Por José Mendes Pereira
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sábado, 29 de novembro de 2025
A MORTE DO SARGENTO DELUZ - PARTE I
SEU GALDINO CONTA A SEU LEODORO QUE FOI CONVIDADO PELO REI DO BAIÃO PARA SER SEU PANDEIRISTA.
Por José Mendes Pereira
Assim que seu Leodoro Gusmão terminou as suas obrigações do iniciar do dia, foi até à casa do seu Galdino, ver se ele tinha um pouco de creolina para curar uma bicheira em uma das suas vacas. Bem perto da casa do compadre, viu que ele fazia algo, e aproximando-se, percebeu que estava consertando os loros da sela do seu cavalo.
Como seu Galdino estava de costas e entretido no ofício de reparar os loros, mesmo não brincando com ele, seu Leodoro Gusmão resolveu fazer-lhe um pequeno medo. E ao chegar mais próximo dele, disse com voz firme e com espécie de autoridade:
- Cuidado a onça, compadre Galdino!
Seu Galdino deu um enorme pulo para frente. E ao ver o seu Leodoro, reclamou da desastrosa atitude contra à sua pessoa, dizendo-lhe:
- Mas por que me fez isto, compadre?
- Fiz apenas uma brincadeirinha com o senhor, compadre Galdino. Não a fiz por maldade...
- É, mas se eu caio desaprumado? Poderia ter quebrado uma perna, um braço...
Mas sem muita demora esqueceram-se do ocorrido e seu Galdino puxou um assunto que ainda não tinha conversado com o seu Leodoro Gusmão. E iniciou explicando-lhe de forma clara:
- Às vezes, a gente perde as oportunidades
porque quer. Ontem à noite eu fiquei imaginando, que na minha juventude eu
sempre gostei de açoitar “pandeiro” eu possuía um. E se eu tivesse
aceitado uma proposta que me fizeram, eu hoje seria famoso no Brasil, e quem
sabe, no mundo inteiro.
- Eu não sabia que o senhor tinha sido músico, compadre! - Atalhou seu Leodoro.
- Não fui músico, mas eu divertia as pessoas com o meu “pandeiro”..., pois sim, aos domingos, juntamente com os meus amigos, nós fazíamos festas no meio de pingas, paneladas, churrascos..., e certo dia, ouvi dizer que o rei do baião, seu Luiz Gonzaga, iria fazer um show na Praça Vigário Antônio Joaquim - em Mossoró, quase em frente à
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Catedral_de_Santa_Luzia.JPG
Catedral de Santa Luzia, festa preparada pela Rádio Rural de Mossoró, antigo Programa "A MAIS BELA VOZ". Ao anoitecer, eu me arrumei e partir pra lá. Fiquei lá aguardando o início do show.
- O show foi pago, compadre Galdino?
- Compadre Leodoro, se o show era na praça como poderia ser pago?
- Verdade compadre, eu me enganei, talvez não prestei bem a atenção no que o senhor disse...
- Deixa pra lá..., vamos continuar a minha história..., e no local em que eu permanecia aguardando o show, os instrumentos musicais do rei estavam bem coladinhos a mim. E eu observava o “pandeiro”. Foi aí que vi o seu Luiz Gonzaga chegando, ele já tinha observado os meus olhos em direção ao instrumento. E logo ele me fez uma pergunta:
- Oxente! por que tanto namoro com este “pandeiro”? Pois desde lá de dentro que vejo você de olho nele? Mas por obséquio, não faz besteira não...
- Eu gosto muito de açoitar “pandeiro”, seu Luiz Gonzaga!
- E tu sabes tocar “pandeiro” mesmo, "minino"!?
- Eu não sou dos melhores, seu Luiz Gonzaga, mas também não sou dos piores.
Seu Leodoro Gusmão chega dormia com a conversa do seu Galdino. Mas permanecia caladão. Nada a contrariar o compadre.
- Seu Luiz Gonzaga querendo ver se eu sabia mesmo bater “pandeiro”, pegou-o e me entregou, dizendo:
- Provas que tu sabes mesmo tocar "pandeiro...!"
