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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Cangaceiros


A partir da esquerda:

1 - Cangaceiro não identificado
2 - Moça.
3 - Inacinha do cangaceiro Gato
 4 - Catingueira companheiro da cangaceira Aristéia
5 - Canário companheiro da cangaceira Adília.

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NA CHUVA

Por Rangel Alves da Costa*

Na aurora de minha vida - como disse o poeta - já tomei banho completamente nu debaixo da chuva, corri pelado pelas ruas atrás de chuveiros escorrendo dos telhados, dancei desnudo a dança da felicidade e da inocência. Hoje nem nos quintais murados é mais possível tirar toda a roupa para sentir o açoite da chuvarada.

Mas de vez em quando me jogo debaixo da força das águas vestindo bermuda. Como não posso correr, me jogar de barriga pelas calçadas lisas e encharcadas ou chamar aqueles amigos de infância para pular nas poças transbordantes das ruazinhas sertanejas, apenas fecho os olhos e deixo que as águas caiam abundantes e me tragam as doces recordações.

Não quero falar de quem chora debaixo da chuva ou de quem faz com que as lágrimas sejam percebidas apenas como as águas que se derramam. Já sorri chorando e já chorei sorrindo, daí que é tudo uma só enxurrada nos olhos que talvez chorem e nas águas que talvez cantem. Mas de uma coisa tenho certeza: quanto mais chove, mais cai chove forte, mais viajo recordando outras chuvaradas num sertão onde qualquer gota d’água é festa.

Como percebido, sou verdadeiramente apaixonado pelas chuvaradas. Se a chuva que cai é apenas mansinha, ainda assim recolho seus pingos para molhar a vidraça e sentir saudades. Eis que é humanamente impossível que o ser sentimental não se deixe envolver pelas vidraças embaçadas e seus tantos significados, ainda que angustiantes e dolorosos.


Inicialmente, sempre vejo com alegria a chuva caindo assim que levanto na madrugada. Digo inicialmente porque sei que depois tudo muda, mas é assim mesmo. Acordo e logo vou sentir na pele a chuva caindo. Depois, xícara de café na mão, sento na espreguiçadeira rente ao portão da frente e fico olhando a madrugada molhada lá fora. O vento sopra, a chuva avança e acaba chegando onde estou. Mas tanto faz, eis que o pensamento já muito distante.

O tempo ainda escurecido, os pingos cortando a luz amarelada no poste adiante, o asfalto molhado, as águas escorrendo, e aqueles sons constantes, contínuos, tão conhecidos da chuva. E o que vem à memória, e o que recordo? Talvez nem pense em pessoas, em situações. O momento sempre chama a refletir sobre a vida, sobre a existência, e sempre ouvindo a voz daquele silêncio molhado.

Sei de muitos que odeiam as chuvas, já outros sequer saem de casa se o tempo estiver nublado. Ainda outros vivem eternamente esperando a chuva cair, vez que não largam de jeito nenhum o seu guarda-chuva. E é comum que lancem sobre as chuvas a culpa que é do homem ao não cuidar dos canais e bueiros.

No sertão de antigamente bastava o tempo começar a trovejar que os panos começavam a encobrir tudo que fosse espelhado ou brilhoso. Era um medo danado dos raios e as tolhas e cobertas serviam para evitar atração. Não somente isso, pois velas eram acesas e as mães se recolhiam com seus filhos nos quartos para as orações. E rezas duplas, vez que tanto agradeciam pela trovoada como pediam para que não houvesse nenhuma destruição.

Mas neste domingo logo cedinho, aproveitando que por aqui já chove há uns três dias, resolvi fazer uma coisa que estava com vontade desde muito. Como tinha de ir até as proximidades do mercado, então decidi ir andando debaixo da chuva. E simplesmente segui me deixando molhar. De início imaginei que sequer molharia toda a roupa, mas já estava encharcando quando virei a segunda esquina.

Todo molhado, mas assim mesmo seguindo em frente. Contudo, o mais interessante foi o que fiquei imaginando com os pingos batendo nos óculos e aquele turvamento que se formava de vez em quando. E me vi diante de uma janela envidraçada recebendo as gotas de chuvas. Do lado de fora os pingos descendo pela vidraça; do lado de dentro o embaçamento e um dedo escrevendo uma palavra: saudade.

Poeta e cronista
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Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" clique no link abaixo:

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A ENTREVISTA DE GLAUBER ROCHA COM ZÉ RUFINO, O MATADOR DE CORISCO


Você que ainda não leu, aproveita e leia. 

