Seguidores

sábado, 22 de fevereiro de 2020

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
franpelima@bol.com.br
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

LIVRO CORISCO A SOMBRA DE LAMPIÃO

Por Francisco Pereira Lima

A recomendação bibliográfica de hoje: 
CORISCO: A Sombra de Lampião, de Sérgio Augusto S. Dantas. 
Um excelente livro sobre essa figura emblemática do Cangaço. 

franpelima@bol.com.br e whatsapp 83 9 9911 8286.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.

franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O RÁDIO EM MOSSORÓ

Por Edvaldo Morais

(No registro fotográfico, José Maria Madrid ao lado de Luiz Gonzaga, em evento promovido pela Rádio Rural.)

Notícias da Cidade – com José Maria Madrid - (por Edvaldo Morais – publicado no Boletim da Fundação Vingt-Un Rosado em janeiro/2020).

Lembro que, nos idos de 70, sob o calor causticante do meio dia, costumava ouvir rádio no alpendre da nossa casa da Rua Coronel Fausto, Alto da Conceição. Era quando a Difusora de Mossoró, com o prefixo ZYI-20, levava ao ar: “Notícias da Cidade”, cujo slogan era “o mais antigo e criterioso informativo local”. A trilha musical do noticiário era bastante identificada em toda cidade. 

Se fosse ouvida em um outro horário, algo de anormal estaria acontecendo, era uma edição extraordinária, com certeza. Um dos melhores locutores noticiaristas da atração foi, sem sombra de dúvidas, José Maria Neto, ou José Maria Madrid, como ficou popularmente conhecido nas lides radiofônicas. Natural de Santa Cruz/RN, Zé Maria deixou um reconhecido legado. De uma voz firme e vibrante, com perfeita dicção, foi um verdadeiro mestre dos microfones, tanto em estúdio quanto nas coberturas externas. 

Além das rádios de Mossoró, sua voz foi escutada por cearenses e paraibanos, quando atuou em emissoras dos vizinhos estados do Ceará e da Paraíba. Autêntico profissional, que infelizmente deixou se levar pelo vício do álcool, prejudicando consideravelmente sua carreira profissional e vida familiar, chegando ao ponto de ser atropelado por uma locomotiva, próximo ao Sítio Bom Jesus, no dia 20 de dezembro de 1994, vindo a óbito, com 55 anos de idade. Deixou saudades e uma lacuna jamais preenchida no rádio mossoroense.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

FEIRA NOVA, SERGIPE, CIDADE SURGIDA EM DECORRÊNCIA DO CANGAÇO DE LAMPIÃO

Material do acervo do pesquisador Antônio Corrêa Sobrinho
As imagens são minhas, capturadas hoje, quando de passagem pelo pequeno burgo sergipano.

A cidade de Feira Nova, distante 104 quilômetros da capital Aracaju, nasceu de uma feira de trocas de animais criada por comerciantes na década de 1930. O objetivo era evitar que os habitantes saíssem para fazer suas compras em cidades vizinhas e fossem atacados pelo bando de Lampião, o cangaceiro mais temido do sertão. A denominação marcou tanto que foi mantida após a emancipação do município, ocorrida em 1963.

As imagens são minhas, capturadas hoje, quando de passagem pelo pequeno burgo sergipano.

O povoado surgiu de uma fazenda chamada Logrador (Logradouro). Parte das terras, a maioria pertencente a Domingos Dias de Souza (Domingo Bolachão), foi adquirida por José Alves de Queiroz (Fifio), que passou a habitar no pequeno povoado onde já residia José Lino de Souza, um comerciante de peles de animais. Fifio teve a ideia, junto com José Lino de Souza, de montar uma bodega e transformar parte daquele ambiente em um pequeno centro de troca e venda de gado e couro.





Na época, os moradores da redondeza faziam as compras nas feiras das cidades vizinhas, Nossa Senhora da Glória e Nossa Senhora das Dores. Eles viviam aterrorizados com as histórias de atrocidades praticadas pelo bando do cangaceiro Lampião, que rondava a região e tomava as mercadorias dos feirantes. Por causa disso, com a colaboração de comerciantes destemidos de Glória e Dores, a feira livre foi implantada no próprio povoado.

