Seguidores

sábado, 19 de dezembro de 2015

O TEMPERAMENTO DE LAMPIÃO

Por José João Souza

A maioria dos livros e reportagens sobre a vida de Virgolino Ferreira o descreve como um homem desconfiado, de poucas palavras e grosseiro.

Quem o conheceu de perto desmente quase tudo: “Desconfiado ele era, mas quando encontrava alguém conhecido se punha a conversar”, recorda o ex-coiteiro Manoel Félix da Cruz, vaqueiro aposentado em Poço Redondo, Sergipe. Seu bom humor chegava ao ponto de despejar perfume francês sobre os 30 passageiros de um caminhão que tinha acabado de assaltar no caminho de Paulo Afonso para Maravilha, em Alagoas, em janeiro de 1935. “Pra quê isso?”, perguntou o coletor federal Bráulio Rodrigues Limeira, uma das vítimas. “É o banho da sorte. Hoje vocês estão com um azar danado”, brincou o cangaceiro, morrendo de rir.

Publicado no Diário de Pernambuco em 7 de julho de 1997

Fonte: facebook

Grupo: Lampião, Cangaço e Nordeste

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MARIA BONITA


Esta foto de Maria Gomes de Oliveira ou Maria Bonita (nome dado a ela pela imprensa) nome dado a ela no mundo do crime eu ainda não tinha visto. 

Adquiri no acervo de Susi Ribeiro, e segundo escreveu ela: Foto rara, muito nítida, da verdadeira Maria Bonita.

Como dizia minha sogra Sila, conhecida no meio do cangaço apenas por Maria, ou Maria de Lampião! Compartilhando do amigo Rubens Antonio!

Fonte: facebook
Página:  Susi Ribeiro

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

POR QUE O CANGACEIRO ASA BRANCA FAZ PARTE DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ?

Por José Mendes Pereira

Antonio Luiz Tavares conhecido no mundo do crime por "ASA BRANCA", e foi um dos cangaceiros que entrou em Mossoró no dia 13 de junho de 1927, em companhia do afamado bando de facínoras da Empresa de Cangaceiros Lampiônica e Cia, administrada pelo sanguinário Lampião.

Asa Branca era natural de Cajazeiras do Rio do Peixe no Estado da Paraíba. Filho de Antonio Luiz e de dona Maria da Conceição. Nasceu no dia 10 de Janeiro de 1902 e faleceu de problemas cardíacos em Mossoró, no dia 02 de Novembro de 1981, sendo que os seus restos mortais repousam no cemitério São Sebastião em Mossoró, aos fundos do túmulo de José Leite de Santana, o ex-cangaceiro Jararaca.

Após a tentativa de assalto à Mossoró, Asa Branca foi preso e levado para cumprir pena em Natal, segundo o historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros certa vez me falou no Hotel Thermas, tendo em mãos um documento sobre este fato; e posteriormente o cangaceiro Asa Branca foi transferido para Mossoró, onde cumpriu sua pena. Liberado das grades esteve em várias cidades, mas findou casando-se com uma mossoroense Sebastiana Venâncio, e fez o segundo casamento com Francisca da Silva Tavares, lá do Brejo do Cruz, no Estado da Paraíba.


Depois de tantas paradas por cidades, finalmente fixaram residência em Mossoró. Ele já é falecido, mas dona Francisca da Silva Tavares mora no bairro Bom Jardim, gente fina.

Sempre eu a visito, e é uma senhora de espírito generoso e educadíssima. Sempre me recebeu como um velho amigo da família.
Nota bastante importante:

Por que Dona Francisca Silva Tavares com 75 anos de idade foi esposa do cangaceiro Asa Branca, que se hoje ele estivesse vivo, estaria com 111 anos?

Resposta: Dona Francisca era a segunda esposa do cangaceiro Asa Branca. Quando ela foi viver com o cangaceiro, estava com 17 anos, e o Asa Branca já passava dos cinquenta anos. Esta é a razão da esposa do cangaceiro ainda está viva.

Se você quiser conhecer mais um pouco sobre o cangaceiro Asa Branca clique no link abaixo:


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

DOIS LIVROS DO ESCRITOR LUIZ RUBEN BONFIM

Autor Luiz Ruben Bonfim

Adquira logo o seu através do e-mail acima:


Não deixe de adquirir esta obra. Confira abaixo como adquiri-la. 