É uma excelente história escrita pelo historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros. 

Clique no link abaixo:

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012/01/entrevista-de-glauber-rocha-com-ze.html

Foto feita em Angico, 1938 - Corpo da rainha do cangaço Maria Bonita


Esta foto mostra o corpo da rainha do cangaço Maria Bonita após a chacina feita pelas volantes policiais, na madrugada de 28 de Julho de 1938, na grota de Angico, no Estado de Sergipe. 

Para você leitor, observar melhor a foto da rainha do cangaço aumente a imagem, e verá melhores detalhes.

Aos poucos os artistas restauradores de fotos estão dando cores às fotos do tempo do cangaço e dos cangaceiros. 


Veja a foto original do corpo da cangaceira Maria Bonita. 

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O maior tiroteio feito pelo capitão Lampião



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domingo, 4 de maio de 2014

Lampião faz combate na Fazenda Aroeira - em Glória - Bahia.


1931 - 6 de Setembro,  combate na Fazenda Aroeiras, em Glória, no Estado da Bahia, entre Lampião e a força volante do tenente Manoel Neto com 15 soldados. 

Manoel Neto

Neste combate acontece episódio épico em um riacho onde Manoel Neto e o famoso cangaceiro Corisco ficam frente a frente, tendo o cangaceiro fugido em disparada. Não houve baixas nesse combate.

http://www.recantodasletras.com.br/biografias/4752306

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O mais novo livro sobre o cangaceiro Jararaca


Autor: 
Marcílio Lima Falcão
Adquira logo este através deste e-mail:
limafalcao34@gmail.com
Valor: R$ 35,00 (incluso a postagem)
Banco do Brasil
Agência: 3966-7
CC – 5929-3

Marcílio Lima Falcão é professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), mestre em História Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e atualmente faz doutorado em História Social na Universidade de São Paulo (USP). Suas principais áreas de pesquisa são a História Social da Memória, Religiosidade e Movimentos Sociais no Brasil Republicano.

Enviado pelo poeta, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueana Kydelmir Dantas.

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Enquanto não vem cangaço - FAMILIARES DESISTEM DE ESPERAR POR APOIO PARA REFORMAR A CASA DO POETA ELIZEU VENTANIA

Por Claudio Palheta Jr.

A morte do poeta e cantador popular Elizeu Ventania, em 19 de outubro de  1998, certamente deixou uma lacuna singular na produção cultural de Mossoró. Dono de uma criatividade fenomenal, Elizeu morreu sem ter o reconhecimento e respaldo dignos de um artista de sua grandeza.


Homenageado, Elizeu passou a dar nome ao maior espaço cultural a céu aberto de Mossoró, a Estação das Artes Elizeu Ventania, antiga Estação Ferroviária de Mossoró, mas seu legado continua em destaque nos grandes eventos da cidade, o que promove um controverso efeito, já que a Estação cede espaço para grandes shows e eventos de Mossoró, mas raramente reverencia a memória de seu patrono.


A casa em que Elizeu Ventania viveu por toda a sua vida, e que por muitas vezes recebeu a promessa de ser totalmente reformada pela Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) permaneceu por vários anos praticamente abandonada, exposta à ação do tempo e das condições climáticas, que a deterioraram. 


Diante deste quadro, a família de Elizeu Ventania desistiu de esperar por apoio público para revitalizar a casa do cantador, e transformar a residência em um espaço cultural voltado para a obra do poeta. A partir da renda adquirida da venda dos CDs com as canções de Elizeu, a família já deu início às obras de restauração da casa. 


"Estamos reformando a casa de forma parcial, até por que só temos R$ 5 mil dos R$ 12 mil necessários para restauramos totalmente a casa. Arrecadamos o dinheiro através da venda dos CDs com canções de meu pai", explica o filho de Elizeu, Genilson Rodrigues da Silva. 


Genilson diz que os principais problemas que a casa apresenta são no telhado e no reboco da sala, onde será focada a reforma. Outros cômodos da casa, como a cozinha e o banheiro, além dos muros, permanecerão sem restauração, porque não há recursos.


Segundo o filho de Elizeu Ventania, sua ideia é realizar uma homenagem ao pai em outubro, quando se completará 16 anos do seu falecimento. "Estaremos organizando uma 'cantoria de pé de parede', com apresentações de Moacir Laurentino e Sebastião das Silva, em homenagem à obra de Elizeu Ventania. Minha missão é manter vivo o nome e a obra de meu pai", destaca Genilson. 


