que nada, realidade pura.

Tudo isso está escrito com singeleza, sem rebuscadas técnicas literárias, de permeio com o desenrolar de laço amoroso nascido entre “manso e pacato contratante de cal” e uma menina-moça de 12 anos, órfã de pai, assassinado, que casa por procuração aos 14, e enviúva aos 17 anos, com a herança de três filhos e o estigma de mulher de cangaceiro. “Vingança, não” transpira amor em meio à tragédia sertaneja.

Esta crônica, publicada no jornal Gazeta do Alto Piranhas, Cajazeiras, nº 325, de 04 a 10/03/2005,.

P S – Francisco Pereira Nóbrega deixou a batina, casou-se, teve filhos. Fez-se professor, escritor, cronista. Afastou-se do ministério, mas continuou a obra de evangelização. Sua última missão foi dedicar-se ao Catecumenato. Morreu em João Pessoa, em 22 de janeiro de 2007.

Se interessá-lo, veja se Francisco Pereira Lima ainda tem. 
O e-mail para solicitá-lo é este:
franpelima@bol.com.br
Francisco Frassales.
Compartilhado de Cangaceiros Cariri

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=504417526426893&set=pcb.468917773317172&type=3&theater

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MEMÓRIAS SANGRADAS...POR RICARDO BELIEL

Lampeão, Ponto-Fino, Moderno, Salamanta, Antonio de Engracia, Jurema, Mergulhão e Corisco na vila de Pombal, Bahia. 1928. 

O grupo de cangaceiros entrou na modesta vila nas primeiras horas da manhã e, desembestado, o chefe Lampeão pergunta aos que os recebem, um aglomerado de curiosos, se havia algum fotógrafo entre os locais. Por volta das oito horas da manhã o alfaiate, fotógrafo e maestro da Philarmonica XV de Outubro, Alcides Fraga de Mendonça, é levado ao encontro do cangaceiro com sua câmera de tirar retratos. Feita a foto, Alcides pede paciência ao capitão Virgolino e se compromete a entregar o serviço assim que recebesse os químicos necessários para revela-lo, então já encomendados em Salvador. Passados alguns dias, Fraga recebe a visita de um estranho em seu ateliê, que confessa ao alfaiate estar ali a mando do cangaceiro para buscar a encomenda. Lampeão havia deixado Pombal em paz, sem provocar qualquer peleja, para alívio dos vizinhos de Alcides, mesmo assim, o apreciado fotógrafo passou a sofrer acusações de cumplicidade com seus improváveis clientes por membros das policias baianas que passavam pela região. Alcides Fraga, por via das dúvidas, caso a cabroeira voltasse a procura-lo, mudou-se com a família para Piranji, na distante zona cacaueira, e somente após a morte de Corisco pode regressar ao seu saudoso sertão. Da fotografia que poderia tê-lo deixado famoso, herdou apenas um amargo exílio e o afastamento de suas atividades de maestro e alfaiate. Morreu deprimido, solitário, separado da família que amava, na vila de Cipó, distante apenas sete léguas da Pombal que o rejeitara por ter sido o autor de um histórico retrato do temido Lampeão.

trecho do livro "Memórias Sangradas", 

de Ricardo Beliel


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1938

Clerisvaldo B. Chagas, 29 de julho de 2020
Escritor Símbolo do sertão Alagoano
Crônica: 2.355

No dia 28 de julho de 1938, chegava a Santana do Ipanema, proveniente da cidade de Palmeira dos Índios, o interventor intendente para tomar conta da prefeitura local. Seria apenas uma substituição de rotina, com recepção morna, indiferente. Mas, nesse mesmo dia, o major Lucena Maranhão que estava almoçando com o novo interventor, recebeu um telegrama afirmando que naquela madrugada três volantes alagoanas surpreenderam e mataram onze cangaceiros na Grota de Angicos, em Sergipe. Lucena chorou emocionado, a notícia correu mundo: Mataram Lampião!!! Mataram Lampião!... A festa preguiçosa do interventor rapidamente transformou-se em euforia. Povo nas ruas, bebendo, pulando, discursando... Numa confraternização prolongada e quase eterna.
IGREJINHA E QUARTEL DE POLÍCIA, ANOS 40. (FOTO: LIVRO 230,
 DOMÍNIO PÚBLICO)