Lembre-se que se você demorar solicitá-la, poderá ficar sem ela em sua estante. Livros que falam sobre "Cangaço" a demanda é grande, e principalmente, os colecionadores que compram até de dezenas ou mais para suas estantes. 

Valor: R$ 40,00 Reais 
E-mail para contato:
 
luiz.ruben54@gmail.com
graf.tech@yahoo.com.br

Luiz Ruben F. de A. Bonfim
Economista e Turismólogo
Pesquisador do Cangaço e Ferrovia

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O RAPOSA DAS CAATINGAS É SUCESSO NACIONAL


Se você ainda não comprou este fantástico trabalho do escritor José Bezerra Lima Irmão, só restam poucos livros. Então procura adquiri-lo o quanto antes, pois os colecionadores poderão comprar os poucos que restam. Seja mais um conhecedor das histórias sobre cangaço, para ter firmeza em determinadas reuniões quando o assunto é "cangaço". 

São 736 páginas.
29 centímetros de tamanho. 
19,5 de largura. 
4 centímetros de altura.
Foram 11 anos de pesquisas feitas pelo autor 

É o maior livro escrito até hoje sobre "Cangaço". Fala desde a juventude  e namoro dos pais de Lampião. Quem comprou, sabe muito bem a razão do "Sucesso a nível nacional do Raposa das Caatingas". 

O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:

Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LAMPIÃO O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS


Através deste e-mail 
sabinobassetti@hotmail.com 
você irá adquirir o  mais recente trabalho do escritor e pesquisador do cangaço 
José Sabino Bassetti 
com o título: 
"Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.

Não perca tempo e não deixa para depois, pois saiba que livros sobre "Cangaço" são arrebatados pelos colecionadores, e você poderá ficar sem este. Adquira já o seu.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

É UM PRAZER ANUNCIAR EM NOSSO BLOG

Por Rostand Medeiros

CHUVAS NO NORDESTE - FOTO DE SATÉLITE DA NASA MOSTRANDO A REGIÃO COBERTA DE NUVENS EM 18 DE DEZEMBRO DE 2015. QUE DEUS PROLONGUE ESSA SITUAÇÃO POR VÁRIOS DIAS!

Fonte: facebook
Página: Rostand Medeiros

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A GRANDE MARCHA DE LAMPIÃO PARA MOSSORÓ Parada 09 - ATAQUE AO SÍTIO PONTA DA SERRA (RN)

Por Geziel Moura

A noite do dia 10 de junho de 1927, foi de calmaria para o bando de Lampião, estacionado nos lajedos do córrego de João Brandinho, dormiram a sono solto. Pela manhã do dia seguinte (11), passaram pelas fazendas João Gomes, Poço Verde, sem incidentes. 

Bodega de João Batista da Silva;

Entretanto, no Sítio Poço de Pedras, seu proprietário, Francisco Germano da Silveira, fora feito refém, e juntou-se ao Cel. Joaquim Moreira e D. Maria José Lopes, que ainda continuavam presos. Assaltaram, ainda, a fazenda Caricé e o sítio Morada Nova, no final da manhã.

Interior da bodega, com indício que realmente os cangaceiros atearam fogo nela;

Nesse momento, o bando de Lampião, chegara na região da Serra de Martins (RN), terra de nosso amigo Rivanildo Alexandrino

Interior da bodega, com indício que realmente os cangaceiros atearam fogo nela;

A invasão do sítio Ponta da Serra, ocorreu por volta das 12h, João Frutuoso da Silva e sua família não estavam no momento, pois foram avisados da presença dos cangaceiros nas proximidades.

Vista, atual, do Sítio Ponta da Serra;
Mesa histórica, cujas gavetas foram quebradas pela cabroeira, em busca de joias e dinheiro;
Porta com marca de ponta de fuzis;
Headphone esquecido por Jararaca (brincadeirinha kkk) - Fotos capturadas por Geziel Moura

O estrago no sítio Ponta da Serra, foi grande, quebraram louças domésticas, móveis e baús, no afã de encontrarem joias e dinheiros. Nem as garrafas de bebidas, da bodega do filho do fazendeiro, chamado João Batista da Silva, escaparam das garras dos cangaceiros.

