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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Livro "Lampião a Raposa das Caatingas"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:

franpelima@bol.com.br

Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

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LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.

franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

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LAMPIÃO O SATANÁS.

Por João Filho de Paula Pessoa

“Lampião era de uma sagacidade sem nome. Era muito difícil pegar Lampião; ele não caía em emboscadas. Ele vinha de lá e de lá alguém nos avisava. Ficava um bocado esperando ele aqui. Grupos de quatro ou cinco volantes emboscados. Ele vinha, vinha, quando chegava a um ou dois quilômetros da emboscada, ele entrava pelo mato e desaparecia. Isso eu mesmo vi, não foi ouvindo contar não. Eu mesmo vendo. Não! Não sei o que é que ele era não. Não sei se era o Cão. Devia ser Satanás”.

Davi Jurubeba, ex-Volante Nazareno em entrevista ao pesquisador Sérgio Augusto de Souza Dantas. 

João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 12/02/2020.


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CANGACEIRO CARIRI

Por Manoel Severo

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'ELE TINHA NO ROSTO UM PAVOR ENORME', DISSE SOLDADO QUE MATOU O CANGACEIRO LAMPIÃO, HÁ 80 ANOS

 Foto de Arquivo/ O GLOBO 

"Livre o Nordeste do maior de seus bandoleiros", publicou O GLOBO em sua primeira página do dia 29 de julho de 1938, há 80 anos, quando o jornal noticiou a morte de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. O fim do famoso cangaceiro ainda seria motivo de manchetes nos dias seguintes, à medida que chegavam à redação mais informações sobre a emboscada na qual o criminoso foi morto pelos policiais comandados pelo Tenente João Bezerra. No dia 1 de agosto daquele ano, O GLOBO publicou um depoimento do soldado que alvejou Lampião, na madrugada do dia 28 de julho, na fazenda Angicos, no sertão sergipano.

Segundo o relato do policial Antonio Honorato da Silva, o cangaceiro estava acabando de acordar quando foi morto por ele. Lampião tinha ao lado a sua mulher, Maria Bonita, que também não foi poupada, mesmo após se render. O casal e mais nove integrantes do bando foram mortos naquela tocaia.


- Vi Lampeão erguer-se, tinha no rosto um pavor enorme. Levei o fuzil ao rosto e mirei bem. A mulher estendeu os braços, pedindo clemência. Nesse instante, fiz fogo. Ele baqueou e eu acompanhei a queda com outros dois tiros. Estou satisfeitíssimo e sou o homem mais feliz do mundo - descreveu Antonio Honorato da Silva, em depoimento enviado por telégrafo. 

Naquele mesmo dia 1 de agosto, o jornal divulgava mais informações sobre o chamado Rei do Cangaço, que, durante cerca de 18 anos praticou todo tipo de roubo e assassinatos em sete estados do Nordeste, sempre acompanhado de seu bando. De acordo com relatos de pessoas próximas a ele, Lampião vinha manifestando a vontade de sair da vida de crimes, depois de comprar propriedades agrícolas em Sergipe. Mas, àquela altura, o pernambucano já estava sendo procurado, vivo ou morto, pelas autoridades de diferentes Estados.


"Chegam agora novos detalhes da maneira por que os cangaceiros foram surprehendidos", relatou O GLOBO. Segundo a reportagem, enviada de Maceió, Alagoas, os policiais foram informados de que os bandidos estavam acampados na fazenda Angicos, onde hoje fica o município de Poço Redondo, em Sergipe. Eles cercaram o acampamento do bando no meio da noite, "collocando metralhadoras em todos os flancos, emquanto dois soldados atirariam isoladamente em Lampião e Maria Bonita".

Por volta das 5h da manhã, pouco antes de amnhecer, os soldados avançaram pelo mato sobre as barracas. Quando viu os "volantes", o líder do grupo se levantou e, surpreso, foi alvejado na boca, na nuca e na cintura. "Maria Bonita fez um gesto de supplica, tentando impedir a morte do amante, e caiu sob rajadas de balas", descreveu o jornal. Mesmo depois de ver o líder morto, seus comparsas revidaram fogo, mas os soldados levaram a melhor. Alguns integrantes do bando fugiram, mas pelo menos nove foram mortos naquele confronto.