Fonte: Internet

Mapa wikipedia


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

UMA EXCELENTE INICIATIVA!!

https://www.youtube.com/watch?v=rhVfsJdV64E&feature=share&fbclid=IwAR1gyE-vFLdpqxn-Le24GRnfLhK84eFgYhlhCSbsZxQewbck6KLBTa04XaI


GECC - Programa 1 Primeiro programa do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, em que teremos a cada programa convidados para debater os mais diversos temas relacionados a arte, cultura, letras e história do nordeste e do Brasil. https://youtu.be/rhVfsJdV64E

Categoria


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

UM VÍDEO QUE FOI PRODUZIDO PELA MINHA QUERIDA AMIGA... MABEL NOGUEIRA... DE SAUDOSA MEMÓRIA,,,



... onde o historiador Luiz Ferraz Filho, mostra o túmulo do Tenente João Gomes de Lira e conta um pouco da história desse bravo "Nazareno", que dedicou anos de sua vida no combate ao cangaceirismo nos sertões do Nordeste.


Nesse documentário o historiador Luiz Ferraz Filho mostra o túmulo onde está sepultado o Tenente João Gomes de Lira, que no passado integrou a Força Policial de Nazaré, cujos integrantes eram conhecidos como "Nazarenos", principais inimigos de Lampião e apontada como uma das Forças Volantes mais atuantes e temidas entre aquelas que atuavam em repressão ao banditismo/cangaceirismo durante o período do cangaço. Filmagem: Mabel Cristine Nogueira Sousa Geraldo Antônio de Souza Júnior

Categoria


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CONHECEDORES DA NOSSA HISTÓRIA_03

Vídeo do cineasta Aderbal Nogueira

PROFESSORA LUITGARDE BARROS, FALA SOBRE O POLÊMICO RELACIONAMENTO DE PADRE CÍCERO E LAMPIÃO.



Tema:O Polêmico Relacionamento de Padre Cícero e Lampião Depoimento: Profª Luitgarde Barros.

Categoria


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PREPAREM A CARNE SECA, A FARINHA E A RAPADURA... SEM ESQUECER DA "ZINEBRA" E DA "GASOSA"... QUE TAMBÉM NÃO PODEM FALTAR NO BORNAL... PORQUE VEM COISA BOA POR AÍ...



O nosso amigo e confrade José Francisco Gomes de Lima (Grupo "Lampião - Governador do Sertão) esteve recentemente na cidade de Barro/CE, cidade que por inúmeras vezes visitei durante a década de 1990, e acompanhado do historiador e pesquisador Sousa Neto (Barro/CE), gravou um vídeo na antiga casa do coronel José Inácio de Souza "Zé Inácio do Barro", mostrando a antiga casa que no passado abrigou e serviu de coito para cangaceiros renomados tais como: Sinhô Pereira, Luiz Padre, Lampião, entre tantos outros nomes do cangaceirismo nordestino.

Nesse vídeo vocês conhecerão o lado externo e interno da casa e o mais importante... ouvindo parte da história através de um dos maiores conhecedores da história envolvendo o celerado coronel e seus "pupilos"... quero dizer... cangaceiros.

Em breve no canal... CANGAÇOLOGIA.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

PESARES!



É com muitos pesares que nós vinhemos aqui prestar as condolências e a solidariedade à família de (MANOEL MATIAS ROCHA - o Manoelzinho)
que veio a falecer nesta manhã do dia 16-02-2020.



Manoelzinho era filho de JOÃO MATIAS ROCHA https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/tcb/1/16/1f641.png=(João lica) um dos maiores combatentes contra o movimento Cangaço ao lado do Capitão (ARLINDO ROCHA = o queixo de prata). Esteja com Deus neste momento.



http://blogdomendesemendes.blogspot.com

REVIRANDO O BAÚ.


Por Geraldo Antônio De Souza Júnior

Começando o ano trazendo uma grata lembrança do batizado de Ubiratan (Bira), neto do casal cangaceiro Sila e Zé Sereno, filho de Ivo Ribeiro e Tercilia Teco de Sousa.