Fonte: facebook
Página: Geziel Moura

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

AS TÊMPORAS DE SANTA LUZIA - 13 DE DEZEMBRO DE 2015

Por Geraldo Maia do Nascimento

Têmporas, para o rito católico, significa dias de preces e jejuns. No sentido aqui exposto, têmporas significa experiências com as chamadas “Pedras de Sal de Santa Luzia”.
               
Os longos períodos de estiagem no sertão nordestino e a fé característica de seu povo fizeram surgir experiências que se tornaram crenças populares. Através de uma delas, a sabedoria popular diz que é possível saber se o ano que se aproxima será chuvoso ou de seca. Para estas experiências o dia de Santa Luzia (13 de dezembro) é muito importante, porque é nesse dia que é feito o teste com as pedras de sal. No entanto, essa experiência não teve origem no Sertão nordestino, como muitos pensam. A tradição nos veio de Portugal, conhecida por todo o país. O povo do Minho acredita que, no fim do mês de dezembro, se pode fazer um prognóstico do estado do tempo no futuro ano. As Sortes ou Têmporas de Santa Luzia tiram-se deste modo: Entre a noite do dia 12 e a madrugada do dia 13 de dezembro, usa-se um pedaço de giz para marcar em uma tábua os seis primeiros meses do ano. Em seguida, coloca-se uma pedra de sal em cima de cada marca. A tábua com as pedras é colocada no sereno e, antes do nascer do sol, retorna-se para verificar o resultado. Aquelas que estiverem umedecidas indicam inverno, mais ou menos intenso, segundo o estado de umidade da pedrinha, no mês que representa. Se houver alguma derretida, indica invernão, inundações, no mês correspondente... Se as pedrinhas apresentarem-se secas, enxutas, conte com a seca.
               
Felipe Guerra e Teófilo Guerra, no livro “Secas contra a seca”. P.9, Rio de Janeiro, 1909, informa que as experiências de Santa Luzia ainda estendem-se pelos dias seguintes: o dia 13 de dezembro apresentou sinais de chuva? Janeiro será chuvoso. Nada houve, nem relâmpago se viu? Janeiro será seco. E assim por diante; 14 representa fevereiro; 15 março, 16 abril, etc.\\\"
               
Essa segunda experiência, que vai do dia 13 ao 25 de dezembro, onde cada dia corresponde a um mês do ano seguinte, pode estar relacionada com o Alcorão. No livro “Tradições populares de Entre-Douro-e-Minho,”p.73-74, Barcelos, 1938, lemos a seguinte observação: “Não terá esta crença popular origem muçulmana? Na noite de 23 para 24 de Ramadam ficará determinado tudo quanto há de acontecer no ano seguinte (Alcorão, XLIV, 2, 3, p.73-74, nota-5; XCVII, 1-5 e nota-4) foi nessa noite, chamada de Alkadr, que o Alcorão foi revelado a Maomé. Na noite de Alkadr, os anjos e o Espírito (Gabriel) descem ao mundo com permissão de Deus, a fim de regular todas as coisas. Reina a paz nesta noite até romper da aurora\\\". Mas por se tratar de experiências populares, não podemos afirmar esse relacionamento.
               
Essa mesma experiência de Santa Luzia, tal qual conhecemos no Nordeste do Brasil, também foi registrada nos arredores do Porto, em Portugal, com uma pequena variação: ao invés das pedras de sal, usam cascas de cebolas com pitadas de sal. E a data também é diferente: \\\"Em cima de uma mesa colocam-se, na noite de 31 de dezembro para o dia primeiro de janeiro, doze cascos (escamas) de cebola com a concavidade voltada para cima, e dentro de cada um dos cascos deita-se uma pitada de sal de cozinha. Cada um dos cascos representa um mês do ano: - janeiro, fevereiro, março, etc. No dia seguinte vê-se quais são as escamas onde o sal se liquefez. Estas representam os meses de chuva do ano. As escamas que se mantiveram com o sal cristalizado dizem respeito aos meses secos\\\".
               
