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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

SEU FRANCELINO

Clerisvaldo B. Chagas, 3 de agosto de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 1.956

       No Sertão, todo mato serve para alguma coisa. Para comer, para medicamento, para males físicos via espiritual. Podemos afirmar com toda ênfase que a vegetação sertaneja é uma grande farmácia ao ar livre. Desde a raiz da perigosa urtiga até árvores frondosas como a quixabeira. Desde quando os indígenas sertanejos da colonização passaram para os nossos antepassados brancos seus conhecimentos medicinais que a flora vem sendo utilizada. Mesmo nos tempos atuais, as pessoas sertanejas continuam recorrendo aos conhecimentos dos nossos avós. Aliás, os próprios remédios de farmácia vieram das plantas, primeiros socorros naturais da humanidade. O que se exige hoje é um maior cuidado ao usar a fitoterapia.
Vassourinha-de-botão. (Foto: Reprodução/Flor de Lis).
Como criança, o mais antigo rezador que cheguei a conhecer e precisar dos seus serviços foi o senhor Francelino. Já em torno dos sessenta anos, morava o homem no lado de baixo da Rua São Pedro. Franzino, educado, paciente e solícito, bastava mandar chamá-lo para o seu comparecimento. Identificado o incômodo, seu Francelino ia até o outro lado da rua sem calçamento e apanhava três pés de “vassourinha”, entre as pequenas plantas da via. Mandava o paciente sentar perto da porta aberta e passava o ramo murmurando as suas orações. Ao final da reza – que nem demorava muito – as plantinhas murchavam e eram jogadas por ele no meio da rua. Em pouco tempo o doente ficava curado e até saía pulando igual a cabrito.
Não queremos fazer propaganda da vassourinha-de-botão (família das Rubiaceae) dizendo que ela é utilizada em chás contra asma, diabete, hemorroidas, varizes, ameba, dermatoses, erisipela, febre, vômitos e tosse. Estamos apenas dando um balanço na vida com tantos males chegando da alma, do interior, da consciência e da boca do Homem. E nas circunstâncias buliçosas da vida moderna, às vezes nos encolhemos e nos acovardamos diante de forças que não sabemos combater. Colocando fogo no cachimbo – igualmente aos pajés das tabas selvagens – deixamos subir a fumaça do espiritualismo alentador...
Ah! Quanta falta faz SEU FRANCELINO.