A reportagem do O Mossoroense procurou a assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) para saber se haveria possibilidade do poder público participar da realização das obras na casa em que viveu o poeta. Segundo a secretária de Comunicação, Mirela Ciarlini, a situação da residência é complicada, pois por ser um imóvel particular não pode receber apoio do poder público sem acompanhamento jurídico. Ela também explicou que de fato já havia uma indicação da Câmara Municipal para que a casa fosse tombada e se tornasse patrimônio público, mas oficialmente nada foi feito desde então para resolver a situação da residência. 

Em 2013, Genilson já havia feito uma pintura em forma de protesto contra o descaso do poder público, com a residência de seu pai. A frase: "A ex-Prefeita de Mossoró Fafá Rosado prometeu reformar a casa do saudoso poeta Eliseu Ventania, e não cumpriu", estampa até hoje a fachada da residência.

Elizeu Ventania: vida e obra de pura poesia

Elizeu Ventania, diferentemente do que alguns pensam, não era natural de Mossoró. O cantor nasceu em 20 de julho de 1924, no sítio Jacu, município de Martins, e desde muito novo apresentou afeição por música e poesia. Em 1942 iniciou a carreira como cantor, chegando a se apresentar em rádios e emissoras de televisão da época. 

De acordo com alguns pesquisadores, Elizeu pensou inicialmente em adotar o nome artístico de Elizeu Serrania, em homenagem às famosas serras de sua terra natal, Martins. Gravou em sua carreira três LPs, "Canções de Amor", em 1971; "O Nascimento de Jesus", 1972; e "Chorando ao Pé da Cruz", em 1979; este último pela gravadora Continental, vendendo 40 mil cópias.

Apesar de analfabeto, Elizeu nunca deixou de criar e declamar seus poemas, os quais em geral ele decorava. Ao lado de João Liberalino, formou uma das principais duplas de violeiros da região, influenciando diversos outros violeiros e repentistas que viriam posteriormente ao Rio Grande do Norte.

Era uma figura conhecida no centro da cidade, principalmente por sua banca de vendas no Mercado Central, onde comercializava fitas cassetes com gravações de suas canções. Elizeu contabilizava ter vendido cerca de 100 mil fitas, além dos inúmeros amigos, fãs e conhecidos. 

Ao fim de sua vida, vitimado pela catarata e sem condições de pagar um tratamento, perdeu totalmente a visão. Faleceu após uma parada cardiovascular no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), oriundo de um enfisema pulmonar, após dias de internação na UTI.

Cláudio Palheta Jr.
Editor do Universo
Fonte: O Mossoroense

Postado por Dr. Lima - Um Potyguar em Terras Alencarinas
http://blogdodrlima.blogspot.com.br/2014/05/familiares-desistem-de-esperar-por.html

Ilustrado por José Mendes Pereira

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NAS TRILHAS DO CANGAÇO: UMA VISITA A SÍLVIO BULHÕES

Por João de Sousa Lima
Sílvio Bulhões mostra um cacho do cabelo de Corisco

Dia 29 de abril, eu, Nely e Josué fomos visitar o professor Sílvio Bulhões, em Maceió, Alagoas.

Sílvio é filho de Dadá e Corisco. No momento registramos o encontro de dois filhos de cangaceiros pois a Nely é filha de Moreno e Durvinha.

Sílvio nos atendeu educadamente e além de contar suas belas histórias sobre a memória dos pais, mostrou-nos um rico acervo com peças do cangaço e muitas fotografias, inclusive a bolsa de plástico e a caixa de madeira onde vieram as cinzas da cremação de Corisco. foi uma tarde e uma prosa memorável. obrigado Sílvio pela oportunidade. grande abraço e felicidades.


João de Sousa Lima segurando um cacho de cabelos do cangaceiro Corisco.

Cabelos do cangaceiro Corisco

Quadro dos pais de Sílvio Bulhões exposto em sua casa

S´lvio Bulhões, João de Sousa Lima e Neli Conceição filha do cangaceirosa Moreno e Durvalina

Sílvio Bulhões, Neli Conceição e João de Sousa Lima

Balas encontradas em um coito do cangaceiro Corisco

Balas e caixa que transportou as cinzas do corpo do cangaceiro Corisco

Síçvio Bulhões e Josué Santana

Documento do crematório dos restos mortais do cangaceiro Corisco

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima. Ele reside em Paulo Afonso no Estado da Bahia.

http://www.joaodesousalima.com/2014/05/nas-trilhas-do-cangaco-uma-visita.html

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NIILISMO ABSOLUTO*


Quando enfim...
nada  acontecer.
Nada a ver.
Nada a esperar.
[ Porque...
apenas o fim
há de ocorrer.
Nada há de ser.
Nada do que foi
nunca mais será.