Hoje é o dia de Santa Luzia. Para o homem do campo, é o marco inicial para uma série de \\\"experiências\\\" e perspectivas de inverno para o ano seguinte. Essas \\\"experiências\\\" representam muito mais que exercícios de possíveis previsões de chuva. São, antes de tudo, um traço cultural do povo do Nordeste que tem no bom inverno a redenção de sua miséria com a fartura de sua lavoura.
               
No entanto, essas \\\"experiências vem perdendo força ao longo dos anos e está, perigosamente, fadada ao esquecimento. Essas tradições não são mais praticadas pelos agricultores mais jovens e tendem a se perderem no tempo. Cabe aqui fazer o nosso resgate dos costumes e tradições nordestinas. 

Todos os direitos reservados

É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.

Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fontes:

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

POÇO REDONDO E O CANGAÇO NA TERRA DO SOL MAIOR

Por Rangel Alves da Costa*

Há um quadro na parede da história que outra moldura não possui senão a da madeira velha e embrutecida, tingida num misto de sangue e sol, em cujo fundo se avista um mundo de dor e sofrimento, de perseguições e injustiças, de homens valentes e outros apenas vítimas, lançados na luta contra a própria sina.

Tal moldura envolve um quadro que bem poderia se chamar Nordeste, sertão ou mesmo fim de mundo. Ou somente Poço Redondo. Neste quadro, pincelado na força da vida e da morte, do grito e do silêncio forjado, toda a memória de um povo e de um chão, que embora hoje reconhecido e valorizado, no passado apenas visto como uma toca peçonhenta e perigosa.

Ainda sobrevive um pouco desse estigma de brutalidade e covardia. Contudo, é a incompreensão do momento histórico em si, das forças que se digladiavam debaixo da terra do sol, que infelizmente ainda permite interpretações confusas e até preconceituosas da saga nordestina na sua vertente cangaço. Um olhar mais aprofundado logo traz uma realidade muito diferente.

Nada ao acaso, tudo com sua devida motivação. A miséria, as injustiças dos coronéis donos do mundo, a fome e as secas produziram no semiárido nordestino um cenário favorável à formação de grupos armados conhecidos como cangaceiros, que muitas vezes praticavam crimes assaltando fazendas e matando pessoas. E logo a reação ainda mais brutal de seus perseguidores: a volante.

Tal fenômeno institucionalizou-se nas distâncias sertanejas e recebeu o nome de cangaço. E cangaço originário de canga, e este termo tanto para designar jugo ou opressão. Porque assim diziam que os humildes sertanejos viviam sob a canga dos poderosos, dos latifundiários, do coronelismo.

Os pesquisadores, contudo, divergem sobre seus propósitos e fundamentos do cangaço. Para alguns, ele foi uma forma pura e simples de banditismo e criminalidade. Para outros, uma forma de banditismo social, isto é, de revolta conhecida como legítima pelas pessoas que viviam oprimidas.

De qualquer modo, temos que o cangaço foi um fenômeno social ocorrido no Nordeste brasileiro, de fins do séc. XIX até 1940, sob os resquícios de Corisco, o Diabo Louro, vez que o grupo de Lampião, o mais famoso de todos, foi desarticulado na chacina do Angico, nas entranhas do riacho Tamanduá, na famosa Gruta do Angico, lá pelos idos de 28 de Julho de 1938.


É consenso, contudo, que o cangaço foi motivado pelas condições político-sociais peculiares da região, tais como a estrutura feudal da propriedade agrária e o atraso econômico. Caracterizou-se pelo aparecimento de grupos de bandoleiros errantes, que percorriam o sertão saqueando fazendas e cidades, fazendo justiça com as próprias mãos e lutando contra bandos rivais e a polícia. Entre os mais importantes bandos de cangaceiros destacaram-se o de Antônio Silvino e o de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Foi durante o reinado de Lampião que Poço Redondo, no sertão sergipano do São Francisco, experimentou a convivência e o medo com as ações cangaceiras. Foi palco de terríveis e sangrentas batalhas, foi aconchego constante para Lampião e seu bando, foi onde o inteligente Capitão das caatingas teceu amizades, foi berço de mais de duas dezenas de cangaceiros e também leito de morte para o maior dos cangaceiros. E o próprio cangaço.