SERTÃO, FORÇA E FÉ

*Rangel Alves da Costa

O sertanejo sempre cultivou fervorosa religiosidade. Seja na cidade ou no campo, na casa arrumada ou na tapera, dificilmente não se encontram as mais singelas demonstrações de fé. O anúncio na entrada dizendo que Deus protege a casa, retratos e imagens de santos, vela acesa, o antigo oratório como miniatura do céu. Além, logicamente, da devoção presente em cada coração.
Lugar de beatices, fanatismos, promessas e devotamentos, o sertão é a síntese de uma religiosidade que não existe mais noutros lugares. A devoção é tamanha que nenhum tipo de sofrimento - seca, fome, sede, miséria - é imaginado como falta de piedade divina. E sim como culpa do próprio homem enquanto pecador e suas desastrosas ações sobre a terra.
Nos momentos mais difíceis, naqueles períodos em que a desolação toma conta dos quadrantes esturricados pelo sol escaldante, ainda assim é na religiosidade que se apegam na esperança de dias melhores. Então se avolumam as rezas e as promessas, os terços e rosários ficam mais desgastados, os joelhos se dobram com muito mais devoção e fervor.
Quanto mais humildes, pobres e calejados são os sertanejos, mais se entregam aos poderes de Deus, à força dos santos e dos anjos bons e a tudo que, sob o manto da religiosidade, elevem sua fé, sua proteção diante das dificuldades da vida e a sempre alentada esperança de salvação eterna. Muitos ainda possuem o jejum como obrigação, combatem fervorosamente os pecados mundanos, vivem segundo ordena cada conta de seu terço de todo dia.
Assim se expressa a religiosidade de um povo que, ao lado dos cultos oficiais, também se lança entusiasticamente na adoração de outros dois principais protetores, ou santos nordestinos, como preferem dizer: Padim Ciço, o Padre Cícero Romão Batista, e Frei Damião, o missionário e milagroso capuchinho. Em muitas casas e casebres, ainda que sobre a velha mesa não exista qualquer jarro barato de enfeite, será possível afastar as duas imagens dos dois santos sertanejos.
E um sertanejo entristecido pelo sol de mais de ano, vendo tudo esturricar ao redor, ouvindo o mugir do gado faminto e sedento, subiu numa montanha, fez uma oração em constrição aflitiva, depois levou à boca o berrante, deu uns três sopros dolentemente ritmados, e em seguida começou a aboiar. Expressava seu aboio triste como se estivesse declamando para o horizonte ressequido ouvir:
E entoando seu canto triste soltava suas angústias e esperanças, dizendo:
Bem-aventurados os pobres sertanejos, porque deles é esse sertão injustiçado, mas glorificado pelo Senhor.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados, terão chuva em abundância, colheita com toda fartura, comida sobre a mesa e alegria no coração.
Bem-aventurados os mansos, os pacientes, os que não se desesperam diante do sofrimento, porque herdarão a terra, e uma terra molhada, com grão semeado e a força de cada um para remover a terra até dela sair o broto, o fruto e o significado da vida do sertão e do sertanejo.
Bem-aventurados os que têm fome e sede não só de Justiça, mas também de clemência das autoridades, do olhar piedoso dos governantes, de compreensão de quem desconhece essa vida e de quem vê tudo isso e se faz de fingido. Porque precisamos também ser fartos dessas coisas que o mundo pode oferecer.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão a Misericórdia, pois mesmo na terra seca semeamos a bondade, no chão ressecado da lagoa semeamos a esperança, no irmão desconhecido semeamos a amizade, e nos nosso corpo enfraquecido semeamos a prece e a oração, com a certeza de que Deus não nos faltará.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a face e Deus, e assim é o coração sertanejo, na sua vida para o trabalho, na sua lide sem mágoa, na sua vontade de sempre doar, ajudar o irmão. E se não faz aquilo que não pode é porque também está semeando para um dia fazer muito mais.
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. E é por isso que o manto da paz se estende sertão adentro, lavando com as águas do tempo o sangue inocente que escorre e fazendo desse sal da vida um chamando para que vivamos em paz e comunhão.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição dos poderosos, das autoridades, dos governantes, daqueles que deveriam ser a mão estendida e se comportam como algozes, pois o pequeno Davi matuto derruba com o sopro da força divina todo aquele que nos olha com o olhar de Golias.
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem, perseguirem e mentirem, dizendo todo mal contra vós por causa do Senhor. Não, não nos farão trocar nossa fé pelas promessas mundanas nem nosso Deus por ídolos sem altares, pois em cada barraco de taipa há uma imensa igreja e dentro dela um céu também de barro e com anjos nus, e ainda assim sorridentes e felizes.
Então exultai e alegrai-vos irmãos sertanejos, porque é grande a glória que descerá dos céus, porque de sede e de fome também sofreram os profetas que vieram antes de nós.


Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

NO COITO DO PESQUISADOR... COMO VAI VOCÊ, LUIZ RUBEN?

Aderbal Nogueira visita ao acervo do pesquisador pernambucano Luiz Ruben, uma referência no estudo do cangaço no Brasil.



http://lampiaoaceso.blogspot.com/2018/08/no-coito-do-pesquisador.html

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OS MELHORES AMIGOS DOS CANGACEIROS



Em suas andanças por sete estados do Nordeste, Virgulino Ferreira da Silva era manchete constante nos jornais da região de 1920 – quando entrou para o bando de Sinhô Pereira – até a sua morte em 28 de julho de 1938, na grota de Angicos, em Sergipe. Até terminar seu reinado, o mais famoso bandoleiro brasileiro perdeu muitos companheiros de lutas, homens e mulheres que cedo ou tarde eram atingidos pelas balas disparadas pelas volantes, forças policiais móveis formadas por sertanejos iguais em tudo na vida.

O Diario de Pernambuco, graças aos seus correspondentes em toda a região, registrou esta luta em detalhes. Tanto que, em 30 de maio de 1935, informava aos seus leitores com destaque que Lampião havia sofrido uma grande perda em Tacaratu, após combate com o grupo do tenente Manoel Netto. Dourado, o cão de estimação do cangaceiro, foi varado por uma bala de fuzil disparada por um soldado que ia ser atacado pelo animal feroz, um legítimo Boca Preta Sertanejo, raça nordestina que já era criada pelos índios antes da chegada dos portugueses e hoje é objeto de estudos da Embrapa.

