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sexta-feira, 28 de março de 2014

Quem poderá nos ajudar?! - Fotos duvidosas...!



Essa duas fotos, nº 01 e 02, são de pessoas muito parecidas de cangaceiros, possivelmente.

A luz dos seus conhecimentos, bem como, em face das características faciais, podemos afirmar, que se tratam da mesma pessoa? Quem?

Fonte: Voltaseca
 Facebook

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Matéria sobre Cangaço - Imagem de José Panta Godoi

Por Dimas Marques


Matéria sobre Cangaço - Imagem de José Panta Godoi, ex-volante (Meu Bisavô)
 

Gazeta de Alagoas, 29 de maio de 1977 IN:
Hemeroteca do IHGAL.
 

Foto: Vanessa  Elisa

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QUEM É ELE...?


Era da Volante do Ten. João Bezerra, e, teve a incumbência de desenterrar os corpos dos cangaceiros, na Grota do Angico, a mando do Ten. José Lucena, que queria vê-los, e, constatar se, realmente, era o grupo de LAMPIÃO...

Á época dessa matéria, esse policial morava em ENTREMONTES, distrito de Piranhas-AL, exercendo a profissão de ferreiro, com 89 anos de idade... Tinha o apelido, que lembra um INSETO...

Disse que na Grota, chegou a ver o corpo de Maria Bonita, nua, e, sem a cabeça...


Narciso Dias disse: Exatamente Jairo Luiz Oliveira, Geminiano Luiz Sarmento, conhecido como Cabo Grilo, morava em Entremontes, na sua maravilhosa Piranhas-AL.




Jairo Luiz Oliveira disse: O Cabo Grilo, segundo ele próprio, ajudou a enterrar os corpos dos cangaceiros alguns dias depois do massacre de Angico. O Cabo Grilo era uma figura extraordinária, adorava falar inglês com todos que o visitavam. Ainda informa que o cabo Grilo já faleceu.



Voltaseca Volta disse: É isso mesmo...! Esse é o famoso cabo grilo, ou Geminiano. Será que ele ainda está vivo? 

Fontes: Voltaseca e Lampião, Cangaço e Nordeste 

Vejam o que o pesquisador e colecionador do cangaço Dr. Ivanildo Alves da Silveira escreveu sobre o cabo Grilo

Faleceu o Homem que enterrou Lampião Por Ivanildo Alves da Silveira  

A notícia não é nova e ao mesmo tempo sim, pois foi disseminada entre poucos pesquisadores. Como se trata de personagem secundária a grande mídia que já não toma conhecimento ou raramente noticia fatos de outros coadjuvantes que dirá uma personagem secundária.

Recebemos a informação somente ontem, através do pesquisador e escritor Antonio Vilela, que faleceu o policial volante GEMINIANO LUIS SARMENTO- o Cabo Grilo. Morador de Entremontes - AL (vide foto abaixo). Foi este homem que teve a incumbência de enterrar e desenterrar LAMPIÃO. A causa da morte foi um ataque cardíaco, no dia 20 de abril/10.

 Professor e pesquisador do cangaço Antonio Vilela e... 

Cabo grilo fazia parte da volante de Ten. João Bezerra, e ficou na retaguarda no combate de Angico/SE, tendo chegado ao local, depois da morte dos cangaceiros. Em entrevista ao pesquisador "VILELA", assim se pronunciou o CABO GRILO:


Dona Cyra e o tenente João Bezerra 

“Eu cheguei depois das mortes (Lampião...). Eu fui enterrar os corpos uns quatro dias depois. Os corpos podres, fedendo feito a porra. Quatorze dias depois, fui desenterrar novamente... (por ordem do Ten. José Lucena )..."


 Foto da cangaceira Maria de Juriti - acervo João de Sousa Lima 

Convém ressaltar, que a cangaceira MARIA, companheira de JURITI, também faleceu há algum tempo atrás, porém não temos maiores informações. Como se vê, existem hoje, poucos ex-cangaceiros e ex-policiais sobreviventes do ciclo do cangaço para contar a história.

Um abraço a todos.

IVANILDO ALVES SILVEIRA
Colecionador do cangaço

Fonte: a partir do espetacular lampiãoaceso.blogspot, do amigo Kiko Monteiro. 

Ilustrado por José Mendes Pereira
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quinta-feira, 27 de março de 2014

Fazenda Ipueiras,Cenário de Histórias e Decisões Cangaceiras

Por: Maria Thereza e Aristides Camargo
Maria Thereza Camargo e Neli Conceição no Cariri Cangaço 2013

Inspirados nos relatos apresentados por expositores, durante o Cariri cangaço 4 –,  em Setembro de 2013, evento sediado em Juazeiro do Norte CE, reunindo eminentes estudiosos de assuntos ligados à história do cangaço, procuramos desenvolver um texto relacionado aos episódios, os quais colocaram em evidência, nos idos de 1927, historicamente, a Fazenda Ipueiras. Localizada no município de Aurora, compreende área em pleno Cariri, num cenário de caatinga, este, um bioma tipicamente brasileiro. Todavia, colocamos em destaque Ipueiras, simplesmente, por ter sido ali, palco de inusitadas e históricas decisões vivenciadas num período efervescente do “coronelato”, com seus mandos e desmandos e as atividades do cangaço aterrorizante, protagonizado, em sua maioria, por sertanejos  injustiçados, jurando vingança.

Embora já conhecendo bastante do que já vem sendo escrito sobre os bandos de cangaceiros agindo por todo o sertão nordestino, imaginamos o quanto, ainda, se tem para ser elucidado, já passado quase um século dos acontecimentos, tendo como principal protagonista, Lampião, o rei cangaço e seu bando.