Porque enfim,
seja o que for
de agora em diante
nada a fazer.
[ Porque...
nada será como dantes.
Apenas a saudade
de tudo o que foi
a cada instante
a se multiplicar.
Nada há ser.
como foi antes.
Acaso quem viver
[ verá.


JC Aurora-CE.(inédito 2014)

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sábado, 3 de maio de 2014

O TOK DE HISTÓRIA ESTÁ DE ENDEREÇO NOVO – tokdehistoria.com.br

Publicado em 02/05/2014 por Rostand Medeiros

Agora vocês acessam o nosso blog TOK DE HISTÓRIA por um novo endereço oficial e bem mais fácil!

O endereço antigo redirecionará automaticamente para o novo servidor, e você vai poder continuar a acessar o nosso site da mesma forma que antes, mas agora com um endereço próprio.

Para acessar diretamente o TOK DE HISTÓRIA pelo seu novo endereço, digite, ou copie e cole em seu navegador: http://tokdehistoria.com.br e aproveite!

O site acima é do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros

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1931 Lampião faz combate em "Tanque do Touro"


No dia 24 de Maio de 1931, combate em "Tanque do Touro" entre o bando do capitão Lampião e o tenente Arsênio. Nesse combate, a cangaceira Sérgia Ribeiro da Silva, esposa de Corisco tem um filho que nasce em pleno tiroteio. A criança, de nome Josafá morre dois meses depois.

http://www.recantodasletras.com.br/biografias/4752306

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Lampião invade a cidade de Simão Dias


No dia 17 de Outubro de 1930 o rei Lampião invade a cidade de Simão Dias, no Estado de Sergipe. Invadiu casas, saqueou o comércio local e humilhou alguns moradores, levando a morte à esposa do latifundiário Martinho Ferreira Matos que estava de resguardo quando foi violentada pelo próprio.

Fonte: Wikipédia

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Em 22 de Dezembro de 1929 Lampião entra em Queimadas, BA.


22 de dezembro de 1929: Lampião entra em Queimadas, BA. Lá ele assaltou a casa de João Lantyer de Araújo Cajahyba, cortou os fios do telégrafo e sequestrou os telegrafistas Joaquim Cavalcante e Manoel Envagelista pelos quais recebeu o regaste de 500 mil réis. Depois foi até a cadeia e prendeu o sargento Evaristo Costa e outros 7 soldados. Foi almoçar, voltou para a cadeia e soltou todos os presos. Mandou todos os 7 soldados ajoelharem e matou um por um. Pela noite, saqueou o comércio onde conseguiu 20 contos de réis. Foi ao cinema da cidade e depois mandou fazer um baile.

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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Lançamento do livro do Vilela - Dominguinhos - O Neném de Garanhuns.


Amanhã, dia 03 de Maio de 2014.

Lançamento do mais novo trabalho do pesquisador, escritor

e professor Antonio Vilela

"DOMINGUINHOS - O NENÉM DE  GARANHUNS".

Na Câmara dos Vereadores - Garanhuns - Pernambuco, às 20:00 horas.
  
Todos são convidados 

Enviado pelo poeta, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueana Kydelmir Dantas.

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Nazaré do Pico


1919 – Nazaré do Pico é invadida por "Jacinto Alves de Carvalho". Virgolino, defende o povoado. José Alves Nogueira, tio de "Zé Saturnino" é emboscado por Virgulino Lampião. João Flor, padrinho de Virgulino, vai até o local do embate, pensando que era "Jacinto" novamente atacando o povoado. Contudo, ele descobre que o ato fora cometido por seu próprio afilhado, iniciando um atrito entre ele e os Ferreiras. Levino Ferreira da Silva dá um tiro no canto da rua e Odilon Flor, filho de João Flor, revida quase atingindo Lampião na cabeça. Começa o tiroteio e Levino é ferido e vai até a casa de Chico Euzébio, onde é preso e levado para Floresta. Posteriormente Levino é solto e os Ferreiras vão embora para Água Branca, no Estado de Alagoas. -

(Fonte: http://www.recantodasletras.com.br/biografias/4752306).