Na fotografia a começar da esquerda estão:

Sila (Ilda Ribeiro de Souza), Ivo Ribeiro da Silva (Filho de Sila e Zé Sereno) e sua esposa Tercilia Teco de Souza, dona Nena (Mãe de Tercilia) Gilaene "Gila" de Sousa Rodrigues (Filha de Sila e Zé Sereno) e seu esposo Arthur Rodrigues. O casal na extrema direita são os pais de Arthur Rodrigues (Dona Albertina e Sr. Luiz). A criança é o Ubiratan (Bira) filho do casal Tercilia e Ivo Ribeiro, de saudosa memória.

Fotografia gentilmente cedida por Tercilia Teco de Sousa.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

QUE VENHA O CARIRI CANGAÇO PAULO AFONSO

Por Antônio Galdino
Antônio Galdino e João de Sousa Lima

Tenho acompanhado pelas redes sociais a vinda - até que enfim - do Cariri Cangaço para Paulo Afonso. Em muitos anos, foram também muitas as tentativas para que isso acontecesse. Que bom que esse ano deu certo! Admiro o teu trabalho duro para resgatar valores preciosos, realmente grandes tesouros enterrados, elos importantes da cultura sertaneja, prédios, edificações de patrimônio histórico e cultural valiosíssimos, que viveram abandonados por anos, séculos e agora se mostram ao mundo, pela importância dos olhares que fazem o Cariri Cangaço, com a real importância que têm para que se compreenda, se estude melhor, as raízes sertanejas em muitos lugares.



O Cariri Cangaço, pelo elevado nível dos seus pesquisadores, que já resultou na criação de muitos livros, vídeos, publicações diversas, se transformou, desde aquele seu primeiro momento no Crato/Juazeiro/Barro, numa espécie de Universidade Aberta de Estudos do Sertão. Conte comigo, no site www.folhasertaneja.com.br e no jornal Folha Sertaneja que completa 16 anos neste mês de Fevereiro para divulgar o Cariri Cangaço como um todo e, de forma especial esta edição que acontecerá em Paulo Afonso nos idos de Junho deste ano, período junino, de festas tão marcantes no sertão e onde, certamente, o ritmo do xaxado, tida como a dança dos cangaceiros estará inserida no contexto da programação, nesta terra de Maria Bonita e também de beatos e coronéis. Sucesso, caro Severo!!! Abraço fraterno.

Antônio Galdino da Silva - presidente da Academia de Letras de Paulo Afonso. Diretor da Galcom Comunicaçõese Jornal Folha Sertaneja. 16 de Fevereiro de 2020


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CEEC ENTREVISTA - JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO



Brilhante entrevista sobre a trajetória de Lampião, muito elucidativa, mas fica uma indagação no ar...por que Corisco não estava na Grota do Angico? Fala muito da fama que se repete ainda hoje, Corisco era mesmo o real parceiro de Lampião?



José Bezerra Lima Irmão é membro da Academia Gloriense de Letras. Natural de Alagadiço, município de Frei Paulo. Aos cinco anos, sua família se mudou para a Barra das Almas, no município de Glória, e depois para o povoado Piabas. Reside atualmente em Salvador. 

É pesquisador apaixonado do cangaço e de tudo o que diz respeito à história do Nordeste, envolvendo suas figuras míticas, tais como Padre Cícero, Antônio Conselheiro, José Lourenço, Severino Tavares e Quinzeiro, e os trágicos episódios de Canudos, Caldeirão, Pau-de-Colher, Serra do Rodeador e Pedra Bonita do Reino Encantado ou Pedra do Reino. Fruto de onze anos de pesquisa, publicou um imenso tratado sobre o cangaço "Lampião - A Raposa das Caatingas". 

A obra, de 736 páginas, sucesso de público e de crítica, em pouco mais de um ano, já se encontra na terceira edição. Leia mais: https://www.academiagloriensedeletras... Inscreva-se no canal do CEEC: https://www.youtube.com/channel/UCw6t... 

FACEBOOK: https://www.facebook.com/ceecuneb/ TEL: (71) 3321-5081 Rua do Cabeça, n. 10 – Ed. Marquês de Abrantes, 8º Andar – Sala 812, Salvador-BA, Brasil. CEP:40060-230.