Chegaram rapidamente multidões de Alagoas e de vários estados do Brasil, repórteres até mesmo do estado do Rio de Janeiro. Quando as cabeças dos onze cangaceiros mortos chegaram a Santana – inclusive a de Lampião e Maria Bonita – houve discursos, fechamento do comércio, desfile de cabeças e apetrechos apreendidos, em caminhões. O novo interventor chegara com o pé direito. As cabeças dos mortos foram exibidas em latas de querosene, puxadas pelos cabelos. Porém, na segunda fase, foram organizadas em um lençol branco estendido nos degraus da igrejinha de Nossa Senhora da Assunção, defronte o Quartel. Fotos entrevistas, discursos e bebidas minavam em Santana do Ipanema. Tudo só voltou ao quase normal, quando as cabeças foram transportadas para Maceió, via Palmeira dos Índios.
O interventor Pedro Gaia, assumiu o cargo, fez a primeira reforma da prefeitura e, entre outras coisas, abriu a estrada Santana do Ipanema – Águas Belas, Pernambuco, no roteiro Poço Salgado, Camoxinga dos Teodósio, Pinhãozeiro, zona rural do município em foco. Sua gestão durou apenas um ano, quando Pedro Gaia retornou a Palmeira dos índios.
Depois, o Batalhão de Polícia retornou a Maceió deixando o prédio ocioso e que foi transformado em escola com o nome de Ginásio Santana. A igrejinha de Nossa Senhora Assunção, monumento de passagem do século XIX para o século XX, continua impassível e imponente na praça que tantas vezes mudou de nome.
Falta a história de Santana no currículos escolares.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2020/07/1938.html

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O ARTIGO ABAIXO DO JORNAL DE RECIFE-PE


Por Antônio Corrêa Sobrinho

O ARTIGO abaixo, do Jornal de Recife (PE), publicado em 1925, jornal que, num momento raro, deixa de lado o hábito, por sinal, da imprensa em geral, de, sem quase nunca confirmar, atribuir a Lampião ou aos seus asseclas a autoria de crimes praticados no interior nordestino, para informar à sociedade o quanto o sertão pernambucano vivia infestado de bandoleiros, além da presença do já célebre, em 1925, Lampião, nomeando e mencionando, até, as regiões de atuação dos grupos cangaceiros. E assim procedeu o Jornal de Recife, penso eu, para tornar mais contundente sua crítica ao Estado, de ineficiente no combate à criminalidade no interior, postura própria de órgão de comunicação situado na oposição ao governo, que penso ter sido o caso.

É verdade que Lampião foi contumaz na prática delituosa, da mesma forma que é vero que anônimos criminosos foram chamados de Lampião pela imprensa.

PERNAMBUCO FEUDAL

O cangaceirismo é um problema que não foi ainda suficientemente levado a sério, suficientemente combatido pelos poderes públicos do Estado.

No interior do Estado campeia livremente, impunemente, sem coação de nenhuma espécie o cangaceirismo que tudo leva de vencida, que aniquila, sempre vitorioso, sempre feliz.

Não conhecemos para um povo que se diz civilizado, manchas mais indeléveis, atestados mais frisantes de sua barbaria, de sua decadência moral, do que essas que são dadas pelos bandoleiros.

Em estado com polícia, tribunais, justiça, governo, enfim, todos os órgãos que constituem a civilização, um bando de homens armados, sob a direção de um bandoleiro se lança a uma empresa trágica, horrorosa de destruir, de incendiar, de matar, de roubar e nada sucede a esses facínoras.

Vivem do crime e para o crime, como se vivessem para o desempenho de uma utilíssima profissão.

Vivem do mal e para o mal, como se vivessem do bem.

Vivem da dor e para a dor, como se vivessem para o prazer.

E os poderes constituídos, esses poderes, a quem o cidadão entrega confiante a guarda, a defesa de tudo que lhe pertence, assistem impassíveis, de braços cruzados o desenrolar de todas as cenas de vandalismo no interior do Estado e não dá um passo decisivo, enérgico, bastante firme para exterminar de vez, radicalmente essa onda de bandidos que vai conduzindo uma grande faixa de território brasileiro, às tristíssimas condições de um feudo, de uma senzala.

Documentos, algo, as nossas asserções.