Em seguida, os soldados decapitaram os corpos de Lampião, Maria Bonita e outros bandidos. Os corpos mutilados foram deixados a céu aberto, mas as cabeças foram salgadas e carregadas em latas de querosene, sendo expostas em várias cidades desde o local da emboscada até Maceió. A começar pelo município de Piranhas, onde os policiais deixaram as cabeças à mostra na escada de acesso à prefeitura. 


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AUDÁLIO TENÓRIO, O CORONEL DAS ÁGUAS BELAS

Por Manoel Severo
Casarão do Riacho Fundo

A cerca de 90 km de Garanhuns vamos encontrar o município de Aguas Belas. Anteriormente denominada de Ipanema, tem seu  nome atual a partir da afirmação do Ouvidor Jacobina, que durante uma viagem pela região, encontrou no local água potável de excelente qualidade e teria falado: "Águas Belas, as desta povoação que a chamam de Ipanema, quando lhe deviam chamar, antes, Águas Belas". O município pertencia a Buique, emancipando-se no ano de 1871 e passando a categoria de cidade em 1904. Sua populaçao de acordo com senso de 2009 era estimada em cerca de 40 mil habitantes.

Mapa do estado de Pernambuco, em destaque: Águas Belas
 Matriz de Águas Belas
Casa de Audálio Tenório, centro de Águas Belas

Partindo de Garanhuns pela BR 423, antes mesmo do entroncamento que dá acesso à sede do munícipio; cerca de 75 km da cidade das sete colinas, vamos encontrar a majestoja Casa Grande da Fazenda Nova, petencente ao poderoso chefe político local, Coronel Audálio Tenório de Albuquerque. Potentado pertencente as prestigiadas famílias Albuquerque, Maranhão e Lucena, Audálio por décadas foi um dos principais chefes políticos do agreste pernambucano, ao lado de seus parentes: Gerson Maranhão, de Itaiba e Zezè Abílio de Bom Conselho. Audálio Tenório se notabilizou pelo grande poder político e economico e também por ser um dos mais poderosos coiteiros de Virgulino Ferreira, no estado de Pernambuco.

Recebidos pelo confrade, pequisador Antonio Vilela, tivemos o previlégio de visitar a Fazenda Nova, pertencente ao grande coronel. Atualmente administrada por sobrinhos, encanta pelos traços fortes e bem conservados ainda da época do grande líder aguabelense.

 Casa Grande da Fazenda Nova
Casa agregada: Fazenda Nova
Vilela abrindo caminho para a subida ao Casarão do Riacho Fundo
Antonio Vilela e Danielle Esmeraldo

Da sede da fazenda, partimos "caminhando", guiados pelo amigo Vilela, rumo ao "Casarão do Riacho Fundo", cerca de 4 km serra acima; uma verdadeira fortaleza no meio da montanha, de difícil acesso e por isso,lugar frequentado com constância pelo Rei do Cangaço, sob as bençãos do poderoso Audálio, o Casarão do Riacho Fundo se configurava como coito seguro para as hostes cangaceiras e era prova viva do poderio e da grandeza dos senhores coronéis do agreste.


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"O CANGAÇO EM ITABAIANA GRANDE"

Por Antônio Corrêa Sobrinho

Li boa parte, meu caro Robério Santos, o suficiente pra correr e lhe dizer, nesta página, o quanto eu gostei de “O CANGAÇO EM ITABAIANA GRANDE”, o seu mais recente livro, que o vi escrito também com as tintas do coração, dizendo-nos convincentemente, pelo testemunho de tantos que, na velha Itabaiana, vivenciaram o banditismo cangaceiro - que Lampião e muitos dos seus companheiros, como um José Sereno, José Baiano, Mariano, Volta Seca e outros mais, se não invadiram a cidade de Itabaiana, nascedouro de ilustres sergipanos, a exemplo do meu colega Antônio Samarone, foi porque não precisaram, eis que tinham suas necessidades ali devidamente satisfeitas, assim eu penso; mas logicamente que nesta cidade eles frequentaram sim, pessoas e lugares, disfarçados - como fazem os grandes artistas -, especialmente a grande feira de Itabaiana, sem mencionar que, naqueles idos, este termo já era um dos principais centros comerciais de Sergipe. Não podemos esquecer que estes cangaceiros, embora trilhando caminhos tortuosos, sob certas condições viviam e agiam como qualquer outro cidadão, principalmente num território, como o nosso, relativamente tranquilo às andanças destes celerados, pois comandado por uma liderança política coiteira de cangaceiros, como é sabido. Pois bem, estes impetuosos e ousados cangaceiros não deixariam de botar os pés na velha e atraente Itabaiana, nem de fazer, pelo menos, umas comprinhas na sua movimentada e farta feira, logradouro comercial dos mais atraentes e destacados do agreste sergipano, desde aqueles tempos. Parece que estou vendo... Lampião, em indumentária comum, de óculos escuros no rosto, talvez um chapéu pequeno na cabeça, calmamente, a comprar queijo, beiju molhado, milho assado...