- Primeiro toquei. Depois eu iniciei fazendo o "pandeiro" rodopiar sobre o meu dedo indicador. Passava-o entre as minhas pernas. Eu o jogava para cima e o aparava na ponta do dedo. Colocava-o sobre o meu queixo, isto com ele em pé. O rei do baião, Luiz Gonzaga ali, só olhando o meu malabarismo com o “pandeiro”. Vendo o que eu fazia com o instrumento, me disse:
- Oxente! Tu és bom mesmo no “pandeiro”, menino! O meu pandeireiro chegou aqui em Mossoró meio adoentado, com uma disenteria horrível, e tenho certeza que ele não irá aguentar tocar. Tu quer tocar no lugar dele hoje a noite, no momento do show, "minino"?
- E o senhor acha que um convite deste eu vou rejeitar, seu Luiz Gonzaga?
- O senhor ficou morto de feliz, em compadre Galdino? - Enfatizou-o seu Leodoro.
- E com uma proposta desta compadre, quem não fica? Fiquei mais do que feliz! Um convite deste, não é qualquer um que é merecedor, e nem todo dia há esta oportunidade para artista.
Festa da Rádio Rural de Mossoró, que contou com show do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, ao lado de Nilton Santana, das Lojas Olindas e uma vencedora de uma bicicleta. https://www.facebook.com/photo/?fbid=324689799632069&set=gm.4736550479761678
- Passei quase a noite toda tocando pandeiro no show de seu Luiz Gonzaga, na Praça Vigário Antônio Joaquim em Mossoró. Mas não ficou por aí. Quando terminou o show ele me fez a proposta de acompanhá-lo por este Brasil afora.
Mas eu o disse que não podia (continuava se Galdino), porque os meus pais já eram velhos, e eu precisava estar sempre presente. Seu Luiz Gonzaga até elogiou por eu não abandonar os velhos meus pais, com as seguintes palavras: -"Filho que sabe bem o que significam pais, jamais os abandonará".
- Sabe o que é que quer dizer isto, compadre Galdino? Não responda. Eu mesmo respondo. É talento e mais nada. - Dizia seu Leodoro Gusmão dando-lhe um pouco de corda.
- Para mim foi uma honra tocar "Pandeiro"
para o rei do baião. E eu brinco?!
- Que compadre mentiroso! fez seu Leodoro consigo mesmo...
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Muito chato para você me ver sempre chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada.
Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2025
MINHAS INQUIETAÇÕES, ASSIM DIZIA O ESCRITOR E PESQUISADOR DO CANGAÇO ALCINO ALVES COSTA.
Por José Mendes Pereira - (Crônica 49)
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O DECEPADOR DE CABEÇA HUMANA.
Por José Mendes Pereira - (Crônica 56)
O dono do boteco nem sabia a quem estava atendendo. Mas resolveu colocar no copo uma caprichada pinga. Os curiosos acompanharam-no até a venda. O mendigo bebeu a primeira, e em seguida, pediu bis.
O dono do bar fez gesto de que não estava gostando, imaginando que iria dançar na hora em que fosse cobrado o acerto de contas. E assim que o mendigo ingeriu a segunda dose, de imediato, pediu a terceira.
O sangue nas veias do velho comerciante esquentou de vez. E foi obrigado a dizer ao mendigo, que só colocaria a terceira dose, se ele pagasse logo as duas primeiras.
Os curiosos estavam todos em risos, e até um deles ameaçou o barba grande, dizendo que se ele não pagasse as doses de cachaça ao comerciante, não iria sair dali com vida.
O mendigo concordou pagar logo as duas chamadas. Foi até ao seu jumentinho, retirou uma enorme sacola que estava sobre ele, e era nela que ele guardava o seu dinheiro. Em seguida, retornou para fazer o pagamento das chamadas ao comerciante. E pôs-se a procurar o dinheiro no meio de tantas bugigangas. Enfiou a mão na sacola, e ficou tirando algumas peças. Em seguida, retirou uma cabeça humana cheia de sangue, colocando-a em cima do balcão.
- Meu Deus!!! Que coisa triste, hein!!!
- Eu faço este trabalho muito bem e com perfeição. - Dizia o mendigo. - E adoro fazê-lo. Durante a semana são duas, três, até mais cabeças. Mas melhor do que eu, quem faz é um parceiro meu, o "Negrão das Cavernas". Ele desceu aqui em busca do mercado central, e me disse que iria procurar vítimas, para ver se negocia umas duas ou três cabeças.