Categoria


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

DOIS RANCOROSOS PATENTEADOS SE ENCONTRAM PARA AMENIZAREM RIXAS PASSADAS.

Por José Mendes Pereira 
Coronel Joaquim Resende e Melchiades da Rocha

Conta o escritor Alcindo Alves Costa em seu livro: “Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico” que o rio São Francisco foi um grande agasalhador do povo sertanejo. E lá, o povoamento foi se formando nos alarmados declives de sua margem.

Já no ano de 1611, um minúsculo povoado nascera lá, onde os sofridos sertanejos construíram as suas barracas, na intenção de sobreviveram através da pesca, uma vez que as dificuldades alimentares eram presentes. Como o rio era favorável à pesca, mesmo faltando-lhes outros alimentos necessários à sobrevivência, todos preferiam viver ali mesmo, no intuito de não morrerem de fome em outras regiões. E nessa época, o lugarejo pertencia ao município de Mata Grande, conhecido em todas as regiões adjacentes por Jaciobá. Os tempos foram se passando, e a cada ano eram construídas mais casinholas, fazendo com que o lugarejo fosse se expandindo gradativamente. E no ano de 1881, no dia 18 de junho, através da lei nº. 756, finalmente o lugarejo foi emancipado, tomando posse como primeiro intendente, ou seja, prefeito, um senhor chamado Serafim Soares Pinto. E assim que passou a ser cidade, começou a se desenvolver mais ainda, tornando-se um importante município nas terras alagoanas. Mas posteriormente, este valoroso município passou a ser chamado definitivamente de Pão de Açúcar. 

E já no século XX, o município passou a ser comandado pelo coronel Joaquim Resende, um senhor de grande força política que chegou a ser odiado por alguns e admirado por outros. Era um homem rancoroso ao extremo, uma vez que não temia a ninguém. Mas apesar de ter seus adversários, mesmo assim, era um homem muito respeitado por todos que moravam lá, e pelos povoados adjacentes. O coronel Joaquim Rezende tinha as suas intrigas, tendo como inimiga, a família Maia, uma das mais tradicionais que também não se rendia ao patenteado.
           
No ano de 1935, dois rancorosos e poderosos pela primeira vez se encontraram, ambos patenteados. Por um lado, o poderoso e zeloso da sua patente militar, o coronel Joaquim Resende. E pelo outro, o afamado e considerado o governador dos sertões, o amante das armas, o perverso e sanguinário capitão Lampião. No encontro marcado para os afamados a única finalidade era discutirem os desejos de ambos, como donos da lei.

Como Lampião queria na força e na raça ser governador do sertão e o coronel Joaquim Resende achando que o rei não podia lhe dar ordem, o assecla se sentindo desprestigiado, organizou uma maneira de atormentar a administração de Joaquim Resende. E sempre que colocava os pés naquela região sertaneja fazia invasões com depredações e ainda praticava mortes. 

Sendo disposto e exigente com a sua soberania o coronel Joaquim Resende dizia abertamente, que os arrufos de qualquer ser humano não lhe metiam medo. E nem tão pouco de cangaceiro, assim como Lampião.
                                                            
Como o rei ficou chateado com o que dissera o oficial contra a sua pessoa o capitão Lampião resolveu fazer uma perseguição a alguns dos seus amigos. E assim que principiou o ataque aos amigos do coronel, este não querendo deixá-los sozinhos, isto é, entregue às vontades do perigoso Lampião, passou a apoiar as decisões que os seus aliados tomavam contra o assecla.
                                               
Com a decisão tomada por Joaquim Resende tanto os amigos do patenteado como os do outro o  rei Lampião, ficaram bastante preocupados, afirmando que, se o oficial não medisse as palavras que soltava ferindo o rei do cangaço, a vingança não tardaria acontecer. E a partir dessa desavença entre os poderosos, os protetores das duas autoridades deram início a uma forma de a quieta, a quieta, na finalidade de acabarem com a briga entre as suçuaranas humanas. O medo que eles tinham era se Joaquim Resende continuasse usando certos termos desrespeitando a majestade, uma vez que este não o perdoaria, e com certeza, a sua vingança seria devastadora. 