Impressionaram-me, também, no livro, a rica icnografia e o ineditismo e significado de algumas imagens. E vi com satisfação a homenagem que você fez aos nossos grandes pesquisadores do cangaço, ao fazer menção aos seus nomes, ou transcrevendo para o livro, textos, informações, colocações. Da mesma forma, quando você faz perpetuadas as opiniões sobre o seu livro, postadas por amigos no Facebook.

História interessante, outrossim, a do bandido itabaianense, o que poderia ter sido o nosso Lucas da Feira, o infeliz Mata Escura - história que este seu livro nos traz.


E o cordel sobre Antônio Conselheiro! E o conto “Memórias de uma cabeça emancipada”!, ambos de sua autoria, que você nos brindou ao incluí-los no livro – trabalhos que, junto a outros de sua lavra, só revelam o homem de cultura que você é, inteligente, criativo e talentoso, além de pesquisador voraz e perspicaz e dotado dos bons atributos próprios dos grandes escritores, que é a espontaneidade no escrever e a coragem de dizer.

De modo que só me resta felicitá-lo pelo ótimo trabalho, no qual, além de você demonstrar em saciedade o que se propôs a fazê-lo, ou seja, a presença do cangaço em Itabaiana -, já nos faz vislumbrar, nas várias linhas dedicadas ao cangaceiro-mirim Volta Seca, um rascunho do que será a sua futura empreitada: biografar este lendário bandoleiro, este que será um dos seus melhores trabalhos, penso.

“O Cangaço em Itabaiana Grande” é um livro que recomendo a todos, especialmente aos sergipanos e aos que cultuam a cultura e a história deste País.


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NATIMORTO LITERÁRIO


Por Antônio Corrêa Sobrinho

Acabo de ler o livro "LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE", e confesso, embora eu já considerasse o autor Archimedes Marques um bom escritor, estou impressionado com a sua capacidade de, em frases e períodos tão longos, mas com clareza e objetividade, num linguajar até certo ponto jornalístico, sem perder de vista a técnica investigativa, fazendo disso, talvez, o maior "inquérito" de sua vida; formular argumentos tão lógicos, utilizando-se, inclusive, de forma constante, da ironia para dizer com humor das suas críticas e censuras aos ditos de Pedro Morais e, principalmente, para impor a este a obrigação de provar as suas acusações, ironia esta que também lhe serve para desvalorizar mais ainda o texto deste senhor. Trata-se de obra equilibrada, parecendo até que foi feita num só instante. Ao mesmo tempo, doutor Archimedes, inteligentemente, divide o ônus desta contestação com as principais vozes da historiografia do Cangaço, sem falar do cuidado para não atingir moralmente a pessoa de Pedro Morais.

Realmente, mesmo considerando a sua vasta experiência como delegado de polícia, a sua paixão pela cultura nordestina, notadamente o Cangaço, associado a um impulso natural que conduz os homens de bem a insurgir-se contra as injustiças, confesso mais uma vez a minha grande e grata surpresa, até porque o autor construiu tudo isso em tão pouco tempo, visto que "Lampião, o Mata-Sete" foi publicado um dia desses. Embora eu não seja um crítico literário, considero o livro "Lampião Contra o Mata Sete" uma obra completa no seu propósito de rebater as mal-intencionadas acusações de Pedro Morais, e tenho certeza de que os leitores estão se deleitando com tão boas explicações e excelentes raciocínios.

"Lampião Contra o Mata Sete", portanto, não apenas contesta de forma robusta e insofismável as aleivosias infundadas de Pedro Morais, mas condena este autor a viver doravante como um natimorto literário. Além do mais, o que é pior, o sentencia a ter que se explicar e ser criticado o resto da vida.