 Conselheiro José Cícero e a primeira visita do Cariri Cangaço a Ipueiras 

É natural que feitos históricos, com o passar do tempo, venham a inspirar obras literárias de cunho ficcional da realidade histórica, sobretudo, por cordelistas em seu dom inato de versejar. Todos, porém, com o mérito de manterem viva uma história real, de um passado que já vai longe e que o tempo vem mitifiando.

Porém, temos consciência de que, desvendar a realidade histórica de fatos que ocorreram em tempos passados, dos quais restam poucas fontes testemunhais, é tarefa, sem dúvida, difícil.  Neste sentido, sabemos que as fontes mais corretas a serem consultadas estejam em testemunhas da época que, direta ou indiretamente participaram ou tomaram conhecimento dos fatos em foco ou em documentos impressos – jornais, revistas, etc. – os quais passavam a circular, noticiando as ocorrências de interesse histórico.   Todavia, sabemos que tais meios de divulgação e depoimentos pessoais, representam fontes sujeitas a incorreções. Porém, esta, passíveis de comprovações a partir de novos documentos de época ou de novos depoimentos com remanescentes dos períodos vivenciados pelos fatos investigados, a fim de se chegar o mais próximo possível da realidade histórica.

 
Cel. Izaias Arruda 

O presente texto não tem a pretensão de trazer à luz documentos mais esclarecedores, das ocorrências históricas, ainda por serem esclarecidas, se é que, ainda, as há, sobre os episódios ocorridos, por exemplo, na fazenda Ipueiras. Este, o local onde teria sido elaborado o fracassado plano para atacar Mossoró e, o mesmo local, de retorno de  Lampião e seu bando, onde os aguardava,  o fracassado plano visando o extermínio do rei do cangaço e seu bando. Plano de extermínio, arquitetado pelo mesmo coronel Izaias Arruda, aquele que os municiou, através para aquele frustrado ataque e que, naqueles primeiros dias do mês de Julho, tenta eliminá-los (Mello, 2011:82, 240).

O que nos inspirou a elaborar este texto foram os seguintes  quesitos:

1. Buscar em fontes documentais impressas – jornais e revistas – as notícias referentes à fazenda Ipueiras e seu envolvimento com o histórico assalto a Mossoró, no Rio Grande do Norte, ocorrido no mês de Junho de 1927. Para a pesquisa em jornais, optamos pelo Jornal O Estado de São  Paulo, visando conhecer como foram as notícias sobre aqueles fatos históricos, as quais via telégrafo, em tempo real, iam chegando à redação do mesmo.  Tais noticiários eram divulgados, ora  na coluna Notícias dos Estados, ora em local mais destacado, com o título O banditismo no Nordeste. Tal pesquisa visa, ainda, disponibilizar tais notícias para fins comparativos com outras fontes impressas – jornais e revistas – ou outras fontes apontadas por pesquisadores, conforme vão por eles mencionados em suas obras e, por nós, relacionadas no final do presente texto.

2. Cientes da possibilidade de que tais noticiários, já sejam do conhecimento dos experientes pesquisadores do cangaço, mas, possivelmente, não, de todos, sua apresentação aqui, visa, sobretudo,  despertar discussões, as mais abrangentes possíveis, em torno dos vibrantes temas relacionados ao fracassado assalto a Mossoró, no mês de Junho e ao retorno de Lampião e seu bando a Ipueiras, naqueles tumultuados primeiros dias de Julho de 1927.

3. Dar ênfase à posição geográfica em foco, abrangendo a região do Cariri cearense  envolvida pela caatinga, esse bioma exclusivamente brasileiros, encerrando  características próprias, importantes de serem preservadas o que, ainda, resta dela. 

Além do jornal O Estado de São Paulo, o presente artigo recorreu a outras fontes, cujas referências vão destacadas no texto, na medida em que vão sendo citadas. Chamamos a atenção para as reticências, entre parênteses, substituindo trechos apagados devido ao envelhecimento do papel impresso, assim como substituem trechos das notícias que foram eliminados, por não focarem, exatamente, o que nos interessava transcrever. 

Continua... 

Maria Thereza Camargo, Etnofarmacobotânica, especialista em plantas medicinais na medicina popular no Brasil. Aristides Camargo, Arquivista, especialista em patrimônio cultural brasileiro. 

http://cariricangaco.blogspot.com 
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ROXINHO ou VINTE E CINCO (cangaceiros)...?




Acima, temos duas fotos. A foto nº 01, estudiosos (Dr. Amaury) afirmam ser do cangaceiro ROUXINHO, que pertenceu ao grupo de CORISCO, e, que morreu em combate, sendo seu nome, confirmado pela cangaceira DADÁ.


A cangaceira Dadá

A foto nº 2, temos o cangaceiro cognominado de "VINTE E CINCO", por ocasião das ENTREGAS, após, a morte de Lampião.

A PERGUNTA:
 
Analisando as feições em ambas as fotos (queixo, boca, lábios, nariz, maçãs do rosto, sobrancelha, etc...), É POSSÍVEL SE AFIRMAR, QUE SE TRATA DA MESMA PESSOA? DÊ SUA OPINIÃO À LUZ DOS ELEMENTOS EXPOSTOS... Agradeço...

Fontes:
Volta Seca
Lampião, Cangaço e Nordeste

Adendo - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Eu diria que o cangaceiro que aparece nas duas fotos, é um só, e é o cangaceiro Vinte e Cinco. Mas eu estou apenas dando a minha opinião. Os estudiosos pegaram informações dos remanescentes de Lampião. A minha opinião sobre as duas fotos, não tem valor para a literatura lampiônica.    

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