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O cangaceiro Antonio Silvino em Jardim do Seridó, na região do Seridó Potiguar

Por Rostand Medeiros

No dia 15 de Agosto de 1911, em uma terça-feira, por volta das sete horas da noite, em Jardim do Seridó, na região do Seridó Potiguar, entra um bando de homens trazendo chapéus de abas quebradas, com punhais atravessados na cintura, e carregando rifles Winchester. À frente da tropa vinha um homem bigodudo da região do Pajeú pernambucano e que era conhecido em todo o sertão de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte como o sendo o famoso cangaceiro Antônio Silvino. 

Rostand Medeiros é escritor historiógrafo e pesquisador do cangaço

http://tokdehistoria.wordpress.com  - Rostand Medeiros

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Lampião ataca diversas vezes a Fazenda Pedreira

Lampião e seu irmão Antonio Ferreira

Em 1920 Lampião junta-se ao cangaceiro Antônio Matilde e ataca por diversas vezes a fazenda "Pedreira", pertencente a Zé Saturnino. Dos cabras que acompanhavam Lampião, podemos destacar os cangaceiros Antônio Ferreira, Levino Ferreira (Vassoura), Antônio Rosa, Baião, Manoel Tubiba, Cajazeira, Baliza, Zé Benedito, Olímpio Benedito e Manoel Benedito. 

Zé Saturnino o inimigo nº.  1 dos Ferreiras
"Ze Saturnino" vendo prejuízos a seu gado e à sua fazenda, procurou seu tio, o famoso cangaceiro "Cassimiro Honório", que trouxe vários cabras para defesa da fazenda do sobrinho. 

Casimiro Honório

Lá, alguns combates com o bando de Lampião foram travados. Entre os cabras de Ze Saturnino podemos citar Nego Tibúrcio, Zé Guedes, Zé Caboclo, Vicente Moreira, Batoque e o famoso Marcula. 

(Fonte: Wikipedia).

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Cariri Cangaço Lavras da Mangabeira, Confirmado para Setembro Por:Manoel Severo

Por Manoel Severo
Manoel Severo, Prefeito Tavinho Augusto e a chegada do Cariri Cangaço a Lavras da Mangabeira pela segunda vez.

Vai começar a festa: Confirmada a segunda edição do Cariri Cangaço Lavras da Mangabeira. A edição 2014 tem sua data confirmada para os dias 12 e 13 de Setembro na acolhedora terra de Fideralina Augusto Lima.

Com o Tema: "O Rosário e o Bacamarte" o Cariri Cangaço provoca o grande debate sobre a figura mítica do santo de Juazeiro do Norte, Padre Cícero Romão Batista e sua relação com os coronéis do sertão neste ano em que se comemora os cem anos da Sedição de Juazeiro.

Para Manoel Severo Barbosa, curador do Cariri Cangaço, a segunda edição do evento em Lavras da Mangabeira “consolida o Cariri Cangaço no calendário cultural de todo o vale do Salgado, e assim festejamos a chegada da segunda edição do Cariri Cangaço Lavras da Mangabeira de forma sensacional, ressaltando o empenho e trabalho dessa talentosa sertaneja, grande artista e secretária de cultura de Lavras, Cristina Couto, agora é arrumar as malas e aguardar setembro chegar.”

Manoel Severo e Cristina Couto nos preparativos do Cariri Cangaço Lavras da Mangabeira

Já Cristina Couto, conselheira Cariri Cangaço e secretária de cultura de Lavras da Mangabeira, “a segunda edição do Cariri Cangaço Lavras da Mangabeira confirma o compromisso de toda a gestão Tavinho Augusto com o resgate da história, tradição e cultura de nosso povo, venham para o Cariri Cangaço Lavras da Mangabeira edição 2014, não percam essa grande festa em setembro”

Para o cineasta Aderbal Nogueira, conselheiro Cariri Cangaço “O tema sobre O Rosário e o Bacamarte é intrigante uma vez que trataremos de um mito nordestino e suas ligações com os coronéis que é Padre Cícero, e ainda mais com o talento do conferencista que é o poeta e pesquisador lavrense, Dimas Macedo, sem dúvidas teremos um grande Cariri Cangaço Lavras da Mangabeira 2014”.