Segundo o Diario, Dourado “ostentava uma custosa coleira com incrustações a ouro e prata”. Amante dos cachorros, Lampião sempre procurou ter estes animais ao seu lado. Um ano depois da perda de Dourado, ele foi fotografado e filmado por Benjamin Abrahão, o libanês ousado que depois virou o personagem principal do filme “O baile perfumado”, ao lado de dois cachorros, Ligeiro (mais claro) e Guarani (mais escuro). Os cães estavam à vontade, sendo até acariciados por Maria Bonita. Ligeiro foi morto a bala. Quando Lampião foi emboscado em Angicos, sobre Guarani, o único que estava com o bando de nove homens e duas mulheres, há duas versões: foi morto junto aos cangaceiros ou adotado por um soldado da policia de Maceió.

Em dezembro de 1931, em um cerco no Raso da Catarina, na Bahia, Lampião já havia perdido um cachorro atingido na barriga pelas volantes lideradas pelos oficiais do Exército Ladislau, Liberato, Manuel Arrudas, Luís Maranhão e Osório Cordeiro. Os cães, para os cangaceiros, eram companheiros de lida, mas nada amestrados. Os pesquisadores ainda se dividem se eles realmente tinham realmente a função de alertar.

A relação de Lampião com os cachorros vem de antes da sua entrada no cangaço. Em uma das histórias do início da briga da família de Virgulino Ferreira da Silva e o vizinho José Saturnino, em Serra Talhada, consta que um morador da fazenda do inimigo do futuro cangaceiro teria ido reclamar da invasão do pasto pelo gado dos Ferreira. Um dos seus cachorros teria matado um cachorro de Virgulino. Lampião, segundo o sertanejo João Alves Feitosa, em depoimento em 1973, citado no livro “Lampião, senhor do sertão: vidas e mortes de um cangaceiro”, da francesa Elise Grunspan-Jasmin, disse que Lampião ficou “bastante agostado”. Foi quando resolveu acertar as contas com Saturnino e sua turma e sua peleja sangrenta começou.

O tema dos animais de estimação dos cangaceiros ainda é periférico nos estudos deste fenômeno nordestino. Graças aos registros fotográficos deixados pelo bando de Lampião e seus seguidores – Corisco também é visto com a sua cadela malhada Jardineira – eles acabaram se tornando divulgadores involuntários da raça Boca Preta Sertanejo, descrita com detalhes por Graciliano Ramos no romance “Vidas secas”. Sim, Baleia tinha parentesco com Dourado, Ligeiro, Guarani, Juriti e Seu Colega, os cães de verdade dos cangaceiros. Eram animais bons “de gado, de caça e de raposa”. E de histórias também.


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CELEBRAÇÃO ENCERRA TEMPORADA 2018

Por Giovanni Sá
Fotos: Farol de Notícias/Max Rodrigues

Publicado às 12h30 deste domingo (29)

Serra Talhada foi palco neste domingo (29) do Tributo a Virgolino- A Celebração do Cangaço- que ocorreu na Estação do Forró, fechando uma série de homenagens ao cangaceiro Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, filho de Serra Talhada.

O evento foi organizado pela Fundação Cultural Cabras de Lampião (FCCL) que também promoveu o espetáculo ‘Massacre de Angico’-A Morte de Lampião- que encerrou neste sábado (28) uma temporada de quatro espetáculos ao ar livre.

HOMILIA

A Missa do Cangaço teve como celebrante o Padre Custódio Sá, e o ato religioso e cultural, contou com toda uma mística marcada pelas figuras e elementos do cangaço. Durante a homilia, o padre enfatizou que o ‘Rei do Cangaço’ tinha um perfil de homem caridoso, apesar da lista de crimes em sua vida de bandoleiro. O padre também ‘alfinetou’ a classe política e o Poder Judiciário.

“Lampião tinha seu perfil de caridade porque costumava tirar de quem muito possuía e distribuía com os mais pobres. E digo mais: se a Justiça tivesse agido logo quando o pai de Lampião foi assassinado, talvez a história fosse contada de um outra maneira hoje em dia”, pontuou Padre Custódio Sá.

Após a Missa do Cangaço, houveram apresentações culturais da Banda de Pífanos Santo Antonio, Bacamarteiros do Pajeú, Grupo Musical Marcas de uma Cruz, Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, e causos recitados pelo poeta Clênio Sandes.