Daqui pra frente, o escritor Archimedes Marques pode considerar-se inscrito nos anais da história do Cangaço, com todos os méritos, não apenas pelo ineditismo da sua obra, mas pela excepcional defesa que fez, em última análise, desse pedaço da história nordestina, o que orgulha e enche de honra todos os sergipanos. Minhas efusivas congratulações.


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LAMPIÃO EM PAULO AFONSO

Por João de Sousa Lima

As histórias do cangaço em Paulo Afonso e região você encontra aqui nesse livro.

Para adquiri-lo: 
75-988074138 ou no supermercado Suprave e hotel Belvedere.

Valor R$ 40,00


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A FEIRA DO PAU (HISTÓRIA DE MACURURÉ)





quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

EMBUSTEIRO SE PASSAVA POR EZEQUIEL FERREIRA IRMÃO DE LAMPIÃO

Por José Mendes Pereira
Suposto Ezequiel à esquerda

Em 1984 apareceu em Serra Talhada no Estado de Pernambuco um senhor com aproximadamente 70 ou 80 anos dizendo ser Ezequiel Ferreira das Silva, o irmão mais novo do capitão Lampião, que dissera a um primo de nome Genésio Ferreira, que o motivo de ter voltado à sua terra natal simplesmente era para fazer documentos em cartórios, porque nunca fora registrado como um cidadão brasileiro.

Ora, lá em Serra Talhada era o ninho dos seus familiares e por que ele só apareceu a este senhor chamado Genésio Ferreira dizendo que era seu primo?  Ninguém mais parente deste deu depoimentos a outros escritores e pesquisadores, afirmando que tinha visto o Ezequiel Ferreira da Silva seu primo, tio, sobrinho ou outro parentesco qualquer, que poderia provar que o homem que se dizia ser irmão de Lampião como sendo Ezequiel Ferreira da Silva, era mesmo seu parente em qualquer grau familiar. Lógico que o tempo passa e as pessoas vão mudando um pouco as suas características de antes, mas não tanto. Eram apenas 47 anos.

Uma das provas que o homem estava querendo aparecer é que seu José Ferreira da Silva ou dos Santos jamais deixou um dos seus filhos sem registro de nascimento. Vejam que Virgolino Ferreira da Silva que era o 3º. filho de Maria Sulena e segundo de José Ferreira (caso Antonio Ferreira seja filho de um senhor chamado Venâncio, por ter sido dito pela mãe de Lampião que o fazendeiro havia tirado a sua virgindade e teria ficado grávida), nascido em 7 de julho de 1897 segundo “CERTIDÃO DE NASCIMENTO”, ou 04 de julho de 1898 “BATISTÉRIO” de Igreja Católica, já era registrado em cartório, e por que o Ezequiel Ferreira da Silva não fora registrado? Pura fantasia do embusteiro aos escritores e pesquisadores.

As informações deste senhor aos escritores e pesquisadores inclui pessoas que não estavam lá na Grota do Angico, naquela madrugada de inferno para os que lá estavam, um deles é o Félix da Mata que se lá estava eu não tenho conhecimento, possa ser que eu estou enganado. E veja que o suposto Ezequiel Ferreira da Silva mentiu bastante em dizer que Lampião o tirou do cangaço naquele ano de 1931, e como é que o Ezequiel aparece no cangaço estando na Grota do Angico até o dia 28 de julho de 1938?

Ele fala que Félix da Mata (não tenho certeza se ele estava na madrugada da chacina), ele, Luiz Pedro e mais Félix da Mata Redonda, tendo ele permanecido no Estado do Piauí, enquanto Luiz Pedro e Lampião tomaram o destino de Goiás, onde esse teria morrido no ano de 1981.

As suas informações foram dadas aos pesquisadores porque ele sabia do que tinha acontecido na grota do Angico através de jornais, revistas, rádios etc, porque todo Brasil esperava por esta notícia... Sendo assim, sabia falar um pouco no meio de uma lama de mentiras. 

Ninguém do cangaço os remanescentes não falaram isso a nenhum dos pesquisadores e escritores e sobre Lampião em outro Estado do Brasil as datas do seu falecimento são diferentes.