O cangaceirismo está aumentando consideravelmente no interior do Estado.

Afora os grupos de Sipaubas e Pequenos há os dos Marianos, dos Horácios e dos Sabinos.

Os Pequenos assentaram o seu quartel general no Riacho dos Navios, em Flores; Os Horácios naquele mesmo município onde assassinaram ultimamente um digno cavalheiro, incendiando depois as casas e os cercados da pobre vítima; os Sabinos predominam no município de Belmonte, e os Sipaubas e Marianos em Vila Bela.

O grupo dos Sipaubas atacou no dia 30 de julho alguns almocreves, no lugar denominado Macambice do município acima citado, roubando vários fardos de algodão.

A fazenda que foi roubada vinha do município de Rio Branco e se destinava a Salgueiro e Jardim, como se sabe, localizados, respectivamente, em nosso estado e no Ceará.

O grupo dos Marianos é chefiado pelos irmãos Joaquim e João Mariano.

É terrível. É doloroso.

Em um estado civilizado viver-se sob o regime do trabalho, das armas, como se se vivesse em um feudo cercado de barões feudais, onde a vida não era mais do que a escravidão, a humilhação, a miséria.

Mata-se, rouba-se, incendeia-se no interior de Pernambuco, como se tudo isso fosse a coisa mais simples, mais natural da vida.

Até quando esse viver de horrores, de miséria, de degradação?

Jornal de Recife – 29.08.1925


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“O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO” O que disseram os JORNAIS SERGIPANO


Autor Antônio Corrêa Sobrinho

"CORREIO DE ARACAJU" - 28/07/38 - SERÁ VERDADE?

Consta-nos com fundamento que, pela polícia alagoana, comandada pelos tenentes Bezerra e Ferreira, foram mortos, no povoado Angico, os bandidos LAMPIÃO, ROQUE, LUIZ PEDRO e mais sete cujas cabeças estão expostas na vila alagoana de Piranhas.

O livro “O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO” O que disseram os JORNAIS SERGIPANOS. 

Como adquiri-lo:

Antonio Corrêa Sobrinho 
Agência: 4775-9
Conta corrente do Banco do Brasil: N°. 13.780-4

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BRIGADEIRO AVIADOR CEARENSE SE JUNTA AO GOVERNADOR DA BAHIA EM 1930 PARA CAÇAR LAMPIÃO! E O PADRE CICERO INERTE!



Padre Cicero e o Brigadeiro José Sampaio essa foto marca o inicio da aviação em Juazeiro do Norte, "Zé do Crato" era aviador de primeira e em seu Waco 21, fez feitos incríveis para a época.

Zé do Crato’, brigadeiro, caçador de Lampião, assessor hollywoodiano bissexto, pioneiro do mítico Correio Aéreo Brasileiro e cachaceiro dos bons, barrou o projeto americano Mucuripe Field em Fortaleza.


A figura do Major Brigadeiro do Ar José Sampaio de Macedo é um capítulo à parte na história da aviação do Ceará. Fundador e primeiro comandante da Base Aérea de Fortaleza, o brigadeiro Macedo foi o principal opositor ao projeto norte-americano Mucuripe Field, que previa a construção de um aeroporto no coração da Aldeota, bairro mais nobre da cidade de Fortaleza.

Conhecido por seus biógrafos como um homem destemido, que evocava audácia e muita coragem, Macedo foi personagem de muitas façanhas. Dentre elas figura a estranha passagem do brigadeiro como chefe de uma volante que tinha como objetivo a captura de Lampião e seu bando que, na época, causava terror em alguns municípios do interior baiano. A presença do militar cearense nessa perseguição ao “capitão” Virgulino Ferreira deveu-se a uma solicitação do interventor do Estado da Bahia, também cearense, Juracy Magalhães, que conseguiu sua disposição para tal fim. Outra aventura muito comentada nos meios aeronáuticos foi a passagem de Macedo por Los Angeles, na Califórnia, que tinha como missão trazer para o Brasil, via Chile, um grupo de seis aviões B-17.

Fonte: A história: João Melo: Via Danilo David Carvalho.


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LIVE 01 DE 08 ÀS 20 HORAS.

Por Aderbal Nogueira


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29 DE JULHO, HOJE ÀS 20 HORAS.

Por Aderbal Nogueira


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