Clique no link para ver todas as fotos:

http://faroldenoticias.com.br/missa-do-cangaco-encerra-homenagens-a-lampiao-em-st/

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ASCRIM/PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE DE LANÇAMENTO DO LIVRO “FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDA PÚBLICA” -OF. Nº 037/2018.


MOSSORÓ-RN, 03 de AGOSTO de 2018.


 ‘RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(A).’ 

      É COM SATISFAÇÃO QUE TENHO A HONRA DE CONFIRMAR MINHA PRESENÇA AO LANÇAMENTO DO LIVRO “FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE PÚBLICA”, DO ESCRITOR MOSSOROENSE DR.FRANCISCO CANINDÉ MAIA.

   O REFERIDO EVENTO ACONTECERÁ NO PRÓXIMO DIA 09.08.2018(QUINTA-FEIRA), ÀS 19H00MIN, NO AUDITÓRIO DA OAB, LOCALIZADO NA RUA DUODÉCIMO ROSADO, 1125, NOVA BETANIA, 17, CENTRO, NESTA URBE.

   
   PORTANTO, REPASSO A TÍTULO DE LEMBRETE O ASSUNTO DO ALVO CONVITE(ANEXO) DE IGUAL MODO, POR CÓPIA, A0S INSIGNES DIGNITÁRIOS ELENCADOS NO “POST SCRIPTUM”, -OS QUE DISPONIBILIZARAM, GENEROSAMENTE, SEUS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS-, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS HONRADAS PRESENÇAS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.  
    CONCLAMANDO AOS ACADÊMICOS E POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADÊMICOS DA ASCRIM, COMPARECEREM AO EVENTO SUPRAMENCIONADO, COMUNICO, DEVEM CUMPRIR O RIGOR OBRIGATÓRIO ESTATUTÁRIO DE USO DO UNIFORME OFICIAL (VESTE TALAR), CONSOANTE NORMA ESTATUTÁRIA, ATRIBUTO SIGNATÁRIO DO DECORO INTELECTUAL E ORGULHO DA MORAL QUE ASSIM OS IDENTIFICA, ENTRE OS PARES, EM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA GRANDEZA.


SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
-PRESIDENTE DA ASCRIM-

P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NESSE CONTEXTO E NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS  INSIGNES DIGNITÁRIOS:
  
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES.
REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS.
MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES.
ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA.
ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES.
DIGNOS ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.
POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM

Enviado por ascrim

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ATENÇÃO ESCRITORES MOSSOROENSES


Por Benedito Vasconcelos Mendes

Convidamos todos os autores de livros que residem em Mossoró,  para participar da I FEIRA DE LIVROS DE AUTORES MOSSOROENSES, que ocorrerá na manhã do dia primeiro de setembro de 2018, no Museu do Sertão. Na próxima segunda-feira, dia 6-8-2018, às 9 horas, na Biblioteca Ney Pontes Duarte (Biblioteca Municipal) vai ocorrer uma reunião com todos os escritores que pretendem expor e vender seus livros na referida feira.


COMPAREÇA!

XIII JORNADA CULTURAL DO MUSEU DO SERTÃO 
                                                                   
DATA: 01 de setembro de 2018 (sábado).                                                                 
Local: Museu do Sertão (Estrada da Alagoinha- Mossoró                 

7:00 horas - Missa de Ação de Graças.                                               

8:00 horas - Apresentação e execução do Hino do Museu do Sertão pelo Grupo Musical Incanto.                                                            

8:30 horas - Palestra sobre a importância do acervo do Museu do Sertão.                                                                                          

PALESTRANTE: Benedito Vasconcelos Mendes                                                                                                  
9:00 horas - Palestra sobre a Livraria de Autores Cearenses.                                                
PALESTRANTE: Escritor e Ex-Governador Gonzaga Mota                                                                                                         
9:30 horas- Abertura da I Feira de Livros de Escritores Mossoroenses, organizada pela AMARP/ Museu do Sertão.                                                                              
10:00 horas-Entrega de Diplomas e Comendas.                                                           
10:30 horas- Lançamento do livro “Lembranças Campestres”, de autoria do Prof. Benedito Mendes.                                              11:00 horas- 

Visita ao Museu do Sertão,  coordenada pela Pedagoga Susana Goretti Lima Leite.                                                                                                                  
12:30 horas- Encerramento.