Mas lembrando ao leitor que o que escrevi “exceto parte do que escreveu o pesquisador e escritor Ângelo Osmiro”, o meu não tem nenhum valor para a literatura lampiônica. São apenas as minhas inquietações. 

Segundo um artigo do escritor e pesquisador do cangaço Ângelo Osmiro que não é ele que diz, e sim informação de outra pessoa, aqui está o título e o link abaixo: “A MORTE DE EZEQUIEL FERREIRA (PONTO FINO) IRMÃO DE LAMPIÃO”.


Mas lembrando ao leitor que o que eu escrevi “exceto parte do que escreveu o pesquisador e escritor Ângelo Osmiro” que você o verá clicando no link acima, o meu não tem nenhum valor para a literatura lampiônica. São apenas as minhas inquietações. 

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LAMPIÃO E MARIA BONITA, O FIM DOS REIS DO CANGAÇO

Por Marcelo Remígio
ARQUIVO/03-08-1938 Temidos. Lampião e Maria Bonita fazem pose no sertão; ao fundo, bando de cangaceiros

Ele era chamado de “governador dos sertões”, sem ter sido eleito. Ditou leis no interior de sete Estados nordestinos e fez frente ao coronelismo, que dominava a política e controlava instituições como a polícia. Em 29 de julho de 1938, O GLOBO trouxe em sua primeira página o fim da saga de Virgulino Ferreira o Lampião, e sua companheira Maria Deia, a Maria Bonita, mortos em uma emboscada no dia anterior, junto com outros nove cangaceiros, na Gruta de Angico, próxima às margens do Velho Chico, em Sergipe.

“Livre o Nordeste do maior de seus bandoleiros — ‘Lampeão’ morreu e sua cabeça, com a de 9 companheiros, foi conduzida para Maceió — A façanha do tenente Bezerra, traços biographicos do tenente facinora”, dizia a manchete.

Mas os editores queriam um diferencial na cobertura da morte do mais temido cangaceiro. E acionaram um correspondente em Maceió para ir além dos fatos e buscar os bastidores do legado deixado por Lampião. No dia 3 de agosto de 1938, O GLOBO relatou a disputa pela sucessão de Virgulino e arriscou quatro nomes de confiança de Lampião para comandar o grupo: “Quatro bandidos disputam o spectro de ‘Lampeão’! A sucessão do ‘Rei do Cangaço’ pende ainda entre ‘Corisco’, Roque, ‘Portuguez’ e ‘Sereno’”.

Correspondente se espanta com peso de cangaceira

Vaidoso, Lampião usava perfume francês e gostava de uísque importado. Durante a cobertura da morte de Lampião e Maria Bonita, O GLOBO fez um alerta: o banditismo não havia terminado, pelo contrário, tinha chegado à “phase mais aguda, porque o governo comprehende a necessidade de manter a ocupação do sertão por suas forças”, desafio semelhante ao enfrentado hoje, quase 80 anos depois, em áreas pacificadas do Estado do Rio.

Na mesma edição de 3 de agosto de 1938, Maria Bonita ganhou destaque. Em um texto exclusivo, o correspondente em Maceió trouxe a narração do soldado Bertholdo, que teve a missão, ou para parte da tropa, a honra de cortar a cabeça de Maria Bonita.

“Paciência, Maria Bonita!...”, disse o soldado, antes de decepar a cabeça da companheira de Lampião. Segundo o correspondente, a frase resumiu o sentimento do militar na hora. Ainda no relato, chamou a atenção a descrição que Bertholdo fez da cangaceira: “‘Maria Bonita’ estava gorda. No pescoço mais de dois dedos de banha foram notados pelo soldado.”

Lampião tinha como uma de suas paixões o rifle Winchester 44, chamado de Lampião, origem de seu apelido. Era afilhado e amigo de padre Cícero. Vaidoso, usava lenços de seda, perfumes franceses e óculos alemães, que disfarçavam o defeito no olho esquerdo. Gostava também de beber uísque importado. Em uma de suas fotos mais conhecidas, aparece lendo O GLOBO. O flagrante, sem crédito, acreditase ser do libanês Benjamin Abrahão, secretário de Padre Cícero e único a filmar Lampião e seu bando. Benjamin foi retratado no filme “Baile perfumando.”