O comerciante de tanto tremer, não resistiu mais em pé, saiu desmaiando por cima de uma porção de mercadorias que estava sobre o chão. Os curiosos desapareceram em disparada carreira, e aos gritos, pelas ruas, pedindo clemência. A partir daí, a fama do homem barbudo e do "Negrão das Cavernas" aumentou no lugarejo.
Um velho que no momento entrou no bar, ao ver aquela terrível cena, isto é, a cabeça de um corpo humano sobre o balcão, ajoelhou-se diante do mendigo, pedindo-lhe que pelo o amor de Deus não o matasse. E o mendigo ficou sem saber o porquê daquela imploração do velho, pedindo-lhe que não o matasse.
Os moradores da cidade ao tomarem conhecimento do perigoso mendigo e do "Negrão das Cavernas" que haviam entrado na comunidade, entraram em choque, procurando por todos os lugares os seus filhos e parentes, temendo que eles fossem degolados pelos facínoras.
Logo que as mulheres ficaram sabendo da presença de dois delinquentes na cidade, corriam pelas as avenidas do lugarejo, em lastimosos choros, procurando por todas as entradas os seus filhos pequenos.
Além do contingente da cidade o prefeito solicitou dos administradores das cidades vizinhas, que liberassem os seus policiais para tentarem prender os dois bandidos.
- Os homens são perigosíssimos, amigos! - Dizia ele pelo telefone aos prefeitos das cidades adjacentes. Andam com cabeças humanas degoladas dentro das suas sacolas! Uns homens desse tipo estão com o capeta nas costas, e poderão bagunçar a minha cidade, e depois invadirem as suas! Com a ajuda de vocês, prenderemos estes delinquentes"
O dono do açougue (o Ludugero), ao ser informado da entrada destes criminosos no lugarejo, foi curto e grosso. "-A culpa é do prefeito que não põe mais policiais nas ruas. Ele só pensa em si. Aos domingos, se manda com a família para as praias, como se fosse o governador do Estado".
A cidade já imaginava a quantidade de defuntos que iria ficar estirada nas ruas, depois que o mendigo e o "Negrão das Cavernas" saíssem do lugar.
Chegaram praças de todos os lugares. E obedecendo a exigência do prefeito, de imediato, morrendo de medo, os policias ocuparam os fundos e a frente do bar. E aos poucos, com muito cuidado, vendo a hora surgirem balas disparadas pelo barba grande, que naquele momento, ali, só se encontrava ele, todos foram fechando o cerco, e ao se aproximarem do infeliz, deram ordens de prisão. Assim que o algemaram, acusaram-no de decepador de cabeça humana.
O mendigo tentava explicar quem ele era, mas a polícia não quis conversa, obrigando-o colocar a cabeça dentro da sacola, e que ele iria ser conduzido até à delegacia para as devidas explicações ao delegado.
Ao entrar na delegacia, de imediato ele recebeu um pescoção, aplicado pelo delegado. E um tenente que nem estava de serviços, não demorou muito para bofeteá-lo diante do delegado.
Exigido a comprovação do crime, o mendigo retirou a cabeça humana de dentro da sacola. O delegado ficou rodeando-a, e observou que ela nem sangrava, apenas ainda permanecia como se tivesse sido decepada recentemente. E como inteligente e um pouco de psicologia, o delegado percebeu que não tinha nada a ver com cabeça humana.
Os dois homens não eram mendigos e nem marginais. Devido viverem andando pelas ruas, as roupas eram como de mendigos. Eram apenas dois escultores em madeiras que faziam as suas peças e saíam à procura de compradores. Ambos eram grandes talhadores com muita perfeição e enganava qualquer especialista. Até a pintura, tinha aparência de sangue vivo.
"Antes de julgarmos uma pessoa devemos esmiuçar a sua vida com cautela, para que ela não venha ser castigada injustamente e moralmente ofendida".
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MAS QUEM NÃO É? - PERGUNTAVA CHICO ANYZIO
Por José Mendes Pereira - (Crônica 69)
Em todas as cidades brasileiras
anualmente são construídas milhares e milhares de casas populares, programa do
Governo Federal para solucionar muitos problemas de pessoas que são
inteiramente pobres, sem condições de possuírem um teto, e não dispõem de empregos
para sustentarem as suas famílias.