MUSEU DO SERTÃO REALIZA PRIMEIRA FEIRA DE LIVROS DE AUTORES MOSSOROENSES                                            

Por ocasião da XIII Jornada Cultural do Museu do Sertão, que ocorrerá no dia primeiro de setembro de 2018 (sábado), vai ser realizada a Primeira Feira de Livros de Autores Mossoroenses. Esta feira está sendo organizada pela AMARP-Academia Mossoroense de Artes Plásticas,  em parceria com o Museu do Sertão. 

Os autores interessados em expor e vender seus livros na referida feira deverão procurar a Presidente da AMARP, escritora Franci Francisca Dantas (WhatsApp (84) 98702-6123 ).

C O M U N I C A D O

Comunicamos aos professores e estudantes dos colégios e universidades e ao público em geral, que a próxima visita ao Museu do Sertão será no dia primeiro de setembro (sábado), das 7:30 às 12 horas. Lembramos que o ingresso é um quilo de alimento não perecível, que deverá ser entregue diretamente, no Lar da Criança Pobre de Mossoró ( Irmã Ellen ). Na oportunidade haverá uma palestra proferida pelo Prof. Benedito Vasconcelos Mendes, sobre a importância do acervo do Museu do Sertão, para o entendimento da cultura regional.

PROFESSOR BENEDITO LANÇARÁ SEU NOVO LIVRO “LEMBRANÇAS CAMPESTRES “DURANTE A XIII JORNADA CULTURAL DO MUSEU DO SERTÃO, NO PRÓXIMO DIA PRIMEIRO DE SETEMBRO.   

                                                                                                  
O novo livro do Prof. Benedito Vasconcelos Mendes, “Lembranças Campestres“ já se encontra na Editora Expressão Gráfica, em Fortaleza, para ser impresso. É uma memória de sua adolescência, vivenciada na Fazenda Aracati e no Sítio Frecheiras, de propriedade do seu avô paterno, onde ele passava as férias escolares. Ele transcreve as atividades destas duas propriedades rurais, uma no sertão e a outra na Serra da Meruoca, durante as décadas de 1950 e 1960 e também relembra seus momentos de lazer, como o banho e pescarias nas águas do Rio Aracatiaçu e outros fatos interessantes observados no cotidiano sertanejo. Este livro será lançado na I Feira de Livros de Autores Mossoroenses, que ocorrerá por ocasião da XIII Jornada Cultural do Museu do Sertão, na manhã do próximo dia primeiro de setembro, na sede do Museu do Sertão, em Mossoró-RN.
Enviado pelo professor e escritor Benedito Vasconcelos Mendes


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PROFESSOR BENEDITO LANÇARÁ SEU NOVO LIVRO “ LEMBRANÇAS CAMPESTRES “ DURANTE A XIII JORNADA CULTURAL DO MUSEU DO SERTÃO, NO PRÓXIMO DIA PRIMEIRO DE SETEMBRO .


Por Benedito Vasconcelos Mendes

O novo livro do Prof. Benedito Vasconcelos Mendes, “Lembranças Campestres “ já se encontra na Editora Expressão Gráfica, em Fortaleza, para ser impresso. É uma memória de sua adolescência, vivenciada na Fazenda Aracati e no Sítio Frecheiras, de propriedade do seu avô paterno, onde ele passava as férias escolares. 


Ele transcreve as atividades destas duas propriedades rurais, uma no sertão e a outra na Serra da Meruoca, durante as décadas de 1950 e 1960 e também relembra seus momentos de lazer, como o banho e pescarias nas águas do Rio Aracatiaçu e outros fatos interessantes observados no cotidiano sertanejo. Este livro será lançado na I Feira de Livros de Autores Mossoroenses, que ocorrerá por ocasião da XIII Jornada Cultural do Museu do Sertão, na manhã do próximo dia primeiro de setembro, na sede do Museu do Sertão, em Mossoró-RN.

Enviado pelo professor, escritor Benedito Vasconcelos Mendes

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LIVROS SOBRE CANGAÇO VOCÊ OS ENCONTRARÁ

Por Francisco Pereira Lima

Indicação Bibliográfica. Alguns livros, entre muitos, que tratam da Genealogia e História do Sertão do Pajeú e adjacências. Em breve irá figurar mais 2 livros importantes dessa área, que estão sendo reeditados: Vila Bela, Os Pereiras é outras Histórias, de Luís Wilson e São José do Belmonte de ValdirJosé Nogueira

Quem desejar adquirir estes e outros 550 títulos:

franpelima@bol.com.br e 
WhatsApp 83 9 9911 8286

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quinta-feira, 2 de agosto de 2018


ESTOU COM DIFICULDADES PARA FAZER POSTAGENS MAIORES.