CIDADES SITIADAS PELO MEDO

Dos tempos do cangaço aos dias de hoje, o sertão de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe — onde o Rei do Cangaço agia — ainda é alvo da violência. Pesquisa do Instituto Igarapé aponta que seis dos dez estados com maiores taxas de homicídio estão no Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Sergipe. Das dez cidades mais violentas, seis são nordestinas: Maceió, Camaçari, Fortaleza, João Pessoa, Vitória da Conquista e Imperatriz. Para o pesquisador José Maria Nóbrega, da Universidade Federal de Campina Grande, a violência está ligada à fragilidade do Estado:

— À época de Lampião, o país vivia uma instabilidade política. Hoje, a violência está ligada ao aumento do poder aquisitivo, a drogas e a falhas da polícia.


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LANÇAMENTO DO LIVRO "OS CANGACEIROS VIRIATOS E O POVOADO DE BOA ESPERANÇA"


Este livro será lançado nesta sexta-feira 14/02 ás 15:00 horas, no Distrito da IARA, Município do Barro CE. Livro com 700 páginas, tiragem limitada. O autor Wilson Leal convida todos os amigos e estudiosos da História e Cultura Nordestina.


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A SEREIA DO MAJOR

Clerisvaldo B. Chagas, 13 de fevereiro de 2020
Escritor Simbolo do Sertão Alagoano 
Crônica: 2.261

Foi na gestão estadual do General Luís Cavalcante (1961-1966) que foi instalada a estátua da sereia em Maceió. O governante era conhecido popularmente como “Major”. Inclusive, foi ele quem proporcionou à Santana do Ipanema, água e luz do rio São Francisco. O Major, para melhorar ainda mais a beleza das praias do Bairro Riacho Doce, litoral norte de Maceió, encomendou a estátua de uma sereia de cimento e concreto. O artista convidado para realizar a obra foi o escultor Corbiniano Lins, de Pernambuco. A referida estátua foi mostrada ao público em um dos arrecifes da praia, com quase quatro metros de altura. Inicialmente o lugar passou a se chamar “Praia da Sereia” e, a escultura, de “Sereia da Major”. Todos queriam conhecê-la, tirar fotos e banhar-se em suas águas. Foi um sucesso na época como ainda hoje perdura.
SEREIA E SUA PRAIA. (FOTO: SECRETARIA DE TURISMO)

A Praia da Sereia tornou-se assim um dos pontos turísticos mais  procurados de Maceió. Suas águas são barradas em parte pelo recife, fazendo piscina onde crianças costumam brincar. Houve época, porém, em que o mar estava de ressaca e chegou a danificar a cauda da sereia. Tirar uma foto da estátua, funciona como belo troféu e prova inconteste que você esteve mesmo na capital alagoana. O dia de Iemanjá, 8 de dezembro, é bastante visitada a praia pelos seus seguidores. São feitas muitas oferendas e pedidos de paz e felicidade para todos. A citada praia não fica tão longe do Centro. Famílias e mais famílias se deslocam até ali onde passam o dia gozando suas belezas naturais e usufruindo dos típicos restaurantes das suas imediações.
Destacamos no momento, a escultura ornamental de lugar muito interessante. Mas se o amigo ou amiga não conhece Alagoas e gosta de praias bonitas, irá encontrá-las para todos os gostos. Tanto faz  escolher o litoral Sul quanto o litoral Norte: praias habitadas e selvagens; de águas calmas ou bravias; repletas de coqueiros ou não; somente com dunas; e aquelas em que você penetra mais de quinhentos metros mar adentro. São muitos recifes de arenito, dunas, lagunas, falésias, manguezais, pequenas ilhas, baías e muitos outros desenhos que encantam turistas e pesquisadores.
Para quem gosta de muita Geografia, recomendamos uma visita a Jequiá da Praia. Mar e Lagoa Azeda.


http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2020/02/a-sereia-do-major.html