Mesa de abertura do Cariri Cangaço Lavras da Mangabeira 2013
Manoel Severo, Cristina Couto e Juliana Ischiara
Dimas Macedo e Heitor Ferrer na abertura do Cariri Cangaço Lavras da Mangabeira 2013

O Cariri Cangaço Lavras da Mangabeira 2014, acontece nos dias 12 e 13 de Setembro na cidade de Lavras da Mangabeira, no região do Cariri, Ceará, Brasil.

Nota Cariri Cangaço:Lavras da Mangabeira é um município encantador. Encravado na região sul do estado do Ceará, um dos grandes do Vale do Rio Salgado, acolheu a  primeira Avant-Premiére do Cariri Cangaço 2013, nos últimos dias 18 e 19 de maio, promovendo uma grande festa onde imperaram as fortes tradições da família Lavrense, tendo como personagem principal Fideralina Augusto Lima.

http://cariricangaco.blogspot.com

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A origem do nome "Favela Tranquilim"

Por José Mendes Pereira

A criação de uma favela residencial geralmente começa com uma ou duas famílias, as quais vivem miseravelmente, e como não têm condições para viverem em ambientes mais seguros, arriscam construir suas moradias em loteamentos afastados da periferia, que ainda não existem casas feitas pelos proprietários dos terrenos loteados. Mas geralmente os favelados não invadem os lotes de propriedade particular, apenas aproveitam as ruas projetadas dos loteamentos, e nelas fazem os seus abrigos de taipas, cobertos e rodeados com papelões, e algumas cobertas com telhas, e por eles mesmos os seus abrigos são chamados de barracos.

Favela Tranquilim - www.defato.com

As favelas aumentam constantemente seus moradores, quando outras famílias são levadas por familiares que lá já residem. Qualquer favela tem a sua origem como: o primeiro morador que iniciou a edificação da favela, o primeiro comerciante que fornecia alimentos aos moradores, as primeiras brigas entre vizinhos, e além destes, o nome escolhido por eles mesmos, que geralmente vem de acontecimentos não tão bons, como: pancadas que um deles recebeu do vizinho, facadas, tiros, facãozada, ou ainda pela posição da própria localidade...

A localidade onde eu moro (Teimosos), no bairro Costa e Silva, antes fora favela. Mas, posteriormente o prefeito de Mossoró construiu casas para os favelados, na condição de derrubar todas as casas construídas pelos favelados.

Favela Tranquilim - www.defato.com

Entregue as casas a estes, logo venderam e voltaram para o mesmo lugar. Como o prefeito não tinha condições para construir outras moradias, a localidade passou a ser chamada de Teimosos, devido a teimosia dos favelados, que quase todos voltaram para o mesmo lugar.

Lairinho na Favela Tranquilim - www.lairinho.blogspot.com

A Favela Tranquilim, no grande Alto do São Manoel, no bairro Dom Jaime Câmara, próxima aos Teimosos, quase ligada à Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, é uma das maiores de Mossoró, e seu nome "Tranquilim", foi criado por um dos seus primeiros moradores, um senhor chamado (Tanca), homem que vive mendigando o pão pelas ruas deste bairro, que apesar de ser uma pessoa que pede sobra de comidas nas casas, foi, é, e sempre será um homem honesto, apenas pede para se alimentar. Como ele foi um dos primeiros que deu início à Favela Tranquilim, e quando vinha aqui no bairro Teimosos, muitos querendo saber sobre o andamento da nova favela que estava surgindo, perguntavam-lhe:

- Tanca, como anda a favela que você está morando? Está tudo na Santa Paz do Senhor?

Como ele é um homem educado, calmo, e com o seu jeito tranquilo, respondia  pacientemente:

- Graças a Deus, lá está tudo tranquilim!

E assim surgiu o apelido desta favela, que logo, logo, os moradores serão transferidos para ocuparem as suas casas doadas pela Prefeitura Municipal de Mossoró, as quais já estão sendo construídas no mesmo bairro Dom Jaime Câmara, apenas um pouquinho distante da Favela Tranquilim.


http://www.defato.com

A Favela Tranquilim não é uma das piores, e nela existem pessoas boas, que vivem trabalhando para a sua sobrevivência, sem intrigas e na Santa paz do Senhor. É claro que lá acontecem mortes, brigas, intrigas, roubos, mas não devemos condená-la, porque em todos os lugares existem isto. Mas ninguém sabe, se ao receberem as suas casas, venderão.

Minhas Simples Histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.

Fonte: 
http://jmpminhasimpleshistórias.blogspot.com

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