CORISCO

Por Rubens Antonio

Para quem está acompanhando a evolução gradual desta imagem. Cuidando de cores, sombras, detalhamentos e volumes... Ainda há muito a caminhar. Algumas interferências desenvolverei, progredindo. Outras recuarei... É um trabalho longo.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2275493785824236&set=a.1941574009216217.1073741870.100000909118104&type=3&theater

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MARIA BONITA

Por Ruy ima

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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

DIA DOS PAIS

Por Ivone Boechat

O que se espera do pai numa sociedade massacrada por desorientações sobre a família ? O que representa o pai no mundo atual? Quem é o pai?  Como preparar alguém para ser um pai de família?  A educação tem a resposta e os recursos para a formação e o aperfeiçoamento do ser humano. Sem educação, aliás, com a distorção dos fundamentos essenciais, o que se constrói é a caricatura do projeto divino. O próprio homem não se reconhece.

Para ser pai é preciso estar disposto a ser um companheiro com uma capacidade absurda de humildade. Sim, a educação dos filhos vai exigir compromisso em todos os desafios. Não adianta fazer de conta que a tarefa é da mãe e deixar pra lá, só tirando os atrasos da omissão nos dias de festas e passeios.

A imagem do pai é fundamental, mas ele tem que sair dos altares da homenagem, cair dentro da batalha do cotidiano e fazer de tudo para não perder seus filhos para o mundo das drogas. Os traficantes de idéias deturpantes trabalham o universo da criança desde a mais tenra idade.

O pai deve estar atento a todo tipo de comportamento e ser muito cuidadoso. Ele deve saber que a droga da informação equivocada intoxica e arrasta a conceitos errados, ideologias irreais. As pessoas são convencidas de que o errado é o certo: “rouba, mas faz”, “os meios justificam os fins”, “roubou para dar aos pobres”;  “corrupto mas competente”...

A informação se especializa em mentiras e violência e isto é usado para corromper valores, porque o menino nativo digital tem acesso a tudo quanto é lixo virtual. Como disse Joseph Pulitzer( 1847-1911): “Com o tempo, uma imprensa cínica mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”.

Pai, compareça às reuniões da Escola do seu filho, confira os livros e tarefas, fique atento para não ter a decepção de estar educando seu filho em casa com preceitos e provérbios que você traçou para harmonizar a vida e a instituição paga com o seu sacrifício esteja desarrumando tudo.
Ivone Boechat

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Enviado pela autora

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DULCE



Dulce: o doce dengo de Deus, e seu filho Elói Menezes, orgulhosamente, apresentam o livro DULCE - A BONECA CANGACEIRA DE DEUS. Um pouco da infinita história desta mulher, o único arquivo vivo do cangaço. O realismo torna este romance fascinante, intrigante, emocionante e apoteótico.

Foto tirada hoje, 31/07/2018.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=629127657471060&set=a.131042527279578.1073741828.100011214939678&type=3&theater

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LAMPIÃO PERSONAGEM DA HISTÓRIA NORDESTINA, FOLCLÓRICA E CONTROVERSA 80 ANOS DO "FIM" DO CANGACEIRO MAIOR::



[Blog Ponto de Vista, Editor jornalista Nelson Freire, de Natal, Rio Grande do Norte, nesta reprodução do artigo do professor e escritor Luiz Serra, 01/08/2018.]

LAMPIÃO, UMA LENDA 80 ANOS APÓS A MORTE
. . . Luiz Serra

Esse personagem marcante para a história nordestina continua sempre adorado ou odiado, muito mais referência como um marco de resistência popular do que puramente um bandoleiro das caatingas. Secamente, quem opina movido a repetitório, por uma simples leitura, em meio a centenas de obras e cordéis, todo modo, faz ainda mais por nutrir a legenda, a história motriz sertaneja.