Na verdade, quem não quisesse ser desmoralizado ou derrotado não adiantava criar problemas com Lampião, pois além de ser destemido, era altamente perigoso e vingativo. E quando não conseguia dominar os seus inimigos e perseguidores iniciava uma destruição em massa, sem reservar ninguém e nem a quem, tentando vencê-los na força, com combates e na coragem. Mas era do conhecimento de todos que o rei Lampião sempre dizia: 

“-Tenho respeito por juízes e coronéis. E só brigo com estes patenteados quando eles querem, pois se depender de mim, eu não brigo”.

Mas como em todas as brigas tem sempre uma pessoa que faz o papel de sossega leão, um senhor chamado Zuza Tavares, foi um dos incumbidos pelos amigos para resolver a questão entre os dois indomáveis leões. 

Os amigos de ambas as partes marcaram uma reunião, e decidiram que o importante para os dois se entenderem, seria organizar um encontro entre as duas feras humanas. 

- E quando seria este encontro? 

- Logo no início do ano de 1936. 

- E o local do encontro?  

- Seria na Fazenda Floresta, lá nas terras sergipanas, no Maitá, já que o rei e sua respeitada saga estavam de redes armadas e cachimbos acesos naquele lugar. 

- E quem ficaria encarregado de providenciar o transporte até à fazenda? 

- O grande honrado para adquirir o transporte foi um senhor chamado Messias de Caduda. 

- E qual seria a locomoção que o famoso rei iria até a casa do coronel Joaquim Resende? 

- Lógico que seria em uma bela e zelada canoa, já que no lugar não tinha iates, barcos ou outra coisa parecida. 

- E de quem seria esta canoa? 

- Seria a canoa  de um senhor de nome João de Barros porque apesar de ser pescador, era um homem de grande confiança. 

Este foi o confiado para levar o rei ao encontro do coronel. E sem muita demora, foi feito o contrato do aluguel da canoa para este fim.

João de Barros se sentindo importante, por ter sido escolhido para transportar a majestade, deu início a uma grande limpeza no honrado transporte, tirando o excesso de salmouras de peixes entre as tábuas. Afinal, nele iria entrar um dos homens mais importantes do nordeste. Depois o higienizou com um cheiroso detergente. E em seguida, partiu para o local combinado. Canoa pronta, sua majestade dentro dela. E sem mais tardar, João de Barros remou o belo transporte em direção a Pão de Açúcar, até a Fazenda Floresta.    

Mas, desconfiado, sagaz e cuidadoso com a sua vida e as dos seus comandados o rei Lampião achando que poderia existir alguma armadilha na fazenda Floresta, antes de chegarem ao local combinado, mandou que o João de Barros encostasse a canoa à beira do rio. Este obedeceu a sua ordem. O assecla incumbiu que o Messias descesse e fosse até à fazenda Floresta, e lá, fizesse uma rigorosa vistoria, olhando todos os cômodos da casa, revistasse tudo, tim-tim por tim-tim. Assim que terminasse a revista por dentro da mansão, fosse vistoriar as suas laterais, e não deixasse nada por revistar. E ainda o rei o advertiu que não queria nenhuma novidade inesperada, pois se isso acontecesse contra ele e os seus asseclas Messias já sabia muito bem que ganharia uma penalidade horrorosa. Ou o rei o mataria com um tiro, ou o enfiaria o seu longo punhal na sua clavícula.
                                                              
Messias ao entrar na casa deu início à revista.  E enquanto fazia a revista, olhou para um dos lados e viu um senhor que pelo seu jeito de se vestir, pareceu-lhe ser  uma autoridade. E era mesmo. Sem dúvida, o coronel Joaquim Resende, o grande e respeitado oficial. O Messias que ainda não o conhecia, depois de algumas conversas, pediu que o perdoasse por ter entrado ali sem a sua generosa autorização, e alegou que era ordem do capitão Lampião para revistar o ambiente.   