DEPOIS DE TUDO

*Rangel Alves da Costa

A vida é cheia de encantamentos, de tristezas, de alegrias. Na infância um viver de desandar e revirar, de se esconder e não querer ser achado. Para depois ter de acertar o passo na vida e aprender a caminhar na estrada.
Depois disso, depois que a juventude vai despertando o ser com outro pensamento e ideias, os caminhos passam a ser escolhidos com mais vagar e os passos dados sem muita pressa de chagar. Compreende-se a vida como um estranho livro.
Quando a idade avança, e vai avançando cada vez mais, aqueles caminhos passados, aqueles passos dados, tudo é retomado pelo pensamento, pela memória, pela nostalgia. E sabe que daí em diante pouco irá caminhar, e sequer em busca de sonhos tão desejados e jamais alcançados.
Tudo se torna difícil demais. As estradas são apenas os passos, as realizações são aquelas rotineiras e de pouco fazer. Olhar que se lança saudoso aos horizontes, coração que ainda sente pulsar desejos antigos. Mas tudo apenas alento para afastar as angústias da solidão.
Solidão que chega como companhia inafastável. Na velhice há uma solidão que, mesmo não estando sozinha, a pessoas se sente como distanciada de tudo, como se não puder mais ter ao lado as coisas tão cativantes.
E depois vem a soleira da porta como horizonte de vida. Foi assim que aconteceu com um conhecido e acontece com muita gente.
Na soleira da porta, ele via tudo passando. Os ódios, os rancores, as falsidades. Tudo passava e ele continuava feliz...
Na soleira da porta, bem em cima do batente e ladeando a portada, ele via as folhas secas esvoaçando em fúria. Entristecia, mas pensava na próxima estação e continuava feliz.
Na soleira da parta, logo ao amanhecer, ele viu o menino do pirulito passar e comprou uma porção só pra lhe causar contentamento. O menino estava triste, mas o seu novo sorriso também lhe trouxe felicidade.
Mas houve um tempo em que ele ia muito além da soleira da porta. Cortava estrada, seguia distante, chegava perto do céu no seu cavalo alazão. Retornava no suor na luta, mas sempre feliz pelo seu ofício.
Dono do mundo. Avô, pai, tudo. Cheio de força e disposição, não sentia cansaço nem quando o ofício do dia parecia querer testar suas forças. Vencia espinhos, pontas de pedras, tocos de pau, e sem jamais perder o encorajamento em busca da felicidade.
Olhos acostumados a avistar o conhecido e o espantoso. Mãos que se alongavam como se quisesse alcançar o sol e a lua. Uma sabedoria de mundo, tudo aprendido no livro da luta, que nenhum mestre de academia jamais saberia igual.
E hoje, ou já desde algum tempo, apenas ali na soleira da porta. E da soleira da porta avistando o mundo que era seu e que não é mais. Não entristece, não lacrimeja, não se atormenta por dentro. Tudo conseguiu, e por isso é feliz.
Tudo conseguiu, mas o que conseguiu? Sobreviver em meio a tanta dificuldade, ter o pão de cada dia em meio a tanta panela vazia e prato sem pão, ter a honradez de olhar para o passado e dizer que foi honesto em cada passo que deu.
Mas hoje está na soleira da porta. Noutros idos, costumava sentar num tamborete pela calçada ou mais adiante na malhada, em cima de um tronco de pau deitado. Conversava com os bichos, com o passarinho, com a pedra grande, com o vento açoitando.
Não reclamava de não poder cortar estrada e tomar poeira no meio do mundo. Não entristecia poder não poder mais se achar o dono do mato, das catingueiras floridas e das pedras molhadas do riachinho. Tudo tem seu tempo, dizia.
Contentava-se com o seu mundo na soleira da porta. Até podia andejar pelos arredores, colocar cadeira debaixo do sombreado da jaqueira, conversar lá fora com o calango e passarinho.
Era ali que gostava de ficar matutando as coisas da vida. De vez em quando conversando sozinho (porque achava bom fazer assim), sentenciava: Pensando bem... A gente vale tão pouco aos outros, que num instante a gente não vale mais nada!
Pensando bem... A idade da gente devia ser repartida. Quem não soubesse viver a fatia dada, mais adiante essa fatia seria perdida até retornar ao tempo perdido, com a obrigação de aprender a viver.
Contudo, um mistério há nessa história toda. Ele sempre está ali na soleira da porta, entre o vão de fora e o vão de dentro, por um motivo angustiante e pesaroso demais. Dali daquele local deu adeus à velha companheira quando ela partiu para a eternidade.
E depois disso, feito menino teimoso, ali, ali na soleira da porta, fica a esperar que um dia ela volte. E crê que a morte é ressuscitada em nome do amor. E acredita que quando o amor é profundo demais nenhum adeus será de última despedida.
Assim, na soleira da porta também está o amor.

Escritor
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