Muitos fatos podem ser relembrados neste sentido. Foi após deixar a vida errante com a morte do seu chefe, que o ex-cangaceiro Cajazeira se transformou no maior mito da história poço-redondense. Ao sair ileso da chacina do Angico - mesmo tendo perdido sua esposa Enedina - Zé de Julião procurou retomar sua vida tendo a política como opção. Duas vezes se candidatou a prefeito e só não saiu vitorioso pelas falcatruas eleitoreiras de então. E por causa disso passou a ser novamente perseguido até ser assassinado covardemente.

Segundo os relatos históricos, Lampião parecia mesmo ter escolhido Poço Redondo como uma segunda casa sua. A primeira era a caatinga, com varanda de xiquexique e assento de mandacaru. Mas a família era grande, era muita, espalhada por todos os sertões nordestinos. E em Poço Redondo mantinha amigos fiéis, tinha acolhida, comida à mesa, tudo o que precisasse. E também a simpatia de tantos jovens que decidiram entrar para o seu bando.

Num misto de temor e reverência, aliado ao fato de que o homem sempre estava por ali desafiando as volantes, verdade é que mais de trinta filhos de Poço Redondo seguiram a trilha do bando de Lampião. Mocinhas muitas novinhas, ainda na adolescência, se encantavam com aqueles “artistas” das caatingas e seguiam seus destinos de amor cangaceiro. Assim foi com Adília, Sila, Enedina, Rosinha e outras. Dentre os meninos de Poço Redondo estavam, por exemplo, Cajazeira, Canário, Elétrico, Mergulho, Novo Tempo e Zabelê.

Os alfarrábios da história assinalam que os seguintes filhos de Poço Redondo seguiram Lampião e seu bando, segundo seus apelidos e nomes:

Homens: Sabiá (João Preto), Canário (Rocha), Diferente (Nascimento), Zabelê (Manoel Marques da Silva), Delicado (João Mulatinho), Demudado (Zé Neco), Coidado (Augusto), Cajazeira (João Francisco do Nascimento – Zé de Julião), Novo Tempo (Du), Mergulhão (Gumercindo), Marinheiro (Antonio), Elétrico, Penedinho (Teodomiro), Bom de Vera (Luis Caibreiro), Beija Flor (Alfredo Quirino), Moeda (João), Alecrim (Zé Rosa), Sabonete (Manoel), Borboleta (João Rosa), Quina-Quina (Jonas), Ponto Fino (José da Guia), Zumbi (Angelino), Cravo Roxo (Serapião), Cajarana (Francisco Inácio dos Santos – Chico Inácio) e Azulão (Luis Maurício da Silva). Um total de 25 cangaceiros.

Mulheres: Sila (mulher de Zé Sereno e irmã de Novo Tempo, Mergulhão e Marinheiro), Adília (mulher de Canário e irmã de Delicado), Enedina (mulher de Cajazeira, o Zé de Julião), Dinda (mulher de Delicado), Rosinha (mulher de Mariano), Áurea (mulher de Mané Moreno) e Adelaide (mulher de Criança, irmã de Rosinha e prima de Áurea). Um total de 7 mulheres.

Como demonstrado - e apenas em alguns fatos -, Poço Redondo teve uma participação singular na vida do cangaço. Foi estrada, casa e leito de morte de Lampião. Foi de onde se arregimentou uma juventude para uma luta inglória. Foi de onde Durval silenciou acerca de tudo o que sabia sobre seu irmão Pedro de Cândido e a suposta traição. E também de onde Alcino Alves Costa tudo contou para o mundo. E como gostaria de ter conhecido o seu tio Zabelê.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

FOTOGRAFIAS DO PROFESSOR JOSÉ ROMERO DE ARAÚJO CARDOSO

Por José Romero de Araújo Cardoso

Fotografias da realização do Mini-Curso ministrado pelo Prof. Ms. José Romero Araújo Cardoso no Simpósio de Geografia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Abrilhantando o evento, houve a participação do pesquisador Antônio Kydelmir Dantas de Oliveira. O Mini-Curso do Prof. Romero enfatizou a Geo-História da Cultura Nordestina: A importância do estudo das músicas de Luiz Gonzaga. Período de realização: 17 e 18 de dezembro de 2015.





Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero de Araújo Cardoso

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ENTREVISTA DO FOTÓGRAFO JOSÉ RODRIGUES DA COSTA AO DR. MILTON MARQUES DE MEDEIROS NA TCM


TCM Mossoró de Todos os Tempos - RODRIGUES FOTÓGRAFO (parte 1)

Ontem completaram 4 meses do seu falecimento

Publicado em 21 de junho de 2012

Entrevista José Rodrigues (RODRIGUES FOTÓGRAFO) fazendo uma retrospectiva de como começou na arte de fotografar, falando também sobre turismo (as grandes potencialidades do turismo na Costa Branca do Rio Grande do Norte.

Categoria
Licença
Licença padrão do YouTube

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MAIS UMA DESCOBERTA FANTÁSTICA.


Os filhos dos almocreves que iam à feira de FLORESTA, no dia 28 / 08 / 1926, sábado, e foram aprisionados no Riacho do Arcanjo . CHACINA DA TAPERA. Eram dois irmãos e um primo, todos moradores da FAZENDA MONTE em Belém do São Francisco, propriedade de José Terto. Outros florestanos também estiveram a mercê dos cangaceiros nesse local. 




TODOS OS DETALHES E FOTOS INÉDITAS, CONTADOS EM MAIS DE 60 PÁGINAS. FAZENDA TAPERA - O PRESSÁGIO DE UMA CHACINA. LIVRO - AS CRUZES DO CANGAÇO - OS FATOS E PERSONAGENS DE FLORESTA. Uma parceria com Cristiano Ferraz.

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

RELAÇÃO DE LIVROS À VENDA (PROFESSOR PEREIRA - CAJAZEIRAS/PB).


O MAIOR ACERVO DE LIVROS À VENDA SOBRE OS TEMAS NORDESTE E CANGAÇO. 
GARANTIA DE QUALIDADE E ENTREGA DO MATERIAL.

Clique no link abaixo e escolha os seus livros

http://sednemmendes.blogspot.com.br/2015/08/relacao-de-livros-venda-professor.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A GRANDE MARCHA DE LAMPIÃO PARA MOSSORÓ Parada 08 - VISITA À FAZENDA LAGES

Por Geziel Moura

O dia 10 de junho de 1927 foi muito movimentado para o bando de Lampião, devido ao combate de Caiçara, Virgolino começou a perder a vantagem do sigilo, após tal refrega. Contornaram a Vila Vitória e seguiram para a Fazenda Lages.

Fazenda Lages
Fazenda Lages 

Massilon tinha motivação própria, para assaltar esta fazenda, pois já estivera nela no ano anterior, em que foi bem recebido pelo dono, João Fernandes o que não aconteceu com a esposa do fazendeiro. Assim, forçado por D. Liberalina, que não queria "pistoleiro" em sua propriedade, Massilon foi expulso, o que prometeu vingança a mulher.

Marcas de canos de fuzis na janela da Fazenda Lages
Lajedos em que os cabras passaram a noite

Agora chegara a hora da vingança, o cabra dizia a todos, que ia colocar um chocalho na mulher de João Fernandes. Entretanto, o castigo de Massilon, não se realizou, pois a notícia do combate de Caiçara, reverberou em todo canto da circunvizinhança, o que levou o casal trancar a casa e fugiram para Vitória, momentos antes da cabroeira chegar. A pilhagem da propriedade, foi inevitável, com roubo de jóias e objetos valiosos. 

 Córrego João Brandinho

Já estava no fim do dia 10, o bando resolveu acampar em excelentes lajedos, próximo ao córrego João Brandinho, onde pernoitaram.

Fonte: facebook
Página: Geziel Moura

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

DOIS LIVROS DO ESCRITOR LUIZ RUBEN BONFIM

Autor Luiz Ruben Bonfim

Adquira logo o seu através do e-mail acima:


Não deixe de adquirir esta obra. Confira abaixo como adquiri-la. 

Lembre-se que se você demorar solicitá-la, poderá ficar sem ela em sua estante. Livros que falam sobre "Cangaço" a demanda é grande, e principalmente, os colecionadores que compram até de dezenas ou mais para suas estantes. 

Valor: R$ 40,00 Reais 
E-mail para contato:
 
luiz.ruben54@gmail.com
graf.tech@yahoo.com.br

Luiz Ruben F. de A. Bonfim
Economista e Turismólogo
Pesquisador do Cangaço e Ferrovia

http://blogdomendesemendes.blogspot.com