Cangaço Portinari

O conveniente seria que os leitores examinassem a época, de preferência, a República Velha com as intrincadas conexões que moviam as vidas distantes do litoral, atreladas aos coronéis da Guarda Nacional, instituto nascido no Império. As relações de compadrio das glebas cabrocadas, termo da época que chamavam os roçados cultivados por agregados, sertão à dentro. Léguas compridas de extensão catingueira, cujos limites sem cercados eram vigiados por capangas e curimbabas, fixados em choças do esconso sertanejo. A conversa era na bala! Os incomodados se não tivessem padrinhos, mesmo que fossem “de fogueira”, tinham que se mudar pra longe para não morrer de morte matada.

Nessa linha de pesquisa, historiadores que perscrutam a senda do cangaço, e a vida dos tornados cangaceiros, reiteram que a família de Virgulino Lampião vivenciou o mesmo drama de muitos clãs pobres do sertão nordestino. E o pior, enquanto a disposição dos territorialistas coronéis sertanejos era de sustentar a ferro e fogo suas posses, quaisquer reativas de pequenos núcleos de indivíduos em bandos, ou mesmo de rústicos roceiros, eram tratadas como, no mínimo, foras da lei em cenário anárquico da imensa caatinga. Lampião e os irmãos teriam acabado, igualmente, numa situação sem saída, e adentrado na anarquia generalizada, de conflitos, revanches, cuja resolução de questões pontuais eram obtidas no cano de bacamartes e fuzis Winchester “papo-amarelo”.

Meus sertões Mirian Merci

Nesse seguimento, acabou que o pai de Virgulino Ferreira, um almocreve, esforçado trabalhador de pequena gleba, foi atingido por uma chamada volante de cachimbos que, como se sabia, era força móvel policial, arregimentada a partir de quadros de jagunçada de chefes políticos de cada província sertaneja, ora fardados ora paisanos. Para uns era a lei e a ordem no sertão; para outros, ordem intrínseca a uma estrutura anárquica, isto é, de precária ordem ou disposição legal a partir de detentores de vastos latifúndios rurais onde se praticavam tipos de cultura que não exigiam grande investimento. Bastavam as guardas pessoais ou capangagem bem armadas.

A inserção de Lampião como líder de bando, na expectativa dos sertanejos, era que ele não duraria muito tempo de ação, no entanto, por inegáveis “qualidades” de estratego e gestor de pelotões “do mal” nômades, conservou-se na luta por duas décadas. Ora arrostando coronéis internados na caatinga com imensas glebas, a partir de astuciosas aproximações, para poder fazer acampadas nesses territórios particulares, ora agredindo quem não colaborava ou traísse acordos precários claramente para atemorizar pequenos ou maiores donos de roçados, protetores de povoados, para que assegurassem os segredos de coito.

Os Cangaceiros, de Carybé “A Expedição Contra Lampião”.... Folclorenote

Muito dessa história pode absorvida em prazerosas leituras, a mencionar, de início, o mestre Luís da Câmara Cascudo, com as deleitosas análises etnográficas; também as linhas de pesquisa do escritor Honório de Medeiros, potiguar; as páginas eletrônicas de Rostand Medeiros; obras de Frederico Pernambucano; de Antônio Amauri; João de Sousa Lima, de Paulo Afonso; Oleone Fontes e José Bezerra Irmão, baianos; a filmografia de Aderbal Nogueira; livros de Sabino Basseti; Vera Ferreira; artigos do Blog Cariri Cangaço, de Manoel Severo; os folhetins do poeta Patativa do Assaré, entre outros narradores dessa história ímpar do chão nordestino.

Por derradeiro, se Lampião se finasse como uma página fechada e sombria da história, teria o mesmo fim de outro meliante cruel e de péssimos sentimentos, que se apagaria no tempo. Mas, não foi isso que se sucedeu. E pela lógica dos pobres, dos anti-heróis, dos perdedores, acabou martirizado, a exemplo de Jararaca em Mossoró, teria acabado mais um detestável personagem anônimo. Ocorre que a chamada Nova História, das ideias e mentalidades, faz recriar mitos que se consolidam com a cumplicidade popular, e, tal como Che, na América Latina, Lampião pode ser encaixado no escopo dessa vertente historiográfica, e assim ficará ao longo do tempo.

Desta forma, o romancista nordestino do Auto da Compadecida, Ariano Suassuna, longânime escritor brasileiro, definiu Lampião:

Lampião cometeu atos cruentos. Virgulino não era uma alma pura, mas também não era uma alma pequena e vulgar, era uma alma grande. Era um personagem trágico.

Do escritor Ariano Suassuna, em palestra no TST, DF: 18/04/2012.

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