Logo que as residências são entregues aos inscritos do programa, de imediato, o
conjunto habitacional é nomeado com um apelido ou vários, como por exemplo: Inferno
colorido, Favela do Veio, Rochedo, Onde o cão perdeu as esporas, Malvinas,
Iraque, Tranquilim..., e um deles, será escolhido pelos moradores como
identificação onde moram.
Mas estes apelidos são dados aos conjuntos sem nenhuma maldade, e geralmente,
são originados das constantes brigas que acontecem entre os moradores que ficam
fazendo fuxico na vizinhança.
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Por José Mendes Pereira
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LIVRO "LAMPIÃO NA PARAÍBA - NOTAS PARA A HISTÓRIA".
Comprar livros tendo como pano de fundo o cangaço é para mim sempre uma enorme satisfação e ganhar devidamente autografados... são duas.
A verdade é que muitos fatos e histórias envolvendo o cangaceirismo na Paraíba se perderam com o decorrer dos anos, mas aquilo que foi possível resgatar certamente iremos nos deparar ao folhear as páginas desse livro, que trás entre outros assuntos:
- A invasão a Jericó
- Fazendas Dois Riachos e Curralinho.
- O Fogo da fazenda Tabuleiro.
- Os primeiros ferimentos sofridos por Lampião
- As lutas com Clementino Furtado “Quelé”.
- Combate na Lagoa do Vieira.
- O ataque cangaceiro a cidade de Sousa.
- A expulsão dos cangaceiros do município de Princesa/PB.
Combates em:
- Pau Ferrado
- Areias de Pelo Sinal.
- Cachoeira de Minas.
- Tataíra.
- Os ataques às fazendas do coronel José Pereira Lima
- Morte de Luiz Leão e seus comparsas em Piancó/PB.
- Confronto em Serrote Preto.
- Suassuna e Costa Rego (A criação do segundo batalhão de polícia).
- Sítio Tenório e a morte de Levino Ferreira.
- O ataque a Santa Inês.
- Combates nos sítios Gavião e São Bento.
- Chacina nos sítios Caboré e Alagoa do Serrote.
- Lagoa do Cruz.
- Assassinatos de João Cirino Nunes e Aristides Ramalho.
- Mortes no sítio Cipó.
- Fuga de paraibanos da fronteira para o Ceará.
- Confronto em Barreiros.
- Invasão ao povoado Monte Horebe.
- Combates em Conceição.
- Sequestro do coronel Zuza Lacerda.
- O assalto de Sabino a Triunfo/PE e Cajazeiras/PB.
- Mortes dos soldados contratados Raimundo e Chiquito em Princesa.
- Luiz do Triângulo.
- Ataques a Belém do Rio do Peixe e Barra do Juá.
- Pilões.
- Canto do Feijão e os assassinatos de Raimundo Luiz e Eliziário.
- Sítios Vaquejador e Caiçara.
- Quelé e João Costa no Rio Grande do Norte.
- Combates com a polícia da Paraíba em solo cearense.
- O caso Chico Pereira sob uma nova ótica.
- Virgínio Fortunato na Paraíba.
- São Sebastião do Umbuzeiro e sítios Balança, Angico e Riacho Fundo.
- Sítio Rejeitado.
- As nuances sobre a morte do cangaceiro Virgínio.
Esses e tantos outros assuntos sobre as peripécias, mortes e depredações promovidas por Lampião e seu bando em solo paraibano, vocês terão conhecimento ao adquirir o livro “Lampião na Paraíba – Notas para a história” e dar início a leitura.
Para encerrar eu quero aproveitar o espaço para agradecer ao amigo dr. Sérgio Augusto de Souza Dantas, por mais esse fabuloso presente que para mim possui um valor inestimável por se tratar de um trabalho extraordinário escrito por um incansável e reconhecido resgatador da história cangaceira e consecutivamente do Nordeste brasileiro.
Quem desejar adquirir essa e outras obras sobre os temas cangaço e Nordeste, basta entrar em contato com o conceituado vendedor de livros Professor Pereira (Francisco Pereira Lima) através dos contatos abaixo relacionados:
E-mail: franpelima@bol.com.br
Fone: (83) 99911-8286 (Whatsapp).
Boa leitura.
Geraldo Antônio de Souza Júnior


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