O coronel Joaquim Resende não tendo nada a opor disse-lhe que Lampião tinha razão, pois ele estava mais do que certo. É claro que o coronel não iria tirar a razão de Lampião em mandar alguém para uma averiguação, pois a majestade precisava de proteção, tanto para ele como para os seus comandados.  E sem querer usar os seus poderes, apesar de ser uma autoridade, disse ao coiteiro que naquele momento aquela mansão estava entregue a ele. Autorizando-lhe que percorresse todos os cômodos e dependências, inclusive revistasse as laterais da residência.  Terminada a revista o Messias retornou ao local onde estava a majestade e os seus valiosos asseclas.                            

Mas o capitão Lampião podia ficar tranquilo pois o coronel Joaquim Resende e os seus comandados não eram covardes para prepararem uma armadilha contra ele. O que ali iria acontecer era simplesmente um acordo entre os dois arrogantes, e jamais seria feita uma traição. O rei quando dava uma palavra, cumpria. E por que Joaquim Resende não poderia cumprir a sua? Assim que o coiteiro retornou à presença do rei, ainda meio preocupado com a segurança, e  não acreditando, Lampião exigiu que o coronel fosse até a beira do rio São Francisco onde ele se encontrava.                                             

Não temendo o chamado, mas o respeitando, o coronel Joaquim Resende dirigiu-se para o local sem se sentir inferiorizado e sem nenhum problema. Na hora do encontro, todos foram abraçados pelo assecla, principalmente o patenteado. Em seguida, tomaram rumo ao palacete do oficial. Lá, foi necessário que o Zuza Tavares se retirasse do local, pois Lampião precisava conversar com o famoso coronel Joaquim Resende  um assunto a dois.  A reunião muito se demorou e só terminou lá pela madrugada. E com certeza, foi de grande interesse entre os dois poderosos.

Quando terminou o encontro os amigos de ambas as partes se sentiram realizados, uma vez que as queixas de Lampião contra o pessoal do coronel Joaquim Resende, principalmente uma que ele tinha com um fazendeiro de nome Juca Feitosa, as rixas, e as amizades foram vistas com carinho, bons olhos e reconquistadas.

O coronel Joaquim Resende que se tornou amigo de Lampião, prefeito de Pão de Açúcar e chefe político do partido UDN foi assassinado numa manhã do mês de setembro do ano de 1954 em São José da Tapera. Na época este era um pequeno povoado do município de Pão de Açúcar. Foi morto com tiros de parabelum. 

Seus assassinos foram Elísio Maia e seu irmão Luiz Maia que se diziam perseguidos pelo mesmo. Inclusive, conforme declarações do próprio Elísio Maia, feitas na fase do inquérito policial, a vítima vinha armando várias emboscadas para matá-lo, que era Prefeito na época do ocorrido. Após ter  assassinado o coronel Joaquim Resende Elísio Maia abandonou o  mandato de Prefeito e se mandou  para o Sul do Brasil.

Fonte de pesquisa: "Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico".

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ÁRVORES CENTENÁRIAS.

Por Sandro Lee

... árvores centenárias e fontes de águas cristalinas, são as Riquezas da Fazenda Caritá que pertenceu ao coronel João Sá. Entre os municípios de Jeremoabo e Sítio do Quinto, onde ouve grandes reuniões do coronel e Lampião entre os anos de 1930. 

Sandro Lee Flávio Agenor e o cinegrafista Alan Rota do cangaço. De Paulo Afonso-BA.












quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

CASARÃO ANTIGO E O QUARTO ONDE LAMPIÃO O REI DO CANGAÇO DORMIU FLORES-PE

Por Sálvio Siqueira

No município de Flores-PE, ainda hoje existem resquícios da passagem dos bandos de cangaceiros.

Virgolino  Ferreira chefe cangaceiro natural de Vila Bela, hoje Serra Talhada-PE, foi o último dos grandes chefes do fenômeno social e é um dos personagens mais biografados da América Latina.

No vídeo abaixo, veremos as imagens de um antigo casarão aonde o chefe cangaceiro se acoitava.

"Casarão antigo e o quarto onde Lampião, o rei do cangaço, dormiu em Flores - PE"

Uma produção "Canal Sertão Mamoeiro".

http://blogdomendesemendes.blogspot.com